Harry acordou naquele mesmo dia, e acordou Draco com um magnífico beijo nos lábios. Vestiram-se apropriadamente e desceram para jantar no Salão comunal, o que surpreendeu a Ron e Mione.
Eles não estavam acostumados à ver Harry descer para jantar quando sumia com Draco...
Geralmente isso era raro. Eles se guiaram para a mesa da Grifinória e jantaram tranquilamente.
HPDM
Draco desceu para o Grande Salão, para variar tudo tranqüilo como se a escola estivesse deserta, nada de anormal acontecia, à não ser uma irritante Weasley nojenta que estava na mesa da Grifinória com a cara enfiada em um livro, naquele momento mais que nunca ela lembrou a Draco, o quanto ela se parecia com Granger. Não que ele se importasse, mas eram realmente muito parecidas.
Draco sentou-se na mesa da Sonserina como normalmente fazia e tamborilou um garfo entre os dedos esguios, fazendo sua melhor cara de tédio. Nada como uma noite bem aproveitada para fazer seu ânimo e bom humor transparecerem para todos. Menos a Weasley, claro.
Pansy chegou sorrateiramente ao lado de Draco e o deu um susto inesquecível.
-Draco, como você anda distraído... – ela conseguiu dizer após rir por mais ou menos 5 minutos, e gargalhava tanto que saíam lágrimas e mais lágrimas de seus olhos.
-Vá pro inferno sua víbora nojenta. – Draco vociferava sempre que podia.
Pansy se fez de ofendida e não mais conversou com Draco durante o resto do café da manhã, nada que impedisse que ela visse claramente os olhares desejosos dele para Harry, que na mesa da Grifinória conversava animadamente com o Weasley e a Granger.
-Draquinho, porque você não desiste desse imbecil do Potter e volta ao normal? Seria tão bom se pudéssemos fazer o que fazíamos antes, azarar primeiro-anistas e mal dizer a todos os grifinórios.
-Porque você simplesmente não me esquece?
-Porque você não volta ao normal?
-Porque, para o seu eterno pesar, você não é o Potter, e apenas ele me satisfaz.
-Tudo bem, você é quem sabe...
-Isso foi uma ameaça? – Draco disse estreitando perigosamente os olhos. Fazendo assim com que Pansy sentisse calafrios.
Neste momento, Crabe, Goylle, Zabini e Nott chegaram e interromperam o que poderia ser a morte de Pansy. Para o deleite de Draco, o alívio foi mais que claro nos olhos dela.
-Me retiro! – Draco disse simplesmente.
Nenhum deles entendeu nada. Mas continuaram normalmente como se nada tivesse acontecido. Aquela era uma situação da qual Draco com certeza tiraria vantagem, posteriormente claro.
Draco sentou-se mais afastado dos 'amigos', fazendo com que Harry o olhasse confuso do outro lado do Grande Salão. Gerou alguns murmurinhos entre os alunos, mas nada que jamais superasse a ovação geral de quando Harry e Draco foram vistos juntos pela primeira vez. Aquilo sim havia sido um grande espanto para todos.
Na calmaria do Salão, Harry se levanta, dirige para o lado de Gina e a beija apaixonadamente. Mais espantoso que isso, foi apenas ver o quanto os olhos de Harry estavam vazios e os de Draco faiscando algo que ele sabia que existia, mas que estava com medo de deixar sair... 'tudo por Potter!'
Todos no Salão, sem exceção até mesmo entre professores, olhavam de Draco para Harry e vice-versa. Não era como se Draco fosse deixar seu namorado ficar agarrando a Weasley e não é como se Harry fosse faze-lo. Mas para o arregalar de olhos de todos, aquela situação estava mais que acontecendo... Estava tomando conta do frisson do Grande Salão.
Draco se retirou do recinto com a polidez dos Malfoy. Foi chorar sozinho na Sala Precisa. Para que ninguém fosse capaz de ouvir seus lamentos, para que ninguém o visse chorando pelo idiota do Potter.
Afinal de contas, não havia sido ali que as coisas tinham começado?
Todas as suas dores e alentos, tudo naquelas paredes de pedra que jamais o deixaria esquecer que ele é que era o infernizado por ter deixado sua vida semi-perfeita para amar Potter.
"Céus, como fui infantil. No fundo eu sempre soube que ele acabaria ficando com a inútil. E eu ainda me deixei iludir pelas doces palavras, pelos carinhos... Pelos toques! Como fui infantil!"
Draco jamais perdoaria sua falha. Sendo quem era, ele sempre deveria ter sabido que nunca daria certo entre ele e Potter, estava mais que claro que eles não combinavam, mas então como as noites ao lado daquele maldito poderiam ter sido tão perfeitas e maravilhosas? Como ele poderia ter a boca mais doce que Draco jamais experimentara? Como ele poderia ser a pessoa que Draco mais queria ao lado?
-Porque Draquinho, ele não te merece...
Draco virou-se como um animal feroz para a porta. Aquele lugar deveria não aceitar qualquer um, e para Draco, naquele momento, Pansy era a única pessoa que ele desejava não ver.
-O que quer? Dizer-me que sempre esteve certa? Dizer-me que não valia a pena? Ou não... Que ele está sobre a Maldição Imperius? Por favor Pansy, deixe-me em paz, pelo menos na minha dor!
-Eu poderia dizer tudo isso, mas você está cansado de ouvir. Eu apenas vim para poder oferecer meu apoio. Se é que você não se importa.
-Apoio? Você? Qual é... Você é a única pessoa que eu não quero ver nem morta e pintada de ouro. O que te faz acreditar que eu poderia querer seu apoio?
-Porque eu sei o que houve!
Os olhos de Draco se iluminaram e ele parecia perdido nos próprios pensamentos, balanceando entre ouvir o que ela tinha a dizer, ou não mais escuta-la e manda-la ao inferno. Além de querer uma resposta do cabeça-rachada, ela havia agitado fortemente com sua curiosidade. E Draco curioso, dependendo da situação, poderia ser mais perigoso que um Draco raivoso.
-Então porque você não faz a gentileza de me contar?
-Melhor! Eu vou te mostrar...
Pansy tirou uma espécie de areia de um de seus bolsos e pronunciou algum encantamento, jogando a areia no ar, Draco viu brotar do nada, algumas imagens que no início não eram nada coesivas, mas que com o passar dos flashes faziam algum sentido.
~~~~FLASH BACK~~~~
-Agora utilizaremos os vasos com Terra Preta do Basco, e aproveitaremos para transplantar esses lindos Maslowineos. Alguém pode me dizer as propriedades destas plantas maravilhosas?
Era uma aula da professora Sprout?
"O que essa aula tem à ver com Harry e eu?"
"Espere e verá, apenas espere Draco!"
-As Maslowineas, professora são plantas capazes de fazer o moral que toma seu suco desejar o indesejado por ele. Cria ilusões, e dependendo de quem a tiver dado à vítima, a pessoa fica meio consciente, mas faz coisas que nunca faria no seu estado normal, como agredir um grande amigo, ou declarar amor ao eterno inimigo.
Passou-se toda a aula e Draco sentiu-se como tendo um gigantesco Deja-vú. Não era normal você se ver, ainda mais quando não é num sonho gerado por você mesmo. Mas de certa forma, aquilo fazia algum sentido agora, alguém havia ministrado suco desta planta para Harry, por isso ele estava agindo estranhamente.
-Mas atenção, se o suco for dado de uma forma maldosa apenas para causar desordem no coração da pessoa que toma, o efeito pode não ser o desejado... Já aconteceram coisas absurdas com pessoas que tentaram usar as maravilhosas propriedades da Maslowinea de forma cruel, então muito cuidado caso estejam pensando em utilizá-la, as conseqüências podem ser terríveis...
A voz da professora Sprout foi morrendo da mesma forma que as imagens foram sumindo.
~~~~FLASH BACK~~~~
O coração de Draco estava na garganta, sua voz não saía... Quem?
-Não pode imaginar quem ficou correndo atrás do Harry durante esse tempo todo? Por favor, Draco, você costumava ser muito mais sagaz, namorar Potter fundiu com a sua mente?
-Não... Eu apenas não consigo entender por que.
-Simples Dragão. Se não posso ter o que quero, eu roubo. Fui chamada para participar dessa tramóia, mas meu coração não permitiu, quando me vi completamente apaixonada, não tive muita opção à não ser concordar, mas a obsessão estava chegando aos pés da loucura. Quando eu disse que não mais ajudaria, ela quase me matou com a maldição imperdoável. Eu deveria ter dito antes, mas não podia.
-Porque está me contando?
-Porque apenas Potter poderia te deixar feliz, e o objeto da minha felicidade está com ele neste momento.
-Você?
-Sim Draco, estou apaixonada. Não vejo nenhum bicho que sete cabeças nisso.
-Nem eu, mas é apenas inacreditável.
-O que? Que eu seja capaz de amar?
-Não, que você amando consiga fazer mal à um coração apaixonado...
Pansy ficou à Sala Precisa, e, Draco saiu em disparada para o Grande Salão, não encontrando Potter, perguntou à todos onde ele estava, só obteve divagações...
Mandou o feitiço de mensagem, mas Harry não respondeu. Talvez a poção fosse sem volta. Correu para o Quadro da Mulher Gorda, ela não o queria deixar passar. Chorou, implorou e nada. Perguntou se Potter estava lá, e com quem ele havia entrado. Ela lhe responde que sim, Potter estava lá, tinha entrado com os Weasley e a Granger. Mas que estava prestes a cometer suicídio, porque estava chorando mais que um hipogrifo recém-nascido.
Draco sentou-se do lado do quadro e esperou, ou que alguém abrisse o quadro, ou que alguém chegasse para entrar.
Pensando em cada sorriso, cada lágrima, lamúria ou mesmo em cada pensamento que Harry deixava sair daqueles lábios desejáveis. Eles eram um, e apenas continuando a ser um poderiam passar pela enorme ponte da vida. Ele queria os sorrisos de Potter de volta. Ele queria que Potter lhe chamasse de Sonserino com aquele tom sarcástico que apenas ele conseguia. Diávolos Locos! Queria Harry...
Ele apenas não sabia como fazer. Se Potter parecia prestes a cometer suicídio... Como ele faria para ajudar se não conseguia nem ao menos entrar?
'Harry... EU te amo tanto!'
Mandou outra mensagem, novamente como se fosse a primeira, mas tinha um toque... Diferente!
"Harry, se você não me ama mais, não posso fazer mais nada nessa minha vida, à não ser dar fim à mesma. Estou esperando por ti, do lado de fora do quadro da mulher gorda. Se você não sair de dentro do Salão Comunal, me atirarei de cima das escadas e de Draco Malfoy, restarão apenas os pedaços quando eu me espatifar no chão. Estou te esperando, você tem 5 minutos para aparecer, ou então... Apenas saiba que eu te amo com todo o meu coração.
Seu Dragão"
Não deu mais de 2 minutos e lá estava Draco, sob o para-peito do corredor, andando de um lado para o outro, com a varinha em punho, ameaçando se jogar. E como Harry havia passado velozmente pelo Salão, todos os Grifinórios pareciam mais que interessados em saber o que estava acontecendo.
-Draco, desce daí!
-Não Harry, você não me quer mais, a Weasley ganhou seu coração... Eu que não quero mais saber de você!
-Draco, eu te amo!
-Mentira, você fica dizendo que me ama, apenas para que eu desça daqui e você volte a ficar com essa Weasley... Eu deveria saber, desde o dia em que ela conseguiu a transferência para nossa turma de DCAT, você nunca mais foi o mesmo. Agora tudo é ela... Eu a odeio!
-Draco, por Merlin, desce daí! Eu estou com medo!
-Medo de que? Que ela fique com raiva de você por você querer esperar sete dias para assumir o namoro de vocês?
-Não Draco... Eu não estou forte.
-Forte? Então a força faria você me abandonar?
-É que...
-Confessa Harry, você sempre quis isso, apenas não conseguia admitir.
-Draco! Eu te amo! Não estou forte, porque te perder seria como perder a mim mesmo. Eu não suportaria ficar sem você! E se isso chegasse a acontecer, eu com toda a certeza, teria mais de um motivo para desejar a minha própria morte, porque seria estrelas pior do que eu morrer apenas, seria como se meu corpo fosse esmagado por trasgos, como se o ar se condensasse antes de entrar no meu corpo, ou se água não existisse. Seria como se eu fosse voltar a viver minha vida apenas com os Dursley. Ou como se eu não tivesse mais vida! Draco, eu te amo! Não faça isso com você e não faça isso comigo. Mas maior que isso, não faça conosco, eu te amo tanto que até dói. Te amo desde o primeiro momento em que eu te vi. E não suportaria te perder.
Todos ficaram atônitos. Era como se tensão não tivesse mais lugar que espanto para todos ali. Harry normalmente era o mais tímido do relacionamento dos dois. Era o caladinho, que não tocava no assunto perto de ninguém que não fosse os próprios amigos e Draco. Mas aquela explosão de sentimentos de repente, tinha feito com que todos acordassem para o amor dos dois.
Quando Harry terminou, Draco entendeu que conseguiu o que queria. Ele finalmente tinha acordado do encanto, a poção parecia ter perdido o efeito, Draco sorria e via-se que estava se preparando para descer.
Para desespero de todos, um feitiço atingiu Draco em cheio no peito e ele foi jogado, caindo, inerte rumando o chão da entrada do castelo. Naquele momento, Harry tomou uma decisão que alteraria sua vida para sempre, como se ele fosse viver sem Draco... Ele pulou! Não apenas pelo loiro, mas, se ele não viveria sem o mesmo, findaria com seu amor sua existência, e, não seria mais atormentado por nada nem ninguém. Caindo, seu corpo alcançou o do sonserino, e, o agarrou junto. Forte,
Harry pulou atrás...
Momentos de tensão antes que um wingardio leviousa fosse pronunciado e que os dois flutuassem pelo ar como duas pluminhas. Harry fortemente agarrado à Draco, e este ainda inconsciente. Os professores Snape, Dumbledore, McGonagall e Flitchwitch olhavam os dois adolescentes como se perguntando o que havia acontecido, quando mais gritos foram ouvidos.
-Eu te amo, volta pra mim, ele não vale a pena.
Gina Weasley era facilmente segura por Ron e Dino. Ela parecia prestes a pular atrás de Harry e Draco.
Com Draco ainda inconsciente, Harry teve muitas explicações para dar. Mas tudo foi confirmado, pelas inúmeras testemunhas que estavam no local. Apenas Gina teimava em dizer que Draco havia enfeitiçado Harry.
Quando Draco finalmente acordou, descobriu tudo o que acontecera quando ele estivera inconsciente. E com espanto recebera a notícia de que Gina estava muito doente mentalmente, mas que já havia recuperado boa parte da consciência devido à grandes e atenciosos cuidados por parte da senhorita Pansy. Mas mais espantado ficou, ao descobrir que Harry estava cada vez mais apaixonado e que dizia a toda e qualquer pessoa que quisesse (ou ainda agüentasse) ouvir o quanto ele era apaixonado por Draco...
-Parece que a Weasley não mais fará com que briguemos...
-Ah! Não diga isso.
-Se for pra você continuar dizendo que me ama, eu farei com que todos discordem de nosso namoro.
-Que seja feita a vontade do meu Dragão!
-Harry?
-Sim?
-E SE nós começássemos de novo?
-Draco, o nosso começo é todos os dias!
Oooohhh that´s right
Let´s take a breath jump over the side
Oooohhhh that´s right
How can you know it when you don´t even try?
Oooohhh that´s right
Fim...
N/A: Pessoas maravilhosas, What If? Finalmente chegou ao fim. Depois de lágrimas (minhas em grande maioria), risadas incessantes, e, vários sentimentos bons e negativos à respeito do meu julgamento sobre o que eu escrevo, mais uma fic terminada. Bem... Ela tem o Epílogo, e, eu postarei agorinha mesmo. Amo quem deixa reviews, e, quem não deixa também, porque leitores sempre são ótimos! o/
