Capítulo 2.
Enfermeira: Meus parabéns, Sra. Rock. É um garotão.
Cansada, mas ainda sorrindo, peguei meu filho nos braços, enquanto a enfermeira ia chamar meu marido. Quando penso nele, lembro de todas as boas lembranças que tivemos juntos, desde o dia em que nos conhecemos e ele resolveu me treinar.
Meu nome é Naomi. Naomi Rock. Anteriormente, Naomi Freeks. Sou casada com Lee já há alguns anos e acabei de dar à luz ao nosso segundo filho, que pra surpresa de Lee resolvi dar o nome de Neji. Acho que Neji Hyuuga vai gostar da homenagem. Afinal, é o padrinho do meu primeiro filho.
Quando conheci o Lee, na época em que tinha 10 anos, comecei a desenvolver sentimentos por ele conforme o convívio com ele aumentava. E eu sabia que não era paixonite de criança, sabia bem a diferença. Afinal, já tive uma queda por Konohamaru Sarutobi, mas não era nada comparada ao que eu sentia por Lee.
Entretanto, eu achava na época que ele nunca gostaria de mim mais do que como uma aprendiz ou amiga. Afinal, tínhamos 3 anos de diferença. Sem falar que ele era um gennin, e eu, uma aluna de academia fracassada. Ou ex-fracassada, pois havia melhorado bastante com os treinos puxados que o Lee me dava.
Lembro de quando tivemos nosso primeiro encontro, que aconteceu por acaso. Tínhamos terminado nosso treinamento e, depois que Lee se despediu, notei que algo tinha caído no chão. Era um peso.
Eu: Lee-sensei, deixou cair o seu...
Não completei a frase, pois Lee já tinha ido embora. Mas eu sabia que tinha que devolver o peso para ele. Sabia que ele usava pesos em seu treinamento, coisa que eu também fazia, e aquele peso esquecido poderia ser importante.
Como não teríamos treinamento no dia seguinte, passei a manhã inteira e uma parte da tarde procurando Lee para devolver o peso, que não era nada leve e já estava me deixando cansada. Só quando a minha barriga roncou é que me lembrei que não tinha comido nada desde o café da manhã.
O Ichiraku era o mais perto, e eu nunca tinha provado rámen antes, mas estava com tanta fome que não discuti com meu paladar. Por coincidência, foi lá que encontrei Lee, o que foi uma surpresa: ele tinha me dito outro dia que sua comida favorita era curry.
Eu: Lee-sensei?
Lee: *virando-se* Ah, oi Naomi! Senta aqui!
Ele apontou pra um banquinho vazio ao seu lado, antes de eu me sentar, totalmente ofegante.
Lee: Você parece bastante cansada!
Eu: Sim. Passei a manhã toda e uma parte da tarde te procurando. Não deu nem tempo de almoçar. Você esqueceu isso no treinamento ontem, sensei.
Estendi o peso pra ele, que olhou do peso para mim, surpreso.
Lee: Você passou a manhã toda e uma parte da tarde carregando este peso? E só com a energia do café da manhã?
Eu: Sim.
Lee: Nossa, estou impressionado! Isso que é fogo da juventude, Naomi! Não é uma surpresa estar tão cansada: você passou esse tempo todo carregando um peso de meia-tonelada!
Arregalei os olhos ao ouvir isso. Não imaginava que aquele peso fosse tão pesado.
Lee: Bom, já que você não comeu por minha causa, vou retribuir o favor e te pagar uma tigela de rámen.
Abri um sorriso tímido. Mesmo aquilo não sendo um encontro de namorados, aquele foi nosso primeiro encontro, e fiquei lisonjeada por Lee ter se oferecido pra pagar um rámen pra mim.
Parei com o flashback quando Lee entrou no quarto do hospital, em que eu estava amamentando o Neji. Trocamos um beijo, antes dele passar a mão de leve na cabeça do nosso filho: ele se parecia muito comigo, mas tinha os olhos do Lee.
Lee: Puxou a beleza da mãe.
Eu: *corando* Obrigada, querido, fico lisonjeada.
Foi o que eu disse, antes de beijá-lo novamente.
