MadaSakuTobiSaku em quatro shots.

Classificação etária geral: M

Romance/Drama/Angst

Fandom: Naruto

Shipper: Tobi&Saku&Mada

Disclaimer: Naruto não me pertence.

Autora: Korinara

Do Original de mesmo título

Sinopse: Uma série de rumores sobre um sobrevivente da antiga organização criminosa Akatsuki guiam Haruno Sakura até certo local. Uma chuva ácida e um poder invisível, agora, a impede de partir. E o "monstro" reaparece...

Dedicatória: Pra Bela =)


N/T: Essa fic foi escrita em 2007. Todas as infos que a autora pode recolher do manga/anime são referentes a esse período.

3N/T: Eu precisei adaptar (bastante) essa fanfic. Relembro que minhas traduções são sempre livres.

4N/T: Ah gente, olha só que coisa mais fofa, a leitora *lindona* Jan está me ajudando a betar a versão em língua portuguesa da fanfic Skin&Bones. Gatinha, muito obrigada por isso, flor =DD

5N/T: Lembrem-se que: Tobi/Madara aqui, nessa fanfic, compartilham o mesmo "Ser". Essa coisa de Tobi ser Obito não ocorre em Skin & Bones.

6N/T: Tobi/Madara vivera sozinho, isolado durante anos nesse antigo "covil" da Akatsuki. Essa é uma das características mais preponderantes para o 'desenrolar' da fanfic. O fato dele sentir-se só durante tanto tempo e de finalmente ter encontrado uma companhia—feminina—faz TODA a diferença para explicar tanto as ações dele, quanto as de Madara e também as de Sakura. A questão do isolamento é muito forte e significativa para o "entendimento" e "convencimento" de que o enredo poderia ter eventualmente acontecido num cenário hipotético, ok.


Anteriormente...

E, então, suas mãos se moveram dos lábios femininos e rosto para os pulsos dela, prendendo-os acima de sua cabeça. E um peso se instalou sobre seus quadris e a boca masculina, finalmente, conectou-se com a feminina, pressionando-lhe os lábios contra os dela – lábios quentes, macios e finos – apenas pairando numa caricia delicada e hesitante, quase como se tivesse estado à espera deste momento durante toda a sua vida. E talvez, Sakura especulou, ele realmente o tivesse.

E depois de alguns segundos, ela o correspondeu, talvez para sua surpresa, talvez não, tocando-lhe o lábio inferior com a ponta da língua. E então ele a tomou para si e o beijo tornou-se um pouco mais intenso, um pouco mais quente, um pouco mais insistente, como se ele nunca mais quisesse deixa-la sair dali.

E apesar de sentir-se muito culpada, ela adorou. Estava começando a sentir-se mais satisfeita nesse lugar, com esse homem – uma vez, no passado, um estranho e inimigo e da Akatsuki. Pelo amor de Deus, o que foi que aconteceu com sua antiga vida? Porque... Deus, isto simplesmente era tão emocionante e satisfatório que ela não queria que acabasse nunca.

...

"Toque-a" disse-lhe, fazendo com que os músculos nos dedos de Tobi apertassem em torno dos hashis. "Tome-a. Agora. Você precisa dela. Precisamos dela".

...

E então finalmente percebeu – com medo, ansiedade e raiva – que Madara havia assumido o controle de seu corpo por um momento. Não tinha sido um momento muito longo, talvez apenas alguns segundos, na melhor das hipóteses, mas aquilo bastou para que a única amiga que conseguira ter – em muito, muito tempo – fugir de si.

Assim como todos os outros.

..

E por um segundo, apenas um segundo, apenas um mero segundo, ele não sentiu nada e tudo ao mesmo tempo, porque neste mero segundo houve uma liberação imensa, ao mesmo tempo em que gemeu um palavrão particularmente vulgar.

Ele a ouviu, a sentiu, enquanto ela tentava desfazer o selo da porta. Era um selo simples, o que certamente não lhe daria muito tempo.

Ainda respirando com dificuldade, com o coração batendo forte contra o próprio tórax, ele colocou as calças às pressas e ficou de pé, tirando rapidamente os lençóis da cama, juntando-os em uma bola compacta em baixo do braço.

Sakura estava praticamente na ultima parte do enigma do selo e ele estava em pânico.

...

Ela finalmente conseguiu desfazer o selo, adentrando no quarto em seguida. Assim que abrira a porta, seus olhos vislumbram a janela quebrada, a cama totalmente sem lençóis e a respiração ofegante de um Tobi completamente exausto.

E então, Sakura caminhou lentamente para fora, fechando a porta atrás de si.

...

.


Para Bela

Traduzida por k hime e Betada por Pimentinha

Skin & Bones

Pele e Ossos

Parte III


A entrada de Sakura naquele quarto nunca mais fora permitida.

O quarto agora estava trancado a sete chaves, e havia tantos selos por toda parte parecendo que lá dentro jazia um demônio aterrorizante. E talvez fosse verdade. Ela nunca reunira coragem o suficiente para perguntar a Tobi o que exatamente havia acontecido ali.

Mas ele certamente começara a agir de forma diferente perto de si recentemente. Depois de tal "ocorrido misterioso", novos "arranjos" foram providenciados para o quarto de Sakura, e Tobi passara a utilizar um quarto diferente, um bem ao extremo oposto da enorme casa que agora viviam, e assim, os dias se passaram para ele de forma quase que mecânica. Como se estivesse tentando ao máximo não agir como um ser humano.


Mais um mês se passara antes do segundo incidente ocorrer.

Este incidente envolveu Tobi escapulindo de seu transe quando ela passara por ele no corredor, em que os dedos femininos propositadamente deslizaram pela parte dianteira de sua mão. Ele se virou imediatamente e pressionou os lábios contra os dela, língua ávida por seu toque, percorrendo os lugares certos languidamente, ministrando caricias pelo lábio inferior enquanto suas mãos fixaram-se imediatamente nos cabelos róseos da moça.

Foi tão rápido e inesperado que ela mal teve tempo de reagir, mas quando o fez, ele imediatamente se afastou, e agora, seus olhos esboçavam um vermelho brilhante, cintilavam num escarlate Sharingan.

Mas tão logo os piscara, o tal vermelho desapareceu, substituído pelos orbes escuros novamente.

Ela o viu contrair a mandíbula e caminhar rapidamente para longe de si.

O O O

Após os primeiros cinco incidentes ocorrem, em menos de dois meses, Sakura começou a realmente se referir a eles como "Os Incidentes".

O Incidente número Seis aconteceu enquanto preparava o jantar em algum dia no final de novembro ou início de dezembro. Estava frio, então Tobi lhe emprestara um de seus camisões de inverno. Ficara bem largo nela, mas como também ficava largo nele, isso já era de se esperar.

Sakura não sentira aquela sensação deliciosa de ser afogada pelo cheiro do sexo oposto. Não que ele tivesse um cheiro em particular. O tecido cheirava mais ou menos como o resto da casa: um cheiro de coisa antiga, mas que lhe trazia uma espécie agradável de nostalgia. Tobi cheirava à teia de aranha e tacos de madeira, assim como toda mobília empoeirada da casa.

Ela nunca admitiu para si mesma que adorou tal.


Assim que preparava o jantar, revivendo uma e outra vez os eventos do mês passado ou algo do tipo, ouviu-o aproximar-se de si por trás, e aquilo foi surpreendente. Ele normalmente procurava manter distância de si e evitá-la, se possível, e nunca iniciar qualquer contato físico. Exceto em todos os incidentes.

— O que está cozinhando? – perguntou, e ela se virou para sorrir para ele.

— Ah... Ramen. E batatas. Nada de especial. – não era a melhor cozinheira do mundo, mas aquilo estava bom, certamente.

E então se voltou para continuar cozinhando, e ele não se afastou.

Podia senti-lo olhando para si, em todo movimento que fazia, a cada movimento de seu pulso, a cada sobe e desce de seus pulmões.

A presença das mãos masculinas em seus quadris foi a última coisa que ela esperava dele. A colher de madeira que segurava caiu de sua mão dentro da panela de batatas e, nesse momento, ela realmente gaguejou. — T-Tobi?

Sentiu as pontas dos cabelos masculinos roçarem sobre a curva de seu pescoço exposto, no lugar onde a gola do moletom jazia grande demais, expondo um pedaço de pele. Ele não falara, nem sequer parecia estar respirando, mas suas ações falaram mais alto do que qualquer palavra jamais poderia.

As mãos masculinas deslizaram sob o blusão, e também sob a blusa vermelha que jazia por baixo da mesma, as pontas dos dedos dele estavam frias. Ela recostou-se nele, o que aparentemente serviu como uma deixa para continuar. Sua boca moveu-se pescoço acima, logo abaixo da orelha feminina. Em seguida, a língua masculina veio à tona para envolvê-la e, eventualmente, dentes passaram a roçar naquele local, e ela de repente ficara muito consciente do quanto seus pulmões tiveram dificuldade para respirar nesse instante.

Ele agarrou-a pela cintura e pressionou-a contra si, mexendo os quadris, pressionando sua parte inferior contra as costas dela. Ao contato inesperado, Sakura sobressaltou-se, mas a ação só pareceu agravar as coisas, pois ele suspirou suavemente contra a parte úmida da pele quente do pescoço dela.

— Tobi, eu não entendo o que você quer...

Você. –disse, e aquela voz não soara nenhum pouco parecido com a de Tobi.

Ela imediatamente o empurrou para longe, sem dizer uma palavra ou mesmo olhar em sua direção, e tomando fôlego, naqueles segundos de silêncio, viu-o partir.

Sakura enfiou a mão dentro da panela de água escaldante para retirar a colher lá de dentro (sentindo-se grata pela dor que logo lhe assaltara). Ela precisava de algo para ancorá-la à realidade, pelo menos.

Mas algo lhe dizia o que precisava para não permitir que houvesse um incidente número sete, oito, ou nove. Então terminou de cozinhar as batatas, descascou-as, e fez um purê com as mesmas e, em seguida, suspirou.

Era hora de enfrentar o demônio.


O quarto de Tobi jazia na extremidade oposta do complexo, situado entre vários outros quartos vazios.

O lugar era mais como uma mansão decadente do que qualquer coisa, do tipo clichê de filme de terror, com candelabros enormes e tapeçarias decorativas.

Sakura deve ter aberto cerca de quatro ou cinco quartos, encontrando apenas espaços completamente vazios, parcialmente destruídos ou com caixas e caixotes velhos e um monte tralhas antigas.

Até que finalmente encontrou o quarto onde Tobi dormia.


Lá estava ele, deitado de lado na cama, de costas para a porta aberta.

Sakura não podia dizer se ele estava dormindo ou não. Então, entrou silenciosamente, notando imediatamente a falta de lençóis sobre a cama, a falta de limpeza geral no quarto, e a falta de... bem... Tudo ali. Tudo era quase que dolorosamente maçante, e uma camada proeminente de poeira cobria todos os cantos, sendo a cama a única exceção.

Quando veio até a frente dele, perto da cabeceira da cama, pode ver claramente que o shinobi estava dormindo. E estava suando muito, apesar do ar frio, e parecia estar sentindo dor.

Sem esquecer seu lado médico, pôs a mão sobre a testa masculina e acalmou os próprios nervos notando que ele não estava doente, aquilo parecia ser apenas uma leve dor de cabeça.

No instante que a mão feminina lhe tocara, ele estremeceu em uma posição relaxada.

Nada parecido com um demônio agora, notou.

Seus olhos abriram de repente, tão de repente que ela tirou rapidamente a mão da testa dele e deu um passo para trás.

Ele a agarrou pelo pulso antes que ela pudesse partir, e quando Sakura o fitou, notou que o rosto masculino contorcia-se em algo um pouco mais sinistro, um pouco mais... Obscuro. Seus olhos de um vermelho vibrante, traços negros percorriam-lhe as pupilas, devido alguma lembrança muito dolorosa.

Ela tentou puxar o pulso de novo, assim como tinha feito na cozinha, mas ele a segurou firme. E quando ela puxou mais uma vez, mais forte que a ultima tentativa, o enlace sobre si somente apertou.

No que foi que ela meteu, hein?

Ele se sentou na cama, trazendo as pernas sobre a borda, nunca quebrando o contato visual que mantinha com ela. — Sakura. – lá estava aquela voz outra vez. Não soava nada como Tobi. Era assustadora e hostil, e ela só queria partir para o mais longe possível.

— S... – A voz quebrou-se abruptamente, e ele apertou o pulso da moça firmemente, fechando os olhos e cerrando os dentes. — Sa...

E a soltou, somente para levar ambas as mãos à própria cabeça e agarrá-la forte, encolhendo-se numa posição fetal sobre a cama.


Alguns momentos depois, momentos nos quais Sakura achara difícil até mesmo respirar, ela apenas conseguiu fitar o tormento de Tobi. Quando ele finalmente se acalmou, olhou para ela lentamente e seus orbes estavam novamente de volta ao seu estado normal.

Sakura engoliu em seco. — Tobi... Você está bem?

— Eu sinto muito, Sakura. Sinto muito. Tobi sente muito, muito, muito mesmo.

O medo desapareceu de suas feições e, posteriormente, de seu corpo inteiro. Ele voltou ao normal, mais normal do que tinha estado nos últimos meses.

E ela ficou tão aliviada que arremessou os braços em volta do pescoço masculino, praticamente jogando-o de volta a superfície do colchão, enterrando o rosto em seu ombro.


Ela não o culpara por nada.

Não era culpa dele que ela havia sido atraída a este complexo, e também não era culpa dele que o selo da chuva ácida a havia mantido ali, e certamente não era culpa dele que ela tinha sido tão tola.

Sakura percebeu, muito tardiamente e, ainda assim de repente, que em si havia lentamente desabrochado sentimentos por esse homem. E tais sentimentos não eram simplesmente de cunho afetivo, mas também desejos, ou uma espécie de atração física por ele. Sentiu como se tivesse se apaixonado por alguém pela primeira vez em muito tempo. E que realmente havia muito, muito tempo desde que tinha sentimentos dessa natureza por alguém.

Ele parecia totalmente envergonhado, piscando aqueles olhos arregalados e com aquela boca entreaberta. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela pressionou os lábios aos seus. Embora não fosse seu primeiro beijo, esse certamente foi o primeiro beijo que realmente fez seu coração palpitar e seu corpo ficar quente.

Foi inocente e breve, e quando ela se afastou, Tobi disse seu nome baixinho, tão baixinho. — Sakura?

— Pela primeira vez. – disse, sorrindo. E mesmo que estivesse praticamente o escorando à cama agora, ela estava feliz, mesmo que estivesse presa neste buraco empoeirado de uma casa assombrada. — Eu estou contente de estar presa aqui.

Ela o sentiu tremer sob si, mas não tinha certeza do por quê.

— Tobi está...

Ela beijou o pescoço masculino, bem como ele lhe tinha feito na cozinha mais cedo, mas seu beijo fora gentil e muito mais suave.

—... Muito feliz...

E ergueu o queixo, deixando a cabeça cair para o lado, gemendo em um meio sussurro.

Ela pressionou a boca contra a garganta dele, beijando a curva de seu queixo e movendo-se para o canto de seus lábios. Ele a segurou pela cintura e quadris, parecendo que estava fazendo tudo ao seu alcance para não fazer barulho. Como se caso o fizesse, iria assustá-la e afastá-la para sempre.

Ela se posicionou sobre os quadris dele, arrastando as mãos sobre peito masculino e, em seguida, sob sua camisa.

Ele obedeceu às ministrações da moça sem pensar duas vezes, puxando o tecido por cima da cabeça, e apoiando-se sobre os cotovelos.

— Tobi, – disse com um sorriso — Você não precisa ter medo que eu vá embora. Eu não vou te deixar.

Ele não disse sequer uma palavra, mas tão logo ela tirou o camisão com o qual estava vestida, trouxe-a para si, puxando o zíper da camisa vermelha no processo.

Quando ele era ele mesmo – apenas Tobi e nada mais – era um homem que beijava lentamente, como se não soubesse como fazê-lo ou simplesmente houvesse esquecido. Sua língua explorava a boca feminina, e no momento em que seus lábios encontraram os dela, fez-se num movimento frenético e desesperado, muito diferente da mostra anterior, tão tímido e recatado.

— Você não vai me deixar? – finalmente perguntou, quando Sakura já estava com as mãos sobre a calça masculina e pressionando-o firme contra o colchão. — Promete pro Tobi?

— Claro que não vou te deixar. – disse, rindo baixinho. — Não posso te deixar, de qualquer maneira. – Ela tirou a calça masculina, deixando-o apenas numa boxe preta. O tecido era fino, dando à moça a visão clara do contorno de sua ereção muito... muito... evidente. Não que estivesse muito grande, mas estava no caminho de tal, o que a fez pensar que talvez estivesse indo um pouco rápido demais.

— Você não precisa. – disse Tobi, e seu rosto pintara-se num vermelho brilhante agora. — Tobi... Tobi... Vai ficar bem.


Engolindo qualquer ponta de ansiedade que pode ter tido sobre dormir com este homem – não era como se fosse a sua primeira vez, de qualquer maneira – Sakura lambeu a ponta da ereção masculina sobre o tecido, muito levemente, muito lentamente e contente com a maneira como a respiração dele engatou e seu corpo contorceu-se.

— Tobi vai ficar bem se Sakura quiser ficar também, certo. – disse ela, afastando o tecido e tentando o seu melhor para não rir da reação dele.

Ele assentiu com fervor, observando com orbes entreabertos e em puro contentamento.

Sakura posicionou a mão sobre a base da intimidade dele e sua boca o enlaçou apenas na ponta, deslizando a língua ao longo da parte inferior antes de tomá-lo o máximo que conseguisse. De certo não conseguiria muito, então, usou a mão e os dedos, deslizando-os facilmente com ajuda da saliva e um pouco do líquido que demonstrava o prazer próximo dele.

Ele estava fazendo sons que não podia mais abafar, pequenos sons de uma respiração engatada, gemidos e às vezes, até mesmo um palavrão ou outro.


Talvez Sakura estivesse tão concentrada no que estava fazendo, na intenção de induzi-lo a fazer mais e mais ruídos como estes, deixando-o praticamente indefeso, que não chegou a perceber quando ele começou a pedir-lhe para parar.

E quando ela não o ouviu, ele começou a implorar, e então, finalmente, em um ato que provavelmente levou mais autocontrole do que Sakura poderia imaginar, ele a afastou de si.


Ela o fitou em uma expressão de puro questionamento, mas tudo fora respondido com apenas o olhar em seu rosto.

Ele estava corando furiosamente, sua respiração ofegante e engatada, e traços finos de suor sobre as linhas do pescoço e têmporas.

— Você... Eu... Devemos... Isso simplesmente não parece justo.

E então ela ficou surpresa com o quão incrivelmente dominador Tobi poderia ser quando queria.


Ele a pressionou contra a cama, segurando seus pulsos acima da cabeça.

A outra mão se ocupava docemente em lhe acariciar um mamilo, e, em seguida retirando sua saia médica por completo. O que a mão começara, a boca teve como objetivo de terminar, então pôs os lábios ao redor do mesmo mamilo, trazendo a língua à tona para provocá-lo e circundá-lo.

Sua saia e shorts foram embora mais rápido do que conseguia se lembrar, e ele soltou os pulsos da moça para agarrar-se à cama no local bem próximo a altura da cabeça rosada, usando a outra mão para escorregar um dedo até um determinado ponto muito receptivo e sensível de seu sexo.

Ela mordeu o lábio, fechando os olhos.

Ele esfregou o polegar sobre tal local novamente, pressionando-o cada vez mais forte e ágil, mas nunca a ponto de machucá-la.

E quando viu a cabeça rósea lançando-se para trás e que ela estava resistindo, ele trouxe mais um dedo para dentro de seu centro e depois o outro.

Ela suspirou, ofegou, arqueou.


A respiração dele estava tão pesada quanto a dela, aparentemente apreciando o ato da mesma maneira.

Então, continuou com suas ministrações por um tempo, trazendo-a a beira do abismo e depois recuando, repetindo o processo até que ela tivesse vontade de arrebentar a cara dele ou simplesmente fazê-lo terminar logo com seu tormento, droga!

Ele não pediu permissão – não que precisasse– quando retirou os dedos dela e simplesmente os substituiu com sua ereção, parando por apenas uns instantes, antes que se sentiu completamente envolto por ela, completamente dentro dela, dando-lhe completamente tudo pelo que estava esperando.

Ela não sabia se iria ter seu clímax nesse momento, porque ambos estavam à beira do precipício, ameaçando cair a qualquer minuto.

E quando ele a penetrava e saia, e penetrava novamente e vibrava dentro de si, nesse instante, Sakura deu uma olhadela para fora da janela, em completo estado de êxtase.

E o que viu levou apenas um segundo para processar, especialmente porque estava prestes a ter o seu prazer, e aqueles pequenos pontos brancos já estavam começando a dançar sobre suas pupilas.

E então, agora, ela apenas quis esquecer sobre o que vira do lado de fora da janela e se concentrar no que Tobi estava dando para si, fixando seus olhos nos dele o tempo inteiro.

Suas feições alternavam entre o típico, doce e gentil Tobi, e aquela figura que havia lhe atormentado e assustado durante os últimos dois meses.

Todavia, mais uma vez, antes que pudesse pensar mais sobre tal, uma explosão de sensações surgiu na parte inferior de seu ventre, contorcendo-se e em seguida liberando-se, fazendo-a arquear e choramingar, fechar os olhos e caminhar na direção do espiral de prazer até que os tremores suavizaram e ela voltara de novamente para Terra.


Ela nem percebeu quando Tobi teve seu clímax, embora o tivesse sentido estremecer dentro de si, e em seguida, enterrar o rosto na curva de seu pescoço e suspirar contra sua pele.

Agora, num estado mais sóbrio e saciado, tudo o que conseguia fazer era permanecer ali, tentando recuperar o fôlego, assim como Tobi o fizera, sussurrando coisas que ela não conseguia entender.

Quando os poucos momentos de felicidade se esvairam no ar e ela já havia recuperado suas funções cerebrais, pôs-se a fitar novamente a janela.

E, naquele momento, percebeu que não havia chuva ácida.

Na verdade, o dia estava bastante ensolarado.


De repente, com medo e com raiva, sem acreditar como fora tão tola, tudo começou a se encaixar.

Tobi possuia outra personalidade, a "chuva ácida", os selos do quarto, o porquê dele nunca deixá-la andar perto da porta da frente... Tudo se encaixara como em um mórbido e perfeito quebra-cabeças, e raiva e mágoa queimaram sobre si, como fogo incandescente.

Tobi já colocava suas calças quando a ouviu falar, agarrando sua camisa vermelha contra o peito.

— Você... – sussurrou, balançando a cabeça, praticamente incrédula, e sua voz saíra da mesma forma, tremida. — Você mentiu pra mim.

Os olhos masculinos arregalaram e então ele piscou. — O quê?

— Você mentiu pra mim, Tobi! – disse, desta vez mais alto, cerrando as mãos em punhos firmes. Ela não queria nada além de chutar o traseiro dele até ele admitir tal, mas tudo o que fez foi apenas olhar para ele. — Como pôde?

— Eu não... O quê? Do que está falando? – ele parecia genuinamente confuso, mas ela não iria cair nessa.


Em um acesso de raiva, Sakura vestiu sua camisa e shorts, em seguida, a saia médica.

Tobi observava-a boquiaberto, e sem saber o que dizer, ou talvez sabendo que havia sido pego. Sakura não sabia ao certo.

— Não posso acreditar que você... – Sakura continuou ao fechar o zíper da camisa, mantendo surpreendentemente a calma. — Eu confiei em você.

— Eu não sei do que está falando. – disse, dando um passo em sua direção, tentando tomar as mãos dela nas suas. Mas ela o evitou.

— Não banque o estúpido! A palhaçada da chuva ácida era tudo um genjutsu, esse tempo todo. Uma droga de ilusão. Eu queria ir pra casa, Tobi. – Toda a raiva inflamando a si ao notar que tudo se resumira a uma traição, e então tristeza a consumiu, e ele a viu soluçar um pouco. — Eu pensei que você se importava comigo.

— Eu me importo! – disse, desta vez obtendo sucesso ao enlaçar as mãos femininas nas suas e segurando-a no lugar. — Tobi se importa. Você é a única pro Tobi e só você; Ele não... Eu não amo ninguém, a não ser a Sakura.

— Conversa fiada! – respondeu, afastando-se dele. — Se me amasse, teria me deixado ir! Se me amasse tanto quanto diz, teria me contado a verdade! Tobi, você não me ama! Você está se iludindo!


Ela ficou surpresa ao ver que ele estava... Chorando?

Não soluçando ou fungando, ou coisa assim, mas apenas uma lágrima silenciosa brotara em cada olho, percorrendo seu rosto, escorrendo pelo queixo e finalmente rolando ao chão.

Ele parecia incrivelmente frustrado com aqueles punhos e dentes cerrados. Então, talvez aquelas fossem lágrimas de raiva.

— Isso não foi escolha minha! – gritou, em sua voz embargada. — Eu não fiz isso! Eu não quero te ferir! – E tropeçou na mesinha de cabeceira, soltando um grito agudo e enfiou firmemente as mãos nos próprios cabelos, puxando-os com força. — Eu queria deixá-la ir desde o primeiro dia. Eu queria!


Ela o fitou como se ele fosse louco. O que achava que realmente era. Ele tinha que ser, certo?

O shinobi retirou as mãos da cabeça de repente e gritou pela primeira vez desde que Sakura tinha chegado naquele Complexo. — Tudo bem! Então vá! Deixe-me! Quebre sua promessa, sua... Sua vadia estúpida!

Sakura engasgou em vista ao insulto.

Ele nunca disse nada parecido com tal antes e aquilo doeu mais do que deveria.

Quando fitou na direção dele novamente, notou que o homem ainda derramava aquelas lágrimas terríveis e quando ela balançou a cabeça, sem qualquer indicação de provê-lo duma despedida, partiu pela porta do quarto na intenção de sair daquele lugar.

Mas quando chegou ao meio do corredor, ouviu um soluço sendo arrancado garganta à fora, e nada mais nada menos vindo dele.

Ela deveria ter se sentido mais feliz quando fechou a porta atrás de si e pôs-se a seguir pelo caminho sinuoso da floresta, mas tudo o que conseguia sentir naquele momento era uma dor enorme em seu peito.

Os gritos de Tobi eram tudo o que podia ouvir enquanto fazia seu caminho de volta a Konoha.

O O O

Depois de ve-la partir, Tobi sentou-se no centro da casa vazia.

O mobiliário, tapeçarias, tapetes, pratos e lâmpadas jogados por toda parte.

Não havia nada mais inteiro, apenas o piso, as paredes e o teto, e, ocasionalmente, uma mosca chamaria sua atenção ao passar por ele.

Sentou-se, enrolado como uma bola, joelhos dobrados contra o peito e rosto enterrado nas mãos.

Madara de repente gritou dentro de si, com raiva, frustrado por Tobi tê-la deixado ir.

Você nunca vai tê-la de volta. Ela te odeia.

E ele sabia disso.

Você vai morrer aqui, sozinho.

Ele sabia disso também.

Você não tem mais nada, nenhum propósito para viver.

E ele sabia disso também.

— Eu te odeio! – gritou, levantando-se ainda ofegante. — Eu te odeio! – E pôs-se a arranhar o próprio rosto, provocando lesões profundas, com o sangue escorrendo pela face e pescoço. — Saia, saia, saia! Deixe-me sozinho, Madara!

Mas Madara não disse sequer uma palavra.


Então, Tobi atirou-se contra uma parede, fazendo o lustre acima tremer e começar a ruir na parte frágil do teto de gesso. — Deixe-me sozinho! Saia!

E jogou-se contra a parede novamente, o ombro dessa vez batendo com mais força, e mais uma vez o lustre balançou, ruindo ainda mais a parte pela qual se mantinha presa ao teto. — Olhe o que você fez!

E lançou-se novamente. — Ela me odeia agora! Porque você não pode me deixar ser feliz?

E mais uma vez.

O lustre jazia pendurado apenas por um fio e a peça rangeu ameaçadoramente.

— Por que está fazendo isso comigo? – resmungou, atirando-se contra a parede pela última vez.


O lustre veio abaixo e, com seus sentidos shinobi em transe, o golpe foi simplesmente inevitável.

Quando o enorme lustre ruiu-se ao chão, Tobi despedaçou-se da mesma forma.

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continua

a próxima parte será a última

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N/T:

Certo, personas, vamos combinar que essa parte foi super angst, ne.

Cara, eu sofro por esse tobi, pq... bem, de certa forma, suas açoes são compreensiveis. Nao justificaveis, mas compreensiveis.

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E vcs, o que acharam?

E tipooooooo, curtiram o lemon?

(imagino que, pra quem não está "acostumado" a casais diferentes, talvez o cpt tenho sido um pouco... too much. Mas pra quem curte, cara, deve ter achado supeeer legal, ne ;D)

Ai ai, eu acho essa fic uma sedução. Mesmo mesmo *apanhando muito* hahahah

...

Lindonas, essa semana ainda teremos mais 2 posts.

(e pra quem me perguntou sobre Laying CLaim, sim sim, estou trabalhando com ela. Talvez na semana do dia 20, feriado, estaremos com mais um cpt online ;)

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Agora, flores, vou-me ;D

Nos vemos loguinho,

bjito

Hime.


ps:

Galera, eu to pondo os contantos em dia, ok.

As pms já estão quase todas respondidas. Os reviews é que ainda estão em processo.