Nota. O anime Naruto não me pertence.
Razões do Coração.
Capítulo III
No dia seguinte, Sasuke foi até a loja para comprar os alimentos necessários para uma dieta natural e saudável. Na tarde do outro dia apareceu para contar como estava se sentindo bem e para mandar algumas revistas, as quais, imaginava, a sra. Hyuuga iria gostar. Na terceira tarde surgiu com um artigo sobre os malefícios dos aditivos e corantes nos alimentos que, achava, interessaria muito a Hinata.
Essa maneira de abordá-la, ao mesmo tempo insistente e amável, foi ganhando a simpatia dela. Sasuke nunca demorava muito, permanecia só o suficiente para vê-la e conversar um pouco. Era seu jeito de abrir um espaço na vida de Hinata, onde pudesse entrar e se estabelecer, sem contudo pressioná-la. E estava obtendo sucesso, uma vez que ela, a despeito de todas as precauções, começara a esperar com certa ansiedade as visitas diárias.
— Será que Sasuke vem esta noite, querida? — a sra. Hyuuga perguntou, depois do jantar.
Hinata esperara por ele o dia todo. Tinha a firme intenção de dizer-lhe que as visitas deveriam ser suspensas. Que não poderiam mais ver-se. O jogo se tornava cada ver mais perigoso, e ela notara isso ao ficar extremamente desapontada com o fato de Sasuke não ter aparecido na loja.
— Não sei, mamãe — respondeu Hinata, irritada por se sentir tão ligada àquele homem. — No entanto, se vier, não vai me encontrar!
A sra. Hyuuga estranhou tamanha veemência.
— Ele fez alguma coisa que a desagradou?
Sim: transformara-se em parte de minha vida. Querida e necessária. E ela não devia, não podia aceitar isso. Sasuke podia não ser casado, porém representava um risco ainda pior exatamente por isso. Não ficaria satisfeito com um envolvimento superficial por muito tempo. E ai Hinata estaria perdida, apaixonada, e a separação doeria mais.
Mas não diria nada disso à mãe, claro. Por isso, limitou-se a uma resposta não comprometedora:
— Ele não fez nada, mamãe. Acontece que fiquei de ir até a casa de Ino. Gaara viajou a negócios e vou fazer-lhe companhia.
— Que bom, minha filha! Sempre achei que você sai muito pouco, principalmente agora que Sasori...
— Mamãe, vou pedir-lhe um favor: aconteça o que acontecer, nunca toque no nome de Sasori na frente de Sasuke, está bem?
— Se quer assim querida... Sasuke parece mesmo ser um homem possessivo. Duvido que gostasse de saber dos homens que você namorou antes de conhecê-lo.
Hinata franziu a testa, preocupada.
— Mamãe, acho que você está vendo nas visitas de Sasuke mais do que deveria.
A sra. Hyuuga deu-lhe um de seus sorrisos serenos.
— Claro que não, querida.
Então, por que falava nele com tanta segurança, como se fizesse parte da família? Talvez porque lhe tivesse devotado simpatia desde que o conhecera. Além do mais, Sasuke a tratava com tanta atenção e carinho... Deus do céu! O relacionamento entre ele e sua mãe já a tinha envolvido numa situação desastrosa, que lhe fugia completamente ao controle. Como livrar-se daquela presença perturbadora, sem magoar uma criatura indefesa e inocente?
Pensando nisso, Hinata se dirigiu à cozinha, para lavar a louça do jantar.
— Deixe que eu faço isso, querida.
Ela estava prestes a recusar, certa de que os pratos estariam no mesmo lugar quando voltasse da casa de Ino, quando se lembrou das recomendações do médico no sentido de dar à mãe a responsabilidade que lhe fosse solicitada. Sim, talvez os pratos continuassem ali mais tarde, mas... e dai? Pelo menos, teria a certeza de que a sra. Hyuuga teria tentado.
— Obrigada, mamãe. — Deu-lhe um beijo no rosto. — Quero ver se chego à casa de Ino antes que Souka e Aya tenham ido para a cama.
— Mande um beijo meu para aqueles anjinhos.
Hinata sorriu e foi para o quarto, arrumar-se. Quando voltou, quase caiu de susto: a mesa da sala de jantar estava vazia e, pelo barulho que vinha da cozinha, pôde compreender que a mãe estava mesmo lavando os pratos.
Num repente, ela se deu conta de que aquilo se devia à influência de Sasuke. Hana Hyuuga não se mostrava assim animada desde que o marido falecera e, embora Hinata soubesse que não havia nada de romântico no que sua mãe sentia por Sasuke, tinha de ser obrigada a admitir que as atenções que lhe eram dedicadas surtiam bons resultados. Só que isso significava que não poderia mais pedir a Sasuke que saísse de suas vidas.
Hana guardava a louça, quando a filha foi se reunir a ela na cozinha, os olhos ainda úmidos das lágrimas que haviam corrido pela emoção de sentir que a vida voltava ao normal.
— Oh, olá querida! — disse a sra. Hyuuga, sorrindo. — Tem certeza de que vai sair só para visitar Ino?
Hinata corou quando percebeu que estava bem-vestida demais para ir à casa da amiga, levando também em consideração que teria de brincar com duas crianças bastante travessas. Mas fizera questão de estar daquele jeito, porque, caso Sasuke aparecesse, não queria que ele a visse com uma aparência descuidada.
— Sim, mamãe, tenho certeza. Não voltarei tarde.
Não conseguiu assegurar-se disso, porém quando saiu teve a impressão de ouvir a mãe dizer:
— Não se preocupe. Estou certa de que nós dois conseguiremos nos divertir bastante.
Será que ela sabia que Sasuke apareceria ainda naquela noite?
OooOooOooOooOooOooOooOooO
— Ei, para onde é que você vai? — perguntou Ino, com um sorriso, ao abrir a porta para Hinata e vê-la toda arrumada.
— Muito engraçado! — foi a resposta um tanto mal-humorada.
Hinata seguiu a amiga sala adentro, observando o caos absoluto que reina em uma casa onde moram duas crianças saudáveis. Havia brinquedos espalhados por toda a parte, e bem no meio do aposento os dois diabretes morenos discutiam sobre quem brincaria com o urso, que parecia não agüentar sobreviver ate o fim da disputa.
Mas os gritos de "tia Hina, tia Hina!", puseram fim à discussão, e o urso ficou esquecido no carpete, enquanto os dois atravessavam a sala para se jogarem nos braços da recém-chegada, cheirando a talco e sabonete e vestindo pijamas.
— Vocês têm sido bonzinhos com a mamãe, enquanto papai está viajando?
— Estamos — respondeu Souka, prontamente.
— Claro que sim — ajuntou a pequena Aya, fitando-a com seus imensos olhos azuis.
— Então, peguem isto aqui. — Deu-lhes dois chocolates naturais. — Contudo lembrem-se de que é para amanhã, certo? E só quando a mamãe autorizar.
— Muito bem, vocês dois — disse Ino, entre divertida e autoritária. — Agora que já viram tia Hina, já para a cama!
— Ah, mamãe!...
— Vou ajudar a pôr vocês para dormir — prometeu Hinata, recebendo um abraço grato e apertado de Souka, que em seguida escorregou para o chão.
A hora de dormir daquelas crianças sempre era um momento agradável para Hinata, que se deixou ficar no quarto de Souka lendo uma história, enquanto, no dormitório ao lado, a respiração suave e regular de Aya enchia o ar e lhe chegava aos ouvidos.
— Muito bem — afirmou Ino, depois que as crianças adormeceram e que a sala voltou ao normal —, o que anda acontecendo com você?
Hinata deu de ombros.
— Estou com muito trabalho na loja e...
— Não me referi à loja, e sim a você — cortou Ino, que conhecia a amiga bem demais para deixar-se enganar. A amizade delas vinha desde a infância. — Liguei para sua casa no domingo e sua mãe me disse que você tinha saído com Sasuke.
— Oh!... — Hinata suspirou e espichou-se no sofá — Bem, mas não o estou vendo mais.
— Por quê?
— Você sabe por quê! — A resposta soou impaciente. — Não quero me envolver com homem algum, principalmente os que são como Sasuke. O relacionamento com Sasori veio confirmar minha crença de que tipos assim não servem. Sasuke é um homem de negócios bem-sucedido e respeitado, e provavelmente com muito dinheiro...
— Isso não significa que conheça os Fujitaka.
Sasori, por exemplo, não mantinha relações com eles. Hinata suspirou de novo, profundamente.
— Mas também não significa que não conheça, e o fato de ser rico aumenta essa possibilidade. Posso até ver a cena: saímos para jantar e um dos amigos dele nos vê, se aproxima e então me reconhece. De qualquer modo. Sasuke é tão devastadoramente bonito como bom e honesto. — Honesto demais, ela lembrou. — Ele não compreenderia.
— Então, diga-lhe a verdade!
Os olhos de Hinata se arregalaram, medindo surpresa e risco.
— Você acha que... Que...
—... Que você deve contar-lhe a verdade, antes que ele ouça alguma versão sem sentido da história.
— No entanto, eu não posso! — Hinata balançou a cabeça, dando ênfase à negativa. — Eu... quer dizer, ele... não é assim importante para mim.
— Não, mesmo? — Ino a examinou detidamente. — Então, por que você está com essa cara de quem não dormiu direito e se põe na defensiva à simples menção do nome Sasuke?
—- Eu... Ora, e eu que pensava que você fosse ajudar a levantar meu ânimo! Em vez disso, fica querendo descobrir coisas sobre um homem que acabei de conhecer!
—- Não estou querendo descobrir nada. Só não gosto de vê-la jogando fora tanta juventude.
— Quem está jogando a juventude fora? Eu, não. Gosto da vida assim como ela é.
— Tem certeza?
— Claro que tenho!
Ino soltou um suspiro impaciente.
— Sabe, Gaara às vezes parece um demônio, porém não posso viver sem ele.
Hinata sentiu uma dor no peito ao pensar no amor que existia entre a amiga e o marido, e por um breve momento sonhou que talvez um dia aquilo pudesse lhe acontecer também. Quem sabe com alguém como Sasuke...
Bem, mas claro que aquilo era apenas um sonho.
— Quem que parece um demônio, às vezes? — perguntou uma voz grave, e Ino deu um pulo, surpresa e feliz por ver o marido em casa. Correu até ele e atirou-se em seus braços.
— Você disse que só voltaria amanhã! — exclamou, entre beijos sem conta.
— Pensei que você fosse gostar da surpresa — respondeu Gaara, abraçando-a e virando-se para Hinata. — E por acaso este belo comitê de recepção é para mim? .
— Sabaku no Gaara deixe de ser convencido!
Ele riu.
— Assim é a vida! Duas lindas mulheres esperando minha chegada!
— Uma — corrigiu Hinata, levantando-se e beijando-o no rosto. — Vou deixar vocês dois sozinhos para as boas-vindas.
Gaara franziu um pouco a testa, como quem não aprovava a idéia.
— Não é preciso.
— É sim — insistiu Hinata. — Sei que se eu...
— Continue — encorajou-a Ino, quando a viu interromper-se abruptamente, vermelha.
— Se eu tivesse um marido tão atraente quanto Gaara, não veria a hora de ficar a sós com ele depois de três dias de separação.
Como seria ter um homem como Sasuke voltando para casa todas as noites? O pensamento a assustou. Será que ambos conseguiriam, perguntou-se enquanto voltava para casa, manter um amor ardente e intenso como o de Ino e Gaara? Não tinha dúvida de que Sasuke seria um marido excelente, que, uma vez comprometido com uma mulher, se dedicaria só a ela pelo resto da vida. O único problema era que Hinata não seria essa mulher.
Foi pensando nisso que ela chegou em casa e deparou com Sasuke na sala, muito à vontade, num jogo bastante animado com sua mãe.
Sentados no sofá, os dois estudavam o tabuleiro colocado sobre a mesinha de centro. Duas xícaras vazias de café e uma longa anotação de resultados mostravam que ele se encontrava ali havia algum tempo.
Levantou os olhos para Hinata, quando a viu aparecer na soleira da porta, observando-a intensamente.
Foi o suficiente para desarmá-la e fazê-la esquecer tudo, inclusive a intenção de não se deixar envolver. Qualquer relacionamento com Sasuke seria perigoso, e superava o desejo físico, com ele as coisas teriam de ser completas, totais!
— Está gostando do jogo? — perguntou suavemente, entrando na sala.
— Deus do céu! — exclamou a sra. Hyuuga. — Já é tão tarde? — E fez menção de se levantar.
— Ainda é cedo, mamãe. Fique e entretenha seu convidado. Quanto a mim, tive um dia difícil e cansativo. Vou para a cama.
— Querida, Sasuke é seu convidado. Teve a gentileza de jogar comigo, enquanto a esperava.
Ergueu-se, disse boa-noite e foi para o quarto, sob o olhar espantado de Hinata.
Ela se virou e encarou Sasuke, que guardava os óculos no bolso interno do paletó.
— Pensei ter dito que não queria vê-lo mais.
— E respondi que continuaria a encontrá-la, lembra? Você também me quer e sabe disso melhor do que eu.
— E se acha tão irresistível a ponto de me conquistar? Costuma fazer isso com toda mulher que deseja?
— Para dizer a verdade, desejei muito poucas.
— Francamente! Pensa que vou acreditar numa coisa dessas? Você tem trinta e quatro anos, é solteiro, atraente e bem-sucedido, claro que teve suas... ahn... namoradas.
— Acertou: tive. No momento, estou tentando convencer alguém a ocupar o posto.
— Ora, pare com isso!
— Ouça, eu me recuso a aceitar seus argumentos.
A expressão dele era tão séria e a voz tão decidida, que Hinata chegou a corar.
— E eu me recuso a ser mais uma em sua vida.
— Droga, quando é que vai entender? Quando vai tomar conhecimento de que você é diferente das outras?
— Todas somos diferentes. Aliás, variar faz parte da vida, não é?
A resposta não veio em palavras, e sim na forma de um beijo que nada tinha de apaixonado. Mais parecia um castigo, uma punição, e chegou a machucar-lhe os lábios.
— Pare! — ela gritou, desvencilhando-se. — Não quero e não vou ser usada!
— Não quero usar você, Hinata. Quero amá-la.
— Até conhecer outra mulher, não é mesmo? Vocês são todos iguais!
— Alguém já a feriu muito, não foi? Mas ouça: isso não lhe dá o direito de achar que foi a única a sofrer uma desilusão. Se quer saber, descobri que minha noiva me enganava quando faltava apenas uma semana para o casamento. É claro que depois houve mulheres em minha vida. Contudo nenhuma esperava nada do relacionamento que mantínhamos. Exatamente como eu.
Hinata ficou chocada ao saber que Sasuke já amara tanto uma mulher, a ponto de querer casar-se com ela. Por que essa descoberta lhe causava aquela dor tão profunda?
— Você... ainda a ama?
— Não sei o que sentia na época, eu tinha a sua idade e a via com os olhos inocentes do primeiro amor... até perceber que a tratava com tanto respeito, que ela foi buscar em outro a emoção que não percebia em mim. Depois disso, nunca mais respeitei mulher alguma a esse ponto.
Hinata respirou fundo ao se conscientizar de que a ela Sasuke oferecia o respeito que negara às outras... e recebia, em troca, apenas desconfiança e ressentimento.
— Sinto muito. — Ajeitou o cabelo, sem graça. — Estou me sentindo horrível. Sei que feri você. Desculpe.
— Está agindo assim, porque me atrevi a chegar perto demais de você.
— Não. Porque você não vai embora e não me deixa em paz. É essa a razão.
— Se não sente nada por mim, não devia se importar se estou longe ou perto, não acha?
— A questão não é o que sinto ou deixo de sentir. É que não quero me envolver com você. Gosto de minha vida assim como ela é.
— Prefere fugir do amor, porque acha que assim não será magoada, não é? Gosta mesmo de viver isolada, sem emoções, sem nada que possa comovê-la?
As lágrimas, contidas ate então por Hinata começaram a rolar. Sasuke conhecia o que significava a solidão, a dor da solidão, a vontade de fugir dela e o medo a impedir que isso acontecesse.
— As coisas não precisam ser assim, Hinata — ele falou com ternura, abraçando o corpo trêmulo. — Ouça, tudo o que estou lhe pedindo é que tente, querida. Um pouco por vez. Não vou exigir mais do que pode dar.
Não exigiria, mas conquistaria. Um espaço maior do que aquele que Hinata era capaz de suportar.
— Não tenho nada para lhe dar, Sasuke.
— Ah, tem sim! A mulher ardente e maravilhosa que se esconde dentro de você. A mulher que cuida da mãe e da saúde de um monte de gente. Com todo o carinho do mundo.
— É que minha mãe é apenas diferente. Não é... louca, como quiseram me fazer crer.
— Sei disso. E quero a mulher que se dedica a um amor assim tão grande. A mulher que se importa com os amigos, a ponto de ajudá-los efetivamente, ate mesmo ficando uma semana inteira com Souka, quando ele era considerado um problema, só para que Ino pudesse descansar um pouco.
— Ela é uma amiga muito especial e... — Calou-se, assustada, quando notou que quase revelara seu segredo.
— Continue, por favor.
— Bem, Ino esteve ao meu lado numa época em que precisei desesperadamente de… uma amiga. — Não era mentira, e sim apenas parte da verdade. — Tudo o que
eu lhe fizer será pouco, depois do que recebi dela.
— Você é o tipo de mulher que quero, não compreende?
— Por que logo eu? Existem muitas por aí com as mesmas qualidades...
— …Mas que não se chamam Hinata Hyuuga.
— Sasuke…
— Ah, querida! Tem de ser você, entende? — ele disse com calma, antes de cobrir os lábios dela com os seus.
Hinata soltou um gemido, desejando ter forças para livrar-se daqueles braços, para sair de perto do homem que a hipnotizava com seu charme e sua ternura. Mas como fazer isso se precisava desesperadamente dele, da intimidade tão perfeita e maravilhosa que compartilhavam quando estavam juntos?
— Hinata! Por Deus, como eu te amo!
Apertava-a contra o corpo, deliciando-se com a doçura dos lábios femininos e levando-a, e a si mesmo, quase à loucura.
Hinata sentiu as mãos de Sasuke vencer a barreira de sua blusa e encontrar a pele das costas, movendo-se nelas de maneira sensual, irresistível.
Ele fechou os olhos com força, quando seus dedos apertaram um dos seios redondos, e depois os abriu, fitando-a e deixando transparecer as emoções intensas que tomavam conta de seu ser.
— Olhe bem para mim! — exclamou quando Hinata baixou a cabeça. — Veja o estado em que fico só por tocá-la...
A blusa dela já estava desabotoada, a combinação levantada e os seios descobertos.
— Sinta — ele disse, enquanto os lábios envolviam docemente um dos seios e a língua passeava em círculos no bico sensível.
Hinata via-se mergulhar mais e mais num mar de erotismo e emoções, que a fazia apertar a cabeça morena contra o peito, desejando tudo o que aquele homem podia lhe dar.
— Toque-me, Hinata!... — Sasuke solicitou, ofegante.
Ela o desejava. Muito. Loucamente. E tocava cada parte do corpo viril que encostava sensualmente no seu, movimentando-se, levando-a a um mundo onde nada mais havia senão sensações e desejo.
Hinata sentia que ia ceder à paixão a qualquer momento. Deus, como o queria!
Então, Sasuke começou a afastar-se lentamente, não cedendo nem mesmo ao vê-la prendendo-o com força entre os braços, sem vontade de soltá-lo. A dor da rejeição anuviou os olhos do Hinata.
— Querida, se eu fizer amor agora, - e Deus sabe como quero isso! - você nunca me perdoaria. Um pouco de cada vez, lembra? Mais tarde, seremos capazes de nos entregar completamente.
Delicadamente abaixou a combinação e abotoou a blusa de Hinata, ajeitando depois o cabelo desalinhado.
Ela não sabia o que pensar. Sasuke poderia, se quisesse, ter feito amor, roubando-lhe a única coisa em que todos os homens pareciam interessados. Mas dissera não. Negara-se a agir assim. Não perdera o controle.
Ele era bom demais, gentil demais para que lhe negasse qualquer coisa.
E isso a assustava.
— Sasuke, eu...
— Ei, o que é isso? — ele indagou de repente, virando-se e apurando o ouvido.
Hinata franziu a testa, intrigada.
— Isso o quê? Não ouvi nada!
Ele cruzou a sala e abriu a porta.
— Oh, não! — Ajoelhou-se, a cabeça baixada. — Fique onde está, Hinata!
Ela não lhe deu ouvidos. Aproximou-se da porta e viu, aos pés de Sasuke, um animalzinho numa poça de sangue.
— Meu Deus! É Maiyko, o gato de mamãe!
