N/A: A fic contém uma quantidade absurda de spoilers do episódio 2x08, então, se você não quiser saber o que acontece, aconselho a sair daqui.
Não, Vampire Diaries não me pertence.
I Was Wrong
Elena está vendo-os de longe. Ambos estão parecendo tão frágeis, aprisionados daquela maneira.
Stefan está claramente desacordado; Damon, por sua vez, ainda parece ter parte de sua consciência. Elena sabe que ambos foram fragilizados através de aplicações de verbena – e isso os destrói tão dolorosamente quanto o possível.
Ela quer fazer algo, mas não sabe o que pode fazer para ajudar. Ela não sabe por onde começar, ou quem deveria soltar primeiro.
Talvez devesse soltar Stefan, mas seria um fardo carregá-lo daquela maneira e partir para soltar Damon...
Não.
Ela precisa de ajuda, mas a trilha de fogo está alcançando-os rapidamente. A trilha parte para Stefan antes, e ela observa enquanto ele queima.
Elena sabe que não pode deixar que isto aconteça com Damon. Ela não pode perdê-los de uma vez só.
"Damon, não!" ela grita, correndo para alcançá-lo antes da trilha furiosa.
Ela o agarra pela cintura, puxando-o para fora daquilo. Os olhos profundamente azuis dele estão fitando-a atentamente, mas ela não dirá mais nada.
Ela só quer salvá-lo... Ela não pode perdê-lo.
Então, a trilha de fogo os alcança. Elena consegue senti-la primeiro, quando o fogo toca os seus pés. Mas Damon está acordado outra vez.
Ele a joga para trás, e o fogo o atinge impiedosamente.
"Damon... Não... Por favor..." ela chora, mas não pode alcançá-lo de novo.
Ele fora destruído... Tentando salvá-la...
"Não..." ela murmura, mas percebe que tudo aquilo não passou de um sonho.
Elena abre os olhos, em um misto de alívio e medo. Ela está confusa.
Uma mão quente toca as costas dela, trazendo-a mais para a realidade.
"Teve um pesadelo?" o dono da mão pergunta, mas ela se decepciona ao ver que a voz não pertence a quem ela estava pensando.
Stefan está sentado ao lado dela.
Droga, o que ela quer dizer com aquilo? Ela não pode estar decepcionada! Ela ama Stefan. Stefan. Aquela droga de sonho não significa nada para ela.
Completamente nada.
"Sim..." ela responde, agora olhando para o teto.
"Por que não me diz como foi?"
"Foi apenas um sonho ruim, não vale a pena lembrá-lo..." é a resposta dela, e ela espera que tenha sido convincente.
"Tudo bem."
Stefan a puxa para um abraço, e ela rapidamente coloca uma mão no ombro dele, parando-o.
"Stefan, eu ainda pretendo manter o que lhe disse antes," ela diz, tentando lembrá-lo de quando terminou com o mesmo.
"Oh, desculpe." Stefan responde, levantando-se da cama, enquanto lança para ela um olhar triste. "Nós... Nós podemos conversar a respeito disto outra hora. Você ainda tem que se arrumar para o colégio."
Elena simplesmente acena, dando-o oportunidade para ir embora, e ele o faz. Mas ela não está tão certa se gostaria de conversar com ele sobre o assunto...
Desta vez, quando Elena caminha para fora do colégio, ela percebe que Stefan não está mais lá. Ela foi realmente clara com os limites que impôs para eles, e não é como se ela estivesse realmente decepcionada por ele não esperá-la daquela vez.
Ela se sente livre para respirar e para pensar claramente sobre como recuperar a sua memória – ainda que Damon tenha dito que a devolveria alguma hora – e, tudo isto, sem sentir-se culpada por ter Stefan olhando-a amorosamente.
No entanto, quando Elena abre a porta de seu carro, depara-se com Damon sentado no banco do passageiro, esperando-a.
As esperanças dela sobre ter a sua liberdade rapidamente se desmancham.
"Olá," ele diz distraidamente enquanto olha os CDs dela.
"Damon..." ela rola os olhos, para depois retirar bruscamente os CDs da mão dele.
Ele ergue o rosto para fitá-la, aparentando estar ofendido.
"Sabia que fazer algo assim é falta de educação?" E Elena sabe que ele só está fingindo. "Pensei que houvesse aprendido bons modos, Elena."
"Acho que nós realmente não podemos citar os maus educados por aqui..." ela o fita perigosamente, após ligar o carro.
Damon assobia.
"Ok. Não está mais aqui quem falou."
Entretanto, só nesse momento que Elena percebe que está o levando para a sua casa. Ela quase bate em sua própria testa, perguntando-se como tinha sido tola o suficiente para não notar isso antes.
"Damon, o que você está fazendo aqui?" ela pergunta, após parar o carro.
"Não se preocupe, não estou tentando violá-la," a resposta dele é sarcástica, mas Elena não se importa com isto – acostumou-se duramente com isso.
"Você sabe que eu estou falando sério," Elena diz.
"E por que eu não estaria?"
"Porque você está sendo claramente sarcástico."
"Não quer dizer que eu não estou falando sério," Damon rebate, tentando deixá-la sem resposta.
"Certo," é o que ela diz. "Considerando o ponto que você estava falando sério, e não está aqui para tentar me violar, então, o que mais estaria fazendo aqui?"
"Bom..." Damon parece considerar a pergunta dela por alguns segundos, até voltar a encará-la. "Se você me convidar para o almoço, talvez eu te dê uma resposta concreta..."
Elena rola os olhos mais uma vez e, no entanto, não nega.
"Então...?" Elena pergunta, sentando-se ao lado de Damon na mesa.
"Então o quê?" ele responde inocentemente.
"Ainda estou esperando que você me diga o motivo de estar aqui."
"Então, certamente, você pode esperar mais um pouco," Damon responde, recostando-se na cadeira.
"Damon," ela o repreende.
Mas Damon não a responde logo – ele se estica mais relaxadamente na cadeira e lhe lança um sorriso preguiçoso.
"Não é para violá-la, vigiá-la e muito menos devolver a memória que você tanto está esperando que eu devolva..." ele começa como se estivesse pensando em voz alta. "Digamos que estou aqui para me envolver fielmente em seus assuntos particulares com meu irmão."
Ela deveria ter imaginado.
"Se você sabe que são particulares, deveria saber, também, que seu envolvimento não terá nenhum resultado."
Ele arqueia uma sobrancelha, agora, olhando-a com dúvida.
"Isto quer dizer que você deixará o pobre vampiro com coração partido, ou que irá me deixar fora deste assunto?" ele questiona.
"Bom..." agora, é ela quem está com dúvida. "Talvez ambos."
"Oh," Damon diz teatralmente. "Estou, sinceramente, com pena dele."
O olhar que Elena lança para ele, diz claramente que ela não está acreditando nisto. Entretanto, ela não diz nada. Apenas espera que ele fale de novo.
"E qual o grande motivo para deixá-lo abandonado desta maneira?" ele parece estar mais curioso.
"Damon, já não falei que seu envolvimento não terá resultado?"
"Você não foi suficientemente decidida a respeito disto."
Ela sabe que não. E deveria ter imaginado que, sendo Damon, ele se aproveitaria da clara falta de decisão dela.
"Agora eu estou decidida, então..."
"Certo."
A rápida desistência dele faz com que ela o encare curiosamente.
"Você não veio aqui apenas para perguntar sobre isto, não foi?" Ela finalmente havia percebido.
"Acredite, eu não gastaria meu tempo com tão pouco."
A voz de Damon ainda está um pouco sarcástica, mas Elena sabe que está conseguindo corromper a máscara dele.
"Entretanto, o meu objetivo principal também foi atingido," ele continua depois que ela se perde claramente em seus pensamentos.
"E qual seria ele?"
Quando ela olha em seus olhos azuis, ela sabe que a máscara dele não mais existe. Eles a olham de uma maneira que nunca fizeram antes.
Ou, pelo menos, ela crê que nunca havia olhado antes, ainda que algo a diga que ela já viu aquele olhar intenso.
Talvez.
"Ver você..."
Com este pequeno sussurro, ela sabe que já não há mais nenhuma evidência da máscara que ele utiliza diariamente.
Elena estica a mão para tocá-lo, sem saber direito o motivo, mas é tarde – Damon já se fora.
N/A: Deixem-me saber as suas opiniões!
Beijos.
(Atualizada em 18.09.2011 para corrigir eventuais erros ortográficos.)
