Título:Encontro Cósmico.
Autora: Lilly Angel (mas podem me chamar só de Lilly).
Beta:Sakura Mars.
Retratação:Como vocês devem imaginar Sailor Moon não me pertence porque se não eu tava de férias em alguma ilha paradisíaca e não ainda fazendo provas… Enfim voltando a realidade Sailor Moon é da sortuda e talentosa Naoko Takeuchi e essa estória aqui sim é minha.
Aviso: Essa fic é UA ou AU como preferirem, trocando em miúdos as meninas não vão bater… talvez a Serena ocasionalmente, em todo o caso qualquer alusão é uma mera tentativa de ironia da autora.
Agradecimentos assim como respostas das reviews e explicações no fim do cap.
Capítulo 7: A família de Serena Tsukino Chiba
A sensação de calor que os lábios do moreno lhe trouxeram acabou e soube nesse momento que ele havia se afastado de si, contudo seus olhos continuaram fechados talvez por medo, ou talvez fossem resultado das vertigens que sentia, não sabia e na realidade não importava... A única coisa que importava era o motivo da atitude dele.
- Serena você está bem? – perguntou Darien a olhando preocupado, fazendo a loira abrir os olhos.
- Eu... eu... eu... ãnh! – balbuciou ainda tonta.
- Não se preocupe à toa ela está ótima – falou Ken com certo descaso, já sentado à mesa de jantar e tomando seu café.
- Não fale nesse tom da sua mãe! – disse Darien repreendendo o menino.
- Desculpe – pediu a contragosto.
- Então você está bem? – se voltou novamente preocupado para a loira.
- Estou – sussurrou ainda atordoada.
- Você está tão pálida – disse segurando as mãos dela – Nossa! Suas mãos estão geladas!
- É... é que eu estou com fome – falou nervosa soltando rapidamente suas mãos das deles e se livrando das sensações estranhas que seu toque lhe causava.
Sentada naquela mesa ao lado de Ken, sentia as coisas começando a se encaixar. O seu atual nome, o fato de ser casada, a aliança em seu dedo com o nome do seu marido... Não... Não podia acreditar; tudo aquilo só podia ser um pesadelo! "Eu... eu... EU NÃO POSSO SER CASADA COM AQUELE BAKA, não, não, não, não, não" pensava freneticamente, quando alguém a tirou do seu desespero pessoal. Bem ao seu lado, só agora percebia a presença da pequena Chibi-chibi, que chorava insistentemente.
Viu Darien se levantar da cabeceira da mesa e pegar a menina que estava sentada numa cadeirinha para bebês, e o olhava enquanto embalava a menina com carinho "Claro! É a filha dele e minha" pensou chorosa, olhou para as próprias mãos vendo a aliança em seu dedo e simplesmente não conseguindo acreditar no que estava acontecendo... Voltou seus olhos novamente para o moreno que tentava inutilmente fazer a ruivinha parar de chorar, "Isso não pode ser verdade", pensou se sentindo ainda mais desesperada, contudo não se sentia capaz de esboçar qualquer reação.
- É melhor você segurá-la Ken, parece que ela não quer o meu colo. Essa menina está ficando muito mimada, sabia - disse passando a menina para os braços do irmão que já parecia muito habituado com isso, fato que não adiantou muito porque a ruivinha continuava chorando.
- Você tem razão, ela não quer o meu colo também - "Talvez ela para se... não custa nada tentar" pensou o garoto – Tome, de repente ela pare de chorar - disse esticando a menina na direção de Serena.
- Que? - indagou num misto de surpresa e incredulidade.
- Não Ken, deixe sua mãe tomar o café, me dê ela e daqui a pouco ela para de chorar - disse Darien.
Mas Ken já havia colocado a menina no colo da loira e assim que ela a segurou, a bebê parou de chorar e começou a rir, "Seu pai tem razão pequena, você é muito mimada" pensou divertida ouvindo a risada da ruivinha. Sentia-se novamente invadida por aquela sensação estranha. Era algo que não conseguia explicar; quando segurava aquela menina nos braços, sentia algo de especial, e seus problemas que pareciam a pouco tão catastróficos, tinham ser tornados pequenos "Ela é maior que os meus problemas" pensou inconscientemente.
Darien a observava com cuidado, era estranho o fato de sua esposa estar segurando a menina no colo de forma tão desajeitada, mas o que achou realmente estranho e o que lhe chamou atenção era a maneira que ela segurava a menina como se tivesse acabado de conhecê-la, entretanto isso não importava, concluiu olhando para as duas. Naquele momento elas eram duas das coisas mais especiais que tinha ganhado da vida.
Nesse momento ela desviou um pouco sua atenção da bebê e viu Darien sorrindo para as duas, retribuiu o gesto instintivamente e passou a analisar o homem a sua frente. Sem sombra de dúvida esse era o mesmo Darien Chiba que havia conhecido, apesar de não aparentar mais que 25 anos de idade, nem podia acreditar que ele tinha 35 anos! Usava um terno cinza chumbo que parecia ser muito caro e que combinava perfeitamente com ele e seu ar aristocrático - porque para ela ele sempre teve esse 'ar aristocrático' - combinava também com sua pele clara e principalmente com seus olhos; e que olhos! Nunca tinha parado para reparar neles, afinal ele a irritava tanto, que era realmente impossível que ela parasse para analisá-lo como fazia naquele momento.
Era incrível como ele a tirava do sério, mesmo quando não proferia palavra alguma, sempre com aquele ar superior de quem sabia mais das coisas ou aquele sorrisinho cínico e insuportável e que percebia que seu filho tinha herdado dele. Agora por incrível que pudesse parecer a maneira como ele a olhava era diferente do que ela se recordava de seu encontros, e aquilo a deixava extremamente desconcertada. Queria entender o que estava de diferente nele e mirou os olhos azul oceânicos com mais atenção do que jamais tinha se permitido ter, e no minuto seguinte sentiu-se mergulhar na imensidão profundamente azul. Era como se já tivesse feito isso muitas vezes antes, e não podia negar que era uma sensação muito boa e errada, afinal ele era Darien Chiba, o baka que sempre implicava com ela e que ela detestava. Foi com esse pensamento que tentou desviar seus olhos dos deles, porém sem sucesso algum. Ele a olhava tão intensamente que parecia que a queria manter presa em seu olhar.
Darien sentia que algo em sua esposa havia mudado, mas não sabia o que... talvez a maneira que olhava para ele como se fosse a primeira vez, ou o ar inseguro que ela transparecia, tão diferente do seu normal, ou o nervosismo que ela demonstrava em pequenos gestos. A conhecia muito bem para saber que alguma coisa nela havia mudado e mudado profundamente. Fosse o que fosse, a tinha deixado especialmente encantadora naquele dia.
"Ai! Kami! Por que ele não tira esses olhos azuis de cima de mim e não pára de me olhar desse jeito esquisito? será que ele descobriu, não, não, não... Sem chance eu praticamente não falei nada de errado, definitivamente ele não pode desconfiar de mim, mas então porque cargas d'água ele não para me olhar daquele jeito?" pensava nervosa.
"Serena você é mesmo uma tonta e não vê que eles está te admirado!"
"Admirando por quê?" indagou sem entender.
"Ora como assim porque? É obvio que ele está apaixonado!"
"Apaixonado? Não brinca tá, até parece o Darien apaixonado por mim, fala sério!" Pensou debochada.
"O pior cego é aquele que não quer ver" comentou sua consciência fazendo a loira se irritar.
Apesar de tudo era realmente uma tarefa difícil desviar seus olhos dos do moreno, e continuou a fitá-los por algum tempo até que as crianças chegaram fazendo ele desviar seus olhos dos dela e acabando com o contato.
- Mamãe! - chamou a menina de cabelos róseos assustando um pouco Serena que ainda se encontrava distraída e não havia notado sua presença.
- Ãnh! - disse ainda um pouco confusa pela denominação - É... Sim? - indagou incerta.
- Penteia os meus cabelos e os da Sakura? - pediu a menina esticando uma escova para Serena.
- É... - "Ai! E agora o que eu faço?" Pensou nervosa.
- Deixa que eu penteie - disse Darien vendo a filha fazer um muxoxo - Não gosta quando eu penteio os seus cabelos? - indagou numa falsa indignação.
- Não é isso, papai - falou a menina risonha - É que nós gostamos mais quando a mamãe penteia os nossos cabelos. E ela já não faz isso há tanto tempo - disse a última frase parecendo um pouco triste.
- Hum! Pra mim isso está parecendo uma desculpa esfarrapada - disse brincalhão, pegando a menina no colo e fazendo cosquinhas nela.
- Pa...pa...ra...pa...pa...pai - disse a menina já com lágrimas nos olhos - por...por...fa...vor.
- Só se você pedir arrego - disse fazendo ainda mais cosquinhas na menina.
- Tá...bom...arre...arrrr...arre...go - falou entre risos, logo fazendo seu pai soltá-la.
- Tudo bem, eu acho que depois dessa você está perdoada - disse com um ar levemente pensativo - E então, alguém mais concorda com a Rini?
- Não - disseram os outros dois apressadamente se escondendo atrás da cadeira de Serena.
- Venham aqui vocês dois - chamou - que eu vou pentear o cabelo dos três e nem adianta fugir Sr. Takato.
- Ah! Pai! - reclamou o menino.
- Nada de 'Ah! Pai!' Você também, mocinho - disse achando graça na reclamação diária do filho de pentear os cabelos - E vamos logo que já está ficando tarde e a sua mãe tem que alimentar a Chibi-chibi.
Serena que até agora observava a cena divertida, se assustou com o comentário do moreno. Afinal nunca tinha alimentado uma criança antes, e achou melhor esperar os quatros saírem da sala de jantar para ir falar com Ken que ainda tomava seu café calmamente.
- Toma - disse estendendo a ruivinha na direção do irmão.
- Toma o que? - indagou o garoto.
- A Chibi-chibi é claro. Você não ouviu o que o seu pai falou? - viu o menino não alterar sua expressão e continuou - Pra alimentar a Chibi-chibi!
- Eu ouvi, mas eu acho que você é que não ouviu bem. Ele disse que vocêia alimentá-la e não eu, até porque isso seria impossível.
- O que você quer dizer com isso? - perguntou sem entender.
- Bom você é a mãe - disse a última palavra ironicamente - então eu acho que sabe o que deve fazer.
- Como assim? - indagou incrédula vendo-o a abandonar no momento em que mais precisava - Você tem o dever de me ajudar! - disse firme e indignada.
- É? E porque? - disse desafiador, parecendo irritado.
- Simplesmente porque Setsuna disse - falou confiante.
- E ela não manda em mim, e nem você! - disse num tom arrogante e superior - E eu acho que já te ajudei demais!
- Mas... - o que iria dizer agora os poucos argumentos que tinha haviam acabado e o garoto parecia irredutível iria ter que apelar - Você precisa me ajudar, por favor! - pediu de modo suplicante perdendo toda a confiança recém adquirida.
Viu a face surpresa do menino e chegou a achar que ele iria mudar de idéia, mas o que ouviu no minuto seguinte acabou com todas as suas esperanças.
- Não adianta implorar, se vira! - disse se encaminhado para a porta.
"Ai! Não. Pensa Serena pensa!"
"Talvez cabecinha de vento você devesse mudar de tática!"
"Até, você! Eu não sou cabecinha de vento! E o que você quis dizer com mudar de tática?"
"Estou falando dela!"
"Dela? Dela quem?"
"E depois não gosta quando te chamam de cabeça de vento..."
"Mas eu não sou!"
"Que seja! É melhor não ficarmos discutindo... eu estou falando da Chibi-chibi, afinal de contas é ela quem vai ser 'alimentada'!"
"Como assim?"
"Kami me dê forças! Eu estou falando de chantagem emocional! Afinal de contas ela ainda é a irmã dele"
"Ah! Você é um gênio!" Pensou contente era uma idéia brilhante.
"Eu sei que sou"
- Sabe, Chibi-chibi... - começou a dizer olhando para a menina que ainda sorria em seus braços num tom alto o suficiente para o garoto escutar - Parece que hoje você não vai comer, já que seu irmãomalvado não quer me ajudar.
- O que você está querendo dizer? - indagou o garoto se virando quase que imediatamente para a loira.
- Pra você nada - se voltou para ele - eu estou falando com a Chibi-chibi, que pelo jeito não vai comer hoje - terminou sorrindo sarcasticamente.
- Está querendo fazer chantagem emocional comigo? - indagou o jovem moreno com a voz calma, mas Serena sabia de uma forma que ela não sabia explicar, que ele na verdade estava com muita raiva, ou melhor, furioso.
- Sim - respondeu simplesmente querendo deixá-lo ainda mais furioso, mas ao contrário do que imaginou ele riu um riso debochado que a irritou bastante.
- Acho que não podia esperar menos de você é bem típico mesmo - "O que ele está querendo dizer com isso..." pensou a loira intrigada.
- E então?
- Vou fazer isso pela Chibi-chibi, está entendendo - disse sério.
- Perfeitamente - disse estendendo novamente a menina para o irmão.
- O que está fazendo? - indagou erguendo a sobrancelha.
- Você disse que alimentaria a Chibi-chibi - respondeu confusa.
- Eu disse que ajudaria você e não que a alimentaria.
- Mas... - parou no meio da sentença ele tinha razão, suspirou resignada - E o que eu tenho que fazer? - perguntou já pegando um pedaço de bolo que estava em cima da mesa e tentando dar para a menina sem muito sucesso.
- Ela não vai comer isso - comentou.
- Porque não? Esse bolo parece tão gostoso! - disse com os olhos brilhando na direção do bolo.
- É... Mas tenho certeza que ela prefere leite - disse começando a achar a situação interessante.
- Leite? - é claro, ela era um bebê. Sentiu-se burra por não ter pensado nisso antes - Então pega ali pra mim - disse apontando para a jarra de leite que estava perto dele.
- Ela não gosta desse leite, pra falar a verdade o único leite que ela gosta é o que você dá.
- E qual seria o leite que eu dou - falou começando a ficar irritada.
- O seu é claro, até porque eu não tenho condições físicas para isso, e nem o equipamento necessário - disse cheio de sarcasmo.
- Será que dava pra você ser mais claro? - falou irritada - Eu realmente já estou ficando cansada desse seu joguinho de palavras! Você deve estar se divertindo muito!
- Como você descobriu? - indagou irônico, vendo as bochechas da loira adquirirem um tom avermelhado - A Chibi-chibi tem apenas 5 meses então...
- Só! Eu achei que ela fosse mais velha - disse mais para si mesma, olhando a menina deitada confortavelmente em seus braços.
- Bem se vê que você não sabe nada mesmo de crianças...
- Já que eu não entendo nada, daria para você fazer o imenso favor de me explicar?
Eu estou dizendo que a Chibi-chibi ainda está amamentando - disse como se aquilo não fosse nada.
- Ah! Ela ainda está amamen...O que? - agora começava a entender a situação - Você só pode estar brincando! - disse rezando para que fosse mesmo uma brincadeira de mau gosto do garoto.
- Não estou - disse num tom sério que não dava dúvidas de sua sinceridade.
- Eu não posso fazer isso... Quer dizer eu nunca fiz isso - disse num tom levemente desesperado.
- Você tem que fazer isso, além do mais. não é tão difícil assim - fez pouco caso.
- É porque sou eu que tenho que fazer isso - falou nervosa - Se eu não quiser. eu não faço! - terminou de modo infantil.
- Você que sabe, mas vai ser muito pior pra você. Porque a Chibi-chibi funciona como um reloginho, e daqui a pouco ela vai começar a chorar com fome, e o meu pai vai chegar aqui pra saber o que está acontecendo, aí você vai ter que se virar sozinha na frente dele. Então o que prefere?
- Tudo bem, você venceu - disse numa mistura de raiva e resignação.
- Eu sabia que concordaria comigo - falou sorrindo largamente.
Então ele começou a explicar o que ela deveria fazer para amamentar a ruivinha, depois disso o garoto se afastou percebendo o incomodo dela quando começou a desabotoar a blusa. E foi só a loira tirar o sutiã que a pequena se agarrou no seu seio e começou a sugar o leite com uma certa avidez. No começo, a loira sentiu vontade de rir porque sentia um pouco de cócegas, mas passados alguns minutos aquele sentimento estranho voltou a preencher o seu peito novamente, só que agora com mais força.
Era uma sensação nova que a invadia de maneira terna, a fazia se sentir aquecida e bem, de uma maneira que ela nunca havia se sentido antes. Mas também era um tanto assustador imaginar o quanto aquela menina parecia necessitar dela e ela sentir tanta vontade de protegê-la, aquela criaturinha que parecia um anjo assim, nos seus braços.
- O meu anjo - sussurrou sem nem se dar conta do que dizia, acariciando os cabelos vermelhos da menina.
Penteava os cabelos das filhas com uma destreza de quem já estava habituado há anos com essa tarefa, agora só faltava pentear os cabelos do filho mais novo.
- Pronto Sakura, está linda! - disse sorrindo vendo a filha que era a cópia exata da mãe.
- Obrigada! Papai - disse a loirinha docemente dando um beijo em Darien.
- Agora é a sua vez TK - disse chamando o filho que fez um muxoxo - Com esse cabelo todo despenteado não vai conseguir chamar a atenção de nenhuma garota.
- Eca, pai!- exclamou o garoto contorcendo o rosto numa careta fazendo com que o pai risse.
- Você diz isso agora, mas quando for mais velho tenho certeza que vai mudar de idéia.
- Eu não quero ficar bonito pras meninas, elas são todas umas bobas - disse dando uma língua às irmãs e recebendo língua de Rini enquanto a outra ria timidamente da cena.
- Então, talvez queira ficar bonito pra sua mãe – disse usando o mesmo argumento de sempre para convencer o filho.
- Ta bom, mas só pela mamãe – respondeu o loirinho amuado se aproximando do pai.
Adorava seus filhos e adorava cuidar deles como fazia como fazia naquele exato momento. Para ele, seus filhos e sua esposa eram a sua maior conquista, a família que ele sempre desejou. E apesar dos problemas que surgiram nos últimos anos, ainda assim sabia que não teria coragem de abrir mão deles.
- Pronto, agora sim está apresentável – disse ao filho assim que terminou, analisando-o – Tenho certeza que a sua mãe vai adorar te ver todo arrumado.
- Então eu vou mostrar pra mamãe – falou afobado, já se dirigindo a sala de jantar.
- Calma aí mocinho, antes de ir falar com a sua mãe, tem certeza de que não está esquecendo de nada?
- Não – disse coçando a cabeça sem muita certeza.
- Tem certeza absoluta? – indagou o moreno duvidando.
- Ah! – exclamou alto batendo com a mão na testa – O livro de matemática.
- Porque será que eu não estou surpreso? – disse vendo o filho subir as escadas correndo pro quarto – E vocês duas – falou olhando para as filhas – também não estão esquecendo de nada?
Viu as meninas rirem e seguirem correndo o irmão. "Três cabecinhas de vento, como a mãe deles era" não conseguiu deixar de pensar. Olhou o relógio e se surpreendeu com a hora, tinha demorado mais do que devia cuidando dos três, agora teria que se apressar e chamar Ken.
Voltou a sala de jantar para buscar o filho mais velho e a cena que viu o fez parar na porta para admirá-la. A poucos metros de distancia se encontravam duas das mulheres da sua vida. Serena estava amamentando a filha deles, e na sua opinião estava ainda mais linda.
Definitivamente havia algo diferente nela aquele dia, a maneira como olhava encantada a filha deles em seus braços e a forma extremamente delicada e carinhosa que a tocava só confirmavam este fato. Não conseguiu permanecer de longe olhando e acabou por se aproximar das duas. Notou que sua esposa nem havia se dado conta da sua aproximação e ainda pode ouvi-la sussurrar "O meu anjo" enquanto acariciava os vermelhos cabelos da filha e não pode deixar de sorrir com isso.
- Ela é linda, não é mesmo? – disse em tom baixo sem se conter e acariciando também os cabelos da filha e roçando sem querer nas mãos da loira.
- É – foi a única coisa que pôde dizer, estava surpresa de ele estar tão perto de si e nem ter se dado conta disso até aquele momento. Sentia-se arrepiada com o toque dele e até um pouco intimidada pela sua presença.
Começou a perceber que a menina diminuía o ritmo até parar e largar seu seio parecendo satisfeita. Não pode deixar de olhá-la com carinho. Ela era realmente linda, como Darien havia dito, e foi esse pensamento e a consciência da sua presença que finalmente a fez acordar e se dar conta de que estava com a blusa aberta e um dos seios a mostra. Claro que ele já deveria ter visto aquela cena muitas vezes, e com certeza já devia tê-la visto bem menos vestida, mas isso não mudava o fato de ela se sentir envergonhada com isso, e nem mudava o fato de suas bochechas arderem e provavelmente de estar vermelha como nunca esteve na vida.
A única coisa que poderia fazer era agir normalmente, como se tudo isso não a abalasse nem a envergonhasse profundamente, como se fosse a coisa mais normal do mundo, muito embora isso estivesse longe de ser.
- Er... Darien – disse um tanto incerta sem ter coragem de encará-lo nos olhos.
- Sim? – respondeu, estranhando o vermelho que tingia o rosto de sua esposa tinha muito tempo que não a via corar.
- Pode segurar a Chibi-chibi um minuto...?
- Claro – respondeu, pegando a menina no colo e vendo a loira tentar se ajeitar, um tanto quanto atrapalhada demais, a face dela ainda mais vermelha – É impressão minha ou você está muito corada?
- Eu? – indagou ainda tentando abotoar a blusa nervosamente – Imagina deve ser impressão sua – sorriu sem graça ficando mais vermelha.
- Quer ajuda? - perguntou vendo a dificuldade dela.
- NÃO – praticamente gritou – é... quer dizer não, obrigada eu já estou terminando.
- Querida você está bem? – olhou-a nos olhos, preocupado. Serena o olhava tendo a certeza que nunca se acostumaria com esses tipos de adjetivos vindo dele.
- Claro! Querido – deu um sorriso enviesado ao proferir a última palavra tentando ao máximo não soar sarcástica.
- É que você está tão... – foi interrompido pela bagunça que as crianças faziam assim que entraram na sala de jantar, tentando chamar a atenção da mãe para eles.
- Para de se mostrar, Rini! – falou o loirinho irritado – A mamãe vai me ver primeiro!
- Não! Ela vai me ver primeiro! - respondeu igualmente irritada.
- Calma, crianças a mãe de vocês vai ver os três - disse Darien, pondo fim a discussão também diária pela atenção da mãe - Vem cá, Sakura - chamou a loirinha que estava quieta no canto vendo a discussão dos irmãos.
Observou os três com mais atenção do que havia feito quando quase foi atropelada por eles há poucos minutos atrás. Deveriam ter uns seis anos, assim como as pestes de seus primos, mas diferente deles, os três pareciam gostar dela "Claro, são seus filhos, sua tonta!" Exclamou aquela voz infeliz que não saia da sua cabeça e que por hora resolveu ignorar.
O menino, como o próprio Ken havia dito, se parecia muito com seu irmão. Só tinha os cabelos um pouco mais claros parecido com os seus, depois tinha a outra menina que tinha discutido com o irmão, a mesma que tinha o nome igual ao seu, pelo que via agora as semelhanças entres elas não ficavam só no nome, tirando a cor dos cabelos e dos olhos; já a terceira, a que parecia ser a mais quieta dos três, foi com quem ela mais se surpreendeu, pois era a sua cópia perfeita em miniatura. Teve que admitir, por fim, que querendo ou não eles eram seus filhos, afinal cada um tinha uma particularidade sua e isso era indiscutível.
- Então mamãe - ouviu a voz da menina de cabelos rosados chamar sua atenção interrompendo seus pensamentos, demorou ainda alguns segundos para conseguir pensar em responder qualquer coisa, era realmente bizarro ouvir alguém a chamar de mãe e o pior era saber que era verdade, também sabia que nunca se acostumaria com algo assim.
- Anh! Então o que? - repetiu sem entender vendo os três parados na sua frente parecendo esperar por algo.
- Eles estão querendo saber se estão arrumados. Eles sempre fazem isso - respondeu Darien estranhando - Você está realmente bem Serena? - indagou num tom mais baixo para que só ela ouvisse.
- Claro... Só estou um pouco distraída - respondeu no mesmo tom, um pouco cansada com aquela preocupação excessiva que ele parecia ter, não estava acostumada com isso, pelo menos não vindo dele - Erh... - levantou da cadeira e olhou por um momento para onde Ken estava, talvez ele pudesse lhe dar alguma dica do que fazer, mas o garoto parecia mais interessado na paisagem que via da janela do que em ajudá-la "Imprestável" pensou irritada, baixando o olhar para os três - Pra mim, vocês parecem bem arrumadinhos - deu um sorriso amarelo.
Viu os quatro a olhando de uma maneira estranha, mas o que será que eles queriam afinal? Ela tinha caído naquela casa de pára-quedas e eles queriam que ela soubesse toda a rotina da família!
- Crianças, é melhor nós irmos; já está ficando muito tarde - disse Darien quebrando o silencio e fazendo a loira respirar aliviada "Que bom! Assim eles não vão ficar me olhando como se eu fosse uma aberração"
- Ta bom, pai! - responderam em uníssono, porém continuaram parados na frente da loira que não sabia mais o que eles poderiam querer dela.
- Não vai dar o nosso beijo de despedida? - falou a que se chamava Rini.
- Ah! Claro - respondeu compreendendo e dando meio sem jeito um beijo em cada um dos três e vendo-os correr porta afora, logo em seguida lhe dando um tchau.
- Bom, eu já vou indo - disse Darien lhe entregando a menina no colo novamente, e quase dando outro beijo nela que por sorte desviou, viu por um momento desapontamento em seus olhos com a atitude dela, mas foi só por um momento – Vamos, Ken - chamou dando um beijo na testa filha e saindo da sala.
- Já vou, papai - quando viu o garoto seguir o mesmo caminho de Darien um alarme soou na sua cabeça, definitivamente não podia deixar ele ir embora. Como ia conseguir enganar a todos sem a ajuda dele "Se bem que aquele moleque não me ajudou em quase nada, mas mesmo assim ele é minha melhor chance de não parar no hospício!" Saiu quase correndo atrás do garoto e conseguiu pegá-lo pela gola com a mão que estava livre.
- O que você está fazendo? - disse encarando o garoto agora na sua frente com o rosto na mesma altura que o dele.
- O que você está fazendo? - repetiu a pergunta olhando para as mãos da loira amassando seu uniforme - Será que dá pra tirar a mão? - perguntou irritado.
- Ta - disse tirando a mão da gola - Agora será que dá pra você responder a minha pergunta?
- Não está vendo meu uniforme? Estou indo pra escola - respondeu ajeitando sua roupa.
- O que? - se controlou pra não berrar na cara daquele moleque - Você não pode! - sussurrou desesperada.
- Claro que eu posso, e eu vou - disse parecendo não se importar.
- Mas e eu?
- Você... - falou como se pensasse seriamente no assunto - Você faz o que sempre faz todos os dias - respondeu debochado.
- Você tem que me ajudar é o seu dever!
- Eu não tenho que fazer nada, e como eu disse, já te ajudei bem mais do que eu gostaria - disse ríspido.
- Mas... mas e a Chibi-chibi! - já estavam na porta da casa e ele já estava se dirigindo ao carro, onde o pai e os irmãos o esperavam, quando o viu parar e por isso sorriu.
- Você tem razão - pegou o braço dela e parecia mexer no relógio que havia em seu pulso - Quando o relógio tocar é hora dela comer entendeu e é só fazer como fez agora a pouco...
- O que? Você ta achando que eu vou cuidar dela? - disse quase rindo da cara dele, se ele estava pensando que ela faria tudo que ele dissesse estava muito enganado!
- Eu não acho... Eu tenho certeza que você vai cuidar dela, e muito bem! Afinal não sou eu que corro o risco de parar num hospício... - viu o olhar estupefato dela e sorriu, seguindo novamente em direção ao carro, quando parou e voltou mais uma vez parecendo se lembrar de algo - Ah! E não se esqueça de fazê-la arrotar como meu pai fez depois dela comer, não se esqueça ouviu bem? - deu um beijo na menina e enfim seguiu seu caminho em direção do carro.
Viu o carro se afastando e ainda pode ouvir as crianças se despedindo dela, mas foi só quando o carro atravessou o grande portão principal que saiu do seu estado de estupor e simplesmente não podia acreditar que aquele filho da... "Droga! Nem xingar ele eu posso porque seria como se eu xingasse a mim mesma!". Suspirou agora estava sozinha com um bebê pra cuidar... Realmente estava encrencada, olhou para a menina em seus braços que começou a rir "Até parece que está rindo da minha desgraça" pensou inconformada. Ah! Mas aquele moleque ia aprender que com ela não se brincava; não sabia bem o que poderia fazer, mas iria dar o troco de qualquer maneira!
Teria entrado novamente na casa se não fosse outro carro passar pelo portão e adentrar a propriedade. Quem poderia ser? Será que era alguém conhecido? Será que era alguém da sua família? Essa e outras perguntas pipocavam na cabeça da loira enquanto o carro parava em sua frente, agora na porta da casa. A porta do carro se abriu revelando quem ela menos esperava.
NB.Quando a Beta trabalha, o capítulo chega sem dois meses de atraso... Parabéns por mais um belo capítulo, Lilly... Mas a dúvida que não quer calar é a seguinte: Quem vem lá? Será que é o amante? Será que é a Sailor V? Quem será? Aguarde as emoções de mais um capítulo de seu fic preferido – Encontro Cósmico!
Só pra não esquecer, aquele botãozinho ali é pra vc fazer minha amiga Lilly uma autora pra lá de feliz... Aperta lá, vai?
N/A: Oi Minna! Tudo bem! É gente não é ilusão e nem uma miragem o cap. 7 ta aí prontinho! Pra compensar a demora do último cap. e pra comemorar esse feriadão e a páscoa e agradecer a todas as reviews enviadas. Brigadão! Feliz Páscoa pra todo mundo!
Atenção: Não sei se alguém aqui curti o gênero, mas agora eu vou entrar como parceira com a Nathoca Malfoy numa fic de Harry Potter, DG, (Draco e Gina) a fic se chama Chocolate é Mágico, então praquem estiver interessado é só ir no meu perfil que ela já tá nas minhas histórias favoritas, e logo logo eu também to postando cap. lá!
Aqui vai o endereço da fic:
http/www(ponto)fanfiction(ponto)net(barra)s(barra)4044716(barra)1(barra)ChocolateMgico
Eu escrevi assim já que o parece não aceitar endereços eletrônicos!
Ps.: Ah! E se quiserem falar comigo eu criei um orkut que também tá no meu profile!
Reviews:
Brilyance - Oi Bri! Que bom que estou muito feliz que esteja amando a fic, espero que tenha gostado desse cap. Viu dessa vez foi rapidinho! Bjs!
hika-lly- Obrigada Hika! Mudou de nikc foi? Realmente são muitos filhos, que vão deixar ela doidinha, rsrsrs. Bjus!
Kagome-DarkAngel-Oi K-chan! Não, não é uma ilusão é a mais pura verdade eu att. mesmo! Desculpa por ter te deixado quase morte, mas olha só eu já att. de novo e bem rapidinho dessa vez. E você não vai att. a "Loucuras da vida"? Ah! Eu quero ver novo cap.! Beijos menina!
Narcisa Le Fay - Oi Cissy! Bom eu faço faculdade e to num estágio irregular pelo menos por enquanto espero que seja efetivada vamos ver né. Bom como eu disse no último cap. tudo a seu tempo você vai ver se suas suposições estão certas ou não. A Setsuna é mesmo super poderosa afinal ela guardava os portões do tempo, né! Beijinhos!
Sakura Mars - Ai ai Sak-chan! E eu fico tão feliz de você estar gostando! É eu parei num momento bem interessante né e agora de novo parei num momento crucial...Ah não quebra minha perninha linda não até porque você vai ser sempre a primeira a saber das coisas antes de todo mundo! Mas logo que isso impossível né, rsrsrsrs. Super beijos moça!
annelize- Oi Lize! Posso te chamar assim? Primeiro queria te pedir mil desculpas por não ter respondido seu coment, mas eu tava com tanta pressa que acabei deixando passar... Bom vou comentar os dois dessa vez... Que bom que você gostou da parte em que a Setsuna fala do destino porque é a minha própria opinião sobre o assunto, bom sobre o filho da Sere acho que você já entendeu tudo né! Que bom que gostou do último cap., de repente suas teorias estejam certas ou talvez não quem sabe? Espero que tenha gostado desse cap. também! Bejs!
Nathoca Malfoy- Oi Nath! Como você tá vendo já att. de novo! A Sere ficando branca feito papel foi ótimo né (adorei escrever essa cena!), mas isso é só o começo! Bjinhos!
Sofia- Oi Sofia! Que bom que está gostando! Bom já att. espero que goste desse também! Uma pergunta: Você é portuguesa? Beijos!
Hannah Burnett-Oi Hannah! É menina quem dera a gente 'pobres mortais' termos a mesma sorte da Sere, com um gato super bom e maravilhoso como marido, ainda por cima rico, ai ai ai sorte é fogo! Que bom que gostou do beijo, espero que tenha gostado desse cap. também! Beijinhos!
Qualquer dúvida o "Go" tá ai pra isso!
Milhões de beijos a todos e até o próximo cap.!
Bye bye galera!
Lilly
Possível nome do próximo capítulo: Bancando a babá e vida de modelo.
