Capítulo 5 – O que o Basquete não faz?

Colocou a chave na fechadura e abriu a porta, enquanto tentava segurar, inutilmente, as três sacolas de compras em suas mãos, uma vez que Luna estava momentaneamente incapacitada desde o pedido indireto de Zabini.

- Gina, Blaise Zabini me chamou para ir com ele na festa! Você consegue acreditar? – disse, sonhadora, enquanto se jogava na cama.

- Seria meio sem noção não acreditar, já que eu presenciei a cena. E a propósito, EU tive que aceitar por você. – falou, trancando a porta, jogando as sacolas no chão e se jogando na cama ao lado da amiga.

- Você viu como os olhos dele brilhavam de expectativa e encanto? – "Talvez ela esteja descrevendo os próprios olhos, no momento", pensou a ruiva.

- Bom, Luna...eu não sei. Você que deve ter esse dom de ler o que as pessoas estão sentindo nos olhos. – e franziu o cenho. "Ou talvez ela esteja voltando à época sombria dos narguilés da vida dela...", pensou novamente, arregalando os olhos.

- Não, amiga. Não é um dom?

- É o quê, então? – e suspirou de alívio.

- É...é amor!

- Ai meu Deus. – disse, revirando os olhos.

- E o Blaise é tão perfeito...você viu, amiga? O cabelo preto dele jogado sensualmente pra trás, e aqueles olhos verdes penetrantes...

- Luna!

- Sim? – seus olhos até piscavam de tão sonhadores.

- Por favor...você não para de falar do Zabini desde que ele pediu pra ir com você na Festa de hoje. – e a loira suspirou ao ouvir isso de novo. – Vamos mudar de assunto, por favor? Eu estou feliz por você estar feliz e empolgada...mas...você entende?

- Claro, amiga. Então...vamos falar de Draco Malfoy!

- Ah não! Vamos, continue a falar do Zabini. – disse, enquanto tentava se levantar da cama, mas a amiga puxou seu braço e a forçou a continuar ali.

- Ele faz o estilo misterioso, amiga. Do tipo...que impressiona, surpreende. Na festa ele vai fazer alguma coisa, sinto isso! – tagarelava.

- Você agora tem o dom de sentir como as pessoas são? Meu Deus. Enfim, eu não teria tanta certeza. Bem, estamos falando do Malfoy, não é? Lógico que eu tenho me impressionado um pouco...ele não fez nenhuma intriga comigo desde que chegamos aqui. Claro que isso não faz nem duas horas...

- Aham... – e Luna ouvia tudo com um sorriso se abrindo de orelha a orelha. – Eu sei qual é o seu caso, Gina querida.

- Qual é o meu caso, Luna?

- Você... – e ficou de pé na cama. – está... – começou a pular. – apaixonada por Draco Malfoy!

- Ah, Luna! Não comece! – disse, enquanto puxava a perna da amiga e a fazia sentar. – Vamos dar uma olhada nessa suíte.

- Eu a achei simplesmente LINDA!

- Não é uma suíte. É uma casa! Olha, Luna. Temos frigoríficos, mesas, poltronas, TV, computador com Internet...

- ONDE? Preciso usar imediatamente! – e pulou e direção ao laptop.

- Qual é a da necessidade? – perguntou, com a sobrancelha arqueada.

- Bom, amiga. O Blaise disse que me mandaria um e-mail assim que voltasse para o quarto. E ele já estava voltando para o quarto naquela hora que ele me pediu para ir com ele na festa. Ele estava mesmo lindo e...

- E QUANDO ele te disse isso? – perguntou, impedindo que ela recomeçasse o ritual de vangloriação de Blaise Zabini. – Até onde eu vi, e a senhorita esteve o tempo todo comigo, você não conseguiu trocar nenhuma palavra diretamente com ele, a não ser "Ainda não, Blaise".

- Gina. – e fez uma cara do tipo "Oi pessoa fora de órbita, se liga!", enquanto puxava o celular do bolso e o abria. – Celular, querida. Deve ser a paixão tomando o seu corpo...

- Ah, me poupe!

- Hm, orgulhosa demais para admitir.

- Chega, Luna. Vá dormir. Você precisa.

- Talvez eu deva mesmo. Não consegui dormir ontem à noite...

- Por que? – a ruiva franziu o cenho.

- Porque eu estava pensando no quanto o Blaise é lindo...e é mesmo, certo Gina?!

- Ah, desisto. Vou trocar de roupa. – e correu até as suas malas, que o guia do Cruzeiro já havia enviado anteriormente.

- E posso saber para onde a senhorita vai?

- Jogar basquete, lógico.

- Ah, não. Estamos aqui para fugir um pouco do basquete, Gina.

- Eu sei. Mas eu gosto do esporte. E estou com vontade de praticá-lo agora. – disse, dando um meio sorriso torto para a amiga e já correndo para o banheiro a fim de se trocar.

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- Ei, Draco! Para onde você pensa que vai?

- Blaise...por um momento você foi estranhamente...autoritário sobre mim. Só pra te lembrar que você não é a minha mãe. – e balançou a cabeça em gesto de reprovação.

- Mas eu adoraria ser! Ver você de cuequinha e ser esposa do seu pai...

- Não me diga que a minha mãe é esposa do meu pai, Blaise! – disse o Loiro, fingindo espanto.

- Não quis dizer isso, Draco. E sim que eu adoraria ser. Seu pai é um cara tão sexy!

- Cara...isso foi péssimo. Estou com náuseas. Vou jogar basquete pra ver se esqueço isso. – já estava com os costumeiros tênis de basquete, a bermuda e a blusa sem mangas.

- Volte aqui e me dê um beijinho, menino! – mandou o moreno, gargalhando, antes que Malfoy batesse a porta com toda a força.

- Vai ser maravilhoso ver o tapado mor com a maluca mor. Quero ver onde isso vai dar. Isso se der em alguma coisa. – sussurrou o loiro, para si mesmo.

- Olá, Malfoy! – disse Romilda Vane, uma das grifinórias.

- Oi, Vane. – e seguiu adianta, deixando a menina de olhos arregalados para trás.

Subiu os lances de escada e logo estava no convés. Rumou em direção às quadras poliesportivas e distinguiu cabelos ruivos e compridos esvoaçarem com o vento. Não precisou nem pensar quem era.

- Mas que droga! – disse a garota, enquanto fazia o mesmo trajeto pela décima vez.

Se distanciava do aro e vinha correndo enquanto quicava a bola de basquete ao seu lado, até que, num determinado ponto, ela pulava e tentava encostar no aro, como sempre fazia nos pontos marcados na escola.

- Não...alcanço! – disse, com demasiado esforço, antes de sentar no chão e deixar a bola rolar pela quadra, que parou aos pés de Malfoy.

A ruiva deixou-se deitar na quadra enquanto tentava buscar ar, quase inutilmente. O sol batia forte em seu rosto, e ela assustou-se ao ver a sombra repentina sobre si. Abriu os olhos e deparou-se com um Malfoy a olhando com uma sobrancelha erguida.

- Pequena demais. – disse, em reprovação.

- Ah, cale a boca. – respondeu, fazendo beicinho e cruzando os braços.

- E criança demais! – ele riu.

- Ah, Malfoy. Poupe-me.

- Tudo bem já parei. – e estendeu a mão em sua direção.

- O que é isso? – perguntou a ruiva, dando de ombros.

- Um braço. Prazer, braço do Draco Malfoy.

- Não, mongol. Não quis dizer isso...

- Tá, não precisa explicar. Estou te ajudando a levantar. Pode ser menos mal-educada e aceitar de bom grado?

- OK, qual você bebeu?

- Vamos logo com isso, Weasley. – ele a apressou. Gina segurou sua mão e ergueu-se.

- Acho que é porque o seu namorado não está perto de você. Deve te fazer mal de alguma forma...

- Eu não mereço isso. – falou, fazendo movimentos negativos com a cabeça. – Vou te ensinar como faz, tá Mini-Weasley?

- "Mini-Weasley". – o remendou. – E não vale, Malfoy. Você é bem mais alto... – mas o garoto já havia feito o trajeto que a garota havia feito alguns minutos atrás e afundado a bola na cesta.

- Isso é uma vantagem. Ou talvez eu seja bom mesmo. – ele sorriu.

- Com certeza, não. Até eu conseguiria, - falou, se aproximando da cesta - mas esse aro é... – e pulava para alcançá-lo - alto...demais!

- Então, caro Gênio, talvez você devesse usar a quadra ao lado. – e apontou. – Aquela quadra é para as meninas. Tem o aro mais baixo, a rede de vôlei também fica mais baixa, quando é colocada...

- Blá blá blá. Eu já entendi. – e rumou para a quadra ao lado. – E eu jogo melhor que você. Agora que o aro está... – disse, enquanto saltava e encostava no aro. – na faixa do meu pulo.

- Ah, você acha? – perguntou, desafiador, se aproximando da ruiva.

- Tenho certeza, Sr. Bonzão. – respondeu, numa aproximação perigosa.

- Então vamos jogar. – sorriu o loiro, em desafio.

- Melhor de dez.

- Perfeito. Comece com a bola. Mesmo com essa vantagem, ainda vai perder feio. – e sorriu mais uma vez, ao passar a bola para as mãos de Gina.

- Se é o que você acha... – assim que pegou a bola, no canto esquerdo da quadra, acertou a cesta num arremesso equivalente a três pontos. Malfoy ficou ligeiramente surpreso.

- Passe pra mim. – e começou a adentrar na quadra, tentando se desviar da defesa de Gina, procurando alguma brecha entre seus braços. Assim que a achou, marcou dois pontos.

- Ainda estou na frente. – ameaçou a ruiva. Logo em seguida, marcou uma de dois, e Draco, uma de três.

Depois, seguiu-se várias marcações de dois pontos, estendo o jogo a pouco mais de meia hora, uma vez que a defesa dos dois era impecável, quanto mais o ataque. No final, estavam empatados com nove pontos cada, com alguns tropeços e tombos no caminho da conquista. Arfando, ambos decidiram parar por ali.

- Admito...que joga muito bem, Weasley. – falou Draco, apoiado nos joelhos.

- Admito que você também.

- Outro dia...quem sabe amanhã, não repetimos e fazemos um melhor de 20?

- Se é que sobreviveremos a um melhor de 20! – disse, sorrindo e fazendo o loiro rir também. Ele observou suas pernas brancas completamente de fora no short que usava. A blusa branca sem mangas e o costumeiro tênis de mola a faziam uma jogadora sensual de basquete.

- Ei. Sua perna está sangrando. – avisou, enquanto corria para ver de perto.

- Deve ser aquela hora que eu caí. – e suas maçãs coraram ligeiramente. – Nada demais. Faço um curativo quando chegar no quarto.

- Tem certeza que não precisa de ajuda?

- Claro, Malfoy. Mas obrigada. – disse.

- Nada. – e ficaram num silêncio desconfortável por alguns segundos.

- Estranho hoje.

- O quê? – perguntou, sentando-se ao lado da ruiva.

- Nos tratamos...como gente. Sem intrigas, ou apelidos ou xingamentos! – ela mesma riu.

- Bem incomum. Mas talvez...estivesse na hora de amadurecer.

- Tem razão. – e sorriu. Malfoy a observou por alguns instantes, pensando em como lhe diria o que estava prestes a dizer.

- Então...quer continuar esse tratamento incomum mais tarde? – perguntou, sugestivo.

- O que está insinuando com isso, Sr. Bonzão? – e deixou-se gargalhar.

- Quer ir na festa de hoje à noite comigo, Mini-Weasley?

- Hm. Seria...interessante. – ela disse, arqueando uma sobrancelha.

- Bom. – ele sorriu, olhando em seus olhos castanhos, penetrantes. – Nos vemos mais tarde. Ou antes, no almoço. Blaise com certeza irá chamar Lovegood para almoçar com ele. – falou, postando-se de pé e ajudando Gina a se levantar também.

- Vamos ver, né. Já são... – e ela buscou seu relógio de pulso. – Nossa, uma e meia da tarde! Deixei Luna dormindo no quarto. Vou acordá-la e pedir para que se encontre com Blaise em...ah, sei lá!

- É, deixe isso com eles.

- Nos vemos. – ela disse, acenando para ele, e mancando um pouco devido ao machucado na perna esquerda.

- Tem certeza que não quer ajuda? Vamos, eu vou com você até lá. Pode ser que caia de novo, Weasley Gênio! – e gargalhou.

- Sua doninha retardada! – e seguiu com ele até o corredor dos quartos, onde cada um entrou no seu.

O de Gina era o número dois, primeiro do corredor direito, feminino, e o de Draco o número nove, último do corredor esquerdo, masculino. Isto é, se não fosse o corredor que atravessava entre eles, estariam lado-a-lado. Como era mesmo na realidade.

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Viu?! Não demorei :D

Ah, espero que gostem desse. Eu ri muiito lendo esse capítulo xD

Respondendo à review:

Denii Brandon Malfoy: Ah, brigaada! *-* E eu vou postar com mais frequência também xD O próximo cap. pode sair amanhã (12/07), ou não. Mas não va demorar muito não! HAHAHAHA, O Blaise tá mesmo muito bobão! Mas seilá, eu acho que sempre vi o Blaise como um personagem muito louco, tipo...sem noção que nem a Luna, sabe?! xD TODOS adorariam estar num Cruzeiro desses, né?! Afinal: DRACO MALFOY SUPERGATÃO ESTÁ LÁ! O: HAHAHAH! Nem faala da Cho! HAUSHASAUSHAUSHAUSAUSAUHS :D

Até o próximo breve cap. gente! Beijão ;*