Título: AFTER ALL

Autora: Samantha Tiger Blackthorn

Casal: Harry e Draco

Classificação: NC-17, Romance, Angst, Violência Física e Psicológica.

Resumo: Depois de tudo, o amor deles foi o caminho que Harry usou para trazê-lo de volta. Ele entendeu que é o Amor e não o tempo que cura todas as feridas.

Avisos: Essa estória é Slash, ou seja, mostra o amor entre dois homens. SE NÃO GOSTA, NÃO LEIA.

Beta: Lady Anúbis
Disclaimer: Essa história é baseada nos personagens e situações criadas e pertencentes a J.K. Rowling, várias editoras e Warner Bross. Não há nenhum lucro, nem violação de direitos autorais ou marca registrada.

Dedicatória: Essa fic foi escrita como presente de Aniversário para Meu Amor

FELTON BLACKTHORN, dia 21 de Fevereiro de 2007.

PARABÉNS!!!

AFTER ALL

CAPÍTULO 7 – Depois de Tudo

Harry abriu os olhos, fitando o teto de algum lugar, não era seu apartamento com certeza, mas as suas idéias estavam muito confusas e, além disso, estava sem os óculos. Tinha em seu estômago uma sensação de vazio, um gosto amargo como fel na boca e uma dor de cabeça lancinante. Fechou os olhos novamente por um instante, tentando puxar pela memória e lembrar-se pelo menos do que tinha acontecido para estar assim... A temperatura fria do local o fez concluir que devia estar nas masmorras de Hogwarts. Olhou o teto novamente e ao seu redor também, percebendo que estava no quarto de alguém, que estava na penumbra, tanto que não sabia se era noite ou dia...

- Finalmente acordou!

A voz conhecida o fez se lembrar. Tudo se precipitou de uma vez na sua memória... Agora lembrava, entendia... Sabia por que Draco tinha chegado a perder a memória por completo. Era repugnante! Dava-lhe engulhos só de pensar.

- Severus... O que houve?

- Você se esgotou. Eu avisei para tomar cuidado. Legilimência é exaustivo e você sabe! Fez um esforço mental e emocional muito grande para manter o feitiço e permanecer na mente dele. Quando saiu, vomitou e desmaiou. Eu o trouxe carregado pra cá. Está desacordado há umas três horas.

- Descobri Severus... Agora compreendo tudo.

- Só espero que tenha valido o esforço... Por que essas excursões acabaram hoje.

- Você não entende...

- Entendo que você está obcecado com isso.

- DEUSES, SEVERUS! ELE FOI VIOLENTADO POR GREYBECK EM NOITE DE LUA CHEIA! – Mencionar o ocorrido fazia com que a cena se passasse na sua cabeça mais uma vez...

Severus não tinha palavras para expressar o que sentia. Imaginava algo requintadamente hediondo... Mas não esperava por isso. Harry não conseguia parar... Agora vomitava todo ódio que o envenenava.

- CURRADO POR UMA BESTA DAS TREVAS! – Isso lhe dava ânsias novamente... – Com um bando de pervertidos assistindo...

- Acalme-se Potter.

- Acalmar! – Harry riu. – Nada o abala, não é?

- É isso que você acha? Ele é meu afilhado, por Merlin, acha que isso não me afeta? Além do mais, revoltar-se não adianta mais nada, o Lorde das Trevas está morto.

- Voldemort era um maníaco... Obrigou-o a assistir a transformação do monstro e deu-lhe uma poção para mantê-lo consciente o tempo todo. Não teve escolha, ameaçaram colocar Narcissa no lugar dele. Nem o alívio de perder a consciência pela dor ou de pavor ele concedeu a Draco. Se eu não tivesse matado aquele demente... Pode acreditar que agora eu o mataria sob tortura.

- Potter, isso é passado. Temos que pensar em cuidar dele agora, fazermos o melhor que pudermos. Durma agora, amanhã temos que terminar as providências para recebermos Draco no chalé.

- Vou para casa. Amanhã nos falamos.

- Você não vai a lugar nenhum, vai ficar bem aí e tomar esta poção para dormir. – Estendeu o frasco a Harry.

- Mas... – O rapaz ainda tentava resistir.

– Eu tenho um trabalho a terminar e quero ter certeza que você vai ter uma noite de sono decente. – Esperou que Harry bebesse, mas ao vê-lo hesitar reforçou a ordem. – Beba! Não pense que vai ser fácil, ele perdeu a memória, está fraco e ferido, mas ainda é Draco Malfoy lá no fundo de sua alma. Você vai precisar estar bem para cuidar dele.

O sorrisinho irônico torceu-lhe de leve os cantos da boca.

– Prepare-se para exercitar bastante a Calma e a Paciência...

Vendo que o moreno já fechava os olhos entregando-se ao sono, girou nos calcanhares e se foi para o laboratório... Teria muito que fazer.

oOo

Estava novamente ali no corredor. Hesitava em entrar no quarto. Os últimos preparativos mantiveram-no longe por três dias. Temia que sua ausência tivesse estragado a delicada interação que ele começava a ter com Draco. Anne já tinha avisado que a situação tinha piorado consideravelmente. Seu desequilíbrio emocional estava cada vez mais acentuado, à noite ele era assaltado por violentos pesadelos... Harry se arrepiava ao pensar que tipo de pesadelos estava tendo. Já estava com a mão na maçaneta quando ouviu gritos pavorosos. Precipitou-se, chegando ao lado dele em poucas passadas. Com o barulho repentino da porta, Draco sentou-se abrindo os olhos, arrastando-se para a cabeceira da cama e agarrando-se nela, os olhos esgazeados em delírio. Ainda gritava, como se vendo ainda dentro do pesadelo. Harry lançou-se por sobre a cama alcançando-o. Abraçou-se a ele enquanto sentia-o debater-se em seus braços, enquanto sentia seu corpo estremecer-se entre soluços.

- Shhhh... – Afastou-lhe a cabeça de seus ombros, tirando os cabelos loiros do rosto... – Está tudo bem... Tudo bem... Estou aqui... – Deixou que seus olhares se encontrassem... – Foi só um sonho ruim... – Um flash de lucidez passou pelos olhos cinza, assim que fitaram os verdes.

Lágrimas abriram caminho pelo rosto pálido. Harry sentiu-se ser agarrado com desespero ao mesmo tempo em que um gemido baixo e dolorido escapava da garganta do loiro. Perdeu a noção de quanto tempo passou abraçado a ele, embalando-o. Só o largou quando sentiu o corpo dele relaxado em seus braços, quando poucos e espaçados soluços estremeciam seu corpo. Ajeitou–o novamente sobre a cama, sem conseguir que ele o soltasse. Não tendo alternativa deixou-se ficar ali ao lado dele, até que estivesse em sono profundo e os dedos afrouxassem o aperto. Beijou-lhe a testa. Saiu dali para providenciar a tutela legal do loiro, a última providência antes de poder levá-lo consigo.

oOo

No dia seguinte, ao fim da tarde estava de volta. Ele estava acordado, mas encolhido na cama, os cabelos em desalinho. Anne tinha lhe dito que não tocara na comida e para falar a verdade, nem notara que ela havia entrado com uma bandeja e a colocara sobre a cama ao lado dele. Tinha estado o tempo todo totalmente alienado.

Ficou por algum tempo encostado à porta, observando. Em passos lentos chegou perto dele, sentou-se na cama ao seu lado, deixou que os seus dedos acariciassem o cabelo longo e macio, enquanto a outra mão se entrelaçava nas mãos pálidas e frias, chamando a atenção das contas prateadas sobre si, o reflexo de confiança e contentamento passando por elas.

- Draco, gostaria de sair daqui...? – Sentiu a pressão dos dedos nos seus. – Não para qualquer lugar. Comigo, para um lugar calmo, bonito, só você e eu.

Os olhos prateados se fecharam e o aperto em sua mão aumentou um pouco mais.

– Não tenha medo, vou estar ao seu lado o tempo todo. – O loiro o encarou. – Eu prometo. – Sentiu que ele foi relaxando aos poucos. – Então amanhã, você vai comigo para casa...

Harry observava atentamente suas reações.

– Severus disse que você vai gostar... Você não se lembra, mas ele é seu padrinho, conhece você desde que nasceu. – Sorriu para o loiro... – Uma casa ampla, paredes claras, cortinas leves nas janelas, móveis confortáveis, um jardim imenso... Você poderá fazer o que quiser e quando quiser, livre! Ele disse que você adorava passar uma parte da tarde nos jardins da mansão lendo sob as árvores.

As sobrancelhas loiras se fecharam tentando se lembrar...

– Eu sei que você não lembra... Dê um tempo, não force a memória, qualquer hora você acaba se recordando naturalmente. Lá tem muitos livros, e se você quiser poderemos providenciar mais; também tem um tabuleiro de xadrez bruxo... Levei tudo que era seu para lá. Severus foi até sua antiga casa buscar suas coisas. O que eu tinha guardado comigo era só o que estava na escola. – Bateram na porta.

- Entre...

Anne entra devagar, tentando deixá-los bem à vontade.

- Olhe Draco, esta é a Anne, ela é quem cuida de você quando eu não estou aqui, quem traz as suas refeições, quem traz os seus remédios. – Anne sorriu e deixou a bandeja do jantar na mesa do quarto, saindo logo em seguida. – Venha, vamos comer juntos.

Puxou-o pela mão, que se deixou levar sem resistência. Sentaram-se à mesa e Harry colocou os pratos à frente deles. Apreciava a comida com prazer, incentivando o loiro a fazer o mesmo. Depois do Jantar, Harry levou-o de volta à cama, fazendo com que se sentasse na cabeceira, acomodando-se a seu lado.

- Olhe Draco. – Harry tirou um álbum de couro, grande, grosso, com dezenas de fotos bruxas. – Olhe o que eu lhe trouxe. Esse álbum era seu. Severus foi buscá-lo, a contragosto, mas foi, para que eu lhe trouxesse. Ele acha perigoso mexer com a sua memória. Mas não vejo mal em lhe mostrar fotos suas, de sua família, de seus amigos...

Colocou o álbum no colo do loiro e o abriu.

– Coloquei algumas fotos de outros alunos, de outras casas, e de meus amigos também... – O loiro ia olhando as fotografias, com mais atenção em umas do que em outras.

Harry prestava atenção às expressões dele enquanto viam as fotografias. Para algumas era indiferente, em outras quase sorria, e para algumas, bem poucas na verdade, os olhos brilhavam irônicos e ele franzia o nariz, uma dessas foi a de Harry com Ron e Hermione... O moreno quase riu. Draco seria sempre Draco... Severus estava certo, realmente. Ficaram vendo fotografias até o loiro bocejar de sono. Então Harry fechou o álbum e o colocou ao lado da cama. Ajudou-o a se acomodar e ficou fazendo companhia até os olhos prateados se fecharem de cansaço.

oOo

Era muito cedo, quando Harry saiu da lareira no saguão do hospital. Detestava ir ao ministério, por isso pedira a Hermione que lhe trouxesse o documento que lhe dava a tutela de Draco. Ela também trouxera a procuração que outorgava a administração de todos os bens que restaram ao loiro em nome de Severus Snape. Era maravilhoso não ter mais que aturar aquela burocracia dia a dia. Passara na casa da amiga depois que deixara Draco e a encontrara esperando por ele com um chá quentinho e um prato de biscoitos. Aproveitaram para pôr o papo em dia, pois queria saber notícias de Draco, saber se ela e Rony poderiam visitá-los e onde eles ficariam.

Ficou agradavelmente surpresa com o que Harry contou, sobre como Severus o ajudara, protegera e apoiara, mais uma vez.

Agora estava tudo pronto finalmente. O Medibruxo tinha achado que levá-lo sedado ia ser mais fácil, mas Harry chegou ao quarto e encontrou-o acordado, agarrado à cabeceira da cama, olhando para Anne com o olhar medroso, mas de nariz empinado de um modo bem desafiador. Ambos viraram-se para ele quando entrou.

- O que está havendo aqui...? Anne?

A mulher permaneceu séria, mas o brilho divertido em seu olhar denunciava que estava fazendo um enorme esforço para não rir.

- Eu entrei para ministrar ao senhor Draco a poção que o doutor receitou, mas ele... – Apontou-o com um movimento de cabeça. – Encarapitou-se na cabeceira da cama e não aceitou que eu chegue perto e nem tomou a poção de forma alguma. Cada vez que eu mostro o frasco e explico que ele precisa tomá-la, ele se agarra mais ainda e meneia a cabeça furiosamente.

- Pode deixar comigo Anne. – Harry sorriu para a enfermeira e estendeu a mão. – Eu resolvo isso.

- Sim senhor. Aqui está. – Entregou o frasco a ele e se retirou.

- Draco, você quer ir comigo, não quer? – O loiro não se manifestou, não negava e nem assentia. – Mas para ir comigo, você tem que tomar isso, entende? É para você não se estressar e chegar bem em casa. Você vai tomar e dormir, e quando acordar estará em um lugar bonito, confortável, onde poderá fazer o que quiser livremente, sem ficar confinado a um cômodo. – Draco prestava total atenção ao que ele falava. – Mas para isso, tem que tomar a poção. Você confia em mim, não é?

Harry atravessou o cômodo até chegar ao lado da cama, sem que Draco manifestasse medo ou desafio. Sentou-se ao lado dele estendendo o frasco para que ele tomasse o seu conteúdo. Sem desviar a atenção do rosto de Harry, o loiro pegou o frasco, abriu-o e bebeu tudo, fazendo uma careta engraçada, como se não tivesse gostado do sabor.

Sem pensar na reação do rapaz, Harry pegou sua varinha e conjurou uma maca. Draco sobressaltou-se pela atitude inesperada.

- Calma... Desculpe Draco, eu esqueci... – Pousou a mão no braço tenso. – É só uma maca para eu poder levar você de um modo mais confortável. Deite-se agora, assim que você dormir, nós partiremos.

Draco aquiesceu. Deitou-se e fechou os olhos, rapidamente caindo em sono profundo, induzido pela poção.

- Mobilicorpus! – O corpo de Draco levitou e Harry fez com que pousasse suavemente na maca que flutuava ao lado da cama.

Satisfeito, Harry colocou uma caixa aberta sobre a cama e fez um movimento abrangente com a varinha...

- Empacotar! – Juntando todos os pertences pessoais de Draco dentro da caixa, fechando-a. – Reducto! – Encolhendo o pacote e colocando-o dentro do bolso. Chegara a hora... Foi até a porta e a abriu, encontrando Severus que já o aguardava no corredor. – Locomotor! – Harry saiu do quarto com a maca ao seu lado, acompanhando Severus até o saguão do Hospital.

- Eu trouxe uma chave de portal para ir até aos meus aposentos, achei que seria mais fácil levá-lo assim. Entregou-lhe um broche da sonserina. Harry colocou-o na palma da mão do loiro e sua mão na dele, acionou a chave, encontrando-se logo depois no meio da sala de estar dos aposentos de Severus, que quase simultaneamente saiu da lareira. Ajudou-o a pegar Draco nos braços e entrar na lareira. Jogou o pó de flú, ouvindo-o pronunciar o destino: Prince's House!

Harry saiu da lareira para a sala iluminada pela luz do dia ensolarado sendo seguido por Severus que o ajudou a acomodar Draco no quarto que estava preparado especialmente para ele. Seus pertences, que tinham vindo da mansão, estavam arrumados no quarto, suas roupas, seus livros, sapatos, artigos de higiene pessoal, tudo em seus devidos lugares como era do gosto do loiro. Até a cor do quarto tinha sido modificada de acordo com o gosto dele. Um tom de verde limão bem clarinho, com as molduras e rodapés em creme, as cortinas de seda rendada, brancas. Bem parecido com o estilo do quarto original dele. Colocaram-no na cama, fecharam as cortinas para quebrar a claridade e deixaram-no descansando.

Severus voltou para Hogwarts, tinha aulas para dar. Harry foi arrumar o restante das coisas que tinham trazido e arrumar as provisões na cozinha para poder adiantar o almoço. Ainda era bem cedo e os elfos da escola tinham preparado um lauto café da manhã. Severus tinha deixado instruções precisas do que servir no café de Draco. Já tinha dito que Harry não precisava se preocupar com a refeição matinal, por que os elfos deixariam a mesa fartamente posta para duas pessoas.

Enquanto Harry se ocupava da casa, dos afazeres domésticos, Draco acordou. Aspirou profundamente, o ar puro do campo perfumado pelas flores silvestres. Abriu os olhos lentamente, a claridade suave do quarto e os tons claros da decoração eram acolhedores, faziam-no se sentir em casa. Sentou-se na cama, observou cuidadosamente tudo à sua volta, achando o conjunto de pertences espalhados pelo ambiente familiar. Seus pés encontraram o chinelo de pelica ao lado da cama. A mão automaticamente encontrou o robe de seda aos pés da cama, como se o movimento fosse habitual. Foi ao banheiro contíguo fazer a toilette, saiu de lá se sentindo bem.

Atravessou o quarto chegando à porta, que para sua surpresa estava aberta. Saiu ao pequeno corredor, receoso, notando a porta do outro quarto aberta também, espiou lá dentro. Era mais ou menos como o seu, exceto por alguns detalhes e tinha poucos objetos pessoais no ambiente. Chegou à escada, a casa estava em silêncio, perturbado de vez em quando por um barulho ou outro, denunciando que tinha mais alguém presente. Desceu-as, chegando à sala. Olhava tudo com interesse, andando entre os móveis, observando os quadros, os objetos, os adornos.

As portas de vidro estavam abertas, através delas via-se a varanda e o imenso jardim, flores, árvores, sol. Chegou ao limite do cômodo, um degrau e estaria na ampla varanda... Só um passo, um hesitante passo... Atravessou a varanda a passos lentos, chegando aos degraus que desciam para o jardim. Eram três, três degraus para a liberdade, para o sol, para a brisa, as flores, as árvores. Chegou ao último degrau... Os pés tocaram no caminho calçado com pedras. Deu alguns passos pelo caminho ladeado de canteiros e um extenso gramado onde árvores com bancos de madeira à sua sombra convidavam ao descanso. Tirou os chinelos, deixou que os pés afundassem no gramado macio, a brisa fria lhe acariciando os cabelos, a sensação de estar livre acalentando-lhe a alma. As pernas fraquejaram, deixou-se cair de joelhos no jardim, as mãos tocando na grama, os olhos fechados, o rosto voltado para o sol... Livre! Era indescritível a sensação que o dominava no momento... Ouviu um soluço, seu próprio soluço, as lágrimas caíam sem que ele tentasse ao menos contê-las, arrebatado pelo acúmulo de emoções que varriam a sua alma. Nem notou que era observado por um par de olhos verdes que chorava copiosamente, assistindo ao seu primeiro momento de liberdade.

Severus apareceu, eventualmente, para ver como as coisas estavam, divertindo-se muito ao ver o comportamento do afilhado e as reações de Harry. Estranhamente Draco não tinha medo dele, se sentia bem com ele por perto, não se afastava quando o professor chegava perto. O que já não ocorreu nas visitas de Rony e Hermione. Ficava desconfiado e arisco quando estavam por perto. Isso se repetiu em todas as vezes que eles os visitaram.

Os dias se passavam calmos, a confiança e a personalidade de Draco voltando lentamente ao normal, durante o dia. O loiro voltava a ser como antes, com suas manias, suas pirraças, suas manhas. Harry não se importava. O prazer de tê-lo ali com ele compensava qualquer coisa. Mas à noite a história era outra. Pesadelos invadiam sua mente vulnerável. Lembranças violentas e silenciosas voltavam a se repetir noite após noite, como um filme mudo. Não conseguia ouvir os sons que acompanhavam as imagens terríveis, nem os que acompanhavam os seus gritos e seu sofrimento.

Mas na realidade seus gritos se faziam ouvir no silêncio da casa. Faziam com que o moreno se levantasse imediatamente para socorrê-lo e tirá-lo do horror, acordá-lo dentro do abraço quentinho e confortante. Essa presença cuidadosa e constante fizera com que seus pesadelos parecessem menos terríveis, pois via sempre uma porta aparecendo nas horas em que mais sofria, e por ela entrava o moreno, que lhe estendia a mão. Não lembrava nunca do pesadelo, mas recordava dos olhos verdes e da mão estendida que o tirava dali logo antes de acordar entre os braços aconchegantes.

A cada noite ia ficando mais difícil de sair de dentro do abraço, até que sentiu que não queria mais sair dali. Sonhos foram se mesclando aos pesadelos. Como se mostrando que em sua mente não existiam apenas imagens terríveis. Mas havia lembranças bonitas, tristes, irritantes e doces. Todas as vezes que adormecia naqueles braços os sonhos povoavam a sua mente. Sonhos mudos como os pesadelos, mas agradáveis mesmo assim. Com pessoas que não sabia quem eram, mas onde o moreno de olhos verdes era presença constante em quase todas as imagens, até nas irritantes. Aos poucos começou a reter na memória algumas lembranças dos sonhos, apesar de não reconhecer as pessoas, de não se lembrar de quem eram ou dos lugares onde estava.

Não sabia quando ou como, mas não deixava mais que o moreno se afastasse de si durante a noite, em pouco tempo não conseguia conciliar o sono sem a presença dele ao seu lado e de seus braços ao seu redor. Passaram a dormir juntos, aumentaram a freqüência dos sonhos e os pesadelos se tornaram menos constantes.

Mas uma noite... Uma noite em que Harry se levantou de madrugada, teve um pesadelo horripilante... Estava tão enredado nele, que o moreno não conseguia acordá-lo. Chegou a sacudi-lo, mas nada o tirava de lá. Gritava, chorava e gemia, se debatia e agitava na cama, e nada que Harry fez pôde acordá-lo. Como se estivesse exorcizando seja lá o que fosse que envenenava a sua alma. Harry o manteve junto a si, protegido em seus braços.

- Pare... Pare...! PARE! Está ardendo... Queimando... NÃO...! Nela não... Eu faço... Faço tudo... – Está escuro, escuro e frio... – Ahhh! Não tenho mais forças, não agüento mais... Dói... Demais... – Ouço passos na escuridão, uma voz fala comigo, carregada de ódio, desprezo e crueldade.

- Quem está aí? Quem é você? – Somente escuridão e dor. Cortes se abrem em meu corpo, dores lancinantes passam por mim, ouço gritos, meus próprios gritos... Não são só os meus gritos, ouço os dela também. Ela chora de dor, depois chora de tristeza. Choro também, de raiva, de culpa, por não fazer nada, por não poder impedir, por causar isso a ela. Não sei quem é ela, não lembro, mas sei que a culpa é minha... – AVADA KEDAVRA! – Ouço isso volta e meia na minha cabeça, vejo o raio verde saindo de uma varinha, o pavor aumentando infinitamente dentro de mim. Perdi o controle, não consigo mais pensar, me concentrar... Só consigo entender que a culpa é minha, só minha.

Olho à minha volta. Será que não tenho saída? Não tenho ninguém! – NINGUÉM VIRÁ EM SEU SOCORRO! – Ouvi isso antes, quem disse? Não sei... Só sei que estou sozinho... – NUNCA DEIXAREI VOCÊ... EU TE AMO!... Eu Te Amo... Amo... – Luz! A porta está abrindo... ELE veio me buscar, me tirar daqui... Levanto meu rosto, sua mão está ao meu alcance, seus olhos me fitam, vejo confiança, carinho, cuidado... Estendo a minha mão... Seguro a dele, quente, confortante, me guiando, saindo da escuridão. Estou no corredor, iluminado por tochas, ELE me guia até uma porta, ela se abre sozinha, entro por ela.

- Você demorou... – Estou ouvindo! – Pensei que não vinha mais... – Ele está aqui! Vestido diferente, com uma capa com um emblema por cima do... Pijama?? Olho para mim mesmo, estou com roupas semelhantes, incrível!!!

- Estava tomando cuidado, quase dei de cara com madame Norra quando vinha para cá. – Eu disse isso??

Ele chega perto de mim, me abraça e me beija. Ahhh! O beijo! Me aquece todo e me dá um frio na espinha... Me arrepia e me deixa... Tenso. Deitamos juntos no chão... Olhamos para as estrelas através do teto de vidro, estamos de mãos dadas, o silencio é cheio de emoção e significado. Entendemos um ao outro no olhar, palavras são desnecessárias, mas sinto seu olhar sobre mim.

Viro o rosto e ele está deitado de lado me olhando. A cabeça apoiada na mão e no cotovelo, sei que ele quer me dizer algo, vejo a emoção no seu rosto.

- "Draco... Eu... As coisas mudaram dentro de mim." – Um frio de medo passa por mim. – "Eu pensei que estivesse apaixonado... Mas descobri que não é isso." – Medo... – "O que eu sinto por você... Eu... Descobri... É diferente de tudo que eu já senti por alguém... Eu... Amo Você." – Sinto que estou ficando quente, devo estar vermelho como um tomate, meu coração bate tão furiosamente que parece que vai explodir.

- Harry...! – É o nome dele!

- Harry...

O coração do moreno deu um salto. – Ele falou! De verdade! Falou o meu nome! – A emoção era forte demais para o seu coração. Lágrimas de felicidade corriam livres por seu rosto. As pálpebras de Draco estremeceram, ele estava acordando. Ele se mexeu em seu abraço, virou-se de lado e... Olhos prateados o fitavam, lúcidos.

- Harry...!

- Bem vindo, meu Amor.

O loiro passou os dedos pelo rosto de Harry, limpando as lágrimas que teimavam em continuar caindo.

- Eu... Lembrei... – Arregalou os olhos em contentamento. – Eu lembro... Eu lembro! Os seus olhos, você... Na torre... O beijo... Meu nome... Draco. Eu te amo, você disse... – Uma lágrima caiu de seus olhos. – Nunca te deixar... Você disse...

- Eu disse... E é verdade... – Estava difícil controlar a emoção presa na garganta. – Não queria que você fosse... Aquela noite... Não devia ter deixado você ir.

- Você não tinha escolha. – Franziu as sobrancelhas, sentou-se... – Não me lembro direito... O que houve... Lembro do beijo... – Levou a mão ao bracelete. – Lembro de dar para você guardar... Entrei na lareira... Fui... Pra casa! – Olhou nos olhos verdes, brilhantes de lágrimas contidas, o sentimento de culpa lá no fundo, como uma sombra. – Não é sua culpa... – Acariciou o rosto moreno. – Não sei o que aconteceu, mas... Não é sua culpa.

Harry sentou-se na cama também, era perturbador ver o reconhecimento no rosto dele e também maravilhoso.

- Eu devia ter seguido meu instinto e não ter permitido que você fosse. – Um choque de irritação percorreu o loiro.

- Claro! – A voz soava perigosamente mansa, o reflexo da ironia refulgindo no olhar. – Não devia ter permitido... Teria sido facílimo! – Estalou a língua e rolou os olhos impaciente... – "Desculpe amorzinho, mas você não pode ir pra casa, por que meu instinto megalomaníaco grifinório diz que algo terrível vai acontecer com você..." – O loiro bufou. – Você acha, de verdade, que me deteria com isso, me impediria de fazer o que eu queria?

Harry baixou os olhos e virou o rosto, tentando escapar da observação atenta de Draco, para que ele não visse em seu rosto que estava quase rindo da cena que ele fazia... Estava cada dia mais parecido com a sua personalidade original.

Pegou a mão fina, fria, no ar, enquanto gesticulava, fazendo o loiro parar de falar e prestar atenção nele. Virou a mão, colocando a palma para cima e a beijou, provocando um arrepio no loiro. Pegou na mão de Draco e colocou-a em seu rosto.

- Tinha saudade disso... – Cerrou as pálpebras, sentindo imenso prazer com os dedos frios em seu rosto. – Toque-me... Eu preciso tanto do seu toque...

Draco tremeu ao encostar os dedos no rosto de Harry. Desceu os dedos levemente pelo pescoço, pelos ombros, inseguro. Pousou a mão, agora espalmada, no peito do moreno, guiando o movimento até deitá-lo novamente. Paralisado pela emoção, Harry quase não respirava, os olhos pregados no rosto do loiro, até Draco levantar o olhar prateado e encarar os verdes. Harry via as expressões se modificando naquele olhar ansioso, via a insegurança, o carinho, o desejo... Draco tocava no corpo do grifinório com cuidado, com ternura... Queria que ele sentisse toda a emoção, o prazer e a paixão que o dominava.

Harry já não estava conseguindo conter os gemidos, tocou-o na cintura, tentando encostar-se a ele, oferecendo-lhe a boca, deixando-se beijar, juntando seus lábios longa e profundamente. Draco deitou-se novamente ao seu lado, fazendo com que ficassem de frente um para o outro. Timidamente, salpicou o rosto moreno de leves beijos, mordeu-lhe o queixo delicadamente, desceu com a carícia pelo pescoço, pela pequena parte do peito, visível pelos botões abertos do pijama. Correu com os dedos pelo resto dos botões, abrindo-os, não sem antes olhar o moreno nos olhos pedindo a aprovação. Encontrou tanto carinho e desejo nas esmeraldas, que seu coração acelerou. Pousou os lábios na pele quente do peito, as carícias aumentando naturalmente, afastando levemente o tecido, tirando-o do moreno e deixando cair ao chão, desnudando-o pouco a pouco... Concentrou-se em provar o sabor da pele, do mamilo arrepiado de desejo, deixando que a mão passeasse pelo corpo moreno, que fizesse carícias cada vez mais intensas, cada vez mais ousadas...

Massageando os músculos tensos das costas, descendo cada vez mais até entrar pelo cós e acariciar-lhe atrevidamente o bumbum, entrando ainda mais pela calça do pijama até chegar às coxas, passando as unhas na pele arrepiada. Harry se deixava acariciar, contendo-se para não agarrar o loiro. Temia assustá-lo. Mas estava cada vez mais difícil de esconder as evidências do forte desejo que o consumia. Draco tinha insinuado a coxa entre as suas pernas e logo ia sentir sua ereção pressionando-se nele. Mas o loiro não parecia se importar, as mãos trabalhando febrilmente, se enroscando aos pelos, puxando-os delicadamente, descendo ainda mais abaixo, acariciando os testículos, rodeando, adiando, o momento de acariciar o membro tenso pelo desejo, enquanto a boca saboreava-lhe a pele...

- Draco... Draco, por favor... Por favor... – Harry tremia no esforço de refrear o seu desejo, deixando que o loiro explorasse suas novas sensações em seu toque, em seu sabor, em seu cheiro.

Draco passou as pontas dos dedos levemente pelo sexo, deixando Harry ainda mais desesperado. Envolveu-o delicadamente com as mãos finas e suaves, massageando-o, acariciando lenta e firmemente. A boca sedosa traçando caminhos pelo pescoço, pelo peito, descendo entre beijos e mordidas... E a mão marota subindo e descendo, enlouquecendo os sentidos, fazendo-o esquecer de tudo, menos do seu loiro que o amava gentil e delicadamente, até chegar ao abdômen. As carícias foram deixando de ser suaves, para se tornarem mais eróticas. Marcava-o dolorosamente com os dentes para logo depois afagá-lo com os lábios e consolá-lo com as lambidas... Chegou ao ponto mais cobiçado, acariciou-o com os lábios e ouviu o moreno arfar de prazer. Agarrando com firmeza pela base acariciava-o apenas com a língua, lambia da base até a ponta, numa carícia lenta e torturante. Harry gemia e se contorcia, o prazer o deixando descontrolado, desligado do mundo real. Somente existiam ele, Draco e aquela língua maliciosa, serpenteando na sua pele, ateando fogo em seus sentidos. Então quando achava que ia se perder de vez na loucura, interrompeu-o, segurando-lhe o pulso.

- Draco... Pare... Eu não vou agüentar muito mais... – Ele parou com as carícias, levantou a cabeça, olhou o rosto afogueado, os olhos brilhantes o peito arfante...

- É exatamente isso que eu desejo... – Então o tomou de vez na boca quente e macia, sugando com força e fazendo movimentos sensuais com a língua...

Os gemidos de Harry o instigavam, fazendo-o saber que ele estava mergulhado no mais absoluto prazer e isso fazia com que Draco se concentrasse ainda mais, as mãos tateando o corpo ardente. O clímax se aproximava. As mãos de Harry agarraram-se nos cabelos do amado, a respiração ofegante. Draco entrelaçou as mãos adoradas nas suas, sentindo os dedos apertarem os seus até ouvir seu nome na voz do moreno que chegava ao ápice do prazer. Sentiu-se embriagado pelo gosto do moreno que o puxou para cima de si e o beijou. E enquanto o beijava, tirou-lhe a calça, e logo depois as suas também. Ofereceu-se a ele, abrindo-se e enlaçando as pernas do loiro com as suas. Prendendo-o a si.

- Harry...? – Draco mergulhou nas íris verdes... – Você... Quer...?

- Eu quero... Quero muito... Esperei tanto por você... – Ele queria mesmo. Draco podia ler em seu rosto o desejo de ser amado... – Não poderia ser mais ninguém... Sempre fui seu.

As vozes dos amantes não eram mais que sussurros... Draco afastou-lhe os cabelos úmidos do rosto e beijou-o.

- Mas posso te machucar...

- Não ter você... Não ver você... Não sentir você, machucou muito mais... Ser completamente seu vai ser maravilhoso... É tudo que eu sempre quis.

Aquele momento, naquela cama, era o mundo para eles. A emoção transbordava nos olhares, nos beijos, nos toques, na entrega... Mãos enlaçadas, lábios colados, corpos unidos... Lágrimas caíram das pálpebras cerradas. Harry gemeu, o corpo percorrido subitamente pelo choque da dor... Mas a dor da entrega foi insignificante diante do imenso prazer de ser amado, preenchido, tomado pela paixão de pertencer ao seu loiro. Esquecidos de tudo, em seu próprio mundo, dando e recebendo prazer, envolvente, crescente, como o mar em fúria diante da tempestade prestes a desabar. E finalmente foram fulminados juntos pelo gozo.

oOo

Eu estou bem. Tenho escrito quase todos os dias. Registrado aqui meus pesadelos e meus sonhos. Harry me levou ao psiquiatra trouxa, para que eu entendesse o que aconteceu comigo. Ele aconselhou-me que mantivesse uma espécie de diário, onde pudesse registrar os meus medos, as alegrias, as lembranças. Disse que esquecer foi o modo da minha mente encontrou para se proteger, para que eu não enlouquecesse...

Ainda não lembro de tudo, muitas coisas que me aconteceram vêm em flashes à minha mente. Acho que nunca vou lembrar de algumas passagens desses últimos dois anos em que fui prisioneiro. Apaguei um ano inteiro da minha memória. Harry deve saber mais do que me disse, mas quando eu pergunto ele muda de assunto. Eu o pressiono de vez em quando, mas ele diz que não sabe de nada. Ele me irrita às vezes, é super protetor, um grifinório maluco... Mas é maluco por mim. Ele diz que eu sou convencido, mas eu digo que sou apenas realista. E lembrar dele, de nós dois, tem sido mais do que suficiente.

Lembrei da morte do meu pai esta noite. Foi terrível lembrar de cada gesto, cada palavra, ainda me sinto culpado por isso... Lembrei também que minha mãe morreu, não me lembro como foi. Lembrar do sofrimento dela me fez chorar. Mas ter me lembrado e poder finalmente dar a eles um funeral decente, me conforta... Harry já providenciou todos os detalhes e irá comigo ao funeral.

Acordei esta noite de um sonho com ele e esta poesia surgiu na minha mente. Poesia?! Quem diria que sei escrever poesia. Mais um dos talentos inatos que descobri em mim mesmo. Mas esta é para o Harry. Minha maior inspiração.

Sonho

Eu te sinto,

um toque doce

que acaricia meus olhos...

E tua presença me aquece

como raios de sol nas pétalas das flores,

como a luz do amanhecer

a brincar em meu sorriso...

Eu te ouço,

o vento que murmura

por entre os chorões à beira das águas...

E tua voz sopra de mansinho

como brisa em meus cabelos

como suaves ondas em meus ouvidos

morrendo em espumas sobre a areia...

Eu te vejo,

uma imagem dourada

a passear entre as estrelas...

E teu espírito criança,

como fogo fátuo a brincar pela noite a dentro,

como chama incandescente

queimando nas fogueiras dos andarilhos...

Então compreendo que

tua imagem permanece em minh'alma,

tuas palavras se calam em meu coração,

tua presença ilumina meus sonhos,

velando meu sono,

até o meu despertar !

Ele está sempre comigo, me apoiando, me amando, tê-lo ao meu lado é tudo que preciso.

Sentiu-se sendo abraçado por trás e beijado no pescoço... Largou a pena e fechou o livro. Virou o rosto para vê-lo junto a si.

- É lindo... E concordo com você... – Harry beijou sua boca. – Ter você comigo, estarmos juntos, também é tudo que eu preciso.

FIM


FELL, Meu Amor, FELIZ ANIVERSÁRIO!!! Você é o meu tesouro, minha inspiração, minha motivação! Meu maior prazer é saber que você está feliz e satisfeito com o mimo que eu escrevi pra você. Um grande Beijo da sua Samie.
Este é o Fim. Esta foi minha primeira fic Angst. Não pensei que essa fic fosse tão apreciada. Falando sério, eu não botava fé. Minha intenção era que o Meu Fell gostasse, e já estava maravilhoso se esse objetivo fosse alcançado. Quanto a uma continuação para ela, prometo pensar com carinho, . mas se o Meu Fell me pedir é certeza, afinal a fic é dele, né? u.u E eu nunca consegui negar nada a esse Slytherin Malandro...
Meus agradecimentos especiais à Lady Anúbis, minha Madrinha e Beta, que me acompanhou durante os dois meses de criação, me incentivando, opinando e betando essa fic.

Agradeço também a todos que leram e deixaram reviews: Anna Granger Potter (Gosto de surpreender. Imagino que muita gente esperava qualquer coisa no aniversário dele, menos isso. Se tem final feliz? Creio que agora você já sabe...); Nicolle Snape (Vou dizer pela enésima vez... Eu não fiz nada, foi o Voldie, e os comensais dele! O loiro é frágil, mas não é de porcelana, não ia pirar por qualquer coisa. Obrigada, Nic, nunca pensei em ser chamada de Evil!); Hanna Snape (kkkkkkkk, não sei como você está conseguindo acompanhar pulando tantos pedaços. Acho que neste capítulo você não pulou nenhum pedaço, né?); Bibis Black (Oh! Meu Merlinzinho! Mais uma... Vamos lá, deixa eu falar devagar: E u n ã o f i z n a d a c o m o D r a c o !!! F o i o V o l d i e e o s c o m e n s a i s d e l e ... rsrsrsrsrsrsrs E quando é que alguém que não tenha uma mente tão perversa quanto essa laia ia imaginar tanta malvadeza???); Sheila Potter (Bom, Acho que eu respondi todas as suas perguntas logo acima na Nota da Autora. After All tem mesmo só sete capítulos, não dava para fazer nada maior, não dava tempo antes do aniversário dele. Terminei o último capítulo na véspera de mandar o primeiro pra ele (dia 14), que leu cada capítulo sempre um dia antes da postagem. Tinha muitas idéias para essa fic, que foram descartadas por pura falta de tempo); Regulus Black (Tadinho mesmo, eu chorei escrevendo os dois últimos capítulos... Quanto a continuação... Ah! Prometo pensar com carinho, tá? Tenho que esperar pela manifestação do dono da fic); Shido Kurokawa (Que bom que gostou!!! Você não deve ter prestado atenção aos avisos né? É um capítulo por dia. Postei o penúltimo ontem. O resto ta aqui... rsrsrs).

Finalmente, agradeço a vocês que por qualquer motivo e não deixaram review.

Muito, muito Obrigada a todos que acompanharam até o fim . Espero que tenham gostado do final.

Samantha Tiger Blackthorn.