DISCLAIMER: Esses personagens absolutamente adoráveis não ssão meus, isso não é espantoso??? Poiseh, quem sabe se juntar uma graninha eu os possa comprar... De qualquer modo, até lá, saibam que ele não me pertencem e não ganho nada [além de vossas imprescindíveis reviews] por escrever essas histórias!
Lady K.: Brigadão pelas reviews... Quanto à uma fic nova, calma, eu mal terminei essa!!! hehehe bhOs e enjoy!
Luanaa: Prontinho, o final do sofrimento do Roxton... Mas ficou bem meigo, apesar de não haverem cenas tórridas!!! hehehe Espero que goste! bjOs flor.
Lady Jéh: Siim amor, tenho orkut mas nao tenho mto tempo pra postar lah... Fora q to sem net e os pcs da facul nao acessam o orkut!!! De qualquer forma, continua acompanhando as fics aqui, e indica pro pessoal da comu neh??? bjOs... Aproveite o final!
Marguerrite: Valeu meeeesmo pelos elogios ao capítulo, espero que goste do final... Não tah enoooorme, mas jah dah um gostinho!!! Aproveita tah?!
Bom Lovinhas, eis aqui o ÚLTIMO CAPÍTULO... Aprovitem!
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Profundamente tocado por aquelas palavras, John não pôde resistir por muito mais tempo. Sabia que era abominável importunar Marguerite com suas culpas e temores, ainda mais por ela estar ferida e fraca, mas não conseguiria manter para si tudo aquilo, a dor era profunda demais e explodiria se não a pudesse compartilhar com alguém.
- Você sabe que matei meu irmão não é? Aquele gorila maldito o agarrou e eu quis, mais do que tudo, salvá-lo, porém o tiro atravessou a fera e o peito de William.- começou ele.- Meu pai ficou arrasado, sentia-se culpado por tê-lo arrastado para o safári, embora eu fosse o real culpado por ter induzido meu pai a obrigá-lo a ir.
"William detestava animais, armas e violência de qualquer espécie e eu o provocava. Eu o instiguei a ir conosco naquela funesta empreitada, eu vivia a dizer-lhe que era um frouxo, que não era digno do título que lhe era designado...- prosseguia ele, sem conseguir se conter, como se cada palavra fosse uma gota de veneno extraída de dentro de si.- Antes mesmo que chegássemos a Londres para os funerais, já corriam boatos de que eu o matara para usurpar-lhe o título..."
- E falam que a aristocracia londrina é civilizada...- murmurou Madge contrafeita.
Roxton respirou fundo, e prosseguiu com sua narrativa.
- Duas semanas após os funerais de meu irmão, entreouvi uma conversa de minha mãe com Harold, seu pajem há anos, e ela dizia que, por mais que não quisesse acreditar, achava possível que eu houvesse matado William sem que fosse um acidente...
"Aquilo me magoou profundamente. Não podia crer que minha mãe me achava um assassino, ainda mais que pensasse que eu era o carrasco de meu próprio irmão! Sai em disparada de perto dela e rumei para o único que não me condenaria... Ou pelo menos era o que eu achava."
"Meu pai, Lorde Henry Jeremy Roxton, estava encerrado em seu escritório há dias, não nos falávamos desde o terrível incidente, mas julguei que ele, que estivera presente quando do tiro, não poderia me culpar. Quando entrei naquele 'santuário' de meu pai, ele estava fumando um de seus habituais charutos, pensativo... Foi nossa última conversa e eu apenas o acusei!- as palavras fugiram de Roxton, então ele abaixou o rosto e fechou os olhos."
Como doía ver o homem que amava tão enlouquecidamente, ali, desolado, prisioneiro de seus próprios remorsos. Marguerite sempre soubera que John tinha a mania de se culpar por tudo o que dava errado à sua volta, ela mesma o acusara de ter matado o irmão certa vez (e só Deus sabia o quanto se arrependia de tê-lo feito...), mas não era culpa dele e ela sabia. Roxton era o homem mais íntegro, leal e devotado aos seus que ela já conhecera, e por isso acabara se apaixonando por ele [n.a.: sem esquecer a beleza máscula, o charme, o sorriso... ai ai... mas deixa isso pra lá!!! Hehe].
- O que houve depois disso?- instigou ela, mansamente. Sabia que por mais cruel que fosse fazê-lo falar, era necessário extirpar-lhe aquilo, como a um pedaço de carne podre.
- Eu o acusei de não confiar em mim, como minha mãe, como toda Londres. Às vezes acho que se não tivesse partido após a morte de meu pai, talvez eu também me convencesse de minha culpa... Mas enfim, eu apontei uma arma para minha própra cabeça, estava decidido a provar a todos que pouco me importava com um título de nobreza que nem ao menos me era de direito possuir.
"Meu pai horrorizou-se diante de minha atitude e correu para tirar-me a arma das mãos.- à esta altura seus olhos tornaram a ficar marejados.- Eu estava ensandecido, sentindo-me revoltado com a desconfiança de todos e tentei impedi-lo. Num segundo estávamos numa luta, e no instante seguinte meu pai jazia morto, aos meus pés. Novamente eu fora o carrasco de uma pessoa a quem amava..."
Marguerite nunca ouvira tanto amargor nas palavras de Roxton. As lágrimas que rolavam dos olhos dele, se perdiam nos bastos cabelos dela, enquanto ela também chorava. Chorava por não ser capaz de arrancar aquelas mágoas de dentro do peito dele, por não poder acalentá-lo, protegê-lo e apagar aquelas lembranças sombrias de sua mente. Deus, como queria, ao menos poder revelar que o amava sem reservas, o amava por inteiro e que assim seria até que seu último fôlego se extinguisse.
- Você não deve se atormentar com culpas que não lhe pertencem.- começou a morena, sua voz mal passava de um sussurro.- Eu sei que você é inocente, você sabe que é inocente, a sua consciência sabe disso, então não se torture mais. Deixe que os mortos fiquem entre os seus, guarde somente as boas lembranças.
O homem a encarava surpreso, nunca supusera que Marguerite pudesse ser tão doce, tão serena. Amava aquela mulher, embora não soubesse precisar quando fora o momento em que se apaixonara, mas sempre a julgara dura, às vezes até mesmo insensível e, no entanto ela mostrava seu lado mais afetuoso e nobre quando ele menos esperava. Sim, justamente no momento em que ela podia mostrar-se intolerante e impaciente, visto que estava ferida por culpa dele, Marguerite era doce e compreensiva como jamais fora.
- Eu não deveria estar atormentando você com meus problemas...- murmurou ele.
- Você não me atormenta, eu não gosto de vê-lo assim, triste.- disse ela em resposta.- Espero que você esteja melhor. Eu sei que algumas feridas nunca cicatrizam por completo, mas precisamos bani-las para o recanto mais profundo de nosso se e deixá-las lá, onde não nos possam perturbar.
Com um sorriso ainda meio assombrado pela tristeza, Roxton a encarou.
- Deus! U fiquei aqui falando feito um parvo e esqueci-me do principal.- recriminou-se ele.- Você precisa comer, eu trouxe algumas frutas e um chá, que já deve estar frio...
- Obrigada, mas não tenho fome... Acho que quero dormir...
- Não senhorita, você tem que comer ainda está fraca porque perdeu muito sangue!- sentenciou Roxton, recuperando um pouco o seu habitual modo de falar.
- Mas...
- Não há "mas". Coma um pouco e depois poderá dormir o quanto quiser. Vamos lá Marguerite, se não for por você, faça isso por mim, pra que me sinta mais tranqüilo em relação a sua recuperação.
Diante daquele pedido, a herdeira se viu obrigada a aceitar o caneco de chá que ele lhe oferecia.
- Obrigada por estar sendo tão cuidadoso comigo.
- Bem, é o mínimo que podia fazer, visto que o único responsável por você estar assim sou eu.- respondeu Roxton.
- Não, você não é o único responsável, aquele homem macaco tambem teve sua participação no episódio.- falou a morena, sorrindo.
Ignorando o comentário dela, o caçador tomou-lhe o caneco das mãos e, delicadamente, a obrigou a tomar um pouco de chá.
- Isso está horrível!- disse ela, ao conseguir engolir o líquido amarronzado e amargo.
- É, mas fará bem à sua cicatrização. Agora vamos lá, coma um pedaço de fruta. Qual você quer?
- Chega, já tomei bastante desse chá amargo, agora basta!
- Não, não e não. Vamos lá, se você comer ao menos uma fruta, eu prometo não lhe incomodar mais.
Muito contrariada, Marguerite aceitou a proposta e apanhou o menor pedaço de maçã que havia no prato que ele lhe mostrava. Depois de comer a fruta, a herdeira o encarou com os olhos brilhando.
- Será que o nobre cavalheiro poderia me ajudar a deitar?
Com todo o cuidado, Roxton ergueu a pequena em seus braços e ajeitou-a confortavelmente em seu leito. Em seguida deitou-se ao lado dela e começou a lhe acarinhar os cabelos.
- O que você está fazendo Roxton?- perguntou. Não queria que ele parasse nem que se afastasse, mas não podia deixá-lo pensar que seria fácil assim...
- Apenas cuidando de você.- ele a encarou sério.- Você me fez um bem enorme ao escutar-me contar todas aquelas monstruosidades que ocorreram em minha vida, por minha culpa...
- Ei, ei, ei mocinho,- ralhou ela.- se você não parar de se dizer culpado por todos os acasos que correram em sua vida, eu não deixarei que fique aqui comigo!
- Ah, então quer dizer que eu posso ficar aqui?
- Sim, digamos que eu preciso de um enfermeiro para qualquer eventualidade.
Sorrindo, Marguerite fechou os olhos e, embalada pelas carícias delicadas de Roxton, mergulhou no calor do mundo dos sonhos.
Enlevado pela beleza de Marguerite, tão plácida enquanto dormia, o Lorde acabou por segui-la ao mundo dos sonhos então, vencido pelo cansaço da madrugada de vigília e mais leve por ter dividido suas angústias com alguém, acabou dormindo ali, ao lado daquela a quem amava mais do que à própria vida.
Quando a noite já ia alta, Marguerite acordou ao sentir algo lhe comprimindo o ferimento e, ao olhar para o lado deparou-se com Roxton dormindo à sono solto. Percebeu também que ele a envolvia de forma protetora e que ela própria se sentia confortável entre aqueles braços tão fortes e, ao mesmo tempo tão delicados.
Ajeitando-se de forma a ficar mais perto dele, mas sem a intenção de acordá-lo, Marguerite aninhou a cabeça dele em seu peito e ficou observando seu Lorde, que naquele momento não passava de um garotinho, dormir e ressonar.
- Isso mesmo, durma grande caçador branco... Meu cavaleiro de armadura prateada...- murmurou ela carinhosamente.- Durma que eu prometo ficar aqui por você para sempre...
E, acariciando os cabelos do homem que já se tornara o ser mais importante de sua vida, Marguerite Krux sentiu-se finalmente completa e compreendeu que, por mais que odiasse aquele "maldito Platô" ele lhe dera o seu bem mais importante: Lorde John Richard Roxton.
- Eu te amo Roxton...- sussurrou-lhe ao pé do ouvido.
Um sorriso imperceptível assomou aos lábios do caçador. Ela o amava, era tudo o que precisava saber. O tempo a colocaria em seus braços, pronta para receber seu amor, pronta para ser a sua Marguerite.
FIM
O fato da história ter acabado, não as exime de deixar reviews... Ok?
bjOS LovaS!
