------------------------------ ^_^ ----------------Comentem por favor---------------- ^_^ -------------------------

Fugir, acordar

Respira mais calmamente e controla as lágrimas e a mente.
-" Não foi culpa dele – racionalizando – Ele nem tocou a porta quando entrou. "
Era verdade, a porta fechou-se automaticamente quando entrou. Limpou o rosto e levantou-se. Se esse rapaz conseguirá sair, ela também conseguiria, além disso ele dera-lhe uma nova ideia, possivelmente ela não era única pessoa neste lugar, pelo que tentaria contactar alguém.
-Esta aqui alguém? Ajudem-me por favor!
Lil, de tempos em tempos, gritava esse género de frase, enquanto andava e forçava as portas, mas sem obter uma única resposta. Seguiu por onde virá o rapaz vir, talvez encontra-se a porta por onde ele entrara e, agora que pensava nisso, como será que ela própria entrou? Por algumas dessas portas? Mas como? Não conseguia responder.
Enquanto isso, Willian abriu levemente os olhos, estava muito atordoado e cheio de dores, o que eram óptimas noticias, tinha voltado à terra dos vivos.
-Ei, não te esforces, descansa. Vou te dar isto para as dores. Toma.

A voz parecia tão suave, calorosa, que não fez qualquer objecção quando lhe puseram uma pastilha e algo de água na boca para a engolir. Tentou mexer a cabeça para ver melhor a pessoa que pertencia a voz.
-Ugh.
A dor estava piorando.
- Não te mexas, tens que descansar.
William conseguiu distinguir, ainda que desfocado, uma expressão singela e simples duma mulher, seria um anjo? Não o mesmo de aquele lugar raro, mas outro.
-Tudo vai ficar bem – disse o anjo enquanto acariciava as sua bochechas.
A mão era tal como a voz, suave…Fechou os olhos, sabia que podia confiar e descansar.

- Há alguém aqui? Por favor, alguém?
Continuava perdida e sozinha, as vezes rezava, a mãe sempre lhe ensinará que Deus nunca a deixaria só, no entanto sentia a sua fé vacilar cada vez mais.
-Por favor Deus ajuda-me, ainda não posso deixar a minha mãe e a Inês sozinhas, elas me necessitam.

Podia não obter nenhuma reposta, mas sentia-se mais calma pelo que estava mais atenta aos pormenores. Não existia duas portas iguais, todas tinham um número, seja talhada, numa placa, pintado e até escrito numa pequena folha de papel, todas o tinham diferente e nenhuma parecia ter qualquer luz por dentro. Consigo própria também repara nalgo, não tinha fome nem qualquer outra necessidade, isso assusto-a um pouco. Olhou para as mãos, pareciam transparente, afastou o olhar. Não queria voltar a pensar nisso, nessa remota possibilidade de não ver mais a sua família e estar realmente…morta.
Um ponto negro, no fundo deteve os seus pensamentos.
-Será…?
Começou a correr, quase a voar tão leve que se sentia. Não ia deixar escapar novamente a oportunidade de sair daqui. Esta cada vez mais perto, sim, agora tinha a certeza, o ponto era uma porta aberta. A certeza deu-lhe mais animo, tanto que quando chegou lá, não conseguiu parar, escorregou e voou directamente para a escuridão.

------------------------------ ^_^ ----------------Comentem por favor---------------- ^_^ -------------------------