Fate/Stay Night não me pertence, mas eu queria um cabelo igual ao da Rider!
OPS! Errei de novo!!
Mahou Sensei Negima não me pertence, mas eu já fiz competição de seios também. E ganhei.
--Avesso
Se Nodoka somasse dez centavos cada vez que alguém a convidasse para "tomar um sorvete e conversar, você ta precisando", até o fim de semana ela já teria um monte de moedas. Duh! As pessoas simplesmente não entendem que uma pessoa necessita ficar sozinha de vez em quando! Eles precisavam ficar repetindo enésimas vezes que você parecia "pálida e cansada, querida"? Por Deus! Era muito chato.
E isso nem era o pior. Nem de longe. O que acontecia com a Myiasaki passava de vergonhoso para ridículo. Falando sério. Cada vez mais a garota acabava por se esquecer de que as pessoas humanamente civilizadas, e isso incluía Negi Springfield, Chachamaru Kurakuri, Evangeline McDowell e Sayo Aisaka, usam roupas em seu cotidiano, exceto quando seu cotidiano se resume a fazer coisas obscenas, o que não é o caso.
Aham, nossa tímida Nodoka continua com seus problemas com roupas. Não mais apenas do avesso, também tortas, esquecidas, amassadas ou, como foi na aula passada, trocadas. Tipo a saia como blusa (o que claramente faz parecer um daqueles tops que apenas garotas bonitas usam) e a blusa com as mangas espremendo suas coxas, sendo usado como saia/short/uma blusa para pernas.
Hello! Onde está o senso crítico de normalidade? Quer dizer, até era moda trocar a ordem do vestuário. Em Marte. Mas, até onde eu sei, vivemos em um planeta que, quando visto do espaço é verde, azul e branco. Não vermelho.
Acho que esqueceram também de avisar para a pequena garota que o mundo segue uma ordem cronológica exata e o despertador existe. Porque se parar e raciocinar comigo, vai perceber que não é exatamente normal começar uma aula, por exemplo, as sete e uma criatura desnorteada chegar as dez. É meio totalmente errado. Mas acontecia.
E como se isso não bastasse, Myiasaki Nodoka tinha que enfrentar as conseqüências de viver com a cabeça em outro planeta, possivelmente fora do sistema solar. Tais conseqüências passaram a ser freqüentes dentro da vida da garota. Sermões, chamadas de atenção, ir ao diretor, notas baixas, esquecimento contínuo e outras coisas mais.
E o pior de tudo: ela nem parecia ligar.
Tudo isso, somados ao fato de ela não querer conversar com ninguém, nem mesmo com a tão fiel Yue, levaram a classe a tomar uma atitude mais radical.
Pegaram uma segunda feira, bem o dia em que a jovem Nodoka demorava mais para chegar, por conta do horário de fim de semana. Reuniram a turma, todo mundo. Até Evangeline se mostrou quase preocupada com a quase vítima de seus caninos salientes. Cada uma deu uma idéia, mas você sabe, garotas geralmente não se concordam. Ainda mais quando se tem só garotas para discutir.
Aconselharam suborná-la a contar, chantagem, susto, seqüestro, conversa amigável, espionagem, perseguição, apostas, médico, psiquiatra, entre um bilhão de outras coisas mais. Mas o que venceu não foi nada disso.
A idéia foi dada por Chachamaru, a qual analisava a situação com mais calma.
-Gente. – chamou baixo com sua voz passiva. Ninguém² ouviu. – Gente. – aumentou um pouco o tom de voz, mantendo-a passiva. Nenhuma alteração. Ligou um alto-falante preso em seu pescoço e, ainda com a voz passiva, disse: - Gente. – saiu um zumbido no final, a voz saiu alta, mas calma, como se ligasse a TV no máximo e um padre falasse "Amém". Dessa vez, todo mundo a encarou. – Eu gostaria de sugerir também, Negi-sensei.
-Ah, hum. Claro Chachamaru-san. – disse Negi sem jeito.
-Obrigada, Negi-sensei. – só que, pela segunda vez, sua voz estava alta. Todas tiveram que tapar os ouvidos imediatamente. Chachamaru desligou o alto-falante e disse educadamente: - Ah, desculpe. Com relação a Nodoka-san, acho que ela é tímida demais para falar com alguém que possa vir a demonstrar graça da situação. Eu acho que deveríamos fazer alguém, preferencialmente um estranho, falar com ela.
A compreensão foi geral. Todos concordaram com o plano oferecido pela robô. E foi com aplausos que a idéia foi aceita deixando a autora constrangida, mesmo isso sendo fora de sua programação. Contentes com a resolução, as garotas voltaram aos seus devidos lugares. E Negi voltou a lecionar algo que eu provavelmente nunca saberei sobre inglês.
Assim, quando a louc... Nodoka chegou na terceira aula (com olheiras do tamanho da bochecha, a blusa do avesso e parte do soutien aparecendo), ninguém fez comentário azedo, nem mesmo Ayaka. Deixaram nas mãos da Ayase conversar com ela pela turma.
A garota sentou na mesa ao lado da amiga e fitou vagamente algum ponto branco no quadro branco. Yue não falou nada durante a aula, pois Nodoka deveria estar "concentrada no ponto branco" durante esse período. Esperou até o intervalo para o diálogo.
Mas acontece que existe a única verdade do mundo: a lei de Murph, na qual tudo acontece quando menos queremos que aconteça. E foi o que aconteceu com Yue. Ela logo levantou para conversar com a garota tímida, mas como um costume do avesso, Nodoka simplesmente levantou e saiu correndo da sala, junto com as outras garotas.
Quando foi atrás dela, o "trânsito" estava intransponível. Parecia que todas as turmas de todos os anos de todas as escolas de todos os planetas tinham se concentrado num único corredor. E o semáforo estava fechado, só podia. Naquele aperta-empurra-aperta-soca-corre-fala-..., Yue conseguiu, milagrosamente depois de pelo menos cinco minutos, sair. Correu até o banheiro mais próximo onde julgou que Nodoka estivesse, mas não tinha ninguém lá.
Aproveitou pra jogar água no rosto e esfregar bem um roxo na testa, onde fora acertada por um cotovelo da grossura da sua coxa. Respirou fundo e raciocinou. Nodoka não ia a muitos lugares na escola. Hello! Biblioteca.
Não estava (e também, Yue não ia procurar por todos aqueles bilhões de salões a procura de uma única alma viva). Pátio, nem sombra. Área de esportes... Cara, nem vento passava lá. Estava tudo deserto! Totalmente alheio a possíveis Nodoka's. Yue queria desistir, voltar pra sala e fingir que se interessava por algum mangá que Haruna pudesse vir a ter dentro da mala.
E parecia lei de Murph mesmo. Quando não queria mais saber de Myiasaki Nodoka, quem ela encontra no final do corredor? Legal, ela mesma. A vida é uma complicação sem tamanho!
Satisfeita, foi até ela, e começou a falar, puxar assunto. Pelas bordas, como sempre Ayase Yue faz.
-Hei, Nodoka. Sua blusa ta do contrário. Vamos lá no banheiro trocar. - A jovem parecia alheia a presença da baixinha ao seu lado. Afirmou com a cabeça seguindo no corredor até o mesmo banheiro de antes. Quando Yue abriu a porta... Oh droga, concentração feminina. - Vamos pra outro lugar... - disse querendo o máximo de paz possível. Como era de seu feitil.
Puxou a Myiasaki pelo braço, mas essa parecia inerte sendo arrastada como um peso morto pela garota de cebelo azul. Ayase, contrariada, a puxou com força para outro corredor, aquele que geralmente as pessoas não gostam de passar: o da sala dos professores. Yue respirou fundo torcendo pra não ter ninguém por perto.
-Nodoka! - a outra a olhou, parecia ligada agora. Só um pouco.
-Hum...? - balbuciou, lenta.
-Até que enfim. Olha, a classe memandou te dizer que quer saber o que ta acontecendo. Não precisa me dizer, mas sei lá, conte pra alguém. Um amigo, um desconhecido, um parente. Você tem que parar com essas maluquices garotas. - e continuou tagarelando daquele jeito rápido que só ela consegue fazer. Mas Nodoka nem ouviu. Nada.
Da sala dos professores acabou de sair um homem com cabelo de molinha.
Fim
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Oi pessoinhas! o/
EU DISSE QUE CONSEGUIA, JUNI!!
E o nome dele é escrito com letra maiúscula porque ele apertou caps lock sem querer...
Ta aí u.u
Uchiha Neko
