Misguided Ghosts

CAP 6.

N/A: Olá a todos! Obrigada pelos comentários!

Vamos ver se esse capitulo trás mais um pouco de luz para a história. Para aqueles que não compreenderem certas partes, aqui se faz referencia aos capítulos 181, 182 e 183 de Lost Canvas, na morte de Valentine.

Vou responder aqui os comentários daqueles que não me enviaram um endereço eletrônico de resposta:

K-chan: Obrigada pelo comentário! Espero que continue acompanhando =)

Needy: Ri muito com a sua review xD. Muito obrigada pelos elogios! Eu realmente "criei" isso aqui. Como eu acredito que todos que escrevem sobre CDZ em geral criam muito. Não existe um desenvolvimento emocional dos cavaleiros na série pra que nós tenhamos certeza das personalidades de cada um. Isso é muito obvio quando a gente compara CDZ com outras séries onde basicamente só se explora os sentimentos dos personagens, tipo Kimi ni Todoke (que está na moda XD), que quase não possui uma "história" , possui apenas seus personagens vivendo, e vivendo com riqueza de detalhes! Ou Fairy Tail (que eu amo ._.) que faz uso da historia pra desenvolver os sentimentos dos personagens. Como você disse, essa fic é antes da Guerra Santa retrada na Saga de Hades, mas como eu acho que Lost Canvas acrescentou muita coisa legal ao submundo eu sempre puxo um ou outro personagem de lá e faz uma mistureba louca. As vezes fica confuso mesmo eu admito ._.

Para não perder o hábito, esse cap é Hometown glory - Adele

Vamos a história!


Cap. 6 - Hometown Glory

Valentine andava pelas ruas de Larnaca.

Acordara no quartinho de sobrado velho que estava habitando nos últimos dias, estranhamente havia sangue em sua têmpora cuja origem ele não sabia identificar. Recolheu seus rastros e desceu pela escada de incêndio.

Ficara quase 5 dias fora de casa pelas suas mal-feitas contas.

Já assustara o suficiente sua mãe. Um rastro de culpa passou por sua mente, mas desapareceu tão rápido quanto surgiu.

Já era hora de voltar.

Estranhamente aquela noite tivera o sonho mais bizarro e vívido da sua vida. Passou as mãos pelo cabelo e os encontrou compridos, pelos ombros como quando deixara sua casa. Nas mãos nenhum rastro da ferida feita pela tampinha de garrafa. Aquilo realmente fora só um sonho.

Não existia deus do submundo.

Não existiam espectros.

Não existia Radamanthys de Wyvern.

O pensamento lhe deu uma melancolia que não sabia explicar. Não conhecia o homem, trocaram apenas algumas poucas palavras, mas sabia pelos outros que ele possuía um grande interesse em si. Valentine riu. O outro espectro, Lune de Balrog, dissera que esses interesses do Kyoto eram "escusos". E Fiodor até dissera que o loiro era seu "dono".

Tremeu levemente. Um homem como aquele interessado em si era uma polida no ego de fato, mas dono não era uma palavra que agradava Valentine.

A grande questão era: Por quê? O que ele possuía de especial? Quer dizer, tinha pleno conhecimento da própria beleza, mas aquilo era um pouco...

Sacudiu a cabeça como se isso pudesse lançar esses pensamentos.

Repetiu mentalmente. Nada daquilo era real. Nada daquilo era real...

Pelo relógio da rua sabia que eram dez da manhã. A rua estava apinhada de pessoas, especialmente turistas e Valentine se batia entre a multidão. Sabia estar longe de casa, mas a caminhada não o intimidou. Muitos minutos depois, estava em pé à soleira da porta de casa, em duvida se batia na porta, tocava a campainha ou simplesmente entrava como se nada tivesse acontecido. Escolheu a ultima opção.

Passou pelo pequeno vestíbulo e adentrou a sala, o cheiro familiar da comida lhe deu saudade e culpa. A voz aguda da mãe foi ouvida.

-Val! – O rosto afogueado da mãe apareceu por trás da porta da cozinha. Seus olhos brilhavam em umas poucas lágrimas. –Pegue o mel na despensa! Estou fazendo baklava!

Valentine caminhou até o armário alcançando o vidro de mel. Sorriu. Ele e a mãe tinham esse acordo mudo de nunca comentarem sobre suas fugas. Ele voltava como se nada tivesse ocorrido e ela o recebia como se nunca tivesse partido.

Colocou o vidro próximo a mãe que lidava com massas folheadas. Ela largou os utensílios e o abraçou. O jovem sentiu que ela chorava algumas lágrimas silenciosas, que já manchavam a camiseta dele.

Talvez dessa vez tivesse cruzado a linha. Passado dos limites.

-Venha!- A senhora o puxou pela mão até a cadeira. - Fique por aqui enquanto termino! O almoço logo sai.

Observou a mulher se mover por entre as panelas. Era um dia comum, mas sabia que em sua casa sempre as refeições contavam com entrada, prato principal e sobremesa.

Era um mimo de sua mãe.

-Lino! Ajuda a sua mãe a arrumar a mesa! – Valentine riu. Lino era o apelido que ele inventara para o irmão mais novo, que sempre vivia enrodilhado a um cobertor azul, semelhante ao personagem de Charlie Brown.

-Tô indo mãe! – O menino desceu as escadas correndo, ao final chegou ao chão com um pulo. Os olhos do menino encontraram os de Valentine e ele sorriu, correndo até o mais velho. – Val! Não acredito é você?

Valentine o abraçou apertado. O sorriso do menino era doce e puro.

-Pois é, quem é vivo sempre aparece! – Valentine falou bagunçando os cabelos do menino.

Era disso que abriria mão naquele sonho? Abriria mão de todas essas pessoas que o amam?

- Onde estão os outros? – Valentine perguntou. Sentia o peito apertado.

-Papai disse que ficaria na loja. Suas irmãs saíram para ajudar a prima Sansa nos preparativos do casamento com aquele rapaz...

-Entendi

O restante seguiu tranqüilo, Valentine quase já havia se esquecido do conforto daquelas pequenas palavras trocadas em família.

Assim o dia foi passando e o sonho foi ficando cada vez mais para trás em sua memória.

Banhou-se, vestiu-se apropriadamente, passou tempo verdadeiramente agradável ao lado daquelas pessoas. Cada um então foi cuidar de seus afazeres e Valentine pode ficar só com seus pensamentos em seu quarto.

Jogou-se na cama. Ainda tinha um problema, sua falta de perspectiva, sua vida perdida. Não poderia fugir disso.

Batidas na porta. Sua mãe entrara com uma caneca.

-Val, tem uma pessoa na porta pedindo pra falar com você. – A mãe bebericou a caneca e ofereceu a Valentine seu chá.

-Quem é mãe? – Valentine pôs se de pé. Calçou sandálias e desceu escadas seguido pela mãe.

Do segundo degrau da escada pode visualizar a figura altiva do homem. Os cabelos loiros levemente desgrenhados. A franja farta escondia os olhos.

O coração parecia estar quase fibrilando. O sangue fugiu do rosto e pode sentir a mão da mãe apertando a sua.

-Está tudo bem Val? – O olhar dela era preocupado

"Ele não é real."

"Ele não é real!"

Ouviu a mãe chamá-lo mais uma vez.

-Estou mãe, não é nada...

Quando os olhos de Valentine encontraram os de Radamanthys foi como seu o mundo tivesse parado.

Literalmente.

Quer dizer, sua mãe parara de se mover, sua expressão era levemente preocupada, mas endurecida como uma estatua de cera. Sua mão tocava o corrimão da escada. A TV cessara, não havia som algum. Notou que Radamanthys ensaiou alguns passos em sua direção e um flash de compreensão passou por sua cabeça.

- Foi você que fez isso. – Afirmou se aproximando mais do loiro.

- Foi. Preciso conversar com você. E não posso aceitar um não como reposta.

- Parece que essa é uma constante na sua vida. – O comentário do espectro de Harpia quase fizera o juiz Wyvern sorrir.

Radamanthys adentrou a casa, pouco se importando com a senhora paralisada na escada. Sentou-se na poltrona da sala, parecia esperar que Valentine fizesse o mesmo.

Valentine sentou-se a frente do outro.

-O que você precisa falar? Vamos logo que não tenho o dia todo! – Valentine disparou e Radamanthys se surpreendeu com a rudeza do espectro de Harpia.

- Estou aqui para falar da sua situação Harpia. – Valentine riu por dentro ao ver que o Juiz Wyvern, tão arrogante, agora buscava palavras para lhe falar.

Valentine não temia nada.

Antes, estava no castelo, aprisionado, frágil e a mercê do que aquelas pessoas queriam que fizesse.

Dependente. Perdido. Parecia haver um único caminho a seguir.

O quão diferente aquilo podia ser da sua vida "normal"?

Tinha consciência dos poderes dos espectros, mas aquela era a sua casa, aquele era ele recuperando o controle de sua vida. Não era nem de perto a vida que ele buscava, mas ele não desistiria, lutaria para se ver livre daquele sentimento que parecia o mar em ressaca. Sempre o puxando de volta quando ele tinha aquela doce ilusão de se libertar.

Não aceitaria as ordens de ninguém.

E se necessário usaria o tal "cosmo" que todos os outros falavam.

E mandaria Radamanthys de Wyvern para o fundo do lago gelado exatamente como fizera com os corpos sem vida de seu sonho se fosse preciso.

-Se você não vai falar então falo eu. – Valentine quebrou o silencio do Juiz Wyvern. – Como chegou aqui?

-Você fugiu da possessão, é meu dever como seu superior buscá-lo. – O semblante de Radamanthys endureceu.

Tentava buscar em todas as suas recordações de milênios alguma única vez em que o espectro de harpia houvesse levantado a voz para si. Não foi capaz de se recordar de tal fato. Na verdade aquela pessoa a sua frente não lembrava em absolutamente nada as suas memórias do espectro de Harpia. Eram fisicamente idênticos, fato. Os mesmos cabelos ruivos, os olhos verdes, o semblante calmo.

Mas o seu espectro de Harpia era diferente, sua voz dificilmente mudava de tom, sua postura era de contida subserviência e admiração dirigida única e exclusivamente a si. Aquela pessoa ele não conhecia. E isso provocava uma leve irritação.

Novamente Valentine o libertou de seus pensamentos.

- Você perdeu seu tempo. Eu decidi ficar. – Ouvir aquilo de Harpia irritou Radamanthys profundamente. Valentine assustou-se quando o inglês socou sua mesinha de centro quebrando-a em alguns pedaços. Ele respirava profundamente e Valentine sentiu um arrepio. Conforme ele respirava suas narinas dilatavam. O cipriota resolveu ignorar aquela terrível sensação de perigo iminente.

-Eu apreciaria que você apenas fosse embora, sem descontar na minha mobília.

Aquela havia sido a gota d'água. Alma imortal prometida a ele ou não, aquele Valentine era insuportável demais para que ficasse calado.

-Será que você é tão idiota que não é capaz de perceber que essa NÃO é a sua casa de verdade? – A frase saiu num grito seco e Valentine tremeu. Estava se acostumando a tremer na presença daquele homem.

-O que quer dizer? – Valentine olhou de soslaio para a figura da mãe, que continuava imóvel na escada. Sentia-se abobado. Lógico que ele lembrava, estava na sala de treinos, viu a surplice negra e a vestiu e depois... Nada.

- Você está no Castelo Heinstein, isso tudo é só uma fuga do processo de possessão que você estava passando. Nada disso é real. – Radamanthys respirou fundo e encarou Valentine tentando buscar em seu interior paciência o suficiente para manter aquela conversa.

Já a expressão do cipriota era uma confusão de sentimentos. Decepção, raiva, tristeza, desapontamento, embaraço. Como pudera se enganar tão profundamente assim?

Como se fizera de tolo!

-Onde eu estou? Onde NÓS estamos? – A voz de Valentine era um fiapo, mas Radamanthys não se comoveria com isso.

-Tudo isso é a sua mente, você criou esse lugar. – Radamanthys respondeu secamente.

-E se eu não quiser sair daqui?

-Isso aqui deixará de existir. O seu corpo definhara no mundo real.

-Sem falar que vocês iriam destruir o meu corpo, que ainda deve estar na sala de treinos.

-Precisamente.

Valentine riu amargo. Suas escolhas eram viver uma mentira provisória até a morte do seu corpo, ou seguir aquela vida de servo, de espectro, e abandonar pra sempre quem era, ou pelo menos quem gostaria de ser. Abaixou a cabeça e escondeu o rosto entre as mãos. Não havia escolha. Juntou toda a dignidade que lhe restava.

-Antes de ir eu preciso de algumas informações. – Pausou. - Por que você está fazendo isso? Em que isso vai te beneficiar?

-Eu preciso que você assuma sua condição de espectro de Harpia. – Radamanthys pausou. Seria apropriado contar? – Essa é uma conversa para depois que recuperar suas memórias.

-Mas eu preciso dessa conversa agora! –Valentine exasperou. – Eu preciso saber por que você está fazendo isso. Todos me disseram o quanto era mais fácil me matar, mas você não aceita!

Radamanthys respirou fundo. Quando ele acordasse na sala de treino já possuiria todas as lembranças do seu Valentine. Talvez fosse bom ter aquela conversa.

- Eu não poderia permitir isso. Eu tenho uma dívida com você

Valentine observou bem o juiz. Ele parecia cansado, nunca o vira assim.

-Que tipo de dívida?

- Eu já fui responsável pela sua morte uma vez, não podia me colocar na situação de ser responsável de novo sem ter lhe dado todas as chances. – Radamanthys encarava Valentine tentando decodificar todas as suas reações às suas palavras. Já o cipriota achava que ouvira o suficiente. O homem tinha culpa. Era isso.

Nada daquilo de vida passada o importava no momento. Aquela era a única vida que conhecia.

-Eu tive uns sonhos. Queen me disse que eram minhas lembranças. – Valentine parecia corado. Fitava o chão desinteressado.

-São suas lembranças.

- Então eu e você... –Valentine suspirou.- Nós temos um "lance".

Radamanthys não pode evitar de rir e o ruivo o encarou com raiva.

-Teremos se você assim desejar. Quando acordar terá informações o suficiente para a sua decisão.

O coração de Radamanthys doía ao pronunciar aquelas palavras. Ele temia a reação de Valentine ao ter todas as peças do quebra-cabeça. Entretanto sua consciência estava mais tranqüila, pois falara ao jovem a verdade. Era o responsável por sua morte passada.

E não podia negar que tinha alguma expectativa de ser perdoado.

Afinal, estava cumprindo ordens. Estava mantendo a hierarquia dos espectros.

Restava esperar que isso fosse o suficiente.

Valentine levantou-se

-Estou pronto...

E Radamanthys se permitiu sorrir.


-Eles estão demorando – Lune quebrou aquele silêncio.

Estavam todos ali, naquela tensão, esperando que a qualquer momento os espectros de Harpia e Wyvern se levantassem.

Sylphid tentava a todo custo conter a ansiedade. Ele tinha certeza absoluta que os dois espectros voltariam. O incidente de Valentine não passava disso, um incidente. Mas havia Lune e Violate, que teriam uma interpretação muito desfavorável dos fatos para revelar a Pandora-sama.

-Ele está levantando! – Queen exasperou.

No centro do tatame Radamanthys de Wyvern levantava. Abriu bem os olhos e estendeu a mão.

Todos soltaram um suspiro aliviado quando Valentine, agora apropriadamente aparatado com a surplice de Harpia aceitava a mão que lhe era entendida e colocou-se de pé.

-Seja bem vindo Valentine. – O juiz Wyvern falou para que apenas Valentine ouvisse, mas seus olhos pareciam desfocados, não encarando o inglês.

Queen e Fiodor se aproximaram e Radamanthys se afastou.

Ele sabia que agora era hora de saber se Valentine aceitaria realmente ser seu segundo em comando. Se ele colocaria uma pedra em cima daquele passado, quando Wyvern ignorara seu aviso e se ajoelhara em respeito a Pandora. Agindo como um cão.

Seu compromisso era com o exercito de Hades-sama, necessitava se rodear da sua escuridão, da sua alma, como os humanos necessitam do sol. E Valentine passara por cima desse compromisso.

Mas Hades era um deus misericordioso. Afinal, Valentine recuperara seu posto de espectro.

Valentine se movera na direção de Queen se dirigindo a este.

-Queen, gostaria de ir aos meus aposentos. Creio que necessitarei de alguma poção curativa para esses ferimentos. – A voz de Valentine era extremamente segura, e isso despertou um sorriso em Queen. Quando seus olhos se encontraram Queen reconhecera que ele havia comungado com a alma milenar do espectro de Harpia.

Queen buscou Radamanthys de Wyvern com os olhos para saber como proceder.

O Juiz fez um meneio com a cabeça e Queen abriu os portões da extensa sala de treinos e acompanhou Valentine pelo corredor. Nenhum dos demais espectros os acompanhou.

-Estou feliz que esteja de volta Valentine. Me diz, você lembra de tudo? – Queen sorriu e abriu a porta do quarto que seria do espectro de harpia.

-Sim, de tudo Queen. – Valentine retribuiu o sorriso. Sangue ainda pingava de sua têmpora. Queen pegara um lenço e o embebera em uma poção vermelha.

-Com isso seus ferimentos fecharão. – Passou o lenço pelas feridas no rosto do espectro.

Em uma pequena mesa colocou o recipiente.

-Agora eu vou. Qualquer coisa estarei na enfermaria. Não hesite em me procurar. – Queen saiu.

Valentine fechou a porta, virou de costas apoiando-se nela. Escorregou até o chão e passou a mão entre os cabelos, realmente curtos e arrepiados.

Tinha muitas coisas para pensar.

Os flashes da sua vida passada bombardeavam seu cérebro.

Uma explosão de sentimentos que ele não sabia identificar como próprios de si ou da surplice de Harpia.

E dor.

Sem perceber ele chorava.


Radamanthys foi o ultimo a deixar o salão. Ou isso era o que ele pensava.

Andou pelo corredor largo em direção aos próprios aposentos, quando o cosmo da espectro de Behemut o fez se virar.

-Não me interessa o que dirá a Aiacos. Apenas suma daqui mulher! – O Juiz rugiu. E se ela não tivesse consciência do quão engraçado era toda aquela situação teria ficado com medo.

- Apenas vim pedir sua permissão para falar algo senhor Juiz Wyvern. - Violate fizera uma falsa mesura.

Com o silencio de Radamanthys, Behemut continuou.

-Foi ousado da parte do senhor ter ido atrás do espectro de harpia. E deu certo! Veja ele aceitou a súrplice, mas isso não significa que ele aceitou ao senhor. O que garante ao senhor que Valentine continuará a ser seu fiel 02?

Radamanthys se virou para a espectro e a encurralou contra a parede de pedra.

-Continue. – O olhar de Radamanthys fez a espectro duvidar se devia continuar, mas não havia escapatória.

- O senhor Radamanthys vai ter que reconquistar o espectro de harpia se espera que ele se ajoelhe diante do senhor e jure lealdade ante todos os espectros.

Radamanthys acentiu com a cabeça esperando que a espectro falasse.

- Afinal, depois de ter sido preterido, ainda mais por Pandora, o senhor terá que fazer mais, terá que merecer a lealdade dele.

A frase da jovem irritou o Juiz Wyvern. Ele nunca preteriria Valentine, ele apenas aceitou o campo de batalha que Pandora preparara para si. Ignorando a nobreza dos seus atos.

Apertou as mãos ao redor do pescoço da mulher e assistia a pele se tornar cada vez mais pálida.

-Se-senhor Radamanthys! –Violate segurara os pulsos do juiz com força. Sabia que era incapaz de se livrar. Morreria ali se ele assim desejasse.

-Quem você pensa que é com esses conselhos? AH? – O rugido de Radamanthys próximo ao seu ouvido era extremamente ameaçador. – Você, que matou Aiacos e falhou em impedir que aqueles fedelhos recuperassem o navio! Quem você pensa que é? –Radamanthys usou mais força em seu aperto. A jovem quase desfalecia.

-Posso saber com que direito você fere minha Asa Gêmea Radamanthys de Wyvern? – A voz poderosa de Aiacos de Garuda ecoou no corredor. Radamanthys soltou Violate que foi ao chão tossindo muito. Seu rosto muito vermelho e respirando profundamente.

-Diga para essa mulher parar de se intrometer no que não é de sua conta. – Radamanthys seguiu pelo corredor apressadamente.

Aiacos se virou para a jovem, agora de pé, ainda tossia.

-O que pensa que estava fazendo? – Aiacos se pôs ao lado da espectro de Behemut. Ela sorria entre tossidas.

-Ora meu senhor! Nem todos toleram bem a verdade. - Violate se recompôs. Aiacos passou um dos braços da jovem por seus ombros.

-Chega! Sabe que não gosto de usar minha prerrogativa de General com você, mas se isso a fizer se distanciar dessa loucura toda eu o farei.

-Não diga isso meu senhor. É importante para todo o exército de Hades-sama que essa confusão entre Harpia e Wyvern se resolva logo!

-Eu a proíbo Violate. Proíbo de se envolver ainda mais nessa história me entendeu? – Aiaos encerrou aquela discussão. Violate deixou ser carregada até seus aposentos na outra ala do castelo.


N/A: Foi isso por hoje! Espero que tenha agradado e aos que chegaram até aqui MUITO obrigada!