Disclaimer: Os personagens de Inuyasha não me pertencem, e sim a Rumiko Takahashi.

Sinopse:Rin Robinson é uma órfã desamparada que cuida dos três filhos pequenos de sua prima Kagura em troca de casa e comida. Mas sua vida toma outros rumos quando ela conhece Sesshoumaru, o Lorde d´Arenville. Sesshoumaru deseja ter uma família. Por isso pede para Kagura apresentá-lo a debutantes que estivessem a altura de ser sua esposa, e principalmente, mãe de seus filhos e dona de seu coração. As coisas, porém, não acontecem de acordo com os planos da anfitriã. O Lorde ignora todas as convidadas, e, impressionado pelo modo amoroso com que Rin cuida dos filhos da prima, decide que ela é a única mulher com quem realmente deseja se casar...

Rate: T - Por conter cenas pesadas.


~O Cavaleiro e a Dama~

Capítulo III

— Bem, o que ele falou? Era uma brincadeira, não era? — Kagura puxou-a para uma ante-sala próxima.

— Não, infelizmente não era — disse ela, relutantemente. — Você estava completamente certa, prima, ele pensava em se casar comigo.

— Mas ele mudou de idéia?

— Não, não exatamente.

— Eu sabia! — Kagura bateu com o pé. — Ele é um miserável egoísta! Como pode me colocar em tal posição? Cada uma das moças lá fora estava na expectativa diária de receber um pedido! Cada uma era um diamante de primeira qualidade, e ele escolhe você!

Rin assentiu, ignorando o insulto. Ela compreendeu o quão tola sua prima se sentia. Lorde d' Arenville era um grosseirão arrogante, egoísta e sem consideração.

— Eu recusarei o seu pedido. — Rin sorriu de maneira tranqüilizadora.

— Recusar o pedido de Sesshoumaru?

— Sim.

— Você? Recusar meu primo Sesshoumaru? Lorde d'Arenville?

— Claro. Eu não desejo me casar com ele, então, você não precisa se perturbar com...

— Mas que desaforo e atrevimento! Sua cadela arrogante! Quem você pensa que é para recusar meu primo Sesshoumaru? Você, uma nulidade completa! Uma mera Robinson! Ele está tão acima de você quanto o sol está acima de... de... — sacudiu as mãos, frustrada. — Como você ousa pensar em me humilhar assim?

— Mas, prima, como pode a minha recusa ao pedido de lorde d'Arenville humilhá-la? — interrompeu-a, confusa com a abrupta mudança de opinião de sua prima.

— Não se sinta triunfante nem por um momento, sua mulher vil e insolente!

— Eu não estou me sentindo triunfante — disse Rin, indignada. — Mas não entendo. Com certeza, se eu recusar o seu pedido, isso evitará a vergonha pelo fato das pessoas saberem que ele me preferiu às suas amigas, não? Nós podemos dizer que seus hóspedes compreenderam mal...

— Ela até mesmo tem a ousadia de gabar-se de sua conquista! — resmungou. — Já me é suficientemente mortificante que o meu primo prefira esta maltrapilha insignificante a minhas amigas, mas que ela recuse seu pedido! Não, não! Isso é demais!

Voltou-se para encarar Rin, as mãos na cintura.

— Eu não pensei que acabaria nisso quando a acolhi. Arrume suas coisas e esteja fora daqui em uma hora. Toshi, o cocheiro, a levará de volta à aldeia onde você morou antes de ter se insinuado em meu lar.

— Por favor, prima, reconsidere. Não há nada para mim na aldeia.

— Você deveria ter pensado nisso antes de ter visado meu primo.

— Eu não o visei. Nem mesmo nunca falei com ele! Foi lorde d'Arenville quem...

— Não estou interessada em suas desculpas. Você tem uma hora. — Kagura estava inflexível.

— Você não pode estar falando sério, prima! Eu não tenho para onde ir, para quem me voltar!

— E de quem é a culpa, me diga? Se eu soubesse que você era uma menina ingrata e maquinadora, nunca a aceitaria em minha casa. O assunto está encerrado. Uma hora.

— Prima! — gritou Rin. — Será que você me escreveria uma carta de recomendação para que eu ao menos possa trabalhar como administradora?

— Que ousadia você tem! — cuspiu Kagura. — Não, eu não o farei!

Sesshoumaru avançava com passos largos pela grama úmida, batendo enfurecidamente com o chicote contra sua bota. Ele havia planejado partir para uma longa cavalgada, mas se vira impaciente demais para esperar que um cavalariço selasse seu cavalo, então, em vez disso, saíra para uma caminhada.

Recordou a maneira como ela se sentara ali, ouvindo suas palavras com os olhos baixos, completamente doce e submissa, a nuca pálida à mostra, vulnerável e atraente. Seu cabelo na realidade não era castanho fechado, mas de uma doce cor de mel, com tendência a cachear. E quando finalmente ela olhou para ele, Sesshoumaru notou que tinha olhos bastante belos, da cor de âmbar profundo, com longas pestanas escuras.

Sim, ele ficara satisfeito com a sua escolha. Exatamente até o momento em que ela falou e revelou um lampejo de... gênio? Ressentimento?

A atrevida estava brincando com ele! Não tome providências irrevogáveis. Havia uma espécie de prazer malicioso no modo como dissera isso, apesar do sorriso doce. Ele continuou a caminhar, sombrio.

Durante quase toda a house party, a moça se mantivera tranqüila, dócil e obediente. Ele estava convencido de que este era seu estado habitual — deveria ser, com certeza — senão como teria sobrevivido, vivendo com Kagura? E ela morava ali com as crianças o ano todo, sem se queixar.

Não. Com certeza imaginara sua raiva. Ele a surpreendera, isso era tudo. Deveria ter-lhe comunicado suas intenções com mais cuidado. E talvez tivesse sido um pouco rude — nunca pedira ninguém em casamento, e seu nervosismo inesperado o desequilibrara um pouco.

Deveria ter feito um discurso floreado e, então, um pedido formal, em vez de precipitar-se em seus planos. As mulheres fazem questão disso.

Sua boca contraiu-se quando se lembrou do modo como ela mantivera seu queixo tão erguido. Como se, com certeza, fosse recusar. Que mocinha atrevida! Um lampejo de gênio não lhe desagradava. Uma fêmea vivaz geralmente produz potros vivazes, e ele não queria que seus filhos fossem frouxos. Absolutamente não. E vira o ardor nela quando voara para o lado do pequeno Kenzo, como uma jovem leoa defendendo sua cria.

Então, por que não conseguia afastar o sentimento de que estendera a mão para colher uma margarida, e, em vez disso, tocara em uma urtiga?

— Sesshoumaru? — a voz de Kagura arrancou-o de seus devaneios.

— Desculpe, Gura, eu não reparei...

— Oh, não importa, eu preciso falar com você imediatamente, mas saia da grama molhada; ela arruinaria meus chinelos. Venha aqui, no quiosque, onde podemos estar a sós. Como você pode fazer isso, Sesshoumaru? Diante de todos os meus hóspedes! Eu poderia matá-lo! Você foi extremamente tolo, mas penso que nós podemos fazer isso parecer uma brincadeira, não de bom gosto, claro, mas uma brincadeirinha, enfim. Em todo caso, eu me livrei da garota — pelo que, quero acrescentar, você me deve infinita gratidão. Apesar de, conhecendo-o como conheço, você permanecer indiferente, como sempre....

Sesshoumaru interrompeu bruscamente a sua divagação.

— O que você quer dizer com "livrar-se da garota"? Você não está falando de Miss Robinson, está?

— Claro, Miss Robinson! — Kagura torceu o nariz. — Ela tem sorte até de eu a reconhecê-la como prima. Bem, está tudo acabado, agora. Ela irá embora!

— O que? Aconteceu alguma emergência de família? Eu achei que ela era órfã.

— Oh, ela é. Nenhuma alma vivente sobrou, a não ser eu, e é o fim após sua total ingratidão e presunção.

— Então, por que ela está indo para esta aldeia?

— Eu creio que ela passou virtualmente toda a sua vida em uma escolinha estúpida lá. Seu pai era diplomata, você sabe, e viajava muito.

Pobre garotinha, pensou Sesshoumaru. Ele sabia o que era ser mandado para longe, indesejado, bem jovem.

— E ela quer visitar esta escola? Eu suponho que ela tenha amigos lá que deseje convidar para seu casamento. Eu não pensei nisso.

— Sesshoumaru, o que há de errado com você? O que importa para onde esta garota desgraçada vá?

— Gura, é claro que importa. Você não sabe que pedi a Miss Robinson que seja minha esposa?

— Claro que sim, e vai demorar muito tempo até que eu o perdoe por ter me feito de idiota, Sesshoumaru! Mas esta insignificante planeja fazer nós dois de idiotas, e isso eu não permitirei!

— O que você quer dizer com "fazer nós dois de idiotas"?

— Ela planeja recusar o seu pedido!

— O quê? — A onda instantânea de raiva pegou Sesshoumaru desprevenido. Ele a reprimiu. — Como você pode saber disso, Gura?

— Ela me disse isso, há nem mesmo quinze minutos atrás. Vangloriando-se! Você entende por que ela precisa ir embora daqui? Eu não verei uma Robinson vangloriar-se para o mundo que meu primo, lorde d'Arenville, não era suficientemente bom para ela!

— Você tem certeza? — Ele não esperara que nenhuma moça recusasse seu pedido... mas uma órfã sem um centavo? Vangloriando-se? Se fosse verdade, era mais que uma bofetada em seu rosto.

— Primeiro, ela se gabou de seu sucesso em tirar todas as minhas amigas do caminho ao armar uma cilada para você, e depois se vangloriou de como todos nós pareceríamos idiotas quando ela recusasse seu pedido. A rameira ingrata! Eu a teria afogado, se pudesse!

— Eu... eu preciso pensar nisso. Até que fale com você novamente, não faça nada.

— Não, não, querida Rin, você não pode nos deixar... foi um mal-entendido idiota... O que nós faríamos sem você? O que as crianças fariam? E Bankotsu e eu — oh, por favor, não deixe que o vil primo Sesshoumaru se intrometa entre nós — ele é somente um frio e orgulhoso Iceberg! Você é parte da família, querida Rin, e este é o seu lugar! Oh, não nos deixe, nós precisamos tanto de você...

— Eu... Mandaram-me ver se a senhorita já fez suas malas, miss. E mandou Toshi, o cocheiro, aprontar-se e aos cavalos para uma longa viagem... Eu sinto tanto, miss...

— Está tudo bem, Kana — disse Rin debilmente. A realidade caía estrepitosa à sua volta. Kagura não mudara de opinião. Rin estava realmente sendo expulsa da casa de sua prima.

— Há uma mala em cima do guarda-roupa, se você pudesse colocar minhas roupas ali... eu... eu preciso tomar outras providências.

Alguns momentos mais tarde, esgueirou-se pela porta lateral, passou pelo gramado sul e foi para o labirinto dos jardins. Ninguém podia vê-la por cima das sebes altas. Chegou ao centro do labirinto, encolheu-se no banco de ferro batido e debulhou-se em lágrimas.

Perdera tudo — sua casa, suas crianças. Logo se tornaria uma indigente. Sempre fora uma, supunha, mas agora ficaria realmente miserável. Sem teto. Despedida e jogada fora como um gato indesejado.

Soluçou até não ter mais lágrimas, até seus soluços se tornarem uma massa dura em seu peito, tremendo ao sair dela a cada inspiração. Com o tempo, eles cessaram, vindo somente a cada minuto, em um eco do desespero que ela não podia mais suportar.

O que faria? Nesta mesma noite, a não ser que algum milagre acontecesse, seria deixada na praça da aldeia. Para onde iria? Onde dormiria? Inconscientemente, sua mão foi a sua boca e começou a roer as unhas. Ninguém na aldeia se lembraria dela. O vigário? Não, ela se lembrou — ele morrera logo depois de sua partida Um dos freqüentadores da igreja poderia se lembrar de seu rosto, mas isso era improvável. Um reconhecimento vago era o melhor que podia esperar de qualquer um na aldeia. E ninguém, provavelmente, a aceitaria em sua casa.

Não havia uma alma no mundo para quem ela pudesse se voltar.

Fora feliz na casa e Kagura, mas sua felicidade fora baseada em uma mentira. Iludira-se ao crer que era parte da família — algo que sempre desejara. De fato, era um pouco melhor que uma criada. Não, pior — uma criada recebia pagamento. Mas assim, não tinha nada.

Cheia de auto-piedade, decidiu enfim. Havia uma maneira de sair desta confusão. Era a única solução possível, ela o sabia, soubera-o o tempo todo; simplesmente fora incapaz de enfrentar o pensamento até ter explorado todas as outras opções. Mas não havia outra solução Precisaria se casar com lorde d'Arenville.

Lorde d'Arenville. De olhos frios, voz fria, o belo lorde d'Arenville. Um íceberg frio e orgulhoso, que desejava simplesmente uma égua reprodutora para seus herdeiros. Não uma esposa. Não uma companheira, amorosa. Um recipiente que carregasse seus filhos. Um recipiente robusto! A boca de Rin estremeceu e ela mordeu suas unhas para evitar chorar

Não haveria amor para Rin agora — o amor com o qual sonhara por toda sua vida. Mas haveria segurança. E ao pensar em dormir no quintal da igreja naquela noite, a segurança tornara-se repentinamente mais importante que o amor.

Não, não haveria Príncipe Encantado para Rin.

Oh, haveria filhos. Se Deus quisesse, pois crianças eram diferentes. Não se podia evitar amá-las. E elas não podiam evitar amar de volta. Crianças eram como cãezinhos, amorosos, travessos e infinitamente sedentos de amor.

Rin sabia. Ela também tivera sede de amor por toda a sua vida, desde quando completara seis anos e fora enviada para o colégio.

Isso era algo esclarecer com lorde d'Arenville desde o início. Ela não lhe permitiria enviar seus filhos para a escola. Não até que eles fossem bastante crescidos — quatorze, quinze anos, algo assim. E ela lhes escreveria toda semana, e lhes enviaria lembranças especiais, para que compartilhassem com os colegas de quarto. Eles viriam para casa todas as férias e feriados. E trariam todos os colegas que não pudessem juntar-se a suas famílias.

E o amor de seus filhos deveria ser suficiente para ela, decidiu. Somente os afortunados, os sortudos deste mundo eram amados pelo que eram, afinal. Aqueles que encontravam um parceiro com o qual compartilhar sonhos secretos e idéias tolas. Aquelas que encontravam um homem para tratá-las com carinho. Tratar com carinho. Uma expressão tão bela, tão mágica. Rin deu um suspiro profundo e trêmulo, e um soluço ficou preso em sua sonhos eram para moças tolas. Ela esfregou seus olhos inchados com um lenço. Estava na hora de colocar seus sonhos e sua mocidade de lado.

Foi um lorde d'Arenville frio, quieto e mortificado que voltou do jardim meia hora após ter falado com Kagura. A house party fora um desastre completo. Agora seu ego estava gravemente ferido porque uma garota sem um centavo não podia suportar a idéia de se casar com ele. Parte dele concordava com sua prima, de que ele gostaria de afogar Miss Rin Robinson. Ou de estrangulá-la lentamente, tomando a sua garganta macia e leitosa entre as mãos nuas... Mas um sentimento inato de justiça lhe dizia que seria um enorme erro se ele permitisse que sua prima jogasse Rin Robinson na rua, porque ela não desejava se casar com ele.

Ele dera alguns passos para dentro do labirinto, ouvindo, impotente, sem saber o que fazer.

Ele dissera a si mesmo que ela o merecera, gabando-se para Kagura do modo pelo qual ela desprezaria sua oferta. Ele lhe fizera uma oferta decente — ela não precisava humilhá-lo publicamente. Ele, o melhor prêmio do mercado de casamento, caçado pelas mães casamenteiras e também por suas filhas! A maioria das moças se sentiria grata por um pedido seu, mas não Miss Rin Robinson. Não. Ela planejava humilhá-lo — então estava colhendo o que semeara. Seu arrependimento viera tarde demais.

Sesshoumaru dissera tudo isso a si mesmo, mas isso não ajudara — ele simplesmente não podia suportar ouvir uma mulher soluçando.

A sua parte que não desejava estrangulá-la queria entrar no labirinto e falar com ela — e que idéia estúpida essa teria sido!

Sesshoumaru tinha certeza de que não saberia como tratar com alguém que chorasse assim.

— Gura, eu planejo retirar o meu pedido de casamento. Ela não pode me recusar se não houver oferta, então você não precisa se preocupar com nenhum insulto à honra da família. Ninguém saberá disso. Eu falarei com a garota antes que alguma providência irre... — ele estancou por um momento, lembrando-se de suas últimas palavras insolentes: não tome nenhuma providência irrevogável. Rin Robinson não tivera a consciência de que estava proferindo sua própria condenação. — Envie-a imediatamente a mim.

— Mas Sesshoumaru...

— Imediatamente, Gura.

Sesshoumaru decidiu receber Miss Robinson na biblioteca. Ele lhe falaria ternamente, mostraria que não lhe guardaria rancor pelo fraco julgamento. Ela não saberia que, de algum modo, lhe ferira. Ele seria informal, relaxado, indiferente. Não a receberia em vestimentas formais, como um cavalheiro o faria normalmente ao receber de uma dama a resposta sobre seu pedido de casamento. Seus modos informais seriam comunicados pela mensagem silenciosa de suas calças de montaria.

Franziu a testa, tentando lembrar-se de todos os detalhes de sua conversa anterior. Um sorriso frio cresceu em sua face, quando notou que na realidade não lhe pedira que se casasse com ele. Não nestas palavras. Falara-lhe sobre a intenção de organizar uma cerimônia.

Usara o condicional. Graças aos céus. Poderia conseguir disfarçar isso. Ele faria com que Miss Robinson compreendesse que estava errada, que ele não lhe fizera uma oferta real.

Esta não era uma solução honesta, mas amaciaria as coisas com Kagura — o suficiente para impedi-la de jogar a vil moça nas ruas. E então ele sairia correndo desta terrível house party, e nunca mais colocaria os olhos na maldita garota nem em sua detestável prima!

— Lorde d'Arenville?

Ela entrara na sala tão silenciosamente que Sesshoumaru foi pego de surpresa. Olhou, fascinado, para os olhos vermelhos que fugiam dos seus. Com esforço, controlou-se e começou a falar, sentindo-se desonesto e desconfortável enquanto o fazia.

— Miss Robinson, eu soube pela minha prima que a senhorita está com a impressão errada de que eu of...

— Lorde d'Arenville, eu aceito seu pedido de casamento — disse ela ao mesmo tempo.

O que acontecerá agora? Questionava-se Sesshoumaru. Honradamente, ele não poderia prosseguir com seu fingimento relutante de que não fizera nenhum pedido. Não era preciso — ela o aceitara. O resto era inevitável. Irrevogável. Irônico, isso. Ela podia cancelar o casamento, mas ele absolutamente não poderia fazer o mesmo. Lorde d'Arenville deveria casar-se com Miss Rin Robinson. Rin Robinson, que mais parecia uma mártir indo para o patíbulo do que uma noiva.

Esta descoberta foi como um chute em seus dentes. Mas esta aceitação miseravelmente triste o convencera como mil explicações não o fariam.

Não se pode dizer que Rin Robinson, na realidade, preferia a pobreza a ele, mas era óbvio que a vitória fora por pouco. A moça parecia estar indo para a própria execução, pela expressão de seu rosto. Sesshoumaru fitou as feições abatidas, o nariz vermelho, o queixo resoluto e os lábios trêmulos, e sentiu sua raiva crescer. Foram-lhe necessárias muita angústia e determinação para que ela decidisse entre a pobreza desprezível e o casamento com lorde d'Arenville.

Fome e miséria ou lorde d'Arenville!

E, finalmente, por um pouco, ou por um fio, lorde d'Arenville vencera. Sorte dele!

Sesshoumaru estava furioso. Ele não podia confiar em si mesmo para dizer mais nada a ela.

— Sesshoumaru, o quê...? — Kagura estava em pé no corredor.

— Deseje-me felicidades! — lançou-lhe, ríspido.

— O quê?

— Eu estou em êxtase! — ele rosnou. — O casamento será em três semanas. Tome todas as providências. Nada é bom demais para minha noiva! — ele notou o vigário, de pé, ali: — O senhor, aí, Yomi. Faça correr os proclamas, por favor. Eu voltarei em três semanas para a cerimônia.

Saiu rápido e se dirigiu aos estábulos. Kagura foi atrás dele. Lorde d'Arenville montou em seu cavalo, e, sem aviso, nem preparações nem bagagem, partiu para d'Arenville Hall, decidido a enfrentar dois dias de viagem.

Continua...


Yo!! Dessa vez não demorei muito não é? XD Bem estou saindo de época de provas, por isso só postei agora, este capitulo estava pronto desde semana passada ;D

Bom quero esclarecer que mudei o nick para esse, porem ainda to em duvida, caso eu mude outra vez não estranhem XD

Quanto aos reviews a cada dia me suprendo mais, juro o.o em apenas 3 capitulos, estou com 38 comentaros. Vocês realmente sabem fazer uma autora feliz, agradeço a todos.

Respondendo-as:

Srta. Kinomoto: Sesshoumaru é realmente odioso, porem pense no lugar desses, não é todo dia que encontramos uma mulher que se preocupa mais com as crianças que com a beleza XD Acho que esse é um dos motivos que levou ele a fazer o pedido, bjs

Ayaa-chan: Obrigada pelo seu comentario, não sabe como fico feliz em saber que vocês gostam do que eu escrevo, espero q goste desse capitulo,bjs.

Lunoca: Sesshoumaru é bem prepotente porem ele pode né? XD Rin no final teve que aceitar se casar com ele, mas vc vai ver que ela mandara bastante nele risada sinistra Que bom que gostou, e obrigada pelo comentario, bjs.

Hinata-chan: Pois é, Sesshoumaru dara tudo que Rin pedir, pode se dizer que isso é um ponto positivo afinal \o\ Obrigada pelo seu comentario,bjs.

a-geminiana: Não demorei muito não né? Fico feliz por ter comentado nesse capitulo também, bjs.

Gutti: Que nada tudo bem, fico feliz de ter comentado agora Sesshoumaru é realemente um belo grosso, porem você vai notar que nos proximo capitulos ele fara muita coisa por Rin, e que isso realmente vai fazer baixar a crista XD Quanto a Kagura, acho que estragar ela não vai, porem vai fazer algumas coisas que deixara o nosso conde bem nervoso ;D Porem to pensando quanto a isso. Sesshoumaru não quer uma mulher que pense mais na beleza que nos filhos, isso fez com que escolhesse Rin. Eu fico realmente feliz que gostou dela -- Pode deixar, adoro respoder a comentarios D Bjs.

XDeia: Obrigada pelo seu apoio desde o começo da fic Bjs.

Acdy-chan:Obrigada pelo comentario, e espero que goste desse capitulo também, bjs

sandramonte: Tipo foi questão de sobrevivencia, porem Rin não deixara barato, obrigada pelo comentario, bjs.

Luna Caelliam: Que bom que gostou, bjs e obrigada pelo comentario.

Kuchiki Rin: Sesshoumaru é tudo isso e mais um pouco, mas vera que ele não é má pessoa Obrigada pelo comentario, bjs.

Alissa: Espero que não te fiz esperar muito XD Bjs.

Rukia-hime: Eu postava em outro site sim XD porem parei, preferi aqui \o\ Fiquei feliz que gostou, bjs.

Individua do mal:Obrigada pelo comentario, bjs.

Lady Muise: Que bom que gostou, um capitulo novinho agora XD bjs.

Letícia: Pois é , Sesshoumaru quer mandar demais, esse é o erro dele. Obrigada pelo comentario\o\ espero q goste desse capitulo, bjs.

Maylove: Que bom que gostou, espero que goste desse tbm bjs.

Obrigada a todos pelo apoio e pelos comentarios abraça os leitores prometo que o proximo capitulo posto daqui a alguns dias, porem agradeçeria se mandasse suas opiniões ou até sugestões, vocês não sabe como é importante cada reviews

Ja ne... Yami