Desci as escadas no escuro para pegar um copo com água, senti-me observada por todo o caminho, mas só percebi quem era ao voltar para o quarto e senti-lo me empurrar pela cintura.
- Até que enfim voltou ruiva! – ele beijou a curva do meu pescoço – Já estava cansado de esperar!
- Por que me esperava? – perguntei tentando me virar para ele, mas fui impedida
- A noite é longa pequena e não estou com sono! – ele sorriu contra meu pescoço e começou a abrir meu roupão de seda
- Draco! – eu tentei detê-lo, mas mais uma vez fui impedida
Ele só se afastou para deixar o roupão cair pelos meus braços e então estava colado a mim novamente. Uma de suas mãos subiu para meu seio apertando-o de leve sobre o tecido fino do pijama. Eu gemi jogando minha cabeça para trás, por sobre seu ombro. A outra mão deslizou para dentro do short e então eu voltei à realidade.
- Draco, não! – segurei seu pulso
Ele suspirou contra meu pescoço e me virou de frente para ele. Seus olhos perscrutavam meu rosto em busca de algo diferente, mas eu não conseguia encará-lo.
- Por que não? – ele perguntou sério
Eu o encarei agora, meus olhos marejaram. Ele estendeu a mão e colocou uma mecha do meu cabelo para trás. Às vezes tão carinhoso e outras vezes tão estranho. Em quê eu acreditava?
- Você está com medo! – ele sussurrou de repente, eu deixei uma lágrima escapar – Achei que estivéssemos juntos Gina!
- Estamos? – ergui meus olhos para ele, Draco simplesmente limpou a lágrima do meu rosto
- Você me beijou! Achei que estávamos juntos! – ele deu de ombros
- E eu disse que te amava e você não respondeu! – eu cruzei os braços em frente ao corpo
- Você foi a única mulher da minha vida Gina, desde que terminou comigo eu não consegui ficar com mais ninguém! Ainda duvida disso? – ele ergueu as sobrancelhas de forma irônica, mas falava a verdade
Eu soltei a respiração e sorri. Draco se aproximou e segurou minha cintura. Dessa vez me beijou com calma e carinho. Eu correspondi até sentir os lençóis contra minhas costas.
- Draco? – chamei baixinho
Ele me encarou acariciando meu rosto. Seus olhos brilhavam.
- Vai com calma? Você também foi o único! – eu sorri envergonhada, mas o sorriso dele me tirou todas as dúvidas
