Capítulo 1 – A Viagem

"O melhor profeta do futuro é o passado." Lord Byron.


Castelo de Chenonceau – França, 7 de Abril de 1559.

— Não! – gritei ao ser levado pelos guardas do palácio.

— Largue-o, seus brutamontes! – ouvia os gritos de Alice e suas tentativas falhas de soltar-me dos braços dos guardas.

— Quieta Alice, ao contrário, teremos que leva-lá também – disse o guarda que estava segurando rudemente meu braço esquerdo.

— Alice, por favor, vá pedir ajuda. Você sabe que eu não os matei, não os matei minha irmã – implorei.

— Eu sei disso, Edward. Você seria incapaz de fazer uma monstruosidade dessas, meu irmão, procurarei a ajuda que precisa para esta injusta acusação – senti suas mãos macias em minha face e de seus olhos sair torrentes de lágrimas.

Só esperava que Alice conseguisse ajuda, ao contrário, pela minha acusação, seria levado a guilhotina ou até coisa pior. Onde estaria Bella?

Chenonceau, Vale de Loire – França, 31 de Março de 2009

— Bella, que bom que chegou. – Assim que adentrei a hospedagem, fui recebida calorosamente por Ângela, minha amiga de trabalho.

— Olá, Ângela. Desculpe pelo atraso, mas é que não tinha carro para vir pra cá – deixei minhas malas no chão, para poder abraçá-la melhor.

— É, e quando passa! Demora um ano pra chegar – rimos juntas. – Mas fora isso, você perdeu a descoberta que nosso grupo achou - seu sorriso era enorme.

Separamos-nos e eu voltei a pegar minhas malas, subindo as escadas para o quarto onde iria ficar junto com Angie.

— E não me contou até agora por que...

— Porque você precisa ver com seus próprios olhos – entramos no quarto juntas e ela me ajudou a colocar minhas coisas em cima da cama. – Vamos, deixe isso aí que depois arrumamos. Trabalho em primeiro lugar.

Saímos da hospedagem e Angie me levou até o lugar que ela havia me dito.

Enquanto caminhávamos, várias pessoas nos olhavam, afinal, o vilarejo só havia pouco mais de 300 habitantes. Quando finalmente chegamos ao tal lugar, pude contemplar o magnífico monumento. Era um castelo enorme, ele foi erguido em cima do rio Cher, que passava ali. A sensação que senti quando o vi, foi de entusiasmo.

— Este é o castelo Chenonceau, mas todos o chamam de "O Castelo Cisne" ou "O Castelo das Sete Damas". É magnífico, não é? – ouvi Angie dizer ao meu lado, mas meus olhos estavam fixos no lindo castelo.

Ele parecia que flutuava sobre a água, o céu azul reluzindo no rio. Dando a sensação de que ele estivesse nas nuvens. Parecia um sonho!

— Venha, vamos entrar – Angie me puxou pela mão para dentro do castelo. Seu interior era ainda mais perfeito. Os móveis rústicos, em sua maioria na cor mogno. Quadros espalhados por toda parte, e rostos neles, provavelmente dos antigos moradores. Conforme Angie ia me puxando, podia sentir várias pessoas ao meu redor me cumprimentando, mas nada podia dizer, estava perfeitamente hipnotizada por este lugar. Logo adentramos uma sala, ou um quarto para ser mais exata. Este não possuía a mesma elegância dos outros cômodos que passamos. Era mais simples, mais bonito. Aconchegante até. Havia poucos móveis, e pude notar que era um pouco mais afastado dos outros quartos que havia no extenso corredor.

— Era isto que queria me mostrar, Angie? – perguntei andando de um lado para o outro no quarto, examinando tudo que batia em meus olhos.

— Sim e não – ela disse. – Como dá para perceber, este quarto é menos decorado do que os outros cômodos, certo? – apenas assenti com a cabeça. – Pois bem, em um piso falso – ela apontou para uma tábua solta ao lado da cama – encontramos várias cartas endereçadas a Diana de Poitiers, vindas de Henrique II.

— Como? – virei-me perplexa em direção a Angie.

— Isso aí. Nosso querido Henrique tinha uma linda amante – sorriu. Angie se virou em direção à porta e gritou: – As cartas, Jasper!

Logo, Jasper trouxe uma caixa média de madeira e a entregou para Angie. Assim que ele entregou a caixa para Angie, seus olhos bateram em mim.

— Olá, Bella – sorriu mostrando seus dentes perfeitos.

— Como vai, Jas? – devolvi o sorriso com o mesmo entusiasmo. Ele apenas balançou a cabeça e saiu.

— Bem, aqui está Bella – me entregou a caixa que Jasper deu a ela. – Nessa caixa há mais de cinquenta cartas vindas de Henrique II. Ao todo, você irá se surpreender.

Pousei a caixa de madeira escura em cima da escrivaninha e a abri, retirando um papel amarelado e desgastado pelo tempo dentro da caixa. Abri a carta com o máximo de cuidado possível, as palavras estavam meio apagadas, mas dava para entender:


Querida Diana,

Como andas, meu amor? A vida no campo está sendo confortável? Saibas que cada segundo de meu dia, penso somente em ti. Esses quinze dias que estou em Paris longe de ti, parecem séculos. Espero voltar logo ao aconchego de teus braços, minha flor, estou morrendo de saudades, se pudesse, largava tudo e todos apenas por ti, lembre-se sempre disso.

Para sempre seu, Henrique II.


Não era uma carta grande, expressava saudades. Era escrita em uma excelente caligrafia e logo no final da carta esta a assinatura de Henrique, mas abreviada com um simples "HD". Voltei meu olhar para Angie, que me olhava apreensiva. Pousei a carta com cuidado na mesa, ao lado da caixa.

— Bem, estou sem palavras. Nunca que na história de Henrique, mencionava que ele tivera uma amante enquanto fora casado com Catarina de Médici.

— Sim, isso que eu estava pensando. É claro que o dinheiro dele, e como depois virou Rei, deve ter mandado apagar isso. Isso se o povo sabia de algo.

— Pode ser. Só sei que temos que saber disso mais a fundo – saí do quarto às pressas, sendo seguida por Angie.

— E por onde começamos? – perguntou logo atrás de mim.

— Pelas cartas, é claro. Leia e releia todas elas, uma por uma, e ver se acha alguma evidência de que Henrique II tenha vindo para este castelo, ou esteve aos arredores. Irei ver se encontro alguma coisa ao redor do castelo.

Assim que disse isso, Ângela passou para os outros historiadores e arqueólogos que trabalhavam junto conosco. Nós tínhamos que saber tudo sobre essa Diana de Poitiers e sua relação com Henrique II.

Atravessei os corredores do castelo, que serviam como uma ponte para o outro lado do rio — este dava para um bosque. Precisava pensar, por onde começaria minha investigação? Eu ia andando pela trilha aberta no bosque como passagem. Em algum lugar da minha mente, eu sabia e sentia que havia muito mais do que isso tudo, principalmente as cartas.

Continuei andando sem rumo, apenas pensando. Sem prestar atenção em nada ao meu redor, literalmente, pois tropecei em um tronco seco caído no meio da trilha e fui com tudo ao chão. Enquanto me levantava e tirava os vestígios de sujeira que estava em minha roupa, ouvi passos atrás de mim. Deduzi ser Ângela, mas a voz era totalmente diferente da de minha amiga:

— Precisa de ajuda, senhora? – A voz fina e ao mesmo tempo doce, mostrava preocupação, o que era uma coisa estranha para uma pessoa que nem me conhecia. Virei-me e me deparei com uma moça de longos cabelos loiros, olhos azuis fascinantes e um rosto angelical.

— Não, obrigada, estou bem – sorri sem jeito, tamanha beleza. Essa mulher deveria estar estampada na capa de alguma revista de moda ou algo assim.

Ela sorriu e se aproximou de mim tirando algumas folhas que estavam presas em minha roupa, logo me estendeu sua mão.

— Rosalie Hale, mas me chame de Rosie. Moro no vilarejo do Castelo.

— Isabella Swan, mas me chame de Bella. Sou uma das historiadoras que veio ver o Castelo – sorri em agradecimento pela ajuda.

— Historiadora? Então... – pareceu refletir sobre algo – Achou alguma coisa de Diana de Poitiers?

— Sim, mas não muito, confesso que estou muito curiosa para saber da vida desta mulher.

— Diana? Era um amor de pessoa, bem, não a conheci, mas minha família fala dela há séculos.

— Sua família a conheceu?

— Sim, se não me engano, ela era sobrinha de meu tataravô. Venha, irei lhe mostra algo que deva ajudar em suas pesquisas sobre ela.

Ela deu-me as costas e começou a se embrenhar na mata, onde a trilha não era visível. Segui-a, o caminho era muito rochoso, dificultando um pouco a caminhada, mas logo pude ver do por que ser tão complicado.

— Túmulos? – fiquei meio que bestificada com o que vi em minha frente.

— Sim – afirmou, aproximando-se mais de um deles, percebi que em um de seus braços ela carregava uma cesta cheia de rosas vermelhas, depositando algumas nos túmulos. Ainda de costas para mim, disse: — Aproxime-se mais.

Fiz o que me pediu, afinal, minha curiosidade apenas aumentava a cada passo que dava. Lapidados em uma pedra média, do lado esquerdo, estava escrito: Diana de Poitiers e a data de sua morte, mas não dava pra enxergar muito bem.

Não acredito nisso, rapidamente olhei para o túmulo que estava ao lado. Henrique II. A data também estava inteligível.

Em passos curtos, aproximei-me mais, tocando cada uma das lápides. Não estava acreditando naquilo que estava vendo. Dois túmulos. Enterrados lado a lado. Para um Rei, uma sepultura e um túmulo simples até. Entenderia se fosse apenas o de Diana, mas não.

— Alguém mais sabe disso? — perguntei, virando-me para Rosalie.

— Poucas pessoas sabem. Os livros contam que Henrique foi enterrado em Paris ou algo assim, mas na verdade, é aqui que ele descansa todos estes séculos – sorriu.

— E por que me trouxe a este local? – afastei-me dos túmulos, ficando desta vez em frente a ela.

— Não vê? – aproximou-se mais de mim. – Este casal fora brutamente assassinado, e uma pessoa inocente pagou por isso, – pausa – enquanto o assassino conseguiu aquilo que tanto almejava.

— Estou entendendo o que está querendo dizer – refleti um pouco. – O propósito de tudo isso, é que eu e minha equipe descubramos o assassino?

— Isso! Exatamente – aproximou-se dos túmulos. – Assim, a alma de ambos possa descansar em Paz.

Era uma história intrigante. Gostaria muito de saber a verdade que ronda o Castelo.

— Irei fazer o que for preciso, e quando soubermos o que realmente aconteceu, todos os livros de história terão que ser modificados – Rosie riu brevemente.

— Muito obrigada por isso, Bella. Sei que irá conseguir a verdade – aproximou-se novamente de mim, mas desta vez pegando minhas mãos, seus olhos fixos em meu rosto. – Isso mostra que tudo o que falaram ao longo da história do vilarejo, é a mais pura verdade – afastou-se, pegando sua cesta.

Como assim a história do vilarejo sabia de mim e que iria conseguir desvendar o mistério? Rosalie passou por mim e já ia se embrenhar no meio das árvores, quando a detive.

— Como assim sabe que irei conseguir? – segurei seu braço, fazendo-a olhar para mim. Soltei seu braço, deixando-os cair ao lado de meu corpo.

— Você saberá com o tempo – sorriu novamente e saiu, me deixando totalmente confusa.

Voltei meu olhar para os dois túmulos de pedra e em volta a eles. Era um lugar bonito, emanava paz, alegria, com certeza é um lugar que eu gostaria que meu corpo descascasse. Sentei-me no chão, de frente para os respectivos túmulos de Diana e Henrique, apenas pensando. A história dos dois teve muito mais do que simples cartas, isso sim eu posso chamar de amor eterno.

— Por onde eu começo? – Foi quando uma pomba branca pousou em cima do túmulo de Diana, com alguma coisa no bico. Franzi o cenho, curiosa a respeito disso. A pomba me olhou, como se me avisasse de algo e depois voou para onde não sei, meus olhos estavam fixos no que a ave deixou em cima do túmulo. Rapidamente levantei e fiquei parada, olhando pasma para o que ela havia deixado em cima da pedra.

Era um anel de prata com um brilhante, que deduzi ser uma rubi de mais ou menos cinco centímetros de diâmetro.

— Aí está a resposta para minha pergunta – olhei para os céus. – Da onde você arrumou isso, Senhor? – voltei meu olhar novamente para o anel. É uma bela jóia, sem dúvidas. Se eu fosse da realeza, com certeza iria querer um desse e, provavelmente teria um desse. Como se o anel me chamasse, coloquei-o no dedo indicador da mão direita, para logo depois afastar um pouco minha mão e olhar de alguns ângulos. Sorri. – Até que não ficou mal.

De repente, uma tempestade começou. O céu antes azul celeste, agora estava cinza escuro, aconteceu rapidamente essa mudança de clima. Com o anel ainda em meu dedo, saí rapidamente daquele lugar, mas quanto mais corria, mais confusa e perdida eu ficava. Parei. Olhei para os lados e nada. No céu, raios que pareciam rasgá-lo eram vistos, os barulhos ensurdecedores de relâmpagos eram ouvidos. E tudo começou a girar em meu redor.

Como em um aspirador, comecei a ser puxada para trás. Tudo começou a ficar em um azul claro e relógios e mais relógios eram vistos. Do mais moderno ao mais antigo. De todos os tamanhos, formatos e cores. A sensação do aspirador foi mudada, agora era como se eu caísse de um precipício, sem fim.

Minha garganta ardia conforme os gritos eram soltos. Senti o túnel dos relógios ficando mais apertado. Caí com tudo em algo pouco macio e grudento. Inesperado, foi quando começou. Inesperado, foi quando acabou.

Olhei ao meu redor, e só conseguia visualizar porcos cor-de-rosa. Onde eu estava? O que foi isso que acabei de passar? Um túnel do tempo? Olhei para minha mão. Onde estava o anel? Meu Deus! O que aconteceu?

Levantei rapidamente, atordoada, olhando para todos os lados possíveis. Não era onde eu estava ainda há pouco. A floresta fora substituída por um chiqueiro?

— Que nojo! – exclamei olhando para minha roupa, toda suja de lama.

— Hey! Você! Saia já daí! – ouvi gritarem atrás de mim. – Está assustando os porcos!

Como se percebendo que era comigo, afinal, eu era a única que estava no meio dos porcos, saí quase que correndo do meio daquilo tudo.

Quando saí do chiqueiro, pude prestar mais atenção ao meu redor. Era praticamente tudo verde. Grandes árvores, arbustos, uma pequena casa, o chão era repleto de folhas amareladas – secas. Vi um homem vestido com uma calça e uma blusa simples, mas que se podia reparar bem velha e suja, passou por mim puxando uma pequena carroça. O segui.

— Hey, moço! – o chamei, ele olhou para trás e parou a carroça, apressei meu passo até conseguir ficar de frente para ele. – Bom... – olhei para o céu, e deduzi que não deveria passar das dez da manhã. – Bom dia – sorri.

— Bom dia, senhorita – cumprimentou-me e sorriu, mostrando uma fileira de dentes não mais existentes.

— O senhor poderia me informar que lugar é este?

— Como não sabes o lugar que vós estás, senhorita? – gritou, chamando atenção das poucas pessoas que estavam ao nosso redor. – Está no ano de 1559 em Chenonceaux, nossa querida França – informou-me. – E estas vestimentas, minha cara jovem? Nunca vi uma moça tão bela, usando roupas tão vazias e de formas tão estranhas.

Olhei-me, está certo que a roupa estava totalmente suja, mas não era nada disso que ele falou não. Espera! 1559? Tipo, século XIV? Onde havia reis e rainhas? Ele só podia estar enganado, ou apenas mais um velho louco.

— Bem, obrigada senhor – agradeci e saí de perto dele. Onde já se viu criticar minha roupa? Bufei. Ia me sentar em uma grande pedra que havia ali perto, no meio do caminho, quando ouvi meu nome ser pronunciado.

— Isabella! – ouvi meu nome sendo chamado, desesperada, olhei para todos os lados procurando o dono ou dona daquela voz. Quando olhei para minha esquerda pude visualizar uma silhueta feminina. Vestida de vermelho escuro. Cor da realeza, sorrindo para mim. – Isabella! – olhei para trás, afinal, não existe somente eu no mundo, olhei novamente para frente e a mulher acenava para mim. Aproximei-me, olhando sempre pra trás. Quando cheguei perto o bastante dela, ela me puxou para um abraço. – Ainda bem que tu chegaste. Não via à hora de vê-la aqui – disse rente ao meu ouvido. Afastei-a de mim e a olhei direito. Ela me lembrava Angie, só que um pouco, tipo uns cinquenta anos mais velha.

— E a senhora é? – perguntei.

— Angelina Petit. Trabalho no castelo, e eu a chamei aqui – informou-me – Estamos passando por algo terrível, nosso príncipe esta sendo acusado por um crime horrível. Você precisa nos ajudar! – implorou.

— Crime? – Foi aí que eu me lembrei de tudo que Rosalie havia me dito:


(...) — Não vê? –aproximou-se mais de mim. – Este casal fora brutamente assassinado, e uma pessoa inocente pagou por isso, – pausa – enquanto o assassino conseguiu aquilo que tanto almejava.

Estou entendendo o que está querendo dizer – refleti um pouco. – O propósito de tudo isso, é que eu e minha equipe descubramos o assassino?

Isso! Exatamente – aproximou-se dos túmulos. – Assim a alma de ambos possa descansar em Paz.

Era uma história intrigante. Gostaria muito de saber a verdade que ronda o Castelo.

Irei fazer o que for preciso, e quando soubermos o que realmente aconteceu, todos os livros de história terão que ser modificados – Rosie riu brevemente. (...)


— Sim. Venha comigo, irei lhe explicar tudo – ela me abraçou pelo ombro e me guiou até o castelo. Como ele poderia ser ainda mais lindo esse século? Esplendido! Entramos pelos fundos, e ela me levou até um quartinho. — Em cima da cama possui uma peça de roupa, você pode se limpar ali – apontou para uma bacia cheia de água. – Este quarto não é seu. Se der tudo certo, você ficará no quarto ao lado do de Alice.

Sentei-me na cama e a olhei. Precisava de explicações.

— O que aconteceu na realidade?

— O príncipe fora acusado, injustamente, de assassinato – suspirou. – Acusado de matar os próprios pais. Isso não é verdade. Disso eu tenho certeza – pausa. – Você precisa ajudar Alice, eu e, principalmente, o príncipe, a descobrirmos a verdade, e colocar o verdadeiro assassino na prisão.

— Deixe-me ver. Seus pais eram Diana e Henrique? E daqui a cinco dias, haverá um julgamento e ele irá ser culpado, condenado a morte e ter sua cabeça arrancada pela guilhotina? – perguntei. Ela arregalou os olhos em surpresa. – É realmente isso? Jesus!

— Sim, Isabella, é realmente isso. Meu Deus, você está realmente para nos ajudar. Tu irás, não é?

— Sim, claro, estou devendo isso a alguém – sorri em concordância.

— Obrigada, muitíssimo obrigada – ela veio correndo ao me encontro abraçando-me, a segunda vez naquele dia. – Agora se vista, não temos muito tempo, temos que começar e rápido! – apressou-me.

Em menos de meia hora, me limpei e vesti o vestido que estava em cima da cama. Ele era lindo, na cor verde escuro, com detalhes em branco e os detalhes dos detalhes em verde oliva. Os sapatos eram da mesma cor, e não possuía um salto enorme, o que era maravilhoso pra mim.

Conforme, Angelina ia me conduzindo pelos corredores do castelo, mais bestificada eu ficava. Sei que isso deva estar sendo chato, de tanto repedir a mesma coisa, mas é a mais pura verdade. Tudo tão clássico. A vi, virando o corredor e entrando em um dos quartos que ali havia. Entrei sem exitar.

O quarto era lindo, totalmente decorado nas cores azul turquesa, rosa pálido e cinza claro, além das estampas dos tecidos floridos. A cama era de uma cor de ouro envelhecido e os outros móveis da mesma cor. Em frente ao espelho estava uma garota, mesmo sentada, pude notar seu tamanho, ela era pequenina, no meu ver uma anã. Ela nos viu pelo espero e logo se virou.

— Angelina que bom que chegou! – exclamou alegre, e logo se voltou para mim - Você deve ser Isabella. Prazer, Alice – fez uma reverencia com o vestido. Imitei seu gesto.

—Pelo visto acho que todos me conhecem.

— Nem todos. Apenas nós sabemos do verdadeiro motivo de sua chegada. Outros apenas pensam que você é minha sobrinha que veio me visitar – Pronunciou, Angelina.

— Ah. Mas até agora, só sei algumas coisas básicas. Por exemplo, que estou aqui para ajudar a desvendar um mistério. Mas não sei como vocês me chamaram.

— Sente-se, a história é longa e o tempo é curto – desta vez fora Alice que falou me indicando um divã para que me sentasse. – Angelina deve ter contado do porque de estar aqui e nada mais justo de saber, do como. Explique a ela Angel.

— Com muito prazer minha senhora – Angelina começou a andar de um lado para o outro, e começou a falar. – Isabella, querida, primeiramente muito obrigada por aceitar nos ajudar. Sei que já te expliquei algumas coisas, mas vamos ao que interessa. Eu a chamei aqui. Mas fora Deus que a trouxe até mim. Tu viste algo estranho antes de vir parar aqui? – perguntou.

— Isso com certeza – exclamei. – Bom, primeiro, veio uma garota, Rosalie, falar comigo, contado uma história e me levando a dois túmulos. Depois apareceu uma pomba branca, trazendo um anel. Eu o coloquei e fim. Vim parar aqui – expliquei.

— Este anel por acaso era feito de prata com uma grande pedra vermelha? – perguntou, Alice.

— Sim este mesmo. Mas sumiu quando eu vim parar aqui – minha careta de desgosto era evidente.

Alice, voltou-se para uma mesinha, abriu alguma gaveta e de dentro dela tirou uma caixinha de metal, chegou perto de mim, abrindo-a e me mostrando o bendito anel que estava em meu dedo a poucas horas.

— Por acaso, seria este? – perguntou.

— Esse aí. Mas até agora não entendi o que esse anel tem haver com isso tudo.

— O anel é encantado. Recebi de presente de Jane, a feiticeira do castelo. Ela disse-me que ele foi feito pelos antigos povos que moravam em uma terra distante, para que resolvesse os problemas em um simples passe de mágica – explicou-me – Ninguém sabe que o tenho, a não ser Angelina, mas esta soube ha pouco tempo – pausa – Como pode perceber, em volta do aro do anel, possui escritas antigas e as dizendo, junto com este encantamento – estendeu-me um pequeno pedaço de papel, onde tinha alguma coisa escrita, mas não consegui entender – Pedi para que me trouxesse ajuda, e aí está você. – terminou.

Fiquei absorvendo toda a informação que me foi contada. Desde o momento que cai neste mundo até agora. Isso tudo era uma loucura! Mas se essas pessoas precisavam da minha ajuda, e como estava devendo este favor a Rosalie e a mim mesma, pois eu estava curiosa e de alguma forma estava sendo "puxada" e conectada a esta história. Precisava ficar descobrir e verdade e fazer justiça.

— Como disse antes, irei ajudar. Essa história toda é uma loucura tremenda! – suspirei. As duas sorriram agradecidas. - Só tem uma coisa – levantei as sobrancelhas.

— Qual? – perguntou Alice em distinta curiosidade.

— Preciso conhecer o acusado.

FIM DO CAPÍTULO 1.


E aí, gostaram? Mereço reviews? Bjos e até a próxima ;*