Disclaimer: Os personagens de Inuyasha não me pertencem, e sim a Rumiko Takahashi.

Sinopse:Rin Robinson é uma órfã desamparada que cuida dos três filhos pequenos de sua prima Kagura em troca de casa e comida. Mas sua vida toma outros rumos quando ela conhece Sesshoumaru, o Lorde d´Arenville. Sesshoumaru deseja ter uma família. Por isso pede para Kagura apresentá-lo a debutantes que estivessem a altura de ser sua esposa, e principalmente, mãe de seus filhos e dona de seu coração. As coisas, porém, não acontecem de acordo com os planos da anfitriã. O Lorde ignora todas as convidadas, e, impressionado pelo modo amoroso com que Rin cuida dos filhos da prima, decide que ela é a única mulher com quem realmente deseja se casar...

Rate: T - Por conter cenas pesadas.


~O Cavaleiro e a Dama~

Capitulo V

O velho Mr. Penworthy, o organista, toca o acorde de abertura, tão docemente no início que a congregação quase não o nota. A noiva chegou.

Os bancos estão apinhados com amigos da noiva, habitantes de locais longínquos que vieram para desejar-lhe sorte. Há dignitários estrangeiros, homens que conheciam o pai da noiva no exterior, que vêm para o seu casamento representando príncipes, duques — até mesmo o imperador.

Na alameda do outro lado do muro da igreja estão duas elegantes carruagens. Dizem que cada carruagem contém uma dama da aristocracia, cada uma delas uma herdeira. As damas choram. Sua beleza, sua riqueza e sua posição de nada serviram, pois o noivo escolheu sua noiva, e ela não é de rara beleza, nem mesmo rica ou aristocrática. Mas ela lhe oferece um prêmio que ele valoriza além das riquezas mundanas — seu coração. E ele lhe retribui com o seu.

O primeiro acorde chega ao final e a noiva entra na aléia central. A congregação se volta para olhar e sussurros baixos se espalham pela igreja. De onde está, a noiva pode ouvir somente fragmentos do que eles falam... "que vestido lindo...." "uma bela noiva..."

A música cresce novamente e ela começa sua lenta caminhada. Seu amado a espera. Ela anda com dignidade feliz e orgulhosa, a cabeça ao alto, sentindo como sempre se sente quando ele olha para ela: linda.

O compasso de Mr. Penworthy é perfeito; quando ela alcança o altar, a música soa seu crescendo final. As últimas notas ecoam em torno das vigas antigas de carvalho e seu amado coloca sua mão dentro da dele, murmurando: "Rin, meu único verdadeiro amor, você está me tornando o homem mais feliz na terra."

— Ai! Que inf... que diab... er, o que você pensa que está fazendo? — exclamou lorde d'Arenville, zangado, uma mão segurando o nariz — o nariz com o qual a mão enluvada de Rin com certeza colidira. Seus olhos lacrimejavam com o impacto. Ele piscou para ela, depois pegou sua mão, que ainda pairava perigosamente perto de seu rosto.

Ele olhou para as mãos de Rin, levou uma cuidadosamente ao nariz e cheirou-a.

— Bom Deus! Elas cheiram a café!

Por um momento arrebatador, pensara que a beijaria. Mas não podia ser. O Iceberg era incapaz de um gesto romântico deste tipo. Ele estava meramente inspecionando suas luvas.

— Continue com isso, homem — disse lorde d'Arenville para o vigário, secamente.

— Er, claro. Caros amigos, estamos aqui reunidos... — Pasmada, Rin ficou ali, vendo-se ser casada com o Iceberg. E era um Iceberg muito genioso, também. Ele a estava realmente encarando com raiva. Claro, tinha razão de estar um pouco irritado, mas ela não tivera a intenção de bater-lhe no nariz, afinal.

Que coisa, pensou, desanimada, ele sempre parecia estar furioso com algo — especialmente com ela. Com os outros, mantinha-se frio, educado e, de maneira reservada, elegante. Isso não era um bom sinal.

Ainda assim, Rin se controlou, pois este era o dia de seu casamento e ela se convencera a aproveitar cada momento dele. Começou a enumerar suas bênçãos mentalmente: o tempo estava quase ensolarado e o vento não estava frio demais. E seu vestido ficara muito bom, afinal — o tecido âmbar encantador era absolutamente perfeito para sua cor e ela tinha certeza de que ninguém notaria os pequenos erros que cometera.

Todas as noivas eram felizes e alegres. Por isso convocara a sua fantasia — era uma de suas favoritas Ela esperava que todos tivessem acreditado em sua performance — não queria desapontá-los.

Estava curiosa para saber onde eles estavam sentados — estivera por demais envolvida em sua fantasia para notá-lo. Voltou sua cabeça para dar uma rápida olhada nos bancos atrás dela, procurando Mr. Bankotsu Mrs Kana e as crianças...

— Rin! — A, mão de lorde d'Arenville a empurrou para que se voltasse novamente para o altar ela pestanejou ao olhá-lo por um momento. Sentia-se tonta, desolada, desorientada. Olhava impotente para lorde d'Arenville. Ele a fixava, a testa franzida, os olhos intensos. Uma mão segurava a dela. O outro braço deslizou à sua volta e se apertou em torno de sua cintura. Por um momento, pareceu a ela que ele podia ver dentro de sua própria alma. Ela estremeceu sob o olhar duro e fechou os olhos — a invasão era dolorosa demais. Por um momento ou dois, só teve consciência do frio da igreja e da pressão de seu braço sustentando-a. À distância, ela podia ouvir o vigário murmurando algo. Fechou seus olhos desejando de todo coração poder invocar sua fantasia novamente para lidar com isso. Lorde d'Arenville apertou-a levemente e Rin abriu os olhos.

— Rin Louise Robinson, você aceita receber este homem...? — entoou o vigário.

— Sim — e rapidamente repetiu após ele as palavras sobre amar, honrar e obedecer a lorde d'Arenville. Ela tremia.

Estava ligada para a vida a Sesshoumaru Phillip Audley St Clair, o Sétimo Conde d'Arenville. Uma onda de infelicidade profunda passou por ela. Seu casamento fora tão diferente do que havia esperado e sonhado. E ela não fazia questão de toda esta bobagem sobre candidatos rejeitados, convidados importantes e vestidos bonitos. Esta tolice nada tinha a ver com seus desejos. Tudo o que queria realmente era ser amada.

O resto fora meramente teatro, uma tentativa de se distrair. Mas não fizera muito sentido...

Ela sentiu sua luva ser suavemente retirada.

— Com esta aliança eu a desposo, com meu corpo eu a louvo... — sua voz era profunda e dura.

A aliança estava fria quando deslizou por seu dedo.

Estava casada.

Rin olhou para seu marido. Ele fitava sua pequena mão, ainda descansando na sua, maior.

Ele colocou seu véu para trás e a beijou, uma pressão dura e breve em sua boca, depois se endireitou, tendo cumprido seu dever. Um nó subiu por sua garganta e ela mordeu os lábios para parar de tremer. Um casamento vergonhosamente frio e oco.

Mas, oh, ela nunca se sentira tão infeliz, ou só, em sua vida. Rin sentiu uma lágrima rolar por suas faces, depois outra. Ela as enxugou rapidamente. Fitou a congregação esparsa e silenciosa, e deu um rápido olhar para a face sombria de seu novo marido. Um grupo esparso de aldeões pobres estava observando da parte posterior da igreja — vindos, possivelmente, na expectativa de presentes da parte do noivo rico e feliz.

Sesshoumaru realmente não estava feliz. Estava furioso. Estivera assim desde o momento em que Kagura, desfalecendo artisticamente, afirmara que não poderia dar mais nenhum passo naquela manhã, que sua cabeça estava totalmente estilhaçada, e que a dor era simplesmente demais para que uma dama a pudesse suportar. Caíra sobre o sofá grego, revivendo só o suficiente para proibir que as crianças fossem levadas à igreja, afirmando que elas estavam ficando com alguma doença, uma mãe sempre o sabia. Seria a mais vil crueldade afastar os amados de sua mãe, quando ela se encontrava em tal agonia.

Sesshoumaru foi impotente diante desta barreira determinada de sensibilidade feminina. As crianças lhe pareciam perfeitamente saudáveis. Ele também não deixara de notar o desapontamento em seus rostinhos quando desceram as escadas vestidas em suas melhores roupas, e que a decisão de sua mãe foi anunciada.

Então Kagura também decidira que não poderia poupar Mrs. Kana — a mão de ninguém era tão gentil e curativa quando se tratava de dor de cabeça. E, é claro, Bankotsu deveria ficar — alguém precisava cuidar da casa enquanto sua dona estivesse indisposta.

Sesshoumaru notara que Bankotsu e Mrs. Kana também ficaram esmagados pelo desapontamento. Eles também estavam vestidos em suas melhores roupas de domingo.

Sesshoumaru encolerizara-se, impotente. Não podia contrariar as ordens de uma mulher em sua própria casa, especialmente quando estas ordens diziam respeito a seus próprios filhos e criados.

Mas quando Kagura dissera, com um fio trêmulo de voz, que não poderia passar sem o conforto da presença de seu marido nesta hora de enfermidade, ele interviera. Ele praticamente arrastara Kenzo para a carruagem, fazendo ouvido de mercador às lamúrias de Kagura e ao tumulto de Naruku. A curta viagem para a igreja fora completada em silêncio sombrio.

Ele entrou na igreja com um mau pressentimento. Suas suspeitas foram confirmadas. As únicas pessoas sentadas eram duas ou três que ele mesmo convidara — nenhuma delas especialmente próxima.

Não que ele tivesse muitos amigos íntimos — ele gostaria que Inuyasha estivesse ali com ele, mas este lhe enviara uma mensagem dizendo que havia uma epidemia de tifo na aldeia, e ele não poderia deixar sua mulher, seus filhos, nem sua paróquia naquele momento.

Então, as únicas pessoas sentadas na igreja eram alguns colegas do clube, um sujeito que conhecera em Oxford e que morava por perto, e o valete de Sesshoumaru, seu cavalariço e seu ajudante. Uma congregação de seis — três deles empregados, e todos homens.

Ele, não se importava nem um pouco — casamento era uma transação comercial, e requeria o mínimo de tumulto. Estava adquirindo uma esposa, e ela, riqueza, um título e segurança para a vida inteira. Mas mulheres colocam grandes expectativas em cerimônias de casamento. E a pequena Rin Robinson não podia ser uma exceção; também estava certo disso.

Então, para onde fora todo mundo?

Que diabos Kagura estava fazendo? Dissera-lhe que organizasse tudo, maldição! Ele lhe dera carta branca para as providências. E lhe enviara um colar de esmeraldas deslumbrante. Onde estavam todos os malditos convidados felizes?

O organista tocara os acordes de abertura, e Sesshoumaru voltara-se para olhar para Miss Rin Robinson, sua noiva, de pé na entrada da igreja. Rindo, feliz. Beatificamente. Por um momento, ficou paralisado, olhando, aprisionado por seu sorriso deslumbrante — mesmo por trás do véu de renda que ela usava. Seu sorriso afastara todo pensamento contrariado de sua cabeça. Ela parecia radiante. Bela. E extremamente feliz. Era esta a mesma moça que ele ouvira soluçar? A moça que, com olhos vermelhos e pele manchada, aceitara seu pedido com uma vozinha de desafio? A moça que, a sangue frio, apresentara seu conjunto de condições somente dias antes do casamento? Mas, hoje, ela sorria...

A música enchera a igreja. Seu movimento o arrancara de seu pasmo, e, enquanto a via caminhar vagarosamente em sua direção, flutuando orgulhosamente ao som da música, ele gradualmente se conscientizara do que ela estava vestindo. E seu desagrado retornara lentamente.

Sesshoumaru não era um grande seguidor da moda feminina, mas sabia quando algo tinha a aparência correta. Ora, neste caso, tinha a aparência errada. Apesar de não poder bem detectar o que era. A pálida e tremeluzente cor âmbar não estava particularmente na moda, mas lhe caía bem. O tecido parecia rígido demais, mas este não era o problema...

Seus olhos foram atraídos para o decote, e por um momento ele não acreditou neles. Estava torto. Distintamente torto. E então, agora ele o notava, as mangas também — ou ao menos uma delas. E o caimento do vestido estava todo errado. Ela tinha uma bela pequena silhueta, observou de repente, mas seu vestido era atroz.

Sua raiva cresceu. Como Kagura permitira que Rin Robinson fosse para seu casamento usando um vestido desses? As mulheres sempre tentam ter a melhor aparência possível, mas o momento mais importante de todos, o dia que elas esperam ter uma bela aparência, é o dia de seu casamento.

Quanto mais sua noiva se aproximava, mais ele o notava. manchas nas luvas, removidas inadequadamente. Um remendo na renda de seu véu. Uma bainha torta. Costura irregular... a lista crescera.

E apesar disso tudo, Rin Robinson sorrira, como se este fosse realmente o dia mais feliz de sua vida.

Como se ela não estivesse usando uma horrível caricatura de vestido de casamento. Como se a igreja não estivesse virtualmente vazia de todos os que lhe desejavam felicidade. Como se ele fosse o homem que ela amava...

E, então, ela lhe batera no nariz tão fortemente que as lágrimas lhe vieram aos olhos, e ele ficou envergonhado, e resmungou algo que fez com que o sorriso saísse de seu rosto e a alegria fugisse de seu corpo. Ele o vira acontecer ante seus próprios olhos — em um momento ela estivera feliz e radiante, no outro infeliz.

Ele tentara evitar que ela notasse quão poucas pessoas estavam na igreja. Sabia exatamente o momento em que ela descobrira que não havia ninguém em seu lado da igreja. Que ninguém viera para ver Rin Robinson se casar. A pequena mão enluvada que se mantinha nas suas, repentinamente, se apertou em torno de seus dedos. Ela não dera nenhum outro sinal, ficara ereta e esbelta, olhando para frente, para o vitral acima do altar, mas Sesshoumaru a sentiu tremer. Atrás do maldito véu ele a viu morder os lábios, lutando para, manter a compostura. Ele passara o braço à sua volta, e, instintivamente, ela se encostara a ele.

Este olhar patético e magoado que ela lhe dera penetrara até o âmago. Ele nunca o esqueceria.

Ela esperara convidados desejando-lhe felicidades — as crianças, a governanta e o mordomo, pelo menos. E estava vacilando sob o impacto cruel dos bancos vazios. E Sesshoumaru não pudera fazer nada quanto a isso.

Então ela tirara sua luva — sua atenção estivera em outro lugar naquele momento — e enfiara seu anel no dedo. Ela repetira os votos em uma vozinha desajeitada e, enquanto ele a ouvia, fitara seu anel, brilhando na mão pequena e manchada com as unhas infantilmente roídas. E se perguntara que diabo estava fazendo, casando-se com esta pequena órfã desconhecida, tão estranha a seu mundo cínico e sofisticado. E também muito inocente, vulnerável, e sozinha.

A carruagem balançava e saltava ao longo da estrada em um ritmo louco. Rin estava se sentindo bastante desconfortável. Se isso era o que viajar acarretava... E isso era a Inglaterra, onde diziam que as estradas eram as melhores do mundo...

Sua mãe deveria ser mais forte do que ela pensara. Lorde d'Arenville não exagerara quando dissera que viagens eram algo difícil para uma dama. — Mas é claro! Era isso! A descoberta atravessou Rin como um relâmpago. Essa era a razão para esta terrível jornada — com tanta pressa e no último minuto! Partindo no final da tarde, quando ninguém viajava no escuro a menos que não pudesse evitá-lo! Fingindo que brigara com Kagura, e que não ficaria nem mais um momento em sua casa, enfiando Rin na carruagem no dia de seu casamento, seu pequeno pacote de pertences logo atrás dela, e partindo em seu próprio cavalo como se os cães do inferno estivessem em sua perseguição. Que insensatez!

Como se lorde d'Arenville — o Iceberg — sempre arremetesse no campo com uma explosão de raiva. O homem era decididamente um exemplo de frio autocontrole. Ele deveria estar tentando amedrontá-la. Na véspera, não escondera sua oposição em relação a isso. Ah! Lorde d'Arenville descobriria que sua noiva não era tão simplória, estava atenta a suas maquinações ignóbeis! Ela teria o Grand Tour!

Rin sentou-se, o desconforto esquecido à luz de sua descoberta. Por alguma razão sentiu-se imensamente alegre. De algum modo desconhecido, fora a causa de sua briga com a prima.

No momento em que eles chegaram da igreja, ele a mandara para o quarto com uma criada para refrescar-se, enquanto falava com Kagura. Rin, contrariada por ter sido despedida como uma criança, esgueirara-se para baixo para escutar atrás da porta, mas na realidade ouvira muito poucas palavras e se frustrara — somente o som das suas vozes. A dele era gélida, cortante, como se estivesse descompondo sua prima com sarcasmo, mas Rin não podia entender a razão daquilo.

Pressionando um ouvido contra o espesso painel de madeira, Rin tivera certeza de ouvir algo sobre um vestido. Seu vestido? Pressionou o ouvido mais fortemente contra a porta. Depois, ele dissera algo sobre uma imbecil da aldeia, então não poderia ter sido isso. E Kagura negara sua responsabilidade quanto ao assunto, e rompera em lágrimas barulhentas.

Então, tudo fora um pretexto — Rin estava convencida disso, e ensinaria a seu marido uma lição sobre tentar enganar mulheres em relação aos seus direitos prometidos. Ela abriu as venezianas que cobriam as janelas da carruagem. O som dos cascos dos cavalos galopando e o rangido das molas era quase ensurdecedor. Segurando firmemente as alças de couro, ela ajoelhou em seu assento e colocou a cabeça para fora da janela.

Ela inspirou profundamente várias vezes. O ar fresco da noite era completamente divertido, e sentiu uma má vibração quando o inspirou — Miss Sango dizia sempre que o ar da noite continha uma energia maligna. Proibia estritamente suas alunas que o respirassem. Rin enrolou as alças mais firmemente em volta de seus pulsos e se debruçou mais para fora, inspirando, feliz. Seu marido estava lá adiante em algum lugar, cavalgando seu próprio cavalo — para ele, esta não era uma viagem abafada em uma carruagem terrivelmente sacudida. As suas lanternas forneciam alguma luz, que lhe permitia ver a silhueta dos dois cavalos de trás, mas não havia sinal de lorde d'Arenville. Ele estava provavelmente bem adiante deles.

— Mas que diabos você pensa que está fazendo?

Virou a cabeça e observou que seu marido chegara perto da carruagem, tão perto que ela quase podia estender o braço e tocá-lo. Sua boca se abriu. Fitou-o, subitamente esquecida do balanço da carruagem. Este era o seu marido? Esta criatura de velocidade e poder, de sombras e luar — este era o Iceberg?

Ele cavalgava como se tivesse nascido em uma sela. Rin ouvira esta expressão antes, mas nunca pudera imaginá-la. Observava, meio temerosa, o soberbo animal negro sob ele, brilhando com suor ao luar. Parecia enorme e muito feroz, suas patas galopando na noite. E ainda assim seu marido dominava este animal enorme e poderoso sem esforço.

Naquele instante soube exatamente como era um centauro.

Sempre os imaginara como criaturas bastante ridículas — mas isso... Ele era... magnífico.

Fitou o cavalo e o homem, galopando juntos na escuridão intermitente, ora uma misteriosa criatura negra da noite, ora um cavaleiro prateado e brilhante, beijado pelo luar. Ele cavalgava com a cabeça descoberta e cachos molhados de cabelo escuro apegavam-se romanticamente a sua fronte. Sua capacidade de cavalgar tão perto de uma carruagem, que corria e balançava, era mais do que Rin podia compreender — parecia terrivelmente perigoso.

— Há algo errado? — gritou.

Ah! pensou Rin. Sua esperança é vã, meu senhor.

— Não, nem um pouco... — ela gritou alto para ele, os cabelos chicoteando-lhe o rosto. — De fato, é monstruo...

— O que você disse? — ele gritou. — Você está bem?

— Eu estou per... perfeitamente bem, meu senhor! — gritou, enquanto era jogada para todos os lados nas almofadas de couro. — Esta vi... viagem é absolutamente deliciosa! Eu estou tendo... — arrastou-se de volta ao canto do assento e apertou os dedos contra a moldura da janela. — Eu estou me divertindo mara... maravilhosamente! É excitante demais!

— Nós pararemos em uma hora, mais ou menos.

Dormir! Rin se esquecera — era sua noite de núpcias. E, em algum momento, esta noite, em uma estalagem desconhecida, lorde d'Arenville a conheceria, e ela se tornaria sua mulher. Subitamente, sua boca ficou seca.

Continua...


Yo!! Peço dessa vez desculpa da demora, me deu uns branquinhos essas semana, mas finalmente acabei este capitulo, ele não foi revisado, então desculpe qualquer erro de portugues XD

Finalmente ferias \o\ por isso vou tentar postar o Cap VI antes do final do ano (espero que eu consiga).

Mas sobre esse capitulo o acharam? Eu particulamente gostei. E finalmente eles casaram =D Vamos ver no que vai dar a noite de nupcias do nosso casal XD

Agora sobre os reviews, gostou adorando em ver que as pessoas realmente curtem o que eu escrevo\o\

Respondendo-os:

shirlaine: Obrigada ^^ Fico feliz em saber que esta gostando, gostou desse capitulo como os outros? Bjss e obrigada pelo seu comentario.

Ana Spizzioll: Postei o mais rapido que pude ;-; Tanto que quando acabei de escrever vim logo postando. Que bom que adorou, bjs.

Lady Bee: Fico realmente agradecida em ver que vc esta gostando. Sobre a lua de mel, pode ser no proximo capitulo, então acompanhe ^^ Te digo essa é uma fic dificil de escrever, principalmente o enredo, que pesquiso um pouco para não deixar a fic totalmente uma mentira, e tbm os nomes, principalmente do Sesshoumaru, que tive que ficar no wikipedia pesquisando nomes de condes XD Os pais dela eram de familia media, então por causa da mortes dele repentinas, não conseguiram deixar um dinheiro e tal então mandaram para Sango cuidar dela, acho que não expliquei muito bem nesses ultimos caps, vou ver se coloco a historia original dela mais para frente ^^ Bjsss e obrigada pelo comentario.

LeticiaM:Postei assim que pude ^^ Obrigada pelo comentario, espero que gostou desse capitulo, bjs.

Ana M: Que bom ^^ Espero que ainda continue comentando e dizendo sua opinião sobre a fic, bjs.

Hinata-chan: Rin realmente é uma boa pessoa e aos poucos Sesshoumaru esta vendo isso \o\ E sobre o hentai, aqueles bem explicativos não vai ter =/ Porem vou tentar colocar uma passagem da primeira vez deles de um modo que agrade as leitoras que gostam de ler hentai (eu particulamente curto XD) ^^ Obrigada pelo seu comentario, espero que comente nesse tbm, bjs.

Lore Yuk: A historia em si não, porem tiro umas ideias de livros antigos e bem romanticos, por isso ele assim doce demais XD Obrigada pelo seu comentario, bjss.

Luna Caelliam: A Rin vai dar cada bola fora que vc vai se divertir muito XD coitada. Espero que continue lendo, bjss.

Kuchiki Rin: Desculpa a demora T__T Este capitulo tbm demorou espero que valeu como o outro XD bjs.

Lady Muise: Obrigada, q bom q gostou, espero que continue acompanhando, bjs.

Alissa: Ah sim, entendi ^^ Porem não curto os casais normais de Naruto . Sei lá acho muito cansativo XD por isso eu nunca leio as fics que tenham esses casais 8D Eu curto as fics da Pink Ringo, já leste? Na minha opinião todas fics que ela escreve são otimas, e tem bastante popularidade, mesmo ela não usando os casais comuns ^^ Fico feliz que tenha gostando da fic, e obrigada pelos elogios \o\ Espero q continue lendo, bjss.

Rukia-hime: Rin sabe realmente muitas coisas, mesmo sendo inocente so jeito que ela é XD fico feliz que esteja gostando, obrigada pelo comentario, bjs.

Bom vou ficando por aqui, que vou ver se hoje consigo já começar o cap IV XD Bjss e todos e por favor continuem me mandando reviews, afinal são eles que me fazem escrever cada vez melhor, então podem mandar suas criticas e opiniões ^^

Ja ne... Yami