Título: Encontro Cósmico.
Autora: Lilly Angel (mas podem me chamar só de Lilly).
Beta: Sakura Mars.
Retratação: Como vocês devem imaginar Sailor Moon não me pertence porque se não eu tava de férias em alguma ilha paradisíaca e não ainda fazendo provas… Enfim voltando a realidade Sailor Moon é da sortuda e talentosa Naoko Takeuchi e essa estória aqui sim é minha.
Aviso: Essa fic é UA ou AU como preferirem, trocando em miúdos as meninas não vão bater… talvez a Serena ocasionalmente, em todo o caso qualquer alusão é uma mera tentativa de ironia da autora.
Esse cap. eu gostaria de dedicar a todos vocês que esperaram por essa atualização e me animaram tanto com seus comentários, num momento difícil e que me fizeram chegar ao surpreendente numero de 102 reviews. Mas queria agradecer principalmente a Izayoi-chan, porque sem ela esse cap. ia demorar mais algum tempo pra sair.... OBRIGADA!!!!!!!
Capítulo 11: Procura-se: amigas!
Uma brisa fresca balançava seus cabelos com certa graça, seu sangue ainda pulsava fortemente nas veias e o coração parecia não cansar do ritmo forte com que batia, mesmo depois de Serena não mais enxergar o carro. O aperto que sentia no peito desde que viu aquele carro se afastar, só aumentou depois de perdê-lo de vista. Demorou ainda alguns segundos até perceber os insistentes puxões na saia do seu vestido finalmente a despertando ao presente.
- Mãe - chamou Rini já aborrecida, por Serena ter ignorado aos outros três chamados que havia feito - Nós estamos atrasados!
- Hã? - indagou confusa demorando alguns segundos até processar o que a pequena falara - Ah, sim?! - respondeu se lembrando, mas sem saber o que fazer.
- Não vai pegar o carro pra levar a gente? - perguntou Tk um minuto depois, vendo que Serena não se moveu um centímetro de onde estava.
- O carro! - não conseguiu dissimular o alarme diante do que tinha ouvido. Eles não podiam estar falando sério, fitou os olhos ansiosos dos trigêmeos, percebendo que aquilo era realmente sério! Não mesmo! Isso ela não poderia nem sonhar em fazer, estavam falando de um carro e não de um brinquedo! Como ela poderia pegar um carro, ela nem tinha idade pra dirigir quanto mais carteira de motorista... bom talvez tivesse, mas isso não mudava o fato de que não sabia dirigir, começou a se sentir nervosa com o pensamento de ter que colocar as mãos num volante.
- Não se preocupem - interveio Ken tirando Serena de seus pensamentos e chamando a atenção de todos para si - Eu já liguei pra Noriko e ela disse que o carro da agencia já está vindo pra cá - completou com um olhar significativo para a loira que sussurrou um obrigado aliviado que só ele viu o fazendo corar.
- Então a gente vai ter que esperar? - indagou o loirinho com os braços cruzados em frente ao corpo e fazendo um biquinho aborrecido. Serena reconheceu aquele gesto de imediato, ela mesma já o tinha feito diversas vezes quando ficava contrariada. Por um instante não só se identificou como também compartilhou uma estranha e profunda ligação com o menino, que era a copia perfeita do seu irmão, mas foi só por um instante. Já que depois daquele momento os seis tiveram que voltar a casa, para esperar o carro da agencia.
Sentou pela primeira vez no sofá da sala de estar, se acomodando e vendo as crianças fazerem o mesmo, mas contra a sua vontade seus pensamentos acabaram a levando ao que, tinha acontecido há minutos atrás, seus lábios ainda formigavam e sua boca guardava o gosto de menta dos lábios dele.
Aquele beijo, não consentido, acrescentou mentalmente, mas que foi rapidamente correspondido, lembrou com desgosto não devia ter acontecido, pelo menos não dessa maneira, nunca poderia tê-lo deixado beijá-la assim!
Durante todo o banho depois daquele selinho que ele havia lhe dado, ficou imaginando o que aconteceria se ele resolvesse beijá-la de verdade, sabia que não poderia simplesmente rejeitá-lo, afinal ele agora era o seu marido, por isso precisava aceitar o beijo para que ele não suspeitasse de nada, então havia tentado se preparar mentalmente para isso, se convencendo que não deveria empurrá-lo e de que teria de fingir que havia gostado do beijo, porém contra todas as suas expectativas seu corpo não o repeliu e muito menos se sentiu disposta a fingir, não precisou calcular cada movimento como havia imaginado, porque para seu total desgosto aceitou o beijo sem qualquer tipo de reserva, pior correspondeu quase tão fervorosamente quanto ele e sobre fingir... bom estava desorientada demais pra conseguir fingir a satisfação que sem dúvida nenhuma ele viu em seus olhos.
Simplesmente não podia acreditar na forma como tinha se entregado tão livremente àquele gesto de carinho, não podia acreditar no quanto havia gostado daquele maldito beijo, não podia acreditar como o seu coração ousava acelerar com essa simples lembrança, mas o que era mais difícil de acreditar e principalmente aceitar era no quanto já sentia saudades daquele beijo... e dele.
Droga! Isso não estava certo, como poderia sequer cogitar a possibilidade absurda de que sentiria saudades! Como tinha se deixado levar tão facilmente pelo beijo dele? Como tinha sido tão fraca? Ele era Darien Chiba o ultimo homem da Terra pelo qual ela sentiria atração... Não, não era atração, afinal de onde tinha saído essa palavra? Era qualquer coisa menos atração! Talvez fosse carência... isso! Provavelmente era apenas carência, uma carência aguda com certeza, por que só algo assim para explicar o que havia sentido, o que havia feito e o que ainda queria fazer...
Reprimiu um gemido de frustração, estava tão confusa! Sua cabeça e seus pensamentos pareciam girar rapidamente, fazendo com que suas idéias se agrupassem de modo desordenado e aleatório, aumentando ainda mais seu estado de confusão mental. E isso era péssimo, afinal não bastava só essa desordem na sua cabeça, mas também o momento louco em que estava vivendo, numa época que não era sua, com gente que ela não conhecia e fingindo ser alguém que ela não sabia quem era. Tudo isso exigia uma frieza mental e um autocontrole que normalmente não possuía e que agora parecia totalmente fora do seu alcance.
Precisava de ajuda, conclui enfim. Apesar da ajuda que Ken tinha prometido, do esforço e boa vontade que ele havia demonstrado ontem, ainda assim não parecia ser o suficiente e mesmo que não gostasse da idéia precisava da ajuda de mais alguém para tirá-la daquele pesadelo que seu simples desejo havia se tornado. "Cuidado com o que deseja por que um dia pode se tornar realidade" a voz de Setsuna surgiu em sua mente parecendo zombar dela. Antes a tivesse ouvido... Mas agora não era hora de se lamentar e sim de agir!
Decididamente, pegou o celular que estava na bolsa que havia escolhido essa manhã, e procurou por um numero em particular o achando com facilidade, apertou o botão de discagem automática e em poucos segundos já podia ouvir a voz de Noriko do outro lado da linha. Pediu para que ela esperasse na recepção da agencia, afinal ainda não havia memorizado onde ficava a sua sala e pediu o mais importante, que localizasse quatro pessoas, disse os nomes e desligou o celular, só agora percebendo o olhar questionador que Ken lhe direcionava do outro lado da sala.
Droga! Tinha esquecido completamente da presença dele e das outras crianças na sala, tão perdida estava em seus próprios pensamentos, sabia que os menores não seriam, problema afinal eles não sabiam de nada do que estava acontecendo, mas Ken por outro lado sabia muito mais da história do que ela gostaria no momento, o pior era que não tinha nem mesmo feito questão de diminuir o tom de voz quando falou com Noriko e apesar da distância, que na verdade não era grande coisa, ele provavelmente tinha ouvido tudo e agora com certeza iria querer saber o que ela estava planejando, coisa que ela não tinha certeza se era sensato contar no momento, mas antes que pudesse dizer ou sequer bolar uma mentira decente ouviram o barulho de um carro se aproximando da propriedade, desviando a atenção de todos.
- Sra. Chiba - chamou Yoko entrando na sala meio segundo depois - O motorista da Dazzling está esperando.
- Obrigada - agradeceu Serena aliviada pela distração. Se levantou sendo logo em seguida acompanhada pelas crianças que reclamavam da demora que ela mal tinha notado - Se vocês continuarem reclamando desse jeito, vão demorar ainda mais - as palavras fluíram de seus lábios tão naturalmente, num tom maternal e repreensivo que ela quase não reconheceu como sendo seu.
Tentou ignorar o arrepio que percorreu o seu corpo, com o pensamento de que as palavras que havia proferido não fossem suas, como se não tivesse sido ela que havia falado e sim outra pessoa.
Por mais confortável que fosse a limusine da Dazzling e de fato era realmente muito confortável, sem falar no quão espaçosa ela era deixando todos os ocupantes do carro muito bem acomodados, sentia um grande desconforto. Aquela pequena frase que havia dito há poucos minutos atrás não lhe saia da cabeça, e não era só pelo fato de mais uma vez lembrá-la que não deveria estar ali como também, e principalmente, a fazendo questionar pela primeira vez onde estaria a Serena daquela época. Sim, porque se ela estava no lugar do seu 'eu' do futuro, onde ele estaria?
Talvez no passado no exato lugar onde deveria estar, no lugar ao qual pertencia o lugar em que Serena Tsukino pertencia, talvez estivesse com Setsuna - que a essa altura já desconfiava que não fosse humana - numa espécie de limbo ou algo parecido... Mas havia outra possibilidade uma tão aterradora e absurda que era difícil sequer imaginá-la, mas talvez Serena Chiba estivesse onde deveria estar no seu próprio tempo e se e apenas se essa hipótese estivesse correta só havia um lugar aonde ela poderia estar... no seu próprio corpo! Sentiu um grande arrepio na espinha só com esse pensamento e esse não era nem um pouco parecido com os arrepios que Darien lhe causava, não conseguiu deixar de notar. Não era nem um pouco agradável imaginar que pudesse estar repartindo um mesmo corpo com outra pessoa, mesmo que a outra pessoa em questão fosse o seu 'eu' do futuro, essa simples idéia a apavorava.
E se assim o fosse, será que ela estava dormindo ou coisa parecida? E se estivesse, será que ela poderia acordar de um momento para o outro - antes que conseguisse voltar para a casa - para tomar o controle do que era seu por direito? Uma onda de medo percorreu todo o seu corpo, como um balde de água fria, com aquele pensamento, não! Não queria ficar presa naquele corpo por mais incrível que ele fosse não valia a sua liberdade. Precisava voltar a despeito de tudo que estava acontecendo entre ela e Darien fosse o que fosse não faria diferença alguma quando estivesse em casa novamente, na sua casa, no seu lar onde verdadeiramente pertencia e de onde nunca deveria ter saído com ou sem desejo.
Talvez todos essas hipóteses que vinham a sua mente fossem apenas paranóia, talvez estivesse assistindo muitos filmes de ficção cientifica ultimamente. É poderia ser mesmo isso! Com certeza estava começando a pirar com toda essa história de ser uma super modelo, mãe de família e esposa de Darien Chiba afinal essas coisas podiam mexer com a cabeça de qualquer garota. Provavelmente sua mente estava cozinhando com toda essa história absurda, era por isso que detestava pensar, de um jeito ou de outro sempre acabava surtando com as idéias que tinha, sem contar na dor de cabeça que vinha logo depois...
Quase não conteve a surpresa ao ver que a escola em que as crianças estudavam. Era exatamente a mesma escola na qual ela fizera seu fundamental, é claro que não era uma coincidência, em sua opinião aquilo era mais um aviso de que deveria voltar pra sua época o quanto antes. Se despediu das crianças com a mesma falta de jeito do dia anterior e não pode ignorar o olhar especulador que Ken lhe dirigia, tinha certeza que assim que ficassem a sós ele lhe bombardearia com perguntas sobre aquela ligação, mas até lá teria encontrado a melhor forma de lhe contar ou não a verdade.
Ajeitou melhor Chibi-chibi nos seus braços dormentes antes do motorista abrir a porta do carro e lhe estender a mão para ajudá-la a sair, não demorou muito para ver a fachada ainda impressionante da Dazzling, logo encontrando quem procurava. Não pôde deixar de notar que Noriko parecia se vestir de modo mais estranho a cada vez que se encontravam, hoje ela usava uma saia rosa desbotado de lã xadrez na altura da canela, com uma larga camisa vermelha de abotoar de bolinhas verdes! Realmente um modelito bem peculiar, pra dizer o mínimo.
- Senhora... - se adiantou Noriko se aproximando da loira antes que ela chegasse a colocar os pés nas escadas que davam acesso a agencia - quer dizer Serena - pronunciou se lembrando do pedido da loira no dia anterior - eu consegui localizar umas das pessoas que a senh... você pediu.
- Sério?! - disse se sentindo animada, achou que demoraria mais pra que as encontrasse, afinal tantas coisas haviam mudado naquela época - Então vamos!
- Vamos pra onde? - indagou a outra confusa.
- Atrás dela é claro! - disse como se fosse obvio - Você tem o endereço da casa dela ou do trabalho?
- Sim, sim claro...
- Então não vamos mais perder tempo - disse resoluta se voltando novamente em direção ao carro e já puxando Noriko pela mão.
- Mas Se...rena a senhorita Kanzaki me disse que assim que a senhora chegasse deveria avisá-la que ela queria falar com a sen... com você
- A Kaguya? - perguntou se virando para encarar Noriko que se mexeu incomodada.
- É.
- Hum... - definitivamente não queria se encontrar com Kaguya, sabia que ela faria perguntas que não saberia responder. O melhor era adiar esse encontro o quanto pudesse e talvez se conseguisse a ajuda que precisava nem teria que encará-la tão cedo pelo menos não nessa época, sorriu com a idéia - Eu tenho mesmo que encontrar essas pessoas por isso é melhor irmos logo depois eu falo com ela.
- Se a... se você diz eu não vou discutir - disse seguindo Serena até o carro onde o motorista ainda estava parado - Eu só preciso pegar minhas coisas.
- Tudo bem! - disse se sentindo animada com a possibilidade de resolver essa história de uma vez por todas.
Demorou pouco mais de cinco minutos para Noriko voltar ao carro carregando uma grande bolsa vermelha de verniz, realmente ela não parecia ter qualquer senso de moda e isso era algo que até mesmo Serena conseguia notar de longe, contudo enquanto via Noriko dar as intrusões a Hideki, o motorista, percebia o quanto o rosto gentil parecia conseguir acalmá-la ela com certeza lhe despertava uma estranha confiança.
Noriko sentou-se ao lado da loira assim que Hideki ligou o motor, desde que tinha recebido a ligação de sua chefe a momentos atrás se sentia intrigada com o seu pedido, não era do seu feitio mudar a agenda de forma tão repentina... Será que deveria ter dito o quanto sua agenda estava cheia para aquele dia? Não definitivamente, não! Serena Chiba detestava ser lembrada de seus compromissos, ainda se recordava do olhar gelado que ela havia lhe direcionado, quando ainda novata fez essa besteira, obviamente parecia estar implícito de que deveria cancelar todos os seus compromissos naquele dia, exatamente como havia feito hoje logo após a ligação que recebeu.
Serena Chiba era uma mulher muito responsável e extremamente metódica, nunca esquecia um compromisso ou um horário, se quer se atrasava para seus compromissos, o que nem sempre poderia se esperar de alguém com o nível e status que ela tinha no mundo da moda. Logicamente que essa mesma posição lhe conferia certos privilégios como poder cancelar a agenda de um dia todo de trabalho, com clientes importantes, de uma hora para a outra sem dar qualquer explicação, afinal ela era praticamente uma lenda viva da moda. O mesmo certamente não se aplicava a sua sócia Kaguya Kanzanki que apesar do brilhante tino para os negócios não tinha nem um décimo da fama e popularidade que sua chefe gozava e que com certeza era o motivo do grande sucesso da Dazzling.
Olhou de relance a loira trocar de braço a pequena Chibi-chibi, que hoje parecia mais agitada do que nunca. Era engraçado até, a forma desajeitada com que segurava a menina como se nunca tivesse segurado uma criança na vida, de fato no dia anterior ela havia agido muito estranhamente, pedindo que a chamasse pelo nome e comendo muito mais do que sua dieta permitia... Com certeza havia algo estranho no ar, da ultima vez em ela havia alterado sua agenda tão bruscamente não havia sido um dia nada bom, porém a loira parecia descontraída o bastante com Chibi-chibi ao colo, provavelmente não era nada, pensou tentando se descontrair, a lembrança daquele dia até hoje a angustiava, mas agora não havia motivos para tanto.
Serena Chiba tinha a vida dos sonhos de qualquer mulher: era famosa, tinha uma invejável conta bancária, um marido amoroso e mais invejável ainda, além de lindos filhos. Não haveria muitas coisas no mundo que pudessem abalar o mundo perfeito dela e muito menos que a fizessem se abalar. De forma alguma a invejava, de outro modo com toda a certeza não ocuparia o cargo que agora ocupava, Serena via longe e não permitiria não ter alguém de sua total confiança e se orgulhava muito por isso, afinal não eram todas as pessoas que tinham a oportunidade de trabalhar com alguém que admirassem tanto.
Se surpreendeu com a eficiência de Noriko que em pouco tempo conseguiu uma pequena ficha de sua amiga Amy Mizuno, ou melhor, Amy Urawa como agora era conhecida. Mal podia acreditar que a sua amiga, tão fascinada e dedicada aos estudos finalmente houvesse tirado o nariz dos livros e olhado para o pobre Richard que sempre havia demonstrado um profundo afeto por ela. Pelo que Noriko havia dito no carro, Amy já era casada há quatro anos com Richard e tinham um filho de pouco mais de um ano, havia conseguido realizar seu sonho e se tornado assim como a mãe uma médica e era tão bem sucedida na profissão que trabalhava numa das melhores clinicas da cidade e tinha seu próprio consultório.
Suas mãos suavam por antecipação com a perspectiva de encontrar com a amiga naquela época tão estranha. Chibi-chibi já não se encontrava mais em seus braços Noriko agora cuidava dela enquanto a loira adentrava sozinha ao belo consultório muito bem mobiliado e espaçoso. Não conseguia deixar de pensar em sua amiga e em como ela estaria, queria muito vê-la. Se sentia extremante feliz por saber que Amy havia realizado seus sonhos e principalmente que agora tinha uma família.
A sala estava vazia a não ser pela recepcionista que estava distraída em um telefonema e anotava algo no papel a sua frente. Serena resolveu esperar diante do balcão só por educação apesar de estar muito ansiosa para ver Amy.
- Bom dia! Gostaria de falar com a Amy... quer dizer com a doutora - era tão estranho e ao mesmo tempo tão engraçado se referir a amiga como uma médica que teve que reprimir uma risada.
- Desculpe, mas a Dra. Urawa não se encontra no momento... - disse a recepcionista sem tirar os olhos de suas anotações.
- Não? Mas eu queria tanto falar com a Amy! Quando ela vai chegar eu espero o tempo que for preciso - interropeu a mulher não contendo a ansiedade.
- Se a senhora quiser marcar uma consulta...
- Não eu só quero falar com ela - disse Serena sem se conter novamente.
- Desculpe senhorita... - começou encarando pela primeira vez a moça ansiosa e se surpreendendo tanto com o rosto que estava a sua frente que teve dificuldade em continuar a falar - Serena Chiba! - disse por fim sem esconder a excitação em sua voz - É você mesmo?
- É... acho que sou - respondeu atordoada com a reação da mulher.
- Ah, por Kami! A Yuriko não vai acreditar quando eu contar a ela! - disse mal contendo um gritinho animado fazendo Serena corar sem graça pela situação incomum.
- Hum... eu queria saber quando a Amy vai chegar? - indagou ainda um tanto assustada pela reação da mulher.
- Ah, sim... - disse como se começasse a se lembrar de onde estava e de sua posição de secretária - a Dra. Urawa vai demorar bastante a chegar, mas se quiser eu posso encaixar uma consulta para a senhora, vai ser um prazer, sabe a Dra. Urawa é muito solicitada, ela está com a agenda para os próximos quatro meses totalmente lotada, mas tenho certeza que para a senhora vai ser fácil encontrar uma brechinha aqui - falou solicita abrindo a agenda e começando a procurar - além do mais a senhora deve ser uma pessoa muito ocupada...
- Não, eu não quero marcar nenhuma consulta, obrigada - disse Serena mantendo o tom educado apesar de estar aborrecida. Será que a mulher era surda ou o que? Tinha acabado de falar que só queria conversar com a amiga... - Eu só quero mesmo, falar com ela e queria saber quando chega.
- Ah - disse lamentando tinha esperanças de ver a famosa Serena Chiba novamente e quem sabe pegar um autógrafo ou tirar uma foto? - a Dra. Amy foi até uma convenção médica e só volta daqui a duas semanas...
- Duas semanas? - disse num misto de alarme e frustração. Tinha esperanças de encontrar Amy ainda naquele dia e agora teria que esperar duas semanas, não provavelmente em duas semanas Darien já teria voltado e as coisas se complicariam ainda mais se permanecesse nessa época, disso ela tinha certeza - Tudo bem então eu volto daqui a duas semanas - saiu apressada sem dar chance a outra mulher falar nada.
Não tinha tempo a perder já que a sua primeira opção não tinha surtido efeito, teria que ir para o próximo nome da lista. Entrou de supetão no carro assustando um pouco Noriko, que estava no celular e ajeitava Chibi-chibi na cadeirinha de bebê que havia no carro e que a loira nem tinha notado. Com certeza teria evitado a dormência que ainda sentia nos braços, mas ignorou aquilo tinha coisas mais importantes com que se preocupar. ao lado da loira assin pertava uma estranha confiança.
parecia algo natudo uma grande bolsa vermelha a tira colo
- Nossa a senhora foi rápida - Noriko deixou escapar, assim que terminou a ligação.
- A Amy não estava - cruzou os braços sobre o peito desanimada.
- Oh! Me desculpe se... Serena eu deveria ter verificado isso - disse a assistente nervosa, não acreditava que tinha cometido um erro tão primário como não verificar se a Dra. Urawa estava no seu consultório, não poderia culpar Serena se a demitisse por uma falha como essa, principalmente quando ela era tão rígida e exigente com o trabalho.
- Não tudo bem Noriko - abanou a mão com um gesto displicente, após um longo suspiro, surpreendendo Noriko, que conseguiu esconder seu espanto rapidamente - Já encontrou mais alguém da lista? - indagou esperançosa, não tinha encontrado Amy, mas ela era apenas a primeira da lista.
- Sim, sim é claro.
- Então vamos pra lá agora - disse sentindo seu animo retornar.
Tinha praticamente cruzado toda a cidade pra chegar aquele lugar e não poderia estar mais ansiosa, contudo o ar mareado da baia de Tókio parecia acalmar todo o seu corpo. Já fazia um bom tempo que não ia até lá, mas se surpreendeu ao perceber que ele havia mudado tão pouco durante os últimos anos. Logo avistou o que estava procurando, era um belíssimo lugar, uma casa em estilo rústico construída com pilares feitos de toras de madeira, o que dava uma vista privilegiada do seu interior que possuía amplas janelas de vidro. A entrada principal era impressionante para dizer o mínimo, ladeada por palmeiras tropicais possuía um caramanchão de madeira que a iluminava com a luz natural do dia.
Entrou sem hesitar observando o salão principal leve e amplo que possuía em seu caminho, vasos de plantas naturais, que eram iluminadas pela luz do sol que incidia das janelas amplas e banhavam suavemente o piso lustroso. Havia também um pendente em forma de espiral, com quase quatro metros de altura, flutuando levemente no centro das colunas.
Um delicioso cheiro de comida invadiu suas narinas, fazendo com que sua barriga roncasse vigorosamente. Tsuki no Hana era mesmo um lindo lugar com luminárias japonesas vermelhas espalhadas em pontos estratégicos por todo o teto, mesas cobertas com toalhas de cor salmão e cadeiras com estofado vermelho. No entanto o ponto que mais chamou a sua atenção ficava no lado oposto a entrada onde havia um par de portas francesas envidraçadas que davam para uma espécie de jardim particular com flores exóticas e uma pequena fonte no meio e inundavam o restaurante com a luz suave da manhã.
Não era a toa que fosse notória a fama de Tsuki no Hana como cenário de pedidos de casamento, o lugar exultava sofisticação e requinte, por todos os lados e isso misturado a uma decoração ricamente ocidental com um especial toque oriental e o incrível jardim que se encontrava na lateral dava um ar inevitável de romantismo deixando-o quase etéreo.
Serena estava tão deslumbrada com a beleza exótica do local, que não se deu conta do rapaz que se aproximava às suas costas, carregado com tantos pratos à frente do rosto que não teve a oportunidade de ver a mulher parada a menos de um metro dele, tornando o encontrão que deram, inevitável o som que ecoou pelas paredes do salão retiniram por todo o restaurante.
- Por Kami! - exclamou nervoso o rapaz, já se agachando a procura de algum prato que ainda estivesse inteiro, no meio de tantos cacos.
- Oh, Gomen! - pediu Serena entre aflita e envergonhada. Era incrível como nem com a idade ou seu absurdo desejo realizado tivesse se tornado menos desastrada. Se abaixou tentando catar os cacos junto do rapaz que soltava uma torrente de palavras desconexas em chinês.
- O que está acontecendo aqui? - indagou uma voz vinda das costas de Serena que a fez levantar imediatamente, deixando os cacos que havia recolhido de lado, e se virar atônita ao reconhecê-la.
- Eu tô demitido - gemeu baixinho o rapaz se levantando sem coragem para encarar seu chefe e totalmente alheio a atônita figura loira parada a um braço de distancia dele.
- Lita? - perguntou quase sem acreditar.
- Serena! - disse sem esconder o espanto de ver Serena parada no meio do seu restaurante.
Ficaram quase meio minuto sem dizer ou fazer absolutamente nada, esquecendo-se totalmente da presença do rapaz que tampouco se atreveu a manifestar-se, na tentativa de adiar a inevitável demissão que receberia da sua chefe.
Serena foi a primeira a se recuperar da surpresa e praticamente se atirou nos braços da amiga que retribuiu o gesto com alguns segundos de atraso, mas Serena nem se deu conta, estava feliz demais para notar qualquer coisa.
Mal conseguia expressar a alegria que sentia ao ver a amiga, ela era, no fim das contas, a primeira pessoa que havia encontrado e que realmente conhecia. Ignorou deliberadamente quando o nome Darien Chiba cruzou sua mente, negando aquela impressão, afinal ele agia de uma maneira tão avessa do Darien Chiba que ela conhecia e detestava, que às vezes sua mente não conseguia aceitar que aquele homem fosse o mesmo Darien que caçoou do seu três em matemática na primeira vez que se conheceram, isso sem falar naquele beijo... Não! Assim que a imagem surgiu em sua mente a reprimiu e afastou, não sem esforço. Aquela não era hora, nem lugar para deixar esses pensamentos se aflorarem. Alias nunca seria, ou há pouco não havia se prometido que nunca mais pensaria nisso? Se queria manter sua sanidade intacta era isso o que tinha que fazer. No meio do redemoinho de descobertas em que se encontrava pensamentos como aqueles só tornariam sua mente mais confusa do que já era.
- Quanto tempo! - disse se afastando da amiga assim como fazia com aqueles pensamentos indesejáveis. Parou dando uma boa olhada na amiga que continuava sendo mais alta que ela. Havia dito aquilo apenas porque parecia ser o mais adequado a se dizer considerando a sua situação, mas agora olhando atentamente a amiga via o quanto suas palavras eram apropriadas.
Apesar de Lita ser a mais velha delas e sempre ter parecido fazer faculdade ao invés do colegial, agora ela realmente parecia mais velha. Suas feições eram mais maduras, seus cabelos antes sempre presos num rabo de cavalo agora se encontravam soltos e mais curtos que os de Amy, num corte moderno e elegante. Vestida numa roupa branca de gourmet, exibia um sorriso de contentamento que a deixava ainda mais bonita do que havia ficado com o passar dos anos.
- É, já faz mesmo muito tempo desde a ultima vez que nos vimos - Serena notou uma sombra parecer nublar os brilhantes olhos verdes de Lita, mas logo essa impressão se desfez tão rápida quanto havia aparecido ao que sua amiga sorriu novamente - E então o que está fazendo aqui?
- Bom na verdade... - começou mexendo os pés nervosamente sem saber por onde começar, contudo parou ao ouvir o som que os cacos de vidro fizeram com o seu movimento inconsciente, o que também chamou a atenção de Lita.
- Mas afinal o que aconteceu aqui? - indagou Lita ao garçom que havia ficado em silencio até aquele momento, num tom mais curioso que zangado, enfim recordando o motivo de estar ali e que havia se esquecido graças à presença inesperada de Serena.
- Ah! Gomen senhora...
- Na verdade foi minha culpa - disse Serena interrompendo o garçom ao ver o rosto pálido dele, o que na realidade não era uma total mentira - Eu estava olhando o restaurante distraída e não vi o rapaz chegar perto de mim. E você sabe como eu sou desastrada - sorriu sem graça.
- É eu sei... - sorriu um sorriso cheio de nostalgia, preso em lembranças de um tempo que não voltaria mais - Mas eu achei que os anos no mundo da moda também tinham acabado com essa sua característica.
- O que quer dizer com isso? - o tom de voz que Lita havia usado a instigou a fazer aquela pergunta. Parecia haver algo mais naquela frase seria... sarcasmo? Não. Afastou aquela hipótese tão logo ela surgiu. Lita não era dada a indiretas ou sarcasmos pelo contrario sempre foi uma pessoa muito franca e objetiva se algo a incomodava ela dizia e ponto. Alias essa era uma das qualidades que mais apreciara na amiga.
Lita hesitou um momento antes de responder.
- Nada - fez um gesto displicente com as mãos enfatizando suas palavras - Só estou falando dos desfiles e seções de fotos, achei que a tivessem tornado mais graciosa - deu um sorriso apagado que não chegou aos seus olhos, fato que não passou despercebido por Serena.
- Bom eu acho que mesmo as passarelas não me deixaram menos estabanada - riu sem vontade, do próprio comentário.
Mas o que será que estava acontecendo com Lita? Ela estava mentindo e para Serena que a conhecia há tanto tempo isso era mais que evidente. Mas porque estava mentindo? E pra ela? Não fazia sentido. Aliás, agora que tinha notado a mentira, podia perceber também o brilho cauteloso no olhar da amiga, e naquele momento percebeu uma estranha distancia que havia se estabelecido entre elas. Estavam de alguma forma afastadas, sentia esse afastamento em cada gesto da amiga e estava tão certa disto como estava do quanto aquele fato a angustiava e magoava. Há quanto tempo será que não se viam naquela época? O que a afastara da amiga? Essas e mais outras perguntas começaram a surgir na sua mente e eram tantas que mal conseguia compreende-las.
Contudo aquele não era o momento para ficar analisando sua amiga ou refletindo sobre os motivos desse estranho, mas provável afastamento, agora era hora de agir e faria exatamente o que tinha planejado fazer assim que colocou os pés naquele lugar! Respirou fundo buscando coragem.
- Querida! O que houve? Você veio até aqui e não voltou mais - Serena mal pode acreditar no que seus olhos viam e acreditou menos ainda quando o homem puxou sua amiga pela cintura para um beijo, mal se dando conta da sua presença. Olhou atentamente o casal se beijando a sua frente, apertando os olhos pra ter certeza do que via e de quem era aquele homem alto e loiro.
Inspirou profundamente para que o oxigênio voltasse a circular ao cérebro, lhe provando que aquela cena na verdade, era puro delírio da sua mente, que até então acreditava sempre lhe pareceu tão pouco criativa, ou que ao menos a fizesse compreender o que estava acontecendo bem a sua frente.
- Andrew? - disse finalmente encontrando sua voz e ainda duvidando que o rapaz houvesse mesmo beijado Lita - Impossível - sussurrou ainda sem acreditar agora vendo claramente o rosto do loiro que enfim a encarava, ao ouvir o seu nome.
- Serena! - uma leve surpresa surgiu no tom de voz de Andrew e por um instante a despeito da estranha cena que se desenrolara a sua frente sentiu-se feliz e sorriu ao ver também o amigo naquela estranha realidade. Contudo a sensação de felicidade ao rever o amigo, assim como seu sorriso, se desfizeram ao observar a face inexpressiva dele e o olhar grave quase frio com que o loiro a fitava e foi impossível ignorar o desconforto crescente que surgiu em seu peito - O que está fazendo aqui? - disse num tom quase ríspido que não lembrava em nada o modo gentil que Andrew sempre a tratou.
- Eu... eu... - gaguejou desconcertada, se sentindo acuada pelo tom e o olhar de Andrew. Nunca o tinha visto tratar ninguém com menos que gentileza e cortesia, apesar de na sua opinião algumas dessas pessoas não merecerem esse tipo de tratamento, no entanto agora ele estava ali diante dela a tratando com uma hostilidade que a assustava tanto que mal conseguia reagir.
- A Serena está fazendo uma visitinha, querido - interveio Lita por ela, vendo a falta de reação da amiga.
- Ela - disse com evidente desdém apontando Serena com a cabeça - pode não saber, mas eu acho que você se esqueceu que é hoje que aquele, critico de gastronomia todo empertigado vem aqui - seu tom se suavizou quando se dirigiu a esposa.
- Ah! Não - colocou a mão na cabeça finalmente se recordando. Havia ficado tão surpreendida com a presença de Serena e curiosa com o motivo da presença dela ali, que esqueceu completamente o motivo da sua cozinha está em total frenesi e todos os empregados estarem tão nervosos - Eu realmente tinha me esquecido completamente - disse num tom culpado se voltando para a amiga.
- Oh! Se... se você está assim tão ocupada nós podemos conversar outra hora - não queira importunar a amiga e sendo muito sincera consigo mesma estava aliviada por ter uma desculpa para escapar de toda aquela tensão que a presença de Andrew havia criado.
- Mas... é algo importante? - indagou incerta. Era a primeira vez que sua amiga aparecia no Tsuki no Hana desde a inauguração há três anos atrás, apesar de Darien e as crianças jantarem lá pelo menos uma vez ao mês junto com seus outros amigos. E se ela havia aparecido de uma forma tão repentina deveria haver um motivo muito forte.
- Bom... - olhou de soslaio para Andrew que permanecia com uma mesma expressão fechada e pouco amistosa - não é nada que não posso ser adiado - mentiu.
No minuto seguinte se estabeleceu um silencio incomodo entre os três. Foi Lita que teve o bom senso de tomar a palavra antes que o marido abrisse a boca.
- Se é assim, que tal marcarmos um encontro para botar a conversa em dia? - apesar de ter percebido a evidente mentira e de querer muito ajudar e realmente falar com Serena sabia que não podia fazer nada no momento. Viu os vivos olhos azuis brilharem, com seu comentário e um sorriso se insinuar nos lábios de Serena e sorriu também ao ver a alegria nos olhos da amiga.
- É claro que sim - sorriu a despeito do fracasso daquela visita. O convite sincero de Lita mexeu com ela dissipando a nevoa de magoa e medo que cobriu seu coração no momento em que percebeu seu afastamento de Lita, pois percebeu que independente do que fosse, que as tinha separado não foi forte o suficiente para destruir a amizade das duas.
- Então eu te ligo.
- Lita - chamou Andrew ao perceber que a esposa começava a se distrair novamente com Serena.
- Ah, sim, sim é melhor eu voltar pra minha cozinha - deu um abraço apertado em Serena como ela tinha feito ao se encontraram - Fiquei muito feliz com a sua visita - disse antes de se afastar do abraço.
- Eu também - respondeu, vendo Lita se afastar tendo Andrew logo atrás de si.
A morena parou um segundo e virou como se lembrasse de algo disse antes de sair:
- Ah, e não esqueça de mandar um beijo aos meus afilhados e dizer que estou morrendo de saudades - seu tom saiu alegre antes de entrar na cozinha.
Andrew seguiu a esposa, porém não saiu sem antes lançar a Serena um olhar de reprovação que a fez sentir como uma menina de dez anos que houvesse aprontado alguma travessura.
Estava mais do que furiosa depois da notícia que tinha recebido de sua assistente pessoal. Quando Noriko havia lhe informado que Serena não poderia falar com ela, ficou bastante irritada, contudo acabou aceitando. Como sócias cada uma tinha uma boa noção da agenda da outra e por isso sabia que a agenda de Serena estaria cheia pelo dia inteiro. Sabia também, o quanto sua sócia poderia ser voluntariosa, quando queria e tinha sido por esse mesmo motivo que havia falado com Noriko logo que chegou, para que no mínimo a conversa que queria ter com Serena acontecesse ainda naquele dia. Mas quando Mime, havia lhe informado que Serena até agora não havia comparecido a nenhum dos seus compromissos marcados pela manhã, havia ficado verdadeiramente furiosa.
- Pelo que eu descobri a Sra. Chiba desmarcou todos os compromissos da sua agenda - Mime se dirigiu a sua chefe com ainda mais cautela do que tivera no começo daquela conversa.
- Todos! - Kaguya exclamou exasperada, contendo a muito custo a sua ira para não descarregá-la em Mime.
Tinha contratado Mime tempos atrás com praticamente a exclusiva função de vigiar de perto todos os passos de Serena. Não confiava em sua sócia, assim como não confiava em qualquer outra pessoa, alem de si mesma. A pouca confiança que depositava em Mime resultava de indiscrições que sabia a cerca da vida de sua funcionaria e que destruiria sua carreira profissional, bem como o vantajoso noivado no qual estava engajada. Era por essa razão que Mime era seu braço direito e por esse mesmo motivo que não descontava sua raiva nela.
Respirou fundo tentando recobrar sua calma perdida. Se ajeitou desconfortavelmente na cadeira giratória se voltando para a bela vista que se via da grande janela que cobria de cima abaixo toda esse lado do escritório.
Péssima idéia!
Aquela maldita vista só a fazia lembrar - e não com pouco ressentimento - o quanto a vista do escritório de Serena, logo ao lado do seu, era muito melhor, assim como o escritório em si. Aliás, o escritório dela era o melhor de todo o prédio. Não podia, contudo queixar-se de injustiça afinal a mudança para um dos prédios mais caros e importantes da zona comercial de Tókio tinha sido total mérito da entrada de Serena na sociedade, portanto a contra gosto havia cedido o melhor escritório do andar.
Sendo totalmente justa ao menos consigo mesma, a entrada de Serena na Dazzling tinha causado toda uma revolução na empresa, a tal ponto que a tinha convertido numa das maiores agencias de modelagem do mundo.
Kaguya sempre tinha sido muito consciente da sua inteligência e de seu tino para negócios, qualidades herdadas de seu pai. Contudo nem inteligência, habilidade comercial, investimento ou seu prazer por trabalhar no ramo da moda foram suficientes para colocar a Dazzling no topo como ela sempre sonhara. Logo no primeiro ano percebeu que o que realmente precisava era de projeção. Era isso que no fim das contas mais valia no mundo da moda. Kaguya também sabia que não era de qualquer tipo de projeção, precisava ser uma projeção internacional e Serena lhe deu isso e muito mais do que ela podia imaginar.
Era em certa medida engraçado e irônico pensar que toda a sua carreira tinha começado com sua obsessão por um homem.
Durante toda a sua vida Kaguya teve os homens aos seus pés. Primeiro seu pai que se sentia muito culpado, pela morte da sua mãe, pra lhe negar qualquer coisa, depois sua infinita lista de namorados e admiradores que faziam tudo por ela. Gostava de dominar, contudo o jogo ficou muito fácil, muito previsível, pouco divertido. Não havia estimulo para continuar. Precisava de algo novo. De um desafio. Alguém que não se curvasse facilmente aos seus desejos. Que lhe desse trabalho dobrar. E encontrou-o. O único homem que a havia recusado. O único homem que não lhe prestou a menor atenção, quando todos os outros praticamente caiam diante de sua beleza e da sua teia de sedução. Mas ele simplesmente a ignorou.
O único homem que a tinha rejeitado era ironicamente o único que ela realmente queria.
Darien Chiba.
Por isso fez de tudo para chamar sua atenção, tentou de todas as táticas possíveis, até que resolveu mudar de estratégia. Darien era um homem diferente de todos que tinha conhecido. Não se deixava levar facilmente, muito menos se deixava manipular e por esse motivo não era inteligente usar a mesma estratégia que tinha usado com todos. Darien era especial e merecia um tratamento especial. Vigiou e observou. Tomou nota de todos os aspectos da vida dele, os lugares que ele freqüentava, as pessoas que ele conhecia, as pessoas com quem se relacionava, as garotas com quem saia. Logo percebeu que ele procurava conteúdo ao invés de uma boa embalagem, então resolveu mostrar seu lado mais intelectual e que manteve por muito tempo escondido. Sabia que ele procurava uma mulher inteligente e decidida que soubesse o que queria da vida e decidiu que ela seria essa mulher.
E que melhor maneira do que mostrando uma posição firme em relação a sua carreira, como ele tinha feito desde que entrou na faculdade Azabu. É claro que qualquer carreira administrativa estava fora de cogitação. Sabia que com ele fingir ser algo que não era, não funcionaria definitivamente, então tentou ser ela mesma por mais novo e assustador que esse conceito fosse para ela. Logo entendeu que independente do que fosse escolher o que realmente queria era aparecer, ser admirada e ganhar muito dinheiro com isso. Não demorou a compreender que encontraria tudo isso sendo modelo. E foi nisso que investiu. E para sua completa surpresa descobriu o quão estimulante poderia ser se dedicar a sua carreira.
O problema era que sua carreira como modelo tinha começado muito tarde considerando a idade em que grande parte das modelos iniciava sua carreira. E apesar de ser linda, elegante e de seu pai financiar sua carreira não foi suficiente para colocá-la no topo, como queria. É claro que sempre foi muito respeitada no mundo da moda e apontada como exemplo de disciplina e elegância para as modelos iniciantes. E isso somente, teria satisfeito qualquer mulher que se contentasse com pouco e esse definitivamente nunca foi o caso de Kaguya.
Finalmente desistiu de dedicar-se totalmente a sua carreira de modelo, era perda de tempo bater na mesma tecla. Sua frustração como modelo, contudo a fez enxergar novas possibilidades no mundo da moda. Por isso resolveu dedicar seu tempo e seu talento, no agenciamento e treinamento de modelos. E assim criou a Dazzlang com seu próprio dinheiro e foi graças a sua reputação e disciplina que em poucos meses sua agencia era a melhor da cidade. Contudo o tempo passou e a Dazzlang não cresceu da maneira que ela desejava.
Por isso tomou uma atitude drástica. Precisava se aliar à mulher que definitivamente a tinha tirado das passarelas. Aquela com quem o único homem que um dia realmente quis se casou.
Serena Chiba.
Serena não tinha a mais remota idéia de que era muito mais do que sua rival nas passarelas, era também sua rival pelo coração de um homem que ela chamava de seu, mas que Kaguya um dia reinvidicaria para si mesma.
Se juntar a sua rival foi a coisa mais difícil de que Kaguya tenha tido lembrança, não que Serena tivesse a real noção da extensão de sua rivalidade com ela, de qualquer modo,
mas como dizia o velho ditado os fins justificam os meios. E se precisava se humilhar aceitando Serena Chiba como sua sócia se humilharia, no fim das contas o sabor amargo da humilhação era pouco se comparado com as vantagens que essa sociedade traria a ela. Primeiro o crescimento da Dazzlang e segundo, e infinitamente mais importante, o livre acesso a vida particular de Serena Chiba e por tabela de Darien Chiba. Acesso suficiente para causar grandes estragos na vida do casal perfeito.
Não era necessário mais que um olhar para saber o quão unidos e apaixonados estavam. O amor que existia entre eles era tão evidente que muitas vezes se sentia enjoada só de ver a maneira em que se olhavam, por mais que um dos dois ou ambos tentassem dissimular.
Os dois eram tão ridiculamente opostos e improváveis um pro outro, e ainda que todas as evidencias do que sentiam um pelo outro estivesse bem diante de seus olhos essa união ainda se fazia incompreensível em sua mente.
Sabia então que para destruir um casamento como o deles, precisaria da mesma dedicação e paciência com a qual realizava diligentemente o seu trabalho e por mais tempo que demorasse separá-los, sabia que no fim a recompensa valeria o sacrifício. Já que em uma única jogada teria o homem que sempre desejou, assim como a ruína da mulher que sempre odiou.
Por isso ao longo dos anos em que se tornaram sócias, houve sempre pequenos abalos no casamento de Serena Chiba, os quais em sua maioria tinham a sua mão. Sabia que esses abalos apesar de não terem conseqüências graves minavam pouco a pouco o casamento deles, tanto que quando a separação de fato acontecesse haveria tanto ressentimento e magoa entre os dois que qualquer tentativa de reconciliação seria virtualmente impossível e todo o grande amor que sentiam um pelo outro se converteria imediatamente em ódio.
Há dois anos atrás tinha acreditado que finalmente conseguiria separar os dois definitivamente, no entanto pra sua total consternação eles permaneceram juntos, mas apesar de nem Darien, nem Serena darem mostras do quanto esse incidente havia abalado seu casamento ela tinha a mais absoluta certeza de que sim, tinha criado imensa fissura no seu mundinho perfeito.
Ao longo dos anos Serena tinha se tornado extremamente reservada a respeito do seu casamento. Contudo já a conhecia bem suficiente para entrever que o relacionamento deles estava por um fio. Agora sabia que faltava muito pouco para que enfim conseguisse separá-los, sentia nos seus ossos que muito em breve eles estariam indefinida e irremediavelmente, separados.
E talvez fosse por isso que se sentia inquieta, irritadiça e impaciente. Estava tão perto de conseguir tudo o que desejava que tinha a sensação de que se esticasse a mão a vitória seria sua. E mais do que uma mera intuição, ontem soube no momento em que colocou os olhos em Serena, que havia algo de muito diferente nela, algo que certamente descobriria assim que pudesse conversar com ela a sós. E talvez quando descobrisse o que havia por trás desse comportamento atípico dela, conseguisse justo, a arma perfeita que poderia utilizar para aniquilar de uma vez por todas o casamento perfeito.
E quando isso acontecesse Serena Chiba, não só perderia seu querido marido como também a Dazzling. Sorriu pra si mesma, ela mal podia esperar.
Depois do fiasco que foi seu encontro com Lita e do inesperado encontro com Andrew, Serena achou que nada do que a esperava poderia surpreendê-la mais.
Bom possivelmente não.
Afinal aquele era o ultimo lugar que imaginaria visitar algum dia.
- Tem certeza que é aqui? - perguntou duvidando de que encontraria alguma de suas amigas ali.
- Claro - confirmou Noriko com convicção - Eu fiz questão de verificar duas vezes.
Definitivamente era quase impossível de acreditar que estava na frente do maior estúdio de cinema de Tókio, quanto mais acreditar que uma das suas amigas trabalhasse aí.
Chibi-chibi se mexeu inquieta no seu colo como que lhe cobrando sua atenção. Balançou-a um pouco tentando acalmá-la e sorriu. Sabia que deveria ter deixado-a no carro assim como Noriko, mas não tinha tanta certeza de que não seria barrada na entrada dos estúdios. Apesar de Noriko duvidar do fato e insistir que nada tão absurdo poderia acontecer, Serena fez questão de tê-la ao seu lado. Fosse pela imponência quase intimidante do lugar, fosse pelo que a esperava nesse encontro. Deseja no mínimo algum tipo de apoio moral. E já que Noriko estava ao seu lado não poderia fazer outra coisa senão trazer Chibi-chibi consigo, pois não havia nem a mais remota possibilidade de deixar Chibi-chibi sozinha e desprotegida dentro daquele carro. Só a idéia já conseguia ter o poder de perturbá-la.
Era estranho, mas havia algo de profundo e terno naquela menina que despertava um intenso sentimento de proteção para com ela. Sabia com cada célula do seu corpo que nunca permitiria que algo acontecesse com Chibi-chibi. Era absurdamente estranho para ela que sempre tinha sido a protegida de todos, agora sentir essa necessidade tão forte de proteger e, no entanto esse sentimento parecia tão certo, tão natural como se sempre tivesse sido assim, como se uma pequena peça dentro dela se encaixasse completamente.
Por isso agora Chibi-chibi se encontrava firmemente enroscada em seus braços, tentando a todo momento chamar sua atenção.
- Calma Chibi-chibi – pediu trocando o peso dos pés e alisando o cabelo vermelho da menina com a mão livre – Toma – disse entregando uma mecha do seu próprio cabelo que estava todo para trás.
Não entendeu muito bem sua própria atitude, mas foi algo completamente instintivo, percebeu, era como se fizesse isso com freqüência. De qualquer forma viu que tinha tomado a escolha certa, quando Chibi-chibi se aquietou segurando a mecha de cabelo loiro como se fosse um troféu. Serena sentiu seu coração enternecer com o modo quase reverente que Chibi-chibi segurava o seu cabelo.
- Senhora... quer dizer Serena – Noriko chamou sua atenção quase que imediatamente – Eu já falei com os seguranças já podemos entrar.
- Podemos?! – exclamou num tom que variava entre surpresa e admiração.
- Claro – respondeu com um leve brilho de curiosidade no olhar. Noriko não sabia o motivo, mas havia algo em Serena Chiba que a fazia parecer dez anos mais jovem... Não apenas nessa manhã, como durante todo o dia anterior. Mas logo afastou esse pensamento se prometendo, averiguar melhor essa informação mais tarde.
- Então eu acho que podemos entrar não é?! – indagou hesitante, atraindo mais uma vez a atenção de Noriko.
"Depois" pensou Noriko com firmeza afastando sua curiosidade a todo o custo.
- A hora que quiser – finalmente respondeu.
- Vamos de uma vez então – "antes que eu me arrependa" quase disse.
Tinham percorrido quase todo estúdio o que não era pouco coisa por que ele era enorme, contudo não tinham achado nem rastro dela. Sua sorte com certeza a tinha abandonado desde que havia feito esse maldito pedido. O lugar era sem sombra de duvidas era tão intimidador quanto deslumbrante e com certeza teria apreciado a visita se estivesse a passeio e sua ansiedade não fosse tão grande.
- Me desculpe senhora Chiba – Noriko pediu desligando o celular – Eu deveria ter verificado antes de entrarmos – se recriminou.
- O que aconteceu Noriko? – Serena indagou, preocupada.
- Ela já saiu – respondeu o que Serena temia ouvir – Dois minutos depois de nós entrarmos. Saiu por uma saída lateral do estúdio pra evitar os jornalistas, foi gravar uma externa – Tinha ficado surpreendida por não ter encontrado nenhum jornalista na entrada do estúdio, agora Noriko entendia o motivo, todos estavam atrás da nova estrela do momento.
- Então vamos atrás dela – disse Serena firmemente resgatando sua determinação.
- Eu imaginei que a senhora diria isso – sorriu Noriko. Talvez sua chefe não estivesse tão diferente da mulher que ela conhecia – Por isso perguntei onde estão sendo as gravações.
- Noriko você é demais – elogiou vendo a outra corar visivelmente e a teria abraçado se não estivesse com uma adormecida Chibi-chibi nos braços.
- Obrigado – agradeceu ainda muito corada.
A primeira coisa que Serena viu quando saiu do carro foram estrelas, muitas estrelas por todas as partes que a impediam de enxergar com claridade, depois milhares de vozes exclamando e falando numa cacofonia sem sentido, percebeu logo muitas mãos se estendendo em sua direção, na tentativa de chamar sua atenção. No minuto seguindo um corpo denso se interpôs entre ela e as luzes e mãos que tentavam pega-la. Quando sua visão e seus ouvidos clarearam e se acostumaram com a situação percebeu o que realmente estava acontecendo. Jornalistas. Muitos deles em todas as partes a rodeando como abutres, enquanto seu motorista se interpunha no caminho deles, até que outros homens vestidos com impecáveis ternos pretos a rodearam e Noriko que acabava de sair com Chibi-chibi nos braços.
As duas mulheres andaram conjuntamente com a barreira humana ao redor delas, sem saber exatamente que caminho seguiam, mas seguindo mesmo assim. Serena admirou a calma com que Noriko lidava com a situação, como se já estivesse mais do que acostumada com todo esse alvoroço. Provavelmente estava, afinal ela trabalhava com uma modelo famosa e situações como essas deviam acontecer o tempo todo, já tinha visto na televisão, só não imaginava o quão incomodo poderia ser a situação para o alvo daquele bando de jornalistas. Será que Serena Chiba enfrentava cenas como essas todos os dias? Mal podia imaginar tal coisa. É claro que uma certa sensação de orgulho próprio e pura vaidade feminina invadia seu peito, vendo como todos a rodeavam pedindo, quase implorando por um segundo de sua atenção. Contudo toda a cena também trazia uma sensação de sufocamento e incomodo muito fortes para serem ignorados. Se era isso o que Serena Chiba suportava todos os dias, mal podia esperar o momento de arranjar um refugio para escapar de tanta atenção. Porque tinha certeza que depois do ataque dos jornalistas veria luzes por pelo menos um ano.
Não fazia a menor idéia de onde estava, percebeu. Na viagem de ida estava tão nervosa com o encontro que teria que não se precaveu de olhar através dos vidros fume da limusine e agora estava cercada por tantas pessoas, repórteres e seguranças, que a única coisa do exterior que conseguia enxergar além das pessoas era o céu azul e sem nuvens sobre a sua cabeça.
E qual não foi sua surpresa, quando finalmente se afastou dos jornalistas e dos seguranças depois de passar pelas barreiras de segurança improvisado e olhar ao redor finalmente percebendo onde estava, no parque de Juuban.
N/A: Oi Minna-san!! Pedir um milhão desculpas pra vocês, pela minha imensa demora do capítulo, ou melhor, do Hiautus - que eu acabei deixando sem querer - é pouco eu sei, mas ano passado eu passei por uma verdadeira Tsunami da minha vida pessoal/amorosa, foram realmente problemas sérios e eu tive medo de passar toda essa minha negatividade, pra fic, além da já conhecida e sempre irritante, falta de inspiração que eu passei também, mas finalmente o mar está mais calmo e as águas menos turbulentas.
Alias desde o fim do ano passado, mas aí surgiram outros problemas!!! Primeiro os trabalhos e provas da facul, realmente estava passando por dificuldades... Depois as provas finais, aí meu PC resolveu não colaborar no momento em que eu mais precisava dele, corrompeu um arquivo e eu tive que infelizmente e com máxima tristeza formatar o computador e perdi tudo, ai fiquei arrasada (tá um pouco melodramática, mas fiquei realmente triste), fazia tempo que eu não fazia um backup, dou graças por pelo menos ter salvado parte do cap. no meu e-mail... Depois vieram mais provas pra aumentar as notas, que eu realmente precisava fazer e quando as férias chegaram, poucos dias depois já era Natal e eu sempre acabo perdendo o contato com todo mundo, entre arrumação da casa, compras e preparação pra ceia não sobra tempo pra nada sem contar que na semana seguinte foi formatura do meu irmão, aí já viram... Lá fui eu pra comprar roupa, sapato e tudo o que tinha direito pra fazer bonito nas fotos e por falar em fotos eu quase não apareci nelas, porque ficaram me alugando pra bater foto de todo mundo, fiquei pra lá e pra cá andando e batendo foto a formatura inteira... afff... Mas acabou tudo bem!!! Depois ano novo, foi a mesma maratona, com a única diferença que ao invés da formatura eu tive que passar uns dias na casa da minha avó, pelo menos me fartei de tanto comer comida boa!!! Junte tudo isso com a presença constante do meu irmão no PC... Aí acabei ficando sem muito tempo pra mexer no PC e escrever a fic do jeito que gosto! Depois que eu arranjei tempo e escrevi enviei o cap. pra minha beta pelo MSN – o que, aviso a todos, nunca é uma boa idéia de se fazer, já que não dá pra recuperar o arquivo depois - achei que tudo finalmente tinha acabado.... Que nada, a pobre da Sakura Mars também teve uns problemas no PC dela e perdeu o cap. e como eu só tinha parte salva no e-mail achei que ia ter que refazer o resto tudo de novo, até que eu me lembrei que tinha enviado o cap. original pra Izayoi-chan e mandei pra minha beta novamente.... Nossa!!!! Aconteceu de tudo com esse cap. realmente foi um parto pra ele sair... Mais aqui está ele!!!!!
AVISO IMPORTANTE: Bom se vocês conseguiram ler até aqui parabéns vocês tem muita paciência!!!! Mas voltando ao aviso... Só queria dizer que como esse ano se Deus quiser, eu irei me formar finalmente, os caps. irão demorar mais para serem atualizados, talvez muito, afinal esse ano tenho que escrever um livro além de fazer a minha monografia... Mas gostaria que vocês soubessem que apesar de demorar nos envios dos caps. eu não pretendo abandonar a fic de forma nenhuma!!!! Além dela ser a menina dos meus olhos, o incentivo de vocês, que me fizeram chegar ao incrível numero de 102 reviews – numero que eu nunca imaginaria poder alcançar - e que me pedem sempre tanto pra atualizar, fazem que a idéia de abandonar a fic nem sequer passe pela minha cabeça! Então para os mais pessimistas, não se preocupem eu não vou abandonar!!!! E podem me encher o saco com mensagens ou no meu Orkut que eu vou ficar feliz em responder vocês sempre!!!
Ps.: E como estou louca pra enviar esse cap. antes que aconteça mais alguma coisa – porque eu to começando a achar que esse cap. tá zicado - não vou responder as reviews... Mas provavelmente assim que der eu atualizo esse cap. novamente com as respostas das reviews que eu adoro tanto responder e que vocês merecem ser respondidas. Então se virem daqui a uns dias a repostagem desse cap. não se animem ou assustem porque não é cap. novo, mas as respostas das reviews...
