Título: Encontro Cósmico.
Autora: Lilly Angel (mas podem me chamar só de Lilly).
Beta: Sakura Mars.
Retratação: Como vocês devem imaginar Sailor Moon não me pertence porque se não eu tava de férias em alguma ilha paradisíaca e não pegando a maior chuva pra não ficar com falta… Enfim voltando a realidade Sailor Moon é da sortuda e talentosa Naoko Tekeichi e essa estória aqui sim é minha.
Aviso: Essa fic é UA ou AU como preferirem, trocando em miúdos as meninas não vão bater… talvez a Serena ocasionalmente, em todo o caso qualquer alusão é uma mera tentativa de ironia da autora.
Agradecimentos: A minha Beta Sakura Mars que apesar de tudo, ainda está arranjando tempo pra betar a minha fic muito obrigada, também quero agradecer a Nana Ônix por me apoiar e ajudar a mexer nesse trem muito obrigada também e por fim, mas não menos importante a Beatriz Moonpor ter sido a primeira a me mandar uma review no Fanfiction Net obrigada mesmo, vocês me deram o incentivo necessário para eu postar e começar nessa empreitada.
Ps.: Essa é a minha primeira fic e espero que vocês gostem. Boa parte da estória já está estruturada na minha mente, mas mesmo assim como a sabia Sakura Mars me disse: pela reação de vocês eu poderei ou não fazer alguma alteração na fic. Então não se esqueçam reviews!!!
Resumo detalhado:
Serena não está nos seus melhores dias: um rapaz misterioso que não sai de sua cabeça, um trabalho super assustador de História que terá que apresentar para a turma inteira, um cara lindo que acaba aprontando uma boa com ela, o baka de sempre que acha que pode humilhá-la e uma mulher muito estranha que aparece do nada contando uma estória mais estranha ainda, porém quando tudo está ruim ela faz um desejo e as coisas ficam piores ainda. Agora ela se vê casada com seu pior inimigo e tendo que cuidar de cinco filhos! Será que as coisas poderiam piorar... talvez a lei de Murphy realmente exista.
Inspirada em: Um homem de família e De repente 30.
Vocabulário:
Serena - Usagi
Darien - Mamoru
Lita - Makoto
Mina - Minako
Andrew - Motoki
.::. passagem de tempo .::.
Capítulo 1: Mascarado
Mas uma vez se pegava pensando naquele dia, naquele baile, naquele mascarado e em como tudo aquilo tinha começado. Já haviam se passado seis meses, seis longos e perturbadores meses, desde aquele dia fatídico ou abençoado, não saberia dizer ao certo. Pensava Serena Tsukino uma garota de 15 anos e meio (como ela gostava de frisar para parecer mais velha) sobre o baile de máscaras que havia acontecido há exatos seis meses.
Flashback
Era um baile de máscaras e, como manda, todos estavam mascarados e fantasiados. Ela e suas amigas estavam todas fantasiadas de princesas. Amy estava fantasiada de branca de neve, Rei era a princesa Jasmim (de Aladim), Mina tinha escolhido a Bela Adormecida, Lita foi de Belle (de a Bela e a Fera) e Serena decidiu ser a Princesa da Lua, uma princesa das estórias de sua mãe que ela simplesmente adorava e que tinha o nome parecido com o seu Serenity. Sem dúvida, das cinco ela era a mais bonita. Usava um vestido branco longo, com adornos dourados, duas asas de anjo nas costas, uma tiara dourada com o símbolo da lua e seus cabelos se encontravam presos em um coque perfeito com alguns fios dourados caindo encaracolados e, é claro, o principal – uma máscara branca com adornos dourados como o vestido.
Tudo estava lindo, o salão todo decorado as pessoas fantasiadas; algumas com fantasias muito engraçadas, em sua opinião. Todos estavam se divertindo muito, incluindo suas amigas, que já tinham sido chamadas para dançar e se encontravam na pista de dança. Já tinha sido chamada pra dançar também várias vezes, mais do que poderia imaginar, mas por incrível que pareça tinha recusado a todos. Não sabia porque, mas estava pra baixo, não estava curtindo aquela festa como todo mundo, festa essa que a tinha deixado muito animada dias atrás e agora estava se sentindo estranhamente triste. Resolveu ir ao jardim que havia na parte de trás daquele salão, não queria passar seu baixo astral pra ninguém. Talvez vendo a lua cheia que estava naquele céu afastasse sua tristeza. A lua... como adorava aquele satélite, ele tinha um estranho efeito sobre si, a deixava mais calma, relaxada e até mesmo emocionada. A fascinava tanta beleza principalmente quando ela estava cheia e brilhante como naquela noite, o pôr do sol também conseguia causar esses mesmos efeitos, mas a lua ah!... ela era incomparável.
Quando chegou ao jardim se viu fascinada, era lindo tudo... As flores, na sua maioria rosas e sakuras, suas preferidas, também tinha um pequeno lago cristalino que refletia sua tão adorada lua e uma pequena ponte de madeira em forma de arco que passava sobre aquele lago.
Parecia que ela não era a única que se sentia sozinha ou pelo menos não era a única que tinha tido a idéia de ir aquele jardim. Ele estava em cima da tal ponte de madeira, estava vestindo um smoking preto com uma camisa branca por baixo, também uma capa preta com fundo vermelho e uma máscara na face como todos naquela festa. Em sua opinião uma fantasia bem original por sinal, ele era a visão do paraíso e se encaixava perfeitamente naquele belo cenário.
Sentia-se estranha, toda a tristeza que sentia havia se esvaído completamente depois que olhou para aquele rapaz, ele tinha tido um efeito muito melhor sobre ela do que a própria lua que os iluminava. Olhou mais atentamente e percebeu que estava triste estranhamente podia sentir a tristeza e a solidão que emanavam do belo rapaz, gostaria de alguma forma arrancar tudo aquilo dele, mas a única coisa que conseguiu foi continuar admirando-o.
Não mais que de repente, ele virou o rosto como que sentindo que alguém o observava. Viu os olhos dele de um azul profundo, como um oceano, de um momento para o outro perderem a tristeza e se encherem de um brilho vivaz, o que a fez mergulhas-se ainda mais neles e já era tarde para voltar ou desviar o olhar, estava completamente hipnotizada por aqueles olhos que pareciam tragar sua alma e a si mesma no mais profundo abismo.
Quando deu por si estava apenas à distância de um passo dele, como tinha chegado ali não sabia, só sabia que era ali que deveria estar. Sem esperar sentiu uma das mãos dele acariciando seu rosto e aquele singelo toque a deixou completamente desnorteada, o choque da mão fria na sua pele quente, aquele choque... Não resistiu e fechou os olhos para sentir melhor aquele toque.
No momento em que fechou os olhos sentiu a mão dele parar de acariciar seu rosto para segurá-lo de forma carinhosa como se ele pudesse quebrar a qualquer momento, depois disso sentiu a outra mão dele em sua cintura vibrava a cada toque do que parecia um ritual para algo grandioso... E foi subitamente que sentiu lábios frios nos seus quentes e mais um choque. Não sabia, mas ansiava desesperadamente por esse toque, sentiu ele aprofundar o beijo e instintivamente entreabriu os lábios, sentindo logo depois a língua do rapaz invadir a sua boca de forma delicada e carinhosa a única coisa que conseguiu fazer foi corresponder àquele beijo e agora suas mãos se encontravam na nuca dele e o contato só foi quebrado pela necessidade de ar que ambos tinham depois daquele longo beijo.
Olhavam-se profundamente como nunca olharam para ninguém em suas vidas. Ainda estavam na mesma posição ele com as mãos no rosto e na cintura dela e ela com as duas mãos na nuca dele, respiravam com alguma dificuldade, mas continuavam a olhar-se intensamente.
Como alguém podia causar tanto efeito nela? Apesar de ser seu primeiro beijo era impossível ela estar assim só por isso, coração disparado, pernas bambas (se mantinha de pé só porque estava grudada no pescoço dele) sentia arrepios por todo o corpo, uma mistura de sensações que mal conseguia descrever... Calor, frio tudo tão confuso, mas tão envolvente e tão bom, ao mesmo tempo. Precisava de mais daquilo, mais daquele toque, mais daquelas sensações.
Dessa vez foi ela quem começou aquele novo beijo, nunca se imaginou tomando uma atitude tão ousada (na sua opinião) tomando a iniciativa, sempre fora extremamente impulsiva, mas quando se tratava de relacionamentos se mostrava totalmente tímida, como a maioria das garotas tão inexperientes quanto ela. E agora... Encontrava-se num cálido beijo com um completo desconhecido e o mais estranho era que esse "completo desconhecido" não lhe parecia tão desconhecido assim. Ele lhe parecia familiar de alguma forma. Mais uma vez, se separaram de um beijo e esse tinha sido melhor que o primeiro, muito melhor.
O sentiu segurando sua mão e a puxando delicadamente pra algum lugar que ela ignorava, deixando-se levar, de alguma forma confiava nele como nunca tinha se permitido confiar em ninguém, e sabia que ele nunca lhe faria mal algum mesmo não sabendo de onde vinha tanta certeza. Parecia que ele conhecia muito bem aquele lugar. Fechou seus olhos com as mãos a guiando cuidadosamente deram apenas alguns poucos passos e logo depois ele lhe tirou as mãos dos olhos fazendo com que ela tivesse uma das visões mais lindas de sua vida. Estavam diante de um pequeno jardim de rosas vermelhas, cheio de vaga-lumes que voavam sem direção certa tornando aquilo um pequeno espetáculo à parte, logo percebeu que não estavam muito afastados da festa, apenas um pouco escondidos. Sentaram-se em um bonito banco de madeira entalhada, muito bem trabalhada, onde se podia apreciar toda a perfeição do lugar como numa bela pintura.
Ficaram por momentos admirando o local até que voltaram seus olhos um no outro e novamente foram invadidos pela estranha fascinação, familiaridade, intensidade nos olhares e mais uma vez não conseguiram resistir. Iniciaram mais um beijo e outro e vários e incontáveis beijos e a cada beijo que davam cada sensação se tornava mais viva, mais forte, mais intensa. Não proferiram uma palavra, naquele momento elas pareciam absolutamente dispensáveis. Pra que precisariam de um mero conjunto de fonemas, se seus olhares, seus toques, seus beijos diziam tudo o que eles precisavam ouvir: a presença um do outro era o mais importante.
As horas se passaram em uma velocidade incrível, na opinião de ambos e quando se separaram para tirarem as máscaras um do outro... Ouviram vozes chamando por alguém. Demorou muito pouco para perceber que esse alguém era ela mesma, teria que ir embora mesmo que quisesse ficar e descobrir a identidade do já seu mascarado. Levantou-se apressada, mas foi detida pela mão do rapaz que segurou seu pulso com delicadeza e voltou-se novamente para ele que acariciou seu rosto com uma linda rosa dando-lhe um último e não menos apaixonado beijo, lhe deixando partir relutantemente com a rosa na mão.
Saiu tão apressada que acabou deixando uma pista da sua identidade... Uma pulseira com o seu nome estava, agora, nas mãos do mascarado, que ela não viu, mas que a mirava com extrema surpresa.
Fim do Flashback
Como, como, como, como ela podia ter se envolvido tanto com um "completo desconhecido", ou como pode ter se deixado levar por seus desejos recém descobertos, como, depois desses seis meses, ela ainda perdia o seu tempo pensando nisso, pensando nele e como ainda por cima de tudo podia guardar a rosa que ele tinha lhe dado naquele dia e que havia colocado num vaso de plantas regado e cuidado dela com todo o carinho do mundo, como se estivesse cuidando do próprio. Era um absurdo um verdadeiro e completo absurdo.
E o pior era que tudo o que havia acontecido naquela noite, parecia estar gravado como ferro em brasa na sua memória, de tão vivo, tão forte como se tivesse sido ontem. Se fechasse os olhos, ainda poderia sentir tudo com ainda mais nitidez, o toque, o olhar, o cheiro, os beijos... e que beijos!!! "Ai! Serena para de pensar nele"
Ele era sua obsessão e seu maior tormento. Sempre fora avoada e distraída, mas depois dele, parecia que viveria permanentemente no mundo da lua. Passava os dias pensando nele e quando ia dormir e finalmente parar de pensar. O que acontecia? Sonhava com ele.
Agora ela estava decidida: pararia de pensar nele de uma vez por todas, era uma promessa e ela teria que cumprir. "Vou esquecer de uma vez por todas o meu mascarado. Meu não ele não é nada meu! Ai, isso vai ser mais difícil do que eu pensava, mas vou conseguir ou não me chamo Serena Tsukino" – pensou com firmeza.
Estava tão absorta em seus pensamentos e promessas, que provavelmente não conseguiria cumprir, que não conseguiu escutar uma voz que chamava seu nome pela terceira vez. Só acordou quando ouviu um baque seco na sua mesa.
- Srta. Tsukino!
- Sim professora – respondeu vermelha por perceber que todos a observavam.
- Então responda a minha pergunta Srta. Tsukino. – a voz soando mais calma.
- Ahn? Que pergunta? – deu o sorriso mais amarelo de sua vida.
- A que acabei de fazer – disse a professora exasperada – bom vou repetir. O que foi o Renascimento?
- Er ... – "tô ferrada", pensou – eu não sei – confessou num sussurro derrotado.
- Acredito esteja distraída com coisas mais interessantes – disse a professora ironicamente – e a srta. deve saber perfeitamente que detesto falta de atenção nas minhas aulas. Por isso eu serei obrigada a tirar 2 pontos da Srta. e isso tirado dos poucos pontos que tem deve representar uma queda significativa na sua média, mas como estou de bom humor hoje lhe darei a oportunidade de recuperar os pontos que perdeu e quem sabe ganhar alguns a mais, o que eu acho pouco provável - sorriu diante do nervosismo de sua aluna mais incompetente - para isso terá que fazer um trabalho extra sobre O que foi o Renascimento, já que a srta. obviamente não sabe. Quero também que fale sobre os artistas mais famosos da época e escolha um pra falar de forma mais detalhada: vida e obra. – viu a professora se afastar um pouco aliviada, apesar do trabalho monstruoso que ela acabara de lhe passar.
- Ah! Srta. Tsukino – chamou novamente a professora agora com um sorriso no rosto que fez o estômago da loira revirar de nervosismo – quero que você apresente esse trabalho para a turma inteira, segunda–feira que vem.
Ah! Não, agora estava realmente perdida. Aquela nojenta era a pior professora que já tinha tido, não se contentava com nada e para ela todos os seus alunos não passavam de um bando de incompetentes, a maior nota da turma era 7 – imagine quanto a Serena tirava - que era da sua amiga Amy é claro. Ela odiava Serena e agora tinha obtido a oportunidade perfeita para humilhá-la publicamente.
Apesar de Serena ser tão espontânea e comunicativa tinha um grande problema quando se tratava de falar em público... Esse problema era de conhecimento de todos os professores que já tinham sido 'avisados' e de alguns colegas seus de ginásio que faziam o colegial com ela que no momento pareciam olhar com condolência para a pobre loira. O problema era bem simples: toda vez que ela fazia uma apresentação em público e não conseguia chegar a tempo no banheiro, alguém – outro pobre coitado como ela - da fila da frente acabava bem sujo. Falaria em público, tudo por culpa dele, tudo porque não o tirava da cabeça "Droga" pensou revoltada.
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- Calma Serena vai dar tudo certo – dizia Amy enquanto se encaminhavam ao encontro das amigas no pátio da escola.
- A srta. Tezuka me odeia, aquela sebosa é por isso que tá encalhada; gasta todo o seu tempo perseguindo aos alunos ao invés de ir pra uma academia queimar toda aquela banha. – disse com raiva - E agora Amy? – geme num tom desesperado.
- Nós podemos ensaiar a sua apresentação – diz a amiga com um sorriso bondoso – isso é só nervosismo Serena, é só você se sentir segura com o assunto e não terá problema algum.
- O problema é que eu sou a pessoa mais insegura que existe – constata desanimada – é melhor você não sentar na 1ª fileira segunda, melhor senta na última.
- Serena fique calma! Você precisa relaxar – talvez não fosse a melhor pessoa para dar esse tipo de conselho, mas precisava tentar animar a sua amiga, pra falar a verdade a 1ª que se aproximou dela não se importando se ela era a garota mais inteligente da escola ou não. Avistou Lita, talvez a morena conseguisse acalmar Serena.
- Porque a Serena tem que ficar calma? – indagou Lita que estava perto o suficiente para ouvir o comentário.
- É que ela estava distraída na aula...
- Novidade – interrompeu Rey que acabara de chegar.
- Rey pare de implicar com a Sere-chan – repreendeu Mina que havia chegado junto com Rey – Então Sere conta a história toda.
- É melhor eu contar – intercedeu Amy vendo o estado de desanimo da loira – vocês conhecem a professora Tezuka?
- A única doadora viva de coração, é claro – disse Lita divertida fazendo todas rirem menos Serena – ela é nossa professora de História também.
- Então – continuou Amy – a Serena estava distraída na aula e a professora percebeu, e acabou tirando 2 pontos dela e pedindo que ela fizesse um trabalho sobre O que foi o Renascimento, sendo que terá que apresentá-lo para a turma na segunda.
- É melhor todos na sala levarem suas capas e guarda–chuvas, parece que o tempo vai fechar – diz Rey morrendo de rir.
- Isso não tem graça – se pronuncia a loira pela primeira vez desde que as amigas chegaram, muito irritada com o comentário da outra.
- Serena sinceramente, você já devia ter superado isso, francamente... Vomitar toda vez que tem que falar em público, só você mesma.
- Cada um tem os seus problemas eu não fico te zoando só porque você tem medo de borboletas, então não crítica tá – soltou ácida.
Viu Rey ficar vermelha depois do que havia dito, não sabia se de raiva ou vergonha, bom agora não importava só essa visão fez com que seu humor melhorasse um pouco. Mas agora tinha um problema, que teria que resolver "Devo tudo isto a você, muito obrigada mesmo, Mascarado" pensou de forma irônica.
N/A: Aqui as meninas estudam todas na mesma escola só que algumas em classes diferentes.
