N/A: Tou tristinha... Não há reviews...
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Capítulo 4 – Engano
-Lily, será que posso falar contigo? – perguntou James enquanto eu me levantava para ir dormir.
-Que pergunta… - eu revirei os olhos – Mas é claro. Diz!
-A sós? – pediu com um ar sério.
Um arrepio passou-me pela espinha. Ele quer falar comigo a sós. Será que ele me viu a espreitar lá na sala? Eu não sei com que força bati a porta depois de sair. E ele estava virado para ela! Ai, Merlin… E se ele relacionou o meu súbito desaparecimento com o que vi lá na sala? Lá se vai o meu plano por água abaixo. Como seria se ele soubesse que eu gosto dele? Ele gosta de Melanie, ela gosta dele, eu gosto dele. Triângulo amoroso. Eca!
-Sim. – eu estava muito insegura e curiosa. Já disse que James é a pessoa mais interessante que eu conheço? Eu sou muito repetitiva…
Ele puxou-me pela mão e subiu para o dormitório comigo logo atrás. Alice ficou a olhar para mim com um grande sorriso como se agora aparecesse um cavalo branco, o uniforme de James se transformasse em roupas de príncipe e, pegando em mim partíssemos para muito longe e vivêssemos felizes para sempre. Lene sorria como quem diz 'Uh-uh, aproveitem que sozinhos no dormitório não é todos os dias'. Eu não sei como mas adivinho sempre os pensamentos das pessoas, sou a maior. Até é divertido olhar para uma rapariguinha que passa pelo corredor e imaginar que ela está a cantar o hino da Grã-Bretanha em todas as línguas.
Entrámos no dormitório e eu encostei a porta atrás de mim.
-O que é que se passa? – perguntei.
-Nada de mais – ele sorriu – Era só para te dar isto. – e deu-me a minha mochila.
E eu que já começava a stressar… Peguei nela imediatamente. Que saudades!
-Obrigado, James, andava à procura dela. – eu esbocei um sorriso e fiquei a olhar para ele, que por sua vez fitava o chão. – Aliás, eu andei à tua procura.
-Ai sim? – ele estava com a sobrancelha franzida.
-Sim.
Depois de alguns segundos ele finalmente perguntou:
-Está tudo bem contigo?
Eu pigarreei e respondi.
-Sim, está tudo. Não tenho febre nem tonturas mas parece que sempre fui parar à enfermaria para tomar remédios. – conclui, enquanto ria.
Ele também riu.
-Queres chocolate, Lil?
-Chocolate? – os meus olhos voaram rapidamente para ele – Quero! – respondi, muito animada.
James é a melhor pessoa que existe. Benditos sejam os pais dele! Tenho de me lembrar de lhes agradecer.
-Senta-te aqui. – ele tocou na cama ao lado dele.
Eu corri até ele e sentei-me ao seu lado. Estendeu-me uma barra de chocolate parecida com a que o Peter estava no outro dia e eu fiquei tão feliz que abri o pacote e comecei logo a comer enquanto ele me observava. Eu corei e virei-me para ele.
-Estás estranho. – disse eu – Demasiado pensativo.
-Estava a pensar em como as coisas mudaram. No inicio do ano passado tu não me suportavas e eu ainda andava a correr atrás de ti – disse ele, sorrindo levemente – E agora estás aqui a comer chocolate comigo.
-Sim, as coisas mudaram muito nos últimos tempos… Nem sabes o quanto.
Ele olhou interrogativamente para mim e eu sorri inocentemente enquanto amaldiçoava a minha boca por tantas vezes falar demais.
-Que queres dizer com isso?
-Nada. Sabes, eu estou a ficar com muito sono – bocejei. – Tu não estás? – Não lhe dei tempo para responder. – Eu preciso mesmo de ir. Sabes como fico se não durmo nada de jeito. Obrigado pelo chocolate! Prometo que vou guardar carinhosamente e comer um pedacinho todos os dias. Ou não. – ele balançou a cabeça negativamente e eu desci para a sala comum onde estavam os meus amigos a jogar Xadrez dos feiticeiros. Sirius estava de um lado com Peter a apoiá-lo enquanto Remus era apoiado por Lene (só para irritar Six, presumo), Mary e Alice. Frank tinha desaparecido. Eu ri enquanto Sirius fazia Xeque ao Rei, muito contente e segundos depois Remus fazia Xeque-Mate. Lene parecia estar a divertir-se a chatear a paciência de Sirius e portanto eu subi directamente para o meu dormitório onde, depois de ter colocado as cartas dos meus possíveis namorados debaixo da almofada, me esforcei para dormir instantaneamente.
Já era tarde quando acordei no dia seguinte e por incrível que pareça, as minhas melhores amigas já tinham descido sem mim. Tomei um duche e vesti o meu uniforme mas só reparei que estava atrasada quando desci para a sala comum e esta estava vazia. Corri pelas milhentas escadarias de Hogwarts até chegar ao Salão Nobre e entrei a correr para me sentar na mesa e tomar o pequeno-almoço. Nunca fui muito fã das grandes entradas mas como para mim corre sempre tudo do avesso foi exactamente isso que aconteceu. Dumbledore estava a anunciar qualquer coisa quando aqui a esperta entrou. Toda a gente se virou para me observar e eu corri até ao sítio onde estavam os meus amigos.
-O que é que o Dumbledore estava a dizer? – perguntei.
-Antes da tua grande entrada? – retorquiu Mary.
-Sim, antes do meu show. – respondi.
-Ele estava a dizer que em Outubro vai haver, aliás como sempre, festa de Halloween e que a meio do ano haverá uma grande surpresa que ele está em pulgas para contar.
Eu franzi a sobrancelha e olhei para ela com cepticismo.
-O que é? Foi mais ou menos isso…
Comecei a tomar o meu pequeno-almoço antes que as mesas ficassem novamente vazias e eu tivesse de ir para as aulas sem comer nada.
Por fim depois de já ter açambarcado tudo o que costumo comer ao pequeno-almoço disse:
-Lene, porque é que não me acordaste de manhã?
-Porque estavas a dormir tão bem que eu nem pensei nisso. – ela disse isso como se fosse a coisa mais natural do mundo. Como se todos os dias elas não arranjassem uma nova forma malévola de não me deixarem dormir até às sete e meia!
-Pois… - eu continuava muito desconfiada.
-Então, ficas aí ou vens connosco, Lil? – perguntou Remus fazendo-me despertar dos meus pensamentos.
Olhei para cima e vi toda a gente levantada já a preparar para se irem embora.
-Eu vou com vocês – exclamei.
-Então vem, anã! – chamou James.
Eu emburrei e decidi que hoje não falaria mais com ele. Este deve ter-se apercebido dos meus planos para o dia e despenteou-me os cabelos depois de me dar um abraço. Daqueles que os irmãos mais velhos dão aos mais novos…
-Não vou falar contigo, James. Não gosto que me chamem anã! – disse eu e comecei a andar mais rápido para ficar à frente do grupo enquanto estes lá atrás se riam de mim.
Chegámos à sala de Encantamentos enquanto todos os outros alunos entravam e sentamo-nos nas carteiras de trás como era habitual.
Assim que Filtwick entrou e começou a explicar a matéria do dia – que confesso nem saber qual é. Parece que vou ter de pedir novamente apontamentos emprestados. – Um papelinho veio aterrar em cima da minha mesa. Abri-o.
"A.P. (Alice Prewett) – E então o que aconteceu ontem à noite?
L.E. (Lily Evans) – Não aconteceu nada, Alice.
L.M. (Lene McKinnon) – Eu também quero saber!
L.E. – Como é que a conversa já chegou aí?
L.M. – Lily, eu estou ao teu lado. Vi o pergaminho a passar e não resisti.
L.E. – Tens razão, Lene.
A.P. – Lily!
L.E. – Eu!
L.M. – Tu!
L.E. – Que conversa!
M.M. (Mary Macdonald) – Fofinhas, importam-se de não me atirar o pergaminho para cima? Estou a tentar prestar atenção…
L.E. – Ui, desculpa…
L.M. – Lily, deixa de mudar de assunto! É muito feio!
A.P. – Concordo inteiramente com a Lene.
M.M. – Muito bem, qual é o assunto tão importante que não pode esperar pelo intervalo?
L.E. – Nenhum.
L.M. – A Lily não quer dizer o que ela e o James fizeram no dormitório ontem.
M.M. – Ahhhhh, também quero saber! Conta *.*
L.E. – Não estavas a tentar prestar atenção?
M.M. – Estava a tentar ser uma aluna exemplar. Mas há coisas muito interessantes aqui escritas.
L.E. – Merlin!
A.P. – Lily! Ele disse-te que já não gostava da Melanie, que já sabia que o amavas pois tinha visto isso no teu olhar e vão casar-se depois de Hogwarts?
L.E. – Alguma vez te disseram que vês demasiados filmes?
A.P. – O que são filmes?
L.E. – Esquece, Alice.
L.M. – O James está tão bonito hoje não está, amigas?
M.M. – Está, sim!
A.P. – O James é bonito.
L.E. – Eu não vou comentar. Alice, olha que eu conto ao Frank.
L.M. – Lílian Marie Evans, vais contar nem que eu tenha de ir buscar um frasco de Veritaserum. Dos verdadeiros.
L.E. – Duvido.
A.P. – Vá lá!
L.E. – Ele só me devolveu a mochila! Aquela que tinha ficado com ele, sabem?
M.M. – Mas ficaram lá mais tempo!
L.E. – Bem, depois –
A.P. – Beijaram-se?
L.M. – Alice, pára de roubar o pergaminho!
A.P. – Ok…
L.E. – Depois ele perguntou-me se estava tudo bem e ofereceu-me chocolate. Quando ele se pôs com perguntas mais complicadas eu simplesmente dei uma desculpa e fugi para o dormitório.
M.M. – Mesmo à altura de uma aluna dos Gryffindor.
L.E. – É, eu sei que sim!
A.P. – E o beijo?
L.M. – (Não liguem à Alice) Que género de perguntas?
L.E. – Queres um formulário completo?
L.M. – Por acaso!
L.E. – Perguntou-me o que eu queria dizer quando disse que as coisas tinham mudado muito nos últimos tempos e que ele nem fazia ideia do quanto.
M.M. – Será que ele sabe?
A.P. – Ainda estou aqui!
L.M. – Isso iria ser óptimo!
L.E. – Não, não ia.
M.M. – Oh, ia sim!
A.P. – Meninas, posso dizer-vos uma coisa. É importante.
L.E. – Desde que não esteja relacionado com beijos, cavaleiros andantes e contos de fadas…
A.P. – Não, não tem.
L.M. – Diz.
A.P. – O professor está a olhar demasiado para aqui."
Eu levantei a cabeça e realmente Alice tinha razão. Filtwick estava a vir na nossa direcção. Escondi rapidamente o pergaminho na mochila.
-Sra. Evans, pode responder à pergunta que coloquei ao seu colega?
Puxa, isto só me acontece a mim. Eu nem sequer fazia ideia do que ele estava a falar!
-Feitiços da alegria. – sussurou Remus, que estava atrás de mim.
-Feitiços de alegria – disse eu em voz alta o que fez o professor desistir e voltar a dar a aula para toda a turma.
-Obrigado, Rem – disse eu, depois de me voltar para trás.
-Sempre às ordens – e fez continência na cabeça como se eu fosse um general. Ri-me.
-Isso mesmo, cadete! – e virei-me para a frente.
No resto da aula não arrisquei voltar a pegar no pergaminho mas soube que o assunto não estava encerrado e que iríamos novamente voltar a falar disso, provavelmente no dormitório.
As aulas da manhã e da tarde foram a mesma monotonia do costume mas no final Frank veio dizer que precisava de falar comigo. Dia não é dia enquanto ninguém me vier pedir para falar a sós. Merlin, porquê a mim? Fiquei a pensar no que ele teria para me dizer ou para perguntar mas não cheguei a nenhuma conclusão. O que fiz eu agora?
O s outros foram para o castelo mas eu e Frank sentámo-nos à beira do lago, debaixo de uma árvore. Ela trazia-me várias recordações… Onde comecei a falar com Lene. Na altura tínhamos apenas 11 anos e ela perguntou-me 'Queres ser minha amiga?' e eu respondi 'Está bem.', foi também o sítio onde à dois anos Snape me tinha chamado sangue de lama e James e Sirius tinham feito mais uma das suas actuações.
Peguei nalgumas pedrinhas para mandar ao lago e esforcei-me para que elas saltassem várias vezes antes de se afundarem na água.
- Queres falar sobre a Alice? – perguntei-lhe.
-Nós tínhamos um acordo, Lil!
-Pronto, já me calei… - continuei a mandar pedrinhas.
-O que é que se passou para teres ido parar à enfermaria?
-Como assim?
-Eu não acreditei na tua história do momento de rebeldia absurdo. – disse ele.
Oh bolas, mais outra pessoa que não acredita em mim. Parece impossível!
-Mas – preparava para o contradizer mas ele não me deixou falar.
-Eu sei que não foi isso. A mim não me enganas – piscou-me o olho.
-Escuta Frank. Eu não te quero mentir. – parei por um bocadinho para fazer suspense. – Não foi uma crise de rebeldia da adolescência. Mas eu não quero falar disso ainda.
-Sabes que podes confiar em mim, não sabes? – perguntou-me.
-Sim, eu sei, Fran.
-Quando estiveres preparada para falar sobre isso, eu estou aqui para te ouvir – Frank era um querido.
-Obrigado. – Abracei-o. Só agora é que me dou conta de que estou sempre aos abraços com toda a gente… Sou uma maníaca dos abraços! - Posso perguntar uma coisa?
Ele concordou com a cabeça.
-O que é que foste fazer ontem à noite?
Ele corou e olhou para baixo. Não percebo, a Alice estava na sala comum.
-Hum, eu fui sair com a Sophie Miller. – ele parecia estar envergonhado.
Oh, a sério Lily? Que perspicaz!
Olha quem fala. Só estava a constatar um facto.
Claro. Desculpas para a tua falta de inteligência crónica.
Pulemos a parte da minha discussão interna. Eu sei que é extremamente estúpido discutir comigo enquanto tenho uma conversa séria com alguém mas não consigo evitar.
E também não tinha conseguido perceber o que Frank tinha dito. Ele e a Sophie?
-Ah, muito bem. – não consegui demonstrar muito entusiasmo.
-Não gostas dela? – perguntou-me.
-Não é isso. Parece-me simpática mas eu pensava que tu e, bem eu achava que tinhas qualquer coisa de especial… - enrolei durante vários minutos.
-Com? – ele incitou-me a continuar.
-Nada, Fran. Imaginação minha.
-Ah, agora vais dizer, ruiva!
-Não.
-Sim.
-Não.
-Sim.
-Não.
Ele fartou-se das minhas respostas monossilábicas e começou a fazer-me cócegas. O grande problema de ter amigos há tanto tempo é que eles sabem todos os nossos pontos fracos. E por estranha coincidência Frank sabia os meus. Eu rebolei pelo chão a rir, ainda com ele a fazer-me cócegas.
-Desisto. – sussurei. Ele não parou. – Desisto – desta vez gritei e ele parou imediatamente.
-E vais-me contar de quem estavas a falar? – ele estava a rir-se do meu estado. Os meus cabelos tinham ervas e estavam espetados por todos os lados e as minhas roupas estavam amarrotadas.
-Agora espera um pouco. – eu lancei-lhe um olhar ameaçador enquanto falava.
-Espera, deixa-me ajudar-te – ele ainda estava a rir-se da minha triste figura mas mesmo assim ajudou-me a tirar as ervinhas da cabeça e eu dei um jeito aos meus cabelos.
-Já podes dizer? – ele fez beicinho.
-Eu pensava que tinhas qualquer coisa com a Alice.
Ele corou outra vez mas fez uma cara pensativa e depois disse:
-Espera. Devias estar a falar disso? – ele fingiu que pensava e depois concluiu. – Não era um segredo de estado altamente secreto?
Eu encolhi os ombros.
-Tu é que pediste.
-Tens razão, Lily. Mas respondendo à tua pergunta. Eu não tenho nada com a Alice. Somos só bons amigos. Tal como eu e tu.
-Oh, eu já estava a planear tantas coisas. – sorri inocentemente.
-Pára com isso! Quando pões essa cara já sei que não vai sair coisa boa.
-Mas…
-Nem mas nem meio mas. Vamos mas é para cima. Já está tarde.
Subimos os dois para o salão comum que naquele momento estava completamente cheio pelos alunos dos Gryffindor. As tentativas que fiz para encontrar alguém conhecido não deram em nada mas por fim Frank apontou para um canto da sala onde estavam Sirius e Remus esparramados no sofá com um ar muito abstraído. Frank foi juntar-se a eles e eu subi as escadas dormitório acima onde dei de caras com Lene e Mary a tentarem desesperadamente entrar no dormitório.
-O que é que se passa? – perguntei.
-A Alice. Veio cá a cima à bocado e ficou por aqui. Viemos ver o que tinha acontecido mas ela não quis abrir a porta.
Olhei pelo buraco da fechadura e tentei ouvir alguma coisa mas mais uma vez não deu resultado.
-E agora? O que se poderá ter passado com ela? – perguntou Mary com um ataque de pânico.
-Calma! Ela pode abrir a porta quando quiser. Só temos de esperar. – sentei-me no degrau superior da escada.
Passou-se uma boa meia hora e eu fiquei cansada.
-Muito bem, Alice. Já tiveste o teu momento de privacidade. Agora vamos entrar, estamos preocupadas. – disse eu.
Peguei na varinha e murmurei 'Alohomora'. A porta abriu-se imediatamente e eu entrei seguida por Lene e Mary. Encontrámos Alice estendida na sua cama com os olhos inchados e vermelhos.
-O que é que te fizeram? – perguntou Mary enquanto se sentava ao pé dela.
-Eu quero falar com a Lily. Depois falo com vocês. – eu arregalei os olhos. Já é a segunda vez hoje!
Entreolhámo-nos e eu acenei com a cabeça. Elas saíram depois de fazerem gestos a dizer que estavam na escada à espera.
-Alice?
Ela olhou para mim.
-Não me chames Alice. – foi o que saiu da boca dela.
-O quê? – não percebi! – Queres que te chame de quê?
-Prewett. – disse com um ar determinado.
-Mas já te conheço desde os 11 anos. Porque raio é que te vou chamar Prewett? – eu realmente não percebi o rumo da conversa.
-Eu pensava que te conhecia Evans, mas afinal parece que não. – disse ela com uma voz fria que eu julguei nunca poder sair da boca dela.
-O quê? – repeti.
-Vê se dizes mais do que isso.
-Eu não percebo onde queres chegar, Alice. O que queres que te diga?
-Sempre cínica. Pena que eu só tenha percebido hoje. Talvez a Melanie tenha razão sobre aquilo que disse há uns anos. - Essa doeu muito. Ela sabia que isso era um assunto proibido. – Talvez o James se tenha fartado de correr atrás de ti porque percebeu como eras.
Uma lágrima escapou pelo canto do meu olho. Eu não sei o que tinham feito com Alice mas ela não era a mesma pessoa que me estava a dizer estas coisas terríveis. Era impossível. Ela era doce e bondosa.
-Porque tu finges ser uma pessoa mas nas costas dos outros ages de forma totalmente diferente. – continuou ela, começando a chorar.
-O que é que estás a dizer Alice? Eu não fiz nada de mal! Não fiz nada. Será que não entendes? – perguntei-lhe enquanto as lágrimas corriam agora mais rapidamente.
-Para ti sou Prewett, não Alice. O Frank e tu. Foi o que aconteceu. Eu vi-vos através da janela. Tu sabes que eu gosto dele mas mesmo assim… Isso não te interessa pois não? Foi só para gozar comigo! – gritou ela.
Ouvi a porta a abrir com um estrondo e olhei para as minhas amigas que olhavam para cada uma de nós com uma expressão alarmada.
-Não viste nada do que julgas! Não foi nada disso, estávamos só a conversar! – eu tentei explicar-me, em vão.
-Mentirosa. Odeio-te! – gritou ela desta vez mais alto.
Eu não aguentei mais. Ainda com a visão turva desci as escadas e saí da sala lotada para os corredores de Hogwarts. Era hora de jantar e muitas pessoas ainda passeavam por lá. Choquei com alguém mas murmurei um desculpa e sem olhar para cima continuei a correr. Entrei numa das salas do castelo, murmurei um feitiço para trancar a porta, outro para abafar o som e transfigurei a última carteira da sala numa cama enorme. Deitei-me nela e deixei-me chorar.
N/A: Mais um drama para a vida da Lily! É, a vida de feiticeiras ruivas em Hogwarts é difícil mas nunca ninguém disse que era fácil.
Aiai, a Alice é tão ingénua e acredita em tudo o que vê... Eu não sei o que vai acontecer no capítulo a seguir mas será que podia ficar pior? (muahahahahaha)
Poder até podia, mas eu não vou revelar segredos obscuros *.*
Será que hoje poderiam mandar reviews? *beicinho*
Muitos beijinhoos ^^.
