Senti meu corpo amolecer diante do primeiro Cruciatus, depois senti o Imperius e me obrigaram a ficar parada. O primeiro deles se aproximou. Eu seria um jogo agora. Um jogo para ver quem me tocaria mais.
Outro Cruciatus antes mesmo do primeiro deles chegar até mim, o corte em minha cabeça se abriu, o sangue quente escorreu e eu tentei fazer minha mente vagar para dias felizes onde eu não era feita prisioneira. Porém, todos os dias felizes, ele estava junto. Aquele me entregara e agora nem tinha coragem de aparecer e fazer o que os amigos faziam.
Senti ser levantada pelos braços. Minha roupa começar a ser rasgada e então minha mente se desligou. Silêncio. Escuridão. Mas ao invés de me sentir só, eu sentia braços quentes me envolvendo e um sussurro em meu ouvido.
Obriguei-me a abrir os olhos levemente, nada mais que uma visão mínima do ambiente. Eu estava sentada no chão, encostada ao peito de alguém que me abraçava fortemente. A voz em meu ouvido era branda, mas eu podia perceber que havia lágrimas.
- Eu nunca deixarei algum deles tocar você! Me perdoa! Por favor! Eu vou tirar você daqui, vou tirar você na hora certa, quando ele achar que está vencendo e o Potter pronto para matá-lo! Você vai ficar bem e eu vou sumir da sua vida, eu prometo! Me perdoa pequena, eu amo você!
Fechei meus olhos novamente me sentindo completamente segura. Nada acontecera, nada aconteceria. Ele jamais iria deixar e por incrível que possa parecer, eu confiava nele. Confiava porque ele chorava por mim, sofria por mim, mas a dúvida sempre ficava. Será que era real?
