------------------------------ ^_^ ----------------Comentem por favor---------------- ^_^ -------------------------

Cap.2-Portas

O gang era formado por 6 rapazes, Will, Jonas, Multi, Al, Carlos e Joel. Não haviam decidido quem era líder, também não tem muito tempo de oficialmente ter formado o gang, mas sem dúvida que o Will era o mais próximo disso, todos o admiravam e respeitavam.
O bando já era conhecido na zona, os seus assaltos a pessoas e lojas, usavam facas e se fosse preciso, mostravam a pistola que guardavam para o caso de uma vítima mais difícil, que se debatia, nisso Lil teve sorte. Estava demasiado obscuro para ela poder distinguir as armas e Will, que possuía hoje a pistola (eles alternavam quem fica com a arma) não arriscaria ferir um amigo com um tiro.
- Ei, vocês! Que pensam que estão a fazer na nossa zona?
O grupo deteve-se. Estavam frente a frente a um dos seus bandos rivais, os Cheirosos. Estes eram conhecidos assim devido que roubavam para poderem fumar e especialmente cheirar droga, eram um dos muitos grupos de drogados na cidade. È um gang já mais antigo, maior e mais estruturado que o deles, que nem nome tinha, mas esta fraco, os seus fornecedores tinham sido presos e os seus principais membros, incluindo o seu líder, foram apanhados por assim dizer, "com as mãos na massa" pela policia e iam ficar uma longa temporada na cadeia.
Felizmente, o nosso gang não tinha viciados, roubavam porque queriam dinheiro, alguns o necessitavam, outros só o queriam ter para divertir-se.
- Desapareçam daqui – gritou novamente um rapaz – Se não querem apanhar.
-Achas que temos medo de vocês? - Perguntou Al – Nós somos os novos líderes daqui, desapareçam vocês.
- Saiam enquanto possam – Joel afirmando o amigo.
- Parece que vocês não compreende no que se estão a meter – diz um rapaz que surge por trás do primeiro, tira uma navalha e passa-a pela língua – Eu quero sangue…
Um canto da boca de Will sobe num sorriso cruel – Vem e busca-o.
Atrás de si os seus companheiros tiraram as armas e os inimigos, à frente, também.
TRRUUMM!!!
A tempestade fizera-se sentir novamente apesar de muito mais fraca do que quando Lil forá à farmácia. Mal o flash desapareceu a briga começou.
Os novatos podiam não ser tão experientes, mas sabiam como manusear uma arma e eram rápidos, muito mais rápidos e ágeis que o seu enfraquecidos rivais. Bastavam defenderem-se bem e atacarem no momento certo, contudo eles eram em mais número.
- AHHH! Outra vez no nariz! – Grita de dor Jonas e reponde com um soco ao adversário – Vais pagar.
- Não sejas maricas Jonas – diz-lhe Will atirando alguém ao chão com um murro.
- Tu falas porque tu não tens dores…- esfregando suavemente o nariz.
- Não te distraias idiota! – grita Will ao ver um inimigo empunhando uma garrafa partida em direcção ao Jonas.
Mas sabia que era demasiado tarde para o companheiro reagir, por isso empurra-o e enfrenta o rival. Consegue desviar a garrafa, que lhe faz um corte no braço, contudo, não pode evitar levar um forte soco e embater, duramente, com a cabeça na parede de tijolos atrás de si. Caiu inconsciente deixando na parede uma marca de sangue na parede. Entretanto Jonas e Multi já tinham reagido parado o inimigo evitando males piores.
Entretanto, Lilibeth tinha chegado a casa, demorará um tempão a abrir a fechadura da porta, ainda não parara de tremer, e subiu disparada para as escadas berrando:
-Mãe! Mãe, onde estas?!
- Aqui.
A voz vinha de detrás de si, pelo que virará o corpo nas escadas, porém os pés tremidos não aguentaram a meia volta e escorregaram, fazendo com que Lil caísse pelas escadas.
-Lil! – grita a mãe aflita.
Isa, a mãe de Lil, aproxima-se da filha caída no chão. Examina a filha, não parece ter partido nada mas tinha levado um valente golpe na cabeça. Chama um vizinho e um medico para a ajudarem a tratar-lha.
Lil acorda e senta-se, não se lembrava bem do que aconteceu mas, sentia-se bem, estranhamente bem. Levanta-se e olha em redor, estava num lugar onde tudo tremeluzia a branco, o chão, o céu até os horizontes que pareciam infinitos, tudo brilhava excepto as portas. Milhares e milhares de portas de todos os modelos estendiam-se por tudo lado, e todas pareciam fechadas. Aproximou-se de uma porta sólida de madeira antiga, tentou abrir-lha sem sucesso. Tentou outra, feita de painéis de vidro e madeira, nada, tenta uma terceira nem se mexe, vai ter à quarta mas dá um passo atrás. Esta porta parecia pertencer a uma prisão, com as grades resistentes e frias pintadas à cinzento. Por trás das grades, não conseguia ver nada, só escuridão. Nem tenta essa porta e dirige-se à outra finamente decorada com pequenos ramos talhados na madeira. Agora que repara nisso, via muito bem, tudo estava bem nítido e não estava a usar óculos, ela até confirmou com as mãos. Isso fez-lhe pensar um pensamento arrepiante:
"Estou morta?"
Willian estava a pensar isso mesmo, ao sentir que não tinha dores e que a ferida no braço desaparecerá. Olhou em redor, imensidão de portas num fundo branco luminoso.
- Esta alguém aqui? – gritou – Responda!
Apenas ouviu o seu próprio eco. Levanta-se, e tenta abrir porta, atrás de porta, nenhuma cede.
Quanto mais avançavam, mais os dois se desesperavam e aproximavam. Ele desiste irritado, não estava cansado fisicamente, aliás nunca andará com passos tão leves, mas tentar forçar, até tentar partir aos murros e pontapés portas sem resultados estava a enfurece-lho.
Paraíso? Inferno? Nada do que ouvirá falar se encaixava neste sítio. Ainda bem que não acreditava em nenhum deus em especial, se não teria ficado desiludido. Suspira. Não importa onde estava, simplesmente tinha que sair daqui. Continua a tentar.

Lil nem sequer tinha pensado em parar, se bem que também estivesse tão frustrada quanto ele, mas positiva como era, acreditava que quanto mais tentasse mais rápido encontrava uma porta que abrirá.
Estava a ponto de tocar a maçaneta da próxima porta, quando olha melhor, are a mesma porta maciça de antes, tinha voltado ao inicio. Suspira. Quantas portas tentariam abrir até conseguir sair? E, se não encontra-se nenhuma aberta?
"Não!" – pensa e abana a cabeça para afastar este pensamento – " Elas ainda necessitam de mim, não posso ficar aqui."
Afasta-se uns passos da porta e pensa racionalmente:
-"Quando estiva aqui, virei à direita. Agora, vim de cima - apontou com o dedo – Quer dizer que me resta dois caminhos, para trás ou para esquerda."
E é então que ela viu, à esquerda, bem no fundo, ela podia distinguir uma estranha escuridão a sair duma porta. Não pensa duas vezes antes de sair correndo até lá.
Willian encontrava-se perto, estava acabando de dar um pontapé a uma porta de ferro completamente enferrujada, que, apesar de todos os esforços dele para a derrubar, aguentou-se firmemente. Não tinha dado dois passos em direcção à porta vizinha, quando por um simples desvio do olhar, vê a escuridão a sair duma bonita porta de madeira pintada à rosa e branco. Virou e seguiu sempre direito, bem, esquivando-se das portas que encontrava no seu caminho. Estava quase lá, mas, ouviu algo atrás de si, vira a cabeça brevemente, era passos de alguém que vinha na mesma direcção. Será que queria empedirno de sair daqui? Ou estava perdido como ele próprio? Não interessava, nem queria saber, o único importante era ele conseguir sair daqui. Apressou ainda mais a marcha. Sentia que perseguidor estava cada vez mais próximo, porém era tarde, mais um, não, mais dois passos bastaram para alcançar a saída. Não conseguiu deixar que de exclamar:
- Sim!!
- Espera!!
Willian, pelo canto olho e por breves segundos, só conseguiu distinguir uma rapariga de cabelos castanhos obscuros, tal como os olhos, a esticar os braços em sua direcção. Seria um anjo? Não poderia dizer, a porta fechara-se instantaneamente mal ele entrou.
Lil, bem tentou, mas a bonita porta branca e rosa, não se abriu. Não conseguiu evitar que umas lágrimas escapassem dos seus olhos, tanta era frustração, enquanto batia com todas as forças na porta.
-Porque a fechaste? – Já rendida, de joelhos no chão frio - porque?!