Oh. Meu. Deus.

Eu consegui.

Eu acabei de ter a melhor noite da minha vida. E foi com quem? Jasper.

Não paro de pensar nisto. Desde que nos despedimos para os nossos afazeres. Eu tinha que vir á faculdade e ele para a clínica.

Então, deu para recapitular a "nova etapa da minha vida". Será que vamos ser namorados? Será que ele vai-se arrepender e culpar-se como da última vez?

Eu não sei... Apenas não sei nada.

- Srta. Swan? – Pulei de susto quando o Professor Stevens me abordou.

- Sim? – Perguntei com um sorriso amarelo.

- Qual o motivo da sua distração? A pensar na morte do bezerro? – Perguntou ironicamente.

- Desculpe, apenas dormi mal. Não volta a acontecer. – Respondi arrependida.

Depois de revirar os olhos e abanar a cabeça, voltou a dar a aula e eu mantive-me atenta.

Após sair da aula, dirigi-me ao estacionamento para ir para casa quando Edward Cullen me chama.

- Desculpa, já vi que estavas de saída. Com pressa? – Perguntou com um sorriso.

-Olá, Edward. Não, ía para casa, mas tenho que passar na clínica. – Respondi seriamente.

- Eu soube o que aconteceu ontem, com a Maria. Queria pedir desculpa. – Disse envergonhado.

- A mim? Nah, quem merece um pedido de desculpa é o Jasper. – Disse incrédula. – Vocês enganaram-no. Eu sinceramente senti nojo quando a Rosalie me contou. Como é que pudeste trair a Tanya? – Julguei. Queria dizer tudo o que me apetecia a este idiota.

- Eu gosto da Tanya, simplesmente aconteceu...! – Respondeu pondo a mão no cabelo, nervoso.
Eu ri ironicamente.

- Não me venhas com o "simplesmente aconteceu", já não tapa os olhos a ninguém. – Acusei.

– Sabes que mais? Tu e a Maria merecem-se. – Atirei e virei costas antes que ele decidisse prolongar a conversa falsa comigo. Tinha mais que fazer.

Ouvi-o chamar o meu nome, mas eu continuei em direção ao meu carro em direção a minha casa.


- Bella! – Oh não, a minha mãe está em casa. Fantástico.

Virei-me em sua direção antes de subir as escadas.

- Olá mãe, não sabia que estavas em casa. – Tentei soar amável. Mas não estava com humor para falar com ela.

- Estava preocupadíssima contigo! – Abraçou-me e eu fiquei surpreendida. Não entendi este súbito ataque. – Ontem desapareceste depois daquele espetáculo horrivel que fizeram cá em casa. A Maria ficou devastada depois de o Jasper ter acabado tudo em frente a todos os convidados. – Lamentou e eu revirei os olhos.

- Vá lá mãe, admite o que ela fez foi errado! Só teve o que mereceu, e se ela realmente amasse o Jasper não o tinha traído. Eles íam casar, por amor de deus! – Quase gritei. Porquê que ainda continuava do lado dela, a doer-se por ela?

Ela olhou para mim sem ter o que dizer. Porque eu tinha razão e ainda tenho.

- Eu sei que ela agiu mal, Bella. – Disse sincera. E eu quase disse "finalmente", mas contive-me.

– Eu só quero saber se foste tu quem armou aquela confusão toda.

Okay. Chegamos ao ponto em que eu não queria dizer a verdade para não desiludir a minha mãe, mas mentir não era comigo.

- Sim, mãe. – Repondi sinceramente. – Desculpa se eu exegerei, mas fiquei possessa quando descobri a traição. O Jasper é boa pessoa e muito fiel, merecia saber a verdade. Não tive intenção de magoar ninguém, mas ele não podia casar com uma mulher que não o respeita e que o trai. – Disse convicta.

Ela suspirou. Eu levantei as sobrancelhas.

- Tu nutres sentimentos pelo Jasper. – Disse com uma voz que me pareceu de decepção.

O quê? É um crime estar apaixonada? Poupem-me.

- Eu tenho que me despachar. O Jasper precisa de mim na clínica. – Disse passivamente e subi as escadas.

Agradeci mentalmente por ela me ter seguido para me encher de perguntas ou para começar uma discussão.

Apetecia-me chorar. A minha mãe considera-me a pecadora da família por simplesmente me ter apaixonado pelo noivo, que agora é ex-noivo, da minha prima. O que tenho de fazer para ela me aceitar como sou?

Fui tomar um duche e vesti outra roupa para trabalhar. Nem comer me apetecia, só queria sair daquela casa.


Cheguei á clinica antes da hora do meu expediente. Estava em baixo, não me apetecia nem trabalhar (o que é estranho, pois adoro trabalhar na clínica). Fui para a minha secretária e abri a agenda, duas consultas á tarde. A primeira daqui a uma hora, ótimo. Assim descanso a cabeça e vou comer algo.
Estava a arrumar a minha mala quando a porta do consultório se abre e Jasper olha para mim. Eu suspirei e dei um pequeno sorriso. Ele arqueou uma sobrancelha.

- O que aconteceu? – Perguntou preocupado. Fechou a porta e veio em minha direção. – Estás bem?

- Sim, só estou com fome e cansada. Só tens consulta daqui a uma hora, aproveito e vou buscar algo para comer. – Sorri e beijei-o na bochecha.

- Não acredito nisso. Algo sobre a noite passada? Queres conversar agora? – Perguntou ansioso. Eu virei o rosto e ele virou-o para ele. – Diz-me.

Ai que eu vou chorar agora.

- A minha mãe sabe que estou apaixonada por ti e ficou desapontada. Eu simplesmente estou a sentir-me despedaçada por ela gostar mais da Maria do que de mim, para ela eu é que sou a sua sobrinha e a Maria é que é a sua filha. – Choraminguei e ele olhou-me todo fofo e abraçou-me.

- Ei... Não penses assim, pequena. A tua mãe é uma pessoa snob e tu és a filha sensível e bondosa que não se importa de ser de condição social alta e dá-se com toda a gente. A Maria é aquela mais parecida com ela, sem ofenças. – Disse a olhar nos meus olhos e deu-me um xoxo. Eu sorri minimamente. – E agora, eu estou contigo.

Eu engoli em seco. Isso quer dizer o quê?

- Tipo, namorados? – Sussurrei, agora muito perto do seu rosto. Ele sorriu e agarrou-me pela cintura.

- O que te parece, amor? – Disse rouco.

- A mim parece-me ótimo. – Respondi e ele riu. – Vamos lanchar juntos? Preciso de pensar noutras coisas que não sejam os problemas da minha vida. – Disse com um biquinho.

Ele concordou com um sorriso e fomos juntos de mãos dadas.


- Vocês estão juntos, Bella? – Perguntou Rose quase aos gritos? Eu assenti. – Aaaaahhhh que bom! – Abraçou-me quase até quase me sairem os pulmões pela boca.

- Okay, não me mates. – Ri.

- Aquela Maria levou mesmo nas trombas. Bem feito! – Olhei admirada para ela.

- Rosalie Hale. – Falei com a mão no peito e com uma expressão surpreendida. – És tão mazinha.

Rimos.

Depois da conversa com Jasper tudo tem corrido bem. Fazemos as tipicas coisas de namorados. E eu estou muito feliz.

A minha mãe não me fala. O meu pai está triste com o facto de estarmos chateadas, o que me entristece.

Neste momento estou a passar uma temporada no apartamento de Jasper. Damo-nos muito bem e o sexo é fantástico. Sim, eu tenho aproveitado muito!

- Diz-me uma coisa, fofa. – Rose tirou-me dos meus pensamentos. – O sexo. É bom? – Perguntou com um sorriso malicioso.

Corei. Foi impossível não ficar envergonhada.

- Sim. – Repondi com um pigarro. Ela piscou e eu revirei os olhos. – Ai Rosalie, não sejas tarada.

O meu telemóvel começou a tocar e eu atendi.

- Olá, pequena. – Sorri. Era o Jasper, claro. Chama-me sempre assim quando eu atendo as suas chamadas. – Vens á clínica, hoje? A Marta teve de sair com urgência, o Peter caiu na escola.

Oh tadinho. O Peter era filho da outra secretária que Jasper teve que contratar por causa dos dias em que eu tinha de ficar na faculdade. É um doce de menino, muito ligado á mãe, eu simplesmente o adoro.

- O Peter? Foi grave? – Perguntei preocupada.

- Não, só uns arranhões. Mas ela foi com ele ao hospital para se certificar que não tinha nada partido. – Respondeu.

- Bem, nesse caso vou para aí. Tenho a tarde livre, mesmo. – Disse e despedimo-nos.

Despedi-me de Rose e fui em direção á clinica.

No caminho eu não esperava ver quem eu menos queria: Maria.

- Olá priminha. – Bolas, pensei que ía passar despercebida. Virei-me para ela e nem sorri, olhei-a com desprezo.

- Estou com pressa. Adeus. – Virei costas, mas senti a mão dela no meu pulso que me fez virar novamente. Ela olhava pra mim com muita, muita raiva. Bufei. – O que queres?

- Uma pequena conversinha. – Disse arrogante. – Eu sei que foste tu que armaste aquilo tudo. Vou-te dizer só uma coisa, Bellinha. Eu vou acabar contigo e com o teu conto de fadas com o Jasper. Ele é meu, sempre esteve destinado a mim. – Disse bem perto do meu rosto. Eu nem pisquei, olhava-a passivamente. Não tenho medo, nunca tive medo dela.

- É tão triste quando as pessoas que fazem a merda toda que lhes destrói os planos simplesmente continuem a se lixarem. – Disse incrédula. – Eu não tenho medo de ti, Maria. Só tiveste o que mereceste. – Arranquei o meu pulso da sua mão, bruscamente. – Se estavam destinados, porquê que ele diz já não te amar? Porquê que ele nem acreditou em ti e nem quis ouvir explicações? Desiste! – Falei alto.

Provoquei ainda mais ódio nela e a prova disso estava na sua expressão e na sua respiração. Parecia um touro prestes a atacar com os cornos. Rídiculo.

Como quem cala consente, virei novamente as costas e dirigi-me ao meu carro e parti.


- Ela confrontou-te? – Perguntou Jasper, indignado.

- Sim, mas não te preocupes que eu não me fui abaixo. – Disse com um sorriso. – Eu esperava esta reação quando ela me visse.

- Mas mesmo assim... Ela ameaçou-te, Bella. – Disse sério. Revirei os olhos.

- Jasper, ela está com raiva de mim, é normal ameaçar. Eu só achei surpreendente a falta de vergonha dela em vir falar comigo. Não tem moral para me vir falar em tu seres dela e que vocês estão destinados. – Disse e senti uma pontada de medo que isso possa ser verdade. Pigarreei.

- É mentira, isso é paranóia dela. Eu sou teu, pequena. – Agarrou-me pelos ombros e eu sorri, abraçando-o.

Ficamos um pouco assim no sofá até o sentir massajar-me as costas e beijar-me o pescoço. Sorri.

- Jasper? – Sussurrei.

- Hummm? – Murmurou enquanto afastava o meu cabelo para o lado. Eu ri.

Foi quando me atacou os lábios e eu derreti.

Roupas foram retiradas e a meio de suspiros, Jasper atacava-me os seios com os lábios e a língua. Esta era a parte do dia que eu mais gostava, chegávamos a casa e matavamos saudades.

Mas todos os dias, exceto aqueles dias...Bem, não interessa.

Aquele era um dos dias. Opaaaa, já me abriu as pernas.

Mudei as posições e abanei a cabeça com um sorriso malicioso. E comecei a distribuir beijos pelo seu peito lindo e fui até lá abaixo. Acariciei-o e beijei-o, até ele preencher a sala de suspiros e gemidos.

- Hum... – Sussurrei sedutoramente no seu ouvido. – Como eu gosto.

Quando ele gemeu eu dei um sorrisinho e coloquei o preservativo. Quando nos unimos demos um suspiro, começando-me a mexer, até virmos os dois.

Nunca me vou cansar disto. E tenho a certeza porque eu amo Jasper Withlock e já não há volta a dar.