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6 – Vergonha e pequeno-almoço
Enquanto, Lil estava fazendo caretas no espelho, tocando-se (ou tocando-o), examinando, nãpo podia negar o que via os seus olhos, as suas mãos sentiam, era verdade, o espelho não mentia. À sua frente, reflectia um rapaz, musculoso, alto, cabelo rapado, olhos pretos, e até diria bonito se não fosse que a cara e o corpo um pouco inchado e deformado por duros golpes. Isso explicava as dores.
-"É melhor eu fugir daqui, se calhar fui raptada por algum laboratório ou cientista maluco, para experiências humanas." – Pensou.
-Vejo que já acordou menino Willian.
Lil vira-se surpreendida, atrás de si, um homem de 50 e tal anos, vestido de fato cinzento, tinha entrado no banho sem sequer ter feito um barulho a não ser quando falou. Será este o cientista maluco? E quem é esse Willian?
- Menino, já se encontra atrasado. Por favor tome - entrega-lhe um molho de roupas impecavelmente dobradas e engomadas – Por favor queira tomar duche que o Sr. António já o leva à escola. Eu vou estar à sua espera fora do quarto, caso decida fugir. Desculpe menino, são ordens da sua mãe.
Saiu e fechou a porta. Lil ainda estava em choque:
-" O Willian sou eu? Então ele não sabe que o Willian, humm, que não está aqui? E pior, o que eu faço?"
Ainda tinha a roupa na mão, bem, não podia fugir daqui só em boxers como estava agora, mas tomar banho… Este corpo não era o seu, se ainda fosse uma rapariga, mas um rapaz!
-Òh meu Deus! Porque só a mim acontecem desgraças?
Pousou a roupa e entrou na maior banheira que alguma vez viu.
-"Isto não é nada Lil, é o corpo normal de um rapaz" – Repetia vezes sem conta em enquanto se lavava cuidadosamente, com a esponja.
Evitou olhar para o seu novo corpo até que finalmente estava vestida, ou vestido, com umas calças de ganga obscura que lhe caiam, expondo incomodamente quase metade dos boxers pretos e finalmente uma camisa preta de manga curta. A roupa parecia simples mas pelas marcas diria que custava todas as roupas dela juntas e provavelmente as da irmã também. Estava com melhor aspecto apesar de todo.
Tentou sair silenciosamente e despercebida, mas não tinha hipóteses, efectivamente ele ficou à sua espera.
- Vamos menino - Caminhava por longos corredores decorados com quadros com molduras douradas e paredes vermelhas, enquanto Lil o seguia - Não vai querer chegar atrasado à sua nove escola, pois não menino?
Lil sorriu debilmente e abanou a cabeça. Que mais podia fazer se não seguir o homem?
Finalmente pararam, numa sala enorme, como todo nesta casa, com uma mesa cumprida com muitas cadeiras vazias à sua volta, espera, no fundo havia uma ocupada, era uma mulher.
-Menino por favor - O Sr. Puxava uma cadeira à esquerda da dita mulher.
Lil sentou-se, pôs lenço de tecido delicado que estava na mesa, sobre as pernas. Na mesa, estava um prato com bordas requintadas e talheres brilhantes nos lados.
- Sr. Hugo, por favor, diga para servirem rapidamente - Disse a mulher.
-Sim senhora – Respondeu Hugo, inclinando-se levemente e saindo de seguida.
- "Ah, com que então chama-se Hugo." – Pensou ela, enquanto o seguia com olhar.
- Willian – Começou a mulher – Espero bem que o comportamento do ano passado não se repita nesta nova escola. Tratei de tudo com máximo sigilo para que ninguém soubesse os incidentes que fizestes. Espero que aproveites a oportunidade e comeces de novo.
Vieram dois empregados servir um pequeno-almoço recheado: croissants, fiambre, queijo, manteiga, chocolate derretido, para acompanhar um sumo numa jarra de cristal e água claro numa outra jarra igualmente brilhante.
- Despacha-te, que já estas atrasado – Ordenou a senhora servindo-se de água.
Timidamente Lil saboreou um croissant de chocolate e bebeu sumo de laranja natural fresco, enquanto analisava a senhora, vestia um fato cor perla, moderno, de corte simples mas mesmo assim elegante, ficava-lhe muito bem. A cara estava maquilhada um pouco exagerada para o gosto de Lil, dava-lhe um ar mais nova mas não conseguia esconder a idade que tinha, uns 40 no mínimo. Possuía uma cabeleira preta lustrosa e tal como os olhos, possuía uma cara ovalada e não parecia muito alta. Fazia lembrar-lhe o rapaz que virá a pouco no espelho. E mais importante que isso tudo, não parecia má pessoa e muito menos parecia entender que não falava com o tal Willian, mas com uma desconhecida.
- Julgava que não gostavas de chocolate, Willian.
Lil parou de comer, o que devia fazer?
- Bem, também já não te reconheço desde algum tempo...
Lil sentiu pena por ela, tinha dito aquela frase com um tom tão triste.
- Menino, esta na hora.
Hugo estava ao seu lado, como aquele homem chega tão repentinamente e silenciosamente ao seu lado? Não importa, ir à escola significava uma oportunidade de ter espaço e liberdade para fugir para casa. E tinha que na aproveitar.
Nota de autor
Obrigado pelo review, a serio, eu não estava nada a espera de receber algum por esta história, visto que é un fic original, as pessoas não costumam ler fics desse tipo, mas deixou-me mais feliz que qualquer um outro review ( sem querer desprezar os outros), que tenha recebido do outro fic que estou a escrever, o que é normal esta história é só minha, devo admitir que já vargumento semelhante em filmes e mangas, mas ninguém pode dizer que não é minha a história. 1000x obrigado e vou continuar a escrever nem que seja só para ti.
Spoiler
O inevitável acontece, encontro entre os corpos trocados. Como reagirão?
