Senti ser jogada para trás e bater contra uma parede fria daquelas ruínas. Minha cabeça doeu rapidamente e eu senti o sangue escorrer pelo meu pescoço. Eu estava ferida, muito ferida. Não quis voltar a abrir os olhos porque eu sabia o que aconteceria, eu seria amaldiçoada e se tivesse sorte seria morta, caso contrário, seria feita prisioneira.
- Você é maluco? Olha o que você fez! – quando ouvi aquela voz, meu coração falhou uma batida
Meus olhos se abriram rapidamente, eu o focalizei se lançando sobre mim, a varinha dele caiu ao lado do meu corpo e meu rosto estava entre suas mãos em segundos. Eu sorri entre as lágrimas, eu estava salva.
- Você está bem? – ele estava muito preocupado, não esperou resposta e já foi verificar o corte na minha nuca – Eu vou matar você Zabine! – ele vociferou
- Eu não queria...eu... – agora era Zabine que se abaixava ao meu lado – Mas ela iria me atacar...ela...
- Eu estou bem! – sussurrei por fim, minha voz voltara depois de tamanha surpresa
- Gina! – ele sussurrou me encarando – Preciso tirar você daqui, antes que apareça mais alguém! Você precisa aparatar!
- Não vou conseguir sozinha! – eu levantei a mão e toquei seu rosto – Você mudou!
- Foram três anos Gina! Você também mudou! – seus olhos estavam tristes
- Venha comigo! – eu pedi de repente, não sei como aquelas palavras saíram da minha boca
- Você me abandonou uma vez! Quem garante que não me abandonará agora? – ele soltou meu rosto, eu me ajoelhei direito na sua frente
- Não vou deixar você! Fique do meu lado! Zabine e você não são monstros! – tentei tocar seu rosto novamente, mas ele não deixou
- Eles vão me prender, me interrogar! Se não for morto serei preso!
- Eles vão te interrogar, mas estarei com você! Não vou deixar prendê-lo ou machucá-lo! Por favor, confie em mim! – finalmente segurei seu rosto entre minhas mãos
- Eu não posso...eu... – mas eu o calei com um beijo
Zabine tossiu do nosso lado, mas eu não me importei e muito menos ele. No instante seguinte eu estava entre seus braços, sentada em seu colo e sendo beijada fervorosamente pelo garoto dos meus sonhos, aqueles sonhos que não mudavam desde o meu quinto ano. Senti a presença de Zabine se afastar de nós e então não sei quanto tempo ficamos ali, mas sei que durou uma eternidade.
