Disclaimer: Os personagens de Inuyasha não me pertencem, e sim a Rumiko Takahashi.
Sinopse:Rin Robinson é uma órfã desamparada que cuida dos três filhos pequenos de sua prima Kagura em troca de casa e comida. Mas sua vida toma outros rumos quando ela conhece Sesshoumaru, o Lorde d´Arenville. Sesshoumaru deseja ter uma família. Por isso pede para Kagura apresentá-lo a debutantes que estivessem a altura de ser sua esposa, e principalmente, mãe de seus filhos e dona de seu coração. As coisas, porém, não acontecem de acordo com os planos da anfitriã. O Lorde ignora todas as convidadas, e, impressionado pelo modo amoroso com que Rin cuida dos filhos da prima, decide que ela é a única mulher com quem realmente deseja se casar...
Rate: T - Por conter cenas pesadas.
~O Cavaleiro e a Dama~
Capitulo IX
— Seis meses? — a voz de Rin elevou-se, surpresa. — Em Paris?
— A menos que você se encontre em uma situação delicada antes disso.
Rin enrubesceu. Agora sabia o que ele queria dizer com condição delicada. Ela precisava chegar à Itália antes de ficar grávida.
— Eu não quero passar seis meses em Paris.
— Eu acho que você descobrirá que seis meses não é tempo bastante.
— Não, absolutamente — disse Rin — Seis meses é tempo demais. Se ficarmos em Paris este tempo todo, o inverno chegará e não cruzaremos os Alpes para chegar na Itália onde meus pais estão enterrados, até o ano que vem.
Sesshoumaru fitou-a por um momento.
— Que idade você tinha quando morreram?
— Onze anos, quase doze.
— E como foi?
— Eu não tenho bem certeza — disse, finalmente. — Acho que houve um acidente de carruagem.
— Você acha?
— As versões são conflitantes. A notificação oficial diz que sua carruagem virou e ambos morreram imediatamente, mas eu recebi uma carta de alguém que conhecia mamãe e que insinuou que ela morreu antes de papai... e não dos ferimentos do acidente...
— O que você quer dizer com isso?
— Eu só sei isso. Mas é por isso mesmo que eu desejo tanto ir para a Itália. Eu gostaria de visitar seus túmulos. — Havia muito mais, além disso, mas ela não queria explicá-lo.
Passara-se quase uma semana desde aquela noite memorável, e ele se mostrara tão frio, distante e bruto com ela que poderia quase pensar que tudo fora um sonho. Exceto pelo fato de seu corpo lhe dizer que não.
Mas ele não mais compartilhara sua cama. Ela realmente se casara com o Iceberg.
Sesshoumaru observara as expressões alternantes em suas feições e franziu o rosto novamente. Nada estava acontecendo como planejara. Seu desejo por sua mulher não fora saciado com aquela noite em Bolonha — ela só aguçara seu apetite por mais. Enquanto a observava lambendo o açúcar de seus dedinhos cor-de-rosa, e se sentira mais do que nunca como um adolescente exuberante.
Mas não deveria pensar nisso, disse a si mesmo, duramente. Ela era uma inocente virgem e ainda não estava curada — ele podia dizê-lo pela maneira como ficava tensa quando se aproximava dela. Esperaria até que tivessem chegado a Paris antes de compartilhar sua cama novamente. Era a única coisa decente a fazer.
Além disso, não tinha a intenção de se permitir cair prisioneiro dos charmes de uma mulher. Por aí vinha o desastre.
— Nós chegaremos a Paris amanhã. — Anunciou, levantando-se da mesa. — Partiremos desta estalagem nas primeiras horas da manhã. Então, é melhor que você vá dormir cedo. Eu lhe desejo boa noite, madame.
Madame. Suspirou. Rin se levantou, com um nó na garganta causado por sua indiferença. Com uma voz rouca, murmurou um boa-noite e saiu da sala de estar.
— Rin. Você vai gostar de Paris, eu sei. — disse Sesshoumaru, da porta. — Desde o início, você terá vários vestidos novos e finos, e chapéus etc.
— Oh, sim.
— Pense nisso: vestidos de seda, cetim e renda. O melhor que o dinheiro puder comprar.
Ela olhou para ele em silêncio.
— E luvas, chinelos, perfume francês. E bailes, festas elegantes e reuniões resplandecentes. Você gostará muito — insistiu, franzindo as sobrancelhas.
— Sim, meu senhor, se o senhor diz.
Maldita mulher! O que estava acontecendo com ela? Sesshoumaru a observava ir, via o balançar de seus quadris sob o belo vestido que vestia. Estava vestida do modo menos atraente possível, e ele lhe prometera vestidos mais finos que o dinheiro podia comprar. Então, por que não podia lhe dar ao menos um sorriso? Todas as amantes que tivera no passado dariam gritinhos de alegria e jogariam seus braços em torno dele com tal oferta. Ela — sua mulher — respondera com um murmúrio indiferente de obediência!
Maldição! Ali estava ele, permitindo-se ser arrastado para o imaginário por causa dela, suportando estradas ruins, acomodações pobres e cavalos de boca dura, abrindo sua bolsa por causa dela, e — não menos importante — controlando seu desejo por causa dela!
E ela lhe era grata? Nem um pouco! Meditava no comportamento estranho de sua esposa enquanto se despia. Havia desejado uma mulher simples, conveniente, grata! Ah! Ela não era nada disso.
Ele sentou-se na cama. Ela o estava fazendo passar por uma grande inconveniência, pensou, arrancando furiosamente as longas botas. Tivera até mesmo que passar sem seu valete por causa de seu desejo apaixonado de ir à França — o tolo tivera medo demais de voltar ao seu país natal, tendo escapado de Madame Kaguya uma vez! Com alguma dificuldade, Sesshoumaru conseguiu tirar suas botas. E todo este tempo, pensou, apesar de seus próprios desejos e frustrações, ele a tratara com educação e consideração infalível.
Mas será que ela demonstrava o mínimo de gratidão pela generosidade e cuidado de seu marido? Não! Ela não! Sesshoumaru jogou as botas do outro lado do quarto. Ela saíra da cama sem um murmúrio, insensível aos prazeres que lhe oferecera... Mesmo agora ela fugia, preparando-se para dormir, feliz demais por afundar-se na cama sozinha. Ela teria tirado aquele vestido deselegante, as meias, fazendo-as deslizar por aquelas pernas macias e estaria provavelmente — agora mesmo — em pé, nua, quente, rosada e resplandecente, preparando-se para vestir aquela horrível e volumosa monstruosidade que chamava de camisola! Bem, ele não toleraria isso! Cruzou o hall que separava seu quarto do dela e escancarou a porta.
— Oh, Sesshoumaru! Há algo errado?
— Por que sua porta não está trancada? — perguntou-lhe, encarando-a, ultrajado. Ela estava debruçada sobre uma bacia de água, ensaboada até os cotovelos, vestida com aquela camisola horrível de uma cor ainda pior. Nem um centímetro de pele podia ser visto.
— Oh, eu devo ter esquecido.
— Tome cuidado para não esquecer no futuro. Qualquer um poderia ter simplesmente entrado.
— Alguém acabou de fazer isso.
— Quem foi? — gritou ele.
— Você, meu senhor.
— Ah, sim... bem... uumm... — disse ele, e andou de um lado para o outro do quarto, olhando para a cama limpa e intocada, e as roupas penduradas ordenadamente nos ganchos atrás da porta.
— O que você está fazendo?
— Somente lavando umas coisinhas.
— Para que você está fazendo isso? Minha mulher não lavará roupas!
— Não é nada, só algumas pecinhas! — disse ela, tentando sem sucesso escondê-las de sua vista. Eram suas roupas íntimas, ele notou, e reconheceu os remendos.
— Eu não me importo o que seja, mande a empregada fazê-lo.
— Mas eu não quero que ela veja — interrompeu, as faces rosadas de vergonha.
— Veja o quê? — disse ele, intrigado. Um pensamento lhe ocorreu. — Você não está... em seu período do mês?
O rosto de Rin flamejou.
— Não — ofegou, horrorizada. Ela não tinha minima idéia de que homens sabiam destas coisas.
Sesshoumaru observou com indulgência suas faces enrubescidas. Sua pequena esposa inocente se perturbava à toa. Ele gostava bastante disso, achava isso muito excitante, apesar de não querer que ela soubesse. Deu de ombros.
— Então, o que você não quer que a empregada veja? — Rin estava enfurecida com o inquérito frio.
— Não tem nada a ver com você. Eu sou livre para fazer o que quiser em meu quarto. Não há ninguém para me ver. Você não precisa se preocupar com o que as pessoas vão pensar.
— Você fará o que eu digo.
— Eu sou sua esposa, não uma escrava.
— Exatamente! E eu não deixarei que minha condessa lave roupas!
Por que ela queria lavar suas roupas íntimas? E o que não queria que as empregadas vissem? A verdade repentinamente lhe veio com a força de um soco no estômago. Ela estava com vergonha. Não porque suas roupas íntimas precisassem ser lavadas, mas porque estivessem em condições tão horríveis — remendadas e terrivelmente feias. Ela era orgulhosa, a sua pequena esposa, orgulhosa demais para ver uma empregada ter pena dela por sua falta de vestimentas adequadas. No momento em que chegassem a Paris, ele lhe conseguiria os adornos mais finos que o dinheiro pudesse comprar.
— Está bem, então, eu tolerarei isso desta vez. Mas quando chegarmos a Paris, você deverá deixar todas as tarefas deste tipo para os criados.
Rin olhou-o por um momento. Então, teve um pensamento agradável. Ele viera ao seu quarto. Estava sentado em sua cama. Vestindo um roupão.
Ele ia se deitar com ela novamente.
Com as mãos tremendo, ela rapidamente terminou de enxaguar sua camisa, a antecipação e a excitação crescendo dentro de si. Lançava-lhe pequenos olhares rápidos enquanto trabalhava. Suas mãos grandes e fortes remexiam nos objetos na mesa-de-cabeceira. Rin tremeu de prazer. Ele a queria novamente.
— S... Sesshoumaru... — sussurrou.
— Não é cedo demais? Você não se importa? — Seu hálito acariciou a pele de Rin. Sua voz era grave e profunda, e ressoava como música.
Rin aprendeu duas coisas sobre o ato conjugal naquela noite. Primeiro, que não doía da segunda vez nem um pouco. E segundo, que era muito mais difícil para ela permanecer quieta e digna enquanto o que seu marido lhe evocava todo tipo de sentimentos maravilhosos e excitantes. Foi preciso toda a sua força de vontade, toda a concentração e determinação que possuía para ficar passivamente deitada sob ele, sem proferir um som, ou fazer um movimento, como sua prima lhe aconselhara que fizesse. Mas ela conseguiu.
O máximo que se permitiu foi dar vários beijos macios e úmidos em suas faces e maxilares — e isso somente depois que ele adormeceu.
Ela estava muito orgulhosa de seus esforços também. Queria tanto ser uma boa esposa para Sesshoumaru, queria tanto que ele se orgulhasse dela, que ele a respeitasse — até mesmo, talvez, que aprendesse a ama-la mesmo que só um pouquinho. Ele queria um filho, pelo que sabia... talvez passasse a se importar com ela se lhe desse um.
Ficou deitada no escuro, sentindo com prazer o braço de seu marido envolvendo-a pesadamente, seu peito e torso pressionando-lhe as costas, uma perna longa colocada entre as suas. Ela se perguntava se já estava grávida, e, se fosse o caso, como saberia.
~*~
A princesa olhou através das barras de sua prisão, ansiando por uma visão, um som que indicasse que alguém estava vindo resgatá-la. Mas tudo que podia ver ou ouvir eram as felizes celebrações dos aldeões abaixo dela. Não haveria resgate naquele dia para a princesa. Ela teria que permanecer ali, na torre mais alta do castelo do Conde Insensível. Uma mão musculosa estendeu-se e sem esforço arrancou as barras da janela, uma, duas, três.
— Rin, meu amor — uma voz masculina excitante e profunda a chamou. Ela correu para a janela e olhou para fora. Ali, pendurado em uma corda, estava seu belo príncipe, os olhos âmbares brilhando... Não! Âmbares não! Azuis, talvez, ou marrons, ou verdes — qualquer cor, exceto âmbar! Pessoas com olhos âmbares eram egoístas. E descorteses. E terríveis!
~*~
Rin sentou-se, irritada, perto da janela.
Lá fora, havia uma cidade enorme e exótica, e ela nunca estivera em uma cidade na vida. E onde estava? Presa dentro de uma sala abafada, que era de onde, sob as ordens de seu marido desagradável, ela não deveria sair até dar-lhe permissão! E onde estava ele?
Lá fora, lá estava ele! Explorando a cidade maravilhosamente excitante. Nas últimas quatro horas! Enquanto ela era obrigada a esperar.
Isso não era justo. Ele murmurara algo sobre preparativos a serem feitos antes de estar pronta para Paris e para sair na cidade, ele mesmo, aparentemente, não necessitando de preparativos para seu ego magnífico!
— Oops! Desculpa — ela arquejou, ao atirar uma almofada contra a porta e quase atingir Sesshoumaru, que deu-lhe um grande pacote amarrado com um barbante.
— Uma estilista estará aqui em uma hora, para vesti-la com algumas roupas decentes. Você precisará vestir isto antes que ela chegue. — Abriu o jornal e começou a lê-lo, como se não tivesse mais nada a lhe dizer.
Rin, apertando o pacote em seu peito, fitou-o, subitamente confusa. Parte dela queria brigar com ele por deixá-la por tanto tempo sem nada para fazer, mas o grande pacote mole em seus braços a intrigava. Um presente? Não podia se lembrar da última vez em que alguém lhe dera um. Somente as pérolas do casamento. E agora, um presente, sem razão... Com os dedos trêmulos, desamarrou o barbante e abriu o invólucro. Coisas macias e sedosas escorregaram de seus dedos e caíram no chão.
— Oh! — ela ofegou, encantada. Inclinou-se e os pegou. Uma camisa — não, seis, em tecido macio e sedoso. E anáguas, em algodão fino e musselina, enfeitados com renda. Meias de seda, dúzias delas — seda! E seis camisolas finamente bordadas, tão finas e delicadas que podia-se quase ver através delas. Nunca vira iguais, exceto uma vez, em uma amiga de sua prima... E... Deus do céu!
Ela pegou os últimos itens e franziu as sobrancelhas, confusa. Estas, com certeza, não eram para ela... Mas elas, também, eram do algodão mais fino e delicado... algodão cor-de-rosa. Rin tocou nas peças, espantada. Não podiam ser para seu marido, pois tinham renda, e, além disso, eram pequenas demais para ele. Mas ela nunca vestira nada assim... nunca ouvira algo assim, exceto em um sussurro escandalizado. Nem mesmo Kagura usava roupas assim.
— Eu não posso vestir estas — sussurrou.
— Claro que pode. Faça-me o favor de ir ao seu quarto e de vesti-las imediatamente, madame. A estilista está chegando.
Em seu quarto, ela tirou as roupas e rapidamente deslizou para dentro de uma das novas combinações e de uma anágua, saboreando a sua sensação fresca e sedosa na pele. A combinação era apertada, com fendas sob os braços e laterais para acomodar a saliência de seus quadris. O decote era extremamente baixo e arrematado com uma pequena bainha de renda.
Olhou as outras peças na cama. Ceroulas! Para uma mulher! Cor-de-rosa, com renda fina francesa em torno de cada joelho. Nunca vira nada tão escandaloso em sua vida.
Ela inclinou-se, rápida, e com alguma dificuldade puxou-as para cima. Eram muito estranhas. Ela nunca sentira suas nádegas e pernas tão apertadas, tão restritas... Era realmente muito chocante. Apesar de tudo, Rin gostou bastante da sensação.
Mas como faria se tivesse que...? Deus do céu! Havia uma abertura. Que chocante! Mas prático, supôs, talvez.
Uma batida na porta fez com que corresse para trás do biombo em pânico.
— Qui est-cecom...
— Eu vim ver se... eh... se as coisas couberam. — Rin, enrubescendo, aquiesceu, atrás da segurança do biombo.
— Sim, obrigada, elas couberam.
— Bem, deixe-me ver — disse ele, impaciente. Enrubescendo furiosamente, Rin respirou fundo e saiu de detrás do biombo. Os olhos de Sesshoumaru se estreitaram quando ele assimilou a imagem de sua mulher vestida somente com finas roupas íntimas. A seda transparente da combinação nada fazia para esconder a saliência apetitosa de seus seios ou o rosa-escuro de seus pequenos mamilos pontudos. Direcionou seu olhar para os quadris de Rin e franziu o rosto, surpreso, quando viu o que parecia serem ceroulas cor-de-rosa sob suas anáguas.
Na realidade, ele mesmo não as escolhera, mas simplesmente encomendara à gerente do estabelecimento as roupas íntimas mais finas e atuais, segundo a moda de Paris. Assim, as ceroulas foram um choque.
— Tire suas anáguas — disse.
Sesshoumaru sentiu todo fôlego deixar seu corpo ao ver sua mulher vestida em roupas íntimas masculinas. Uma versão feminina de roupas masculinas, com certeza... mas nenhum homem nunca tivera esta aparência... Ele nunca vira nada tão erótico na vida. As ceroulas eram presas nos joelhos, e ele se perguntou até onde poderia passar suas mãos dentro delas. O material delicado envolvia as coxas de Rin e sua pele brilhava por baixo do tecido fino. As ceroulas juntavam-se no ápice de suas coxas sobre uma forma em V sombria e inconfundivelmente feminina, e depois subiam mais apertadas contra a leve proeminência de seu ventre.
— Volte-se — disse, rouco.
Ela se virou devagar, os olhos ainda fechados.
— Você deixou cair suas novas anáguas no chão — disse, rouco, e ela dobrou-se para pegá-las. O material se apertou em suas nádegas e Sesshoumaru não pode mais se conter. Ele a abraçou por trás, fazendo correr mãos acariciadoras por seu corpo, segurando seus seios, moldando-os, buscando os mamilos que se enrijeciam.
— Sesshoumaru! — Rin gritou, surpresa. — É dia.
Ignorando isso, ele a colocou em seus braços e a levou para a cama, suas mãos explorando febrilmente o corpo vestido de maneira escandalosa. Ele passou suas palmas sob os seus joelhos e deleitou-se na sensação macia e sedosa de suas coxas. Passou suas mãos por seu bumbum e entre suas pernas.
— Aqui! — exclamou triunfantemente quando encontrou a abertura. Suas mãos a acariciaram.
— Mas você disse que a modista estava chegando.
— Dane-se a estilista! — Ele a acariciou.
— Mas...
— A estilista pode esperar! — Continuou a acariciá-la com uma das mãos, enquanto se despia e, então, a paixão saiu do seu controle e ele moveu-se dentro dela e se perdeu.
Rin cerrou os dentes e se segurou, determinada a não desagradá-lo, movendo-se ou gritando. Estava cada vez mais difícil para ela se comportar como sabia que deveria. Mas era tão excitante... Rin prendeu suas pernas em uma linha rígida e repetiu as palavras de sempre muitas vezes em sua cabeça.
A estilista, Mademoiselle Célestine, chegou — felizmente um pouco atrasada — com assistentes que drapejaram, colocaram alfinetes, cortaram e puxaram enquanto discutiam, com muitos gestos e imprecações gaulesas, exatamente como milady deveria ser vestida. Rin estava escandalizada com a nova moda francesa. Parecia a ela que consistia somente de alguns bocados de tecido leve ou musselina, e ela se sentia quase nua ao usá-la. Mas a estilista e seus assistentes riram e lhe asseguraram de que tudo estava perfeitamente adequado, e milady não queria parecer fora de moda, não é?
Uma coisa era aparecer quase nua na frente de seu marido — ela estava se acostumando a isso — mas não podia se imaginar vestindo estas... estas coisinhas delgadas em público. Mas lhe asseguraram que ela precisava, e ela supunha que em Roma.... ou Paris....
Neste momento, porém, Sesshoumaru entrou no quarto.
— Eu pensei que poderia ver como... — ele estancou repentinamente, deu uma olhada longa e tórrida no novo vestido delgado de Rin e falou: — Não! Não servirá. Absolutamente.
— Oh, mas, milor... — começou a estilista.
— Eu deveria ter feito meus pedidos mais claramente. Minha mulher precisa de roupas bem mais espessas que essa. — Sacudiu o tecido com desprezo. — Não se pensa isso ao olhá-la, mas ela tem uma constituição muito frágil. Ela pega resfriados à menor correnteza, e eu não lhe permitirei arriscar sua saúde por uma mera questão de moda. Não, eu quero que lady d'Arenville esteja vestida aquecida e com vestidos de gola alta em tecido espesso e quente — disse e saiu.
Uma constituição doentia, realmente! E isso de um homem que a chamara de robusta! E como ele ousava criticar suas roupas antigas, e depois dar à estilista ordens que assegurassem que ela parecesse tão fora de moda em suas novas roupas quanto nas antigas? De repente, Rin sentiu-se perfeitamente confortável com a nova moda francesa, fina demais ou não.
— Ignore meu marido, por favor, Mademoiselle Célestine. Homens não têm a menor idéia de moda — disse firmemente. — Os vestidos serão como combinamos.
Mademoiselle Célestine sorriu astutamente.
— Ah, mas a senhora está brincando com fogo, milady. Jakotsu. Talvez possamos fazer o decote um pouco menor, hein? E então, colocamos um forro, assim, por exemplo. — Ela pegou uma combinação opaca e a segurou no lugar. — Muitas mulheres usam meias cor da pele também. E, é claro, há suas belas ceroulas cor-de-rosa, suficientemente quentes para qualquer constituição frágil, e ainda assim, quando os cavalheiros olham, vêem somente a cor da pele... e eles se questionam... ah, sim, eles se perguntam... — Ela sorriu e fez uma expressão que dizia tudo. — Então seu marido tão ciumento estará quase, mas não completamente, satisfeito. Maridos precisam terrivelmente proteger a constituição delicada de suas esposas.
Ela sentiu um pequeno brilho na região do seu coração.
A estilista e suas assistentes tagarelas finalmente saíram.
Em seguida chegou um cabeleireiro, que Sesshoumaru havia chamado.
Ele rodeou sua face mais de uma dúzia de vezes, arrumando seu cabelo, arrebatado pela textura de seu liso natural. Sesshoumaru se aventurou no quarto no momento exato em que o cabeleireiro aproximava-se com as tesouras.
— Não ouse tosquiar estes cabelos lindos! — rosnou ele, e Mosieur Raymondo deixou cair suas tesouras de susto. Seguiu-se uma longa discussão sobre quanto exatamente Sesshoumaru toleraria que fosse cortado
Rin permaneceu em silêncio, nada era culpa dela; ela estava gostando da discussão. Abelhudos! Ele mentira sobre sua fragilidade, agora isso em relação aos seus cabelos tão normais.
No fim, Sesshoumaru e Monsieur Raymondo chegaram acordo. Madeixas curtas e leves ficariam em torno de seu rosto, enquanto o resto permaneceria bastante longo. Agradava a seu marido, e ainda assim teria a aparência desejada - a nova moda, assim como a nova Republica Francesa, homenageava os antigos gregos e os ideais romanos.
Rin não podia acreditar no seu reflexo no espelho quando Monsieur Raymondo terminou. Seu rosto parecia ter uma forma diferente; ela parecia elegante... quase bonita.
Milady agora estava completamente a na moda. Rin ficou um pouco preocupada de não ser capaz de fazer seus novos penteados, mas o seu marido chamou uma moça bem vestida e a apresentou como Hanashi, sua nova camareira e cabeleireira. O queixo de Rin caiu. Ela nunca tivera em sua vida alguém que a vestisse.
Mas ela não teve tempo de questionar nada, pois um sapateiro chegou. Ele mediu seus pés e prometeu enviar uma dúzia de pares novos dentro de uma semana.
Sesshoumaru anunciou que, se a estilista entregasse os vestidos na data prometida, Hanashi poderia levar Rin para fazer compras no dia seguinte.
— Eu não quero fazer compras amanhã — anunciou. — Eu não quero parecer ingrata, e na realidade sou muito grata por todas estas coisas lindas que você comprou para mim...
Sesshoumaru enrijeceu-se, desconfortável. Grande coisa, desejar uma mulher grata.
— Deve ter lhe custado um tremendo... — Ela ruborizou-se de repente e murmurou: — Sinto muito. Eu sei que é vulgar referir-se a dinheiro. Mas eu realmente agradeço por todas as compras que você fez para mim... não posso me lembrar de alguma vez em que alguém tenha me dado... — ela interrompeu-se e passou o seu pé no tapete turco. Seus olhos estavam brilhantes de lágrimas. Sesshoumaru percebeu antes que ela abaixasse a cabeça para escondê-las dele. — É somente... eu não quero perder mais tempo comprando... coisas. Eu quero... eu quero tanto ver Paris. Eu já estou aqui há um dia e uma noite inteira, e não vi nada, exceto este quarto. Será que não poderíamos...? — Seus olhos se fixaram nos dele, abertos com súplica. — Se eu vestisse um manto, ninguém poderia ver minhas roupas e você não precisaria se preocupar...
Sesshoumaru levantou-se, afrontado. Ela pensara que ele estava envergonhado por suas roupas, envergonhado de estar em sua companhia. Pensou que a tinha escondido, até que estivesse apta a ser vista. Para seu pesar, descobriu que havia algo de verdade na acusação silenciosa. Apesar de ele não estar envergonhado dela, somente queria que ela se sentisse igual àquelas que se vestiam com o melhor.
— Está quente demais para vestir um manto — disse — mas se você quiser, podemos ver a cidade.
— Agora? — ela deixou escapar, surpresa.
— Sim, imediatamente. Se você não estiver cansada.
— Oh, não, eu não estou — disse ela, os olhos brilhando. — Oh, Sesshoumaru, obrigada. Eu vou só dar um jeito no meu cabelo.
— Eu só queria lhe agradar — disse ele, rigidamente. — Não pensei no que sentiria, presa aqui o dia inteiro, quando você estava tão ansiosa por nossa chegada.
O rosto de Rin se entristeceu.
— Oh, não, eu não queria criticar... — Ele a interrompeu:
— Vamos? — disse, dando-lhe o braço.
Ela ficou encantada com Paris. Amou as ruas estreitas e as casas de pedra incrivelmente altas — algumas com até sete andares. Admirou os prédios públicos com os slogans de Liberdade, Igualdade e Fraternidade escritos em todos eles. Gostou especialmente dos boulevards largos e elegantes, tão densamente plantados com árvores que os galhos quase se tocavam em arcos frescos e verdes. E sob estes galhos parecia haver um cenário constante de festividade. Pessoas passeavam pelos parques onde ela se deliciava com os "Teatros do Povo", como eram chamados — barracas ao ar livre com ilusionistas, shows de marionetes, animais e música, sempre música sendo tocada em algum lugar, em um órgão, violino, gaita, tamborim ou flauta. E quando, finalmente, a noite caiu, Sesshoumaru a levou a um restaurante. Rin fez seu primeiro jantar em Paris ao ar livre. E depois, eles caminharam, passeando, de volta até o hotel. E Sesshoumaru veio ao seu quarto.
Continua...
Yo gente õ/
Tudo bem com vocês? Creio que dessa vez não demorei muito né? XD Desculpa por não postar antes é que essas férias ninguem merece mimi~ Fiquei até essa semana sem dormir direito, porque ia sair o resultado do vestibular x.x" MAS GRAÇAS A DEUS PASSEI!!!! *-* e ainda foi a facul que estava doida para entrar \o\
Com certeza esse ano eu acabo essa fic (para alegria dos leitores XD) já que estamos na metade ^^v Vou atualizar sempre que puder, porem vai ter um problema. Se vocês querem capis mais rapidos, eu não vou conseguir sempre ficar respondendo aos comentarios por aqui =/ então vou responde-los por email, tudo bem? Por isso quem não for cadastrado deixe eu email se quiser resposta... Mas eu agradeço e espero que deixem, afinal adoro responde-los (L)
Well... Nem começei o cap 10 mimi~ por causa da minha ansiedade x.x mas podem ficar tranquilas que vai sair rapidinho já que estou inspirada (?) XD Uma coisa para finalizar... Eu agora só vou postar as fics em sexta feira a noite, assim fica melhor para mim.
Agora quanto aos comentarios, eu agradeço de coração (L) e vou responder aqui apenas quem não tem cadastro, já quem tem eu respondo por email ^^
shirlaine: KKKKKKKK quem me dera ir para França XD deve ser um sonho lá *-* Acho que dependendo da estoria é bom ter um hentai para alegrar \o\ mas obvio que tem estorias magnificas sem ter nada desse tipo né? Boas festas (atrasado) para você também. Obrigada por ler, espero que tenha curtido esse cap tbm. Kisu ;*
Yuuki-chan: A Rin tem um coração muito puro, acho que é por isso q vai sofrer um pouco na mão dele =/ Verdade eu não quero nunca mais voltar para o 3º ano (?) realmente é cansativo se vc quiser uma boa facul. Obrigada por ler ^^v espero que acompanhe esse cap tbm. Bjs.
Dai-chan: Olá, verdade Sesshy é tudo de bom *----* (L) Espero que não tenha demorado muito i.i Obrigada por ler, kisu ;*
individua do mal: Ferias é muito bom... quando voce tem lugares para ir i.i infelizmente nem tive ferias esse ano. Acho que só vou dar uma pausa semana que vem e depois vai começar tudo outra vez. Que bom que voce esta curtindo essa estoria (L) Espero não ter demorado. Muito obrigada por seu comentario. Bjs ;*
Lady Shneider: Rin é muito baka i.i mas tbm temos que entender que naquele tempo as coisas não eram tão especificas como hoje né? XD acho que isso quase todo mulher antiga passou (minha vó é um exemplo disso XD). Bjs.
Obrigada gente(L) Agora quanto aos outros reviews até semana que vem eu respondo bonitinho pelo email ^^ assim me facilita, pois respondo metade de manhã e metade a noite e não demoro para postar (ai acho que as leitoras ficam mais felizes XD)
PROPAGANDA ~ LEIAM O EMBLEMA DA BORBOLETA... se tudo de certo, eu posto sexta que vem o capitulo 2.
E POR FAVOR COMENTEM E DEIXE SONO HITO KOKO URESHII NO BAKA -momento treinando japonês- (essa pessoa aqui idiota feliz). Obrigada a todos e deixem Reviews ^^v
Bye Bye... Yami
