Gente, quero agradecer os reviews de cada um! Eles são muito importantes para mim, me incentivam a continuar escrevendo õ/

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POV Snape

Por que raios eu disse aquilo para a Granger? Com certeza, não estou em meu estado normal... Em troca de quê eu cuidaria dela? Se bem que durante todos estes anos estive cuidando daquele cabeça-oca do Potter, alguém que não tem nem a metade dos talentos que essa irritante-sabe-tudo possui.
É, realmente meu cérebro foi afetado por algum baque durante o ataque da Nagini... Estou até elogiando a garota!

Mas também, esses anos todos como agente duplo tem uma explicação plausível: eu estava apenas cumprindo a promessa que fiz à Lily... promessa que já foi cumprida. Pronto! Acabou, Severus, pare de querer proteger todos! Sua parte você já fez...
Está certo que, com esta nova "lobinha" no castelo, é quase certeza que serei eu quem irá administrar a poção mata cão para ela. Mas é só isso! Não vou ter que cuidar de ninguém... que mania! Acho que todos estes anos cuidando daquele moleque insuportável fez nascer em mim esse espírito de bondade.

Por Merlin, espírito de Madre Tereza de Calcutá, pode já saindo de mim! Não posso me esquecer que esta garota é a irritante-levanta-a-mão-em-todas-as-perguntas... Bem, hoje ela já não é mais uma garota. Já é uma mulher feita, pelo que posso notar... Mas o que é isso! Severus, controle-se! Desde quando você fica reparando em suas alunas? Principalmente NESTA aluna? Ok, agora tenho certeza que estou maluco. Acho melhor tomar um banho, preciso desanuviar a mente...

POV HERMIONE

Eu estava deitada nos jardins de Hogwarts, admirando a beleza da lua cheia e das estrelas.
Parecia que há tempos eu não fazia isto, como se algo me proibisse de tal regalia. De repente, comecei a sentir algo estranho dentro de mim. De início, parecia que eu estava gestando um bebê, pois sentia um embrulho no estômago, algo se remexendo, crescendo, exigindo mais espaço. Depois, comecei a sentir calafrios e, quando olhei para os meus braços, pelos muito grossos e marrons cresciam sem parar ao longo deles.
Me apavorei e comecei a gritar, porém não foi uma voz fina que saiu de minha garganta, mas um uivo de lobo, um pouco desafinado. Senti meu coração acelerar, as veias e as pupilas se dilatando, meu corpo aumentando de tamanho e...

Acordei! Graças à Morgana, era apenas um sonho. Senti o suor frio escorrendo por minha face, denotando minha agitação durante o pesadelo. Ao abrir os olhos, me encontrei deitada em uma maca na Ala Hospitalar do castelo. Não conseguia me lembrar como havia chegado lá, ou por qual motivo precisava estar ali, já que me sentia perfeitamente bem.

Me sentei e analisei cada parte do meu corpo.
Nada enfaixado, nem machucado, nenhum arranhão, pelo menos não no meu campo de visão. Então fui tateando as costas, os ombros, o pescoço... e parei no último, com os dedos em cima de um curativo que ali se encontrava. As lágrimas brotaram como uma cascata em meus olhos.

Meu pesadelo era real.

Os fatos da noite passada ressurgiram como um furacão em minha mente, e logo meu peito se apertava de tanta dor que eu sentia, só de pensar nesse presente de grego que o destino me entregara.

Deitei de bruços sobre a maca e continuei a chorar até cair no sono novamente. O dia estava raiando, mas eu não queria mais ver o sol, nem as estrelas, nem a lua... muito menos a lua! Minha vida estava condenada à uma maldição, eu nunca mais veria a felicidade outra vez. Melhor seria dormir pra todo o sempre!

POV Snape

O dia clareava e me revelava o quão cansado estava, por não ter pregado o olho a noite toda. Ao sair do banho, notei que o silencio reinava sobre o castelo, e também que a Ala Hospitalar estava mais calma, logo cheguei a conclusão de que a guerra tinha acabado, porém tive que ir atrás de provas que me mostrassem que isto realmente acontecera. Saí do recinto e caminhei, cauteloso, até o Salão Principal, com a varinha na manga das vestes, pronta para ser usada, caso necessário.

No caminho até lá, tudo estava calmo.

Quando cheguei ao meu destino, me deparei com algo muito triste: um verdadeiro velório coletivo em todos os cantos do Salão. Nunca fui uma pessoa muito emotiva, mas admito que presenciar aquela cena me deu uma angústia enorme no peito. Conforme eu passava por cada vítima daquela guerra, eu sentia a dor que os demais sobreviventes sentiam também. Mesmo que eu não fosse apegado a nenhum deles, nunca desejei a morte de ninguém, nem do meu maior inimigo.

Todos estavam tão centrados em seu sofrimento, que mal perceberam que o morcegão das masmorras cruzava o salão. E eu realmente não queria ser notado.

Ao chegar do outro lado, a grande porta de carvalho se abriu, revelando ninguém menos que Harry Potter. Ao me ver, o garoto esboçou um semblante de devoção à mim e, sem delongas, me abraçou.
- V-você... por todos estes anos... - ele gaguejava em meio à lágrimas - como... como...-

Se ele estava revelando a memória que eu lhe havia entregue, isto significava...
- Potter, o que houve enquanto estive ausente?
- Eu o derrotei, Professor! Graças a sua ajuda e a de tantos outros, eu consegui derrotá-lo!
- Tem certeza, Potter?
- Sim, desta vez foi definitivo, eu sei que foi. E seu trabalho foi excelente, Professor! Sem você, não teríamos conseguido. Eu não tenho nem palavras para agradecer ao senhor. -
Era um tanto quanto cômico, se não fosse estranho ver o garoto me agradecendo.
- Então poupe seus esforços, Potter. Tudo o que fiz não foi nada além do que defender uma boa causa, e isto eu farei até o fim da minha vida. Continuarei sendo o Morcegão velho, como sempre.

- Não, Professor, você merece o reconhecimento por tudo o que fez. Você sacrificou a sua vida para me proteger, para que eu cumprisse a profecia na hora certa. Você foi peça chave em toda esta história e eu não vou deixar que isto passe despercebido. Você será recompensado como deve ser.-

Aquilo já estava me irritando, mas devo confessar que todo aquele reconhecimento repentino elevou meu ego. Ainda mais vindo de quem vinha. Apenas assenti com a cabeça e marchei de volta à enfermaria.
Minha têmpora estava estourando de tanto latejar, eu realmente precisava descansar. Isso sem contar que Papoula entraria em crise se um de seus pacientes não se encontrasse em seu devido lugar. Eu já estava me preparando para deitar, quando ouvi soluços vindos da maca ao lado.

Hermione chorava copiosamente, deitada de bruços e abraçada ao travesseiro.

Porque, em nome de Salazar Sonserina, essas coisas tinham que acontecer comigo? Eu sabia que ela ainda chorava por causa do ataque de Grayback, só não sabia o que fazer para que ela não sofresse deste jeito. E não conseguia entender porque eu me importava tanto com ela. Uma vontade enorme de abraçá-la me invadiu, mas ainda assim me contive. Apenas me aproximei dela e encostei a mão em seu ombro. No mesmo instante, ela parou de chorar.

Agachei para ver se estava acordada, mas logo vi que ela se entregara ao sono, cansada de tanto chorar.
Eu queria tanto poder minimizar o sofrimento dela. Mas como faria isto? E porque razão?


Infelizmente, eu tenho muito trabalho acumulado. Espero que entendam, e que sejam pacientes,pois o próximo capítulo pode demorar a sair.
Mas tão logo eu tenha um tempo livre, torno á escrever!

Me digam o que acharam! *u* Beijos,Ly.