N/A: O terceiro capítulo da história! Oooh! -bate palmas- Desculpem a demora, mas acontece que eu ando bastante inspirada para o meu fanfic de Weiß Kreuz! Oo E nada para CCS. Espero que este capítulo esteja melhor.
Gostaria de lembrar que para quem está boiando, ler o epílogo do fanfic "Verdade ou Desafio?" é indispensável.
Obrigada pela atenção! Para a história, sem mais delongas!

Disclaimer: Card Captor Sakura e seus personagens pertencem ao CLAMP. Porém, todo o enredo é meu.


Siga o Mestre

Capítulo 3 - Planos


O sinal tocou, indicando o fim das aulas naquele dia. Eriol, ao contrário dos seus colegas de classe, não se sentia exatamente feliz por estar liberado das aulas. Isso indicava que teria de encontrar Shaoran...
... E ele não estava inclinado a descobrir que "tarefa" o jovem chinês teria para ele. Na verdade, Eriol não estava acostumado a ter alguém controlando-o e vigiando seus atos. Agora tinha uma idéia de como Sakura deveria ter se sentido quando provocara incidentes para que a menina transformasse as antigas cartas Clow em Sakura.
Fechando o livro da última aula, Eriol assustou-se ao sentir uma mão no seu ombro. Virando-se, encontrou o olhar de Tomoyo. Justamente a pessoa que ele mais queria evitar no momento.
- Eriol... Você não está bem.
A voz da jovem de olhos violetas não deixava margem para dúvidas. Tomoyo estava meramente constatando o fato, não fazendo uma pergunta. O mago massageou a testa brevemente. Como iria desvencilhar-se de Tomoyo?
- Não, eu estou bem. Engano seu.
- Eriol... - a jovem sentou-se ao seu lado na sala de aula, agora estranhamente vazia. Nem mesmo Sakura estava ali dentro - Não minta para mim. Por favor.
O jovem mago ficou sem palavras. A tristeza nos olhos da garota era tão evidente que ele faria qualquer coisa para que aquela visão sumisse, dando lugar a Tomoyo alegre e jovial de sempre. Porém... Ele tinha certeza de que não poderia contar à sua amiga o que estava realmente acontecendo.
- Tomoyo... Eu sei que você não vai acreditar, mas está tudo bem.
Ele sentiu as órbitas violeta examinarem-no clinicamente. Tomoyo nunca teve poderes mágicos, mas sempre foi detentora de poder de observação, sensibilidade e sobretudo, inteligência aguçada. Nada escapava aos olhos dela.
- Bom, o que eu posso acreditar é que existe um motivo muito forte para que você não me conte o que está havendo. - ela suspirou, em seguida apanhando as próprias coisas do chão e se levantando - Mas tudo bem. Eu não tenho o direito de forçar nada de você. Mas por favor, Eriol... Em nome da nossa amizade... - Tomoyo tomou as mãos do jovem inglês, que teve de olhar para cima a fim de fitar os olhos da amiga - Não esqueça que eu estarei sempre aqui.
Sem olhar para trás para conferir o efeito das suas palavras, Tomoyo saiu da sala, o longo cabelo negro balançando suavemente. Ouvindo os passos que iam ficando mais distantes no corredor, Eriol sabia que ela estava magoada.
Ele gostaria de enforcar Shaoran no presente momento.

O mago foi caminhando resolutamente para o banheiro masculino onde encontrara Shaoran mais cedo aquele dia. Seus olhos azuis brilhavam com uma chama nunca antes vista, e o jovem chinês seria o primeiro a testemunhá-la.
Sabendo que Shaoran deveria estar esperando-o, não se preocupou em entrar sorrateiramente, deixando clara sua frustração com os acontecimentos recentes. De fato, o outro garoto estava apiado na parede que Eriol usara para encostar-se no recreio.
- Eriol. Está atrasado.
Obviamente, Shaoran via no atraso de Eriol algo muito engraçado, porque o sorriso que havia se formado quando o jovem inglês entrou no banheiro não havia sumido dos seus lábios.
- Shaoran, vamos fazer isso rápido.
- Sempre prático, não é mesmo, Eriol?
- Ouça, Li. - o jovem inglês largou as coisas no chão, em uma clara demonstração de que não estava com controle pleno das suas emoções - Tomoyo acabou de sair desse prédio bastante magoada. Arrisco dizer que talvez chorando... Por sua culpa.
O sorriso no rosto de Shaoran apagou-se.
- Tem certeza disso?
- Quase. - replicou o mago, cruzando os braços e esperando a conclusão do que quer que fosse que Shaoran desejava dele.
- Bom... Isso realmente não estava nos meus planos.
- Como não "estava nos seus planos", Shaoran? Você sabe que a Tomoyo não tem poderes mágicos... Mas de longe, é mais observadora do que você, eu e Sakura juntos. Ela entende muito sem a magia. Imagine... Se ela tivesse poderes... - Eriol deixou sua mente divagar sobre a hipótese que levantara sem perceber por alguns segundos, voltando a sua atenção para Li depois - E então? O que quer de mim?
- Tudo bem, vamos direto ao ponto. Percebi que não quer rodeios.
- Não.
- Bom, Eriol... - Shaoran descolou-se da parede, avançando alguns passos - Eu tenho apenas uma missão para você. Uma... Tarefa. Depois disso, seus poderes voltarão. Seus poderes dependem da rapidez com que concluirá o que irei lhe pedir.
- Certo.
- Muito bem... Eriol, você deve conseguir que Tomoyo se declare para uma pessoa.
Espanto estava escrito em todos os traços do rosto de Eriol.
- Você quer que eu consiga fazer Tomoyo se declarar? Para quem?
Os lábios de Shaoran converteram-se em um sorriso maligno.
- Você. Tomoyo deve se declarar para você.
Os olhos do jovem inglês se arregalaram ainda mais, se é que aquilo era possível.

Você deve estar brincando comigo, Shaoran.
- Não, não estou, Eriol.
- Como... Você pode fazer isso? Não acredito... - Eriol aproximou-se de Shaoran - Ela foi a pessoa que mais ajuda lhe deu quando descobriu que gostava de verdade de Sakura!
- Você acha que eu esqueci disso, Eriol? Engano seu. - Li arqueou uma sobrancelha - Lembro-me muito bem disso.
- E mesmo sabendo disso, quer que eu faça que ela se confesse para mim? Shaoran, você enlouqueceu?
- Não.
Eriol deixou um pesado suspiro escapar dos seus lábios.
- Shaoran... Isso vai machucar a Tomoyo. Mais do que ela já está. - Eriol frisou o "mais", deixando claro que a dor inicial da garota era culpa do jovem chinês e de mais ninguém.
- Eriol. Você não é o único que pensa aqui. Eu tenho certeza que Tomoyo não sofrerá.
- Não sofrerá... - Eriol repetiu as palavras de Li com sarcasmo contido - Certo, certo. Essa é a sua única tarefa?
- Sim. Como eu já disse, cumpra-a e seus poderes voltarão.
Contemplando sua imagem em um dos espelhos do banheiro, Eriol lançou mais uma pergunta a Shaoran.
- E como vai saber que Tomoyo se declarou?
- Tenho meus métodos.
- E... Por que precisava tirar meus poderes para isso, Shaoran?
- Isso você só vai descobrir depois que completar sua tarefa.
O mago balançou a cabeça tristemente. Shaoran estava convencido das suas atitudes, e Eriol não conseguiria mudá-las.
- Bom, se não há mais perguntas... Eu sugiro que comece a pensar em como conseguirá cumprir a sua tarefa. Preciso ir, a Sakura está me esperando... - sem dizer mais nada, Shaoran dirigiu-se para a saída do banheiro masculino.
- A Sakura sabe disso?
-...
- Li. Responda.
- Não... Ela não sabe.
Eriol assentiu com a cabeça, mesmo estando de costas para Shaoran. Ouviu o barulho da porta se abrindo e em seguida se fechando. Li havia ido embora.
O jovem inglês recolheu o material escolar que havia deixado que caísse ao chão em uma explosão de raiva. Logo, ele também havia deixado o prédio da escola.

Mestre Eriol! Chegou mais tarde, hoje. - Suppi comentou ocasionalmente, vendo seu mestre voltar de mais um dia de aula.
- Sim, tive que conversar com Shaoran... Onde está Nakuru?
- Aqui, Eriol!
Antes que o jovem pudesse registrar o que havia acontecido, Nakuru havia pulado no seu pescoço e abraçado-o.
- Nakuru... Solte o meu pescoço.
- Claro, claro. O jantar está servido, fui eu quem preparou tudo!
Eriol não comentou nada, apenas deixando seu material escolar no escritório e voltando para a sala. Suas criaturas não precisavam de nenhuma habilidade especial para perceber que seu mestre estava bravo.
- Nakuru e Spinnel. Vocês sabiam desse esquema do Shaoran o tempo todo?
Os dois seres mágicos se entreolharam, ato que delatou toda a culpa.
- Sim, mestre Eriol. - respondeu Suppi.
- E vocês concordaram com isso?
O jeito que Eriol arrumou o aro do óculos e cruzou os braços arrepiou os dois. Com certeza, alguma coisa aconteceria com eles quando os poderes do jovem mago retornassem.
- Anh... Sim.
- Espero que saibam o quanto estão machucando pessoas inocentes nisso. Não vou jantar hoje.
Sem mais palavras, Eriol subiu as escadas para o seu quarto. Nakuru desabou no sofá azul da sala, suspirando. Suppi continuou flutuando perto dela.
- Eriol vai fritar a gente quando os poderes dele voltarem.
- A menos... Que o jovem Shoaran esteja certo.
Nakuru olhou para Suppi.
- Você acha que... Vai dar certo?
Suppi piscou e pousou no sofàao lado da forma humana de Ruby Moon.
- Pelo que vi nos últimos anos, acredito que sim. Para o bem de Tomoyo e mestre Eriol.
- Pelo bem deles... - Nakuru concordou. Porque se o plano não funcionasse, Shaoran também iria ouvir poucas e boas de Akizuki Nakuru.

Continua...

N/A²: Olhem a minha capacidade de colocar metade de outro capítulo dentro do banheiro de novo! -assustada- Bom, espero que este capítulo tenha sido maior e satisfatório para todo mundo. :D

Gostaria de agradecer imensamente à todos que mandaram uma review! Yoru, Nathoca Malfoy, mimi-chan, Analu, Tamaga e Lillith1, doumo arigatou! E respondendo à pergunta: OOC significa "Out of Character", que é a sigla para quando um personagem age completamente fora do que lhe seria normal. Por exemplo, eu acho que o Shaoran está meio OOC na fic, mas se eu fosse ele, também estaria. XD

Boas notícias! Estou com idéias de 2 AUs (universos alternativos) para CCS! Porém, como são adaptações de obras famosas, preciso ler tudo antes. Mas coisa nova vem por aí. E a respeito do Rumos... Eu acho que ele vai ficar sem fim. Mas não sem uma explicação do porquê disso.

Obrigada pela atenção e até o próximo capítulo!
Mari-chan.