Disclaimer: Naruto não me pertence, pertence à Masashi Kishimoto.

Nome da Fanfic: Profissões

Tema: Uma coletânea de one-shots, two-shots e three-shots sobre profissões diferentes. Raramente uma das one-shots é interligada com as outras. Tudo o que têm em comum é que abordam uma profissão.

Shipper da fanfic: ItachixNaruto

Notas especiais: Nessa fanfic aparecerá Yaoi (relação homemxhomem) e Yuri (relação mulherxmulher), aparecerá Lemon (relação sexual entre homens) e talvez Orange (relação sexual entre mulheres) e incesto (relação amorosa entre parentes, pais e filhos, irmãos, primos, etc...) todas as one-shots são U.A. (universo alternativo) até segunda ordem. Talvez a última profissão seja 'ninja', então talvez entre na linha de tempo de Naruto. Como esta fic é U.A., eu posso mudar o sexo dos personagens, ou seja, nem sempre Itachi ou Naruto serão homens. Talvez eu faça um yuri com os dois como mulheres e um hétero com um como mulher. E sim, Itachi poderá ser uke nesta fanfic. Poderá ter shota-con (relação entre um homem e um garoto/adolescente/jovem/criança, pederastia) também nesta fanfic. Tudo depende da vontade de vocês.

Advertências do capítulo: Acho que pouca coisa. Toques filosóficos, algo de toques cristãos (perdoem-me os de outras religiões, mas o que eu botei também não é aqueeeeeeeeeeele negócio e.e), um beijo (finalmente!), algo sobre geometria, nada absurdo e fora de compreensão, uma cerimônia estranha de casamento... Paro por aqui antes que não poste XD

Comentários da autora: O cap, pra mim, ficou um lixo. Mas, se eu o prender mais, enlouqueço de dor de cabeça. Foram 24 pags X.x e demorou muito tempo o.o e ainda não acabou X.x estou pensando seriamente em desmembrar essa fic de profissões e fazer uma long-shot de uma vez X.x pelo menos teve um beijo e.e cap dedicado à todos os angustiados, que se descabelaram e chutaram alguma coisa por não ver a atualização Coisas que atrasaram – mais ainda – a atualização: minha mãe resolveu viajar e me deixar com todos os afazeres domésticos – leia-se: não temos empregada, nem lava-louça, é na mão na massa mesmo XD – e meu pai meio que entrou em depressão. O aniversário dela era segunda, e passou à poucos minutos, porque a minha internet é discada, então já viu ;-) eu tive que consolar meu pai e.e também teve a modernização do fanfiction, que deixou de funcionar justo quando eu ia postar, domingo de noitinha X.x eu tentei, mas só deu agora e.e desculpas à m4r1, eu tinha prometido que iria ser domingo, mas é melhor mais tarde do que nunca XD kissus :#

Tipo: Nem sei mais e.e

Shippers do capítulo: ItachixNaruto, NagatoxMinato, FugakuxMikoto, MadaraxDeidara, YahikoxKonan, SasukexNaruto, NarutoxSakura.

Profissão do capítulo: Curador de Museu e Simbologista (Itachi).

O sorriso de Mona Lisa III

Fugaku: Bem, deve ser uma surpresa para meu genro que ele saiba que nós estamos envolvidos com a Rosa...

Sasuke: Papai, não seja modesto. Nós somos a Rosa.

Minato: Isso é verdade, Sasuke-kun.

Naruto: Ok, parem e recomecem, dessa vez bem devagar, por favor – o loiro sentia que um trem o atropelara.

Jiraya: Isso eu explico! Bem, como nós estávamos fulos com isso dos doncéis, resolvemos juntar as pequenas sociedades secretas que se erguiam contra o anti-doncelismo. Os líderes de algumas delas foram se comunicando, conversando, até que decidíssemos que era muito melhor que nos uníssemos contra o inimigo. Eles, do outro lado, são bem unidos, e nós tínhamos a necessidade de sermos também.

Tsunade: Depois disso, cada um de nós ganhou uma posição na intitulada 'Rosa'. Esse nome foi idéia do Itachi, sabe. Ele sempre gostou de flores, sabe-se lá porque.

Orochimaru: Só não sei se um nome tão fofo pode impor respeito à alguém.

Itachi: O que aconteceu aqui foi uma prova de que o nome 'fofo' dá tanto medo quanto qualquer outro nome – o Uchiha virou-se para Naruto, e sorriu calmamente – Na verdade, eu queria que o nome fosse 'Lótus', porque a flor de Lótus é uma flor que nasce no meio do estrume, e de lá tira tudo o que precisa, e se mantém afastada do mesmo. Mas 'Rosa' é um termo mais conhecido, pois não são todos que conhecem a Lótus. Bem, rosa não vêm da flor rosa, mas sim da flor mais fácil de se desenhar, que nem por isso perde a formosura.

Naruto: Flor? A Tulipa? - Naruto realmente achava que a flor mais fácil era a tulipa. Era só fazer três traços na copa, e pronto.

Itachi: Não – o Uchiha se dirigiu para a mesa, e Naruto e os outros o seguiram.

Ele pegou um compasso e uma folha de papel, que estava amarronzada pela reciclagem. Fez uma largura considerável separando os dois eixos do compasso, e colocou a ponta seca – a que traz o metal, a de fixação – mais ou menos no centro da folha. Traçou uma circunferência, deslizando graciosamente a ponta de grafite, segurando o pino que unia os dois eixos. Depois disso, pegou a ponta seca e a colocou numa das bordas da circunferência, sobre a linha traçada de grafite. Deslizou novamente o grafite da outra ponta, sem alterar a largura entre a ponta seca e a de grafite. Mas, daquela vez, somente passou o grafite dentro da circunferência, fazendo o círculo ficar cortado em duas partes desiguais. Pegou a ponta seca e colocou exatamente no ponto de encontro da recém-formado traço com o círculo, o ponto direito, e deslizou por dentro do círculo, formando mais uma linha curvejada. Foi para o ponto de encontro da direita da ponta seca, e repetiu o processo. Repetiu, indo sempre para a direita, até acabar os pontos de encontro a traçar. Naruto arregalou os olhos, ao notar que se formava uma flor, dentro de um círculo. Uma flor perfeita, de seis pontas.

Itachi: Chama-se rosália, e é nosso símbolo. É só ter um compasso em mãos que dá para fazer sem nem suar. A rosália não existe como flor mesmo, é só um desenho geométrico, mas todas as flores têm algo parecido com a rosália. Se você cortar três pétalas e colocar um caule no lugar, terá uma tulipa. Se as pétalas se juntarem mais, apontando para lugares próximos, será uma lótus ou um lírio. Assim, parece uma rosa vista de cima, ou uma lótus de cima. Se duplicarmos e colocarmos uma por baixo da outra, será um crisântemo, ou um girassol. Enfim, ajeitando, podemos tirar quase todas as flores desse desenho geométrico. Afastando, tirando, colocando, sobrepondo ou juntando pétalas. Escolhemos 'Rosa' como o nome não só porque tem a ver com a rosália, mas também porque rosa é a flor mais conhecida, e tem tantas cores e significados diferentes que confundem.

Naruto: Eu que estou confuso agora – o loiro olhou para o teto, e viu, bem no alto, uma rosália de pedra, suas pétalas constituídas de pequenos cacos de vidro e pedras coloridas, dando-lhe um ar extrovertido e luminoso, pois brilhava ao ser iluminada pelas tochas. Ao mesmo tempo, davam-lhe um ar misterioso, e lhe assemelhavam à um caleidoscópio, que era preenchido por pequenos vidros coloridos em seu interior.

Mikoto: Bem, não viemos aqui falar sobre o símbolo, que eu considero ótimo, por sinal – ela sorriu nervosa ao ver o olhar de censura de seu filho, ciumento de seu símbolo – Itachi-kun é tão ciumento com as coisas dele... - ela sussurrou no ouvido do loiro – Ele fica impossível quando falam mal das coisas dele. Você vai descobrir logo...

Naruto: Por que?

Mikoto: Ora, você vai virar uma das coisas dele – a morena sorriu misteriosamente.

Naruto: Eu vou ser marido dele, e não um de seus brinquedos – o garoto franziu o cenho, sentindo-se como um objeto – Não pertenço à ninguém.

Mikoto: Não fale isso pra mim. Fale pro Itachi. Isso quando ele começar com os ataques dele, claro.

Naruto: Ataques?

Mikoto: Não, meu filho não tem ataques epiléticos, nem é um psicopata. Ele é meio sociopata, e é doentiamente possessivo. O azar é todo seu – a mulher riu da desgraça do garoto, que fez bico, emburrado – Convide algum amigo pra casa quando vocês casarem e você vai ver do que eu estou falando. Tomara que o Itachi não atire na cabeça dele.

Mikoto sorriu maldosamente, com uma estranha felicidade por deixar Naruto na curiosidade.

Naruto: "Por que eu acho que me meter nessa família foi a maior furada?"

Mikoto afastou-se a passo lento, enquanto o loiro a via se afastar, e volteava a ver Itachi, que apertava o desenho da rosália contra seu peito, de maneira infantil, completamente contra a sua personalidade agressiva e inflexível. O loiro sentiu uma gota resvalar por sua cabeça, olhando com algo de incredulidade a cena. Itachi parecia um bebê birrento, e não haveria uma comparação melhor.

Naruto sorriu enternecido. Itachi realmente conseguia ser uma criatura adorável quando queria. Arqueou as sobrancelhas ao sentir alguém lhe abraçar por trás, e reconheceu pelo cheiro: era Sasuke.

Sasuke: Bom dia, cunhadinho. Sabia que pegar cunhado é lei? - ele sorriu maldosamente, dando um beijo no pescoço do loiro.

Naruto começava a odiar aqueles sorrisinhos.

Itachi: Posso saber o que estão fazendo – o loiro olhou para Itachi, que tinha uma cara de nenhum amigo.

Sasuke: Conversando com meu cunhadinho, ora.

Itachi: Não sou surdo, ouvi o que você disse. Já lhe informo que leis são feitas para serem quebradas, irmãozinho inútil – um loiro, que se chamava Deidara, assoviou e sorriu escarninho. Estava ao lado de Madara.

Deidara: Ui, peguem-se no tapa agora! Eu quero ver a briga do século: Uchiha versus Uchiha – o loiro abraçou o que parecia ser seu cônjuge, um sorriso alegre no rosto.

Itachi: Não precisa começar a ficar alegrinho, Deidara. Eu não vou te dar o gosto. Pode se aquietar – o Uchiha apertou o braço de Naruto, e o puxou para si, envolvendo a cintura do menor com seus braços, apertando-o contra si, como outrora fizera com o papel que tinha a rosália desenhada.

Mikoto: Bem, eu avisei... - ela sorriu.

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Daquele momento em diante, todos da Rosa falaram de temas importantes, sempre girando em torno dos doncéis. Naruto foi bem recebido por todos, principalmente com Deidara, com quem fez amizade mais prontamente. Também conheceu Konan, a mulher que lhe empurrou para perto de Sasuke, e Yahiko, um cara de cabelos laranjas e piercings pelo corpo todo, que era seu marido. Também conheceu Sakura e Ino, duas garotas que quase se estapeavam pelo amor de Sasuke, que, por acaso, só ficava olhando para 'certos' lugares da anatomia do loiro.

O encontro foi calmo e logo a casa foi se esvaziando. Naruto e todos que vieram com ele ficaram nos quartos de hóspedes, pois ficou muito tarde para irem para casa. O loiro mal chegou no quarto, já se jogou na cama e dormiu rapidamente. No dia seguinte foi marcada a data do casamento. Não poderia demorar muito, então marcaram para três semanas após o noivado. Começariam os preparativos, chefiados por Mikoto e Minato. Todos chamavam os dois de 'a dupla M', e ambos se tornaram o terror da casa, porque pareciam estar em TPM constante. Todos somente rezavam para que a data do casamento chegasse logo, menos Naruto, que queria que se tardasse o maior tempo possível. Ao mesmo tempo, queria que fosse rápido, para que acabasse logo. E os dias passavam...

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Finalmente, o dia do casamento. Naruto já estava em seu quarto, arrumando-se para a cerimônia, tremendo da cabeça aos pés. Nunca tinha sido homem de fraquejar, mas pra tudo sempre há uma primeira vez, não? E aquela era uma das primeiras vezes.. A primeira vez que fraquejava, a primeira vez que casava... Podia ser também a primeira vez que abandonava alguém ao altar, não? Pelo jeito que tudo ia, parecia a única opção que Naruto tinha. Depois, ele poderia viajar para o Brasil, conhecer alguma garota... Não, não poderia fazer aquilo com Itachi. E, naquele momento, lembrou-se de que tinha desejado que Itachi fosse seu marido, antes de qualquer outro. Seu desejo estava cumprido, deveria arcar com as consequências.

Minato: Naruto, não se atrase! Arrume-se logo para irmos à igreja! - Minato gritou da escadaria.

Naruto bem sabia que Itachi tinha muitas idéias sobre a Igreja Católica, mas ficou incrédulo ao saber que o Uchiha era católico. Pelo jeito que o homem era totalmente contra muitos aspectos da igreja, ficou realmente impressionado ao saber que Itachi frequentava assiduamente tal lugar. Realmente, nunca julgue um livro pela capa. Para saber do que se trata, tem que se folhear as páginas.

Naruto saiu do quarto, completamente arrumado. De tanto sua cabeça dar voltas, não tinha notado como seu pai estava lindo. O casamento, por pedido dos avôs de Naruto, era de um estilo entre o japonês, o francês, o inglês, e o chinês. Isto porque as famílias que viriam para o casamento eram pertencentes à estas nações. Na roupa de Minato, imperava o japonês. O loiro usava uma Yukata cinza-gelo, e uma calça azul-claro, acentuando os olhos azuis. Uma fita azul, da mesma tonalidade que a calça, fechava a Yukata, deixando o torso do loiro um pouco descoberto. Usava uma sandália branca, aberta na frente e um pouco atrás, mostrando os dedos e parte do calcanhar.

Naruto: Ooow! Você tá lindo'ttebayo! Parece até que você que vai casar hehe.

Minato: Mas quem vai casar é você, e espero que esteja preparado.

Naruto exitou em falar, mas acabou confessando.

Naruto: Não me sinto nem um pouco preparado...

Minato: Hehe, eu não esperava que estivesse mesmo – o loiro mais velho sorriu, e Naruto o olhou com desconfiança – Quê? Nenhum noivo está realmente preparado pra casar. Mas depois o medo passa, claro.

Naruto: Antes do altar passa?

Minato: Não, depois do casamento passa – o loiro mais velho riu, descendo as escadas, sendo seguido pelo filho – Aliás, você está lindo, filho – Minato parou de descer pelas escadas, e beijou a testa de seu filho – Nem acredito que meu bebezinho vai casar. Dois minutos atrás era só um bebê... - Minato suspirou, sonhador, lembrando de épocas passadas.

Naruto: Pai... Isso foi há dezoito anos atrás...

Minato: Isso nem importa! Vamos, que Itachi-kun te espera! Ah... Esqueci de uma coisa importante...

Naruto: O que, pai? - Naruto assistiu as bochechas de seu pai tomarem uma coloração avermelhada.

Minato: Bem... Quando vocês dois forem fazer 'aquilo', é melhor fazer na posição de cachorrinho. Pronto, falei! - Minato olhou para o teto, corado. Naruto arregalou os olhos, comicamente.

Naruto: Era isso a coisa 'importante' que você tinha para dizer, seu pervertido?! - Naruto vociferou. Minato recebeu um cascudo na cabeça.

Minato: Ei! Depois não diga que eu não avisei! Você não vai conseguir sentar por uma semana se for tão afobado ao pote logo na primeira vez. Na primeira, tem que tomar uma posição mais confortável! - o Namikaze-Fuuma respondeu indignado.

Naruto: Para a sua informação, eu não vou fazer 'aquilo' com o Itachi!

- Ah, não vai?

Naruto virou-se para trás, e viu uma pessoa que não encontrava à tempos.

Usando um vestido rosa-claro até os joelhos de frente única, cabelo amarrado em coque com dois hashis, maquiagem clara, sapatos rosas de salto alto, estava Haruno Sakura. A garota havia sido a antiga obsessão de Naruto no colégio, no Japão. Tempos depois, Sakura foi para a Inglaterra, encontrar a família, que a deixara no Japão para completar os estudos.

Naruto: Sakura-chan! - o loiro praticamente pulou encima da mulher, lhe dando um abraço de urso.

Sakura: Continua o mesmo baka de sempre, Naruto! - Sakura deu um 'leve' soco na cabeça do garoto, que choramingou – E como é isso de que você não vai desfrutar do espetacular corpinho do Itachi-kun?! - ela disse com raiva, sem nem um pingo de remorso ou vergonha.

Naruto: Errr... - o rosto de Naruto começava a corar vertiginosamente.

Sakura: Você é um baka mesmo, não mudou nada! Você se casa com um dos caras mais sexys de Paris, herdeiro de uma enorme herança, um gênio em tudo o que faz, e nem vai tirar uma casquinha daquele corpo magnífico e ver o quanto 'genial' ele pode ser em 'certos' assuntos? - ela falou, incrédula – Se não é pra fazer sexo, ou amor, pra que vai casar com ele? - ela arqueou uma sobrancelha.

Naruto: Ei! Eu não sou baka! E ele é um cara legal...

Sakura: Eu acho os meus irmãos legais, e nem por isso cometo incesto. 'Legal' é um termo usado para amigos, e não para alguém com você vai se casar. Você ao menos ama o Itachi? Ou tá dando o golpe do baú? Se bem que você não precisa... É por causa da lei dos doncéis?

Minato: Hehe, acho que vamos ficar atrasados, e o Naruto não é uma mulher para atrasar, não é? - o loiro mais velho riu nervosamente.

Sakura: Eu achei que fosse por isso mesmo... Boa sorte Naruto, você vai precisar – ela deu um beijo no rosto do loiro, e se afastou, sussurrando algumas palavras desconexas, que somente ela conhecia o significado. Mas uma frase Naruto entendeu perfeitamente – Puts, imagina ter que ficar casado com alguém que você não ama, e que também não te ama. Deve ser um inferno...

Aquela simples frase fez com que a descontração que Minato conseguiu com tanto esforço simplesmente desaparecesse.

Naruto: Pai, eu realmente devia casar com o Itachi? Não é justo que ele pague pelos erros dessa sociedade injusta...

Minato: Filho, eu vou contar para você algo que eu planejava contar à algum tempo, justamente quando essa hora chegasse. Eu e seu pai casamos por circunstâncias parecidas com as que você e Itachi-kun se casam agora.

Naruto: Como?!

Minato: Nagato casou comigo para me proteger da sociedade em que vivíamos, e ainda vivemos. Os pais de Fugaku e Nagato eram muito amigos dos seus avôs, e Nagato pediu a minha mão, com o objetivo de me proteger do resto do mundo. Casei com ele, e ambos não nos amávamos. Na verdade, nos amávamos sim, mas éramos idiotas demais para percebermos. Quando eu engravidei de você, e te tive, fingi para meus amigos que você era filho de uma amiga minha, Uzumaki Kushina. Eles não sabiam que eu tinha me casado com Nagato, nem da minha condição de doncel. Na verdade, o casamento foi totalmente escondido por um tempo, para que nós dois nos acostumássemos um com o outro. Ele passou a estudar na minha escola, e acabou descobrindo que eu negava a minha condição, o meu casamento com ele, e a paternidade dele em relação à você. Eu ainda lembro o dia em que ele invadiu o escritório da diretora, pegou o microfone, e falou para todos que era casado comigo e que você era nosso filho, e que eu era um doncel. Lembro que ele até colocou cópias da nossa certidão de casamento nos murais de avisos. Kushina ficou louca comigo quando soube do boato. Nunca levei uma surra tão grande na minha vida. Mas ele disse também que, como seu marido, ninguém podia me tocar, porque eu pertencia a ele. E disse que me amava, e eu ouvi pelo auto-falante da sala onde eu estava. Até o fim do ano letivo, todo mundo me olhava estranho. Mas eu me acertei com o seu pai depois disso.

Naruto: Então papai e você não eram o mar de rosas que são agora?

Minato: Não existe um 'mar de rosas' em um casamento, Naruto. A felicidade são pequenos momentos em que você se sente bem em estar vivo, e sente que tem motivos para continuar. Não existe felicidade em cem por cento, mas sim certos momentos de extrema felicidade, que chega até a doer. Foi assim que eu me senti quando eu fiz amor pela primeira vez com o seu pai, e quando você nasceu – Minato se aproximou mais de Naruto, e lhe sussurrou no ouvido – Não diga à ele, mas, entre os dois acontecimentos, o do seu nascimento foi muito mais emocionante.

Naruto: Por quê?

Minato: Porque ele vai achar que não fez direito – o loiro menor sentiu uma gote resvalar por sua pele bronzeada, e rolou os olhos – E vai querer compensar... Pensando melhor, conte à ele – Minato riu pervertidamente.

Naruto: Mas... Espera aí! - Naruto resolveu ignorar o comentário do mais velho – Como vocês me fizeram se não se amavam?

Minato: Já ouviu falar de sexo? - Minato rolou os olhos ao ver o menor corar – Teve uma hora em que eu não aguentei mais ver um corpo tão... desejável... do meu lado, e não fazer nada, sabe – Minato piscou para Naruto, que rolou os olhos.

Naruto: O melhor que eu faço é ir para a igreja...

Minato: Eu tinha até esquecido do Itachi, hehe! Desgraçado de sorte, vai roubar a pureza do meu pequeno bebê! - Minato foi buscar algumas coisas que precisava, deixando Naruto sozinho no saguão de entrada.

Naruto rolou os olhos novamente, ao ouvir a voz do pai, e se sentou na primeira escada da escadaria. Fechou os olhos, encostando a cabeça no corrimão, até sentir uma presença atrás de si. Não deu tempo de se virar para trás, apenas pôde sentir um par de mãos frias lhe envolverem os olhos. Sentiu o calor corporal de alguém atrás de si, se inclinando para ficar ainda mais próximo. Sentiu o hálito quente, com cheiro à menta, acariciar sua nuca suavemente, dando-lhe um arrepio. Naruto ouviu um riso baixo contra seu ouvido, e rapidamente se tensou ao reconhecer a voz de seu futuro cunhado.

Sasuke: Bom dia, Naruto-kun – o moreno colou seu corpo às costas do de Naruto, sorrindo prepotente – Sabia que você está realmente irresistível com essa roupa? - o moreno mordiscou o lóbulo da orelha do loiro, que arregalou os olhos, tendo seus olhos liberados, e seus pulsos segurados pelas mãos pálidas – Eu tenho uma pequena proposta para meu sexy cunhadinho... - Sasuke puxou para baixo com os dentes a gola do kimono de Naruto, e beijou a pele a seu alcance – Que vontade de tomá-lo aqui mesmo – Naruto corou violentamente, e seu corpo tremeu – O que foi? Quando for esta noite, na cama, junto com o Itachi, ele não vai nem lhe falar, vai lhe mostrar – Sasuke beijou a bochecha do loiro, que franziu o cenho – E quais serão os tipos de coisas que ele te obrigará a fazer...?

Naruto: Itachi-san não é assim! - Naruto apoiou os cotovelos no peito de Sasuke, e empurrou, se libertando do Uchiha menor – Ele é...

Sasuke: Meu irmão mais velho, que eu conheço à anos. Conheço muito mais que você, e sei que ele, assim como eu, não desperdiçaria você – Sasuke sorriu maliciosamente.

Naruto: Não é verdade!

Sasuke: Talvez não seja mesmo, mas o que eu quero aqui é outra coisa – o Uchiha se aproximou do corpo do loiro, com um sorriso escarninho nos lábios – Seja meu.

Naruto sentiu o chão desaparecer sob seus pés. Entendeu rapidamente o que Sasuke queria dizer com aquilo.

Naruto: Nem pensar!

Sasuke: Serei gentil, pode deixar. Sem marcas – o moreno encurralou Naruto contra a parede, e começou a desabotoar os primeiros botões da camisa do loiro – Serei lento e mortal, depois de me ter dentro de você, não vai querer mais nada no mundo – Naruto sentiu as mãos do outro sob sua camisa, e colocou as mãos no peito do Uchiha, fechadas em forma de punho, mostrando sua fúria contida.

Naruto: O que você pensa que eu sou, hã?! - o sorriso de Sasuke se alargou ainda mais ao ver o olhar de ira do menor.

Sasuke: Um doncel extremamente violável – sussurrou no ouvido de Naruto, passando uma mão sobre sua coxa direita – E tenho certeza que Itachi pensa exatamente o mesmo.

Naruto: Não é assim... - o loiro estava corado, sentido algo de prazer culpado pelos toques de Sasuke.

Sasuke: É sim. Então, se pensamos o mesmo, por que se importar com ele? Seja meu amante. Na frente da sociedade, vocês são o casal perfeito, mas por trás das câmeras você geme somente o meu nome. No fim, você foi meu desde o começo, porque me escolheram como seu dono. Itachi foi espertinho, mas isso não apaga o fato de que você sempre me pertenceu – Naruto tremeu ao ouvir estas palavras, mas não vacilou ao empurrar o Uchiha com todas as suas forças, depois de sentir como ele tocava em regiões íntimas demais.

Naruto: Se você desistiu de mim, o azar é todo seu! Nem por isso eu continuo sendo seu! Vá chorar pelos cantos, mas hoje eu me caso com o Itachi, e vou ficar somente com ele! Você devia ter vergonha de pensar tão mal à respeito do seu irmão. Mas eu não vou cair na sua! Eu caso com ele, e nem tente fazer novamente esta proposta! - o loiro saiu do recinto, como se de um furacão se tratasse.

Mikoto descia suavemente as escadas, quase imperceptível, até que levantou a voz.

Mikoto: Sempre achei que você era o ideal para Naruto-kun, mas agora vejo que seu pai tinha razão. Estou profundamente decepcionada com você, Sasuke – Mikoto olhou para Sasuke com dureza, e o menor franziu o cenho.

Sasuke: Pode parar de me olhar assim? Eu só fazia um teste com meu cunhadinho, e pelo jeito ele passou – o moreno sorriu, limpando um pouco de saliva que inundou seus lábios ao beijar tão apetecível pescoço – Primeiro a passar em algum de meus testes, na verdade – um sorriso de satisfação cruzou como um raio os lábios do Uchiha, e tão pronto quanto apareceu, também sumiu.

Mikoto: Ah, vejo... Achei mesmo que não era de seu feitio fazer algo desse gênero com seu irmão. Se ele passou num dos seus testes diabólicos, então deve ser merecedor do coração do meu pequeno.

Sasuke: Mãe, Itachi não é mais criança.

Mikoto: E nem você, mas isso não me impede de sonhar que vocês nunca cresceram... - a morena sorriu, e Sasuke assentiu com a cabeça, tentando entender os sentimentos de mãe da mulher.

--

Itachi aguardava ao lado do padre, quase tendo um ataque, olhando pra tudo e todos com a maior raiva existível. Não que alguém tivesse culpa de Naruto estar atrasado mais de meia hora. Na verdade, ninguém tinha mesmo. Talvez Sasuke e Sakura, mas os outros não tinham culpa nenhuma. Mas aquele pequeno detalhe não impediria Itachi de descontar no resto do mundo, insignificante naquele momento.

Itachi: Eu tenho certeza de que ele desistiu! Deve ter saído correndo pra fugir com aquela garota de cabelo rosa que eu sabia que não devia ter convidado! - o Uchiha olhou com censura para o pai e os tios, que estavam atrás de si – E só convidei por culpa de vocês! Corja de destruidores de casamentos alheios! - Itachi voltou a bater o pé no chão, tique nervoso que ele tinha desde os quinze anos.

Madara: Ok, ninguém nunca tinha me chamado desse negócio estranho aí. Puts, eu já fui chamado de coisas realmente desagradáveis, mas destruidor de casamento alheio é completamente nova.

Nagato: Imagina se eu não fosse tio dele... (Mary: Ele é tio em segundo grau, por ser primo de Fugaku, ok? ;D)

Fugaku: Imagina se eu não fosse pai dele...

Sasuke e Mikoto entraram na igreja, sorrindo misteriosamente. Itachi soube na hora que um dos dois tinha aprontado, assim como Fugaku.

Fugaku: E agora, qual a nova?

Mikoto: Sasuke fez um pequeno teste com Naruto-kun.

Itachi: Ih, lá vem bomba...

Nagato: Sem perdas físicas?

Sasuke: Não, eu não tirei nada no corpo dele. Nem um cílio.

Itachi: E o que você fez? Cuidado com o que vai falar, porque eu posso matar você, sem nem me importar com o padre.

Fugaku: E parece que a manchete dos próximos jornais vai ser "Uchiha Itachi mata o próprio irmão após saber que o mesmo machucou seu ex-futuro-consorte" - o Uchiha saiu da local, disposto a procurar o noivo fujão.

Itachi: Agora que o papai foi embora, diga-me: o que você fez?

Sasuke: Só o seduzi... Nada de mais... - Sasuke assoprou as próprias unhas, como se estivesse polindo-as.

Itachi: NANI?!!! - a igreja inteira, outrora submergida em conversas paralelas, silenciou-se, para ouvir o que acontecia.

Sasuke: Mas ele não caiu na armadilha, então ele te merece.

Itachi: Mais um dos seus testes diabólicos? - os 'testes diabólicos de Uchiha Sasuke' eram conhecidos em vários lugares, mas não havia notícia de que alguém um dia tivesse passado nele.

Sasuke: O garoto tem talento, então eu deixo ele se casar com você – o Uchiha menor proclamou, e caminhou para trás do irmão, no seu lugar de padrinho.

Itachi: Você não é nada nem ninguém pra permitir que eu faça alguma coisa – Sasuke franziu o cenho – mas obrigado por se importar comigo. Eu sei que os seus testes só são feitos em ocasiões especiais – o mais velho presenteou seu irmãozinho com um pequeno sorriso, e Sasuke também sorriu ligeiramente.

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Fugaku: Vamos direto ao assunto: o que você faz aqui, Uzumaki Naruto?

Naruto se encontrava ás margens de um lago, que ficava atrás da mansão dos Uchiha, onde o sol incidia seus raios mornos. A casa fazia uma ligeira sombra sobre o lago, aplacando o calor do sol e dando agradável frescor ao ambiente. Era outono, as folhas forravam o chão de diferentes tons dourados, conforme a intensidade da luz do sol que recebiam. Algumas folhas escorregaram para dentro do lago, e boiavam calmamente nas encostas. Desde que Naruto viera 'morar' ali, aquele era seu local preferido. Era calmo, e quase ninguém ia ali. Ele até acreditava que não sabiam que ele ficava ali, mas sua crença se mostrou errada ao ver o pai de Itachi do seu lado. Ambos estavam de pé, para não sujar as roupas com a terra enlameada.

Naruto: Acho que fujo.

Fugaku: Foge?

Naruto: Não sei, eu não queria casar desse jeito...

Fugaku: Eu não sei como você pensa, mas meu filho está naquele altar, andando de lado á lado, quase furando o chão. É melhor se apressar e escolher logo se gosta ou não dele. Eu não quero que ele sofra uma humilhação, ou uma humilhação maior do que ele já vai sofrer ao ser abandonado ao altar por você – Fugaku se virou, e foi embora.

Naruto saiu dos fundos da casa, seguindo a trilha que Fugaku fizera ao ir embora. Viu, ao longe, nos terrenos dianteiros do castelo, uma concentração de pessoas e repórteres. Podia ver seus pais, os pais de Itachi, e o próprio Itachi. O Uchiha não parecia estar agradável com a possibilidade de ser deixado no altar, e muitos já comentavam sobre o atraso. O loiro voltou correndo ao lago, e sorriu para seu reflexo. Era tudo ou nada.

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Itachi: Achou, papai? - Itachi perguntou à seu pai, já quase entrando em desespero.

Fugaku: Tenho certeza de que ele vem – Fugaku se situou atrás do filho, enquanto via Nagato, na entrada do altar, quase furando o chão, andando de um lado para o outro. Pobre grama, iria sofrer naquele dia...

O altar era ao ar livre, as cadeiras dispostas na frente de um arco de flores brancas, negras, e pratas. Um corredor forrado de flores azuis se situava entre as duas fileiras de cadeiras. Arranjos florais foram arrumados em maioria das fileiras. Ao fundo, os jornalistas esperavam qualquer coisa, com as máquinas em mão. Podia-se ver claramente os que pertenciam à Rosa: As mulheres usavam branco e alguma cor acompanhante, os homens preto e alguma cor acompanhante. Doncéis usavam cinza e azul. Os outros convidados, que não pertenciam à organização, usavam diversas cores, predominando o preto e o branco. Havia alguns frades, com vestes marrons e cordas amarradas como cintos na cintura, amarradas em três nós. Mesmo com tudo aquilo, Itachi estava meio perdido. Ele sabia que Naruto não estava completamente seguro. Na verdade, fora meio que obrigado àquela situação. Então, o mais natural seria abandoná-lo no altar, não? Olhou com estranheza pra um pequeno menino, Konohamaru, que estava ao lado de Udon, um doncel. Ambos eram descendentes de membros da ordem. Konohamaru arregalou os olhos, depois ficou vermelho, depois pulou levemente, de depois gritou à plenos pulmões.

Konohamaru: O NOIVO CHEGOU!!! - as cabeças dos presentes se giraram bruscamente para a entrada, e mais de uma pessoa sentiu dor pelo movimento brusco.

Naruto estava... Beirando a divindade. Usava um kimono branco, fechado por uma grossa fita de seda cinza, fechada em um laço nas costas. O kimono, também de seda, tinha bordados em fios metálicos de flores delicadas, não muito exageradas. Nas costas, levava um símbolo Uchiha, com uma espiral dentro do leque. Os cabelos estavam mais domados que o normal, com menor volume que o usual. Levava algo de pó branco no rosto, e seus olhos estavam delineados com lápis preto. As unhas estavam pintadas de branco. O anel de noivado estava em seu anel, como quase sempre, desde que o recebeu. O colar repousava envolta de seu pescoço e o pingente se perdia dentro do kimono. Sandálias estavam em seus pés, abertas e com duas tiras de tecido, um pouco largas, trançadas em suas pernas, até um pouco embaixo do joelho. Levava um buquê de flores brancas em suas mãos, que lhe davam um ar simples e natural. Parecia um anjo caído do céu.

Sasuke: Sabia que todo mundo ia ficar assim – o menor sussurrou, sorrindo maliciosamente. Havia visto Naruto e ficado do mesmo jeito, mas se recuperou antes de se aproximar e dar o bote.

A marcha nupcial começou a tocar, e o loiro deslizou lentamente pelo tapete de flores. Ao mesmo tempo que andava, avaliava seu noivo. Itachi usava uma yukata negra, que deixava seu peito algo descoberto, e possuía bordados de símbolos e curvas, e Naruto podia jurar que tinha visto um pentagrama. Também havia frases em várias línguas, entre ela uma que chamou a atenção: 'quem não é fiel nas pequenas coisas, nunca o será nas grandes', em inglês. Havia muitas outras frases e símbolos, mas Naruto viu principalmente aqueles. Aquele conjunto de símbolos pequenos e grandes, e frases, fazia com que o conjunto parecesse algo desconexo, mas elegante. O moreno usava um hakama negro. Usava um sapato social, discrepante ao resto do visual asiático. Os cabelos estavam moldados na maneira usual, e usara um pouco de lápis no olho, para realçar os orbes negros, que brilhavam em algo parecido à fascinação. Em uma palavra, Itachi estava... Sexy. Estava despível. Também estava parecendo um guerreiro samurai, simplesmente elegante. Então Naruto entendeu porque podia ver ao longe garotas suspirando. Quando o loiro notou, já estava ao lado de Itachi. Nem havia percebido que Nagato o conduzira até o altar, tão concentrado estava no corpo de seu futuro marido.

Nagato: Se continuar a secá-lo, ele vai sumir – Nagato sussurrou, e deu um meio sorriso. Naruto corou. Itachi, apesar da proximidade, não ouviu. O padre, um homem de cabelos grisalhos e uma longa barba, pigarreou, pedindo silêncio (Mary: estilo Dumbledore XD).

Padre: Quem entrega este doncel à este homem? - o padre levava vestes brancas, com uma tira de tecido - com o bordado de hóstia, trigo, vinho e uvas nas duas pontas – em volta do pescoço, com as pontas para a frente. Parecia sábio, e seus olhos azuis metálicos inspiravam confiança, a impressão de que, se você se jogasse de um abismo, ele te seguraria.

Nagato: Fuuma Nagato – o Fuuma desenroscou seu braço do de Naruto, e segurou firme a mão dele. Logo, pegou a de Itachi, e uniu as duas – Se não cuidar bem dele, eu acabo com você, entendeu? - Nagato sorriu falsamente, e Itachi também, os dois com veias saltando nas testas. Naruto fez uma cara de 'por que isso só acontece comigo?'. O Fuuma foi para o lado de seu consorte, para assistir o casamento. Naruto engoliu em seco.

Padre: Quem apadrinha o noivo varão?

Madara: Uchiha Madara e Uchiha Deidara.

Padre: Quem apadrinha o noivo doncel?

Yahiko: Ame no Yahiko e Ame no Konan.

Padre: Sentem-se – os presentes, que estavam de pé para ver os noivos, se sentaram. Itachi e Naruto se ajoelharam em bancadas próprias para confissões e casamentos, com estofados vermelhos e de madeira escura. Tinha um apoio para a mão, na frente, e, quase rente ao chão, o lugar para pôr os joelhos.

O padre começou seu monólogo sobre as maravilhas que o amor pode fazer, a felicidade, as provas que ele realiza, as mudanças. Falou também sobre a fé, e como ela pode remover montanhas. O monólogo durou em torno de uma hora, e foi arrematado por um desejo de boa sorte aos noivos. Depois disso, ele pediu que os dois se levantassem, para que os votos principais começassem.

Padre: Senhor Uchiha Itachi, o senhor aceita este doncel, Fuuma Naruto, como seu legítimo esposo, e promete ser-lhe fiel na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a mortes os separe?

Itachi: Sim, aceito – Itachi falou sequer ter a voz tremida.

Padre: Senhor Fuuma Naruto, o senhor aceita este homem, Uchiha Itachi, como seu legítimo esposo, e promete ser-lhe fiel na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a mortes os separe?

Naruto: Sim, aceito – aquela certeza na voz de Naruto impressionou muitos dos presentes. Não parecia o mesmo garoto inseguro da cerimônia de compromisso.

Padre: Vocês têm votos prontos?

Itachi: Eu tenho – Naruto arregalou os olhos. Tinha esquecido dos votos! - Eu sei que esta união é meio precipitada, até pode-se ver na sua idade, Naruto. Mas queria dizer que eu... Realmente estou feliz de ter você aqui, e não me imagino nesse momento com nenhuma outra pessoa além de você. Na verdade, nem mais imagino a minha vida sem você por perto, e quero que você não possa mais se livrar de mim– o Uchiha deu um papel para o loiro, e piscou um olho, matreiro – o seu.

Naruto viu que tinha duas frases que seriam realmente tocantes se Naruto tivesse certeza de que as sentia. Seria belo para a imprensa, e para os convidados, mas tinha um pequeno detalhe: Naruto não era mentiroso.

Naruto: Desculpa, Itachi – o loiro sussurrou, e jogou o papel no chão – Mas eu vou dizer o que eu realmente sinto – ele levantou a voz, fazendo com que todos pudessem ouvir claramente.

Itachi: Eu achei que seria assim mesmo – o outro suspirou, olhando para as rosas negras sobre si.

Naruto: Primeiro eu quero dizer... Estou morrendo de medo. Acho até que é normal, já que eu nunca me casei antes, e também não vou me casar depois disso. Incrivelmente, eu não estou inseguro. Só demorei um pouco porque eu queria ver se eu estava apresentável, já que os espelhos do quarto ficaram borrados de vapor do banho, e a toalha soltou aqueles fios desagradáveis. Então eu fui no lago ver se eu estava legal.

Itachi: Legal? Eu quero tirar a sua roupa, duh – Itachi sorriu maliciosamente, e o loiro ficou com o rosto bem parecido com um pimentão vermelho, em questão de cor.

Naruto: Você pode dar seus momentos de pervertido em outra hora?

Itachi: E você pode explicar seu dia-a-dia em outra hora?

Todos os convidados olharam os noivos como se tivessem enlouquecido.

Naruto: Ok, deixa eu continuar. Bom, eu não estou inseguro porque eu sei que você é o melhor que eu posso sonhar em ter – Itachi sorriu escarninho, se sentindo a melhor batatinha do pacote – mas às vezes é incrivelmente odiável, como agora – o sorriso do maior se apagou, e ele o olhou fulminante – pra mim, olhar feio é fome, tá?

Itachi: Então fala logo que eu quero ir pra festa.

Nagato: Ok, agora virou palhaçada...

Naruto: Droga, cala a boca pra eu falar!

Padre: Se começou assim, imagina como termina...

Naruto: Eu só quero dizer que o que eu sinto por você é algo que eu não senti e nem nunca vou sentir por ninguém mais – o loiro terminou, e suspirou de alívio, tirando um peso dos ombros.

Um silêncio prolongado se seguiu à isto.

Padre: As alianças.

Outra coisa que Naruto nem sabia se tinha sido comprada era a aliança dele. Um dia seu pai lhe envolveu o dedo com uma fita, mas nem disse pra que era. Talvez fosse para aquilo. Depois de alguns momentos de espera, Sasuke entregou á Itachi as alianças, e o Uchiha assentiu para o padre.

Padre: Diga comigo... Eu, Uchiha Itachi, com esta aliança, te desposo.

Itachi: Eu, Uchiha Itachi, com esta aliança, te desposo – o Uchiha se sentia meio idiota por repetir algo que ele tinha decorado.

Padre: Receba esta aliança como o símbolo do meu amor e da minha fidelidade.

Itachi: Receba esta aliança como o símbolo do meu amor e da minha fidelidade.

Padre: Padre: Diga comigo... Eu, Fuuma Naruto, com esta aliança, te desposo.

Naruto: Eu, Fuuma Naruto, com esta aliança, te desposo – agora foi a vez de Naruto se sentir estranho.

Padre: Receba esta aliança como o símbolo do meu amor e da minha fidelidade.

Naruto: Receba esta aliança como o símbolo do meu amor e da minha fidelidade.

Padre: Se tem alguém que é contra esta união, fale agora ou cale-se para sempre – Itachi fechou os olhos fortemente, esperando qualquer coisa vinda de qualquer lugar, achando que a Opus Dei podia descer de um helicóptero, que Sasuke podia sequestrar Naruto, ou que Naruto podia rejeitá-lo. Quase que milagrosamente, nada aconteceu – Então eu vos-

Sasuke: Pára tudo aí!

Itachi: Tava bom demais pra ser verdade... - opção cogitável que aconteceu: Sasuke tentar sequestrar Naruto.

Padre: O que há, meu filho?

Sasuke: Não dá pra reconsiderar a parte da fidelidade? Só pro Naruto, o Itachi pode deixar assim – uma veia cresceu na testa do Uchiha mais velho, e o padre rolou os olhos.

Padre: Não, meu filho. E não cobice a mulher, ou homem, do próximo, meu filho – o padre suspirou, cansado daquelas duas famílias estranhas.

Sasuke: Tá, prossiga – o mais novo piscou de maneira sensual pro loiro, que lhe fulminou com o olhar.

Mikoto: Sasuke, daqui a pouco eu realmente vou achar que você quer o noivo do seu irmão! - Mikoto sussurrou no ouvido do filho.

Sasuke: É que irritar o Itachi era legal, mas irritar o dobe é demais. Hehe, esse cunhadinho promete...

Padre: Eu vos-

Sakura: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!! - a mulher, outrora calma em seu acento, resolveu também se meter no casamento.

Padre: O que é agora, minha filha?

Sakura: Concordo com o garoto de cabelo de pato! - ela apontou para Sasuke, que lhe devolveu um olhar fulminante. Se olhar matasse, estava estendida no chão, mortinha – Não dá pra reconsiderar o da fidelidade? Eu fico com o Uchiha, e o de cabelo de pato pega o Fuuma! Pronto, todos felizes! - ela deu um sorriso brilhante ao padre, que simplesmente a ignorou.

Padre: Eu vos-

Minato: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!! MEU BEBÊ NÃO PODE CASAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR!!! - Minato começou a chorar e berrar, abraçado ao seu marido. Naruto sabia que era fingimento, só drama.

Naruto: Continua... - Naruto tinha um rosto assassino.

Padre: Então eu vos-

Fugaku: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!!

Itachi: O que foi, pai? - o rosto de Itachi era daqueles de poucos amigos, uma face tão tétrica que somente um idiota responderia a pergunta.

Fugaku: É pra seguir a corrente, só isso – o Uchiha deu um sorriso brilhante para o filho, que achou aquela cena meio irreal. Estaria sonhando? Se estivesse, aquilo seria classificado mais como um pesadelo.

Padre: Eu vos... - milagrosamente, ninguém berrou, gritou ou chingou – declaro ca- mas como tudo que é bom dura pouco...

Mikoto: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOO!!!

Naruto: Que foi, senhora Uchiha?

Mikoto: Minha unha está quebrando! É uma tragédia!!! - a mulher olhava para a mão, desconsolada.

Padre: Eu vos-

Quando Konohamaru ia abrir a boca para falar, Itachi berrou.

Itachi: CHEEEEEEEEEEEEEEEEGA!!! O que abrir a boca vai receber um belo beijo dos meus dois amiguinhos – o Uchiha assoviou, e dois cachorros de raça grande apareceram. Eram altos, com muita pelagem. Um era macho, com os pêlos cor de fogo, e a fêmea tinha os pêlos negros – Lhes apresento Tsukiyomi e Amaterasu. Qualquer um que abra a boca vai receber um beijinho deles, não, é, queridos? - os dois cachorros latiram, e Itachi voltou a se ajoelhar – Continue, padre, e não pare nem que uma bomba atômica desça dos céus.

Padre: Eu vos declaro casados, pode beijar o noivo – o padre se escondeu atrás da banca do altar, se protegendo de um possível ataque.

Itachi e Naruto se levantaram. O moreno puxou Naruto pela cintura, para mais perto. Naruto olhou para o céu, já que o teto era inexistente, e envolveu o pescoço do Uchiha com os braços. Os rostos se aproximavam rapidamente, até que os lábios se encontraram. Pequenos beijos sucederam o primeiro encontro, acostumando lentamente uma boca à outra, sem qualquer pressa. A boca do Uchiha pousou definitivamente sobre a contrária, e uma carícia com a língua no lábio inferior foi o pedido para aprofundar o contato. Naruto abriu a boca, e sentiu os lábios do outro sobre os seus, roçando-se, dando-lhe um arrepio na espinha. As línguas se encontraram, num passo lento, aproveitando cada segundo. Não muito tempo após, o ar – ou a falta dele - resolveu se fazer presente. Mesmo que pudessem respirar com o nariz, sabiam que a emoção tirava o fôlego por si só, impedindo que pudessem manter o contato eternamente.

Quando ambos se separaram, os rostos corados e os corações disparados, os convidados batiam palmas freneticamente. Naruto enroscou o braço no que Itachi oferecia, olhando as pessoas, e os jornalistas que tiravam fotos assiduamente.

Padre: Apresento-lhes os senhores Uchiha Itachi e Uchiha Naruto – Naruto franziu o cenho, não gostando de ser o único a perder o sobrenome. Itachi notou, e se separou de Naruto.

Itachi: Com licença, mas não se pode fazer nada à respeito disso?

Padre: Disso o que?

Itachi: Os nomes, sabe...

Padre: E o que tem de errado?

Itachi: Como somos uma nova família, creio que o sobrenome tinha que ser novo também.

Padre: Você quer criar um sobrenome?

Itachi: Não, só mesclar os dois. Tipo, Fuuma-Uchiha, ou Uchiha-Fuuma.

Padre: Unn... Boa idéia... Qual dos dois?

Itachi: Uchiha-Fuuma Itachi... Fuuma-Uchiha Itachi... Fuuma-Uchiha Naruto... Uchiha-Fuuma Naruto...

Padre: Dá pra apressar? Eu tenho mais dois casamentos hoje, viu?

Itachi: É uma coisa importante, tá? - Naruto estava com uma vontade doida de pular encima de Itachi por causa daquele gesto de consideração, mas também com vontade de jogar uma geladeira na cabeça dele por demorar tanto – Acho que Uchiha-Fuuma fica melhor...

Padre: Ok, agora caiam fora pra que eu possa sair – o padre já estava tão cansado que esquecera brevemente da batina.

Itachi: Ui, quebrou meu frágil coração – Itachi voltou a segurar o braço de Naruto, e ambos saíram do altar, seguidos por seus pais e padrinhos.

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Naruto já estava prestes a dormir, ou gritar, de puro tédio. A festa era legal, ele e Itachi acabaram dançando um pouco por culpa da pressão dos convidados. Mas receber os presentes de mais de 400 convidados, um à um, e ter que ouvir as histórias deles, era simplesmente enervante. Finalmente, a fila chegava ao fim, e Sasuke vinha com um presente e um sorriso malicioso no rosto. Nada de bom sairia dali.

Sasuke: Oi pirralho, oi irmão idiota.

Naruto: Sasuke – o loiro estava sem paciência de aguentar seu cunhado, e se ele demorasse mais de cinco minutos, jogaria-o pela janela.

Sasuke: Ui, tá estressadinho. Eu não vou demorar muito mesmo. Só quero deixar isto com vocês, espero que aproveitem.

Quando Naruto abriu a caixa, Sasuke já estava longe. Também, o que havia ali dentro significava algo por si só, sem necessidade de explicações. Era uma roupinha de bebê, laranja e negra, com o símbolo do kimono de Naruto nas costas. Sasuke desejava filhos, e, desejando filhos, desejavam que ambos vissem que aquilo era bem mais do que um casamento arranjado. Ambos respiraram agitadamente, sem coragem de se olharem.

Naruto sorriu falsamente para o próximo convidado, que era Sakura. Itachi se levantou para ir á cozinha. O loiro olhou para a faixa na parede, sobre a porta de entrada do saguão da mansão Uchiha: Uchiha-Fuuma Gokekkon (Casamento Uchiha-Fuuma). Era japonês. Naruto sorriu ligeiramente ao notar que Itachi se importou até na linguagem empregada, para que Naruto se sentisse à vontade. Sakura, a sua frente, parou com o monólogo que havia começado ao notar uma movimentação vinda da cozinha. Karin, do outro lado do salão, arregalou os olhos ao ver Itachi sair com todos os serviçais vestidos em roupa de gala, trazendo a comida até as mesas centrais. Naruto não entendeu o porquê, mas os olhos dela brilhavam friamente.

Karin: O que significa isso, Itachi-san? - a mulher ruiva verbalizou a pergunta mental de muitos.

Itachi: O que parece? Estamos servindo a comida – ele falou como se fosse o mais óbvio, ajudando uma velha senhora a levar uma travessa até a mesa. Era claro que ele segurava todo o peso, e ela somente equilibrava a travessa, para que não caísse.

Karin: Mas o que eles estão fazendo aqui, vestidos desse jeito? - Itachi quase que a ignorava completamente, ouvindo somente parte do que dizia, enquanto todos viam atentamente a cena. Ele foi à cozinha, voltando com algo que parecia um bule de chá.

Itachi: Preferia que estivessem nus? É uma festa de gala, eles têm que estar vestidos como tal, não?

Karin: Eles são empregados, deveriam estar na cozinha.

Itachi: Eles são meus convidados, devem estar onde eu quero que estejam – Naruto viu os olhos de Itachi brilharem em um tom perigoso, que dizia que o que seguiria não seria nada de bom.

Karin: E quem vai me servir?

Itachi: Sirva-se sozinha, suas mãos não vão apodrecer por isso – todos já haviam acabado de trazer a primeira remessa de comida, e se encolhiam perto da mesa, sentindo o frio do olhar da ruiva.

Karin: Isto é um absurdo! Por que devo me servir sozinha se tenho eles para fazerem isto por mim?!

Itachi observou atentamente seus amigos, e logo olhou para Karin.

Itachi: O que te faz crer que é melhor que eles? Que merece mais estar aqui?

Karin: Ora, não faça perguntas óbvias!! - a mulher rolou os olhos, e soltou um riso escarninho, que fez Itachi ferver.

Itachi: Quem você pensa que é pra se achar melhor que eles? Na verdade, quem foi que te convidou?

Sasuke levantou a mão, entediado.

Itachi: Só podia ser você mesmo... - ele xingou baixo, e seus olhos brilharam para Karin de maneira maníaca – Que tal um jogo? Eu quero que coloque-se no lugar deles.

Karin: Há! Como se eu pudesse pensar como um simples empregado – a mulher fungou dramaticamente, se fazendo de ofendida.

Itachi: Eu vou voar no seu pescoço, piranha – o Uchiha parecia uma locomotiva sendo ligada: cada palavra de Karin aumentada o ódio de Itachi.

Karin: Sasuke-kun vai me proteger, não vai? - ela olhou para os lados, e viu que Sasuke tinha sumido. Perdeu parte da coragem e tremeu de medo.

Itachi: Agora, sem o 'Sasuke-kun', pra te proteger, você perde a postura, não é? Mas não importa, mesmo que o Sasuke estivesse aqui, ele não me impediria quando visse meus dedos envolvendo a sua garganta e apertando até que te falte o ar.

Karin: Itachi-kun, ponderemos... - ela tentou agir diplomaticamente, mas já havia cutucado a onça com vara curta – Eles são empregados, eu sou filha de um famoso banqueiro e faço parte da alta sociedade, é claro que sou diferente deles – ela sorriu nervosamente, notando que só tinha aumentado a fúria do irmão mais velho de seu pobre perseguido.

Itachi: Se você quer sair com a sua mandíbula inteira, é melhor fazer o que eu disse. Melhor, eu faço por você – o Uchiha subiu sobre a mesa, entre a vasilha de algo gelatinoso e âmbar, e o ponche – Você sabe, ou talvez não, o que o Deus cristão diz. Você é católica, não? - Karin assentiu – Ame seu irmão como a ti mesmo. Então pense, e se fosse você no lugar deles? - ele apontou os empregados da família, encolhidos, com medo dela – Como se sentiria ao ser humilhada na frente de várias pessoas que não são de sua classe social? Como se sentiria ao preparar um jantar durante horas e ser tratado como um ser indesejável, enclausurada na cozinha? Como seria, Karin?

A mulher começou a soluçar levemente.

Itachi: É assim que eu vejo as coisas tão claramente, Karin. O que eles, e todos nós queremos, é sermos tratados como humanos. E é como devemos ser tratados. Todos devemos ter direitos iguais, pela nossa qualidade de humanos. Somos diferentes, nisso você tem razão. Têm pessoas baixas, altas, magras, gordas, com diversos tipos de deficiências físicas, maneiras de se comportar diferentes, costumes diversos... Tanta coisa que nos difere, que eu poderia até afirmar que o normal é ser diferente. Imagina, e se houvesse alguém completamente igual à você? Inconcebível, não? Pois é, na minha qualidade de ser humano, seguindo as regras do meu Deus, eu vejo tudo mais claramente. Mesmo que não fosse cristão, poderia dizer que é uma regra bem interessante esta de amar todos como a si mesmo. Porque, se você realmente seguir isto, o mundo seria um lugar melhor. As pessoas poderiam andar livremente, sem se importar com ladrões, todos repartiriam suas riquezas... Seria um mundo belo. Mas como quase ninguém faz isso... Isso não importa agora. Eu faço, quando posso.

Karin engoliu em seco ao ver o olhar severo de Itachi, como o de um pai pronto para repreender o filho.

Itachi: Se eu fosse eles, encolhido, com medo das pessoas e seus olhares julgadores, querendo somente ver a festa de casamento de um garoto que eu vi crescer, que eu vi nascer... Perdendo a cerimônia, vendo da janela da cozinha, para fazer o banquete e não provar nada porque eu não faço parte da Alta Sociedade... Eu gostaria que cada um de vocês soubesse que eu sou mais digno de estar aqui do que vocês. Eu realmente conheço o garoto de cabelo longo, filho do patrão. Conheço porque ele que pedia brigadeiro para mim, puxando a ponta do meu avental, e vinha me ajudar a fazer os bolos, acabando por se lambuzar todo e rir como um maluco. Algum de vocês sabe disso? O 'grande' curador do Louvre já meteu a cara nos sacos de farinha pra tentar fazer um bolo, mas nunca conseguiu superar a senhora da cozinha, sua segunda mãe – ele olhou a senhora idosa, que ajudara a trazer a travessa – Sim, o 'garoto perfeição' não sabe e nem nunca soube fazer bolo – Itachi sorriu ligeiramente, um olhar doce dirigido à mulher que lhe vira crescer.

A mais velha assentiu, as lágrimas borrando levemente a maquiagem feita com esmero. Naruto assentiu às palavras do Uchiha, orgulhoso dele.

Itachi: Se eu fosse negro, branco, amarelo, albino, magro, gordo, alto, baixo, careca, cabeludo, feio, lindíssimo, ou até azul, diria que o que importa não está fora, porque a aparência pode ser mudada por uma simples plástica. O que importa está dentro, no coração, no cérebro, ou onde vocês imaginem que fica a ética e os sentimentos de alguém – Itachi andava encima da mesa, com cuidado de não derrubar nada, falando como se desse uma palestra – O que está por fora pode ser mudado, o que está por dentro é aquilo que é, e não pode ser mudado. Você é o que é. E uma vez que uma alma se expande, nunca volta ao tamanho anterior. Tende a crescer.

Naruto podia notar, pelo salão, que as pessoas assistiam, fissuradas, o que o Uchiha dizia. Era uma espécie de contemplação que beirava à obsessão. Naruto mal imaginava que tanta gente tivesse tanto interesse pelo Uchiha.

Itachi: Se eu fosse pobre, um mendigo, gostaria que me tratassem como um humano, não como um objeto quebrado e jogado. Eu gostaria que, não só me dessem esmolas, mas que resgatassem a minha humanidade, que sentassem do meu lado e conversassem, mesmo sem ter qualquer assunto em comum. Eu gostaria que vissem além das roupas rasgadas, que vissem um ser humano frágil e desprotegido. Gostaria que, quando eu não tivesse esperança, inspirassem esperança em mim. Quando a coragem me faltasse, me agarrassem das mãos e tomassem minhas dores. Gostaria que não tivessem medo de tocar em mim, e que me olhassem nos olhos. Gostaria que olhassem por mim. Se eu fosse gay, ou uma mulher lésbica, gostaria que não me julgassem por algo que não posso mudar, por sentimentos que afloram em mim sem que eu controle. Não é uma questão de escolha, é uma realidade. O amor não é governado por ninguém – o Uchiha olhou Naruto pelo canto dos olhos, e suspirou – Finalmente, se eu fosse você, Karin, eu ficaria feliz de ser repreendida antes que seja tarde demais. Sabe, eu não culpo você – ele desceu da mesa num pulo, e aterrizou suavemente no chão – Você nasceu numa família em que não precisou ver o mal do mundo, então teve os olhos vendados. Mas também não é perdoável. Meu consorte também nasceu em família rica, e sequer abriu a boca após o começo do meu monólogo para te apoiar. Você nasceu numa sociedade injusta, Karin, com todas as regalias dela. A sociedade injusta que aceita os seus pensamentos descriminatórios. Mas devo lhe recordar, minha cara... A sociedade injusta fica daquela porta para fora! - Itachi apontou a enorme porta do saguão, e a olhou com fúria – Aqui é minha casa, e nela imperam as minhas regras! Então, ou você fica e senta junto à todos, tratando-os como iguais, ou volta para a maldita sociedade injusta que te acoberta!

Karin saiu do local, silenciosamente furiosa, mas com a certeza enraizada no coração de que ele estava mesmo certo. Depois daquele pequeno 'acidente de percurso', todos se serviram, e as conversas paralelas voltaram, comentando desde o clima até o semi-escândalo do Uchiha mais velho. Mikoto, que passava pela mesa em que estavam os noivos, sussurrou no ouvido de seu genro.

Mikoto: Aquela mulher, e todos aqueles empregados, são do Itachi. Pertencem à ele. Se Karin não fosse uma mulher, Itachi teria poupado as palavras e pulado encima dela, como ameaçara. Você agora também pertence à ele. Acho até que será pior com você. Boa sorte, vai precisar – a mulher levantou, pois dobrou os joelhos para falar aquilo, e sorriu.

Naruto: Pertenço à mim mesmo, Mikoto-sama – Naruto franziu o cenho, se sentindo como um objeto, incrédulo de que os outros não se incomodassem com o fato de serem classificados como propriedades de Itachi.

Mikoto: Quero ver se você diz isso daqui à uns cinco anos – a mulher saiu rindo da desgraça do Uchiha-Fuuma.

Itachi se aproximou de Naruto, e colocou as duas mãos sobre as pernas de Naruto, se inclinando para a frente.

Itachi: Pronto para uma pequena surpresa?

O sorriso maldoso e o brilho nos olhos de Itachi afirmaram à Naruto que nada de bom sairia daquilo.

Continua...

Samara

Eu sei que não teve, é porque ela ficou longa demais e eu acabei por ter que postar em pedaços X.x aqui vai mais um pedaço, que demorou um monte, e não sei se está bom. Que bom que você gostou, espero que goste desse novo cap também! Bem-vinda ao mundo cor-de-rosa e cheio de flores da Mary-neechan!

Peço minhas humildes desculpas, acho que não respondi seu email do cap passado X.x Mikoto Rulez \o/ ela sim sabe das coisas XD não tenho pena nenhuma do Sasuke XD Itachi passou o Sasuke pra trás XD mas o Sasuke quase passou o Itachi pra trás agora, pedindo pro padre pra reconsiderar a parte da fidelidade XD imagina se o padre aceitasse o.o é que um casamento doncel nunca chegou à estas proporções. Itachi é um cara famoso, um intelectual, e o casamento deles é um precursor de várias coisas. Poderia ser considerado como um casamento entre príncipes, você não vê nada de muito especial, mas as pessoas que são afetadas por eles mudam violentamente, e aqueles a quem elas são ligadas também mudam, e assim por diante... o Itachi é curador do maior museu do mundo, o casamento dele com um doncel significa que os doncéis podem conviver em alta sociedade normalmente. Mas tem mais pela frente, explico adiante n.n kissus!

danyela49

Nossa, que bom que você gostou, dany n.n eu tenho um DVD/karaoke XD hehe, eu respondo os reviews aqui mesmo, na ala debaixo da fanfic, nem sei mexer no fanfiction direito também X.x kissus!

Inu

Nossa, valeu n///n – ficou envergonhada pelo elogio, sorrindo que nem boba – acho a criatividade nos meus sonhos e nos tempos de ócio na escola XD teve uma maneira mais retorcida do teu estupro sasunaru, mas teve e.e Sasuke sempre com segundas intenções XD mas teve um pouco de Sasunaru, mesmo que fosse brincadeira. Esse cap ficou meio cômico e.e como você adivinhou? Próximo vai ter algo parecido com uma tentativa de estupro XD mas não é sasunaru, acho... kissus!

Saky-chan Haruno

Nossa, do jeito que o sorriso de monalisa é grande, os teus olhos devem estar assim 'O.O' e.e eu matei todo mundo de ansiedade, tadinhos de vocês i.i mas eu só posto hoje porque uma garota ameaçou fazer uma campanha pra que eu continuasse, e um amigo meu apoiou quando eu disse XD então tomei vergonha na cara e.e ItaNaru é o melhor..² XD Bem-vinda ao mundo azul-bebê da Mary-neechan! Kissus!

luciaalmeida

Primeiro review:

E estou atualizando sobre livre e espontânea pressão hoje XD é, faz tempo que eu não posto X.x mas vou acabar o sorriso de monalisa, e finalmente desempacar \o/

Segundo review:

Continuei, milagrosamente! Eu mereço pedras pelo atraso, eu sei i.i é capaz mesmo de eu fazer uma fic Ino/Saku, nada do outro mundo, é o par yuri que eu mais gosto n.n hsuahsuahusa, gostei do título! Senhorita ero-sama, rainha dos lemons ItaNaru – coçando o queixo – perfeito #;;# - se achou a última batatinha do pacote – arigatooooooooooo #o# isso ae, mulher, pode favoritar tudo n.n e é melhor pôr no alert, porque as minhas fics são imprevisíveis e.e kissus!

AnaBella Black's

Primeiro review:

Eu achei no wikipedia, o pai dos burros internautas XD nossa, a do Graal lança eu nem sei, mas é melhor não saber pra não me fissurar de novo nisso XD vai que eu faço mais uma fic dessas X.x eu fiz um trabalho sobre os merovíngios! Eu sou católica, mas eu acredito que não importa se Jesus teve filhos ou não, o que importa é que ele foi o que foi, e basta pra mim. Eu não entendo porque ter filhos lhe tiraria parte da santidade. Só por que teria um aspecto mais humano? Ora, ele não veio aqui mostrar como se viver? Como nós podemos viver sem procriar a espécie? Não me importo se ele tenha filhos ou não, desde que continue o que acho que ele é. Sobre a igreja, eu não simpatizo com o passado dela, mas gosto do que vejo nestes tempos. Eu também sou das que acredita desacreditando e desacredita acreditando XD hehe, agora teve um beijo, logo terá lemon #.# - quando quer dizer logo, quer dizer 'não sei quando, mas será um dia'.

Segundo review:

Até eu gostei dele n.n – pessoa que raramente gosta do que faz – haha, elementar minha cara Aninha n.n daonde cê acha que eu tirei? XD não tenhamos pena do teme, fofa, ele merece, ele que rejeitou nossa linda preciosidade, mesmo sem saber que era uma preciosidade n.n eu vou tentar ler, mas já tenho à cargo a série a mediadora, e estou pensando em fazer uma fic ou um doujinshi e.e isso se eu aprender direito a fazer movimentos e sinais de movimento, mexer no photoshop, etc e.e eu também amo o parlamento #.# v de vingança me viciou no parlamento – babando – jiraorotsu é tão tri #.# manda o teu amigo da opus dei tomar cuidado, porque lá dizem que se faz uma terrível lavagem cerebral na pessoa, quase como a da fic kaonashi. Dá uma olhada, se você não viu, tá no meu profile, eu traduzi n.n só que lá, ao entrar, dizem que você é um hereje se não trouxer gente pra causa, se sair vai pro inferno, e blá blá blá. Eu não sei muito sobre maçonaria, mas parece que são os bonzinhos n.n ritual de iniciação pode ter, mas vai ficar pra depois – sorriso maléfico² – kissus!

Schetine's-Lyra

Aqui, postadinha! Demorei quase um século X.x Fazer as pessoas ficarem curiosas é meu hobby! Kissus!

mary

Primeiro review:

o.o – pessoa que ficou impressionada já só com o nickname – XD – depois de ouvir o pronunciamento do ministério da educação – valeu, muito obrigada n.n as minhas fics incrementam a cultura, mas nem tanto e.e pelo menos eu acho o.o será que eu influenciei alguém? e.e

Segundo review:

CALMA – pula encima com aquelas caixinhas elétricas de passar uma na outra e botar no peito – acho que não precisa, já que eu postei e.e – joga pela janela – é, a história tem continuação, e tá aí! E tem mais ainda por vir e.e é você a menina do animespirit que me mandou o comentário do livro de visitas e mandou um email pra mim? Tinha notado que era eu no animespirit? - ainda nem entrou hoje lá.

Terceiro review:

Uhun, a única fic que eu não acabei dessas – graças à Deus – foi essa e.e puts, acho que me jogava da janela se as outras tivessem continuação XD kissus!