Visão do Draco

Cheguei em casa e joguei a pasta em cima do sofá. Tentei respirar fundo antes de encarar o resto da casa quando senti dois bracinhos me abraçando pelas pernas. Sorri para o pequeno loiro que me olhava encantado. Para ele eu era um herói. Peguei-o no colo e lhe baguncei os cabelos, ele riu.

- Cadê sua irmã? – pedi enquanto ele mexia na minha gravata, tinha verdadeira admiração por gravatas

- Ela está lá no quarto chorando! – o pequeno me encarou com os olhos brilhando, ele sofria junto com a irmã

- Por que ela chora, Enzo? – pedi com o cenho franzido

- Elizabeth estava com medo de Hogwarts! O dia de amanhã será importante para ela, seu primeiro dia na escola! – eu vi as duas mulheres descerem pelas escadas

Elisabeth sorriu e me abraçou, o rostinho ainda molhado de lágrimas e os olhos extremamente azuis que me encantava junto com aquela cabeleira ruiva que caía até o meio de suas costas. Ela me lembrava tanto a Gina. É claro que tinha as minhas feições, mas aqueles cabelos e aqueles olhos eram inconfundíveis. Gina. Minha Gina.

Soltei um suspiro de saudade e então sorri para minha pequena.

- Eu te amo pequena! – eu beijei seu rosto e depois coloquei Enzo no chão – Também te amo! – sorri para ele

O loirinho sorriu radiante e pegando a mão da irmã correu para o jardim para aproveitar os últimos raios solares do dia. Voltei-me para a mulher que me encarava sorrindo e a puxei pela cintura para que se apoiasse em meu peito.

- Como você está? – perguntei sorrindo

- Com saudades! – ela escondeu o rosto em meu peito e aspirou profundamente – Senti sua falta!

- Eu também senti sua falta e daquelas criaturinhas lá fora! – eu sorri erguendo seu rosto e lhe beijando levemente os lábios

- Não os chame assim! – ela me bateu de leve no peito

- São meus filhos, meu sangue, minha vida! Mas eu não seria nada sem você! – sussurrei lhe beijando o rosto

- Por que está dizendo isso? – ela me encarou confusa

- Ontem Elisabeth fez onze anos, há onze anos eu quase perdi você! – eu encarei seus olhos até que eles derrubaram algumas lágrimas e eu me apressei em limpá-las

Desde que ela deu sinal de vida depois que implorei para voltar para mim há onze anos, eu prometi que jamais lhe faria chorar novamente e pretendo cumprir pelo resto da minha vida.

- Eu te amo Draco! – ela me abraçou sorrindo

- Eu te amo Gin, para sempre!