DISCLAIMER: Noops, estes personagens adoráveis não são meus... Mesmo pq, se fosse, a série não teria terminado!!! Eu não tenho retorno financeiro ao escrever estas histórias, mas doações sempre serão aceitas [hoho]!!!
Siim, eu sei q andei relapsa em relação aos posts, mas problemas de ordem maior [beeem maior, aliás!] me impediram!!! Por favor, me perdoem. Aqui está mais um capítulo para seu deleite! ENJOY!
Recapitulando os agradecimentos às reviews:
Nayara: Obrigada pelo elogio! Continue acompanhando e opinando hein? BjOs
Marguerrite: Perdão pelos micro-capítulos, mas qdo tu escreves á mão parece mais longo!!! O John não eh mau, ele era imaturo... A morte do Will fez ele crescer na marra! Aqui tem um capítulo comprido tah?? bjiNhos linda!
Luanaa: Folgada??? Nããão, 'magina... És sincera, mas jah expliquei o motivo dos "capitulinhos"! Aqui está a continuação tah? Espero q goste! bjOS floR!
Lady K: Lindaa! Pode usar o trecho em DDT [aleeáás, serah uma honra!!!]... Qto á maldade, isso eh relativo... Enquanto tu separa eles CRUELMENTE, eu os aproximo [ainda que por meios dolorosos... a Madge q o diga!]... Aproveita o capítulo tah??? bjOS lova!
PENÚLTIMO CAPÍTULO...
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Por que estava tão difícil respirar? E aquela claridade que lhe incomodava os olhos? Droga! Onde estava deitada? Lugarzinho desconfortável, certamente não era sua cama!
Devagar Marguerite abriu os olhos e deu de cara com o teto de lona da barraca sob a qual repousava, tentou sentar, mas uma dor lancinante no tórax a fez mudar de idéia. Sim, agora começava a se lembrar de tudo: os homens-macaco, a luta, o tiro e ...
- Roxton?- a voz lhe saiu mais fraca do que poderia supor, mas o caçador, que não saíra de perto dela um minuto, escutou.
- Oh, você acordou! Graças a Deus, Graças a Deus!- disse ele deixando o alívio transparecer em sua voz.- Não, não se mova ou o ferimento pode abrir.
Ela deitou a cabeça novamente e tentou respirar fundo, mas a dor fê-la apenas arquejar.
- Onde estão os outros?- perguntou a herdeira após algum tempo.
- Malone e Verônica foram atrás de algumas frutas, e Challenger foi buscar água num regato aqui perto.- respondeu o Lorde.
Era a muito custo que ele se continha para não abraçá-la e beijá-la, e depois sair gritando aos quatro ventos que sua amada estava viva, voltara para ele! A pele dela ainda estava assustadoramente pálida, mas só o fato daqueles olhos verdes o estarem fitando tão lucidamente já era bom demais para ser verdade.
- Você está me encarando como se eu fosse um fantasma Roxton.- brincou a morena.- Caso não tenha percebido, eu não morri... Pelo menos não dessa vez Lorde Roxton.- ela sorriu.- É, parece que terão de me agüentar por mais um tempo!
Apesar do tom jocoso com que ela dissera aquelas palavras, Roxton sentiu um terrível sentimento de culpa lhe oprimir o peito e engasgar sua voz.
- Marguerite eu quero pedir perdão à você.- começou ele.- Entenderei se nunca mais quiser sequer se aproximar de mim, mas por favor, entenda que tudo o que quis foi ajudá-la. Jamais a machucaria... Jamais! Oh Deus, você não sabe a culpa que sinto por...
- Shhh, eu só estava brincando John.- murmurou ela.- Você não tem que me pedir desculpas, eu sei que você queria me salvar, afinal aquele maldito homem-macaco estava me querendo como jantar. Sou eu quem deve agradecê-lo por estar sempre me protegendo.
- Protegendo? Eu sou um miserável!- disse, com raiva de si mesmo.- Um idiota que queria ajudá-la e quase a matou! Eu nunca me perdoaria se algo pior tivesse havido...
- Mas não aconteceu, não é?- ela fechou os olhos por um instante.- Além do mais, já passei por situações tão ruins quanto esta...
Naquele momento Ned, Verônica e Challenger retornaram ao acampamento e, vendo que Roxton estava debruçado sobre Marguerite, temeram que ela houvesse piorado.
- Roxton?- chamou timidamente a loira, se aproximando e sendo seguida pelos outros dois.- Tudo bem?
O caçador a encarou com os olhos brilhando.
- Ela está acordada!
Ao escutarem aquelas palavras os três se entreolharam, então chegaram-se ao leito da enferma.
Ela deu um sorriso fraco.
- Então resolveu permanecer no mundo dos vivos?- brincou Malone.- Bem vinda de volta Srta. Krux.
- Como você se sente?- inquiriu Challenger, pressuroso.
- Como se tivesse levado um tiro.- ela sorriu.- Digamos que só dói quando eu respiro... Sinto-me um pouco febril, mas nada de pior...
O cientista pediu licença aos demais para poder examinar melhor a herdeira. Muito a contragosto Roxton foi ajudar Malone e Verônica na preparação do café.
- Faz muito que ela acordou?- perguntou Verônica.
- Não, não muito.- apesar de estar radiante com a aparente recuperação acelerada, não queria muita conversa. Tudo aquilo havia despertado lembranças dolorosas demais.
- Você não parece estar muito a fim de conversas, pensei que a melhora de Marguerite o tivesse deixado feliz.- comentou Ned Malone.
- Você nem imagina o quanto estou feliz Malone, mas não estou muito afeito à conversas. Desculpe.
Com um gesto de cabeça que indicava que havia entendido, o jornalista se concentrou em conversar com a loirinha que tanto lhe era cara.
Quando os três já estavam comendo há algum tempo, Challenger se juntou à eles.
- Acho que algumas frutas farão bem à Marguerite.- começou ele.- Verônica, será que você pode cortar algumas e levá-las junto com um chá para ela?
A mulher assentiu e, quando começava a realizar a tarefa que lhe fora destinada, o caçador a interrompeu, tomando-lhe a fruta e a faca das mãos e dizendo que ele mesmo faria aquilo.
- Você tem que descansar John, passou a noite em claro cuidando dela.- ponderou George.- A Marguerite também é importante para nós e podemos cuidar dela enquanto voce descansa.
- Não me entenda mal Challenger, eu sei que vocês se importam com ela tanto quanto eu, mas eu preciso fazer isso. A culpa é minha que ela esteja ferida, é justo que eu cuide dela.
A lógica dele era irretocável, mas ali não era lugar para lógicas. Todos eram amigos e a solidariedade estava implícita em suas relações, porém todos compreenderam que Roxton precisava cuidar de Marguerite, precisava livrar-se daquela culpa que lhe tomava o ser. Mas o que todos eles ignoravam era que o Lorde tambem queria aplacar sua consciência em relação a um acontecimento muito anteiror àquele, um acontecimento que lhe pesava na alma há anos...
Depois de descascar e picar as frutas em cubos pequenos e encher um caneco com chá, Roxton se dirigiu até a herdeira. Ela dormia e, apesar de sabê-la viva, era assustador vê-la tão imóvel novamente. Mas, preso por suas apreensões e com pena de despertá-la do descanso, Roxton achou por bem deixá-la dorrmir um pouco mais.
Sentado ali, contemplando sua "Bela Adormecida", ele recomeçou a divagar, assaltado por aquelas lembranças que tanto lutava para apagar.
- Desculpe Lorde Roxton, mas ele está morto.- disse o Dr. Oxley, pesaroso.- Não havia possibilidades de salvá-lo.
Lorde Henry olhava a cena petrificado, seu filho mais velho, seu sucessor, jazia morto ao lado de uma fera e por culpa sua, somente sua, pois o brigara a tomar parte naquele safári estúpido.
Como um autômato, Henry deu algumas ordens em relação ao que fazer com o corpo do filho, então rumou para o acampamento silenciosamente, seguido pelo filho mais novo.
"Deus, o que foi que eu fiz?O que eu fiz?- pensava John horrorizado consigo mesmo.- Não posso ter matado meu irmão. Eu não queria, eu não... não... Oh Deus, me perdoe!!!"
No regresso à Londres e durante os funerais de irmão John não teve coragem de dirigir palavra alguma a seu pai. Via que o homem estava destroçado.
Em casa, ao encontrar sua mãe, sentiu-se profundamente envergonhado afinal já corriam boatos por toda Londres insinuando que o tiro fora proposital, que ele planejara matar o irmão para usurpar-lhe o título.
- Ele não teria coragem para isso Madame. John é um ótimo rapaz, tem um grande coração e jamais poderia cometer tal atrocidade.- dizia Harold, pajem e confidente de Elizabeth, desde antes dela se tornar Lady Roxton.- Eu o conheço desde que nasceu...
- Mas ele vivia implicando com William...- chorava a mulher.- Fico intranqüila só de cogitar tal possibilidade, mas John sempre teve seus ímpetos, suas fúrias... E se num momento de desatino ele cometesse tal ato?
Parado do lado de fora da sala íntima de sua mãe, John sentiu o chão sumir de sob seus pés. Então Lady Elizabeth, sua mãe, achava que ele seria capaz de matar seu irmão, aquele que carregava o mesmo sangue que o seu? Não podia ser verdade, qualquer um, qualquer um mesmo podia duvidar dele, menos ela!
Em seu atordoamento, o rapaz nem percebeu que fora visto e, quando Lady Roxton se apercebeu que o filho escutara seu desabafo e viu-lhe a face estupidificada, uma certeza inundou-lhe a alma: John jamais seria capaz de matar quem quer que fosse, menos ainda seu tão amado irmão! Pena que a percepção lhe ocorreu com um segundo de atraso e, quando aventou se explicar com o rapaz, ele saiu em disparada.
- Harold, o que foi que fiz?- disse a mulher, entre lágrimas, sem coragem para ir atrás do filho.
O escritório estava com as portas fechadas. Na verdade agora Lorde Roxton permanecia lá a maior parte do tempo, perdido com seus pensamentos. Não culpava o filho mais moço pelo ocorrido, o conhecia melhor do que ninguém e sabia que seu caráter, honrado e leal, nunca o levaria a cometer vil traição contra um dos seus. Porém era doloroso saber-se sem William, aquele a quem sempre vira como seu sucessor, independentemente do que diziam os demais.
- O senhor concorda com ela?- perguntou John, entrando de repente no escritório do pai.- O senhor também me vê como um assassino?
Aquelas palavras, finalmente verbalizadas em alto e bom som, deixaram Henry Roxton confuso.
- Do que você está falando John?
- Minha mãe me julga um assassino, diz que matei meu irmão num momento de desatino.- disse o rapaz moreno, com a voz embargada.- O senhor também pensa isso de mim?
O homem estava pasmo demais para dizer algo, afinal, em sua cabeça, era óbvio que John sabia que ele jamais o acusaria de tal crime. Mas ele esquecia que seu filho, mal saído da adolescência ainda precisava de sua aprovação para sentir-se seguro.
Tomando o silêncio do pai como uma confirmação de seu temor, John Richard Roxton deixou uma lágrima solitária rolar pelo seu rosto.
- O que me resta se minha própria família não acredita em minha palavra? Eu não queria atingir William, jamais quis matar meu irmão... Apesar de nossas diferenças, eu o amava!
Ele tirou as mãos das costas e revelou o que estivera segurando escondido até então: uma pequena pistola da coleção de armas de seu pai.
- Quem sabe assim todos acreditem que nunca quis usurpar a posição de ninguém!- e, levando a arma à têmpora, preparou-se para o disparo.
Aterrorizado diante da cena, Lorde Roxton se precipitou para o filho. Os dois lutaram por poucos instantes, até que o homem começou a arquejar e caiu de borco no chão.
Seu coração não conseguiu agüentar a pressão dos últimos acontecimentos. Lorde Henry Jeremy Roxton teve um infarte fulminate.
- Roxton?- uma mão macia e delicada secou as lágrimas que rolavam pelo rosto do caçador.- O que há? Por que você está assim?
Quando abriu os olhos, John Roxton viu-se encarando o par de olhos verdes mais lindo que já vira na vida.
- Não venha me dizer que não é nada.- disse a morena com seu fio de voz, antes que ele pudesse falar qualquer coisa.- Ajude-me a sentar para que conversemos melhor...
Sem que qualquer desculpa lhe ocorresse para não fazê-lo, Roxton pegou Marguerite com delicadeza, temendo machucá-la pois ela parecia uma boneca de porcelana frágil e a apoiou em seu tórax, numa posição entre sentada e deitada em seu colo.
- Não posso perturbá-la com meus problemas...- murmurou.
- Nada que venha de você pode me perturbar mais do que vê-lo assim...- respondeu ela, docemente.- Confie em mim do mesmo modo que sempre confiei em você.
CONTINUA
Sim, demorei mas postei!!! E vocês não tem desculpas para não deixar reviews neh??? [porfavorzinhooo...- carinha de Gato de Botas do Shrek *.*]
Em breve o último capítulo... BjoS lovinhasS lindaS!
