Cheguei em casa frustrado, com um vazio enorme no peito, uma sensação de que não fiz tudo o que deveria ter sido feito. Talvez se eu tivesse sido mais ousado, agarrado-a, tirado sua roupa e tivesse lhe dado todo o meu prazer, quem sabe ela poderia ter cedido e confessado com todas as letras que ainda me amava. Talvez o beijo não o foi suficiente para o que eu fui buscar naquela noite, mas ao menos serviu para eu sentir que ela me amava e isso já era um bom sinal.

Passei a noite toda pensando nela, e enquanto fitava o copo de whisky em minha mão, eu jurava poder sentir seu cheiro, seu beijo, o calor de seu corpo no meu. A noite foi longa, a bebida me ajudou a dormir, embora eu tenha dormido pouco. No dia seguinte as horas pareciam querer me torturar, estavam demorando a passar mais do que nunca. Por algumas vezes cheguei a pegar o celular pensando em ligar para ela, mas sempre acabava desistindo na última hora. Droga, eu não queria pressioná-la, mas o fato é que toda aquela espera estava me sufocando, e não havia passado nem 24h. Será que aquilo foi um não definitivo? Será que realmente ela não me deseja mais? Passei o dia todo me indagando isso, me torturando com perguntas que só a Lisa poderia responder.

Finalmente a noite chegou, mais algumas horas e seria um dia a menos de espera. Já era um pouco tarde, tomei um banho, deitei no sofá e fui ler um livro para me distrair um pouco e afastar meus pensamentos que só queriam saber dela. Alguns minutos de leitura e ouço uma suave batida na porta. Eu não fazia a mínima idéia de quem pudesse ser àquela hora. Minha aparência não estava adequadamente boa para receber visitas. Eu trajava uma camisa surrada, uma calça de pijama, a barba por fazer. O chinelo eu não sabia por onde andava, e o cabelo permanecia intocável desde o momento em que retornei da casa da Lisa. Deixei o livro de lado, levantei do sofá e caminhei até a porta. Ao abri-la a surpresa me tomou, era ela, era a Lisa que estava ali na minha frente. Senti um frio imenso na espinha, confesso que fiquei um pouco tenso ao vê-la por mais que eu a desejasse. Bastou um pequeno 'oi' acompanhado de um sorriso para que toda a minha tensão fosse embora, afinal, ela não precisaria vir até minha casa para dispensar-me. Sutilmente, ela convidou-se para entrar, e eu me senti um idiota por não ter feito isso antes, com um sorriso bobo dei espaço para que ela passasse. Fechando a porta e olhando-a, pude notar que ela me observava com um ar diferente. Aproximei-me e quis tocá-la, mas me contive, precisava de algum sinal para não dar mais um passo errado, embora aquele sorriso que vi nos lábios dela dizia-me que naquela noite nossos sentidos iriam se misturar. Ainda incerto, eu a disse que não parava de pensar no nosso beijo e em tudo o que ouvi na noite passada. Ela disse que o mesmo acontecia com ela e por isso ela estava ali, na minha casa, porque também me amava e não estava mais conseguindo ficar longe de mim. Disse-me ''Eu quero ser sua'' ao se aproximar de mim, eu a peguei pela cintura e a beijei com todo o meu desejo. Quando a necessidade de ar falou mais alto nos entreolhamos e ela me abraçou, aquele abraço era como se Lisa estivesse dizendo eu te amo em silêncio. Apertei-a contra mim e tirei seus pés alguns centímetros do chão, ela entrelaçou suas pernas em minha cintura e me beijou. Com meus lábios colados aos dela e seu corpo em meus braços, apertei-a contra a parede mais próxima e ela soltou um gemido em minha boca. Suas pernas desceram por meu corpo e novamente seus pés voltaram a tocar o chão. Tirei os cabelos de seu pescoço e passei meus lábios por ele, desci para o decote e senti seu intenso arfar.

Como eu esperei por esse dia, quantas noites perdi o sono pensando em como seria tê-la em meus braços, ter seus beijos e amá-la sem nenhum pudor. Levei-a para o quarto sem desgrudar nenhum momento os nossos corpos. Do que dependesse de mim, faríamos amor ali mesmo, na sala. Mas queria dar a ela mais conforto, queria provar que eu me importo, que a desejo, que a nossa relação é maior que os ardores do sexo. Pelo menos nessa noite faríamos amor na minha cama, mas no decorrer dos dias qualquer canto da casa seria tão bom quanto o quarto. Antes de deitá-la tirei sua blusa e beijando-a deitei seu corpo na cama. Abandonei-a por alguns instantes e tirei suas confortáveis botas, em seguida desabotoei seu jeans e o tirei devagar, observando um sorriso safado em seus lábios. Eu adorava vê-la usando jeans, seu corpo ficava com um desenho maravilhoso neles, principalmente sua bunda. Mas tirar foi muito melhor, claro. Livrei-me da minha camisa e voltei a ficar com meu corpo sobre o dela, tinham tantos lugares para beijá-la, e eu continuava a querer sua boca, seu beijo era incrível, viciante. Há muito tempo eu não dava um bom beijo na boca, aqueles de verdade, com desejo, vontade. Isso me fazia muita falta, até mais que o próprio sexo. Com os lábios dormentes fui descendo meus beijos pelo pescoço, ombros e parei entre seus seios, pude ouvir as batidas fortes e aceleradas de seu coração, o meu estava do mesmo jeito. Fiquei um pouco hipnotizado com aquele subir e descer que os seios faziam devido à respiração intensa, ainda presos com o sutiã. Lisa levou sua mão para o fecho dele, abriu e o tirou revelando seus belos seios para mim. Eu os beijei suavemente olhando-os com admiração, ela sorria encantada vendo toda a minha devoção por eles. Olhei aqueles mamilos rígidos que pareciam me convidar para prová-los, fiquei com água na boca e sem perder tempo os beijei, mordisquei e suguei enquanto ouvia Lisa falar o quanto aquilo era bom. Fiz de seus seios uma taça de vinho, na qual eu segurava e a degustava com tanto prazer.

Desci minha mão direita e alcancei seu sexo, afastei a calcinha para o lado e o toquei sentindo em meus dedos o quanto ela estava molhada. Deslizei um dedo para dentro dela e a ouvi suspirar, olhei-a nos olhos e deslizei outro dedo e ela gemeu. Voltei a beijá-la na boca dançando minha língua com o mesmo empenho que meus dedos dançavam dentro dela. Deixei algumas marcas em seu pescoço e novamente desci meus lábios pelo seu corpo. Eu já estava bastante duro e muito excitado, mas ainda dava para segurar um pouco mais meu desejo de penetrá-la. Tirei meus dedos de dentro dela e arranquei sua calcinha, eu precisava provar o gosto que a Lisa tinha e provei, abri suas dobras e passei minha língua em sua carne. Deixei entrá-la o máximo que pude, senti o corpo dela estremecer e sua excitação aumentar. Decidi ir para seu ponto mais sensível, o clitóris. O chupei da forma que ela merecia, gostoso, com vontade. Ela apertava seus seios e ia gemendo cada vez mais. Lisa se contorcia, gemia e chamava por meu nome, aquilo tudo foi me deixando cada vez mais alucinado de desejo e eu não via a hora de vê-la tendo um orgasmo, para depois invadi-la e assim termos um orgasmo juntos. Assim que ela o teve tirei o resto da minha roupa e deitei sobre seu corpo maravilhoso, a luxúria que ela trazia nos lábios me fez querer beijá-la antes de ficar dentro dela, mas Lisa me surpreendeu e girou seu corpo sobre o meu. Ela me deu algumas mordidas no queixo e montou em mim, segurou meu pênis e o acariciou me olhando com um sorriso sexy estampado no rosto. Aquelas caricias estavam me tirando os sentidos e ela estava adorando me ver naquele estado, falei seu nome num gemido e ela sorriu lambendo os lábios. Foi quando finalmente se encaixou em mim bem devagar, colocou suas mãos em meu peito e jogou o cabelo para trás. Começou um balançar lento, e me olhando fixamente não parava de morder os lábios, disse-me que me amava e eu falei o mesmo, segurei firme em sua cintura e ela foi cavalgando sem pudor com a libido em fogo, deixando meu corpo em brasa. Eu observava aquele desejo em seu rosto, o balançar dos seus seios a cada vai e vem, o seu corpo unido ao meu e ia ficando cada vez mais embriagado de tanto prazer. Nossos corpos reagiram ao mais leve movimento até chegarmos ao orgasmo, e que orgasmo.

Lisa deitou ao meu lado exausta, ofegante e extremamente linda. Aquele sorriso no qual ela me presenteava depois de termos feito amor, acho que foi o mais belo de todos que ela possuía. Pela primeira vez me senti o homem mais feliz e sortudo do mundo, por poder ter aquele sorriso único só pra mim, ele e todo o resto. Deitando a cabeça em meu peito, aconchegou-se em meu corpo e começou a acarinhá-lo com os dedos. Quebrando o silêncio daquele momento tão maravilhoso me agradeceu, não entendi e perguntei o porquê e ela então me disse '' Por estar me fazendo tão feliz. '' então disse-lhe '' Eu é que agradeço, pois você é a minha felicidade.'' Nos beijamos demoradamente e ficamos abraçados até pregarmos no sono.

Ao amanhecer acordei e ela ainda continuava dormindo em meus braços, velei seu sono por alguns minutos e não resisti, comecei a acariciá-la por debaixo do lençol. Toquei-lhe os seios levemente e fui descendo a mão bem devagar até chegar a seu sexo. Lisa deu sinal de que estava começando a despertar, abriu os olhos sonolentos, desejei bom dia e roubei-lhe um beijo e o sono. Ela sorriu preguiçosamente respondendo ao meu bom dia, pensei em remover minha mão de seu sexo e ela me impediu segurando-a por cima do lençol. Com aquele gesto vi que ela queria aquilo tanto quanto eu, fui em frente e movi meus dedos primeiro ao redor e depois dentro dele. Olhei-a nos olhos e a beijei, dessa vez mais profundamente. No final do beijo disse-me que também queria, perguntei o quê e ela não respondeu, simplesmente girou o corpo, ficou sobre mim e em seguida disse-me ''Isso'', colocou-se debaixo do lençol e foi descendo seus lábios pelo meu corpo até ficar totalmente coberta. Eu já estava completamente duro, ao sentir sua boca em meu pênis suspirei profundamente, olhei sobre o lençol e sorri ao ver o movimento de sobe e desce que sua cabeça fazia. Fui me deliciando com aquele sexo oral matinal e antes que eu ejaculasse Lisa parou, saiu debaixo do lençol e me convidou para terminarmos aquilo no banho.

Ela precisava ser tão perfeita assim? E aquilo era tão natural que chegava a me surpreender. Não me refiro apenas ao sexo, e sim a tudo. Tudo em Lisa me encantava, seu poder de me deixar mais apaixonado a cada segundo era incrível, fazia eu me sentir realmente vivo com todo aquele fogo que eu via em seus olhos. Tinha a capacidade de deixar feliz qualquer pessoa que estivesse a seu lado.

O banho demorou um pouco, exploramos um ao outro sem deixar uma parte sequer sem ser tocada. Do banheiro fomos direto para a cozinha, pois estávamos famintos. E assim tomamos nosso primeiro café da manhã juntos, o primeiro de muitos.

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