N/A: Obrigado pelos comentários, são vocês que me impelem a continuar a escrever :P

Alexia Black Potter: Ainda bem que gostaste =D. Sim, clichés estão em tudo e mesmo que eu me tente livrar deles, não é possível. Mas o que era de uma história sem cliché? Ui, claro que vai haver... Muita confusão! Também, com a vida de uma Lily maluca rodeada dos marotos e das amigas dela... Como poderiam ter um dia normal? o.O Obrigadooo pelo review =) Beijinhoos*

Luly ST. James: Muito obrigado pelo review! Fico feliz que tenhas gostado da fic, mas ela não vai ficar por aqui... Não sei quantos capitulos vai ter mas ainda vao ser alguns... Gostas do português de portugal? Ainda bem! Eu também gosto muito de algumas expressões que vocês utilizam! Mais ou menos isso... Ela quer esquecer o James! E vai tentar arranjar um namorado. Beijinhoos*

Bruh Prongs: Já passei pela tua, também mas ainda não a li toda... Acho que estou no capítulo 4... Vou ver se hoje tiro um tempinho para ler. Misteriosa? Talvez um bocadinho... A sério que gostaste^? Estou tãão feliz *.* Obrigadooooo e beijinhos*

E aqui está o capítulo 3... Avisos só lá em baixo, por isso acompanhem a vida desta adolescente louca o.O


Upside Down

by Inês Potter


Capítulo 3 – Momentos

O dia seguinte amanheceu docemente e eu acordei com uma tranquilidade que já não sentia há muito. Sai da cama ainda as outras dormiam e pensei seriamente em acordar Mary para lhe mostrar que não tem assim tanta piada obrigar as pessoas a levantarem-se de madrugada. Apesar disso e da vontade que senti de lançar um balde de água a Melanie, vesti-me rapidamente e desci para a Sala comum.

Como é óbvio àquelas horas da manhã não havia um único ser de pé por isso resolvi ficar sentada numa mesa a tentar começar os trabalhos que deveria ter feito ontem. Eu sei, uma cena triste, deprimente até, acordar tão cedo e resolver fazer tarefas atrasadas mas hoje como disse estava a sentir-me calma. Não sei porque isso me fez ficar a fazer trabalhos de casa mas quando elas desceram estava a acabar de escrever a última palavra da redacção de poções.

-O mundo deve estar a acabar – comentou Lene depois de espreitar o que eu tinha estado a fazer.

-Porquê? – perguntei enquanto arrumava os pergaminhos e os livros no meu saco.

-Ora, Lily Evans a fazer os trabalhos de casa numa madrugada de terça-feira.

Concordei com a cabeça.

-Sim, o mundo deve estar mesmo a acabar. – e depois deste nosso diálogo que equivaleu a um "Bom dia, amiga! Dormiste bem?", eu e as raparigas dirigimo-nos para o salão Nobre.

Comi devagarinho e estava prestes a levantar-me quando chega o resto da tropa toda.

-Mas que falta de respeito, não esperaram pelo macho-men? – perguntou Six.

-Não, Sirius, hoje temos mais que fazer – e saímos pela porta deixando Rem, Sirius, Frank e Peter abobados.

Entrámos na sala de encantamentos que de momento ainda se encontrava vazia. Olhei para as minhas três sorridentes amigas e lembrei-me do meu golpe de génio da noite anterior. Não podia ter a certeza completa sobre as suas obsessivas paixões obscuras mas havia de descobrir. Contudo, sempre poderia dar uma ajudinha ao destino. Entretanto iria divertir-me com o meu plano malévolo.

-Então, que perguntas escolheste? – perguntou Mary.

-Ahm, só algumas coisas básicas… E vocês? – perguntei.

-Coisas importantes – disse Lene, contente demais para o meu gosto.

-Mãos à obra – disse eu e começámos imediatamente a ler o que tínhamos escrito.

No final de tudo escrevi num pergaminho aquelas que tinha concordado em enviar aos rapazes. A ideia mirabolante das perguntas tinha sido de Alice e as outras duas concordaram, por isso não tive como dizer não.

Li a lista e revirei os olhos nalgumas delas que eram particularmente estúpidas.

És solteiro, estás apaixonado por alguém ou estás livre?

Esta pergunta foi obviamente colocada por mim. Não quero cá confusões com namoradas ciumentas e relações estranhas.

Quais são os teus hobbies e favoritos?

A minha segunda questão. Seria mais fácil sair com alguém que tivesse as mesmas preferências que eu, acho.

Gostas de chocolate?

Confesso que esta também não é normal mas eu não posso namorar alguém que sobrevive sem chocolate. É natural que queria saber!

Cuecas ou boxers?

Foi contra a minha vontade que coloquei esta pergunta. Só poderia ser de Lene, óbvio. Ela diz que rapaz com cueca não é rapaz… Manias! Não sei o que a roupa interior interfere com a personalidade de alguém.

O que és capaz de fazer pela rapariga que amas?

Escusado será dizer que foi ideia da Alice. Ela é uma romântica incurável.

Estás disposto a uma relação séria?

Outra pergunta minha.

O que é que comes ao pequeno-almoço?

Esta foi muito estranha. Eu olhei interrogativamente para Mary mas ela só disse "O que é? Não me lembrava de nada." e eu ri-me.

No final ficou qualquer coisa do género:

"Caro Sr. (espaço para escrever o nome)

É meu prazer informá-lo de que foi meticulosamente seleccionado entre a densa população de Hogwarts para sair com uma rapariga escolhida pelo novo programa de encontros da escola. A fim de ser o finalista terá de preencher o formulário enviado em anexo para que os requisitos possam ser analisados.

Mais tarde daremos novas instruções e pistas sobre o que fazer a seguir.

Sem mais nenhum assunto a tratar,

Cupido, o deus do amor."

A carta ficou linda! Fartei-me de rir. Copiei-a para alguns pergaminhos e fui ao corujal. Peguei em Jim e atei os pergaminhos à pata. Afaguei-lhe o bico e ela voou para o outro lado de Hogwarts.

Acabava de tocar para o segundo tempo da manhã quando aparece Severus à minha frente. Eu desviei-me mas ele não me deixou passar. Suspirei e tirei a varinha do bolso.

-Sinto muito, Snape, mas se não sais da frente vou ter de te azarar. – disse eu.

-Aprendeste com os teus novos amigos? – perguntou com um sorriso mesquinho. – Não te preocupes, só quero falar contigo.

-Diz o que tens a dizer. Rápido. Tenho de ir para a aula.

-Porque é que andas com o presumido do Potter e os amigos? – perguntou com a voz embargada pela raiva.

-É isso que tens para me dizer? Sinceramente Snape, pensei que fosses mais inteligente. Eu ando com eles porque são meus amigos mas presumo que não consigas compreender o que isso seja.

-Amigos? Ele é um prepotente. Não presta. – retorquiu ele.

-Temos opiniões diferentes sobre quem não presta. E creio que não preciso de ter esta conversa contigo, não te devo satisfações da minha vida.

Fazia questão de me ir embora mas ele continuou a falar e eu parei para olhá-lo de frente.

-Lily, eu quero que me perdoes por te ter chamado sangue de lama e –

-Era esse o verdadeiro motivo da conversa? Para a próxima vez deixa de enrolar. Já sabes quais vão ser as minhas palavras. Primeiro: para ti nunca mais me vou chamar Lily. É Evans. Segundo: sangue de lama é o que tu chamas a todos os que são como eu. Será que realmente te arrependes do que fizeste? Terceiro: eu já não te conheço Snape. Já não és o Sev, o meu amigo. Mudaste e eu já me cansei de todas as oportunidades que te dei. Passa bem. – despejei, furiosa. E eu que pensei que este ano ele não me ia chatear. Realmente era pedir muito!

-Não, eu não quero que as coisas fiquem assim! – gritou ele, enquanto corria atrás de mim.

-Ranhoso larga-me. – ele tinha-me agarrado pelo braço e encostado à parede.

-Eu sinto muito. – suspirou ele.

-Eu sinto mais – lancei-lhe um Petrificus Tottalus e fugi pelo corredor fora enquanto ele caia para trás no chão.

Corri para a sala de Transfiguração e tentei entrar despercebida mas como é óbvio fui apanhada por McGonagall que me deu uma valente reprimenda por uma delegada dos alunos ter chegado dez minutos atrasada à primeira aula do período. Eu esforcei-me imenso para me manter séria mas a cara de gozo de Six e as caretas de James estavam a meter tanta piada que acabei por lançar uma gargalhada.

A aula acabou e eu sai de lá com trabalho de casa extra por causa das gracinhas dos meus queridos amiguinhos. Atirei-me para cima dos dois anormais e fiz-lhes uma amona. Antes deles se recomporem tirei a minha mochila das costas e mandei-a para James, que a apanhou com um ar confuso e pus-me às cavalitas de Six que remungou muito porque eu tinha engordado imenso nas férias e blablabla…

Fui às cavalitas dele até chegar ao salão Nobre enquanto me ria das caretas de dor que ele fazia. Quando cheguei sentei-me prontamente na mesa e comecei a atacar a comida. A certa altura Melanie chegou perto de nós e roubou James para perto dos amigos dela. Eu suspirei e continuei a comer a minha torta de abóbora como se não fosse nada. A hora de almoço passou entre muitas crises de riso e fui para a aula de DCMN (Defesa Contra Magia Negra) bem mais contente.

Sentei-me numa das carteiras ao lado de Alice e tentei tirar os meus pergaminhos da minha mochila mas não obtive grande resultado já que esta ainda estava com James. Esperei pacientemente que ele chegasse mas a aula começou e acabou e nada do espertinho aparecer. Estava muito irritada. Por uma estranha coincidência nenhum dos seres vivos a que chamo amigos tinha um pergaminho a mais que me pudesse emprestar. Por causa disso não tirei quaisquer apontamentos e teria que os pedir mais tarde a Remus, o que me tiraria o pouco tempo livre que tinha.

Assim que acabou a aula decidi procurá-lo pelo castelo. Investiguei nos campos, perto do lago, nalgumas das salas de aula e na sala comum. Já estava para ir exigir ao Six e ao Rem aquele mapa que eles criaram quando ouvi uns barulhos numa sala qualquer. Normalmente não sou dessas pessoas que vai espreitar o que os outros andam a fazer mas não sei porque entrei na tal sala. O que vi deixou-me mal. Mesmo mal. James e Melanie estavam a beijar-se, de tal forma enrolados que não sabia onde começava um e acabava o outro. Se tivesse qualquer coisa nas mãos provavelmente tinha deixado cair ao chão mas como não era esse o caso corri dali o mais rapidamente possível.

Não reparei para onde estava a ir, só sei que a certa altura estava cansada, doíam-me os músculos todos e cada parte do corpo, principalmente o coração. Sem sequer pensar no que fazia deixei-me cair no chão. Não sei porque fiquei tão perturbada com aquilo que vi. Eles eram namorados, é claro que faziam esse tipo de coisas só que não estava à espera de os encontrar assim àquelas horas do dia numa sala deserta. Não esperava que James se baldasse às aulas para estar com a sanguessuga. Dado o meu estado de dormência é-me impossível lembrar de quando adormeci mas recordo-me de despejar as emoções enquanto as lágrimas corriam pelo rosto.

Despertei vagamente depois de uns sonhos estranhos e confusos onde corria sem parar e depois caia no vazio. Lentamente semicerrei os olhos e vislumbrei um tecto branco. Franzi o sobrolho ao pensar que o tecto do meu dormitório não era branco e só depois é que me lembrei de que não tinha ido para lá. Entrei em pânico de tal forma que me sentei rapidamente e me pus a olhar para todos os lados para tentar perceber onde estava.

-Calma Lily, está tudo bem – disse alguém que estava ao meu lado direito.

Virei-me para a voz e pude reconhecer a face do Frank. Mas que raio fazia ele ali? Só depois é que olhei em volta para as prateleiras cheias de remédios, paredes e camas brancas e pude constatar que estava na enfermaria.

A pergunta que martelava na minha mente era como é que eu tinha chegado lá. Ontem ou anteontem ou no triste dia em que encontrei o James e a Melanie muito entretidos fugi para um sítio algures mas tenho a certeza que não foi a enfermaria. Teria reparado se assim fosse. Se calhar tenho poderes desconhecidos que me teleportaram para lá. Que coisa mais estúpida, eu não tenho remédio. Ainda nem sequer começaram as aulas para aparatar.

Senti qualquer coisa na minha cabeça que me fez deitar novamente na cama. Estava a sentir-me com tonturas e começava a estar com calor.

-Madame Pomfrey, ela já acordou – disse Marlene.

-Muito bem, afastem-se. – ela começou a medir-me a temperatura e a fazer um exame geral.

Depois disso foi buscar um dos inúmeros frascos a uma das prateleiras e deu-me uma colherada do conteúdo. O remédio era amargo e sabia imensamente mal mas nem sequer tive oportunidade de protestar porque acabei por adormecer.

Acordei com a claridade que vinha das janelas e num turbilhão vieram as minhas recordações. Queria saber porque estava na enfermaria. Eu não estava doente, não tinha nada porque é que me obrigaram a ficar ali e a tomar aquele estúpido remédio?

Sai da cama silenciosamente para me tentar escapulir da enfermeira mas esta apanhou-me quando estava quase a sair pela porta. Sorri amarelo com o olhar severo dela e voltei para a cama.

-Madame Pomfrey, porque é que estou na enfermaria?

-Porque ficaste doente, querida. Quando te trouxeram estavas encharcada e com febre alta.

Como é que eu fiquei encharcada? Não em lembro de ter entrado no lago…

-Quem é que me trouxe? – perguntei.

-Foram os teus amigos. – disse ela como se fosse uma coisa óbvia.

Esperei um segundo enquanto ela tratava de outra pessoa que estava deitada numa cama em frente à minha e perguntei:

-Posso sair?

-Sim, podes mas se tiveres alguma recaída volta cá imediatamente.

Eu vesti-me atrás da cortina que escondia a minha cama e pude finalmente ir-me embora daquele sítio. Dado o silêncio do castelo e as poucas pessoas que andavam por lá estava a meio das aulas. Não querendo entrar a meio do tempo fui para a sala comum e depois para o dormitório.

Deitei-me na cama de bruços e só depois reparei em Jim, à minha frente com cartas na pata. Dei-lhe um abraço e tirei-lhe os pergaminhos deixando-o em cima da minha cama a olhar para mim atentamente.

O primeiro era de John McCollin.

"Isto é algum tipo de brincadeira? Sinceramente não achei muita piada. Sê mais criativo ou criativa da próxima vez."

Nem toda a gente teria de levar isto a sério. Eu também não saberia o que iria pensar se me mandassem uma carta assim. Só espero que os outros tenham escrito algo mais simpático.

O segundo de um Ravenclaw qualquer.

"1. Estou disponível.

2. Gosto de estudar e passo muito tempo na biblioteca. Participo em muitos clubes extracurriculares de Hogwarts. Não pratico Quidditch e acho um desporto demasiado perigoso e arriscado por isso só pratico desportos de cérebro, como costumo chamar. Pretendo vir a ser um prestigiado funcionário do ministério da Magia.

3. Nem por isso. Faz-me alergia.

4. Recuso-me a responder.

5. Sou capaz de ser romântico, se é isso que querem saber.

6. Sim.

7. Cereais no leite e torradas.

Será que chega?"

Eu risquei o nome da minha lista. Demasiado fanático por estudos, não gosta de Quidditch e ainda tem alergia ao chocolate. Parece-me que não ia ter tempo para mim com esses tais clubes.

Abri a terceira carta.

"Desculpa. Obrigado pela oportunidade que me deste mas eu já tenho namorada e estamos muito felizes. De qualquer forma se estiveres à procura de amigos não me importo. Beijinhos."

Decidi que iria falar com este rapaz, mesmo que não fosse para ser meu namorado daria um óptimo amigo.

Por fim a carta de Amos.

"1. Estou sozinho.

2. Gosto de música, de jogar Quidditch (sou seeker na equipa dos Ravenclaw), uma das minhas disciplinas preferidas é DCMN e adoro fazer caminhadas pelo exterior.

3. Gosto de chocolate.

4. Boxers.

5. Sou capaz de fazer qualquer coisa pela pessoa que amo, especialmente se ela merecer.

6. Sim.

7.O que me aparecer à frente.

Desejem-me boa sorte."

Só agora me apercebo realmente o quanto Amos é prefeito. Temos mais ou menos os mesmos gostos. Vai ser amor à primeira vista! Não à primeira porque eu já o vi muitas vezes mas vocês percebem.

E a última carta era de Matthew Roberts.

"Eu já estou de olho em alguém por isso não vou responder ao formulário mas fico contente que se tenham lembrado de mim."

Nesse momento a porta do quarto abriu-se com um estrondo e as minhas amigas entraram. Eu mandei um salto e a carta escorregou-me das mãos com o susto. Olhei para elas, que ainda recobravam fôlego.

-Lily, estivemos agora na enfermaria para te ver e a Madame Pomfrey disse que já te tinha deixado sair – disse Lene. – Como te sentes?

-Eu sinto-me optimamente.

-A sério? – perguntou Alice. – Não me pareces estar com um grande aspecto.

-Alice, eu estou normal. Mas eu precisava que me explicassem algumas coisas. – disse enquanto coçava a cabeça num gesto interrogativo. – Como é que eu fui parar à enfermaria?

-Bem, o que aconteceu foi que ontem depois de Defesa contra Magia Negra desapareceste e nem sequer foste a Herbologia. Como não é coisa tua faltares às aulas começámos a ficar preocupadas. Fomos falar com os rapazes e eles disseram que também achavam estranho. Então, o Sirius, o Remus e o Peter foram ao dormitório e quando voltaram disseram que tu estavas na orla da Floresta Proibida. – começou Mary.

-A Lene não acreditou no Six e acabaram por discutir mas como não tínhamos outro sítio em que procurar resolvemos ir lá com eles. – continuou Alice.

-Sim, e afinal o cachorro sempre tinha razão – murmurou Lene, contrariada. – Tu estavas lá e nós levamos-te para a enfermaria. O James soube do acontecido e passou por lá para ver como tu estavas mas a Madame Pomfrey apareceu e só me deixou ficar a mim e ao Frank. Fim de história.

-E como é que eu estava encharcada?

-Estava a chover. – respondeu Mary.

-A chover? Mas estava um dia tão bonito! – estranhei.

-Dizes bem, estava. Mas à tarde começou uma tempestade. – disse Lene.

-Impossível – murmurei.

-Lily, eu sou uma feiticeira, não uma meteorologista. Não te posso explicar o que se passa de estranho com o tempo.

-Enquanto vocês as duas discutem o tempo podíamos estar, talvez a perguntar à Lily o que fazia ela à frente da floresta Proibida.

Eu corei. Decidi que talvez fosse melhor contar a verdade às meninas. Elas tinham direito de saber.

-É complicado…

-Nós entendemos – retorquiu Alice e mandou-se para cima da minha cama para ouvir a minha triste história de amor. Elas mostraram-se inteiramente à altura. De vez em quando faziam pequenas interrupções para perguntar algumas coisas.

-Bom, e eu descobri que gostava do James mas ele tinha deixado de me pedir para sair. – elas lançaram risinhos histéricos, gargalhadas maliciosas e danças de comemoração.

-Eu sabia! Eu sabia que tu ainda te ias apaixonar pelo James. – disse Alice enquanto pulava em cima da minha cama.

-Parabéns Lily, finalmente viste o óbvio. – comentou Mary com um grande sorriso. Ora que lata, ela também ainda não percebeu que gosta de Remus e eu já!

-Estava à espera que dissesses isso. – Lene dizia isto enquanto se levantava e aproximava de Mary.

-Então porque? Para te declarares ao Six, espero. – disse eu.

-Oh Lily, que engraçadinha. Não, para ganhar uma aposta. – e sorriu para Mary, que suspirou e tirou algumas moedas do bolso.

-Bem, eu esperava que a Lily não admitisse isso tão cedo – refilou Mary depois de lhe dar o dinheiro.

-Ei, vocês fizeram uma aposta sobre eu admitir que gostava do James? – quase gritei.

Elas concordaram com um aceno de cabeça.

-Tudo bem, eu mereço. – E suspirei.

-Vocês são um casalinho perfeito! – saltitava Alice.

-Sim, perfeito em tudo. Só que ele namora com a Melanie – disse eu, com ironia.

-Mas podemos resolver isso – comentou Lene com um sorriso malicioso.

-Muito tentador mas não seria justo. Se o James gosta dela. – fiz uma pausa. – Vamos mas é por o plano AN em acção.

-Tudo bem, se é isso que queres. – ela encolheu os ombros. – Eu tinha umas ideias maravilhosas que iam –

-Ainda não nos explicaste porque é que estavas na floresta – cortou Mary.

-Eu estava na floresta por causa do James.

-Ele estava lá? – perguntou Alice.

-Não, nada disso. Eu estava à procura dele.

-Estavas à procura dele na floresta? Realmente Lily! – disse Lene.

-Importam-se de me deixar falar? – elas sorriram amarelo. – Eu estava à procura de James no castelo porque ele tinha ficado com a minha mochila. Acabei por encontrá-lo numa das salas com a Melanie e, bem, fiquei de rastos e fugi para mais longe dali que consegui.

O que é óptimo de ter amigas é que elas conseguem sempre animar-nos. Como agora quando depois da minha pequena narração começaram a chamar todos os nomes e mais alguns à nossa querida companheira de quarto. Eu abracei-as e agradeci-lhes por tudo e só depois é que elas se lembraram de que tinham prometido aos outros trazerem-me para baixo.

Descemos a correr até aos cinco rapazes que estavam praticamente deitados nos sofás da sala comum.

-Vocês demoraram. – comentou Frank.

-Pensávamos que um hipogrifo grande e feio vos tinha raptado – Sirius ainda não se tinha refeito da aula de Cuidados com as Criaturas.

-Que piada, Black. Tão engraçadinho como sempre! – disse Lene com ironia - Ficamos lá a conversar e esquecemo-nos de vocês .

-Oh, então é isso que nós somos? Pessoas que vocês esquecem? – choramingou Sirius.

-Sirius, Sirius, não pensei que te deixasses afectar por tão pouco. Afinal, será que aí dentro – toquei-lhe na barriga – ainda está o rapaz que não se importava com nada? – eu estava a rir.

-Lilyzinha, não tinha reparado que estavas aí. És tão pequenina… - eu odeio que me chamem pequenina. Eu tenho um metro e sessenta, não sou tão baixa assim. Pus-lhe a língua de fora. – Como estás?

-Eu estou bem, obrigado. – respondi virando a cara.

-Qual é a ideia maluca que passou pela tua cabeça para ires para a floresta proibida? – perguntou Frank.

-Ali vê-se bem o pôr-do-sol – comentei, com um ar sonhador.

-Lily! – resmungou Remus com um ar sério.

-Pronto. Foi um desvario do momento. Apeteceu-me ser rebelde.

Eles gozaram comigo mais uns bons trinta minutos e por fim pareceu-me que já estava a ser demais.

-Lembrei-me de uma coisa – pus um ar muito zangado e pareceu-me que eles ficaram com medo. Já sabiam como eram os meus gritos. – o que é que os marotos têm a dizer sobre um frasquinho de Veritaserum?

Frank pareceu confuso mas os restantes arregalaram os olhos. Mesmo que eu não soubesse que tinham sido eles, acabavam de se entregar.

-Estou à espera. – expressão ameaçadora.

-Nós? – gaguejou Sirius. – Nada.

-Têm a certeza? – perguntei.

-Sim, absoluta – disse Peter antes de desaparecer com a desculpa de ir à cozinha.

-A mim não me parece. Acho que se lembram de ter fornecido um frasco de Veritaserum para fins não próprios.

Eles continuaram a sorrir inocentemente.

-Remus? Nunca pensei isto de ti. Um prefeito? – esbocei um ar desiludido.

-Lily, isto não é o que parece. – disse ele.

-Então é o quê?

-Um engano? – ele ruborizou enquanto falava.

-Pois, claro. As minhas fontes são fidedignas. – comentei eu depois de piscar o olho a Lene.

-Marlene – chamou Six – Prometeste que não dizias nada.

-Não me chames Marlene – ela elevou o tom de voz. – E eu não disse. Só demos uma pista inocente.

-Isso é a mesma coisa teres denunciado. A Lily não é burra, sabe juntar dois mais dois. – refilou ele, irritado.

-Bem, então paciência. Já está feito.

-É muito fácil falar. Não és tu que vais levar detenção!

Eu olhava de um para outro como num jogo de ping-pong. Estava a sorrir.

-Acabaste de te entregar, Six.

-Bolas. – resmungou ele.

-Lily, isso não é justo – disse James que até então se tinha mantido calado e estava sentado com um ar pensativo no sofá – o Veritaserum era água.

-O quê? – perguntei. Virei-me para as raparigas. – Vocês sabiam?

Elas sorriram amarelo e acenaram com a cabeça.

-Eu vou-vos matar! Obrigaram-me a dizer aquilo tudo e afinal era só água! – estava a gritar enquanto corria atrás delas pela sala comum (o que, por acaso é uma cena muito comum. Digo, eu correr atrás de alguém num sítio qualquer com o intuito de sufocar essa pessoa até à morte. Hábitos…). – Marlene McKinnon, Mary Macdonald, Alice Prewett vocês estão mortas.

Fartei-me de correr mas passados alguns minutos arrastei-me até Remus.

-Rem, emprestas-me os apontamentos das aulas a que faltei?

Ele sorriu e acenou com a cabeça.


N/A: Eu sou uma desnaturada! Passou uma semana e ainda nem tinha postado o capítulo mas eu decidi que só postaria o próximo quando escrevesse o outro e por ai adiante... E eu tive uns probleminhas de falta de tempo... De qualquer forma está aqui!

Não me matem, não me esfolem, que sou eu quem escreve a história (o meu ego está a aumentar e não sei se isso é bom...).

Eu detesto a Melanie! Não sei quanto a vocês mas eu não gosto mesmo nada dela. Não tenho traumas com Melanies mas o James só pode ficar com a Lily... ou comigo (sim, eu sonho bastante). Ah, e o Snape. Também não gosto muito dele, apesar dele afinal ser bonzinho. Só... Não gosto.

Espero que tenham gostado deste capítulo... O próximo para a semana, acho (a não ser que eu tenha uma inspiração momentânea). Então, muitos beijinhos...

Reviews?

(P.S.: Obrigado pelos reviews... São as maiores!)

Inês*