Capítulo I

Ele andava calmamente pelos corredores do Ministério. Seu terno cinza-chumbo dava um brilho diferente para seus cabelos loiros, e seu tom de pele, sempre pálido, tinha uma aparência mais sadia. Mas, todo esse bem-estar, tivera seu preço. É claro que ele estava preocupado com o desaparecimento de seu pai. Porém, sem seu pai por perto, Draco tinha menos dificuldade em esconder seu emprego.

Desviando esse pensamento, Draco passou por um novo assistente de escritório. Desses que querem ter bons contatos com todo mundo, na esperança que seja bem-sucedido no Ministério. O assistente, assim que o viu, adiantou-se pra cumprimentá-lo:

- Olá, Sr. Malfoy!

- E quem seria você? - perguntou Draco com toda a vontade de demonstrar que ele era superior.

- McKinley, Sr.

Draco aproximou-se e disse perto do ouvido o rapaz:

- Escute aqui, McKinley. No momento eu não preciso de nenhum puxa-saco, sem futuro nenhum, que vai ficar a vida inteira levando relatórios de um departamento pra outro, ok? Mas, se eu souber de alguém que precise, eu aviso.

O garoto olhou para Draco com um ódio mortal, mas sabia que não podia fazer nada. Dando as costas ao garoto, Draco dirigiu-se para os elevadores. Assim que ia entrar no elevador, ouviu alguém lhe chamando:

- Sr. Malfoy, um momento.

- Agora não, estou sem tempo!!!

Creio que pra mim, você terá tempo...

"Espera aí!!! Eu conheço essa voz!!!" pensou Draco. "Mas, o que ele estava fazendo aqui?" Virou-se, sabendo que ia levar, no mínimo, uma bronca.

- Olá, Sr. Ministro... - disse ele para Kingsley Shacklebolt, Ministro da Magia.

- Olá Draco. Você não estava sem tempo? - falou Shacklebolt com um sorriso no rosto. - Mas, de qualquer modo, vim aqui apenas para lhe dar meus pêsames pelo desaparecimento de seu pai. Saiba que já mandamos um grupo de Aurores procurá-lo.

- Agradeço muito sua preocupação, Sr. Ministro. - falou o garoto num tom monótono.

- De nada, Draco. De nada.

"Mas que droga!!!" pensou Draco. "Será que eles não veêm que eu estou indo pro trabalho?" Draco esmurrou o botão do elevador, nervoso com todos por terem o atrasado. Assim que o elevador começou a descer, ele encostou-se num dos cantos e olhou para as pessoas ao seu redor...

Todos ali, apenas discutindo o cansaço de seus trabalhos. Se eles soubessem o que é dificuldade, estariam dando pulos de alegria por terem seus empreguinhos sórdidos. Quando atingiu o sexto andar, apenas Draco e mais um senhor de idade ocupavam o elevador. Draco estranhou a presença daquele homem ali. Desde que começara a trabalhar no Departamento de Mistérios, sempre que chegava no sexto andar, o garoto era o único que permanecia no elevador. Porém, Draco tinha a certeza de que o conhecia de algum lugar.

Decidiu esquecer o velho e pensar como o destino nos prega peças. Até parece que foi ontem que seu pai havia sido preso após ter invadido a Sala da Profecia. O que diriam os curiosos se soubessem que agora Draco trabalhava no Departamento de Mistérios? Fariam manchetes nos jornais, como fizeram para divlugar o "Eleito Potter"? Draco esperava que não. Notícias demais sobre a sua família ficaram na boca do povo, e nenhuma delas eram lá muito agradáveis. Desde a queda do Lorde das Trevas, sua família esteve sempre na pior. As acusações contra eles, que estiveram ao lado de Voldemort, eram as piores possíveis. Só haviam escapado de Azkaban pois Draco contara uma história convincente de arrependimento e, Draco ainda não suportava essa idéia, Potter tinha dado um depoimento ao seu favor.

Chegando ao 8º andar, ele nem percebeu que o senhor havia descido no andar anterior. Sem cumprimentar nenhum de seus colegas de profissão, Draco tirou o terno e colocou suas vestes de trabalho.

Trabalhar como um Inominado era mil vezes mais difícil e perigoso do que se pode imaginar. Ali, no Departamento de Mistérios, eles tratavam de coisas que iam muito além da compreensão dos trouxas e dos bruxos também. Viratempos eram brincadeira de criança, comparados com mistérios infinitamente maiores, como as profecias. Registrar, catalogar e proteger com os feitiços adequados cada uma delas era, não apenas entediante, mas muito estressante.

Porém, o que estava muito distante da imaginação, era a Sala do Véu. Segundo o que seu pai dissera, Sirius Black morrera após atravessar o Véu. Muitos boatos correram, discretamente, século após século sobre o uso e a criação do Véu. Alguns ridículos, citavam que o Véu surgiu do nada, junto com a própria magia. Outros, mais estruturados, contam em detalhes que o Véu fora criado por grandes magos (cogitam até Merlin), para enfrentar a Inquisição, que caçava os bruxos de modo cruel. Essa teoria é a mais cogitada em ser a verdade, já que nos relatos trouxas, mais da metade dos cavaleiros da Inquisição mortos jamais tiveram seus corpos encontrados.

Realmente, a pessoa tinha que ter os pés no chão para trabalhar ali, pois a cada dia eram descobertas coisas que deixariam qualquer um à beira da loucura.

Fora do Ministério, Draco decidiu que pelo menos sua noite seria melhor que o seu dia. Passando num dos grandes restaurantes trouxas de Londres, ele fez uma reserva para às 21:00hs. Apesar de odiar a idéia de se misturar com trouxas, Draco aprendeu que, se não tolerasse a presença deles, poderia ter complicações em seu emprego no Ministério. Por isso, após ter pago a reserva para o recepcionista (Draco demorou para se acostumar as notas de papel dos trouxas). Decidiu aparatar até o seu apartamento e tomar um banho. Assim que entrou no pequeno apartamento em que vivia "sozinho" (geralmente, ele não vinha sozinho...), Draco quase tirou a roupa ali na porta mesmo. Mas, ele tinha certeza que, com um bom banho, tudo se resolveria.

Apenas de toalha, Draco caminhou até a cozinha e pegou uma jarra d'agua gelada. Encheu um copo e ficou ali, parado, esvaziando a mente do caos que era sua vida. Por sorte, ele tinha como fugir dele. E era exatamente isso que faria agora.Após um longo banho, enquanto se vestia, Draco pensou que era a hora de melhorar a correria da sua vida. Sete anos de namoro já era tempo demais. Estava esperando uma ocasião especial, mas chegou a conclusão de que, ele é que a tornaria especial. Pegou uma pequena caixinha de veludo verde-escuro e colcou-a num bolso que ele tinha certeza que não esqueceria. Saiu então apressado de casa, e aparatou até o lugar mais próximo do restaurante que não tivesse chance de ser visto.

Na porta do restaurante ele viu que estava atrasado. Quando entrou no restaurante, uma garota de cabelos escuros, cortados na altura dos ombros, lhe chamou:

- Atrasado como sempre...

- Desculpa? - disse Draco olhando-a fixamente nos olhos.

- Claro que sim!!! - falou Pansy Parkinson lhe dando um beijo.

N/A:

Antes que me xinguem de todos os nomes possíveis, quero me desculpar pelo "pequeno" atraso do 1º capítulo. Mas, o autor aqui sofre de dupla personalidade e, toda vez que meu lado bom tentava continuar a fic, o lado maligno me puxava pra outra tarefa.

Até que semana passada, capítulo quase pronto, ligo o PC pra terminar e postar o capítulo quando... ME ACABA A LUZ!!! Aí eu vi vermelho...

Fiquei até traumatizado com isso... Mas quando acordei esta manhã, pensei: DE HOJE NÃO PASSA!!!

Sinto muito pelo capítulo curto... Prometo caprichar mais no 2º!!!

E PELOAMORDEDEUS, DEIXEM REVIEWS!!!

Até mais.

P.S.: Qualquer opinião é valida...

Vander - Metalkid