Capítulo 6 – Respostas

Nota inicial: Rái pipous! rsrs' Para a alegria dos meus leitores lindos e sedutivos, chegay com mais um capítulo. [WEEEEEEEEEEEEEEE! \O/] Muito obrigada por todos que estão acompanhando, gostando, deixando seus reviews lindos e favoritando. Recomendem aos 4 cantos da terra, tá? Vou ficar muito feliz em ganhar mais leitores lindos como vocês, viu?

Enfim, é isso. Boa leitura! :D

Voltei para a minha maca, mas não conseguia mais dormir. A preocupação pelo bem estar de Hermione falava mais alto dentro de mim. Acabei por passar a noite acordado, velando o sono da garota.

Tão logo a aurora nasceu, Papoula já estava novamente adentrando na ala hospitalar. A mulher entrou no recinto pelo menos a cada 20 ou 30 minutos durante a madrugada. Eu já havia dito a ela para que não se preocupasse, pois já me sentia melhor, e poderia muito bem cuidar do local em sua ausência e, se necessário, chamá-la, mas a velha era teimosa. Insistia em dizer que eu deveria dormir, porque eu precisava descansar, e tudo mais. Disso eu já sabia, só que a minha consciência não estava avisada, e me deixou alerta até o raiar do sol. E o pior era que o latejar na têmpora só piorava e parecia que minha cabeça explodiria a qualquer instante.

- Severus, você precisa...

- De uma poção pra dor de cabeça, sua velha chata! – retruquei – É disto que eu preciso!

- Tudo bem, Morcegão. Já vai – ela respondeu, rindo e se enfiando no armário, à procura da poção. – Pronto, aqui está. – ela me entregou o frasco e foi ver como estavam os outros pacientes.

Mal pude suspirar e ingerir o líquido, a porta da enfermaria escancarou-se, revelando Ronald Weasley.

- O que aconteceu com a Mione? – ele gritava à plenos pulmões – Foi você quem fez isso com ela, não foi? Seu seboso! Eu te mato!

O infame garoto de cabelos fogosos avançou em minha direção, mas logo foi impedido de prosseguir.

- Rony, pare com isso! – Potter o segurava pelas costas, mas o garoto insistia em querer me atacar.

Tranquilamente, me levantei, puxei minha varinha que estava na manga do sobretudo e apontei no meio daquela cara de paspalho que, por falta de opção, Merlin havia lhe dado.

- Weasley, seu pequeno insolente... – comecei, num tom de voz tão solene, que quase não me reconheci – Se você tem amor à sua vida, manterá essa porcaria de boca fechada, entendeu?

De vermelho vivo, a pele do garoto passou a ficar num tom muito pálido, quase que instantaneamente. Satisfeito com a reação do energúmeno, voltei minha atenção para Potter, que parecia estar agoniado para saber notícias da amiga.

- Ela está bem, só precisa de repouso para poder recuperar as forças. – informei

- Mas como ela foi atacada? – Weasley perguntou, ainda em um tom furioso por eu tê-lo repreendido.

- Que bom que perguntou, Sr. Weasley! – respondi da forma mais irônica e sarcástica possível – Bem, segundo sua linha de raciocínio que, sinceramente, não tem lógica nenhuma, fui EU quem fez isto com ela, não é?

- Como assim não tem lógi...

- É uma perca de tempo você completar esta pergunta, porque no dia que você disser algo que faça sentido, creio que será o fim do mundo! Use, pelo menos um pouco, disto que você tem dentro da cabeça, chamado cérebro, se é que há algum aí! Por acaso eu sou lobisomem pra ter atacado a Srta. Granger, garoto obtuso?

- Não, senhor... – ele respondeu, entendendo que, como sempre, falara bobagem.

- E porque, então, o senhor entrou aqui feito um louco, berrando para os quatro cantos da Terra que eu havia atacado a garota, seu moleque estúpido?

- Oras... porque... porque... – os neurônios atrofiados do ruivo tentavam formular alguma afirmação esdrúxula, provavelmente – Porque o senhor é do mal, oras!

Sinceramente, eu sabia que coisa boa eu não ouviria saindo da boca daquele garoto, mas isto definitivamente foi o limite. Caí na gargalhada.

- Está tudo bem por aqui? – Papoula se aproximou para ver a cena, afinal, não era todo dia que se via alguém como eu, o Morcegão das Masmorras, rolando de rir por aí.

- Sim, Poppy, está tudo bem – respondi, recuperando o fôlego, enquanto a medibruxa voltava a seus afazeres – E, Sr. Weasley, creio que o Sr. Potter, por falta de tempo, ainda não tenha lhe informado que não sou nenhum bruxo do mal, embora tudo em minha personalidade indique o contrário.

O inútil não sabia o que dizer ou fazer. Ficou admirando minha beleza por alguns minutos, com sua habitual cara de sonso, até que Potter resolveu falar.

- Professor, será que ela vai demorar muito para acordar?

- Receio que sim, Sr. Potter, mas assim que ela estiver bem, peço para que avisem os senhores.

- Avisar? Não, não será necessário! Eu não saio daqui enquanto a Mione não acordar! – Weasley começou a fazer birra, igual à uma criança de cinco anos, ou menos. Ele estava pedindo para ser azarado, não é possível que ele não fizesse idéia de quanto estava me irritando aquela palhaçada toda.

- Garoto, você tem amnésia rápida, só pode! – exclamei, já com a voz alterada – Já se esqueceu o que lhe disse no início desta conversa? – Ergui a varinha novamente, apontando-a para o centro da testa dele – Faça o favor de sair imediatamente deste lugar, Sr. Weasley, ou serei obrigado a arranjar uma cicatriz idêntica à do Sr. Potter no meio dessa tua testa!

Tão rápido quanto um pomo de ouro, o garoto desapareceu. Potter esboçou um sorriso, assentiu com a cabeça e saiu logo em seguida.

Olhei na direção da maca de Hermione, e vi ali uma garota dormindo tranquilamente. Graças à Merlin e à poção de sono sem sonhos que Papoula havia dado à ela, sua mente a deixara em paz e, pelo menos enquanto estivesse dormindo, não seria atormentada pela terrível lembrança do ataque de Grayback. Eu ainda não consigo entender porque me sinto tão apegado à ela depois daquela noite. Penso que seja por causa de sua coragem em querer me salvar, mesmo que isto lhe custasse arriscar sua, própria vida.

É... o Chapéu Seletor provavelmente nem hesitou em coloca-la na Grifinória. Ela sempre teve o temperamento forte e uma personalidade única, que eu até poderia admirar, se não fosse o fato de ser absurdamente irritante em alguns aspectos. O que me faz lembrar que este apego, ou seja o que for que estou sentindo por ela, deixe de existir. Ela é e sempre será a irritante-sabe-tudo, Snape! Ponha isto de uma vez por todas nessa sua cabeça, homem! Você já cumpriu o seu papel de proteger o Potter durante esses anos todos, agora a única coisa que precisará fazer por Granger é a poção do Mata Cão. Só isso!

POV Hermione

A brisa calma da noite acariciava meu rosto. De repente, algo quente envolveu-se por minhas costas, em torno de meu corpo, como se fosse um cobertor, mas pude constatar que era uma capa. Uma capa negra. Estremeci ao imaginar quem fosse, mas logo minhas suspeitas foram confirmadas, quando duas mãos fortes enlaçaram minha cintura e me aproximaram de um corpo másculo. Senti o hálito quente em minha nuca, enquanto o homem que me abraçava sussurrou, em seu tom de voz rouco:

- Nada de mal acontecerá a você, enquanto eu estiver aqui, meu amor.

O homem depositou um beijo casto na curva entre meu pescoço e o ombro, ato que enviou choques elétricos a todo meu corpo, me fazendo arrepiar. Me virei de frente para ele, e meus olhos contemplaram exatamente quem eu esperava ver: Severus Snape. Então enlacei meus braços ao redor de seu pescoço e o beijei.

Beijo tão esperado, ansiado, aguardado, desejado... e por fim, não realizado. Percebi que era um sonho quando acordei ao som da voz de Papoula, que me chamava e dava leves cutucões em meu ombro. Eu não queria abrir os olhos, mas mudei de ideia ao ouvir o doce som da voz que eu mais amava.

- O que houve com ela, Poppy? – Severus perguntava à medibruxa.

- Não sei... acho que... Oh! Graças a Merlin – Poppy exclamou quando abri os olhos – Você está bem, minha querida?

- Estou sim, Poppy – respondi

- Você estava sonhando, Srta. Granger? – Severus perguntou, sobressaltando-se e afastando Papoula, para aproximar-se de mim. Ele parecia estar incomodado em questionar isto. Será que eu havia chamado o nome dele enquanto sonhava? Senti o sangue subindo às minhas bochechas.

- S...sim... Estava sonhando, Professor Snape. – respondi, apesar da vergonha, e torcendo para que ele não perguntasse mais nada.

Severus apenas fechou o cenho e olhou para Papoula.

- Poppy, você não está fazendo esta poção direito! – ele bradou – Não era para ela ter sonhado!

- Mas eu fiz tudo como est...

- NÃO! Esquece! A partir de agora eu faço esta poção para ela. Meus métodos são mais eficientes que os dessas receitas mal feitas desses livros. – Severus bradou furioso. Papoula apenas assentiu com a cabeça e se afastou.

- O que houve por aqui, Professor? – eu perguntei – Estou tão confusa e cheia de perguntas...

- Imagino que sim Srta. Gran... Hermione – ele corrigiu ao ver minha careta de desaprovação – Seus amigos me pediram para os avisar quando você acordasse.

- Harry e Ron estiveram aqui? Como eles estão? E os demais?

- Calma, está tudo sob controle... – ele disse, pegando em minha mão, mas rapidamente a soltou, sem jeito – Vou chamá-los para que vocês possam conversar.

Severus fez menção de levantar-se da maca, mas segurei sua mão e a puxei com certa força, de forma que ele perdeu o equilíbrio e caiu sobre mim, deixando seu rosto a milímetros de distância do meu.

- Hermione... – ele começou, em tom de alerta.

- Você não disse que estará aqui para cuidar de mim? – perguntei

- Sim, disse.

- Então, só estou garantindo que você cumpra com sua promessa.

E então o meu sonho, tão esperado, tão aguardado, desejado, aconteceu. Nos beijamos.

Nota final: AEAEAE o/

Espero que estejam gostando do rumo que a história tá tomando. Não se esqueçam de deixar reviews, seus lindos! *-*

Bjokas, e até mais! XD