Deidara estava em seu quarto, amarrado na manga de Sasori, chorando. Sasori estava sentado na cama com Deidara jogado em seu colo. Não fazia nem falava nada, apenas passava as mãos pelo cabelo liso de Deidara, numa tentativa inútil de acalmá-lo,

" não.. não deixa que me levem Sasori-danna! Por favor!

Na parte baixa da residência akatsuki, os akatsukis estavam sentados, apenas o líder Pain andava de um lado para outro preocupado. Um seqüestro? Aquilo, sem dúvida era novidade. Custava-se acreditar na manchete do jornal que circulava por todo o mundo ninja:

MENINO DE IWA SEQUESTRADO PELA AKATSUKI

SATOSHI DEIDARA-SAN, DESAPARECIDO HÁ QUATRO ANOS, FOI VISTO RECENTEMENTE AO LADO DO QUE FOI IDENTIFICADO COMO SENDO DOIS CRIMINOSOS DA ORGANIZAÇÃO CONHECIDA COMO AKATSUKI. A VILA DE IWAGAKURE NO SATO FAZ UM APELO VIOLENTO AOS ANBUS, PARA QUE TRAGAM DE VOLTA SATOSHI-KUN.

ALGUMAS HORAS ANTES, NO TERRITÓRIO AKATSUKI.

"se prepare, eu vou furar"

"arghh..."

"prontinho, mais uma ampola da medula espinhal"

" arghh- deidara continuava resmungando enquanto colocava a roupa- mesmo que já tenha se tronado uma rotina, não consigo me acostumar com isso."

" isso é por que você cresceu um pouco."

"hunf. Grande crescimento un."

"ora você já esta da minha altura!"

"sasori – danna, quando você congelou seu corpo na marionete, tinha quatorze anos. Eu tenho dezesseis e só agora fiquei da sua altura! Isso é preocupante!"

" sem escândalo."

"Deidara, venha ate aqui." Chamou o líder Pain da parte de baixo do covil.

"hein? Agora de manhã? O que pode ser?"

Deidara foi até ele, sentando-se em seu escritório.

O ,líder começou, amavelmente:

" deidara, surgiu uma situação, e acho melhor você voltar para sua casa em iwa. arrume suas coisas."

Deidara ficou horas sem sair de sue quarto. Sasori lhe dava comida, mas os pratos voltavam intocados.

Até que konan foi ate La falar com ele. Disse que não precisava ficar com raiva, mas que era bom ele descer. O líder tinha uma notícia.

Deidara desceu para falar com pain, desta vez na sala de reuniões.

Foi apresentado a deidara o jornal com ultimas noticias. Pediram que lesse o jornal. Deidara leu toda a reportagem, ate que entrou em um tipo de estado de choque quando no ultimo parágrafo. Eram palavras de sua mãe a um dos entrevistadores:

" queremos muito que ele volte, ainda mais agora, que perdemos mais TRÊS membros da família."

Imediatamente, deidara olhou no obituário do jornal. Haviam reservado uma sessão para os desastres de iwa.

La estavam junto com os outros onze pessoas de iwa, seus avós e um de seus irmãos, pelas datas de nascimento e de morte, a mais nova deles.

" é...- deidara finalmente falou- agora é que eu não tenho mesmo motivos para voltar a iwa. Minha mãe não da mesmo sorte com seus filhos,un."

" Deidara, quero que explique por que não quer voltar. O que tem nos eu passado?"

" esta família, os satoshi, são minha família. Eles são um tanto aparentados com o líder de iwa, o tsuchikage, cuja família suzumebachi tem estado do poder h[á anos. Logo pode-se dizer que minha família é de s]certa forma, uma nobreza. No entanto, a minha infância, que poderia ter sido maravilhosa, foi digamos que péssima. Em iwa, ocorre todo ano , nos meses de abril, maio junho e julho, ocorre uma enchente terrível. Em iwa existe apenas uma rio, e ele não suporta a quantidade de água que cai de uma vez só nas tempestades. Então a água do rio transborda, e os escoamentos da cidades não aquentam e o resultado são ruas alagadas. Em iwa, existe a superstição de que, quem nasce na época de tempestade, ou é um sinal de raiva dos deuses contra família, ou um sinal de ma-sorte. Eu nasci em maio, o mês em que as tempestades são mais fortes que os outros meses. "

" meu pai trabalhava muito e fazia trabalhos fora da vila. Nunca estava em casa, e minha mãe acabou por arrumar um amante. Meu pai ficou sabendo através de um amigo da família, e ficou terrivelmente frustrado coma segunda gravidez d eminha mãe. Quando eu nasci o fato de eu ter nascido no mês de tempestade era para meu pai u7m sinal que os deuses estavam insatisfeitos com a familia, devido ao adultério de minha mãe. Também estranhou o azul dos meus olhos serem um pouco diferentes do resto da família, o que contribuiu para que eu fosse visto com maus olhos por ele, a ponto de- como eu soube depois por um tio- ele querer me matar na hora do meu nascimento. Minha vida foi estragada sem ter nem começado direito. Com a rejeição dentro da minha casa, tentava agradar a meu pai, que nunca me dirigia palavra, e minha mãe, como que pagando pelo erro, consentia com isso e também me ignorava. Fui praticamente criado pelos meus avos e um tio que era mais um irmão mais velho. Meus pais depois tiveram mais dois filhos, e fui, aos poucos sendo deixado de lado.

" bizarro, afinal seu único pecado foi ter nascido..." konan falou, pasmada.

" é eu sei un... Com nove anos, eu fui aceito como um chunnin da vila, e passei a trabalhar com meu tio, mas a conquista não me serviu de nada, pois algumas semanas depois minha irmã mais nova, que estava com três anos, foi pega por uma enchente que veio de surpresa e morreu afogada. Meu pai atribuiu aquilo tudo a mim. A raiva dele era tanta que ele não queria nem mesmo que eu me casasse: Depois da tragédia, ele praticamente obrigou meus avos e minha mãe a me entregarem para uma espécie de circulo de iwa que garante um poder imenso a seus integrantes, o poder de manusear explosivos e o conhecimento das armas mais fortes da vila, mas seus membros devem manter puros durante TODA a vida. Se o selo de pureza for quebrado, a capacidade de lidar com os explosivos se esvai..."

" que merda hein, ter que morrer virgem..." hidan interrompeu

"hunf... pois bem, antes de eu entrar para akatsuki, um dia peguei meu pai discutindo com minha mãe, e o ouvi jogar na cara dela que eu era filho ilegítimo. Então me tranquei no meu quarto , e só sai quando fiquei sabendo pelo meu tio que minha mãe q]guardava as cartas para o tal amante. Quando a li as correspondência, muitas delas cartas que foram mandadas de volta, recebi outra bomba. O filho do tal amante não era eu. Era meu irmãozinho, daisuke, que na época estava com oito anos. Chocado, queimei as cartas, guardei uma comigo e sai com meu tio. Ele me ensinou umas técnicas novas, e me convenceu de que, quando tivesse idade, que saísse da vila junto com ele. Não valia a pena passar por tudo aquilo. Minha vida deu uma reviravolta total quando fomos atacados, eu e meu tio, por uns ninjas de uma vila que eu não reconheci. Eram mais de vinte. Eles mataram meu tio, mas eu consegui fugir. Mesmo assim , me pegaram no caminho. Descobri que eles eram de alguma religião e queria me sacrificar em um templo. Eu nunca tive que matar antes, e precisei fazê-lo para sobreviver. E não achei isso ruim."

"foi por isso que você não voltou?"

"também. Eu fiquei um bom tempo atordoado, depois disso tudo, era muita coisa de uma só vez. Então, eu decidi procurar o amante da minha mãe."

"por que, por que se torturar tanto?"

" por que eu queria saber se valia a pena tudo aquilo. Queria saber se o segredo da minha família era mesmo tão sujo, que devia ser escondido do meu irmão. Quando cheguei no vilarejo onde o sujeito morava, encontrei algo que não sei se era humano. Um bêbado, horroroso, sujo, maltrapilho. Ele estava em uma esquina, pedindo dinheiro para bebida. Depois disso tive certeza que não precisava voltar. Meu irmão não tinha cabeça para aquentar uma verdade como aquela. E então eu coloquei um clone de argila no lugar onde iriam me matar, e desapareci, foi quando você me acharam."

" eletrizante, mas tem certeza de que não quer voltar?"

"tenho. Acho que é mais por que não tenho coragem. Quando eu fugi, minha mãe estava esperando um bebe. Quando estava chegando a época dele nascer, me perguntei se minha ame não tinha tido uma gravidez ruim, pelo choque. Ao que parece, minha irmã nasceu, mas foi ela quê se afogou desta vez. 'Emi'... é um... belo nome umn"

" quer dizer que com você, sua mãe perdeu três filhos?"

" é. Se estivéssemos todos lá, seriam seis filhos. Tomoe, Deidara, Daisuke, Kin e Emi. Filhos de Ann e Hiroito Satoshi. Que família adorável, un. Apesar de que é comum morrerem crianças em iwa no mês de tempestade. Por isso as famílias são sempre muito grandes, muitos filhos."

" é mais um motivo para você voltar. Não precisa ficar simplesmente, vá ver sua família. Depois de perder mais um filho, com certeza sua mãe vai ficar feliz em pelo menos, saber que você esta vivo." – pain prosseguiu – "e quiser, dois de nos podem ir com você"

Deidara não falou nada, até que konan e sasori se levantaram. Saíram na manha seguinte.

Quando chegaram em iwa, foram até uma senhora em uma praça. Ele não reconheceu deidara. Eles se apresentam como sendo parentes distantes dos satoshi, e vieram para ver o velamento de Emi e dos anciões. A senhora os recebeu em sua casa com uma xícaras de chá quente. Depois falou um pouco sobre o satoshi.

" a pobre ann... esta menina casou-se tão jovem. E recebeu tantos golpes. Mas provavelmente o pior foi o de satoshi-kun. O menino era incrível, inteligente, bonito, nunca ninguém entendeu a rejeição que ele sofria. Ainda me lembro dele andando por ai, encarapitado nos ombros do tio dele, o Seiji-san. Foi um choque quando encontram o corpo do seiji na clareira e o corpo de deidara em um templo. Comprovou-se depois que não era o corpo de verdade, mas ainda assim... a gravidez de Emi jou-san foi tão difícil..."

"bom senhora, acho melhor irmos ao funeral."

"eu não irei, vou receber uns netos hoje un." A snehora respondeu sorrindo.- vão embora ainda hoje?"

"sim"

"façam boa viagem un."

No funeral, estava lotado de gente. Se aproximaram pelas laterais para vera foto sobre o tumulo. Enquanto o corpo era cremado, deidara apontou sal família. E tambem um senhor alto, cercado por ANBUS.

"aquele ali é meu tio-avô, o tsuchikage."

Quando o funeral se dispersou, ficou somente a família satoshi com as cinzas. Quando se viraram para ir embora viram deidara com sasori e konan.

O coração de ann parou. Durante segundos que pareceram uma eternidade. Eles ficaram parados, se observando. Quando ann esboçou um movimento. Konan, como que por instinto, abraçou deidara. Deidara fez sinal par se se aproximou dele.

O tapa estalou com força, marcando os dedos de ann no rosto de deidara. Ela então o abraçou chorando. Deidara custou para abraçá-la de volta.

" dei-chan! " – falou entre lagrimas.

Ann fez sinal de que queria falar com deidara a sós. Se afastou alguns metros com o filho.

"dei-chan. Quem são aquelas, pessoas? eles te seqüestraram? Maltrataram você? Vieram te devolver?"

"mãe. Eles são meus amigos. E me forçaram avir, dpeois da notícia de Emi. EU FUGI POR QUE QUIS.

"..."

" MÃE E EU NAÕ VOU FICAR."

"POR QUE? POR QUE VOCÊ NOS ODEIA? É ISSO?"

"mãe... os akatsukis não me seqüestraram. Não exatamente. Eu SOU um akatsuki. E estou bem."

" por que?"

"por que pela primeira vez sinto que alguém realmente,s e orgulha de mim com sinceridade. E não tem vergonha de demonstrar."

"filho..."

"é algo que não sentia aqui. Algo que senti do meu tio. Depois que Le morreu. Estas pessoas me querem por perto. É um tipo diferente de carinho, entende?"

"você tem certeza? Se a verdade for revelada... tudo pode se ajeitar...."

" eu encontrei o Darani Ichiro-san."

" você o viu... sabe da verdade então."

" sim. Só revele-a a daisuke se for muito necessário. Darani não é ninguém que vai fazer falta na vida dele. Papai gosta Del afinal"

" sim.."

"seja forte. Mamãe." Deidara a abraçou uma ultima vez.

DeidarA Andou ate sue pai, e lhe entregou um envelope.

"não rasgue agora. Leia, e depois faça o que quiser. A vida é sua OTOU-SAN."

Deidara virou-se foi embora. Uma chuva rala, começou a cair.

-

No covil akatsuki, Hidan olhava a janela, pensando no que deidarA relatara. Kakuzu se aproximou.

" o que é isso, você não pé Pensar muito!"

" só estava lembrando do meu passado... acho que algo vai acordar em breve."

Em iwa, um raio cortou o céu. O tempo de tempestade voltara.

Um raio cortou o céu.

ARCO PRIMEIRO naraku no hana – FINAL.

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Yo minna-san! O arco de deidara ficou meio no vácuo? Fiquem tranqüilos, as historiaS vão voltar a se encontrarem no final. De um jeito louco mas vão.

Acho que podem ser notadas algumas semelhanças com SUNADOKEI. É que eu achei a história de shiika e Fuji muito tocante. E também transformei o 'um', de deidara em sotaque de iwa, assim como o 'visse', do nordeste e o –ken, em shimane.

Sacaram que agora vai ser o gancho para a história do hidan? É o que pretendo. Mas tenho alguns problemas, por que eu nunca trabalhei com o hidan, nãos ei nem para que lado vai. Também preciso de uma musica. Eu não tenho idéia do que colocar. Me ajudem...

Quem tiver alguma sugestão para mim, deixem na review ou no meu Orkut : 'Carolina heike mokona modoki.'

Ou então vão no perfil de 'shibahime uchiha', minha ne-chan, que o link do meu Orkut e da nossa comu esta La

( propaganda). Se forem me sugerir uma música, por favor, se for estrangeira, deixem também o site onde eu posso encontrar uma tradução ( pode ser em inglês ou espanhol, não tem problema.)

Kissus

DEIXEM REVIEWS OU SE EXPLODAM UN!