Sumário: Os lábios de Pansy tremeram diante daquelas palavras.

Harry Potter pertence a JK Rowling.

Presente para Swan e Miih.

Esse capítulo não foi betado, então perdoe os erros.


Till death do us apart


Projeto Império Violeta.
Música: What about now? (Daughtry)


Os olhos de Harry abriram-se violentamente e assustaram até mesmo a menina à sua frente. Ela deu um passo para trás, somente para voltar ao seu lugar de origem e chamar seu nome. Várias vezes. Mas ele não ouviria.

Não ouviria porque finalmente entendera. A demora em chegar ao lugar em que deviam chegar, a capacidade de não passar o tempo, de não haver fim para a viagem que os dois compartilhavam. Não era questão do meio de transporte ser lento – embora Harry nunca pensara nisso – e sim que um deles não queria, não podia chegar até que tudo estivesse terminado.

- Pansy... – Harry diz, os olhos tão surpresos quanto a entonação em cada palavra – Você é o caminho.


Capítulo III – What if it's lost behind words we could never find?

Os lábios de Pansy tremeram diante daquelas palavras. Não por realização de que Harry estava certo, e sim porque ele descobrira – algo que ela pedira a quem quer que dominasse aquele lugar, que não ocorresse.

Não fora difícil para Pansy perceber. Ela já suspeitava que tivesse alguma participação nessa viagem, já que Harry criava o meio de transporte. Notou durante a viagem de ônibus, assim como notou que não queria que aquilo não acabasse. Finalmente ela e Harry estavam tendo uma chance de se conhecerem, mesmo que pouco, e isso não era algo que ela gostaria de perder. O medo de não saber o que ocorreria depois que chegassem ao ponto final superava sua curiosidade quanto a isso.

Mas agora que Harry sabia, as coisas não poderiam ser diferentes: teriam de terminar aquela viagem o mais rápido possível, e só restava sua confissão para chegarem ao final de tudo.

O problema era que Pansy simplesmente não estava pronta para isso e, pelo olhar assustado e sem esperança que ela deu a Harry, ela sabia muito bem disso.

- Você já sabia! – ele exclamou, num tom que flutuava entre o irritado e o assustado – Você já sabia disso e nem tentou me dizer algo!

Pansy soltou a respiração que nem sabia que estava segurando.

- Você tem de entender que eu–

- Pansy, você entende que nós nunca sairemos daqui ou iremos para frente se você não resolver seu... Seus problemas comigo, não? – sentiu Harry segurá-la pelos ombros, de maneira brusca – Por que você não me disse que você era o caminho?

A garota olhou para os lados, gaguejando coisas incoerentes antes de voltar a encará-lo.

- Não faz muito tempo que eu descobri. E não pareceu importante... Nós estávamos nos divertindo tanto, nós...

A pressão em seus ombros suavizou-se, assim como a voz de Harry.

- Pansy, eu sei como você está se sentindo, mas essa viagem precisa acabar um dia. Do que adianta continuar isso pela eternidade se o fim é inevitável?

Foi uma afirmação violenta. Não pelas palavras sem si, mas pelos significados que atingiram Pansy como um feitiço mortal. Harry estava certo, e isso era o que mais doía: por mais que tentasse fazer com que desse certo, já era tarde demais. Estavam mortos, portanto todas as coisas que tentassem alcançar, fosse compreensão ou amor, eram em vão.

Pansy nunca se sentiu tão irritada na vida – nem tão humilhada ou destruída. Sem pensar, empurrou Harry para longe dela, fazendo com que ele caísse no chão por não esperar uma reação desse tipo.

- Seu...! Seu Gryffindor de merda! – gritou, os pulmões doendo pelo esforço da voz – Por que não me disse isso antes, huh? Afinal, seria bem mais fácil! Não seria tão ridículo ter esperança!

- M-Mas o que você...? – entretanto, ela já havia corrido até a porta mais próxima, e pulado para outro vagão.

Harry levantou-se imediatamente e foi atrás dela.

X

Pansy estava atravessando seu segundo vagão quando Harry a alcançou e começou a gritar:

- Do que é que você está falando, Pan–

- Parkinson! É Parkinson! Não somos amigos e nunca seremos porque estamos mortos!

Ela rugiu, cortando-o sem medir as conseqüências. Abria as portas dos vagões e fechava-as com força, como se quisesse trincá-las ou quebrar seus vidros. Talvez, se o fizesse, aquilo se tornaria real. Entretanto, nada acontecia com elas; eram apenas abertas novamente por Harry.

E ele estava cada vez mais perto, diminuindo a distância de maneira injusta: manipulando o ambiente para que o vagão diminuísse de tamanho quando ele o adentrasse. Não foi uma surpresa para Pansy quando sentiu seu pulso ser agarrado e ser puxada para trás, de modo que os dois se encarassem e Harry prendesse seu outro braço.

- Não sairemos daqui até resolvermos nossos problemas. – ele disse, em um tom de comando, mas que não afetou Pansy. Ou ao menos foi o que ela disse a si mesma enquanto tentava lutar para escapar.

- Claro, não é? Porque eu não tenho escolha. A morte não me deu outra chance, eu simplesmente morri. Então é claro que eu só posso partir e acabar com tudo, não? Não posso escolher ficar aqui; em não resolver porra nenhuma, posso? Não, claro que não!

- Pansy–

- Porque eu não sou você!

- Pansy, cale a boca! – Harry rugiu, claramente irritado com o monólogo sem sentido da garota.

Ela fez menção de se soltar, e quase conseguiu, mas Harry puxou-a ainda mais para perto, impedindo que ela voltasse a se debater. Pansy sentiu-se nos braços dele, pelos motivos errados, e isso fez com que a raiva virasse lágrimas. Foi então que ela percebeu o quão quebrada estava e, de alguma forma, sabia que ele também notara esse fato.

- Claro que eu vou calar a boca. Vou me calar e te obedecer apenas para que você vá embora e me deixe, antes mesmo de ficar de verdade comigo!

Liberou uma de suas mãos do domínio de Harry para cobrir seu rosto, e soltou um soluço – uma vã tentativa de tentar gritar –, que foi seguido de diversos murmúrios incoerentes. Pansy estava sufocada pela tristeza de suas próprias conclusões.

Houve silêncio no trem.

X

Quando se deu conta, estava sentada em um dos bancos do trem, Harry ao seu lado, mas dando o espaço que precisava. Ele parecia estar muito interessado no ambiente vazio que a janela mostrava, mas ela sabia muito bem que ele só estava embaraçado. Sentia-se culpado por tê-la feito chorar.

Concluiu rapidamente que ele mudara o ambiente novamente, transferindo-os para dentro de um dos compartimentos do trem, e fazendo com que ela se sentasse para estar mais confortável. Ele era adorável, mesmo sem saber. E era o que mais doía para ela.

Pansy escondeu seu rosto dentro de suas duas mãos antes de passá-las pelos cabelos, tentando se controlar. Sentia-se cansada, com sono e sem humor nenhum para continuar aquela viagem. Não havia nada que lhe restasse, ou melhor, não houve nada que restasse a ela. Harry perdera a si mesmo para Ginevra Molly Weasley, antes de encontrar Pansy Parkinson, e não seria na morte que ele conseguiria esquecê-la.

Ainda assim, havia o medo. Sentia-se insegura demais para virar-se para Harry e dizer-lhe que o amava desde sempre. Soaria estranho, sem sentido, confuso... Embaraçoso. Pansy não era boa com sentimentos, e muito menos para dizê-los. Qualquer coisa mais forte, ela assimilava com o amor. Não seria surpresa se o que ela sentisse pelo jovem ao seu lado fosse tudo, menos o amor.

Mas não havia mais nada mais forte dentro dela que não fosse o que sentia por Harry. Ele era seu começo, meio e fim, se tivesse de colocar em palavras.

O problema era que não podia simplesmente falar isso a ele, e esperar que ele a correspondesse, ou a compreendesse, ou acreditasse nela.

Deu uma risada amarga, e olhou para o teto do trem, sentindo os olhos arderem pelas lágrimas que voltavam a cair.

Sempre fora uma batalha perdida.

X

Harry não lhe disse nada. Nem quando ela recomeçou a chorar, nem quando ela parou e se encolheu no outro banco, com medo de encará-lo. Ele simplesmente continuou a encarar a janela, e Pansy percebeu enfim que ele havia se cansado dela.

Só não percebeu o punho cerrado que apertava com força o material do jeans velho do outro, indicando que ele estava se contendo para não pressioná-la ainda mais.

X

Continuaram em silêncio por horas, ou dias. Pansy não sabia dizer quanto tempo se passou, mas sabia que fora o bastante.

Mesmo depois de tanto repouso, continuava cansada. E só havia uma maneira de voltar a se acalmar, a relaxar e se sentir bem consigo mesma.

Só uma maneira.

X

Demorou ainda muitas outras horas e dias e meses para que ela quebrasse o silêncio com algo que não fosse seu choro.

X

- Eu gostava de você.

Harry a encarou, sem entender, e Pansy manteve seu olhar. Seus lábios tremiam, como se não suportassem o peso da verdade dita, e a garota começou a temer que eles se desfizessem a qualquer instante.

Antes que isso ocorresse, falou novamente.

- Eu gostava de você. Eu– – e abaixou a cabeça, tentando impedir que Harry visse a vergonha, e o sorriso triste e involuntário que seus lábios o entregavam – Eu ainda gosto, mas eu gostava de você muito antes de você saber quem você era.

Houve silêncio, antes que Harry lhe dissesse que não entendera. Pansy simplesmente suspirara, antes de começar a contar desde o início.

X

- Comecei a gostar de você pelo que você fez. Você matou o maior bruxo das trevas, e com apenas um ano de vida. Meus pais não gostavam de você, e acho que isso influenciou um pouco. Mas foi assim que nasceu, e a grande ironia da minha vida foi que isso nunca morreu. Ficou mais forte com o tempo, principalmente depois de te encontrar no trem de Hogwarts. Você não se lembra, mas eu estava praticamente na sua frente. Eu me lembrava mais quando eu estava viva; agora não passa de uma imagem confusa.

"E a parte mais irônica é que, nem com toda a sua antipatia e a minha falta de coragem, eu consegui te esquecer. Eu odiei todas as meninas que você beijou; eu odiei todas as pessoas que eu beijei. Eu odiei cada pessoa que nos separava, e por isso eu odiei a mim mesma. Você continuava aparecendo em minha vida, e talvez a culpa tenha sido minha por escolher ficar perto do Draco.

"Sabe, eu noivei com o Theodore Nott. Noivei com ele para tentar te esquecer, para dar um ponto final nesse amor que nunca foi realmente amor. Eu lutei contra, mas estava preso em mim como uma doença, e acabou que eu morri por isso. Morri antes do sectumsempra. Morri por causa de você".

E a mentira, para acabar com tudo. Porque ela precisava dar um ponto final nisso. Precisava dessa certeza de que tudo iria acabar.

- E então eu morri literalmente. E meu arrependimento foi ter te amado. Porque você destruiu minha vida, sabe? Antes mesmo de começar.

X

Pansy deveria ter aprendido que a mentira não acabava com nada; apenas piorava tudo.

X

Não houve silêncio, nem risada, nem gritos. Harry simplesmente continuou a encará-la, os olhos duros e sem emoção nenhuma. E então ele falou, cuspindo-lhe a verdade com uma convicção tão forte que ela temeu.

- Mentirosa. Você não está aqui por causa disso, e você sabe. Eu sei também. Você não está aqui porque você se arrependeu de... De ter me... – as palavras fugiam, e Pansy percebeu um tom rosado nascendo nas bochechas de Harry enquanto ele falava – De ter me amado. Você se arrependeu de não ter lutado...

E uma pausa desconfortável, que teria sido um silêncio ridículo se não fosse pelo engolir em seco de Harry.

-... Por mim.

Ambos voltaram a se encarar, e Pansy sentiu suas próprias bochechas esquentarem. Isso a fez abaixar o olhar novamente.

X

Harry sentiu-se um idiota após jogar a verdade em Pansy, e sentiu-se ainda mais ridículo quando percebeu que talvez estivesse errado. Porque não adiantaria se ela tivesse lutado; não era como se eles fossem ficar juntos. Eram diferentes demais, e dar essa esperança à menina era simplesmente crueldade.

E ele estava mentindo para si mesmo também. Pois, por mais que dissesse que não conseguia imaginá-los juntos, ele via tudo muito bem, como se tivesse ocorrido.

X

Se Pansy tivesse falado com Harry no trem, eles teriam sido amigos. Ou pelo menos conhecidos íntimos. Talvez ela nem tivesse ido para a Slytherin, e talvez ela nem andasse com Draco. Se eles tivessem conversado no instante em que ela o viu, ao vivo, eles poderiam ter criado um laço que poderia ter evoluído com o passar dos anos.

Ela poderia ter lhe contado o que Draco estava aprontando, no primeiro ano. Poderia tê-lo acompanhado à Floresta Proibida, ao tentar impedir o Malfoy de contar à McGonagall sobre o dragão de Hagrid. Poderia ter estado com ele durante os desafios para chegar à pedra filosofal, e poderia tê-lo visitado quando ele estava na enfermaria, assim como Ron e Hermione e tantos outros amigos dele fizeram.

No segundo ano, Pansy poderia ter facilitado as coisas. Eles não precisariam fazer a Poção Polissuco, nem demorar tanto tempo em descobrir sobre o monstro que jazia na Câmara, e Hermione poderia não ter sido petrificada. Ela poderia ter entrado com ele e Ron na Câmara, solucionado a morte de Murta, ajudado Ginny mais rápido. Poderia ter pedido informações a Snape, conselhos a seus pais, e feito as perguntas certas para as pessoas certas, como o Sr. Malfoy.

Pansy poderia ter impedido Malfoy de fazer as brincadeiras sem graça dele no terceiro ano, poderia ter ajudado-o com Sirius, ou pelo menos com Snape e seu mau humor constante pela presença de Lupin na escola. Poderia tê-lo aconselhado sobre os dementadores, e poderia ter chorado por ele quando ele caiu de sua vassoura. Poderia ter feito todas as coisas certas, ainda que não levassem a nada, porque ninguém esperava que Sirius Black fosse inocente e que o ratinho de Ron fosse o grande traidor dos Marauders.

Mas ela estaria lá, de qualquer maneira. Ela poderia tê-lo abraçado quando ele descobrisse a verdade sobre seus pais, e poderia tê-lo dito que tudo ficaria bem, mesmo se não soubesse se isso ocorreria mesmo.

E no quarto ano, ela poderia ter ido com ele no Baile, e talvez até durante a Copa Mundial de Quiddish. Ela com certeza o esperaria convidá-la, mesmo que isso demorasse anos, porque ela seria a típica menina que não convidava, que era convidada. Ela diria não a todos os outros garotos, e então ele a chamaria para ir ao Baile e ela sorriria e diria sim. Eles dançariam a noite toda, ou talvez uma ou duas danças a mais que ele dançou com Parvati. Pansy com certeza iria rir de seus comentários, e falaria que já sabia sobre Krum e Hermione para Ron, e daria a ele todas as dicas necessárias para fazê-lo perceber que ele gostava da melhor amiga demais para ser simples amizade.

Mais tarde, quando Harry perguntasse como ela sabia tanto sobre isso, ela iria lhe contar a verdade, e eles ficariam sem graça e não se falariam por um tempo, mas ficaria tudo bem. Ficaria tudo bem, porque ela iria abraçá-lo depois da última tarefa, e ele perceberia que gostava dela também.

Namorariam só no meio do quinto ano, porque Umbridge não os deixaria. Ela provavelmente estaria curando de sua ferida no braço e reclamando que aquilo era tortura e seu pai saberia disso e falaria com o Ministro. Pansy provavelmente estaria segurando as lágrimas, apenas para deixá-las cair mais tarde, enquanto deveria estar dormindo. E quando Harry percebesse isso, ele a beijaria e ela o beijaria de volta, e tudo estaria bem. Até o outro dia, onde a guerra estaria cada vez mais próxima, e a morte de seu padrinho estivesse iminente.

Pansy estaria com ele durante a batalha no Ministério, e provavelmente fosse ferida gravemente, mas ainda estaria ali. E quando ele lhe pedisse desculpas, ela sorriria e diria que havia valido a pena, apenas para começar a chorar por Sirius.

No sexto ano, ela teria impedido Malfoy. De alguma forma, ela teria. Draco com certeza não confiaria mais nela, mas ela com certeza descobriria – porque ela sempre sabia de tudo; seria seu lema e algo que faria Harry rir –, e tentaria impedi-lo. E quando ela falhasse, e dissesse que a culpa era dela, ele a beijaria de novo, e diria que a culpa era de ninguém.

Ela sentaria ao seu lado durante o funeral de Dumbledore, e seria os lábios dela que ele beijaria quando ganhassem a Taça de Quiddish. Harry terminaria com ela para protegê-la, assim como ele fez com Ginny, e ela sorriria e lhe diria que esperaria por ele. E de alguma forma, ele saberia que voltaria, de modo que prometeria a ela que ele viveria. Por ela.

Aos dezessete, ele pensaria nela, e se perguntaria se ela estaria bem. Provavelmente, ela não estaria, mas isso não seria importante quando eles se encontrassem em Hogwarts. Pansy beijaria seus lábios com força, enquanto chorava, e ele lhe diria que deu tudo certo, que nada dera errado, e ela saberia que ele estava mentindo.

E quando ele morresse, ele a veria, e provavelmente não teria coragem de abandoná-la e quebrar a promessa que fariam no sexto ano. Retornaria, e os dois se beijariam de verdade, e todas as mortes seriam choradas devidamente, junto da felicidade e alívio que eles compartilhariam.

Ele a pediria em casamento pouco tempo depois. E Pansy diria sim para a pergunta que ela mais esperou para ouvir.

Os dois seriam felizes.

X

Poderia ter pensado em muitas outras coisas, em outras probabilidades e cenas, entretanto a risada seca de Pansy ecoou em seus ouvidos e chamou sua atenção.

Ela estava de pé, os olhos voltados para o lado de fora e parecia prestes a partir. E talvez estivesse mesmo, porque o trem parara.

Alguma coisa dentro de Harry o sufocou.

X

Parecia piada. Harry estava preso em pensamentos, em visões dos dois juntos, em percebendo o quanto aquilo era possível, se ela tivesse lutado mais um pouco, quando o trem começou a diminuir a velocidade. Pansy não gritou, não amaldiçoou, não fez nada. Simplesmente levantou-se, derrotada por seus próprios erros, e esperou que o outro voltasse à realidade para despedir-se.

Era seu ponto final, e que se danasse todo o resto. As probabilidades que Harry sonhava não mudariam coisa alguma, e não era como se fossem de verdade. Eram ilusões, sonhos que nunca se realizariam porque sua hora já havia passado há muito tempo.

Quando Harry piscou os olhos e a encarou profundamente, compreendendo o que ela iria fazer, Pansy lhe deu uma piscadela, sem lágrimas ou tristeza, e um sorriso mais que malicioso. Como se ele fosse seu parceiro no crime e agora era a hora de se separarem. Se não para sempre, por um bom tempo.

Virou as costas e saiu do vagão, pronta para encontrar alguma porta aberta por onde pudesse passar.

Não deu nem dez passos antes que braços a abraçassem por trás. E foi então que percebeu que estava chorando de novo. Harry apoiou sua cabeça em seu ombro, e Pansy, sem mais o que fazer, escondeu seu rosto nas mãos novamente.

- Você deveria ter lutado. – foi o que ele disse, depois do que pareceu uma eternidade. Ainda estava com a cabeça escondida no ombro dela, e havia uma melancolia em sua voz que quebrou o coração de Pansy, ainda mais.

Não retirou as mãos do rosto. Não fez nada além de concordar com a cabeça e responder, de maneira abafada:

- É, eu sei. Eu deveria mesmo tê-lo feito.

Uma luz branca envolveu o trem.


Now that we're here,
Now that we've come this far,
Just hold on.
There is nothing to fear,
For I am right beside you.
For all my life,
I am yours.


N/A.: Dividi o fim em duas partes por diversas razões. Uma delas foi para dar certinho 5 capítulos e assim tiver um Epílogo. A maior delas foi porque o Epílogo saiu uma merda e eu vou refazê-lo assim que eu tiver tempo, e então postar e deixar todos felizes.

Agora, eu devo pedir desculpas pela demora. Não foi minha intenção demorar tanto assim, mas a faculdade estava tirando todas as minhas chances de escrever, e eu só estava aparecendo na internet mesmo para cuidar da SiriusBellatrix, que é muito importante para mim. Assim que terminei esse capítulo, portanto, eu o postei aqui, ignorando qualquer trabalho ou artigo que eu deveria estar fazendo. O próximo capítulo sairá até o próximo fim de semana, porque precisa ser modificado em alguns pontos e nada mais que isso.

De resto, eu apenas espero que gostem desse capítulo. E façam suas apostas para o fim!

Beijos e queijos e reviews!

E quem favoritar essa fanfic sem deixar comentário, recebe PM~

P.S.: Mandarei para betagem esse capítulo, e provavelmente modificarei algumas partes quando o fizer. Então não fiquem assustados se esse capítulo for respostado!