Cap. 2 – A ressaca.

Gêmeos.

Kanon tinha acabado de acordar. Estava com a cabeça latejando; a ressaca estava pegando de jeito. Não queria sair de sua cama e nem tirar o travesseiro de cima de sua cabeça, não se importava com o vento que batia e fazia seu corpo arrepiar, o lençol branco que estava até sua cintura caíra no chão. Chingou. Resmungando como um velho mau-humorado levantou de sua cama e, quando se deu por si estava no sentado no chão sentindo suas costas queimarem. Ele tinha escorregado no lençol e arranhado as costas na madeira da cama.

-Puta inferno de dia!!! -Gritou com toda força que havia em sua garganta.

Levantou-se do chão e foi para o banheiro tomar uma ducha fria. Entrou no box já escorregando, começou a chingar Deus e o mundo por ter esquecido o sabonete no chão. Quando estava na metade de seu 'banho' a água parou repentinamente de cair. Passou um longo tempo tentando faze-lo funcionar novamente mais não teve sucesso.

Na praça...

Os quatro cavaleiros pararam em um banco para descansar, continuaram com as besteiras, porem mais moderadas. Havia assunto de mais para ser tratado mais eles queriam curtir o Domingo. Camus avistou uma bela moça ao longe idêntica a da noite passada. Cutucou Milo e apontou para a jovem que se aproximava cada vez mais rápido. Sem hesitar o escorpiano empurrou o aquariano e foi andando ao encontro de Wein.

Esbarraram-se quase propositalmente. Milo adorava dramas. Mas foi um pouco mais alem do que ele queria. Ela começou a bater nele sem ao menos prestar a atenção em quem tinha sido esbarrada.

-Ai sua louca! Calma, para que ta machucando!!

-Milo!?

-Não um bandido que quer te assaltar!

-Besta!

Ela corou imediatamente e pediu-lhe desculpas pelos tabefes. Cumprimentaram-se e foram para perto dos outros cavaleiros conversando normalmente. Ao longe, Afrodite, Mascara e Camus viram a sena mal feita por Milo e começaram a rir. Quando eles chegaram todos ficaram sérios porem vermelhos.

-Foi mal Camus. - Redimiu Milo pelo empurrão.

-Tá tá tá.

-Gente essa é Wein. Uma velha amiga minha.

-Prazer. -Todos falaram em coro.

-Acho melhor deixar esses dois sozinhos não é mesmo gente? -Levantava Mascara puxando Afrodite.

-Não!! Pra que? Eles que vão dar uma volta horas.

-Vamos logo Afrodite! Nós temos mais o que fazer, do que ficar prestando a atenção na vida alheia! -Camus puxou Dite pelo braço e os três foram embora da praça.

O casal ficou um bom tempo sentados no banco colocando o papo em dia. Andaram pelo bairro, pararam para comer alguma coisa, mas quem pagou foi Wein, Milo estava sem sua carteira que tinha deixado em casa. Prometeu que depois pagaria a amiga. Passaram bom tempo juntos. Já se passava das cinco da tarde, e a jovem alemã parecia estar cansada. Por causa da empregada que havia lhe acordado cedo.

Milo, como um cavalheiro, levou sua amiga até o hotel onde estava hospedada.

-Obrigada Milo. E não esqueça que esta me devendo mais de vinte reais!

-Eu não posso pagar você com outra coisa?

-Com o que por exemplo?

Sem mais delongas, o escorpiano tomou os lábios da Alemã que já sabia que isso iria ocorrer, retribuiu com vontade aquele beijo. Alguns minutos depois, por falta de ar eles pararam e desviaram o olhar com os rostos corados. Mais logo se despediram em mais um outro beijo repentino e Milo, com um sorriso enorme em seu rosto voltou para sua casa. Chegando na metade do caminho, avistou um conhecido. Desviou o caminho e parou na frente de Kanon, que estava sentado na calçada com uma lata de cerveja na mão e cabeça baixa.

-Ow cara que foi? Ta depressivo, ou é a ressaca? -Um tom de deboche saiu dos lábios de Milo que se sentou ao lado do amigo.

-Você não tem mais o que fazer?

-Sinceramente, eu tenho mais eu prefiro ficar aqui atazanando sua vida.

-Cara não enche! Sai daqui!

-Calma! É por quê eu fui falar com a mina que você tava secando não é?

-É. -ù.u.

-Mais eu...

-Você conhece ela, foi sua amiga, amante, sei lá mais o que no passado blablabla.

-Como você sabe disso?

-Você fala de mais quando volta bêbado pra casa..

-Ahh... Mais nem fica assim, se você quiser eu te apresento ela. Ai quem sabe...

-Nem vem.. Você gosta dela.

-Eu tava bêbado.

-Você mais fala do que dorme!

-Valeu pela consideração!

-Sai daqui Milo! ù.u

-Foi mal, calma to indo. Té mais.

Milo levantou-se da calçada, de uns tapinhas no ombro do amigo e voltou a andar para sua casa. Kanon olhava feio para o escorpiano, jogou a cerveja do outro lado da rua, e acidentalmente acertou em cheio Wein, que passava correndo por alí.

-Ai! Puts quem foi o infeliz??!

-Foi eu o infeliz, por que ? Vai me bater!?
-Eu vou!

A moça atravessou a rua sem olhar para os lados, quase fazendo um grande estrondo entre dois carros, levantou Kanon pela blusa e olhou bem em seus olhos, que por incrível que parecesse, estavam tristes e caídos, mesmo encarando-a algumas poucas vezes. Ela teve que soltar o rapaz pela sua altura, mais não deixou barato e lhe meteu um chute na canela que foi defendido a tempo.

-Você está maluca ou já é? - dizia ele se defendendo da bica.

-Não enche! Eu agora to cheirando a cerveja! E perdi de vista o Milo!

-Cara! O mundo gira entorno dele por um acaso?! Acho que não! Por que não procura ele outro dia em outra hora!? -Estourado. Kanon apressado sai andando pelo meio da rua fazendo o que Wein fizera a pouco tempo. Foi chingado, ele retrucou com um gesto de mão.

-Hei! Espera! Porque essa raiva toda do cidadão? O que ele te fez!?
-Quer saber mesmo? -Ele gritava do outro lado da rua.

-Claro!

-Pergunta pra ele esperta!! - E logo foi seguindo para sua casa.

-Ai que homem mais estranho. -Dizia Wein para si mesma enquanto segurava a as chaves da casa de Milo e voltava pra casa.

Escorpião.

O escorpiano chegou em sua casa sério, pensando em seu parceiro de treino. Não era só ressaca que estava pegando, tinha algo mais, se fosse por causa de mulheres, ele daria um jeito. Mais se fosse por causa daquela, justamente daquela mulher, ele não iria poder fazer nada, estava realmente apaixonado por ela, porem não admitia.

Colocou as mãos nos bolsos de sua calça procurando suas chaves, não as encontrava em nenhum deles. Logo se lembrou que havia deixado com sua amiga, quando passaram no banco para tirar o dinheiro que, não conseguiu tirar de forma nenhuma.

Ouviu seu telefone tocar, mais não pode atender. Não queria arrombar a porta, estava cansado e sem força, ou pelo menos era o que ele pensava. Saiu novamente rua a fora andando pela calçada olhando para o céu, quando sentiu alguém empurrando seu ombro; era ela, sua "amada".

-Wein! Desculpa estava distraído.

-Percebi. Mais realmente a noite está linda!

-Não tanto quanto seus olhos. -Disse em tom baixo.

-Que disse?

-Nada! -Corou imediatamente.

-Milo, não me esconda!

-Nada. É sério!

-Sei, bom eu estava indo para sua casa te entregas as chaves que deixou comigo, mas já vi que economizei metade da caminhada!

-É verdade. Bom obrigado. -Ele estendeu a mão e ela entregou o molho de chaves. Trocaram olhares por um momento.

-Bom. Eu sei que é estranho, e que é oito da noite mais eu preciso ir para o hotel, eu estou extremamente cansada. Agente se vê amanhã querido.

-Ta bom, agente se vê amanhã então.

Eles se despediram e cada um foi para um canto. Milo olhou para o céu e mordeu os lábios, deu meia volta e puxou a loira pelo braço e lhe beijou os lábios, uma coisa rápida porem intensa, logo os dois voltaram a andar normalmente segundo cada um seu caminho.

Gêmeos.

O geminiano chegou em casa e a primeira coisa que fez foi pegar o controle do seu rádio e se jogar na cama. Colocou uma boa música de fossa e curtiu a noite toda uma depressão profunda por causa de um amor não correspondido. Por quê isso agora? Ele não era de fazer essas coisas com as pessoas e ainda mais por causa de mulher! A noite foi longa para Kanon, não conseguia dormir de forma alguma, rolava pela cama ia para o sofá e voltava para o quarto. Nada adiantava ele tinha que esclarecer as coisas com Milo logo de uma vez e com Wein também.

No outro dia...

Wein finalmente conseguira dormir até duas da tarde, como estava acostumada, a empregada fora demitida naquela manhã por incompetência profissional. Levantou-se, tomou uma ducha e almoçou. Pagou as primeiras noites e saiu para dar uma volta e pensar no dia anterior que passou com Milo. Procurou um boteco e sentou numa cadeira perto da saída, Pediu uma garrafa de água para a garçonete. Quando a mesma voltou com o pedido da Alemã, teve uma surpresa ao ver quem era a garçonete...

Continua....

( N/A; Oi gente. Foi mal a demora, e pelo capítulo. x_x' A criatividade e falta de tempo ultimamente está grande! E para quem está com pena do Kanon nesses dois capítulos aguardem o terceiro! A moeda muda de lado para algumas pessoas! Hehe mandem criticas por favor!! *-* Valew.. Beijos. )