CAP 01 Resgate

CAP 04 Revelações

A lareira brilhou em verde quando Sirius lançou nela uma mão cheia de pó e exclamou "Remo Lupin".

Ele colocou a cabeça nas chamas e alguns momentos depois a voz de Lupin disse sonolentamente:

-Sirius? O que é?

-Nada muito importante – Sirius respondeu, soando agitado. – Exceto que eu acho que meu afilhado finalmente levou muitos balaços na cabeça. Ele está balbuciando como um idiota e insiste na idéia de que você precisa estar aqui. Talvez você consiga dar algum sentido a ele?

A voz de Lupin instantaneamente mudou de sonolenta para alerta e alarmada.

-Já vou estar aí.

Sirius puxou sua cabeça, e alguns momentos depois, Lupin apareceu em uma nuven de fumaça verde. Seu cabelo estava arrepiado em lugares estranhos e ele vestia um roupão apressadamente amarrado sobre calças de pijamas xadrez. A princípio ele pareceu um pouco confuso, mas quando ele avistou Gina, sua expressão mudou para uma de choque.

-Gina Weasley? – ele perguntou, piscando com descrença.

Gina deu um pequeno aceno de seu lugar no sofá perto de Harry, que ainda tinha o braço protetoramente ao redor de sua cintura.

-Oi professor – ela disse, e instantaneamente o olhar surpreso de Lupin mudou para profunda perplexidade.

A reação de Lupin fora completamente única diante das reações dos outros para o anúncio de Harry de que ele e Gina eram de outra realidade. Sirius havia inicialmente rido diante do absurdo da idéia; Régulo não dissera nada, apenas ficando imperturbável escorado na porta, sua face sem mostrar nenhuma expressão. Gina respondera com espanto aberto e curiosidade. "Nós somos?" ela ofegara, então depois de murmurar "Bem, isso explicaria um monte" ela o soterrou com um bombardeamento de perguntas que Harry se recusou a responder até que Remo chegasse.

Um bufo de Sirius trouxe Harry de volta à realidade.

-Professor? – ele zombou. – Aluado nunca ensinou durante um dia em sua vida.

-Na verdade, eu ensinei Defesa Contra as Artes das Trevas por um ano em Hogwarts – Lupin disse abstratamente, seus olhos ainda presos em Gina, sem acreditar. – Harry, como... Em nome de Merlin, como você conseguiu trazer isso? – Lupin gesticulou para Gina, então sacudiu a cabeça de novo, como que tentando fazer desaparecer uma visão ou aparição.

-Ele e Sirius conseguiram passagens de visitantes, e então contrabandearam frascos de poção polissuco – Gina voluntariou-se. – Harry e eu trocamos de lugar, então Sirius me levou para o barco e nós viemos de flú até aqui... – a voz dela morreu, e ela olhou para Harry na expectativa.

-Eu fiquei lá até noite passada – Harry disse, continuando a história. – Então quando ficou escuro e decidi que não poderia ficar por mais tempo e me transformei e voei para a janela, apenas para descobrir que as janelas são encantadas. – Sirius e Régulo pareceram alarmados. – Os alarmes soaram, então eu escapuli pelas barras da cela e voei para fora da prisão, aparatando o resto do caminho quando encontrei um lugar seguro para pousar. – ele pausou incerto, em dúvida sobre o quanto deveria contar sobre sua fuga. Ele precisava contar a eles sobre o guarda que o tinha visto, e sobre sua luta com McNair eventualmente, mas...

-Em meu caminho para a saída – Harry começou, mas Lupin o interrompeu.

-Você é um animago?

-Um falcão – Gina respondeu orgulhosamente, sorrindo para Harry, que conseguiu dar um sorriso pequeno de volta a ela. – Você sabia que ele aprendeu a se transformar em apenas...

Mas Lupin havia se aproximado, rodeando Gina.

-E você! Como você sabia... Harry contou a você que eu ensinei? Como você sabia me chamar de professor?

O sorriso de Gina se desfez em confusão. Ela olhou rapidamente para Harry antes de voltar-se para Lupin, sua testa franzida em perplexidade.

-Você deu aulas para mim, em meu segundo ano, professor. Não se lembra?

O rosto de Lupin ficou completamente pálido enquanto ele olhava para a garota. Então ele deu alguns passos bêbados para trás; Sirius agarrou seu braço e o guiou para um assento. O lobisomem afundou na cadeira de costas altas, olhando para o nada, murmurando em sussurros:

-Bom Merlin... o terceiro... ela é o terceiro...

-JÁ CHEGA – Sirius gritou, adiantando-se irritado. – Vocês todos enlouqueceram? Remo, ponha-se no seu lugar. Você tem quarenta anos, e não quatro. Harry e Gina, eu quero uma explicação. AGORA.

-Ela não pode ser o terceiro – Lupin disse repentinamente, sua voz mais alta, embora ele não falasse a ninguém em particular. Ele não parecia ter ouvido Sirius. – Não é lógico... não pode ser verdade...

-Harry – Gina o interrompeu furiosamente. – O que ele quer dizer, o terceiro? Do que ele me chamou? O por quê...

-Harry, uma explicação, AGORA – Sirius ordenou.

-Não é possível – Lupin murmurou. – Ela não os conhecia. Mas ela lembra de mim ensinando... Eu não entendo...

claro que eu lembro de você ensinando – Gina interrompeu furiosamente. – Todos vocês pensam que eu fui posta sob um feitiço de memória ou algo do tipo? Eu lembro montes de coisas, professor Lupin, como quando você flertava Tonks descaradamente a cada refeição no Largo Grimmauld, e como seu bicho papão é uma lua cheia, e aquela vez em que você impediu Sirius de colocar Sede Compulsiva em meu suco de abóbora quando ele estava tentando juntar Harry e eu...

-O quê? – Harry disse, olhando para Gina. – Quando foi isso?

-Harry, responda minha pergunta, ou eu vou ter que ameaçar você com uma varinha? – Sirius rosnou.

-OK, OK! – Harry gritou, o barulho finalmente levando-o ao limite. Ele não podia suportar aquele questionamento infernal por mais tempo, não com a dor de cabeça que estava se fixando entre suas têmporas. Ele desembaraçou-se de Gina e ergueu-se. A sala estava completamente silenciosa quando ele deu alguns passos para frente.

-Eu disse, eu vou explicar, mas vocês não podem esperar que eu seja capaz de contar a vocês QUALQUER COISA com vocês todos gritando perguntas para mim!

Apenas Gina parecia sentir-se ligeiramente culpada. Sirius cruzou os braços; Lupin parecia como um homem perdido.

-Sem uma palavra. Todos vocês. Então eu poderei responder algumas questões – Harry disse, e para seu alívio, todos os quatro assentiram com relutância.

Ele tomou um longo fôlego, e voltou-se para o lobisomem.

-Remo: Sim, Gina é o terceiro. Não, eu não sei por quê. É algo que nós só poderemos entender se conhecermos a teoria mágica melhor. Por prova, você mesma a ouviu. Ela lembra de você ensinando em Hogwarts, algo que definitivamente eu não teria tido tempo de ter contado a ela nos poucos minutos em que nos vimos em Azkaban. E veja por si mesmo – Gina parece alguém que está em Azkaban há quatro anos? – Gina começou a protestar, mas Harry a cortou com um abano de sua mão. – Ela parece?

Lupin lentamente sacudiu a cabeça, e Harry sorriu severamente.

-É porque ela está lá apenas desde o primeiro dia do verão.

-Eu estavam em Azkaban desde o primeiro ano? – Gina exclamou.

Sirius bufou, então Harry virou-se para ele.

-Sirius: Sim, nós somos de outra realidade. Nós três – Lupin, Gina e eu, lamento, eu menti para você. A verdadeira razão pela qual eu não podia deixá-la em Azkaban é esta: em meu mundo, nós estamos – estávamos – saindo.

-Idiota – Gina murmurou atrás dele, e Harry lutou para conter um sorriso. – Nós estamos saindo – ela corrigiu.

Harry voltou-se novamente para Sirius.

-Estamos – ele disse timidamente. – Gina e eu estamos saindo. Parece que ela me colocou uma coleira apertada.

Alguma coisa o atingiu entre os ombros, e ele deu de ombros.

-Vê?

A boca de Sirius contraiu-se.

-Mas estou sério, entretanto, quanto à outra realidade. – Harry continuou, ficando sério. – Não estou muito certo de como isso funciona, mas fomos vítimas de um Aperio. – Sirius pareceu intrigado, mas algo no rosto de Régulo fez Harry suspeitar de que o irmão Black mais novo já havia ouvido falar daquele fenômeno mágico antes. – Basicamente, nós três desejamos a mesma coisa ao mesmo tempo, uma conexão mágica se formou, levando-nos para uma realidade alternativa onde nossos desejos são verdade, não importa o quanto as outras coisas tenham piorado.

-Qual foi o sentimento de ligação? – Régulo disse, e Harry ergueu o olhar, surpreso. Era a primeira frase que ele ouvia o homem falar desde que ele fizera o incrível anúncio de que eles eram de outra realidade.

-Nós desejamos... – Harry pausou e tomou fôlego. – Nós... Lupin e eu, aliás... nós queríamos que meus pais estivessem vivos de novo.

-Eles não estavam vivos... – Sirius começou.

-Não – Harry disse bruscamente. – Voldemort os matou. – Algumas pessoas na sala estremeceram, mas Harry não prestou atenção em quem. Ao invés disso, ele olhou para a parede oposta enquanto continuava determinadamente. – Houve uma profecia em meu mundo que dizia que no sétimo mês um bebê nasceria com o poder de derrotar o Lorde das Trevas, e o Lorde das Trevas iria marcá-lo, mas nenhum poderia viver enquanto o outro sobrevivesse. Dumbledore – que não morreu até o último ano em minha realidade – estava certo de que a profecia se referia a mim ou a Neville Longbottom. Então ambas as famílias se esconderam, e meus pais escolheram você, Sirius, como o Fiel do Segredo. Então no último minuto, houve uma troca. Foi para confundir Voldemort, e nem mesmo Dumbledore soube disso. Eles trocaram de você para Pedro Pettigrew, e então...

-Não – Sirius interrompeu. – Isso não está certo. Tiago teria escolhido Remo – eu sei que ele teria escolhido Remo ao invés de Rabicho...

-Havia um traidor entre os marotos – Lupin interrompeu inesperadamente. Harry ergueu os olhos, surpreso em ver que Lupin estava sentado reto e ouvindo com atenção. O lobisomem suspirou. – Você e Iago pensaram que era eu. Então vocês escolheram Pettigrew, mas ele foi direto até Voldemort e traiu os Potter. – ele caiu em silêncio.

-Voldemort veio para Godric's Hollow e assassinou meu pais – Harry continuou, sem encontrar os olhos de Sirius. – Ele tentou me matar, mas a maldição voltou-se contra ele e o derrotou. A profecia estava sendo cumprida como planejado.

-Mas a que custo? – Lupin murmurou.

-Um monte aconteceu – Harry disse, fechando os olhos por um segundo em uma vã tentativa de manter sua cabeça dolorida funcionando. – Eu vou contar tudo mais tarde, isso não é relevante agora. O que vocês precisam saber é que em meu segundo ano, Gina abriu a Câmara Secreta. Diversas pessoas foram petrificadas, mas ninguém realmente morreu. Então, no final do ano, Riddle – Voldemort quando ele tinha dezesseis anos – a levou para o fundo da Câmara e deixou uma nota na parede dizendo que seu corpo jazeria lá para sempre.

Um dos irmãos Black praguejou baixinho, mas Harry não tinha certeza de qual. Ele não estivera observando.

-Nenhum dos professores sabia onde a Câmara ficava. Ninguém sabia, exceto por Rony e eu.

-Rony Weasley? – perguntou Sirius.

-Sim – disse Harry, sorrindo docemente com a memória. – Nós éramos melhores amigos, e grifinórios ao extremo, então naturalmente nós mergulhamos no perigo para salvar Gina. Eu era o único que podia abrir a Câmara Secreta, uma vez que sou ofidioglota, e...

-Um ofidioglota? – Régulo interrompeu ceticamente.

-Um presente de Voldemort de quando ele tentou me matar – Harry explicou rapidamente, rezando para que ele aceitasse sua explicação antes que ficasse muito zonzo. A sala já estava ficando anormalmente borrada enquanto a dor de cabeça atingia níveis inéditos de dor. – Eu resgatei Gina e destruí o diário. Então naturalmente foi um choque para mim descobrir que ela havia sido trancafiada em Azkaban nesta realidade. Eu não poderia simplesmente deixá-la lá – não teria sido certo.

-Não mesmo, você não teria a audácia de me deixar lá. – Gina murmurou.

-No meu quarto ano, Voldemort foi ressuscitado. A Ordem da Fênix foi formada outra vez por Dumbledore, e em meu quinto ano Sirius foi morto em uma batalha no Ministério da Magia. No último ano, Dumbledore morreu na mão de um de seus próprios professores em Hogwarts. Então, sim, eu estava deitado em minha cama na casa dos meus parentes trouxas na primeira noite do verão desejando que eu tivesse alguém na vida a quem pedir ajuda.

Houve um silêncio curto, antes de Sirius dizer:

-Como podemos ter certeza de que você está contando a verdade?

Teimosos e estúpidos grifinórios! Alguma coisa na cabeça de Harry pareceu estourar, e ele virou-se para seu padrinho.

-Vou lhe contar como você pode ter certeza de que é verdade. As horcruxes? Lupin soube sobre elas de mim, porque Dumbledore me contou todas as teorias deles no último ano da escola. Ninguém teria pego o diário se não fosse por mim, abrindo a Câmara Secreta para recuperá-lo, uma vez que Gina o deixou lá antes que Lúcio Malfoy a arrastasse até Azkaban...

-Lúcio Malfoy fez o quê? – Gina exclamou.

Harry a ignorou, olhando para seu padrinho direto nos olhos.

-Eu prometo a você, Sirius, não estou mentindo. Eu lhe daria mil galeões se pudesse lhe contar coisas que eu não saberia se não tivesse vindo de uma realidade diferente.

Sirius encontrou seu olhar por um longo momento, e então assentiu com dificuldade. Harry sentiu um imenso alívio inundando seu corpo. Tudo o que ele queria era tomar um banho quente, comer algo decente para variar, e se afundar em uma cama... Esqueça isso. Tudo o que ele queria era uma cama e dormir, pacificamente, sem dementadores e seus pesadelos e memórias tristes perturbando-o a noite toda...

Mas ele ainda tinha mais uma pessoa a quem se dirigir. Ele voltou-se para a garota de cabelos vermelhos no sofá atrás dele.

-Gina...

Mas ela instantaneamente estava fora da poltrona e ao seu lado, apertando gentilmente sua manga.

-Acho que entendo, Harry, mas isso não é importante agora. Sente, você está como um inferno.

-Obrigado! – mas ele permitiu que ela o guiasse até a poltrona onde ele caiu agradecidamente contra as almofadas.

-É verdade – Régulo disse repentinamente. – Você precisa descansar...

-Não – Sirius interrompeu friamente. – Não até eu saber a história toda. Começando do começo.

Régulo protestou, mas Harry assentiu cansadamente.

-Eu devo isso a você – ele admitiu, sentindo-se triste. – Sinto muito por não ter lhe contado a verdade – eu pensei que você ou qualquer outro não acreditaria em mim.

-Você podia pelo menos ter tentado, Harry – censurou Sirius.

Harry riu sem alegria.

-E vocês não teriam me trancado no St. Mungus o ano inteiro? Eu acho que não. Me alcance outra poção fortalecedora.

Ignorando as precauções de Régulo, Sirius alcançou outro frasco.

-E uma para mim. – Gina arrematou.

-Mas... – Harry começou, mas Gina lançou-lhe um olhar que lhe disse claramente o que ela pensava de ser mandada para a cama em um momento como esse. Sem outra palavra, ela roubou o frasco de sua mão e o tomou.

-Agora você precisa de outra para você – ela disse complacentemente.

Harry achou que talvez Régulo tivesse ensaiado um sorriso quando ele alcançou a outra poção. Era bom que eles tivessem várias no estoque. Sirius puxou duas cadeiras, uma para ele mesmo e outra para seu irmão, e, com um suspiro profundo, Harry começou sua história.

Foi mais uma hora até que Sirius estivesse finalmente satisfeito. Harry contou a ele praticamente tudo que ele podia lembrar da outra realidade, e então respondeu dúzias de questões a respeito das horcruxes, de Voldemort, da profecia, da lealdade de partes específicas. A única coisa que o manteve prosseguindo era Gina, quente e encorajadora ao seu lado, ocasionalmente interrompendo para dar suas próprias versões das histórias de Harry. Lupin falou também, por uma vez, mas ele ainda parecia como se estivesse em choque devido às notícias sísmicas e permanecia em silêncio a maior parte do tempo.

Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, Sirius recostou-se para trás e assentiu, satisfeito.

Harry soltou o fôlego em alívio, suprimindo um bocejo enquanto escorregava um pouco no sofá. Gina deu um pequeno suspiro e descansou a cabeça no ombro dele. Ele sabia que ela também estava muito cansada. Era como se o efeito da poção estivesse passando neles...

-Hora de dormir, eu acho – Sirius decidiu, olhando para os dois adolescentes exaustos. – Harry, há poção extra na mesa aqui, se você achar que precisa de mais. Há um chuveiro lá em cima que você pode usar, e eu fiz a cama no seu quarto... – ele pausou, deu uma risada em forma de latido, então disse: - Eu esqueci. Você nunca dormiu aqui antes, dormiu? Bem, você tem seu próprio quarto. Segundo andar, terceira porta à direita. O próximo é o de Gina, mas eu provavelmente não devia ter lhe dito isso…

-Sirius, você está dizendo asneiras... – Harry lembrou-lhe, dando um sorriso pequeno, apesar da sua enxaqueca colossal. Ao seu lado, Gina dava risadinhas em seu ombro.

-Certo – seu padrinho pareceu um pouco embaraçado.

Então veio um som alto de batida da cozinha. Régulo olhou para seu relógio de bolso, então suspirou. – É o Profeta Diário. Eles entregam às seis horas exatas. – ele ergueu-se e deixou a sala.

-De qualquer forma – Sirius continuou. – Se há algo que eu possa fazer por vocês...

Naquele momento, o estômago de Harry emitiu um ronco particularmente alto.

-Comida? – perguntou Harry esperançosamente.

Sirius riu, uma risada honesta desta vez.

-Nós temos restos, nada de espetacular. Nenhum de nós é um grande cozinheiro, na verdade. Nós vivemos de sanduíches, soda e batatinhas fritas, geralmente.

-Eu estou faminto o suficiente para comer um hipogrifo – Harry confessou.

-Bem, então teremos que consertar esse problema – Sirius disse bondosamente, erguendo-se da cadeira.

-Nós temos problemas maiores que o estômago de Harry – Régulo subitamente apareceu pela porta. Ele entrou a passos largos na sala, seu rosto sombrio. Havia linhas em torno de seus olhos que Harry tinha certeza que não estavam ali antes, e sua boca estava apertada.

-O que foi?

Em resposta à pergunta de Sirius, Régulo segurou o Profeta Diário. Harry apertou seus olhos para ver, mas ele captou um vislumbre da manchete, e seu coração afundou em seu estômago.

-Meu bom Merlin – Gina suspirou, seu rosto mortalmente pálido.

A capa estava quase completamente coberta com três fotos. A primeira, era uma grande imagem da Gina do primeiro ano de escola, seu cabelo caindo desarrumado sobre seu rosto, seus olhos grandes e assustados. A fotografia deveria ter sido tirada pouco antes de ela ser levada para Azkaban, mas depois que ela fora descoberta abrindo a Câmara. A segunda foto era de Sirius, vestindo roupas de festa e sorrindo charmosamente. Parecia que alguém fora cortado da foto, porque o braço de Sirius parecia estar em volta de alguém invisível. Mas a terceira foto foi como um soco no estômago de Harry. Era uma foto de si mesmo, vestindo o uniforme de quadribol e segurando sua vassoura. Talvez tivesse sido tirada depois que Grifinória vencera alguma partida particularmente notável...

As imagens tomavam quase todo o espaço da primeira página, mas não todo. Ainda havia espaço para a grande e brilhante legenda que corria junto às imagens. As palavras rolavam vagarosamente pela página, e Harry teve que olhar por um tempo para elas antes que apanhasse a notícia inteira: FUGA DE AZKABAN – SIRIUS BLACK E HARRY POTTER PROCURADOS POR CONSPIRAR E COMANDAR A FUGA DA ASSASSINA GINEVRA WEASLEY. RECOMPENSA: UM MILHÃO DE GALEÕES.

N.T.: Milhões, milhões de desculpas pela minha completa abdução alienígena. Mas a vida tá corrida aqui. Trabalho de manhã, cursinho pré-vestibular de tarde e aulas de noite, trabalho num grupo de proteção aos animais de rua todo sábado, só me sobra o domingo, e acreditem... em meu único dia livre não penso em ficar traduzindo. Mas estou! :)

A história começa a se diferenciar mesmo de OMCNOC a partir do próximo capítulo, como vocês puderam notar. Vou tentar traduzir mais depressa, prometo.O próximo capítulo é "Recuperação". Até lá!