Capítulo 4.
Depois que voltamos pra casa, com Neji nos braços, Júnior me fez uma pergunta na hora do jantar que me surpreendeu.
Júnior: Papai, você e a mamãe se conhecem desde que eram pré-adolescentes, certo?
Eu: Certo.
Júnior: E como você soube que estava apaixonado por ela?
A pergunta dele me fez lembrar do meu reencontro com Naomi, 6 anos depois de sua partida. Aí, eu já estava com 19 anos, e ela, com 16.
Começou quando Neji, Tenten e eu ganhamos a missão de escoltarmos um homem até a casa dele. Não sabíamos onde era, então era ele quem nos guiava... até sermos cercados por alguns jounnins inimigos.
Eu: Neji, Tenten, eu os seguro. Vão na frente que eu alcanço vocês mais tarde.
Naquele momento, eu havia dito isso, mas não pude segurá-los por muito tempo, pois havia usado a lótus. Logo, fui nocauteado por trás ao baixar a guarda sem querer.
Antes de desmaiar, consegui ouvir uma frase, sendo dita por uma voz desconhecida para mim.
Voz: FURACÃO DA FOLHA!
Quando abri os olhos, pensei que havia morrido e estava no céu, mas fiquei surpreso ao ver um teto de madeira.
Voz: Finalmente você acordou.
Notei que Tenten estava sentada ao lado da cama em que eu estava deitado.
Eu: O que aconteceu?
Tenten: Você foi nocauteado por trás. Felizmente, deu pra te salvar antes que fosse morto pelos inimigos.
Eu: Eu agradeço por você e Neji terem me salvado, Tenten.
Tenten: Lee, não fomos nós que salvamos você.
Eu: *surpreso* Não?
Tenten: Não. Foi aquela garota ali, conversando com Neji. Ela venceu os jounnins sozinha e ainda te carregou até aqui.
Tenten apontou pra uma garota sentada numa mesa, conversando com Neji. Ela tinha cabelos verde-escuros até a cintura, com franja dos lados, olhos verdes, pele clara e usava a bandana de Konoha (o que me fez estranhar), uma camisa azul-escura sem mangas, faixas nos braços como eu, uma bermuda preta com um porta-kunais e sandálias ninja azul-escuras.
Fiquei sentado na cama e olhei em volta. Estávamos numa casa simples de madeira, e eu podia ver nosso cliente conversando com um casal nos fundos. Quase tive um treco ao reconhecê-los: eram o Sr. e a Sra. Freeks!
O que significava que aquela garota conversando com Neji era...
Eu: *chocado* NAOMI?
Naomi: *sorriso leve* Bom vê-lo de novo, Lee-sensei.
Tenten e Neji: *confusos* "Lee-sensei"?
Levantei da cama, ainda um pouco dolorido, e fui até ela. Foi uma surpresa pra mim, e pra Tenten e Neji também, quando ela me abraçou do nada.
Naomi: Você cumpriu mesmo a promessa! A gente se reencontrou, Lee-sensei!
Tenten: Será que dá pra alguém me explicar o que está acontecendo? Que história é essa de "Lee-sensei"?
Sem escolha, contei tudo, inclusive expliquei o porquê de Naomi estar me chamando de "Lee-sensei".
Neji: Mas por que ela continua te chamando de Lee-sensei? Vocês não são mais mestre e aluna.
Naomi: Não somos?
Neji: *sério* Não.
Naomi: Nesse caso...
Foi um choque pra mim quando Naomi enlaçou meu pescoço e me beijou na boca. Mesmo sem entender o porquê de estar fazendo isso, retribuí o beijo, passando os braços por volta da cintura dela.
No início, eu me senti meio culpado por estar fazendo isso. Afinal, ela havia sido minha aluna, e eu, seu professor. Mas logo relaxei ao lembrar que agora ela tinha 16 anos, e eu, 19. Sem falar que não éramos mais mestre e aluna, como Neji havia afirmado.
Naomi: *interrompendo o beijo, levemente corada* Eu sempre quis fazer isso, desde que tinha 10 anos de idade.
Depois da missão, demorei pra reconhecer que estava apaixonado por Naomi do mesmo jeito que ela estava por mim. Mas ela me conquistou e, anos depois, finalmente nos casamos e formamos uma família.
Júnior: Pai? PAI!
Eu: *"despertando"* Hã? O que... o que foi, Júnior?
Júnior: Você não respondeu a minha pergunta, papai.
Eu: Lamento, Júnior, mas há perguntas que não dá pra responder com palavras.
Olhei para Naomi e lhe pisquei o olho, que retribuiu com um sorriso tímido.
FIM!
