Agradecimentos hiper-ultra-mega especiais a: TazChan, ayaa, Neko Lolita e Babi-chan! \o/ Valeu gente, sem vocês o epílogo não teria saído.
Agradeço também a Yuki Kuray e ninfa camaleao. Muito obrigada pelo seu incentivo, mesmo ñ pedindo pelo lemon acreditem, eu gostei muito das suas reviews. .
Desculpe pela demora. E chega de enrolação!
Kinshisoukan – 3 atos para o amor
Epílogo:
O som da água ecoava quando Hikaru entrou no quarto. Curioso, seguiu para a suíte, encontrando Kaoru sentado na borda da banheira.
"Desde quando esse roupão é tão curto?" – indagou, subindo o olhar pelas pernas esbeltas. De fato, o tecido mal chegava à metade das coxas e, naquela posição...
"Estou virando um pervertido. Será que ele faz de propósito?"
Sacudiu a cabeça, negando o pensamento, achando até graça. Porém, logo lembrou dos toques de Kaoru, sempre tão seguros e firmes, o jeito ousado e a criatividade. Por mais que não quisesse admitir, era quase impossível não achar que ele já tinha experiência.
"Mas, com quem?"
-Vai ficar só olhando? – indagou, fechando a torneira e se aproximando. Sorriu ao ver o mais velho pular de susto.
"Se ele soubesse como fica fofo assim."
-...
-Hikaru, tá tudo bem?
-Kaoru...posso te perguntar uma coisa?
-Claro.
-Com quem você ficou antes de mim?
O caçula baixou o olhar, desconfortável. Sabia que teria que falar sobre isso um dia, no entanto, não esperava ser pressionado dessa forma. O quê fazer? Contar a verdade e machuca-lo ou inventar uma mentira, que poderia piorar as coisas?
-Promete me ouvir até o final? – seu coração estava apertado. Conhecia Hikaru, conhecia bem demais, ele não iria reagir bem. Mesmo assim, queria ser honesto.
-Hai.
Os olhos se encontraram e se perderam, incapazes de sustentar a situação. Não temiam serem machucados, pelo contrário, temiam machucar o outro, o laço que os unia, o amor que sentiam.
Podia ser lindo, mas só tornava tudo mais difícil...
-Foi com o Kyoya... – disse, num fôlego só, já tentando emendar na explicação, tentando.
-Nani?! – a pergunta estourou, ecoando por todo banheiro, antes mesmo de perceber que a tinha processado.
-Vai me deixar falar ou não? – rebateu Kaoru, a irritação transparecendo em cada sílaba. Já não ficava a vontade falando sobre isso, ainda tinha que aturar o gêmeo hiper-reagindo?
"Você prometeu, agora agüenta." – repreendeu-se Hikaru. Sem escolha, aquiesceu, tentando se controlar. Viu o irmão respirar fundo, escolhendo as palavras.
-Sei que soa falso, mas, nunca houve nenhum sentimento entre nós. Éramos só duas pessoas que se procuravam quando estavam carentes.
-Como assim?
Kaoru fechou os olhos. Aquilo não era assunto seu, não tinha o direito de contar. No entanto, Hikaru precisava de uma explicação, agora que começara não podia simplesmente dar uma desculpa qualquer.
"Nós dois merecemos isso." – disse a si mesmo, abrindo os olhos. Teria que ser o mais superficial possível.
-O Kyoya é apaixonado por alguém porém, não é correspondido.
-Entendo...mas, e você? Porque entrou nessa?
-Porque um certo alguém me deixava cheio de tesão toda a noite. Chega uma hora que não dá mais pra agüentar sozinho, sabia?
O mais velho desviou os olhos envergonhado, corando ao se lembrar do 'incidente'. De repente, mãos lhe enlaçaram o pescoço, aproximando os corpos. Sem perceber, sorriu.
-Baka, eu adorei. – sussurrou Kaoru, os lábios tão próximos que se roçavam com o menor dos movimentos.
-Eu também. – devolveu Hikaru, colando-se ainda mais ao gêmeo, encaixando perfeitamente no outro. – Quites?
-Quites.
Beijaram-se, os corpos já acesos, alucinados por mais contato. Mas, por trás do fogo, eles sorriam, um sorriso cúmplice que só os enamorados podiam ter. E era isso que importava.
-Que tal um banho? – indagou, lambendo e mordiscando a orelha do mais velho. A resposta deste foi atacar seu pescoço, enquanto lutava com o nó do roupão. Sorriu, lambendo os lábios, quando este foi ao chão, revelando o corpo nu e perfeito de Kaoru.
Dedos ágeis deslizaram por sua camisa, desabotoando–a com extrema rapidez. Logo, seu torso estava exposto, enquanto uma mão atrevida deslizava por dentro da calça, apertando seu sexo.
-Ahh... – gemeu baixo Hikaru, empurrando o irmão contra a parede, esfregando-se nele com força. Seu membro, cada vez mais desperto, já clamava por alívio dentro da apertada calça.
-Hikaru... – sussurrou o mais novo, a respiração entrecortada. Adorava ser encurralado pelo irmão, ficar indefeso e entregue, totalmente submisso aos seus desejos. Gemeu, aproveitando por mais alguns instantes, antes de se concentrar no prazer que daria.
Afastou o outro gentilmente, conduzindo-o até a banheira. Sorriu, abaixando entre suas pernas, segurando o quadril delgado com ambas as mãos e abrindo o zíper da calça com os dentes. Segundos depois, já encarava o membro do irmão, liberto e totalmente em riste.
-Você é tão lindo, Hikaru. – murmurou, rouco de tesão. Começou a esfregar a bochecha por toda a extensão do falo pulsante, aproveitado para distribuir pequenos e úmidos beijinhos.
-Vem...vem, meu neko...ahh! – sentou na borda da banheira, a cabeça jogada pra trás, os quadris ondulando timidamente. Estava queimando em luxúria e desejo, incapaz de qualquer pensamento coerente, apenas sentindo e ansiando mais e mais...
Mas só com Kaoru, só com seu amor.
Seu coração percebia o carinho e o cuidado contidos naqueles atos, a certeza de que era amado. Sabia, jamais aceitaria outro alguém.
Kaoru sentiu uma mão procurando a sua, entrelaçando os dedos, fazendo um calor gostoso nascer em seu peito. Perceber o que era importante, não esquecer o prazer, mas tendo sempre como pano de fundo o amor, sim, esse era o seu jeito de se entregar.
Manteve a carícia um pouco mais, contendo o mar de emoções dentro de si, antes de dar um beijo estalado na abertura da glande e, finalmente, abocanhar.
Hikaru pulou de surpresa, sem tempo nem de gemer, sentindo toda a energia de seu corpo se concentrando naquele sensível ponto. Começou a acompanhar, de início só ondulando os quadris levemente, deixando que o ritmo aumentasse aos poucos, até se transformar num frenesi arrebatador. Agarrou os cabelos do irmão, forçando-o a ir mais fundo, penetrando lhe a boca com força total, fodendo-a como faria com sua entrada.
Kaoru viu o outro estremecer, já lutando contra o gozo. Diminuiu a intensidade, parando de chupar aos poucos, deixando o membro ainda em riste para unir os lábios num beijo faminto e voraz.
-Mas o quê?! – Hikaru estava tão "ocupado" que só notou onde estava quando se viu envolto em água morna.
-Shh...relaxe. - sussurrou-lhe o gêmeo, pegando uma esponja e sentando em seu colo. Kaoru ensaboava a própria pele, em movimentos nada castos. Mantinha os olhos semi-cerrados e gemia, de forma lânguida e necessitada, tornando as carícias auto-infringidas cada vez mais picantes, chamando Hikaru, provocando...
O mais velho arfava, totalmente entregue àquele que mais amava. Porém, conhecia aquele jogo bem demais, sabia que dois podiam jogá-lo.
Sorriu.
"Vamos ver quem vai implorar dessa vez."
Levou uma das mãos ao membro do irmão, iniciando uma massagem forte e torturante. Já a outra subiu, arranhando por todo o caminho, deixando rastros avermelhados na pele alva, chegando até o pescoço e o envolvendo possessivamente, quase sufocando.
Kaoru engasgou com um gemido, o corpo arrepiando num violento tremor. Seus braços penderam ao lado do tronco, inúteis como trapos ante a excitação que crescia dentro de si. A força com que era explorado, o aperto que dificultava ainda mais sua respiração, tudo isso o excitava a níveis absurdos, fazendo-o praticamente chorar de prazer.
Hikaru mordeu o lábio, tentando se controlar. Saber que tinha total controle sobre a vida do irmão o preocupava, mas também o enchia de jubilo e orgulho, além de um tesão sem limites. Viu que o mais novo ia ceder, então o empurrou, fazendo com que ambos deitassem na grande banheira, o corpo de Kaoru ficando totalmente submerso por um instante para se livrar do sabão. Abandonou o membro intumescido, parando também de apertar a garganta, feliz com o choramingo que ouviu em protesto.
"It's show time!"
Sentia as mãos brincando com suas coxas, explorando a parte interna, arranhando e apertando cada pedacinho, subindo numa lentidão agonizante. Ao mesmo tempo, Hikaru lhe dava mordidas e lambidas aleatórias, sempre com o cuidado de não marcar demais. Kaoru percebia e agradecia, dando mais acesso, se rendendo a mistura de apertões e carícias. Mas estava longe de acabar.
Gritou, tentando ao máximo não gozar, quando tais mãos chegaram as bolas e puxaram os pêlos, a dor circulando em seu corpo como o mais potente afrodisíaco, o fazendo ofegar
-Hi...karu... – delirava, mal articulando o chamado. -AHHH!!!
Seu membro foi novamente agarrado com força. Extasiado, levantou os quadris acima da água, se empurrando contra o amante sem perceber.
Hikaru fechou mais a mão, pressionando o polegar contra a glande, não deixando Kaoru gozar. Viu, satisfeito, quando este se moveu, desesperado por contato.
O caçula engasgou com o próprio gemido. Milhares de descargas elétricas tomavam seu corpo, fazendo seu membro latejar de dor. A mão forte que o prendia não ajudava, pelo contrário, só o estimulava ainda mais. Alucinado, começou a ondular os quadris, buscando o mínimo de fricção.
-Hi-Hikaru...o-onegai...
Parou as carícias, satisfeito por ouvir os protestos. Inclinou-se sobre o Kaoru, evitando toca-lo de propósito, e beijou-o na bochecha.
-Vou pegar o lubrificante.
-Não! – agarrou o irmão, abraçando com força. As ereções roçaram e ambos gemeram dolorosamente. -Me possua...agora...
-Kaoru.
-Agora...onegai.
Seus lábios foram tomados com urgência, em contraste com a mão que lhe afastava as mechas do rosto. Sorriu em meio ao beijo, essa era a maior mania de Hikaru: ver sua face enquanto o possuía, sempre atento a cada reação.
-Ai shiteru. – Kaoru sussurrou, olhando fundo nos olhos do amante. Este lhe deu um pequeno selinho nos lábios, antes de se afastar.
Espalmou uma das mãos, pouco acima dos quadris do irmão, erguendo-o. Ajeitou-se o melhor que podia, respirou fundo e, usando a mão livre para guiar a ereção, penetrou num único movimento.
-Nii-san!
O grito cortou o banheiro, num misto de dor e prazer. Fecharam os olhos, tentando acalmar seus corações. Um se forçando a relaxar, o outro lutando para não recuar.
"Será que machuquei?" – indagava-se Hikaru. Abriu os olhos, contendo um suspiro ao ver os do irmão ainda fechados. Sabia que ele gostava desse jeito, mesmo com todos os carinhos, na hora dos 'finalmente' ele pedia força e firmeza. Kaoru queria marcas, que provassem a todos a quem pertencia, e Hikaru atendia seus desejos. Porém, nunca deixava de se preocupar.
-Kaoru...
-Mexa-se.
Não era um pedido, tampouco uma súplica, era uma ordem e, como tal, tinha pressa em ser cumprida. Sentiu o membro dentro de si sair, para logo em seguida voltar a cravá-lo, com força redobrada. Sorriu. Era assim que desejava: forte, bruto, dominador.
Perdido em meio ao êxtase, só percebeu que ainda mantinha os olhos fechados quando sentiu lábios doces e insistentes tocando os seus.
-Gome...Ahh! - o pedido de desculpas foi cortado. Hikaru não o queria, não precisava dele, só desejava ver os ambarinos de Kaoru, para saber que tudo estava bem. Aumentou o ritmo, jogando o amante de volta ao mar de prazer.
Kaoru enroscou o quadril do irmão com as pernas, tentando se enterrar ainda mais naquele mastro quente. Suas mãos já vagavam, perdidas nas costas do outro, arranhando, desesperadas em trazê-lo mais pra perto.
Hikaru arfou ao sentir algo quente escorrer por sua espinha, acompanhada de uma ardência incômoda. Mesmo assim, seu desejo não esmoreceu, só aumentou, forçando-o a se segurar pra não gozar.
Mas não se controlaria por muito tempo.
-Vamos juntos. – sibilou, apossando-se do membro de Kaoru, masturbando com força, no mesmo ritmo das estocadas.
Continuaram se movendo, frenéticos, entregues...perfeitos. Naquele momento eram um só, totalmente completos e satisfeitos, alheios a todo o resto.
O clímax logo os arrebatou, se espalhando por seus corpos em espasmos fortes, quase dolorosos. Hikaru desabou sobre o irmão, totalmente exausto, abraçando-o, se deixando relaxar na água morna.
-Desculpe pelas costas. – sussurrou Kaoru, acariciando o lugar de leve.
-Tudo bem.
-Mas eu...
-Shh...você me marca, eu marco você.
-Humm... – gemeu, arrepiando com o tom sexy usado por Hikaru. Sorriu, malicioso, contraindo sua entrada, esmagando o membro do irmão.
-Insaciável. – o mais velho murmurou, quase gemendo. Acabou ganhando outro apertão.
-Com você? Sempre.
Beijaram-se, os corpos já despertando para a próxima rodada. Afinal, a noite não é uma criança, mas uma amante das mais exigentes.
E essa prometia.
Fim
