Título:Encontro Cósmico.
Autora: Lilly Angel (mas podem me chamar só de Lilly).
Beta:Sakura Mars.
Retratação:Como vocês devem imaginar Sailor Moon não me pertence porque se não eu tava de férias em alguma ilha paradisíaca e não ainda fazendo provas… Enfim voltando a realidade Sailor Moon é da sortuda e talentosa Naoko Tekeichi e essa estória aqui sim é minha.
Aviso: Essa fic é UA ou AU como preferirem, trocando em miúdos as meninas não vão bater… talvez a Serena ocasionalmente, em todo o caso qualquer alusão é uma mera tentativa de ironia da autora.
Agradecimentos assim como respostas das reviews e explicações no fim do cap.
Vocabulário:
Serena - Usagi
Darien - Mamoru
Lita - Makoto
Mina - Minako
Andrew - Motoki
ooOOoo. mudança de foco ooOOoo
Música: Malandragem - Cássia Eller
Capítulo 4: Uma decepção e o desejo
"Eu não acredito que hoje é sexta-feira, finalmente esperei a semana inteira por esse dia... (Uh! Exagerada foram só quatro dias o.o) mas se for ele... nesse caso eu não esperei por uma semana e sim por seis meses, seis longos meses, por Kami, que o Mett seja o meu mascarado por que, se for, vai ser simplesmente perfeito!", suspirou sonhadora. "Ai, Serena acorda! Ele não é nada seu. Ou será que se esqueceu da sua promessa? Pare imediatamente de pensar nele" ouviu uma voz muito parecida com a sua falar num tom autoritário, ou seria a sua consciência lhe fazendo lembrar da maldita promessa que fizera há alguns dias. "Agora por causa dele estou começando a ficar louca, discutindo com a minha própria consciência, definitivamente preciso parar de pensar nele... e o Mett é uma ótima oportunidade para isso. É, eu vou conseguir" pensou com firmeza, porém essa tarefa parece que seria bem mais difícil do que a loira gostaria.
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Saiu do seu banheiro com a toalha enrolada na cintura e, enquanto secava os cabelos, começou a se lembrar da última conversa que tivera com o amigo e tinha que admitir que Andrew às vezes tinha seus acessos de genialidade, ou talvez ele mesmo é que estivesse tendo uns acessos de falta dela...
Flashback
- Sabe Darien, já que aquela minha idéia de convidar a Serena para o baile não vai dar certo, pois ela já tem par - disse a última palavra revirando os olhos - eu andei pensando em mudar de estratégia.
-Que tipo de estratégia? – indagou, achando graça da palavra usada pelo amigo, pareciam que estavam numa batalha ou guerra, mas como se lembrou, no amor e na guerra valia tudo.
- É claro que você vai ter que ser legal e gentil com ela, mas isso não vai ser suficiente; vocês precisam se tornar amigos - sorriu.
- Como assim? - indagou o moreno sem entender.
- Precisam se aproximar, conviver, se conhecer, ou melhor, ela precisa te conhecer, por que pelo que eu sei, você sabe tudo sobre ela - riu vendo o moreno corar levemente, do jeito que o amigo falava, era como se ele fosse um obcecado pela loira ou coisa parecida. O que, para falar a verdade, não estava tão longe da realidade - e dessa forma você conseguiria se aproximar dela sem levantar suspeitas nem dela, nem de ninguém, apesar de achar que ninguém suspeitaria de algo assim.
- E como você imagina que eu me aproximaria dela sem nenhum motivo aparente, querendo apenas ser amigo dela? Isso seria no mínimo estranho, não acha? - indagou sendo racional. Para enfatizar, cruzou os braços, erguendo a sobrancelha esquerda.
- É você tem razão, mas eu também já pensei nisso e cheguei a conclusão que só precisamos de uma boa desculpa – o amigo argumentou.
- Não me diga que pensou nisso também? – perguntou, incrédulo.
- Pra falar a verdade, pensei sim - disse exibindo seu melhor sorriso maroto.
- Você realmente... Precisa arranjar uma namorada - viu o loiro fechar a cara e bufar indignado, fazendo o moreno rir.
- É assim que você agradece, né? – disse, parecendo ofendido - tá bom, se é assim... – deu as costas a Darien.
- Ora! Por favor, Andrew como você sempre faz questão de me dizer para não levar tudo tão a sério? - riu mais um pouco da reação do amigo – Ta, mais você disse que tinha pensado em algo... – conteve o ris e usou seu tom mais conspiratório possível.
- Ah! Sim - falou também mudando de tom drasticamente, fazendo o moreno balançar a cabeça pelo fato dele se distrair tão facilmente - eu tive a brilhante idéia – disse, sem modéstia nenhuma - de arranjar um amigo para ajudá-la nos estudos, dando aulas de reforço - comentou sugestivo.
- Você está falando de mim? – perguntou, apontando o dedo para o próprio peito, incrédulo.
- É claro! – disse, com expressão mais incrédula ainda. Francamente, como o amigo não enxergava o que era tão óbvio? Como alguém tão inteligente podia ser tão tapado? - quem mais poderia ser? Assim você daria umas aulas de reforço a ela, e acabariam por se aproximar, se tornando amigos... E aí meu caro, para ser tornar algo mais, não demoraria muito. Então o que acha? – balançou as sobrancelhas sugestivamente.
- É uma ótima idéia – sorriu. Ainda não entendia como podia ser tão mais inteligente que o amigo e ainda assim não conseguira pensar nisso.
- Ótima?! – exclamou, indignado. Afinal, mal tinha dormido naquela, noite pensando no plano perfeito e ele lhe dizia que era só ótimo? - É mais que ótimo é b-r-i-l-h-a-n-t-e - soletrou.
- É meu amigo, você realmente foi brilhante – sorriu, reconhecendo o esforço do amigo.
- É, eu sei que sou demais - se gabou tirando mais risadas do amigo.
- Realmente Andrew você édemais – deu-lhe um tapinha nas costas.
Fim do Flashback
Andrew tinha razão, se tornaria amigo dela primeiro, ganharia a sua confiança para depois conquistá-la. Tinha decidido que no dia seguinte colocariam esse plano em ação, isso tudo poderia demorar um bom tempo, se é que ele conseguiria conquistá-la, mas ele era paciente e todo esse trabalho e tempo valeriam a pena, ela definitivamente valia a pena.
Mas agora tinha que se arrumar, porque teria muito trabalho essa noite, e precisava chegar cedo para esperar por eles; além do mais, tinha o estranho pressentimento de que aquele baile prometia... Talvez aquela fosse a mesma sensação que havia sentido às vésperas também de um baile a alguns meses atrás... E, apesar de não saber, ele tinha razão, porque aquela noite poderia mudar a sua vida para sempre...
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Serena já estava se arrumando, na verdade todas as meninas estavam se arrumando em sua casa. Mais precisamente em seu quarto, fazendo a maior bagunça num vai e vem que nunca parecia terminar, mas ela não se importava achava tudo aquilo extremamente divertido... A bagunça, o nervosismo, todo o frisson que esses bailes causavam, até mesmo o fato do seu pai quase não tê-la deixado ir, só conseguindo essa façanha graças às meninas e sua mãe. Talvez ela gostasse tanto de tudo aquilo por que acabava recordando do último baile que havia participado. Suspirou cansada, tinha que parar de pensar nele e naquele maldito baile, e era isso que faria, por mais difícil e árdua que essa tarefa se mostrasse.
Olhou-se no espelho e gostou muito do que via. Seu vestido de um rosa bem claro, era longo e amoldava-se muita bem ao seu corpo, as sandálias pretas eram altas o suficiente para aumentar sua estatura e baixas o bastante para conseguir andar sobre elas, além da maquiagem leve e seus cabelos que, diferente do último baile, se encontravam presos numa longa trança. Suas amigas também estavam muito bem arrumadas. Cada qual a seu estilo e usando sua cor favorita.
Amy usava um vestido azul bebê tão longo quanto o de Serena, porém muito mais discreto, a maquiagem tão leve quanto a dela. Rei usava um vestido vermelho e sua maquiagem combinava perfeitamente com o vestido. Mina usava um vestido laranja tão longo quanto o das amigas, porém bem mais justo; uma maquiagem que puxava para tons dourados. E por último Lita, que usava um vestido verde claro à altura das canelas e uma maquiagem mais forte, afinal era a mais velha do grupo. Todas se encontrariam no local do baile com seus respectivos acompanhantes, para que pudessem entrar juntas no grande salão.
Apesar das intermináveis recomendações do Sr. Tsukino a todas e da demora de Serena em encontrar sua bolsa finalmente haviam chegado, bem em cima da hora no lugar marcado e logo avistaram seus pares as esperando ansiosos com exceção de um. Faltava o par e Serena.
- O Mett ainda não chegou? - perguntou Mina a Allan, que também estudava na mesma faculdade do loiro em questão.
- Não vi o Takagi hoje, mas ele não deve demorar a chegar - respondeu ele a seu par.
- Então nós vamos esperar por ele aqui - declarou Lita.
- É vamos todas entrar juntas - concordou Mina.
- Por mim tudo bem - falou Amy calmamente.
- Fazer o que? Amiga é pra essas coisas - disse Rei por fim cruzando os braços.
- Não! Podem entrar sem mim - diz Serena vendo a impaciência dos rapazes que provavelmente queriam ficar a sós com suas amigas - tudo bem, ele não vai demorar, não é Joe? - perguntou se dirigindo ao par de Lita, que também era um dos melhores amigos do loiro.
- É logo, logo ele chega - respondeu já puxando Lita pra dentro.
- Então, se ele já vai chegar nós esperamos aqui mesmo - disse Lita sem sair do lugar.
- Nada disso, vocês podem entrar. Além do mais, daqui a pouco a Amy vai ter que ir embora pra ver o alinhamento - falou Serena.
- Mas não tem problema nenhum nós podemos… - Amy começou.
- Podem entrar e aproveitar a festa que daqui a pouco eu entro muito bem acompanhada - disse Serena interrompendo-a, com um sorriso suave.
- Já que você insiste... - falou Mina não parecendo gostar nada de deixar a amiga sozinha esperando seu par.
- Insisto - disse Serena, em tom de quem encerra o assunto.
Viu todas entrando. Na verdade, estava bem preocupada com a demora do rapaz, já que era para ele ter chegado há algum tempo, e o fato dela não poder entrar sozinha só a deixava mais preocupada, porque via naquele baile e na presença de Mett a única alternativa para esquecer o misterioso mascarado que invadia cada vez mais o seus sonhos, assim como tinha invadido a sua vida. "Foi num baile que tudo isso começou, e é em um baile que essa maldita obsessão deve terminar… Espero que você não demore Mett", pensou na sua doce ingenuidade, mal sabendo que esse sentimento podia ser bem mais que uma simples obsessão, e sem saber também que o alvo de sua 'obsessão' a observava atentamente.
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Foi o primeiro a chegar ao local onde ocorreria o baile, mesmo sabendo que provavelmente ela se atrasaria como sempre, porém isso não importava esperaria por ela o tempo que fosse preciso, contudo não demorou muito até avistar as primeiras pessoas se dirigindo ao grande salão.
Estava do outro lado da rua devidamente vestido para o baile, quando viu um grupo que conhecia muito bem e que parecia nunca se desgrudar: Amy, Rei, Mina, Lita estavam todas muito bonitas cada qual à sua maneira, e não muito atrás delas a viu sua Usako. Estava linda, com certeza era a mais linda do grupo, sem desmerecer as outras é claro, mas para ele, ela era a pura imagem da perfeição, parecia um anjo caminhando sobre a Terra.(Ah! O amor)
Observava enquanto as garotas se encontravam com seus pares, exceto Serena, já que o idiota do Takagi parecia não estar no local; pelo que notava a loira estava tentando convencer as amigas a entrar sem ela, o que por alguns minutos pareceu não surtir efeito, até que elas pareceram aceitar e entraram acompanhadas de seus pares, deixando a loira sozinha.
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Consultou nervosamente o relógio pelo que lhe pareceu a centésima vez. Já estava ali há quase duas horas, não podia acreditar que estava levando um bolo. Ou talvez não? Talvez ele tivesse um bom motivo para estar atrasado, poderia ter sofrido um acidente ou estar preso em algum local, mas mesmo assim não era justo deixá-la plantada ali, esperando por ele. Afinal ele poderia muito bem ter ligado para o seu celular e avisado sobre qualquer imprevisto ou que simplesmente não iria. Qualquer coisa era melhor do que fazê-la esperar. Ficaria ali só mais 10 minutos e se ele não aparecesse se mandaria dali, já que não poderia entrar sozinha.
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Darien pensava na falta de consideração daquele idiota para com a sua Usako. Ambos estavam há quase duas horas ali, e o Takagi ainda não tinha dado o ar da sua graça. Como ele podia deixá-la esperando dessa forma? Essa situação o estava irritando profundamente, porque ele conhecia Takagi muito bem, e tinha certeza que onde quer que ele estivesse, estava se divertindo e muito bem acompanhado.
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Já estava cansada de tanto esperar, olhou de novo para o relógio e viu que já tinham se passados os 10 minutos, e a única coisa que poderia fazer era ir embora dali e isso, mais do que tudo, a deixava revoltada e irritada, graças a isso e ao primeiro bolo de sua vida, estava no máximo do seu limite e tinha muita pena do primeiro que cruzasse o seu caminho.
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A viu olhar uma ultima vez o relógio e começar a sair e, enquanto a observava ir embora, uma idéia louca cruzou a sua mente "O que eu tenho a perder?".
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Estava andando pra sair da frente do salão quando bateu forte com a cabeça em um muro que estava bem na sua frente e agora sua cabeça não queria parar de girar.
- Ai! - disse pondo a mão na cabeça.
- Me desculpe - disse o rapaz.
- Não a culpa foi minha eu é que não estava... - disse levantando a cabeça e dando de cara com um rosto conhecido até demais. "Era só o que me faltava. Deve ser pra fechar a noite com chave de ouro!" Pensou irônica, ao revirar os olhos – você – , comentou sem esconder seu desgosto por ver Darien Chiba.
- Sim, eu. Tem algum problema nisso? - "talvez não tenha sido uma boa idéia vir falar com ela".
- Sempre tem, quando a pessoa em questão é você - disse parecendo nervosa com a presença do moreno - Mas eu já devia imaginar a gente nunca se encontra; se esbarra não é mesmo? - indagou sarcástica
- Talvez seja o destino... - disse num tom enigmático.
- Humpf! E o que o destino iria querer, fazendo a gente se esbarrar a cada cinco minutos? – perguntou indignada, enquanto cruzava os braços.
- Eu não sei - respondeu no mesmo tom, inclinando a cabeça num ângulo que o permitia observar-lhe melhor as feições.
- Nem eu - disse sem notar o quão próximos estavam - mas também não vou perder meu tempo pensando nisso, agora dá licença que eu tenho que ir - disse cansada, se afastando dele.
- Já está indo embora, mas por quê? - perguntou como se não soubesse o motivo.
- Isso realmente não te interessa - respondeu malcriada, ficando ainda mais nervosa.
- Nossa! Não precisa vir com quatro pedras na mão. Eu perguntei o mais educadamente possível – protestou o rapaz.
- Você quer saber, então - começou aumentando o tom de voz - É que o idiota do Mett me deu um belo de um bolo e eu não posso entrar na droga desse baile porque menores de 16 não entram sem acompanhante! – terminou num tom bem mais elevado do que o inicial.
- Não precisa ficar nervosa – disse, tentando acalmá-la - Eu também estou sozinho. Se você quiser pode entrar comigo.
- O que?! Você só pode estar brincando - falou incrédula, aproximando-se dele novamente.
- Não, eu estou falando sério - disse o moreno realmente sério.
- Hum! Sei... E o que você ganha com isso? - indagou desconfiada, colocando as mãos na cintura e olhando-o nos olhos.
- Nada, o fato é que eu estou sem par e você também, e como você não pode entrar sozinha, eu pensei que...
- Pudesse me humilhar levando uma garota que acabou de ser chutada - disse irônica e irritada, interrompendo-o.
- Não é nada disso. Eu não quero te humilhar - falou quase sem acreditar no que ela tinha acabado de dizer - Eu só queria, quero te ajudar, só isso – disse, chateado pelo ataque da loira.
- Muito obrigada! - disse fazendo o moreno acreditar, por um minuto, que o agradecimento era sincero - mas eu realmente não preciso da sua caridade, pena ou o que quer que você chame essa sua 'ajuda' - terminou destacando bem a ultima palavra.
Saiu com raiva, empurrando o rapaz que parecia atônito com a sua reação. Afinal quem ele pensava que era para lhe fazer uma proposta destas? Ele queria era humilhá-la, talvez dizendo a todos que a tinha encontrado sozinha na porta porque ela tinha acabado de levar um bolo, ou então queria posar de bom samaritano, ou pior! Poderia realmente estar com pena dela. Mas o que mais a deixava chateada e irritada, além de ser o maior motivo para que não tivesse aceitado a proposta do moreno, era que ela não poderia entrar sozinha, como tinham feito algumas garotas que viu, enquanto esperava por Takagi, isso só porque era mais nova e se tivesse que aceitar o pedido dele, se sentiria inevitavelmente humilhada - mesmo que essa não fosse a intenção dele - por ter que depender da boa vontade dele.
Sentiu que Serena o empurrava com mais força do que ele imaginava que ela tinha e, sinceramente não conseguiu compreender o motivo de tanta irritação. Ele tinha sido gentil, não tinha? A tinha convidado, e então qual era o problema? Bom, ele tinha esquecido de considerar uma hipótese... Ela poderia estar descontando toda a raiva que sentia de Takagi nele, e provavelmente era isso. Quando deu por si ela já estava a alguns metros de distância. Resolveu segui-la, seria perigoso para ela andar sozinha por aquelas ruas principalmente à noite.
Estava andando sozinha, pelo menos era isso que achava. Nunca havia sentido tanta raiva na vida como sentia naquele momento, e teria continuado seu caminho para lugar nenhum se um casal, se agarrando num beco escuro, não tivesse lhe roubado a atenção. "É até eles estão se divertindo", não conseguiu deixar de pensar. Reparou melhor no casal e percebeu que os dois estavam bem arrumados e provavelmente iriam para o baile também, mas viram que tinham coisas mais interessantes pra fazer no meio do caminho. Se aproximou deles mais um pouco para ver quem eram, deixando mais uma vez sua curiosidade falar mais alto que seu bom senso. Viu uma jovem de longos cabelos castanhos, corpo escultural e que, pelas suas formas, parecia bem mais velha que ela. "Ela, com certeza, entraria sozinha sem nenhum problema, deve até já estar na faculdade. Sorte a dela". Foi reparar depois no rapaz, bem alto e forte; deveria também estar na faculdade, viu os dois pararem de se agarrar um pouco e mal pôde acreditar no que seus olhos viam.
A seguiu com cuidado, não queria que ela percebesse a sua presença, contudo ele nem precisaria ter tanto cuidado assim já que ela não perceberia a sua presença nem se estivesse ao lado dela. Parou imitando a loira, que se deteve num ponto perto de um beco, a viu caminhar a passos leves para o que parecia... Um casal, agora ele também conseguia ver. Provavelmente curiosa, queria saber quem eram e sabia também que essa mesma curiosidade já a tinha metido em várias confusões... Olhou para ela e percebeu quão espantada ela estava, então olhou na mesma direção que ela.
Não podia acreditar, mas era ele. O Mett, seu par, se agarrando com outra garota, agora ela sabia o motivo por ter esperado aquele imbecil por duas horas. Achou melhor observar tudo antes de tirar conclusões precipitadas se aproximou perigosamente dos dois pra poder escutar o que eles diziam.
- Não imaginei que seria tão bom ter me atrasado pra aquele baile - comentou o rapaz, ainda segurando a morena pela cintura.
- É querido, recordar é viver e é sempre bom recordar com você - disse a morena num tom sensual.
- Você me deixa completamente maluco sabia? – acariciava-lhe o rosto suavemente.
- É eu sei - respondeu sem esconder a sua presunção - mas eu acho que a gente deveria ir pro baile, o meu par deve estar cansado de me esperar.
- É mesmo, o meu também – disse, parecendo só agora se lembrar, e olhando para o seu relógio - Nossa já está bem tarde!
- E quem é a vítima dessa vez? - perguntou de modo trivial, como se já fosse um hábito.
- Serena Tsukino - respondeu com um sorriso debochado no rosto.
- Eu não acredito! – riu-se a jovem morena.
- No que? – um sorriso também aparecia nos lábios do rapaz.
- Ora! como no que? - falou olhando para o rapaz que pareceu continuar sem entender - Que você convidou aquela pirralha, pra sair com você, ela nem ao menos tem idade pra entrar sozinha! - terminou gargalhando.
- Eu sei, mas até você tem que admitir que ela é bem gatinha e fácil de levar no papo – disse, num tom debochado.
- Gatinha? Eu acho que você está precisando urgentemente de óculos meu querido – a moça abanou a mão na frente dos olhos dele pra enfatizar.
- Eu enxergo muito bem, você que parece estar morrendo de ciúmes! - a viu levantar uma sobrancelha, contrariada e completou - não precisa se preocupar com ela, Kaguya, é só mais uma diversão como todas as outras. E essa vai ser bem mais fácil... Ela é tão inocente! - disse, rindo e batendo os cílios de forma cômica.
- Você não presta, sabia? - disse estreitando os olhos com um falso ar reprovador.
- É, eu sei. E você adora isso – falou, a agarrando ainda mais.
- Gosto, gosto muito e eu só vou realmente adorar você quando puder ver a cara daquela coitada sendo dispensada por você, depois de você se aproveitar devidamente dela, é claro! – eijou-lhe os lábios ao terminar a frase.
- É claro - disse quase num sussurro, se envolvendo no beijo caloroso.
- E a pirralha? - disse a morena, interrompendo o beijo - vai deixa-la lá plantada, esperando por você no lado de fora? Porque ela não pode entrar sozinha, é claro - começou a rir novamente.
- Não se preocupe com isso, depois eu jogo um papinho e ela vai me desculpar pela minha incrível falta – usou um tom falsamente arrependido, provavelmente o mesmo que usaria com Serena.
- E do jeito que ela é ingênua e tapada, eu não duvido mesmo que ela caia nessa sua conversinha – riu-se a moça, ainda com os braços ao redor do pescoço do rapaz.
- Mas o que ela tem de ingênua, tem de gatinha – disse, só pra deixar a morena com mais ciúmes. Afinal adorava se sentir disputado.
- Olha que eu realmente vou ficar com ciúmes - falou estreitando os olhos e fingindo apertar-lhe o pescoço.
- Não fique, por mais gatinha que ela seja, não chega aos seus pés e ainda por cima cheira a leite – riu, fazendo uma expressão de desgosto.
- Foi você mesmo quem quis – Kaguya disse, batendo-lhe no peito suavemente.
- É eu sei, mas vamos parar de falar nela e continuar de onde paramos - sussurrou no ouvido da morena a apertando ainda mais - Que tal?
- Uma ótima pedida - disse se agarrando novamente a ele.
Serena sentiu seus olhos arder, e em poucos segundos grossas lágrimas já borravam a sua pouca maquiagem, mas não ficaria ali os vendo, e muito menos queria que a vissem, isso só tornaria aquela humilhação ainda maior e a única coisa que lhe ocorria naquele momento era sumir para bem longe dali, bem longe deles, de tudo e de todos. Então correu, sem se importar que rumo estivesse tomando, desde que fosse para bem longe.
O pouco que conseguiu ouvir já era suficiente para que ele quisesse acertar as contas com Takagi naquele momento, e faria aquilo, se não tivesse visto a sua Usako sair correndo. Deixaria o acerto para depois, agora o mais importante era ir atrás dela. A seguiu, tendo a certeza de que, para alguém de salto alto e vestido de festa ela corria bastante, a viu atravessar a rua sem ao menos olhar, sorte que no momento não passava nenhum veículo, mas não podia contar com a sorte. Ela definitivamente não estava em condições de andar sozinha. Depois que ela atravessou a rua, a chamou, fazendo com que ela se voltasse para ele e, no instante em que ia atravessar a rua para falar com ela, viu um ônibus passar e teve que esperar, mas quando pode finalmente olhar de novo para o outro lado da rua, a loira tinha desaparecido. "Droga", agora a tinha perdido de vista.
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Tinha ouvido Darien chamando por ela, mas não quis ficar para ouvi-lo dizer coisa alguma, só queria ficar sozinha naquele momento, e rezava para que o rapaz não tivesse visto ou escutado nada.
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Agora teria de procurá-la onde quer que estivesse. Triste e desorientada do jeito que estava, poderia fazer alguma besteira ou sofrer algum acidente, precisava encontrá-la de qualquer jeito.
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Não saberia contar por quanto tempo correu; só sabia que era tempo o suficiente para que tivesse certeza de que ele não a tinha seguido. Mas afinal desde quando ele a estava seguindo, ou será que aquilo havia sido uma grande coincidência? Na realidade, naquele exato momento essas perguntas pareciam-lhe totalmente irrelevantes. Resolveu finalmente para de correr, afinal correr de salto alto nunca foi sua modalidade preferida, já que seus pés se encontravam num estado lastimável, além é claro ter descoberto que correr e chorar ao mesmo tempo, a deixavam extremamente cansada.
Andava agora, e andou por um bom tempo até chegar a um parque, ou melhor, ao seu parque favorito, o parque nº10. Como ela tinha chegado ali era uma pergunta que não se atreveria a responder, mas agradecia mentalmente por não estar muito longe de casa. Decidiu ficar ali por mais algum tempo observando a lua cheia, talvez esse sentimento ruim saísse de dentro dela. Olhando a lua daquela forma, não pode refrear a lembrança da ultima vez em que havia se deixado levar pelos encantos da lua, mas dessa vez era diferente não se sentia triste, na verdade também se sentia triste, porém o sentimento que predominava em seu coração nesse momento era a decepção, uma imensa decepção.
- A lua está linda hoje - ouviu uma voz que a tirou dos seus devaneios.
No primeiro momento se assustou, eram pouquíssimas as pessoas que haviam no parque, e o fato dela estar sozinha não ajudava muito, porém se tranqüilizou um pouco ao constatar que se tratava de uma mulher, muito bonita por sinal, longos cabelos verdes, penetrantes olhos vermelhos que lhe causavam arrepios por parecer ver sua alma e além dela, até. Vestia um terno feminino azul, muito elegante e em sua opinião, não devia ter mais do que 22 anos.
- É - respondeu com a voz mais embargada do que gostaria de mostrar.
- E o que uma menina tão bonita e tão bem vestida como você está fazendo aqui nesse parque sozinha e triste desse jeito? - indagou sentando-se ao lado da loira.
Por um momento, ficou incerta se deveria se abrir a uma completa desconhecida, ainda mais sobre coisas tão pessoais, no entanto havia algo nela... Uma aura de paz, algo que não saberia explicar e que a fazia quase que inconscientemente confiar naquela mulher. Pensando bem, depois daquela noite provavelmente não se encontrariam nunca mais, então que mal faria?
- Eu estou aqui por acaso, não queria voltar pra casa nesse estado - disse apontando para o próprio rosto que se encontrava vermelho e inchado.
- Entendo que não queria preocupar seus pais... Sempre se preocupando com os outros antes de si mesma - nesse momento olhou nos olhos dela e novamente pode sentir como se ela lhe invadisse a alma.
- Mais ou menos - disse desviando o olhar.
- Eu imaginei, dá pra ver em seus olhos, sabia? – disse a mais velha, fazendo com que Serena levantasse a cabeça novamente.
- Ver? O que? - indagou levemente alarmada.
- Que é uma boa pessoa e que se preocupa com os outros – sorriu tranqüilizadora.
- Obrigada! - disse um pouco vermelha, entendendo aquilo como um elogio.
- Mas você não me respondeu por que uma menina como você está chorando desse jeito – retomou o assunto.
- Por ser uma menina como você disse, uma criança, uma pirralha imatura, infantil, ingênua e burra - respondeu recomeçando a chorar e cobrindo o rosto com as mãos.
- Não chore - disse secando as lágrimas da loira - você não é uma criança nem imatura, infantil e muito menos burra. Apenas não teve a oportunidade de mostrar que não é. Agora, quanto a ser ingênua não há mal nenhum nisso – confortou-a a desconhecida.
- Você não entende, eu acredito muito nas pessoas e às vezes me decepciono por isso – disse, resolvendo contar tudo.
- Como seria bom se todos fossem como você e acreditassem uns nos outros! O mundo seria muito melhor - disse com uma leve sombra de tristeza no olhar que não passou despercebida pela loira - Você não pode se culpar por ter algo tão bom dentro de si. Essa sua ingenuidade tem, como tudo, seu lado bom e ruim e você não pode deixar de acreditar por causa disso – disse suavemente enquanto afagava os cabelos da mais nova.
- E então o que eu faço? - perguntou agora sem receio de olhar nos olhos dela, talvez ela tivesse as respostas para as suas dúvidas.
- Se arrisque. Pode se decepcionar ou pode se surpreender, mas você só vai saber se continuar acreditando – incentivou-a.
- Obrigada - agradeceu com um fraco sorriso - Mas eu queria não ser mais uma menina.
- Cada fase de nossas vidas é importante para acertarmos, errarmos ou simplesmente aproveitarmos os bons momentos e aprender com os maus - disse num tom maternal.
- Talvez seja assim, mas eu queria ser como você assim confiante, decidida, madura – não escondeu sua admiração.
- Isso, minha querida, você só vai aprender quando for mais velha, quando tiver as suas oportunidades para crescer e aprender com os obstáculos e as responsabilidades que a vida lhe reserva – disse sabiamente.
- Então eu queria ser mais velha e ter essas oportunidades que você diz - falou determinada.
- Cuidado com o que deseja, por que um dia pode ser tornar realidade - disse enigmática.
- Não tenho medo que isso se torne realidade. - afirmou ainda mais convicta.
- Se você diz - falou sorrindo, parecendo muito satisfeita com a resposta da loira - E então você acredita em destino? – mudou de assunto, confundindo a garota ao seu lado.
- Em destino? - parou um momento para pensar na pergunta - talvez, mas não tenho muita certeza disso, pra falar a verdade ninguém tem não é mesmo? – sorriu levemente. Nem sabia se já havia considerado a questão em profundidade.
- Talvez - respondeu misteriosa – Sabe, o destino não comanda as nossas vidas, nós é que a comandamos – sorriu, enigmática.
- Como assim? - perguntou curiosa.
- Por que nós o escolhemos - viu o rosto da loira com mais interrogações e continuou - Há momentos em nossas vidas, em que escolhemos um caminho ou outro, e depois que fazemos essa escolha, a linha do destino começa a tecer seus novos caminhos. Sendo assim, o nosso destino é apenas o resultado das decisões que tomamos em nossas vidas, complexas como a escolha de sua carreira, ou simples como aceitar um convite de um baile qualquer, ainda que esteja na porta do mesmo. E estas as simples escolhas que fazemos, às vezes podem se tornar as mais importantes de nossas vidas e mudar o nosso destino para sempre – concluiu com um olhar distante.
Encarou a mulher, totalmente atônita pelo que acabara de ouvir. Será que ela se referia ao convite de Darien? "Não impossível", pensou incrédula. Mas talvez... Ela parecia saber o que dizia, mas como o fato de aceitar o pedido de Darien poderia mudar a sua vida? Não fazia sentido. Balançou a cabeça, como que para se livrar daqueles pensamentos absurdos e voltou novamente sua atenção a ela, que agora a observava com aqueles olhos que lhe davam arrepios.
-Então é isso o que acha sobre o destino? – perguntou, ignorando completamente os arrepios que aqueles olhos lhe causavam.
-Não acho. Eu tenho certeza que é assim que as coisas funcionam – voltou sua face para a lua tendo esse gesto seguido pela loira.
Ficaram assim por algum tempo, só apreciando a beleza da enorme lua cheia que pairava sobre elas. Até que a mulher se pronunciou novamente.
-Vendo esta lua linda acabo de me lembrar de algo – sussurrou, assustando a garota.
-O que? – perguntou, curiosa como sempre, ao recobrar-se do susto pela quebra do momento de silêncio e reflexão.
-Que hoje vai haver o alinhamento dos planetas, que eu gosto de chamar de encontro cósmico – sorriu, ao terminar a sentença.
- Ah! Sim minha amiga me falou disso há alguns dias – entusiasmou-se Serena.
- Acontecerá à uma hora da manhã no nosso fuso-horário, e sabem o que dizem sobre o encontro cósmico? - viu a face da loira contraída e continuou - Falam que, quando algo raro como isso acontece, qualquer desejo pode se realizar, mas só se a pessoa for merecedora disso, se acreditar e se o desejo for algo que saia do seu coração – apontou para o peito da garota.
- Você realmente acredita nisso? – perguntou, incrédula.
- Eu não duvido de nada, quando se tem fé tudo é possível. Não acha? – disse, desafiadora.
- Talvez... – respondeu reflexiva, silenciando por algum tempo.
- A lua está bem alta, já deve ser bem tarde - rompeu novamente o silêncio.
- Que horas são? – indagou com preguiça de olhar o próprio relógio.
- Onze e cinqüenta e três – respondeu a jovem mulher, ao olhar para o próprio relógio.
- Nossa! – disse num sobressalto, levantando-se rapidamente.
- Nós ficamos aqui muito tempo, mas foi bom. Você parece bem melhor e mais calma – disse também se levantando – Eu tenho que ir – disse, levantando-se do banco onde estivera sentada com a garota.
- Não quer perder o encontro cósmico? – falou divertida, sentindo o quanto o seu humor havia melhorado.
- É... Não quero perde-lo – respondeu, saindo com um largo sorriso no rosto – E eu, se fosse você, não perderia essa chance. A propósito, pode me chamar de Setsuna. Até breve Serena, e boa sorte. "Eu sei que você vai precisar" pensou olhando uma última vez para a loira.
Seguiu o caminho oposto ao da mulher, que agora sabia se chamar Setsuna, porém depois de dois passos percebeu algo "Como ela sabia o meu nome? Em nenhum momento da conversa eu disse... ela mesma só disse o nome dela agora", olhou para trás na intenção de lhe perguntar sobre isso, mas não viu mais ninguém e não tinha demorado mais que dez segundos para perceber o que Setsuna havia acabado de dizer. O mais estranho de tudo é que até o final do parque ela ainda teria um longo caminho a percorrer, e nem que ela tivesse corrido teria sumido daquela maneira, até parecia que ela tinha evaporado no ar "Como mágica", pensou olhando uma última vez para aquele caminho, agora completamente deserto.
Continuou seu caminho, com os braços cruzados para se proteger do frio que só agora sentia, dando largas passadas até sua casa, afinal estava tarde e não era bom ela ficar por aí andando sozinha. Pensava na tal mulher, na estranha conversa que tiveram e no modo súbito que ela havia sumido, estava tão perdida em seus pensamentos que não percebeu que não muito longe dela, um homem a observava e a seguia atentamente.
ooOOoo.:DS:.ooOOoo
Nunca havia se preocupado tanto em sua vida, também pudera! Só de pensar que ela poderia correr algum tipo de perigo sentia um aperto no peito. Ela era uma das pessoas mais importantes da sua vida, a mulher que amava... Tinha que admitir pelo menos para si mesmo que o que sentia por ela ultrapassava os limites de uma simples paixão. Era amor, algo que nunca sentira por nenhuma mulher, agora ele tinha certeza, e por isso admitia que havia sido esse desespero, essa preocupação desmedida e tão fora do seu calmo, às vezes frio comportamento, principalmente em situações de extrema tensão como essa, que o fizera perceber seu amor por aquele anjo loiro.
Pensava em tudo isso enquanto voltava para o salão, onde o baile ainda acontecia, e só tinha voltado para pegar o seu carro por que seria bem mais rápido acha-la assim. Rodou metade da cidade à procura dela, mas não havia achado nenhum vestígio do seu paradeiro, então achou melhor se acalmar um pouco, para depois continuar procurando por ela, então foi para um dos poucos lugares naquela cidade que o acalmavam: o parque.
Quando chegou lá qual não foi a sua surpresa ao vê-la ali, do outro lado do grande lago que dividia o parque. A observou com atenção tendo o cuidado de se esconder para que não o visse, viu também uma mulher muito bonita conversando com ela, nunca tinha visto a tal mulher na vida, mas do jeito que as duas conversavam, pareciam se conhecer a muito tempo. Continuou atento a conversa das duas apesar de não poder ouvi-las; parecia que a tal mulher misteriosa estava conseguindo acalmar a sua Usako, viu quando as duas olharam a lua e, por um segundo teve a impressão de que a mulher tinha olhado diretamente para ele e dado um breve sorriso, mas foi tão rápido que não pôde ter certeza se isso realmente havia acontecido.
Conversaram mais um pouco quando a outra falou algo que fez sua Usako se sobressaltar, provavelmente ela tinha dito as horas, já que tinha visto quando ela consultou o relógio segundos antes, se despediram depois disso. Era notável a melhora da loira e parecia que a mulher estava bem satisfeita com isso também, ela andou alguns passos e disse algo que ele não pôde ouvir, depois seguia sua Usako com o olhar vendo-a parar de chofre e olhar para trás espantada, talvez algo que a mulher tivesse dito não saberia, seguiu o olhar dela que mirava o caminho que a mulher havia tomado e encarou o nada... a mulher tinha simplesmente desaparecido "Que estranho", pensou.
Começou a seguir novamente os passos da loira, ignorando completamente o ocorrido de segundos atrás; andava, porém a passos largos, acompanhando o ritmo dela que parecia distraída demais para notar a sua presença. Continuou seguindo-a até que ela chegasse sã e salva em casa e respirou aliviado por isso. Voltou para seu caminho em direção ao carro, logo depois que a viu fechar a porta de casa, indo para seu apartamento com o coração bem mais leve.
Agora teria que pensar em algo para se desculpar com a loira, mesmo que não tivesse feito nada de errado, no entanto teria que explicar que o convite que fizera não era por pena e muito menos para humilha-la, mas amanhã pensaria nisso, por que aquele realmente tinha sido um longo dia e estava cansado demais para ter qualquer pensamento coerente. Deitou e logo dormiu, tendo um sonho do qual não se lembraria na manhã seguinte.
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Finalmente chegou em casa "Que noite!". Tinha sido um longo dia e uma noite mais longa ainda, pensava, enquanto atravessava o hall de entrada, viu sua mãe sentada no sofá assistindo um filme qualquer junto com seu pai que já estava dormindo no colo dela.
- Boa Noite, mamãe – cumprimentou num tom mais baixo para que seu pai não acordasse.
- Já chegou, filha? – disse, só agora percebendo a presença da filha – Pensei que só chegaria bem mais tarde - falou no mesmo tom.
- É que eu vim com a Amy – mentiu.
- Com a Amy? – perguntou, intrigada.
- É, se lembra que ela ia embora mais cedo pra ver o alinhamento? – lembrou-a, dando fundamento a sua pequena mentira.
- Ah! É mesmo – comentou se lembrando – Mas foi bom mesmo você vir cedo – comentou a mãe.
- Por que? – perguntou, confusa. Não se lembrava de compromisso algum para o dia seguinte.
- É que amanhã nós vamos ter que acordar cedo – anunciou sua mãe.
- Cedo? Mas mãe amanhã é sábado – disse, sem compreender – e não lembro de nenhum compromisso – externou seu pensamento de segundos atrás.
- Eu sei querida, mas seu tio ligou e nos chamou pra passar o fim de semana lá na casa de campo deles, e seu pai é claro que aceitou – a mulher mais velha informou da mudança de planos repentina.
- O que! Nós vamos passar o sábado e o domingo lá na casa deles? – disse, controlando ao máximo seu tom de voz.
- É, mas não se preocupe... – começou a tranqüiliza-la.
- Não me preocupar! – disse num tom baixo, mas bem zangado "Era só o que me faltava" – mãe, se lembra da última vez que eu estive lá? – cruzou os braços e franziu as sobrancelhas.
- Os seus tios já falaram com eles e eles prometeram que iriam se comportar – referia-se aos primos.
- Até parece! – resmungou e saiu pisando duro, sabendo que qualquer tentativa de permanecer em casa seria inútil.
Gostava de ir à casa dos tios, seu tio Fujitaka irmão de seu pai e sua tia Zonomi irmã de sua mãe, os adorava e a recíproca era verdadeira, porém tinha um problema, quer dizer, quatro pequenos grandes problemas, seus priminhos 'queridos' quatro pestinhas que a odiavam e aprontavam o diabo com ela sem motivo aparente.
Os quadrigêmeos tinham apenas seis anos, mas era as crianças mais arteiras que conhecia, mas só com ela porque respeitavam muito a seus pais, seus tios, e até gostavam do seu irmão, apesar de não serem muito próximos, pelo menos não o infernizavam como a ela. Gostava de crianças, contanto que estivessem bem longe dela. Tudo bem queria ter filhos, é claro, afinal esse é o sonho da maioria das mulheres, mas só quando fosse mais velha. Bem mais velha.
Tomou um longo banho relaxante, para acalmar seus nervos, colocou lentamente seu pijama e deitou na cama. Teria que descansar bastante para conseguir suportar o 'quarteto do terror' como ela 'carinhosamente' denominava Daves, Tommy, Mimi e Zoe. Seria o fim de semana mais longo da sua vida.
E como nada parecia perfeito naquele dia, não conseguia dormir, apesar de estar muito cansada. Sentou na cama, massageou suas têmporas pedindo calma e se lembrou de algo "Talvez seja o destino..." Darien lhe dissera, lembrou também sobre o que Setsuna havia lhe dito e o que ela mesma havia pensado sobre isso, e em como o fato de aceitar o pedido de Darien poderia mudar sua vida, abanou a cabeça. Porque tinha pensado nisso logo agora?
Deitou novamente na cama e rolou nela por mais cinco minutos, se levantando novamente sem saber o motivo da sua inquietude, olhou para o relógio e viu que horas marcavam "Meia-noite e cinqüenta e oito". Foi nesse momento que finalmente entendeu o que a estava deixando tão inquieta: em dois minutos aconteceria o encontro cósmico, como Setsuna havia lhe falado, talvez inconscientemente quisesse fazer aquele desejo, mas era uma besteira acreditar em uma lenda... Não era? Talvez, mas sabia que não dormiria até que fizesse aquele bendito pedido. No fundo do seu coração acreditava nessa 'lenda', mas não admitia nem pra si mesma que estava louca pra fazer aquele pedido, seria como um atestado de ingenuidade ou algo do tipo. No fim, resolveu que faria de uma vez o tal desejo, que mal faria? E depois, ninguém nunca saberia que ela tinha feito mesmo! Olhou o relógio novamente "meia-noite e cinqüenta e nove..." faltavam dez segundos, fez mentalmente uma contagem regressiva, quando o relógio marcou uma hora em ponto, olhou para o céu e para a lua e disse quase num sussurro:
- Queria ser mais velha e mais bonita, queria ter todas as oportunidades que Setsuna me falou – sentiu um vento envolve-la e um calorzinho em seu peito e sorriu com isso.
Tinha fechado os olhos no momento em que fez o seu desejo, e quando os abriu foi logo para o espelho se olhar, só para constatar que absolutamente nada nela havia mudado. Não estava mais velha nem mais bonita, suspirou fundo. "Parece que eu continuo a mesma ingênua de sempre, patética", pensou irritada. Deitou na cama pela última vez naquela noite, nunca tinha estado tão irritada por ainda acreditar nessas bobagens e só conseguiu finalmente dormir quando ignorou completamente aquele calor em seu peito.
N.B. Desculpa a demora. Dessa vez nossa querida autora escreveu um capítulo e tanto (em volume de páginas e de acontecimentos). Parece que vai começar a parte mais legal e mais engraçada... Eu estava esperando por isso!
Aproveitando o espaço, um FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto de bênçãos a cada um que estiver lendo. Muitos beijos!
Lilly, pra vc tb! Um NATAL maravilhoso, com muitos reviews (entenderam a deixa, leitores?) e muitos presentes! Um ano novo com todas as conquistas que tem planejado. Deus te abençoe!
N/A:Bom agora vamos as explicações. Eu já tinha avisado que o cap. ia demorar, mas nem eu achei que ia demorar tanto, é claro que eu ser uma grande catadora de milho ajuda muito, porém o que me atrasou mesmo foram o monte de provas que eu tive que fazer a falta de luz, porque no dia em que eu estava feliz e saltitante já esticando os dedos para começar a tecla e escrever o enorme cap. - que espero tenha compensado a grande demora - a luz acabou, isso mesmo a luz acabou (e olha gente as contas foram pagas direitinhas!!!) não foi só na minha casa que aconteceu uns 5 bairros (contando com o meu) ficaram sem luz (que sorte), depois veio o problema no PC que depois que eu escrevi TODO o cap. resolveu dar problema e como eu sou muito inteligente não salvei o cap. e perdi TUDO, então lá fui eu escrever o cap. de novo e finalmente mandar pra minha beta UFA!!!!! Eu acho que Murphy estava me perseguindo esse mês.
E pra quem teve saco pra ler essa notinha e pra todos os meus leitores que me mandam reviews e também os mais tímidos desejo-lhes, com carinho, um Natal Muito Feliz e um Ano Novo cheinho de alegrias! (já que eu acho que só conseguirei postar o prox. cap. em 2008!). Muitas felicidades a todos e espero que aceitem esse simples cap. como um presente de Natal!
Ps.: Ah! E antes que eu esqueça também espero que todos os seus desejos de natal se realizem como os de Serena se realizarão só que com menos confusão!!!!
Reviews:Só gostaria de dizer que não só a quantidade como o conteúdo de todas as suas reviews me emocionaram e me deram força pra superar todos esses obstáculos pra mandar um cap. legal a vocês.
Brilyance - Obrigada Bri! Fico muito feliz que esteja gostando e com certeza eu vou continuar!!!! Beijões
Sakura Mars - E aí menina, obrigada pelo elogio e eu com certeza adoro demais um Darien romântico. A gente se vê no Msn (pelo menos eu espero rsrsrsrs) kisses querida e um natal maravilhoso pra você também te adoro menina!
Fran Tepes - Temos gente nova sugoi!!! Mas um pouco do Darien assim pra você ele também é um dos meus preferidos, mas a Serena também é uma figura e tanto né! Beijinho!
anoonima :D - Adorei o seu nome! Muito engraçado (rsrsrsrs). Bom eu demorei um pouquinho (muito!), mas aqui está ele bem maior que os anteriores. Beijo!
Serenity Tsuke - Oie! Que bom que está gostando e aqui está o cap. bem grandão. Ah! E a sua resposta que a minha própria beta Sakura Mars respondeu pra você (bjs!!):
1° o que uma beta faz?
Um beta-reader, ou beta-leitor, em Português, é alguém que vai fazer a "prova" do que o escritor desenvolveu. Por exemplo, se há algum erro ortográfico ou gramatical, algum erro quanto ao mundo da série da qual vc está desenvolvendo a fic (exceto os casos de UA - universo alternativo, ou personagens OOC - out of character, o que quer dizer, que se comportam diferente do original). Em todos os casos, a beta será a primeira pessoa a ler, e ajudará o escritor caso seja necessário alguma alteração, ou o aconselhará se for necessário. Normalmente um beta leitor é bem mais suave do que um leitor comum, caso vc publique uma fic que tal leitor considere com furos. Mas um beta tb não é isento de errar.
No meu caso, não me sinto à vontade pra mexer na história em si, apenas faço revisão. Penso que o trabalho do escritor e a visão dele são, na maioria das vezes, diferentes dos meus. Respeito-o, mas dou dicas, conselhos e faço a revisão da Língua Portuguesa.
Acho que respondi as duas de uma vez...
Mari - O Darien é mesmo muito fofo desse jeito né! Eu concordo ele é lindo mesmo!!! Espero que tenha atingido as suas expectativas!!!
Izayoi-chan - Iza garota que surpresa encontrar você por aqui (rsrsrsrs)!!! Espero que tenha gostado do cap. e desculpe pelo meu sumiço, mas se vc leu a notinha deve ter entendido, então me aguarde que eu vou te mandar um reviewzão pelos caps. que eu perdi de Desventuras!!! Beijinhos!
Hannah Burnett - Oi Hannah! Desculpe pela demora, mas aí está um cap. novinho em folha, grandão e muito obrigada pelo elogio eu fico mesmo emocionada!! Bom eu me junto a vc na reza porque um Darien desse tem que ser no mínimo multiplicado por mil pra fazer algumas de nós felizes e ainda vai faltar. Uma edição ilimitada talvez fosse a solução perfeita pra esse problema não acha? (rsrsrsrs) Olha eu viajando de novo, mas com esse moreno maravilhoso fica difícil né!
Nathoca Malfoy - Oi Nath!!! E não fique triste porque com certeza eu não vou abandonar eu não seria nem louca de fazer isso, mas como vc deve ter visto na minha nota eu sofri alguns problemas técnicos que me impediram de postar esse cap. antes. Agora vc hein sua danada descobriu um monte de coisas né, baixou uma Sibila Trelawney em você não foi confessa!!! (rsrsrsrs) E não esquenta que eu vou por muita força nessa peruca (adorei isso!! rsrsrsrs). Muitos beijos moça e até a próxima!!!
Gostaram do capítulo? Se gostaram ou não é só falar não se acanhem o botãonzinho roxo escrito "Go" ai em baixo tá pra isso mesmo.
Milhões de beijos a todos e até o próximo cap.!!!
Bye bye galera!!!
Lilly
Possível nome do próximo capítulo: Desejo realizado e efeitos colaterais.
