OK, antes de mais nada, venho por este meio dar as minhas mais sinceras desculpas aos leitores que, tão atenciosamente, escreveram reviews para a minha fic. Eu sei o quão horrivel é estar a ler uma história e que o escritor, de repente, pare de postar. Lamento imenso, mas posso-vos garantir que a minha vida tem estado complicada para estas coisas. E além disso, tive, neste último mês, a desagradável suspeita de que alguém tem andado a usar o meu e-mail.

Ah, e quero muito particularmente apresentar os meus mais sinceros agradecimentos à Bia15, por ter insistido nesta fic. Este capítulo - embora não tenha tanto Itasaku quanto isso - é para ti!

Enfim, sem mais demoras, passemos ao capítulo

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Mas os deuses estavam decididamente contra ela. Porque no preciso momento em que se preparava para vestir o pijama, uma voz suave fez-lhe gelar o sangue nas veias:

- Feliz aniversário, Sakura.

Capítulo 3 - Vencida

As esmeraldas de Sakura abriram-se em choque enquanto esta observava, sem querer acreditar, o shinobi de longos cabelos negros, envergando um manto com nuvens vermelhas sobre um fundo negro. Olhos cor da noite focaram os dela.

- O… O S-sasuke-kun matou-te… - murmurou ela, dando um passo para trás.

O Uchiha desenhou um pequeno sorriso de canto (XD sim, meninas, aquele sorriso).

- Achas mesmo que o meu otouto me mataria assim? Eu prometi-te que te vinha buscar, Sakura… - a kunoichi piscou os olhos quando ele desapareceu, só para sentir uma respiração quente na parte de trás do seu pescoço e uma voz grave a sussurrar-lhe ao ouvido: - Flor de cerejeira… chegou a hora.

- Afasta-te de mim! – gritou ela, escapando-se dos braços do criminoso rank-S.

Ele não reagiu às emoções dela. Simplesmente começou a falar com toda a naturalidade:

- Eu não vim aqui apenas para te buscar, Sakura. Vim da parte do líder da Akatsuki.

- O líder? – Sakura não baixou a guarda, mas o que ele disse confundiu-a.

- O nosso líder deseja recrutar-te.

Olhos de esmeralda arregalaram-se.

- A mim?

- Tens de admitir que a tua fama não conhece limites. A aprendiz e protegida da Sannin Tsunade… que, segundo muitos dizem, já ultrapassaste… - a jovem viu, assustada, o rosto dele formar uma expressão agradada… de uma maneira que a assustou. – Superaste tudo o que eu podia esperar de ti… - admitiu, percorrendo o corpo dela com os olhos.

- Diz-me o que queres – pergunta estúpida. Nada mais difícil de adivinhar.

- Da parte da organização, levar-te para te juntares a nós.

- Nunca – cuspiu ela.

- E, da minha parte – continuou ele, sem parecer abalado pela reacção de Sakura -, cobrar-te uma promessa.

Se o sangue de Sakura já estava gelado, ao ouvir aquelas palavras a jovem congelou, para segundos depois se sentir incendiada. Tudo a inundou: medo, raiva, orgulho. Apertou o punho, não desejando mais do que espetá-lo na cara de Itachi.

- Se achas que me vais levar daqui com tanta facilidade, estás enganado. Eu de Konoha só saio à força.

- Já esperava isso. Achas que vim sozinho? Neste momento, membros da Akatsuki aguardam um sinal meu para atacar e levar o Jinchuuriki se a tua resposta for negativa – ai, que sorriso horrível! Cinismo, prazer malévolo. Metia medo. – Então… como vai ser, flor de cerejeira?

Uma Sakura assustada avaliou as suas hipóteses. Se aceitasse, iria juntar-se à Akatsuki e tornar-se uma criminosa rank-S procurada, desonrada. Nunca mais poderia voltar para Konoha, ou ver os seus amigos. Iria conviver com criminosos, viver com eles, e… submeter-se a um certo Uchiha que só aguardava uma oportunidade para a destruir.

Por outro lado, se não aceitasse, eles atacariam. Para além de a matarem, podiam magoar os seus amigos. Magoar Naruto. Oh Deus…

- Não é necessário magoarem o Naruto… - murmurou ela, pouco depois. – Eu vou.

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- Porque é que o atrasado mental do Uchiha está a demorar tanto tempo? – perguntou Deidara, mais para si do que para os outros.

- Desde que traga a kunoichi, o líder não vai reclamar – disse Kisame, com naturalidade.

- Eu seria mais rápido… - afirmou Zetsu.

- Tu tê-la-ias comido antes de lhe entregares a mensagem - disse Deidara, com um riso divertido.

- Ainda não jantei hoje… e tu estás mesmo à mão… - murmurou o homem-planta ameaçadoramente.

- Tu tens mãos?

- Parem com isso antes que eu decida matar-vos a ambos – interrompeu uma voz.

Itachi vinha a subir a colina até eles, deixando para trás uma Konoha banhada pelo final da noite. E não vinha sozinho.

"Ora, ora, alguém cresceu…" pensou Deidara, lembrando-se do breve encontro que tivera com Sakura anos antes. Estava mais crescida, o cabelo encontrava-se mais longo, ondulado nas pontas. Mais feminina. Mais bela.

- Então, a miúda sempre veio? – aquilo não era uma pergunta, era uma constatação de Kisame, que pegou na Samehada e a colocou ao ombro.

Ninguém disse palavra, enquanto Sakura, com as suas roupas de viajem e a mala ao ombro, percorria discretamente os olhos pelos quatro Akatsuki presentes. Estes abriram-se subitamente ao cair sobre o louro de olhos azuis.

- Tu não estavas morto?

- Quem disse que estava?

Kami-sama, qual era a daqueles Akatsuki? Será nunca mais morriam? Ou seria necessário matá-los sete vezes, como aos gatos?

- Vamos. Não temos mais nada a fazer aqui – disse Itachi.

Mas Sakura não obedeceu. Olhou para trás, para a sua amada Konoha, que nunca lhe parecera tão bela como nessa noite.

- Kunoichi – insistiu o Uchiha.

Sakura inspirou fundo, voltou as costas à aldeia onde nascera e crescera e seguiu os Akatsuki, sem nunca olhar para trás.

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- Aqui – indicou Itachi, levando-os a todos para uma pequena gruta, a milhas e milhas de Konoha.

Exausta, Sakura encostou-se a uma rocha e descansou. Tivera dificuldades em acompanhá-los (na verdade, eles tiveram de abrandar graças à kunoichi), não só por ser (ai, que raiva em admitir) mais lenta do que eles, mas também porque passara a noite anterior a dançar e não descansara.

- Vou avisar o líder que temos a Kunoichi – ouviu dizer a planta, antes de adormecer.

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Quando Sakura voltou a abrir os olhos, sentiu que estava sobre qualquer coisa suave demais para ser pedra. Olhando para baixo, percebeu que tinha sido deitada sobre… uma cama?

Levantando-se bruscamente, olhou em volta para perceber que estava num quarto, provavelmente de hotel pelo aspecto impessoal.

E que este estava vazio.

"Graças a Deus", pensou. Não estava nada desejosa de ficar a sós com o Uchiha.

Agora que pensava nisso, ele não tentara nada com ela na presença dos seus camaradas. Na verdade, tratara-a com bastante indiferença durante a viagem.

… Claro! Ele dissera que também vinha da parte da Akatsuki! Provavelmente a organização nem tinha conhecimento do encontro deles!

Sakura sorriu interiormente. Aquilo podia ser o seu trunfo.

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- Kaede! – chamou Ino, ao avistar a kunoichi da Suna a passar em frente à sua loja.

- Bom dia, Ino – respondeu esta. Trocara a roupa de festa pela roupa normal de ninja: um top branco sob o colete/vestido preto a vinte centímetros do joelho, e botas ninja com um pouco de salto muito parecidas com as da médica de cabelos cor-de-rosa. Aliás, usava, como ela, o forehead-protector da Suna como uma fita.

- Kaede, o que é que te deu?

- O quê?

- Ontem na festa. Estavas a dançar agarrada ao Sasuke. Na festa da Sakura, Kaede…

- Eu sei.

- Foi muita falta de tacto da tua parte, e-

- Olha, Ino, tu não és ninguém para me dar lições de moral – cortou a shinobi da Suna, irritada com o tom de acusação da loura. – Eu sei muito bem o que fiz e com quem o fiz. Lamento se magoei a Sakura, mas ela nunca fez nada para se aproximar dele ou vice-versa.

- Tu sabes que ela gosta dele.

- Confesso que às vezes tenho as minhas dúvidas.

- E eu acho que sabes que agiste mal, arrependeste-te e agora estás a tentar amenizar a situação rebaixando os sentimentos dela.

- Eu não estou a rebaixar os sentimentos de ninguém, Ino, e não te admito que faças uma tal análise das minhas palavras! – o brilho azul de um par de olhos amedrontou o outro par. – Se esta situação causar problemas, quem tem de os resolver sou eu, a Sakura e o Sasuke, mais ninguém. Mas eu não tenho por costume meter-me em situações das quais penso me vir a arrepender. E eu não me arrependo do que fiz, porque eu não fiz nada de mal. E agora deixa-me em paz, porque eu não tenho de dar justificações da minha vida a ninguém.

Ino ia dizer mais qualquer coisa, quando uma enfermeira apareceu:

- Ino-san, por acaso sabe alguma coisa sobre o paradeiro da Sakura-san?

- Não. Ela não entrava no hospital às dez?

- Devia ter entrado. Como não apareceu, fui a casa dela, e ela não está lá.

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Definitivamente, Tsunade não estava a ter um bom dia. Primeiro, acordou de ressaca, graças às bebidas que gamara na festa de Sakura. Segundo, a sua dor de cabeça só piorara ao ver o grande monte de papéis que tinha para ler.

E terceiro: tinham-na vindo informar que a sua protegida tinha desaparecido.

Na verdade, agora que inspeccionava o seu apartamento, podia tirar uma data de conclusões rápidas: não havia indícios de assalto, ou rapto, ou de que Sakura saíra contra a sua vontade. Faltavam roupas, a sua mala de viagem, armas, equipamento médico… De facto, parecia que ela tinha saido para uma missão.

A Godaime passou a mão pelo vestido que ela usara na noite anterior, pendurado num cabide. Ainda cheirava a alcool. A fumo. A diversão.

A Sakura.

- Recapitulem – ordenou, enquanto massajava a testa. Raios, não havia tempo para a maldita dor de cabeça!

- Hokage-sama – informou Izumo. – Até agora, nenhum dos esquadrões destacados encontraram vestígios da presença de Sakura-san na aldeia ou num raio de 15 quilómetros.

A Hokage demorou a responder.

- Quero uma equipa de peritos aqui – ordenou, sabendo que Shizune ouvia. E, dando meia volta, voltou à torre.

Fosse como fosse, Sakura seria encontrada.

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- COMO ASSIM, A SAKURA-CHAN DESAPARECEU????

- Naruto! - avisou a Godaime, erguendo-se da sua secretária. – Não vou tolerar esse tipo de comportamento no meu escritório! – avisou.

De algum modo, Naruto controlou-se (talvez a mão de Kakashi no seu ombro tenha ajudado), mas não se acalmou.

- Temos de ir buscá-la! – exclamou.

- Não – respondeu a Godaime. – Estás proibido de sair da aldeia, até ordens contrárias.

- O QUÊ?!

- EU JÁ DISSE QUE QUERO POUCO BARULHO NO MEU ESCRITÓRIO! – berrou Tsunade em resposta. Exausta devido ao cansaço e preocupação, recostou-se na sua cadeira, massajando a testa, e continuou: - Não há indícios de luta, ou da presença de Sakura para lá dos limites da aldeia. Parece que ela simplesmente saiu…

- Não acredito – afirmou Naruto, convicto.

- Nem eu – concorcou a Godaime. – Mas não posso fazer mais nada. Foi destacada uma equipa ANBU para a procurar, mas se não encontrarem coisa alguma terei de a declarar como "desaparecida"…

"Desaparecida", pensou Naruto. Não…

- Eu vou matar o teme! – exclamou, decidido.

- Uchiha Sasuke? – Tsunade semicerrou os olhos. Que tinha o Uchiha a ver com aquilo? – O que é que se passa?

- Ele foi um idiota! – acusou Naruto, inflamado. – Ontem, na festa da Sakura-chan, estava a atirar-se à Kaede à força toda!

- A embaixatriz da Suna? – a Hokage ergueu uma sobrancelha, surpreendida. A lindissima prima do Kazekage sempre lhe parecera uma rapariga ajuizada e cheia de dignidade e força, tanto física como espiritual.

Mas, por outro lado, fazia bastante sentido. Ela era exactamente o tipo de rapariga que alguém como o Uchiha precisava – alguém que não se deixava dominar pelos encantos dele, que saberia confrontá-lo quando necessário e amá-lo tanto quanto possível. De certa maneira, surpreendia-a que nunca se tivesse apercebido que o Uchiha se sentia inclinado na direcção dela… e de que os dois eram estranhamente apropriados um para o outro.

No entanto, este novo raciocínio foi suplantado pela memória do doce amor que Sakura nutria por Sasuke. E ela era a sua aluna, em quem ela pensava como uma mãe pensa na sua filha primogénita – que se ama tanto como os outros, mas que é a primeira. E só há um primeiro.

E o Uchiha ia ouvi-las. Com Kaede ou sem Kaede – e ela nada tinha a ver com o comportamento de uma kunoichi de outra aldeia quando não estava no cumprimento do dever -, o jovem estava a pouco de levar a maior descasca da vida dele.

- Naruto, volta para casa. Não tens mais nada a fazer aqui – ordenou. – Shizune, convoca Uchiha Sasuke ao meu gabinete.

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- Hei, cabeça cor-de-rosa – chamou Deidara, acordando Sakura do seu estado de espirito ausente. – Acorda. Estamos quase a chegar.

Sakura piscou os olhos verdes e, no momento seguinte, o grupo parou em frente a um rio de leito vasto.

Sem dificuldade, os shinobis caminharam sobre as águas em direcção a uma cascata, a qual atravessaram.

Limpando as gotas de chuva do rosto, Sakura fitou a enorme pedra com o selo, e quase ficou com uma gota.

"Não podiam ser mais originais?", pensou. "Só faltava dizerem 'Abre-te, Sésamo'…" A localização óbvia… Será que o objectivo era gozar na cara dos esquadrões que perseguiam a Akatsuki?

Como era previsível, Itachi fez um selo e o pedregulho afastou-se pesada e obedientemente, e os quatro Akatsuki e a sua "convidada" entraram num dos seus muitos esconderijos. Sakura sentia-se cada vez mais apreensiva e desgostosa.

Estava na Akatsuki.

- Deidara – chamou Itachi, mal a pedra voltou a barrar o caminho aos visitantes indesejados. – Avisa o líder que chegámos ao esconderijo. Em breve, alcançaremos o Som.

- Quem é que te nomeou o líder? – quis saber o louro. Itachi não mudou um traço da sua expressão. – Tsc, ok, ok…

- Kunoichi, segue-me – ordenou o Uchiha de seguida.

Sakura engoliu em seco. Itachi queria que ela o seguisse? Para onde? E com que fim?

"Mantém a calma", pensava, ao mesmo tempo que se arrastava atrás do Uchiha pelos corredores mal iluminados. "Inspira, expira… Inspira, expira… Se ele te tentar fazer alguma coisa, grita".

"Ou dá-lhe um chuto na parte do corpo da qual ele mais se orgulha!" sugeriu a Inner Sakura, para se corrigir rapidamente a si própria: "Espera, não!"

"Decide-te"

"Se o magoares nessa parte, ele depois fica inutilizável"

"Vai à merda, Inner"

"Depois de ti, queriducha"

A discussão foi dada por terminada quando, após muitas portas, Itachi abriu uma, indicando-lhe, com um gesto seco, que devia entrar primeiro.

"A cova do inferno", pensou Sakura.

Na verdade, era apenas um quarto, com uma cama quase pequena demais para um casal, mas com bastante espaço para uma pessoa, uma mesa de cabeceira com um pequeno candeeiro, um armário, uma secretária, e uma porta, que Sakura esperava ser o acesso a uma casa de banho privada.

O seu corpo tremeu de alto a baixo quando sentiu a porta a fechar-se atrás de si e uma aura negra a aproximar-se por trás. Um par de mãos deslizaram das costas pela cintura, até às coxas, e ela tentou escapar-se, apenas para se ver puxada para trás.

- Sabias que ficaste duas vezes mais bonita do que eu esperava? – elogiou ele em voz baixa, mesmo atrás do ouvido.

Sakura prendeu a respiração, ao sentir uma das mãos dele a subir na direcção do zíper da blusa, enquanto a outra permanecia na coxa, agarrando-a firmemente.

Aos poucos, o zíper deslizou quase até ao fim, e Itachi levantou o top preto que ela usava por baixo. A kunoichi começava já a entrar em pânico, e não ficou melhor quando o ouviu dizer:

- Não te preocupes, Sakura. Temos muito tempo para pôr a "conversa" em dia…

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... Eu sei. Vocês devem estar a deitar fumo pelas orelhas, do tipo "Quem é que esta gajita de merda pensa que é, caralho, que nos deixa espera de um capítulo durante meses e depois aparece aqui com uma merdita destas e espera continuar viva e a respirar?!!"... Hehehe *riso nervoso... Minna-san, eu ainda sou nova! ^^' (Tenta desesperadamente salvar o pescoço) Em breve haverá hentai, prometo! Não desesperem! Ah, e, já agora, podiam dizer o que acham da minha OC, a Kaede? Arigatou! Até à próxima!