MadaSakuTobiSaku em três ou quatro shots.

Classificação etária geral: M

Romance/Drama/outros

Fandom: Naruto

Shipper: Tobi&Saku&Mada

Disclaimer: Naruto não me pertence.

Autora: Korinara

Do Original de mesmo título

Sinopse: Uma série de rumores sobre um sobrevivente da antiga organização criminosa Akatsuki guiam Haruno Sakura até certo local. Uma chuva ácida e um poder invisível, agora, a impede de partir. E o "monstro" reaparece...

Dedicatória: Nah, pra Belita, obviously! Ela é uma flor, me ajuda a betar uma tonelada de material e ainda compreende esse "fogo intenso" por busca de personas pra "shippar" com a nossa heroína favorita Saku-chan =D


N/T: Essa fic foi escrita em 2007. Todas as infos que a autora pode recolher do manga/anime são referentes a esse período.

3N/T: Eu precisei adaptar (bastante) essa fanfic. Relembro que minhas traduções são sempre livres.

4N/T: Ah gente, olha só que coisa mais fofa, a leitora *lindona* Jan está me ajudando a betar a versão em língua portuguesa da fanfic Skin&Bones. Gatinha, muito obrigada por isso, flor =DD

5N/T: Lembrem-se que: Tobi/Madara(whatever) vivera sozinho, isolado durante anos nesse antigo "covil" da Akatsuki. Essa é uma das características mais preponderantes para o 'desenrolar' da fanfic. O fato dele sentir-se só durante tanto tempo e de finalmente ter encontrado uma companhia—feminina—faz TODA a diferença para explicar tanto as ações dele, quanto as de Madara e também as de Sakura. A questão do isolamento é muito forte e significativa para o "entendimento" e "convencimento" de que o enredo poderia ter eventualmente acontecido num cenário hipotético, ok.


Para Bela

Betada por Pimentinha

Skin & Bones

Pele e Ossos

Parte II


Ela dormiu por mais de sete horas e apenas podia ter uma vaga ideia de tal a julgar pelo que pode vislumbrar pela janela do quarto.

Tobi estava sentado na cadeira ao seu lado, esperando pacientemente, com as mãos apoiadas sobre o colo e os olhos treinados pousados completamente sobre ela. Aquilo teria sido assustador, claro, se ele não estivesse prestes a cair no sono.

Bem, na verdade, era assustador. Porém, mais no sentido de sua vida estar em perigo do que algo do tipo filme de terror arrepiante.

E isso não queria dizer que Tobi era particularmente ameaçador. Agora, iluminado por um ou dois feches de luz, ela realmente podia ver alguns traços de seu rosto. Lábios relaxados, assim como suas pálpebras, o cabelo castanho escuro que cobria a maior parte de sua testa, estendendo-se sobre as pontas das orelhas, e cílios longos e grossos. Tudo isso somava um semblante nada esperado de um último membro sobrevivente da Akatsuki.

Bom, a julgar pelas expressões de Sasori, Itachi e de Deidara... Sakura aprendeu a não ficar mais chocada com esse tipo de coisa.


Movimentou-se um pouco, puxando o cobertor bem apertado em torno si e nesse instante, viu os olhos masculinos abrirem e pairar exatamente na altura de seu rosto.

Largos, de um vermelho escuro e com aqueles círculos em forma de cata-vento pairando na superfície, como se mostrando ser um constante desafio a qualquer um que lhe fitasse. Olhos de Sharingan que a lembrava bastante de um cabelo mais longo, mais escuro e de alguém que sempre, sempre persistia em afasta-la.

Ele a fitou, aparentemente esperando por ela dizer alguma coisa.

E tudo o que conseguira pensar em dizer foi. — Você vai ficar cego desse jeito.

Ele piscou uma vez, abriu levemente a boca e depois sorriu soltando um leve "huff". — O Sharingan? Oh, sim.


Sentindo que não havia praticamente nenhuma ameaça proveniente desse homem, Sakura sentou-se lentamente, fitando os arredores. O quarto era grande, mas vazio e frio. Era quase como se não houvesse aquecimento central aqui.

Apesar de tudo, era bem iluminado, e algumas peças do mobiliário jaziam dispersas. Em um canto do quarto havia uma penteadeira que parecia não ser usada há anos e no outro havia uma estante empoeirada e vazia. Havia também alguns vasos meio que quebrados e cheios de longos rolos de papel amarelado e corroído.

Parecia o covil de um vampiro dos tempos modernos, o que era terrivelmente clichê, mas também muito apropriado para o homem sentado à sua frente.


E falando nele, o homem levantou-se, torcendo as extremidades do tecido de sua camisa em punhos bem cerrados. — Senhorita? Tobi está tão arrependido. E-Eu tentei avisá-la sobre a chuva, mas você...

Sakura então fitou a própria mão, a mesma mão queimada na parte superior.

E sem precisar pensar duas vezes em que tipo de queimadura era (e se realmente havia sido feita por algum tipo de ácido), Sakura se pôs a curar a si mesma, deixando que uma luz esverdeada fluísse rapidamente pela ferida.

Tobi a fitou em curiosidade. Quando ela se afastou, ele engoliu em seco e apertou o tecido da camisa novamente nos punhos cerrados.

— Tobi, - Sakura disse, pontuando cada uma das duas sílabas.

Ele encontrou o olhar feminino, embora um tanto hesitante.

E ela não tinha muito mais o que dizer.

Então, o homem viu-se na hora de dizer algo. — Quero ajudá-la, senhorita. Eu quero, mas não posso.

Ela balançou a cabeça e desviou o olhar. — Eu entendo. Acho que foi minha culpa por xeretar por essas bandas, de qualquer maneira.

E então, de repente, lá estava ele ajoelhado ao seu lado, pegando a mão feminina – antes queimada – nas suas. — Não, não, não! Não é sua culpa, a culpa é do Tobi. É tudo culpa do Tobi.

Ela o fitou, mas não fez qualquer movimento na intenção de se afastar. — Como isso é culpa do Tobi? - perguntou cautelosa, desconfiada.

Ele balançou a cabeça e pressionou a testa contra a parte superior da mão feminina. — Eu não sei. Só sei que simplesmente é culpa do Tobi.

E o olhar feminino quase amoleceu. Quase.

— Tobi vai te deixar partir em breve. – murmurou contra a superfície da mão feminina. — Tobi vai dar um jeito.

Ela puxou a mão e escondeu-a debaixo dos cobertores.

O shinobi forçou-se a ficar de pé, pairando sobre ela como um fantasma.

Ele estava pálido como um fantasma e os círculos escuros sob seus olhos conferia-lhe uma expressão mal-humorada e doentia.

— Qual é o seu nome, senhorita? - perguntou, dando alguns passos para trás para permitir que ela levantasse de sua cama.

— Sakura. - respondeu, ajeitando as roupas amarrotadas que havia, de alguma forma, 'rodopiado' em volta do próprio corpo durante o sono. — Haruno Sakura.

Ele se inclinou como que num cumprimento. — Meu nome é Tobi.

— Eu sei. Você me disse. Diversas vezes.

Ele balançou a cabeça e olhou ao redor do cômodo, ansioso sobre alguma coisa. Estava tão nervoso como um pequeno passarinho. — Gostaria de beber um pouco de chá? Ou água?

— Água seria bom, - admitiu a kunoichi, levantando-se e olhando em volta do quarto. — Seria muito, muito bom.


Se realmente quisesse, Tobi poderia provavelmente admitir que uma parte, uma pequena parte egoísta – uma parte que não estava de forma alguma associada com Madara –, desejava que Sakura ficasse ali para sempre.

Só levara algumas semanas para a kunoichi se adaptar à sua nova situação, apenas algumas semanas, apenas algumas semanas para adaptar-se ao ritmo de sua "toca".

Ela fazia faxina para se mantiver ocupada. Para manter sua mente sã e longe do tédio, talvez.

Cozinhava também, sempre que podia. Tobi tentou o máximo possível roubar ingredientes para ela, mas às vezes sua consciência pesava tanto quanto um saco de tijolos, e às vezes os moradores apenas se mantinham vigilantes demais durante a noite para que ele pudesse conseguir afanar algo. Mas alguns moradores, já familiarizados com a rotina daquele estranho, simplesmente empacotavam um pouco de ramen ou um ou dois vegetais e os deixava à mostra, apenas ao alcance do visitante noturno que vinha uma vez ou outra à cidade em busca de alimentos.

E talvez por isso, se Tobi realmente, realmente quisesse, ele provavelmente poderia admitir que, embora uma grande parte de suas ações dependesse fortemente de Madara, outra parte – bastante significativa – também possuía vontade própria.

Ela dormia no quarto que tinha sido seu, dominando seus cobertores e lençóis, sua essência rapidamente dominando todo o quarto com... bem… com tudo dela. Seu cheiro, que fora se transformando em algo mais natural ao longo do tempo devido a ausência de produtos de beleza, seus pequenos toques, que foi lentamente dando ao quarto um ar um pouco mais brilhante e com sua aura. Ele se sentia à vontade e, possivelmente, um pouco entorpecido,sempre que adentrava naquele local.

Bem, em realidade, Tobi estava sendo muito egoísta. Mas não estava prejudicando ninguém por simplesmente rastejar-se até seu antigo quarto toda a noite para apenas observá-la da porta. Ele nunca a tocava ou tinha quaisquer planos de molestá-la durante o sono ou nada do tipo; essas suas pequenas "escapulidas noturnas" eram perfeitamente e somente para o bem. Enquanto ela não descobrisse, é claro.

...Bem...

Isso era o que ele gostava de dizer a si mesmo, de qualquer maneira.

Às vezes, quando adentrava pela porta, sentia suas entranhas contorcer-se e seus pés lhe passavam a mensagem oculta para caminhar em direção a ela. Uma mensagem enviada por Madara, precisamente. Dizia-lhe, sem quaisquer palavras ou força, que queria que ele chegasse a Haruno Sakura.

E ele nunca poderia negar que também o queria.

Então, vinha noite após noite, semana após semana, a cada dia aproximava-se um centímetro a mais, sua presença se tornava cada vez mais próxima. Até que finalmente, certo dia, viu-se extremamente próximo à cama da moça, seus joelhos praticamente tocando a lateral do colchão, sendo agora capaz de discernir o delinear do rosto feminino e ombros sob qualquer feche de luz provindo da lua imponente no céu. E sentiu-se assustado, com certeza, mas garantiu a si mesmo que o culpado disso era apenas Madara. Este estava trazendo à tona o pior de si. Ele sempre teve tendências obsessivas. E por que não teria? Tobi perdeu a memória uma vez; o que faria se o perdesse novamente? Simplesmente não achava que seria capaz de sobreviver se tivesse outro "episódio de amnésia".

Havia certas coisas, é claro, que ficaria muito feliz se esquecesse completamente, como a morte de Deidara, por exemplo. Como a queda da Akatsuki. Como naquele dia, quando deixou seus companheiros para trás, para morrer algum dia – sabe-se lá quando ou se o conseguiria.

E, evidentemente, havia coisas que nunca gostaria de esquecer. A experiência certamente o tinha tornado mais esperto, e também havia... Sakura...

Sakura... estava ali. E, no fim, isso era tudo o que realmente importava.

Então, ele pressionou uma mão, gelada e emagrecida, sobre a bochecha esquerda da kunoichi, o dedo indicador arrastando-se pela superfície da pele da mandíbula feminina e, o toque de pele contra pele, queimou-lhe mais que o próprio inferno encarnado.

Ela esperou, por um longo tempo, que alguma equipe de busca viesse atrás de si, mas "encontrá-la" era algo simplesmente impossível de acontecer. Ela poderia muito bem ter desaparecido da face da Terra. Tobi só era visto quando queria ser visto, e se quisesse ser evasivo, então você poderia ter plena certeza de que ele imediatamente se tornaria invisível como a sombra de um fantasma.

O polegar substituiu o dedo indicador e ele se sentou em uma cadeira ao lado dela.

Havia sim pessoas que procuravam por ela. Dezenas deles, de fato, e disso ele tinha certeza, pois viu por si mesmo. Equipes de busca, de shinobis sujos e cansados de seus esforços contínuos. Todavia ele fez questão de mantê-la o mais longe possível do portão principal durante toda primeira semana, porque depois disso, os grupos de busca lentamente foram diminuindo e diminuindo, até que passaram a ser somente dois.

Naruto e o companheiro de equipe, obviamente. Tobi pode ter sido ingênuo às vezes, mas não era completamente estúpido.

Sakura fora considerada apenas mais um shinobi caído durante o cumprimento do dever. Era assim que as coisas eram e isso acontecia o tempo todo, e no final das contas, com ela também não ocorrera diferente. Naruto iria desistir no final do mês, no máximo, e Tobi finalmente a teria somente para si.

Isso era certo, ela seria sua. Seus cabelos róseos, seus olhos verdes, os lábios rosados, a ponta de seus finos dedos, tudo. Ele nunca mais ficaria sozinho novamente e iria se casar com ela um dia desses. Na verdade, eles nem sequer tinham que se casar. Poderiam apenas ficar juntos até o fim de seus dias, formando, eventualmente, uma família com muitos filhos, e nomeando-os com nomes de figuras históricas e personalidades importantes; eles herdariam seu cabelo escuro e olhos de Sharingan. E o clã Uchiha seria...

E então, Tobi afastou a mão dela como se o toque o tivesse queimado.

Madara. Aquilo era Madara falando.

Tobi ainda era inocente nisso tudo.

Ele cerrou os punhos, mordendo com força o lábio inferior, e se levantou para finalmente sair do quarto.

Tobi ainda era um bom menino.

OOO

Ela teria sido uma tola se não o tivesse notado.

Sakura sentiu-se quase que insultada por ele realmente pensar que ela não estava ciente de suas aparições noturnas em seu quarto, fitando-a da porta e, em seguida, tocando-a fisicamente, mas disse a si mesma para ficar de boca fechada. Afinal, Tobi era inofensivo, realmente era. E Sakura chegou a essa conclusão há algum tempo. Ele poderia lhe estar tocando a face e sua mão, mas nunca de um jeito sujo ou vil.

No entanto... foi quando aqueles toques começaram a ficar um pouco mais insistentes, pousando um dedo em sua clavícula e arrastando-o até o vale entre seus seios, passeando os polegares numa carícia delicada sobre seus lábios que, ocasionalmente, ela poderia jurar que sentira a pele do rosto comichar, por causa do toque da ponta dos cabelos masculinos contra a ponta de seu nariz; e foi então que começou a ficar nervosa. Não de um tipo ruim de nervosismo, estava mais para um nervosismo ansioso, que te faz tremer em antecipação.

Ela estava esperando pelo beijo durante este tempo todo. Que, aparentemente, não aconteceria tão cedo.

Dez minutos e trinta e quatro segundos depois que ele entrou em seu quarto, Sakura já estava tremendo, e aquilo não tinha absolutamente nada a ver com a temperatura ambiente.

Ele seguiu com seu ritual costumeiro de puxar uma cadeira, quase que sem fazer qualquer barulho, sentando-se e, eventualmente, pressionou uma mão na curva do pescoço feminino, entre o lóbulo da orelha e a parte lateral da mandíbula. Mas desta vez, a caricia foi um pouco diferente, porque ele se inclinou, e sua figura pairou sobre ela de maneira particularmente tímida.

E, então, suas mãos se moveram dos lábios femininos e rosto para os pulsos dela, prendendo-os acima de sua cabeça. E um peso se instalou sobre seus quadris e a boca masculina, finalmente, conectou-se com a feminina, pressionando-lhe os lábios contra os dela – lábios quentes, macios e finos – apenas pairando numa caricia delicada e hesitante, quase como se tivesse estado à espera deste momento durante toda a sua vida. E talvez, Sakura especulou, ele realmente o tivesse.

E depois de alguns segundos, ela o correspondeu, talvez para sua surpresa, talvez não, tocando-lhe o lábio inferior com a ponta da língua. E então ele a tomou para si e o beijo tornou-se um pouco mais intenso, um pouco mais quente, um pouco mais insistente, como se ele nunca mais quisesse deixa-la sair dali.

E apesar de sentir-se muito culpada, ela adorou. Estava começando a sentir-se mais satisfeita nesse lugar, com esse homem – uma vez, no passado, um estranho e inimigo e da Akatsuki. Pelo amor de Deus, o que foi que aconteceu com sua antiga vida? Porque... Deus, isto simplesmente era tão emocionante e satisfatório que ela não queria que acabasse nunca.

As mãos masculinas, frias nas pontas dos dedos, mas quentes nas palmas, deslizaram de seus pulsos até o pescoço e depois deslizaram ao sutiã, onde começou a deslizar as alças da peça pelos ombros da moça.

Ela se mexeu e ele ficou tenso. E quando Sakura ergueu os quadris para cima, apenas ligeiramente, de forma experimental, sentiu a boca masculina abrir-se em um suspiro ou um grito silencioso contra a sua própria boca.

Sakura levantou os quadris novamente, girando-o em um movimento circular, decididamente sexual e muito inadequado, provocando-lhe um grunhido gutural do fundo da garganta masculina e um volume alucinante crescer sob o tecido áspero da calça. E isso a chocou tanto que ela teve de respirar profundamente, deleitando-se na experiência de puramente conhecer um ao outro.

Mas então, de repente, ele se afastou abruptamente, tentando sufocar um gemido e caindo ao chão no processo; imediatamente deixou escapar num sussurro um pedido de desculpas rápido e fugiu porta afora.

Ela pensou em correr atrás dele, mas o cansaço repentino de uma mente extremamente pensativa ganhou a batalha, e ela caiu no sono novamente.

OOO

O café da manhã no dia seguinte foi um desastre completo. Um desastre interior, na verdade.

Então, a coisa mais importante sobre Madara, ou melhor, sobre o espírito de Madara, era que ele agia de forma passiva. Se quisesse que Tobi fizesse algo, então simplesmente o deixava saber sutilmente sobre tal ou até mesmo lhe dava um empurrãozinho na direção certa. Ele nunca havia feito nada para contrariar efetivamente a vontade de Tobi e também nunca tentou ultrapassa-lo completamente. E foi exatamente por isso que Tobi havia permitido a Madara ter livre acesso sobre seu corpo e mente.

Mas Madara estava o desafiando a quebrar aquela espessa camada de confiança que haviam construído por tanto tempo, desgastando sua fundação com cada inclinação ou impulso não tão sutil, cutucando a mente de Tobi. "Toque-a" disse-lhe, fazendo com que os músculos nos dedos de Tobi apertassem em torno dos hashis. "Tome-a. Agora. Você precisa dela. Precisamos dela".

Mas nunca mencionando a parte do "eu preciso dela", Tobi percebeu. Nunca mencionando o "Eu". Era sempre o "você" ou "nós", e ele suspeitou de que isso tivesse algo a ver com seu orgulho demasiado. A arrogância de Madara não conhecia limites e Tobi já estava começando a ficar assustado com isso.

E isso foi apenas durante o café da manhã, onde se sentaram em lados opostos da mesa e comeram o ramen em silêncio. No resto do dia as coisas só pioraram.

Sakura pedira para treinar com ele. Dizendo que estava ficando enferrujada e que precisava espairecer. Então, ele a conduziu cauteloso ao pátio, onde a viu praticar alguns exercícios posturais e realizar técnicas de taijustu ou até mesmo um pequeno exercício de controle de chakra.

Ele estava satisfeito – assim como Madara – em apenas assisti-la, admirando a forma feminina treinar ao longe e sentir-se, sem motivo algum, extremamente orgulhoso por tal.

— Tobi! - Sakura o chamou ofegante e em seguida, descansando as mãos nos joelhos. — Venha treinar comigo!

"Faça isso", Madara insistiu. "Vá. Ela te quer. Dê a ela o que quer e assim você vai conseguir tudo o que deseja".

E assim ele o fez. E esse foi o maior erro de sua vida.

Porque no meio da sessão de treinamento, encontrou-se tocando-a no mais inadequado dos lugares, passeando seus dedos levemente como se aquilo não tivesse passado de um acidente, vislumbrando locais proibidos quando em alguns momentos, a camisa vermelha esvoaçava, e sentindo-se extremamente inclinado a tocá-la mais e mais; colocou as mãos nos quadris femininos, num local um pouco abaixo de suas costelas, e talvez poderia simplesmente empurrá-la ao chão e... – Sim, Madara o instigou.

"Puxe a saia dela, empurre a calcinha para o lado, sinta o gosto dela e deslize sua língua dentro..."

Sim.

"... Dela..."

Tobi.

"E apenas..."

Tobi!

"... Mas ela iria..."

— Tobi!

Aquelas exclamações não tinham vindo de Madara, na verdade, mas sim de Sakura, que lutava para escapar do forte enlace masculino – em que Tobi a prendera pelos punhos sobre sua cabeça. Ele estava ofegante, respirando com muita dificuldade, suas pálpebras pesadas e pensamentos pairando preguiçosamente em sua mente.

E então finalmente percebeu – com medo, ansiedade e raiva – que Madara havia assumido o controle de seu corpo por um momento. Não tinha sido um momento muito longo, talvez apenas alguns segundos, na melhor das hipóteses, mas aquilo bastou para que a única amiga que conseguira ter – em muito, muito tempo – fugir de si.

Assim como todos os outros.

Então, ele se afastou como se ela fosse algum tipo de veneno letal e caminhou rapidamente para dentro de casa. Ouviu a voz feminina chamar por ele, mas não parou e simplesmente bateu a porta atrás de si, indo diretamente em direção a seu quarto. O quarto que Sakura agora estava usando.

Uma vez lá, pusera um selo na porta e caiu sobre a cama, afundando o nariz nos lençóis e travesseiros. Sentiu-se sujo e vil, mas ele precisava disso e isso não tinha absolutamente nada a ver com Madara. A presença dele havia recuado como as nuvens de uma tempestade, afundando-se em seu subconsciente.

Ele não havia tirado as próprias calças completamente, mas abriu-a e deslizou o zíper para baixo o tecido, a uma altura um pouco abaixo dos quadris. Essa sensação de estar sujo não o deixava, mas ainda assim, pôs tocar a si mesmo de qualquer maneira, completamente ciente de que os passos de Sakura aproximavam-se da porta. E então, quando ela parou do lado de fora da porta e bateu tranquilamente, ele se tocou novamente e quando a batida foi substituída pela suave voz suave feminina, chamando-lhe num "Tobi, você está bem?", ele arqueou para o lado e fechou os olhos bem apertados, o cheiro da pele e dos cabelos femininos estava por toda a parte, tudo ao redor cheirava a ela, tão suave, quente e doce.

E por um segundo, apenas um segundo, apenas um mero segundo, ele não sentiu nada e tudo ao mesmo tempo, porque neste mero segundo houve uma liberação imensa, ao mesmo tempo em que gemeu um palavrão particularmente vulgar.

Ele a ouviu, a sentiu, enquanto ela tentava desfazer o selo da porta. Era um selo simples, o que certamente não lhe daria muito tempo.

Ainda respirando com dificuldade, com o coração batendo forte contra o próprio tórax, ele colocou as calças às pressas e ficou de pé, tirando rapidamente os lençóis da cama, juntando-os em uma bola compacta em baixo do braço.

Sakura estava praticamente na ultima parte do enigma do selo e ele estava em pânico.

E, em uma tentativa desesperada, arrebentou a janela e jogou os lençóis do lado de fora, no mesmo local onde agora jazia a ilusão da "chuva ácida" onde Sakura não possuía qualquer acesso.

Ela finalmente conseguiu desfazer o selo, adentrando no quarto em seguida. Assim que abrira a porta, seus olhos vislumbram a janela quebrada, a cama totalmente sem lençóis e a respiração ofegante de um Tobi completamente exausto.

E então, Sakura caminhou lentamente para fora, fechando a porta atrás de si.


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Continua

A parte III será postada em cerca de 15/20 dias.

(depende de como forem estar os próximos dias quanto a trabalho e faculdade... ):

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N/T:

Ok pessoas, digam pra Hime, o que acharam?

Hmmm lembrem-se que as "aparições" de Madara vão dar à fic todo esse teor M-rated *apanha*

O que estão achando das "intenções" de Tobi heinnn? Tipo, muito fácil dizer pra si mesmo que não tem nada a ver com isso, ne. Muito fácil culpar o Madara por tudo... Hmmmmm será que isso dura muito, hein?

Ai ai

...

Bem, flores, eu fiz um POLL lá em Veneer pra saber quais "shippers diferentes" vocẽs gostariam de ler.

E, pelo visto, a Akatsuki parece povoar o kokuro das senhoritas ne =D

Hmmm tivemos outras indicações também, as quais pretendo trazer pra gente (um pouquinho mais pro futuro, ok).

Mas, logo logo estarei postando algumas fics dos "Aka-boys" com a Sakura ;D

Sim, praticamente todas M-rated *APANHA*

E muito legais.

(Já estou em etapa de "negociações" com duas autoras muitooooooooo boas. Então, muito em breve teremos um algo bem legal aqui online ;)

..

Bom, meninas, é isso aí.

Nos vemos em breve.

Bjitos de monte,

Hime.