Disclaimer: Os personagens de Inuyasha não me pertencem, e sim a Rumiko Takahashi.

Sinopse:Rin Robinson é uma órfã desamparada que cuida dos três filhos pequenos de sua prima Kagura em troca de casa e comida. Mas sua vida toma outros rumos quando ela conhece Sesshoumaru, o Lorde d´Arenville. Sesshoumaru deseja ter uma família. Por isso pede para Kagura apresentá-lo a debutantes que estivessem a altura de ser sua esposa, e principalmente, mãe de seus filhos e dona de seu coração. As coisas, porém, não acontecem de acordo com os planos da anfitriã. O Lorde ignora todas as convidadas, e, impressionado pelo modo amoroso com que Rin cuida dos filhos da prima, decide que ela é a única mulher com quem realmente deseja se casar...

Rate: T - Por conter cenas pesadas.


~O Cavaleiro e a Dama~

Capítulo VII

— O que é este cheiro tão diferente, milor... Sesshoumaru? — Rin chamou-o da janela da carruagem. Sesshoumaru inspirou e balançou a cabeça.

— Eu não consigo sentir nenhum cheiro. O maldito mar abafa todos os outros cheiros.

— O mar? — exclamou Rin — Será que é o cheiro do mar que estou sentindo? Oh, que excitante! Eu nunca vi o mar, e sempre quis vê-lo! — debruçou-se para fora da janela.

Sesshoumaru observou-a, pensativo, por um momento.

— Por favor, diga-me mil... quero dizer, Sesshoumaru, de que lado é o mar?

— Você ainda não pode vê-lo — disse ele —, mas quando passarmos pelo alto da colina você deve ter uma rápida visão dele.

Os olhos de Rin esquadrinhavam avidamente o horizonte que se aproximava. Então, em poucos momentos, ela viu uma linha azul brilhante, riscada em uma depressão nas colinas verdes.

— Oohh! — suspirou. Fixou o olhar no horizonte durante os quarenta minutos seguintes, captando visões estonteantes de azul e prata, até a carruagem parar no cume final, e o Canal da Mancha se estender diante dela em uma área brilhante e infinita. — Oohh!

Divertindo-se com sua atração ingênua, Sesshoumaru fez sinal ao cocheiro que parasse. Ele desmontou e abriu a porta para Rin.

— Venha — disse, estendendo a mão. — Vamos parar por um momento para que você possa olhar à vontade. Este não é o verdadeiro mar, sabe. É somente o canal.

Ela voltou-se para encará-lo, maravilhada.

— Verdade? Mas é enorme! Eu não consigo ver o outro lado de jeito nenhum.

— No entanto...

— O Canal da Mancha... — inspirou reverentemente. — É muito maior que os mapas nos fazem acreditar.. logo ali está a Europa!

Ela correu de volta para a carruagem e escalou os degraus, esquecida do cavalariço.

A cidade de Dover não era especialmente inspiradora, na opinião de Sesshoumaru. Só havia duas hotelarias decentes, nas quais um cavalheiro poderia fazer sua esposa repousar em segurança — o Ship Inn e o King's Head. O Ship Inn era o mais elegante dos dois, e foi para lá, naturalmente, que Sesshoumaru se dirigiu.

Para sua contrariedade, porém, a estalagem estava cheia. O hoteleiro explicou. Parecia que não houvera vento, nem mesmo uma brisa, por vários dias. O canal estava liso e vítreo, e as velas dos barcos flácidas, então, a estalagem, e toda a cidade, de fato, estava apinhada de pessoas esperando para partir para a França.

— Verifique novamente — disse lorde d'Arenville, colocando várias moedas sobre o balcão.

O nome de lorde d'Arenville não era desconhecido. Também não era hábito do Ship's rejeitar cavalheiros da nobreza. O hoteleiro hesitou um momento, depois se inclinou para frente.

— Tudo o que eu posso oferecer a Vossa Senhoria é dividir um apartamento, infelizmente... por um pequeno reconhecimento, é claro. Há vários jovens cavalheiros que aceitariam acomodar Vossa Senhoria em troco de uma redução em sua tarifa, e a dama, sua esposa, seria, tenho certeza, bem-vinda a dormir com lady Entwhistle, uma viúva idosa da maior respeitabilidade. — Seus dedos rastejaram para o dinheiro.

— Dividir? — exclamou lorde d'Arenville, indignado, pegando de volta as moedas. Sua mulher dividir com alguma velha, uma citadina, sem dúvida alguma! A idéia era absurda. Sua condessa não compartilharia a cama com velhas desconhecidas! Ela a compartilharia com ele. Ou o faria, assim que ele resolvesse o problema. Ele já havia esperado bastante até agora.

A memória da suavidade nua de Rin permaneceu com ele, e cada vez que a via, cada movimento seu causava-lhe desconforto — tudo de que necessitava era de uma cama e de sua esposa.

— Isso é tudo o que posso lhe oferecer, milorde. Sem o vento, os barcos não podem partir.

— Está bem, então — disse lorde d'Arenville, friamente. — Por favor, recomende-me alguma acomodação privada onde minha esposa possa ficar.

— Não sobrou nada, infelizmente, milorde. Os barcos estão parados aqui já há seis ou sete dias, e toda a cidade está completamente cheia, tão apertada quanto um carrapato, se me perdoa a expressão. Talvez o senhor encontre alguma coisa em uma das tabernas perto do mar, mas eu não o aconselharia a uma dama.

— Com certeza!

Mrs. Entwhistle era, como Sesshoumaru temera, uma moradora da cidade. Uma viúva que possuía no momento várias fábricas de lã e manufaturas — um fato que não hesitou em informá-los para o desgosto de Sesshoumaru. Falava com um arrazoado de "refinamento" que se intensificou quando descobriu a importante companhia na qual estaria. Também era tagarela até o ponto de se engasgar. Sesshoumaru só precisou ficar dez minutos com ela até entender por que seus três maridos morreram jovens — procurando a paz e silêncio da sepultura. Ela era, porém, totalmente respeitável e se deliciara em compartilhar seu quarto com uma jovem condessa. Então Sesshoumaru pode deixar sua esposa jantando em uma travessa no quarto da mulher, sem dúvidas em relação à sua segurança.

Ele mesmo passou uma noite extremamente frustrante. Levou horas para conseguir dormir, a imagem de sua esposa nua sendo a causa principal de sua insônia. Depois, quando finalmente caíra em um sono agitado, os jovens rapazes espertos com os quais ele compartilhava seu quarto entraram em tumulto, totalmente bêbados e falando no mais alto volume.

— Se vocês, jovens cavalheiros, não forem para a cama o mais rápido possível, e em silêncio, eu serei forçado a sair da minha — disse, com uma voz que congelou os jovens. — Eu não acredito que vocês gostariam das conseqüências. — Depois disso, o único som no quarto foi o de respirações furtivas.

Sesshoumaru deitou-se completamente acordado, curioso por saber que golpe de má sorte fizera com que acabasse dividindo um quarto com três idiotas bêbados enquanto sua mulher se enroscava na cama com uma velha vulgar.

Nunca se sentira tão desconfortável, nem tão frustrado, em sua vida. Exceto em sua noite de núpcias.

Um dos rapazes começou a roncar. Sesshoumaru cobriu a cabeça com o travesseiro.

O humor de lorde d'Arenville não era dos melhores quando entrou na sala de jantar pública lotada da estalagem para reunir-se à sua mulher no café da manhã. Passara uma noite bastante frustrante, novamente, e mesmo o fato de ter jogado para fora da cama o mais barulhento de seus companheiros falhara em vencer os roncos noturnos.

— Bom dia, milorde — Rin saudou-o com um sorriso ensolarado. — Você dormiu melhor esta noite?

— Provavelmente você dormiu bem. Novamente — acrescentou, notando seus olhos brilhantes e sua pele clara e macia.

Ela balançou a cabeça afirmativamente, olhou rápido em volta da sala, depois se debruçou para frente e sussurrou:

— Não, nem um pouco, pois, você não vai acreditar: Mrs. Entwhistle ronca!

Magnus deu uma surpreendente gargalhada.

— Oh, mas é verdade — Rin sussurrou e rolou os olhos. — E terrivelmente alto. — Deu uma olhada pela sala novamente e acrescentou, os olhos cheios de divertimento — parece que ela não suporta ficar quieta!

Apesar de seu mau humor, ele se viu sorrindo para ela.

— Meus companheiros fizeram a mesma coisa.

— Oh, então você entende. Eu não gosto nem um pouco deste som. E não pára, não é? Até você sentir que deseja sufocar a pessoa que está fazendo isso. — Levou outra garfada de salmão à boca e mastigou, pensativa, fitando-o com uma expressão inquisitiva.

— Você...? Eu quero dizer... nada.

— O quê...? — disse Sesshoumaru. Ela enrubesceu.

— Esqueci-me do que ia dizer. Er, você acha que o vento virá na hora certa hoje, milor... Sesshoumaru? Para que o navio parta, eu quero dizer. Está um belo dia de sol, em todo caso. Se não pudermos partir hoje, você pensa que poderíamos andar até as Western Hights? Eu ouvi dizer que a vista é espetacular, e que a caminhada é muito revigorante.

Sesshoumaru franziu as sobrancelhas. O que ela quase lhe perguntara? Algo a fizera enrubescer. Será que ela lhe perguntaria se ele roncava? Abriu sua boca para tranqüilizá-la.... depois a fechou, desconcertado. Não tinha a mínima idéia se roncava ou não.

Com certeza nunca ninguém lhe dissera que o fazia, mas raramente dormia com as mulheres com quem se envolvia.

Talvez ele roncasse. Será que sua esposa desejaria sufocá-lo em seu sono?

Logo após, eles subiram nas Western Hights, onde ela se extasiou com a vista.

Quanto mais tempo passava em companhia de sua esposa, mais seu desejo reprimido crescia. Ela era tão diferente das mulheres enfastiadas e cansadas de tudo que ele conhecia! Parecia encontrar um prazer inconsciente nas menores coisas, e ele não podia evitar se perguntar se ela reagiria com igual delícia aos prazeres que planejava apresentar-lhe — logo que tivesse privacidade para fazê-lo. Enquanto isso, sua mera visão, colocando uma concha no ouvido para ouvir o mar, passando por cima de uma cerca, ou correndo colina abaixo, rindo alto, divertindo-se, era suficiente para fazê-lo quase gemer alto. Tentou controlar a sua reação em relação a ela, mas a própria impossibilidade de fazê-lo o perturbava e o fazia ficar furioso.

Ele nunca esperara desejar sua mulher. Sentia que era improvável e tolo que um homem o fizesse... vira outros na escravidão dos encantos de suas esposas — seu pai, por exemplo — e observara que isso dava a elas infinita influência sobre seus maridos. Nenhuma mulher jamais possuíra o mínimo controle sobre Sesshoumaru, e nada mudaria isso. Não, esta queda inexplicável que ele sentia por sua mulher era meramente uma extravagância momentânea, como resultado da recente falta de companhia feminina. Passaria, assim que o casamento fosse consumado — se o fosse um dia!

Droga! Ele nunca desejara tanto dormir com uma mulher e nunca fora tão terrivelmente incapaz de encontrar uma oportunidade de fazê-lo.

Seu marido poderia estar se comportando como um urso com dor de cabeça, mas Rin não se lamentava. Era claramente um homem difícil de se agradar, mas ela o sabia desde o início. De fato, o casamento com Lorde d'Arenville estava se revelando bem melhor do que esperara. Apesar de seu mau gênio, em geral, ela descobriu vários traços de seu caráter que achou bastante amáveis — lampejos inesperados de gentileza, como parar a carruagem para que ela pudesse olhar o mar, por exemplo.

Sim. Rin pensou, era maravilhoso estar passeando pela cidade de braços dados com um cavalheiro bonito — ainda era quase impossível acreditar que um homem de aparência tão magnífica fosse seu marido. O calor que queimava dentro dela quando colocava a mão em seu braço, o encontro ocasional de seus corpos quando caminhavam — tudo isso era extremamente agradável.

Ela não podia evitar apreciar as diversas pequenas coisas que ele fazia. Como a maneira pela qual ele se posicionava protetoramente entre ela e a estrada, quando caminhavam. E a ajudava subir e descer degraus como se ela fosse algum tipo de criatura frágil e impotente, o que os céus sabiam que não era, mas ainda assim... era bom que fosse considerada assim, de vez em quando. E era ainda melhor pensar que talvez ele não mais a considerasse robusta...

Claro, provavelmente, tudo isso eram só boas maneiras. Sem dúvida, ele faria exatamente o mesmo por Mrs. Entwhistle — isto é, se ela parasse de falar algum dia. Ele tinha bons modos — quando queria.

Rin suspirou. Havia momentos em que sentia como se seu novo marido e ela pudessem chegar a um entendimento, quando poderia encontrar algum grau de felicidade com ele afinal. Mas de repente se lembrava de que não era a esposa amada em sua lua-de-mel, mas uma necessidade inconveniente que o estava colocando em grandes apuros.

Então, disse a si mesma, reanimando-se, Dover era um local fascinante, e ela tinha coisas melhores a fazer do que se lamentar com devaneios sobre a disposição de seu marido. Não havia nada que pudesse fazer em relação a isso, afinal. Seria tola se desejasse algo mais era somente uma égua reprodutora para ele — ele o dissera à sua prima, naquela noite, na biblioteca. E, apesar de ele ter se cansado de explorar a cidade, ela ainda queria fazê-lo.

Cada manhã, Rin fugia do Ship Inn para ir à beira-mar, aproveitando-se do fato de que seu marido acreditava que estava na companhia de Mrs. Entwhistle. Ele mesmo não conseguia suportar o tagarelar fútil da mulher.

Ela estava intensamente curiosa em relação a todo aspecto da vida marinha. Maravilhava-se com a maneira pela qual as mãos curtidas de sol dos marinheiros podiam dar nós nas redes finas e delicadas. Aprendeu a identificar bergantins, chalupas e escunas, e excitava-se ao ver os canhões do Revenue apontados para si. Os marinheiros faziam relatos excitantes de contrabandistas, navios afundados e tempestades.

Uma manhã, um marinheiro ofereceu-se para levá-la, remando, até um dos barcos, para mostrá-lo. Deliciada, Rin aceitou, e ficou profundamente impressionada ao descobrir a maneira engenhosa pela qual seu interior fora decorado. O marinheiro a levava de volta para a margem quando ela notou o semblante irado de seu marido, esperando-a.

Quando o pequeno barco atingiu a margem, ele a içou, com a cara fechada, para a terra seca.

— Mas o que você pensa que está fazendo, madame?

— Explorando aquele grande barco lá — ela arquejou. — Eu estava realmente muito interess...

— Como você ousa sair desacompanhada? Não tem idéia do tipo de vilões e rufiões que freqüentam lugares assim?

Vilões e rufiões, realmente, pensou Rin zangada, como se ela não soubesse muito bem reconhecer se uma pessoa era confiável. E, já que ele estava tão obviamente entediado com sua fascinação com as coisas náuticas, que alternativa ela tinha, a não ser ir sozinha? Ela agora era uma mulher casada, afinal, e tinha muito mais liberdade que uma garota solteira para ir aonde quisesse. Era somente porque ele tinha estas idéias estúpidas sobre seu comportamento ser mais adequado mais digno de uma condessa. Bem, era impossível passar de uma parente indesejada a uma condessa em poucos dias.

— Oh! Que nada! - retorquiu. — A maioria deles é muito gentil — sorriu e acenou para uma velha que estava sentada, fumando um cachimbo do lado de fora de uma taberna, sabendo que isso irritaria seu marido — Olá, Nell!

— Olá, Miss Rin.

Sesshoumaru praguejou e acelerou seu passo, forçando Rin a saltar e pular para acompanhar seu ritmo.

— Oh, aí estão vocês, meus queridos — começou Miss Entwhistle. Sesshoumaru curvou-se, bateu a porta e saiu pelo corredor, subindo o lance de escadas até seu próprio quarto, e já estava introduzindo Rin ali quando estancou abruptamente, praguejando. Ela olhou por cima do marido. Meia dúzia de jovens elegantes estava espalhada pelo quarto, fumando, bebendo ou jogando cartas.

— Entre, velho amigo — chamou um deles, bêbado — E traga esta potranca bonitinha com você! — Sesshoumaru pareceu endurecer com uma raiva gélida

— O senhor está se referindo, à minha esposa! — disse em um tom macio e selvagem. Isso subjugou os jovens cavalheiros, pensou Rin. Ele a empurrou para longe e fechou a porta atrás de si. Sesshoumaru correu para baixo e intimou o hoteleiro:

— Seja gentil e leve-nos a um quarto particular imediatamente. Um no qual eu possa falar com minha esposa sem interrupção.

— Infelizmente — disse ele —, não há nenhum, milorde. As pessoas estão dormindo até nos quartos comunitários esta noite.

— Então apronte minha carruagem! — exaltou-se.

Na carruagem falou de sua maldade em fugir da estalagem sem seu conhecimento e sua perfídia em usar uma moradora da cidade maldita e tagarela para acobertá-la! Sua falta de decoro ao se aventurar sozinha nesta cidadezinha imunda.

Rin ficou sentada ouvindo tudo.

—...e, em relação à extrema loucura de se aventurar a bordo de um navio estranho na companhia de... de um rufião tatuado com brincos de ouro em suas orelhas. O quê, qualquer coisa poderia ter acontecido com você! Você poderia ter sido raptada, ou pior. Um malvado como ele cortaria sua garganta tão logo olhasse para você!

— Oh, não, meu senhor, Jack pode parecer um pouco rude, mas na verdade ele é um sujeito decente sob todas aquelas tatuagens. Sua mulher na Jamaica deu a ele aqueles brincos...

— Ele poderia tê-la levado embora naquele barco...

— Navio. Um barco é muito men...

— Será que você vai me escutar, você, sua tola atrevida? — Sesshoumaru deu um soco na almofada de couro.

— Ele poderia tê-la drogado, raptado e vendido como uma escrava branca em algum porto estrangeiro!

Ela ouvira falar de escravas brancas, claro. Mas ela não estivera em tal perigo. Todos na costa sabiam onde fora.

— Mas como poderia ele, milor... com... — começou

— Muito fácil...

— Pois não há vento para que o navio parta ela — concluiu. — É por isso que não estamos ainda na França. Você esqueceu?

Sesshoumaru encarou-a, perplexo com a resposta. Ela fitou seu marido. Ele olhava pela janela uma expressão fechada no rosto. Obviamente, ele ainda não havia superado seus caprichos. Ela suspirou. Esperava-se que um homem tão belo tivesse um temperamento melhor, mas a menor coisinha parecia fazê-lo explodir. Ainda assim, qualquer um que houvesse sido educado no Colégio Interno de Miss Fisher para Filhas de Cavalheiros sabia tudo sobre mau gênio.

O som fez Sesshoumaru voltar-se e olhar para ela. Ela ergueu a cabeça e sorriu, inquisitiva, para ele.

Foi o sorriso que o fez, Sesshoumaru disse a si mesmo mais tarde. Era bastante óbvio que ela ainda não tinha idéia da imprudência de suas ações, do perigo no qual estivera. Seu semblante não mostrava o menor sinal de contrição. Seu gênio, mantido rigidamente sob controle, ultrapassou os limites novamente.

— E se este maldito rufião imundo tivesse decidido violá-la naquele barco? — rosnou ele. — O que você teria feito, hein?

— Oh, ele não faria nada assim — retorquiu Rin zangada. — E se tivesse — ela encarou-o: — eu sei muito bem como lidar com estas coisas.

— O quê?

— Bem — ela começou, mas suas palavras lhe congelaram na garganta quando Sesshoumaru jogou-se sobre ela. Ele prendera suas mãos às costas e a empurrara para trás no assento da carruagem, seu corpo musculoso pressionando pesadamente o dela, enquanto suas pernas se agitavam.

— E se ele tivesse feito assim? — Sesshoumaru resmungou. — Seu corpo vulnerável sob o dele. Acessível a todo o seu desejo. — Ele apertou-se contra ela, os olhos devorando sua face.

Rin sentiu algo duro pressionando seu ventre. Ela tentou esquivar-se. O rosto de seu marido pairava acima dela, escuro e zangado.

— E se ele fizesse isso com você? O que você teria feito, hein? — sua mão se moveu vagarosamente por seu seio, acariciando e apertando.

Rin arfou, admirada. O que ele estava fazendo? Tomar tais liberdades com sua pessoa... Ela sabia sobre homens que tomavam liberdade com uma moça de Miss Kikyou — ela nunca soubera exatamente o que era "liberdade". E ela sabia muito bem qual era a resposta adequada para uma jovem dama bem educada nesta situação — só não tinha certeza se queria fazê-lo... ainda. Esta liberdade era incrivelmente prazerosa, e ela não queria interrompê-lo... ainda.

A grande mão quente explorando seus seios causou todo tipo de reações maravilhosas e febris em seu corpo. Especialmente, quando ele a tocava... assim. Oh!

Como marolas em um lago, as sensações começavam em seu peito e se irradiavam deliciosamente para fora. E para baixo. Ela ficou ali, deitada, extasiada, olhando para o rosto sombrio de seu marido, perdida nas sensações que suas carícias produziam.

— E se ele tivesse feito isso? — murmurou com voz grave, e pressionou fortemente os lábios nos dela.

Mesmo seu corpo pesando tanto em cima do dela a fazia sentir algo interessante... Meu Deus! Sua língua estava pressionando, tentando penetrar entre seus lábios... muito peculiar, extremamente... excitante. A sensação vibrava, passando de seu corpo para o dela que se sentia amolecer e derreter com prazer...

Sua língua penetrava novamente na boca de Rin, fazendo arcos lentos e sensuais, tocando o céu de sua boca. enroscando-se em sua língua. Rin gemeu, arrebatada, enquanto sensações maravilhosas a inundavam. Seus pulsos potentes a aprisionavam e ele se pressionava contra ela, em movimentos deliberados e rítmicos, seu corpo movendo-se ao compasso de sua língua. Rin sentia-se lânguida, excitada e apreensiva tudo ao mesmo tempo.

Sua mão deixara-lhe os seios, ela notou de repente. Estava deslizando por suas pernas, por cima de suas meias... Já passara de seus joelhos e estava tocando sua pele nua! A mão se movia cada vez mais para cima, e ela tentou se desvencilhar dela, ao mesmo tempo sentindo vontade de pressionar-se mais contra ele. Ele gemeu, acariciando a pele de suas coxas com dedos quentes e fortes. As pernas de Rin tremeram em resposta, depois se abriram, estremecendo. Sua mão se moveu mais para cima, circulando, pulsando, pressionando.

De repente, a carruagem balançou, e Rin se conscientizou do que estava fazendo. E de onde estavam as mãos de Sesshoumaru! Enrijeceu-se, em choque. Ele estava realmente tomando liberdade! E Rin sabia qual era o seu dever.

— Oh! — suspirou alto, depois desmoronou dramaticamente para trás sobre as almofadas da carruagem, o corpo mole, como se não tivesse ossos.

— Rin? O que houve? Oh, Senhor! — ele se deixara levar. O mais leve toque de seus lábios nos dela, e a paixão que ele tentara reprimir tão duramente se desencadearam incontrolavelmente.

Completamente alarmado, Sesshoumaru sentou-se e passou a mão pelos cabelos, perguntando-se o que se fazia com fêmeas desfalecidas. Sais aromáticos, era disso que necessitava. Procurou em todos os cantos da carruagem, como se fosse aparecer magicamente uma garrafa deles, mas não achou.

Gritou para o cocheiro que parasse o coche, e, enquanto desacelerava, escancarou a porta.

Um som partindo de sua amada esposa o fez estancar. Ele não podia crer no que estava ouvindo. O som veio novamente. Sesshoumaru voltou-se, profundamente desconfiado, e olhou para ela. Com certeza, seu corpo se convulsionava — em risadas não exatamente silenciosas.

— Sua pequena bruxa! — exclamou, irado. — Você estava fingindo!

Rin sentou-se, tateando por sua bolsa para pegar um lenço que limpasse seus olhos molhados.

Sesshoumaru a encarou, injuriado e incrédulo. Ela ria? Ria dele? Estivera perdido nas alturas da paixão... ela fingira um desmaio... e estava rindo!

— Você vê, meu senhor, eu não estava em perigo.

— Perigo de quê? — Agora mesmo ela estava em perigo de ser estrangulada! Por seu marido recém-casado!

— Da parte daquele marinheiro, claro — Rin respondeu o mais enfaticamente que podia, pois seu corpo ainda tremia com o resquício de sua paixão.

Ela continuou:

— Se ele fizesse o que você disse que poderia fazer — o que você acaba de fazer comigo agora mesmo, eu teria fingido desmaiar, assim como fiz. Então, enquanto ele estivesse pensando no quê fazer, eu teria escapado.

Ela riu triunfantemente para ele e alisou suas saias, esperando que ele não notasse o tremor em suas mãos. Nunca soubera que um beijo poderia ser assim, mas nunca poderia deixá-lo saber o quão fortemente a afetara. Não queria desgostá-lo, afinal.

— Agora, podemos voltar para a cidade?

Ele ainda parecia querer matá-la, então ela disse:

— Você realmente não precisa se preocupar com minha segurança, meu senhor, pois não há necessidade, como pode ver. Eu aprendi como lidar com situações indesejadas quando estava na escola, sabe. Miss Kikyou considerava isso muito importante. Claro, esta foi a primeira vez em que eu realmente precisei fazê-lo, mas acho que funcionou esplendidamente.

— Esplendidamente.

Continua...


Yo Mina-sama!!!

Me perdoem pelo amor dos céus, sei que dessa vez demorei muito³ é que minha escola esta um problema, 3º ano é fogo, tenho prova praticamente todo semana i.i 'To literalmente morrendo, então tirei esse feriado para conseguir postar, são exatamente 02:18 da manhã e eu aqui fazendo de tudo para o capitulo VII seja postado para vocês o quanto antes(L)

Espero que tenham paciencia este ano comigo .-. mas estou fazendo de tudo para sair o melhor possivel. Então como estou boazinha hoje vou colocar uma previw do proximo capitulo ;D

'Sentou-se na cama, ao baterem à porta, puxando o edredom, que caíra até seu peito.

— Quem... er... qui est-ce? — disse, hesitante.

— Sou eu — disse a voz profunda de seu marido.

— E... entre.

Sesshoumaru entrou, fechando e trancando a porta atrás de si.

— Você quer alguma coisa, milor... er, Sesshoumaru?

— Este também é meu quarto.

— Mas só há uma cama.

— Eu sei.

— Mas..

— Nós somos casados, Rin. Casais casados compartilham a cama.'

Espero que tenham gostado \o\ Respondendo aos comentarios:

sandramonte: Fico muito feliz que tenha curtido o capitulo passado, espero que goste desse também. Até que não seria nada mal dormir com um Sesshoumaru né? XD Bjss

willzinha: Vai ter cada cena engraçada com esses 2 que você vai se divertir. Me desculpa pela demora em postar . obrigada pelo comentario, espero que goste desse capitulo

Ana Spizziolli: Obrigada pelo comentario, espero que curta os proximos capitulos, bjss.

Paty Saori: Desculpa a demora em postar, que bom que esta curtindo, bjsss.

Rukia-hime: Coitado do Sesshoumaru, daqui a pouco ele não vai mais aguentar, pelo jeito que ele esta indo XD Obrigada pelo comentario, bjsss

Kuchiki Rin: Fico feliz que tenha gostado ^^ Espero que você me desculpe pela demora, bjsss espero que goste desse capitulo

LeticiaM: Que bom que gostou, espero que goste desse tanto ou mais que o capitulo VI \o\ Bjss

Luna Caelliam: A noite de nupcias foi realmente frustante, mas ele supera XD Obrigada pelo comentario, bjss.

Graziela Leon: Acho que ela é um pouquinho pura para pensar nessas coisas kkkkkkkkk deve ter sido isso que fez com que Sesshoumaru aceitasse ser a mãe de seus filhos ^^ Obrigada pelo comentario, espero que que goste desse capitulo, bjsss

Integra-sam: Fico feliz que tenha gostado, espero que curta também esse, bjss.

Shirlaine: Me perdoa a demora i.i Espero que tenha gostado desse capitulo, bjsss

: É ainda ele não conseguiu kkkkkkkkkkk Mas logo logo quem sabe né? Obrigada Fico muito feliz que esteja gostando, desculpas pela demora, bjssss

: Okari Nasai (seja bem vinda) \o\ Espero que esteja gostando da fic, obrigada pelo favorito e pelo comentario ^^ Bjsss

Daaf: Obaaaa, que bom *---* que esteja curtindo. Obrigada pelo comentario, bjsss

Bom... Vou me indo, espero que tenham paciencia quanto ao proximo capitulo que eu farei de tudo para posta-lo o quanto antes, por favor deixem Review para deixar essa autora aqui feliz \o\

Ja ne... Yami