Nota do Autor: Pois é, último capítulo dessa fic! Que será que a noite de Natal guarda pra Dean e Jimmy/Cas, hein? Bom, isso você descobre lendo! Mas eu desejo pra você, querido leitor, tudo de bom nesta noite de Natal! Que a luz e a magia possam estar em seu coração, que o Amor esteja aí, sob qualquer forma que você acredite...
E eu aproveito pra dedicar este capítulo a todos os que enfrentam alguma barra nesse Natal, especialmente a lindinha da Vanessa W. Mutuca! Que ele possa ser uma coisinha boa nesta sua noite de Natal, e que traga um pouquinho de esperança e coragem - Acredite!
Música do Capítulo: When Christmas Comes (Mariah Carey) - h*tt*p:/*www.*youtube.*com*/watch*?v=*A6Bgkom7pd4 / Também tem trechos das músicas dos capítulos anteriores, respectivamente Christmas Time is in the Air Again, Charlie Brown Christmas e White Christmas.
Última coisinha: Eu tentei fazer uma capa, mas não sou muito bom. Pedi um amigo e se ele fizer em breve troco o link... aí vai a "prévia": http:*/lh6*.ggpht*.com/_9*PTdIIsl*tXA/*TRVcR61NTeI*/AAAA*AAAAAHg/uJ0NuMPF6Sg/*MBCIY*%20*-%*20pr%C3%A*9via*.jpg
Chapter Three – Christmas has come
The whole world
(O mundo inteiro)
Feels a little bit more love
(Sente um pouco mais de amor)
When Christmas comes
(Quando chega o Natal)
When Christmas comes
(Quando chega o Natal)
Apenas uma pequena parte da mente de Dean Winchester registrou que ele estava beijando outro homem. Esse fato era insignificante perto do que aquele beijo provocava em seu corpo. Mais parecia que ele era um adolescente em seu primeiro beijo, o coração acelerado, o rosto queimando e o desejo de que não se separasse mais dos lábios de Jimmy Castiel Novak.
Jimmy se deixava levar por aquele momento. Era um homem de mente aberta. Já vivera muita coisa, já sofrera e se alegrara pelas coisas mais ínfimas. Aprendera que não valia a pena se prender tanto ao que é considerado "normal" ou "aceitável". Aprendera que a felicidade está em lugares que menos esperamos. E naquele momento ele se sentia feliz por estar com outro homem, com Dean Winchester.
Ar... eles precisavam de ar. Apenas por isso os lábios separaram-se.
- Jimmy... – Dean começou a dizer, sem saber bem o que dizer. Aquilo era uma tremenda loucura. Mas, o que não estava sendo loucura desde que conhecera Jimmy?
- Shh... – Jimmy o fez calar-se, colocando o dedo indicador em seus lábios. – Carpe diem, lembra?
E de novo Dean sentiu a boca quente e macia de Jimmy na sua, sua língua adentrando-o suavemente, seu gosto incrivelmente bom. O loiro relaxou o corpo e deixou aquelas sensações boas tomarem conta dele, seus braços envolvendo o moreno e apertando-o mais contra si. A resposta de Jimmy foi aprofundar o beijo, as mãos passeando pelo pescoço de Dean, puxando a cabeça do loiro para frente.
Ao redor, algumas pessoas olhavam de olho torto. Algumas olhavam com curiosidade. Algumas ainda sorriam. Mas a maioria parecia nem notar os dois homens. Estavam se felicitando, desejando "Feliz Natal". Mas no coração de todos, mesmo daqueles que desaprovavam por não compreender, estava o sentimento de que alegria que só o Natal poderia trazer.
Para Dean e Jimmy, no entanto, aquele Natal que começara desastroso parecia tomar um outro rumo. E talvez por isso estivessem mais alegres que todos.
And me and you gonna have ourselves a holiday
(E você e eu vamos ter nossa própria festa)
And we don't need nobody else to celebrate
(E nós não precisamos de mais ninguém para comemorar)
And we're gon' kiss our worries and our cares away
(E nós vamos mandar nossas preocupações e ocupações pra longe)
I can't wait
(Eu não consigo esperar)
Ficaram perdidos nos lábios um do outro até que a neve, que ainda caía suavemente, começasse a se acumular em seus cabelos e ombros.
- Acho melhor nos movimentarmos, ou daqui a pouco seremos dois bonecos de neve. – Jimmy disse, rindo.
- Isso não seria divertido! – Dean respondeu, rindo junto. – Vem, acho que até a saída você consegue patinar, não é?
- Eu tive um bom professor hoje... – o moreno disse, sorrindo de lado. – Acho que consigo sim.
Supreso consigo mesmo, Dean pegou a mão do outro e deu o primeiro impulso. Jimmy o acompanhou, perdendo o equilíbrio de vez em quando, mas indo bem... O loiro não resistiu e fez uma curva pouco antes da abertura da mureta de proteção que era a saída do rinque.
- Dean, o quê...?
- Ah, Jimmy, só um pouco mais! – parou e virou o corpo, para abraçar o de Jimmy, que continuou se movendo em sua direção. Beijou-o novamente. – Só mais um pouco...
- Com esse argumento, eu aceito. – o moreno disse, sorrindo.
Agora era Dean que agia feito criança, voltando a tomar impulso e puxar Jimmy pela mão. Aos poucos ia ganhando velocidade, Jimmy tentando acompanhá-lo. Os olhos do loiro brilhavam, com um contentamento que ele não sabia explicar muito bem. Só sabia que tinha a ver com o toque quente e macio da mão daquele moreno que estava lhe tirando o juízo.
Patinaram juntos, caíram juntos, riram juntos. Para o mecânico aquilo era um sonho. Só podia ser. Jimmy não era real e ele acordaria em sua cama, na casa de Bobby, descobrindo que bebera demais e que ganhara de presente de Natal só uma tremenda dor de cabeça.
- Jimmy, - ele começou, quando estavam já descalçando os patins, ofegantes e com o rosto vermelho – Isso tudo não é um sonho, é?
- Não até onde eu sei. – Jimmy respondeu, os olhos com aquela expressão enigmática.
- É só que... – o loiro hesitou – Parece bom demais pra ser verdade.
- Coisas boas acontecem, Dean. – Jimmy disse, sério. – Às vezes até milagres de Natal. Apenas aceite... eu sou real, você é real, essa situação é real.
O moreno puxou o loiro para um beijo e mais uma vez Dean se perdeu naquele gosto bom. Assim era difícil de acreditar que era real. Mas, realidade ou não, ele aproveitaria cada momento daquilo tudo. Tinha um sorriso malicioso no rosto quando o beijo terminou.
- Acho que é hora de voltarmos pro hotel. – disse, devagar.
D & C
Because this Christmas time
(Porque neste Natal)
Get together is gonna be so nice
(Ficarmos juntos vai ser tão bom)
Better than ever
(Melhor do que nunca)
Não havia ninguém na recepção do hotel quando chegaram. E mesmo que houvesse, eles não iriam reparar. Os dois homens sabiam o que estava prestes a acontecer, ansiavam por aquilo, agora. Havia uma tensão no ar, quase tangível. Dean sentia o coração bater rápido demais; Jimmy parecia calmo, mas seus olhos brilhavam de um modo diferente.
O moreno entrou no quarto, Dean fechando a porta às suas costas. Virou-se devagar e encarou os olhos verdes. Certamente havia malícia neles, mas uma certa insegurança. Poderia apostar que Dean nunca tivera uma relação com um homem, ou que acontecera pouquíssimas vezes. Para ele também era uma situação incomum. Mas Jimmy era um homem certo do que queria. E naquele momento ele queria Dean.
Avançou devagar na direção do loiro, sem desviar o olhar do dele. Quase colado ao seu corpo, pôde sentir a respiração acelerada. Em um gesto lento, tirou a jaqueta meio úmida e jogou-a de lado. Chegou os lábios perto dos lábios do outro, roçando-os de leve.
- Dean. – sussurrou, antes de beijá-lo.
O loiro não recusou a língua do outro, ao contrário, sugou-a com vontade, antes de fazer com a sua própria língua penetrasse a boca de Jimmy, reconhecendo os espaços que já explorara, conhecendo novos. O moreno o empurrava na direção da porta, até que ele estivesse contra ela.
Quando isso aconteceu, Jimmy deixou os lábios de Dean e passou para o pescoço, fazendo o mecânico gemer baixinho, enquanto ele beijava e mordiscava a pele branca mas levemente bronzeada. As mãos do moreno escorregaram por baixo da camisa preta, os dedos tocando as reentrâncias dos músculos, provocando arrepios no loiro.
- Ji-Jimmy. – gemeu Dean, - Isso está me deixando louco.
- Então enlouqueça, Dean... – Jimmy respondeu, os lábios contra o pescoço do mecânico.
And baby you're the one special treasure
(E baby você é aquele tesouro especial)
I can't wait to unwrap your love
(Eu mal posso esperar para desembrulhar seu amor)
Àquelas palavras Dean não pôde resistir. Se havia alguma insegurança, ela se fora. Em um gesto rápido, virou o publicitário, fazendo-o chocar-se contra a porta. Sua boca buscou a de Jimmy com um desejo maior do que antes, enquanto arrancava o sobretudo e o atirava longe. Agora ele precisava de contato com a pele branca e macia do moreno. Seus dentes marcavam o pescoço alvo ao mesmo tempo que as mãos desfaziam o nó da gravata, abriam os botões da camisa branca. Logo as peças mais o paletó do terno azul escuro de Jimmy jaziam no chão.
O moreno gemeu alto quando os dentes brancos e perfeitos do loiro desceram de seu pescoço para a clavícula e dali para o peito, molhando-o com saliva quente. Estava entregue ao momento, entregue àquele homem. E Dean o queria, pois sugava seus mamilos com força, fazendo-o gemer mais alto, extasiado com o prazer que aquilo lhe dava.
As mãos de Jimmy agarraram os cabelos de Dean com força quando o loiro desceu mais um pouco, lambendo seu tórax e seu abdome, a sensibilidade de suas terminações nervosas fazendo os músculos se contraírem. Arfou e gemeu cada vez que o mecânico subiu e desceu, deixando marcas vermelhas por seu corpo. Perdeu o ar quando ele o beijou novamente, sugando sua língua avidamente.
Dean arrancou sua própria camisa e encostou-se mais em Jimmy, pressionando-o contra a porta, sentindo o calor daquele corpo aquecer ainda mais o seu próprio. As mãos do moreno o puxavam para mais perto ainda, como se ele quisesse juntar os dois em um só. Ao mesmo tempo, ele o empurrava, como havia feito antes, mas dessa vez na direção de uma das camas.
O mais alto se deixou conduzir, deixou que o outro o deitasse na cama,e apenas observou o menor enquanto este desafivelava o cinto, abria o botão e o zíper da calça. O olhar de Jimmy nunca saía do seu, a cabeça levemente inclinada para a esquerda. E era um olhar hipnotizante e excitante. Mas o olhar de Dean percorria cada centímetro do corpo que se desnudava, fazendo o desejo do loiro aumentar cada vez mais. Sem se controlar, ele levou uma das mãos até seu pênis, tão rígido que chegava a doer.
- Você gosta, Dean? Do que vê? – a voz de Jimmy soou, grave e incrivelmente sensual.
O loiro balançou a cabeça afirmativamente e o moreno sorriu. Devagar, abaixou a última peça de roupa que ainda vestia, a boxer branca, descobrindo seu próprio membro ereto, a ponta já um pouco molhada. Dean fez menção de levantar-se enlouquecido de desejo, mas Jimmy fez que não com a cabeça, e se abaixou.
Com a mesma lentidão com que tinha retirado sua roupa, o publicitário retirou os sapatos de Dean. Depois abriu o cinto, o botão, o zíper da calça... Puxou-a com cuidado, descobrindo aos poucos as pernas um tanto arqueadas do loiro. Quando terminou, correu os olhos pelo corpo bem feito daquele homem. Percorreu com a língua cada pedaço, cada músculo, enquanto o Dean se contorcia de prazer. Ao chegar à boca do loiro, calou seus gemidos com um beijo, ao mesmo tempo que sua mão escorregava para dentro da boxer preta, tocando com suavidade o sexo enrijecido.
O loiro não conseguia processar todas as sensações que seu corpo enviava ao cérebro. Jimmy era melhor do que qualquer transa que ele já tivera. E eles ainda estavam nas preliminares. Estremeceu ao pensar no que ainda poderia acontecer.
- Jimmy, eu achava que você poderia ser um anjo... – sussurrou no ouvido do moreno. – Mas um anjo não seria tão safado.
- Quem disse? – o menor retrucou, mordiscando a orelha do maior. – Anjos sempre podem surpreender.
Dean sorriu e puxou o moreno para mais um beijo. Não se cansava de sentir aquele gosto, do prazer que a língua macia do outro lhe dava. Àquela altura Jimmy já tinha abaixado sua cueca e apertava com vigor seu pênis, os dedos explorando cada centímetro. As mão do loiro procuraram o membro do moreno, devolvendo as carícias na mesma intensidade.
Quando a boca do moreno separou-se da sua novamente, Dean mal teve tempo de sentir falta daquele gosto bom. O arfar que deixou escapar foi grave e profundo. Jimmy envolvia seu pênis em no calor febril daquela boca tentadora, e ele ficou em dúvida se era o céu ou inferno. Ah... céu, era o céu. Jimmy Castiel, seu anjo misterioso de Natal o levava para o céu naquele instante, com os movimentos ora suaves ora intensos de sua língua, por toda extensão de seu membro, da glande até a base.
- Oh, Jimmy... – o loiro gemeu, suas mãos agarrando os cabelos negros do outro e movendo sua cabeça para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que movimentava o quadril.
O moreno ouvia com prazer os gemidos do outro, deliciando-se em saber que ele estava gostando. E ele próprio sentia prazer com o gosto de Dean, com seus movimentos precisos e firmes em sua boca. O loiro tinha algo especial, que o fazia querer entregar-se sem reservas.
Dean perdeu a noção de quanto tempo ficou ali, sentindo o calor de Jimmy. Seus olhos fechados e a cabeça inclinada para trás eram o sinal de que ele estava chegando perto de explodir... mas ainda era cedo, muito cedo. Com suavidade, puxou o moreno para cima, mas virando-o de modo a ficar por cima dele. Era incrível a sensação de ter o corpo do moreno sob o seu, perfeitamente encaixado, sua ereção roçando a dele.
- Jimmy, - o loiro chamou, encarando os olhos azuis – Eu quero você.
- Faça, Dean. – o moreno respondeu, a sintonia entre os dois fazendo-o compreender exatamente o que Dean queria. – Eu também quero.
O modo como a frase saiu dos lábios de Jimmy incendiou Dean. Tomado pelo desejo, o loiro mordeu e lambeu e sugou, descendo até a virilha do moreno. Ao mesmo tempo que colocava o membro de Jimmy em sua boca, ergueu as pernas do publicitário, que fazia senão gemer baixinho. A boca de Dean era quente, aveludada, entorpecente. O dedo ágil do mecânico que brincava em sua entrada o fazia contrair-se. De nervosismo, de ansiedade.
Sensação que aumentou quando viu que Dean se levantava e buscava alguma coisa em sua mala. O loiro voltou com uma embalagem de preservativo e um pote de creme. Quando tinha se separado, Dean não tinha intenção de se envolver com alguém, mas precaução era sempre importante – e agora ele estava contente por ser um homem prevenido. Colocou o preservativo e, com cuidado, lubrificou a entrada de Jimmy, fazendo movimentos circulares com os dedos.
Por um momento a tensão que havia quando os dois homens chegaram ali naquele quarto se fez presente novamente. Dean posicionou-se e, lenta e continuamente, penetrou Jimmy. O moreno era quente, seu corpo o pressionava de uma maneira deliciosa. O loiro ficou parado, esperando que ele se acostumasse com a invasão. Debruçou-se e beijou-o, os lábios de Jimmy deixando escapar gemidos baixos.
Quando sentiu que o moreno estava mais relaxado, Dean começou a movimentar-se, sem descolar sua boca da boca de Jimmy. Devagar ele deslizou, para dentro e para fora, um êxtase descomunal tomando conta de seu corpo. Sua voz rouca gemia descontroladamente, mas os sons eram abafados e misturados aos gemidos do publicitário.
Porque Jimmy gemia alto, como nunca tinha gemido antes. Porque ter Dean Winchester dentro dele era algo incrível. No começo veio a dor, mas o mecânico fora gentil, carinhoso, e a conexão com aquele homem o fizera suportá-la. E logo a dor se transformou em prazer, quando o loiro ia e voltava, penetrando-o cada vez mais profundo, explorando-o de uma forma ao mesmo tempo carinhosa e firme.
O contato entre os corpos suados criava como que uma carga elétrica, dissipada por todas as terminações nervosas de Dean e Jimmy cada vez que o loiro investia contra o moreno. Dean ergueu-se um pouco, passando a estocar Jimmy mais forte e mais rápido, seu olhar em chamas focado no rosto contorcido de prazer do outro. A boca do moreno entreaberta, o ar quente que exalava dela cada vez que ele ia e voltava o faziam delirar.
Jimmy entrava em um mundo paralelo a cada vez que Dean entrava e saia, seus olhos entreabertos vendo estrelas coloridas. Foi surpreendido, porém, quando o loiro fez um movimento brusco, sentando-se na cama e puxando-o sobre si. Abriu mais os olhos, e o sorriso safado de Dean lhe derreteu. Apenas gemeu enquanto o loiro se ajeitava de modo a ficar com as costas contra a cabeceira da cama.
- Dean... – sussurrou.
- Você quer mais, Jimmy? – a voz grave fez o publicitário estremecer.
- Muito mais! – respondeu, sem parar para pensar, até mesmo porque pensar era impossível.
When Christmas comes
(Quando chega o Natal)
E Dean lhe deu mais. Com vigor e velocidade o loiro estocava, e ambos estavam agora juntos no mundo paralelo, seu próprio mundo, onde só os dois existiam. E era como se ao fundo da sinfonia que eram os sons dos corpos se chocando, da respiração arfante e dos gemidos, houvesse um outro som, de sinos. Sinos de Natal. Porque aquele era o melhor Natal da vida de Dean Winchester e Jimmy Novak.
Ambos estavam chegando ao seu limite. Com uma das mãos Dean masturbava Jimmy e com a outra, que segurava a cintura do parceiro, ditava o ritmo no qual o moreno subia e descia em direção aos seus quadris que também se movimentavam. O publicitário prendia-se ao pescoço do outro, suas unhas marcando-o na medida em que seu êxtase aumentava.
E finalmente, com um grito rouco, ambos chegaram ao ápice. Sua sintonia os fez atingirem o orgasmo juntos. Jimmy desabou sobre Dean, os lábios mais finos procurando os mais carnudos do outro. As duas respirações alteradas tentavam harmonizar-se. Podiam ainda sentir os espasmos que percorriam o corpo um do outro, o de Jimmy apertando o de Dean, o do loiro atingindo-o prazerosamente ainda.
Dean ficou muito tempo dentro de Jimmy, adiando o momento em que o deixaria. Queria guardar aquela sensação para sempre. Da mesma forma o moreno não queria deixar de fazer parte do outro. Beijavam-se devagar, aproveitando o novo gosto que o beijo tinha – de satisfação e plenitude.
Por fim, o moreno mexeu-se um pouco, deitando-se ao lado do loiro. Dean retirou o preservativo e descartou-o, voltando para deitar-se também. Podia sentir o coração do outro batendo, mais calmo, mas ainda acelerado. Assim como o seu. Fez com se aninhasse em seu peito, para que ele pudesse ouvir como seu coração batia. Para que pudesse escutar a felicidade que ia nele.
- Obrigado. – disse, acarinhando os cabelos macios do moreno.
- Pelo quê? – Jimmy quis saber.
- Pelo melhor presente de Natal que eu já ganhei.
Jimmy sorriu, beijando o peito do loiro.
- Feliz Natal. – foi sua resposta.
- Feliz Natal... – Dean respondeu.
O loiro não soube quanto tempo ficou ali, mexendo naqueles fios tão bonitos. Mas aos poucos a sonolência foi tomando conta dele, e ele entrou em um sono feliz, talvez com algum sonho, mas que certamente não se comparava ao que tinha vivido naquele quarto.
D & C
And the dream is to share this Christmas cheer
(E o sonho é dividir essa alegria de Natal)
With you all throughout the year
(Com você por todo o ano)
Dean abriu os olhos devagar. O sono estava tão bom que ele queria voltar a dormir. Mas a claridade, mesmo filtrada pelas cortinas floridas o chamava para a vigília. Sua mão deslizou pelo lençol, procurando o corpo que estivera aninhado em seu peito. Mas não encontrou ninguém. Esperou que sua visão entrasse em foco e olhou ao redor. Não conseguiu deixar de sorrir ao ver Jimmy parado perto da janela, olhando para ele.
Jimmy também sorriu. Já estava acordado há um bom tempo. Perdera a noção de quantas horas tinha ficado nos braços de Dean, admirando seu semblante suave enquanto dormia profundamente, contando e recontando cada sarda em seu rosto.
- Bom dia, Dean! – sua voz era animada. – Feliz Natal, de novo!
- Bom dia. – o loiro respondeu, bocejando. – Feliz Natal. – acrescentou com outro sorriso. Eles pareciam querer mesmo estampar seu rosto. – Tem muito tempo que está de pé?
- O suficiente para me vestir, e contar todas as suas sardas... – Jimmy respondeu.
Então era um bocado de tempo, concluiu Dean. Mas ele não gostou do moreno já estar todo vestido. A noite anterior tinha sido tão boa, que ele precisava de mais contato com ele. Como se adivinhasse seu pensamento, Jimmy veio caminhando até a cama. Dean estendeu a mão e o puxou quando ele a segurou. Beijou-o sem pudor, sem sentir-se embaraçado. Não poderia sentir senão outra coisa que prazer e alegria ao fazer aquilo.
O moreno aconchegou-se junto ao loiro, aquecendo-se em seu corpo nu. Dean o abraçou apertado. Queria que ele estivesse livre daquelas roupas. Fez menção de tirar o sobretudo, mas as mãos delicadas de Jimmy o pararam.
- O quê? – perguntou, um tanto confuso.
- A companhia aérea ligou. – o moreno disse, sem olhá-lo. – O tempo melhorou, os vôos foram liberados.
- Bem... é uma boa notícia, não? – o loiro perguntou, sem entender o tom em que o outro deu a notícia. Era... triste?
- Talvez sim, talvez não. – Jimmy respondeu. – O que você me diz, Dean?
Finalmente olhou-o nos olhos. Dean perdeu-se por um momento naqueles olhos profundos e misteriosos. Jimmy Novak era estranho. E talvez fosse aquela estranheza que o tivesse capturado. Jimmy fizera-o viver coisas que ele jamais sonharia viver. O tirara da solidão quase completa naquele Natal.
Então o loiro entendeu o que o moreno queria dizer. Os vôos liberados significavam que logo eles estariam em aviões diferentes, indo para cantos diferentes do país. Ele, para a casa de Bobby, Jimmy para a casa da filha. Sua vontade era pedir que o publicitário ficasse com ele, ou que fosse com ele para South Dakota. Mas não seria justo. O que Jimmy mais queria era rever Claire, não poderia jamais privá-lo daquilo.
- É bom. – o loiro tentou simular um sorriso. – Você vai rever Claire!
- Sim... – o moreno murmurou, voltando a beijar o torso de Dean.
- Quando saem os vôos? – o mecânico perguntou, fingindo interesse.
- Em duas horas. – a resposta soou novamente triste.
- Bem... então... é melhor eu me vestir.
Jimmy concordou com a cabeça. Fez menção de se levantar, mas Dean o puxou para cima, para lhe dar mais um beijo, ardente, cheio de desejo. Mas ele precisava se vestir. Por mais que quisesse ficar com Jimmy, não podia pedir que ele deixasse de ir rever a filha. Portanto separou os lábios, e deixou que o moreno se levantasse. Com um suspiro, o Winchester também saiu da cama.
D & C
Oh, that we could always see
(Oh, que possamos sempre ver)
Such spirit through the year
(Tal espírito através do ano)
O aeroporto parecia mais cheio e bagunçado do que na noite anterior. Centenas, milhares de pessoas ansiosas para irem para seus destinos tentavam chegar aos portões de embarque, enchiam as filas de check in. Mas dois homens ali não tinham pressa nenhuma. Dean Winchester e Jimmy Novak se olhavam intensamente, quase no mesmo lugar onde se viram pela primeira vez, no dia anterior.
Dean, o mecânico loiro, lutava contra si mesmo. Jimmy havia mexido com ele. O encantara. Jamais pensara que sentiria-se assim por um homem. Mas, ao mesmo tempo, parte dele o lembrava de que talvez fosse cedo demais para se envolver assim. Afinal, ele mal saíra de um casamento. Agora que era dia, que um pouco daquela magia da noite de Natal havia passado, essa parte mais racional tentava se impor – com aqueles argumentos e também o que a despertara: Claire. Mas não havia como negar que a outra parte, a que queria acreditar que os milagres aconteciam, que anjos como Jimmy poderiam mesmo existir, gritava para que ele não deixasse a oportunidade passar.
E o silêncio do outro o estava deixando ainda mais confuso. Queria que Jimmy dissesse algo, que propôsse um reencontro. Mas ele apenas o olhava, daquele jeito que parecia alguém que podia ler mentes.
No sistema de alto-falantes do aeroporto, a mesma voz feminina e calma anunciou que dois vôos estavam pra sair: um para South Dakota, outro para Illinois. Era a hora de despedirem-se. Como se fosse possível, o olhar de Jimmy se tornara ainda mais intenso. Dean sentiu que não poderia se mover se ele continuasse a encará-lo. Sua mente tentava gravar cada pedaço do moreno, ao mesmo tempo que projetava as recordações dos momentos vividos naquela noite. Então uma frase se destacou, apenas uma... Carpe diem.
- Jimmy, quando... quando eu vou te ver de novo? – tomou coragem de perguntar. Arriscaria tudo, não deixaria escapar a oportunidade, como Jimmy o ensinara.
E finalmente Jimmy sorriu. O sorriso mais largo e mais belo que Dean havia visto. O moreno queria apenas que o loiro perguntasse. Para ele, Dean era seu milagre aquele Natal, mas ele precisava saber se o outro também acreditava. Precisava daquele sinal. Poderia parecer estranho, mas ele era assim. Ele era Jimmy. Era Castiel.
- Quando? – repetiu a pergunta. – Quando o destino nos juntar de novo, Dean... ou mais cedo. Vai depender de você.
- Jimmy, eu não...
- Lembre-se da nossa noite, Dean. – ele interrompeu. – Daquilo que ficou, do que demos um ao outro. Talvez isso nos junte novamente.
E antes que o loiro pudesse dizer mais alguma coisa, virou-se e sumiu no meio da multidão. Dean ficou parado, sem entender nada. Uma parte dele sentiu raiva do moreno. Como assim, quando o destino nos juntar de novo? Aquilo não era uma resposta... Ele havia se entregado, havia tomado coragem de investir em algo tão diferente e recebia aquela resposta?
Quando a voz anunciou a última chamada para seu vôo ele finalmente se mexeu. Agora estava irritado, magoado. Não devia mesmo ter acreditado naquela porcaria de espírito de Natal, de magia, de anjo... No final, tudo era ilusão. Entrou na fila de embarque, sentindo-se o maior bobo do mundo.
D & C
May your days be merry and bright
(Possam ser os seus dias felizes e alegres)
And may all your Christmases be white
(E possam ser todos os seus Natais serem brancos)
Dentro do avião, Dean se revirava na poltrona. Estava bravo consigo mesmo. Tinha sido idiota. Confiara em Jimmy e ele simplesmente tinha ido embora. Ignorara talvez a única coisa boa que seu pai tinha lhe ensinado: a se proteger dos outros. Das vezes que tinha se aberto, apenas se dera mal, e Jimmy era a mais recente prova.
A vibração em sua pequena bolsa de mão o assustou, antes mesmo da musica polifônica. Era o alarme de seu celular. Ele mal havia tocado no aparelho na noite anterior, estava descarregado, então não poderia estar despertando. Intrigado, o loiro revirou a bolsa a procura do emissor daquele som cada vez mais alto.
Ergueu as sobrancelhas com o nome que tinha sido dado ao alarme: "Lembre-se do cartão". Que diabos era aquilo? Então seu cérebro estalou. O cartão de Natal que Jimmy lhe dera! Ele dissera que era para ser aberto somente quando cada um estivesse em seu caminho. Suas mãos se atrapalharam, trêmulas, na hora de tentar encontrar o bendito cartão, e ele achava que tinha a ver com o fato de que seu coração estava disparado. Abriu o envelope assim que o tirou da bolsa.
O cartão era simples, decorado com a imagem de um grande árvore de Natal, encimada por um anjo brilhante. Dentro, uma mensagem impressa de "Boas Festas". Em um dos lados, uma letra firme e arredondada desejava também um bom Natal, que fosse mágico. Mas o que chamou a atenção do loiro foi um pedaço de papel que escorregou para seu colo. Desdobrou-o logo.
"Dean,
Você está a caminho da casa de seu tio e eu da casa da minha Claire. Se eu programei o alarme do jeito certo, lerá isso antes do avião decolar. Desculpe se você estiver confuso, mas eu precisava fazer você acreditar na magia. Acreditar nos milagres. Porque nosso encontro foi magia, foi milagre. Eles são assim, Dean, pequenos e acontecem quando menos esperamos. Desculpe novamente minha ideia maluca...
Eu não sei se você vai querer me ver de novo. Só posso esperar que sim. Por isso estou escrevendo isso, por isso não vou pedir para você vir comigo, não vou marcar um reencontro. Quero saber se você quer tanto quanto eu. Então... você quer? Meu número está gravado em seu celular. Ah, a propósito, eu o recarreguei para você.
Você me fez muito feliz esta noite. Sua vida, seus gestos, sua entrega. Foi tudo mágico. Espero que tenha sido para você. Esperarei por você. Um beijo,
Jimmy Castiel."
Dean não sabia se acreditava que aquelas palavras eram reais. Riu ao mesmo tempo em que seus olhos marejavam. Como podia existir alguém feito Jimmy? Ele acreditava na magia, agora. Porque Jimmy só poderia ser um milagre de Natal. Só podia ser anjo feito Castiel.
Pegou o celular e procurou o nome... lá estava. Ainda havia tempo para uma ligação, precisava haver. Apertou o botão de chamar, encolhendo-se para que nenhuma aeromoça o visse.
- Dean! – a voz do outro lado era alegre.
- Quando? – foi só o que o loiro quis saber.
- No ano novo, Dean. – Jimmy respondeu. – Um novo começo, para nós dois.
- Onde? – o ano novo parecia longe demais, mas era perfeito...
- Nova York. De lá escolhemos nosso rumo.
- Certo. – de novo era perfeito. – Jimmy...
- Dean.
- Agora eu acredito. Obrigado.
Uma das aeromoças já vinha na sua direção, gesticulando a proibição.
- Jimmy, eu tenho que desligar. – Dean apressou-se. – Nos falamos assim que eu desembarcar. Um novo começo, um novo rumo... juntos.
- Juntos. – Jimmy ainda respondeu, antes que Dean desligasse.
O loiro sentia o coração bater rápido. Fechou os olhos e sorriu. Imaginou que Jimmy fazia o mesmo. Sabia que ele fazia o mesmo... podia sentir a ligação entre os dois. Mais uma vez agradeceu, agora à força que governava tudo, a Deus ou ao nome que lhe fosse dado - ao Amor - por aquele milagre de Natal.
- The End -
Nota da Beta: Que final perfeito! O lemon foi doce e suave... amei. E cara, esse Jimmy é uma figuraça! hahahaha A idéia do alarme e do bilhete foi incrível, imagino a cara de felicidade do Dean... A fic me fez sorrir do início ao fim. Mágica pura. Obrigada! Agora, é sonhar com esse Ano Novo... *suspira*
E vou aproveitar o espaço para deixar meu abraço de Feliz Natal aos seus leitores. Para quem gosta de natal... Que seja um dia iluminado e mágico... Para quem não gosta muito, como eu, que seja tão bom quanto qualquer dia de festa pode ser. Vou beber muuuuito. usahushaushau
Nota do Autor: Eu de novo! Só pra desejar pra todos vocês um Feliz Natal! Foi uma delícia viver esta estória com Dean, Jimmy/Cas e vocês! E eu acredito em cada palavra que escrevi! Que a magia e os milagres existem. Mas dependem de nós para terem efeito. Que possamos estar abertos a eles! Um beijo muito carinhoso e um abraço de urso em cada um! FELIZ NATAL!
PS.: Anarco, vê se não vai beber demais e perder o juízo, hein? Rsrsrssr! Te adoro, beijo!
