N/A¹: Não possuo Naruto nem Elfen Lied, muito menos a primeira parte dessa fanfic. Essa história é de uma autora americana, cuja autorização para a tradução foi feita. Outra coisa que vale a pena salientar é que ela escreveu essa história como um único capítulo, mas em minha opinião a história poderia ser bem mais explorada, e é isso que vou tentar fazer. Gostei muito da fanfic, então é de meu objetivo manter o foco inicial, mesmo com coisas acrescentadas. Outra coisa, os Diclonius representados aqui não serão iguais aos de Elfen Lied.

Créditos da beta: Capítulo sem betagem.

Créditos da idéia: deathskeith

Créditos da tradução/continuação da história: Danie Alleen.

Número 72: Sasuke

Número 60: Itachi

Aviso: Yaoi, violência extrema, abuso e assassinato.

ItaXSasu OroXKabu

- Sussurros -

"Pensamentos"

- Fala -

"Telepatia do Itachi"

"Telepatia do Sasuke"


Ele abriu os olhos vermelhos lentamente, quando uma dor aguda no cérebro o despertou.

"Ele está me chamando...?"

"ANIKI, SOCORRO!"

Seus olhos se arregalaram e seu corpo começou a contorcer-se. O cabo nas costas esforçando-se para mantê-lo preso, mas ele não podia sentir a dor. Seu corpo estava ocupado concentrando-se em outra coisa.

"Ele está me chamando..."

"É você que está me chamando?"

Seu corpo não conseguia parar de mexer. Ele queria movimento e estava sendo restringido. Ele sentiu as máquinas e os fios em torno de seu corpo começar a tremer e trabalhar ao longo do tempo para sustentá-lo.

- O que está acontecendo? – Perguntou um dos guardas.

- Seus níveis estão aumentando. É está cada vez mais difícil conter suas ações. Precisamos pará-lo! – Disse o outro.

- Ele está agüentando a dor do cabo em suas costas?

- Sim, e está se movendo ao máximo para se libertar.

- Como ele ainda está resistindo?

- Eu não tenho certeza, vamos precisar sedá-lo depressa! – Disse, por fim.

X

Ele se debatia mais e senti sua prisão tremer violentamente. Parafusos e porcas estavam começando a desapertar e ele sentiu uma ruptura em algum lugar. Aquela voz soou em sua cabeça novamente.

"Ajuda! Por favor... dói..."

Seu sangue ferveu e ele podia sentir os olhos girando em suas órbitas. As veias estavam começando a mostrar em sua pele de todo o esforço do movimento simples. Seus braços há muito tempo presos se contorceram no aborrecimento e antecipação da liberdade que era desejado. Seus músculos se contraíram. O cabo em sua coluna estava bombeando líquido para ele em um esforço vão, a fim de mantê-lo quieto. Suas unhas ficaram longas e afiadas, implorando para algo rasgar. Seu corpo estava reagindo de uma forma estranha, mas seu coração estava dizendo outra coisa. Seus instintos estavam prestes a fazer o seu corpo e mente de ruptura.

"Preciso encontrá-lo... salvá-lo... fugir... matar. Matar todos que surgirem no meu caminho."

Seu pensamento foi interrompido novamente pelo grito.

"SOCORRO, ANIKI!"

Sons mais altos podiam ser ouvidos de fora de sua cela.

- É tarde demais, ele quebrou a corrente principal!

- Corram por suas vidas! – Uma pessoa sã gritava. – Avisem ao Diretor que o 60 está livre!

O som de passos em pânico correndo pela sala ecoou. Seu corpo deu um empurrão final. Ele bateu contra as paredes com seus vetores e os braços normais. Seus músculos ficaram tensos e também o capacete na cabeça quase destruído. Sucatas de metais voaram e ele ouviu gritos de pessoas de fora.

- Chame os guardas!

- Onde estão os sedativos?

"Humanos Patéticos..." – pensou o rapaz.

Seus braços tornaram-se livres e arrancaram o resto do metal. Seu corpo estava finalmente livre, uma vez que rompeu com o longo cordão espinhal, que saiu de suas costas e caiu no chão. Ele podia sentir que seu cabelo tinha crescido um pouco por baixo do capacete desde sua prisão.

Seus pés tocaram o chão frio metálico. Ele ficou ali, nu, olhando tudo ao seu redor. Grandes cabos presos na parede que levavam à sua pequena cela. Monitores estavam em toda parte, alguns deles agora quebrada. Cheirava engraçado e estava muito frio. As grandes portas no final do quarto se abriram, quando um feixe de luz encheu a sala escura.

Passos pesados ecoaram em todo o lugar quando soldados entraram no quarto. Cada um tinha uma espingarda e usavam fones de ouvido com máscaras. Uma cientista saiu da multidão e encarou-o.

Ela tinha cabelos longos e loiros, com olhos azuis e uma expressão antipática. Falou baixinho no seu minúsculo microfone embutido no fone, mas Itachi com a sua excelente audiência podia ouvir cada palavra.

- Esteja avisado que o número 60 tem um alcance de 6 metros e pode jogar outros objetos fora desse perímetro. Mas agora ele mal consegue usar seus vetores. – Era possível notar a angustia disfarçada em sua voz.

Todos os homens apontaram suas armas para ele.

60 não tinha tempo para isso.

X

A voz não parava de tocar em sua cabeça e ele precisava ir a ele rapidamente. 60 sentia em seu coração uma espécie de guia, algo que mostrava por qual caminho seguir. Seus instintos dominantes foram girando loucamente e fazendo de sua visão um borrão, a partir do cheiro forte, familiar e sedutor que o guiava.

"Eu não consigo... respirar... Aniki, socorro... por favor..."

Ele esticou os braços e pegou várias peças de sucata. Grunhiu como um animal e jogou com muita força no grupo de soldados. As peças acertaram os homens, atravessando seus corpos frágeis. O sangue espirrando por toda parte. Armas foram cortadas e várias cabeças decapitadas. Gritos de agonia podiam ser ouvidos e pareciam alimentar o fogo que ardia em sua alma.

Seu desejo por sangue e morte havia sido suprimido há muito tempo, mas agora ele tinha a grande chance de alimentar todo o desejo em seu ser.

Mais gritos podiam ser ouvidos.

Ele precisava encontrar aquela voz, tinha que encontrar essa voz. Ele começou a andar para frente lentamente, pelo chão sujo com aquele sangue imundo dos humanos. Muitos tentaram chegar perto dele, e logo se juntavam aos seus companheiros caídos. Suas cabeças foram rapidamente separadas de seus ombros ou pescoço naquele ponto. A mulher cientista correu para uma tela e bateu em algumas teclas. Várias armas grandes e automáticas saíram das paredes, mirando em 60. Ele se esquivou rapidamente e quebrou-lhes antes que eles pudessem chegar perto. Agulhas e sucatas de metal foram caindo no chão e 60 voltou-se para a cientista. Ela olhou para ele com medo enquanto caminhava em sua direção. Gritou e tentou fugir, mas a velocidade de 60 era muito superior.

Vários de seus vetores saíram e agarram-na. Ela quase foi rasgada em duas. Seu corpo frágil e semi-consciente caiu de maneira pesada no chão. O número 60 andou até ela, segurando-a pelo pescoço.

- Onde? – Ele perguntou, tossindo um pouco.

Quando você deixa de pronunciar palavras por muitos anos, é quase como se desaprendesse.

- De onde... vem a voz... do meu... otouto? - Ele sussurrou.

Ela olhou para ele, os olhos cheios de lágrimas, que refletem o medo e a dor imensa.

- Eu... Eu não sei! - Ela gritou.

O sangue derramado pelos cantos da boca. Seus olhos derramaram mais lágrimas quandoseu corpo bateu no chão.

60 frustrou-se rapidamente, rangendo os dentes de raiva, ele bateu o crânio dela no chão, esmagando seu crânio. Caminhou em direção à porta grande e notou que todos os soldados foram mortos. Seu coração batia forte.

X

Ele concentrou-se e ansiava por ouvir aquela voz novamente. Seu sangue estava fervendo e fazia sentir-se ansioso para explorar o labirinto que continha nele.

"Pode me ouvir, otouto? Continue a falar, por favor, que eu seguirei sua voz"

A voz não respondeu e 60 sentiu um nó de preocupação entre a parte inferior do estômago. Ele girou 390º graus, procurando algo ao seu redor que indicasse o caminho.

"Otouto, me responde, por favor"

"Me... mate..."

"Mate-me... Por favor..."

"Apenas... mate-me."

60 não prestava atenção aos corpos no chão, quando ele passou pela porta dupla. A voz de seu irmão caçula ficava cada vez mais fraca, e ele precisa achá-lo logo.

Sentia-o tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe...

Ele desceu uma série de corredores que pareciam um labirinto. Câmeras de segurança piscavam e o seguiam enquanto caminhava cautelosamente pelo corredor vazio. Sua frustração cresceu rapidamente, aumentando sua raiva. Vários guardas saiam dos corredores, apontando armas para ele. 60 decapitou-os facilmente quando, sem nem se preocupar em olhar seus corpos mortos.

Ele ainda estava procurando a voz.

"Continue a falar!"

"Diga alguma coisa!"

"Qualquer coisa!"

60 ouvia atentamente, abrindo sua mente e praticamente forçado seus ouvidos.

"Mate-me ..."

"Dói... dói... Muito..."

"Não conseguirei falar... por muito... mais tempo..."

A voz continuava guiando-o. 60 parecia apenas um borrão branco de tão rápido que corria.


N/A²: Tá aí, o capítulo 2. Resolvi postar logo agora, porque faltei ao colégio hoje e tive um tempo livre. Acho que vou postar os outros capítulos hoje também, mas só depois de fazer uns quatro turnos pra fórum. Desculpa qualquer erro, capítulo sem betagem.

Postarei o capítulo três só depois de dez reviews.

Façam uma pseudo-escritora feliz. s2