E aí, beleza?

Então estou com a parte dois da história do Carter, avisando o bagulho ficou grande, então pegue uma pipoca, um refrigerante e vamos lá.

Obrigado a todos que mandaram review. Vamos nessa.

A história de Carter – Parte 2

Depois de alguns dias, Carter havia voltado para casa, mas estava triste, mal comia, não saía do quarto. Realmente a separação tinha o afetado bastante, tinha ido atrás dela, mas tudo o que descobriu foi que Lillian e seu pai saíram do país.

Senhor Dickinson que estava cada vez mais triste, por ver a situação do filho, resolve conversar com o rapaz.

- Carter, por favor, você não sai desse quarto a dias. – se senta ao lado do filho. – Eu sei que você está chateado, mas tem que seguir em frente.

- Eu a amava, pai. – fala Carter triste.

- Eu sei, mas me dói ver você assim. Acredito que ela não ia querer ver você assim. – tentando consolar.

- Eu sou um idiota. – se lamentava.

- Nunca diga isso.

- Então porque ela terminou comigo? – não conformado com o acontecido.

- Infelizmente, às vezes as coisas não são como a gente espera. Eu queria que sua mãe estivesse comigo, mas o destino não quis que fosse assim. Porém, eu tive que continuar com minha vida. – Carter olha para o pai, que sorri para o jovem. – Você vai ficar bem. – sai do quarto.

Carter pensava sobre tudo aquilo, foi tudo muito repentino. Um dia estava tudo bem, aí leva uma surra, sua namorada tinha acabado tudo. Será que tinha alguma ligação? Será que ela havia terminado com ele, por causa disso? Se caso fosse alguma ameaça, como ele iria se defender e principalmente defender aquela pessoa que ele ama tanto?

Dickinson sempre o criou para usar mais o cérebro do que músculos, então Carter não era o melhor em brigas. Apanhou apenas de duas pessoas, claro que eles sabiam o que estavam fazendo, mas se tivesse mais expertise, a história poderia ter sido diferente. Nesse caso ele havia chegado a uma conclusão: Era hora de dar adeus ao Carter bonzinho.

Mais alguns dias se passaram, Dickinson periodicamente ia ver o filho, mas um belo dia em que foi no quarto , Carter não estava lá.

- Onde será que se meteu? – diz Dickinson preocupado. Quando ia sair de casa, ele dá de cara com o filho que voltava e estava com um envelope marrom nas mãos.

- Oi, pai. – ia passando direto.

- Oi... – estranha o filho. – Onde você foi?

- Você tinha razão, eu resolvi seguir com minha vida. – diz Carter. – Então, eu só quero te avisar de uma coisa.

- Vai voltar para a faculdade? – pergunta Dickinson curioso.

- Não. Eu cancelei o curso hoje. – aquela notícia choca Dickinson. – Eu sei que parece rídiculo, mas... – respira fundo. – Me alistei no exército.

- Como assim?! – pergunta perplexo.

- Até então era o senhor que fazia tudo por mim. Não que eu reclame, jamais, mas está na hora de tomar as rédeas da minha vida. – dizia decidido. – Eu sei que preciso aprender a ter mais pulso firme, não digo em relação a garota, mas sim ao fato dessa surra que eu levei. Além disso, preciso esquecer ela, então um tempo longe... pode ser bom. – por mais que estivesse decidido, ainda tinha receio.

- Eu não tenho nada a dizer... Há não ser, boa sorte. – Dickinson sorri para o filho. – Sabe que terá meu apoio sempre.

- Obrigado. – agradece Carter.

- Só irei sentir sua falta.

- Eu também. – os dois se abraçam.

- Boa sorte, meu filho. – abraçado ao jovem. Depois de alguns meses de preparação, Carter vai para o serviço militar.

-x-

Depois de ir para o exército, Carter acabou pegando gosto pela profissão, decidiu seguir carreira. Mas sempre visitava seu pai, principalmente nos finais de anos e datas comemorativas.

14 anos se passaram desde que foi para o exército. O Carter universitário, ingênuo, bondoso, deu espaço para um major, experiente, condecorado, mais esperto e inteligente. Sua aparência também havia mudado, claro que por causa da idade, mas estava com uma feição mais séria, estava com um porte físico maior, resumindo um militar autêntico.

- Olá. – diz Carter ao encontrar o pai no escritório, já que fazia uma de suas habituais visitas, mas estranha ao ver Dickinson um pouco nervoso. – O senhor está bem?

- Eu gostaria de dizer que está tudo bem. – dizia o velho senhor meio frustrado.

- O que aconteceu? – meio preocupado.

- Comigo nada, mas tem uma gangue que está causando horror nos bladers da cidade. – mexia em várias pastas e um computador.

- Ah, suas beyblades. – Carter abre um leve sorriso. – Mas qual é o problema?

- O problema é que eles querem não só roubar as beyblades como as feras-bit.

- Mas são apenas beyblades. – em tom de piada.

- Você não tem noção do poder dessas feras-bit, se caírem em mãos erradas seria um problema daqueles. – falava Dickinson sério.

- São crianças, elas vivem querendo se quebrar, brigar...

- Mas não é só isso, essa gangue é ligada a ele... – dizia enfurecido.

- Ele quem? – pergunta Carter.

- Voltaire Hiwatari. – Na hora em que Dickinson fala o nome do ser, Carter imediatamente lembra da Lillian, mas resolve não falar nada. – Eu sempre soube que ele estava aprontando, mas parece que agora resolveu colocar seu plano em prática. – entrega uma pasta ao Carter. – Ele que usar essas feras-bit para montar um exército e dominar o mundo.

- Pelo jeito é mais sério do que eu pensei. – abriu a pasta e começou a vasculhar as folhas. – Mas foi esse Voltaire que montou essa gangue?

- Não só montou, mas como colocou o neto dele como líder. – fala Dickinson cada vez mais revoltado.

- Neto?! – Carter fica nitidamente chocado com o que ouviu. – Mas como isso?!

- Parece que Voltaire teve uma filha, não sei como ela pode deixar o garoto ser usado desse jeito. Voltaire praticamente o transformou em um soldado.

- Qual é o nome desse garoto? – Carter pergunta intrigado.

- Kai. – Dickinson mostra uma foto do garoto.

- Quantos anos ele tem?

- Quatorze, só sei que ele foi criado com o avô, não consegui descobrir onde os pais dele estão. – Carter olha chocado para a foto.

- Não pode ser. – Carter pensa. Passado um dia e algumas horas, Carter estava almoçando em um restaurante qualquer e ainda pensativo no que Dickinson disse. Ele procurava em sua memória, algum momento em que esteve com Lillian e alguma pista de que era possível que ela estivesse grávida na época.

Flashback.

Era um dia bonito em um dos encontros as escondidas de Carter e Lillian, mas a moça estava um pouco indisposta.

- Você está bem? – Carter pergunta preocupado.

- Sim, é só um pouco de enjoo. O café da manhã não caiu nada bem. – dá um beijo no rosto do rapaz.

- Eu me preocupo com você, qualquer coisa vai ao médico. – Lillian apenas sorri.

- Não se preocupe, estou bem. – Lillian se aproxima do jovem. – Esse cheiro. – na hora faz uma cara de nojo. – Com licença. – sai correndo.

- O quê? – estranhando. – Estou fedendo? – Carter se cheira.

Fim do flashback.

- Preciso saber mais sobre esse garoto. – diz decidido.

-x-

Mais à noite, Carter vai até a ALB. Já por ser filho do proprietário, a sua entrada no prédio não seria problema. Mas tinha que descobrir se seria apenas uma coincidência a família Hiwatari entrar novamente em sua vida.

- Senhor, não pode entrar. – diz um segurança noturno.

- Acho que isso não se aplica a minha pessoa. – diz Carter, que já mostrou o documento de identidade.

- Por quê? O que te faz tão especial? – pegou o papel e viu que não só se tratava de um militar de respeito, mas também do filho do senhor Dickinson. – Peço desculpas, senhor. – diz um bocado sem graça, enquanto devolve o documento.

- Sem problemas, estava fazendo seu trabalho. Continue assim. – dá um tapa no ombro do segurança e entra na sede.

- Obrigado senhor. – lisonjeado pelo elogio. Carter vai imediatamente ao escritório do senhor Dickinson.

- Vamos ver. – começa a mexer em várias gavetas, até achar a pasta que viu mais cedo. – Tem que haver mais alguma coisa, assim que tirou a pasta viu outra escrita "Bladebreakers". – Tyson, Ray, Max... – na hora em que vê a ficha do Kai, ele estranha. – Porque meu pai iria querer o neto do Voltaire em sua equipe? – vai até uma máquina de Xerox e tira cópias de todos os arquivos. Assim que sai da ALB e vai voltando para casa, ele ouve umas conversas que vinha de uma fábrica abandonada, a curiosidade falou mais alto, quando ouviu a palavra beyblade.

- Por favor, me dê mais uma chance. – dizia um rapaz de bandana.

- Eu não preciso de incompetentes. – diz Kai enquanto se afasta do jovem, mas esse cai de joelhos em sua frente.

- Por favor, Kai não me expulse. – implora o garoto. O nome que o jovem falou chamou a atenção de Carter.

- Você está testando minha paciência, Carlos. – diz Kai irritado.

-Por favor, faço qualquer coisa. – continuava ajoelhado, agarrado aos pés de Kai. – Eu vou conseguir a beyblade desse tal de Tyson e todas as feras bit para você. – Kai o empurra.

- Última chance. – sai do local, Carter ao perceber que Kai vinha em sua direção, se escondeu. Quando Kai passou, Carter começa a segui-lo e tremeu quando viu onde o jovem foi parar. Era a mesma mansão em que Lillian morava.

- Não pode ser, seria muita coincidência. – fica pensando naquilo. Não demora muito e vai para casa do senhor Dickinson, ficava lá quando voltava para o Japão visitar o pai. Passa em um bar, comprar algumas cervejas, coisa que não bebia antes, e começa a ler todas as fichas que Dickinson tinha sobre Kai. – Isso não pode ser verdade ou será que pode? – pensava com isso, pega uma foto antiga dele e de Lillian, que tiraram em um dos encontros num parque. – O que você estava escondendo de mim? – fica olhando para a foto, até que acaba adormecendo escorado na parede.

- Carter, acorda. – dizia Dickinson, dando um leve sorriso.

- Nossa, perdi a noção do tempo. – recolhe rapidamente as cópias, para que Dickinson não veja o conteúdo.

- Mas aonde vai com tanta pressa? – estranha Dickinson.

- Nada, só uma tarefa do batalhão, tenho que fazer isso logo. Até depois. – sai do quarto mais que depressa. Dickinson fica olhando estranho.

- Agora bebe? – olhou as garrafas de cerveja no chão. – O que está acontecendo com ele?

Mais tarde Carter estava em uma Biblioteca, mexendo em vários sites de pesquisas, queria saber tudo sobre a família Hiwatari, mas infelizmente não descobriu nada de tão importante. Apenas que Voltaire era alguém muito influente na Rússia e que Kai havia sido campeão de beyblade no ano passado. Mais alguns dias se passaram e Carter volta a para a ALB, vai de encontro com senhor Dickinson, para ver se ele não tinha mais nada.

- Carter, tudo bem? – Diz Dickinson alegre.

- Está sim, mas porque dessa alegria? Resolveu o problema, com aquela gangue?

- Melhor, montei minha equipe de beyblade, eles serão o que eu preciso para destruir os planos de Voltaire.

- O que garante que esses garotos serão o suficiente para derrotar Voltaire? – diz Carter desconfiado.

- Porque tenho a equipe perfeita. O campeão e revelação Tyson, o habilidoso Ray, o escudeiro Max e o poderoso Kai.

- Mas esse não é o neto do Voltaire? O que estava causando problemas? – estranhando.

- Sim, mas eu o convenci a se juntar a minha equipe, acabou que ele será o capitão. – Dickinson dizia alegre.

- Mas por que essa insistência com esse Kai? – insiste, mais pelo fato de poder saber de mais alguma coisa, do que sua "importância" no beyblade.

- Porque esse menino precisa de ajuda, ele foi criado na abadia Balcov. – dá uns papéis a Carter. – Lá eles transformam crianças em lutadores, sofrem lavagem cerebral para pensarem que a derrota é a pior coisa que existe no mundo. Kai foi criado como soldado, os únicos objetivos dele é: lutar beyblade e obedecer a Voltaire.

- Balcov, isso é russo certo? – pergunta Carter curioso.

- Sim, fica em Moscou, eu descobri que ele chegou ao Japão faz alguns anos. Ele sempre incomodou os bladers, mas ultimamente estava ficando mais frequentes o ataque dos Blade Sharks.

- E os pais dele? Que tipo de gente deixaria o filho ser usado desse jeito? – pergunta na esperança de saber o motivo da Lillian ter deixado o filho ser usado daquela maneira.

- Infelizmente a mãe do Kai morreu logo depois que deu a luz, mas pelo jeito o pai dele sumiu. – Carter respira fundo, mas se controla e devolve os papéis para Dickinson.

- História triste não? Mas tenho certeza que a cura do Kai, será os Bladebreakers. – Dickinson fala com confiança.

- Sim. – diz um bocado mais sério. – Eu vim avisar que preciso voltar para o exército, talvez demore um tempo para vir visitá-lo.

- Mas já? – disse um pouco triste.

- Sim, mas eu volto logo e mesmo assim o senhor tem que se dedicar a sua equipe. – tentando animar o velho senhor.

- Você tem razão, volte logo viu? – diz o senhor Dickinson sorrindo.

- Certo, se cuide pai. – eles se despedem. Logo em seguida, Carter vai até o aeroporto. – Uma passagem para Moscou. – diz para a atendente de uma companhia aérea.

- Para quando? – diz a simpática recepcionista.

- O mais breve possível. – diz Carter.

- Tem um voo para daqui 3 horas, mas acredito que esse é muito cedo... – Carter já confirma.

- Perfeito, esse mesmo. – fala decidido.

- Certo então senhor, preciso dos seus documentos e do passaporte para preparar sua viagem.

- Claro. – entrega os documentos enquanto a moça vai fazendo o registro. – Preciso fazer um telefonema, vai demorar? – pergunta de maneira gentil a moça.

- Pode ficar a vontade. – a moça fala enquanto faz seu trabalho.

- Obrigado. – pega o telefone e imediatamente liga.

- Alô? – diz uma voz masculina.

- Sou eu.

- Carter, tudo bem? – diz a pessoa. – Em que posso ajudar major?

- Preciso de um favor, quero que encontre uma pessoa, na verdade onde uma pessoa está sepultada.

- Claro, qual é o nome? – diz a pessoa como se não fosse ninguém importante.

- Lillian Hiwatari. – diz Carter.

- Aguente um minuto, que já acho. – Carter ficou andando de um lado para o outro perto do balcão. Mas na verdade queria, era que as informações de Dickinson estivessem erradas e que Lillian estava viva, mas não foi bem assim. – Carter, ela está enterrada no cemitério Novodevichi em moscou na Rússia, faleceu a mais de uma década.

- Não... – lamentou. – Obrigado, até mais ver. – Fica arrasado ao ter a confirmação.

-X-

Ao chegar à Moscou, Carter vai até o local onde Lillian havia sido sepultada.

- Lillian. – não conseguia esconder a tristeza, ao ver o túmulo da pessoa amada bem a sua frente. – Eu fui muito estúpido para não perceber antes. Algo me diz que você me escondeu isso, por causa do seu pai. – respira fundo. – Mas eu tenho quase certeza que o Kai é meu filho. Preciso descobrir isso. – se levanta e sai do local.

Após algumas ligações, Carter vai até um grande cartório na cidade, aguarda uns minutos e vem um secretário o atender.

- Em que posso ajudá-lo senhor? – pergunta amistoso o homem.

- Sou Major Carter Dickinson, preciso checar o departamento de registros. – fala curto e grosso.

- Senhor, acredito que sem um mandado não sou autorizado... – Carter o interrompe e mostra um papel. Conseguiu graças aos seus contatos, não era muito difícil, principalmente se fosse para ver uma simples certidão de nascimento.

- Claro, o mandado e as minhas credenciais. – dizia sério, o atendente verifica os documentos.

- Sim senhor, me desculpe, por aqui. – vai levando Carter até o departamento. – Nesse computador estão armazenados todos os nossos registros, nascimento, casamento e falecimentos.

- Obrigado, qualquer coisa eu te chamo. – assim que o homem sai, Carter começa a sua procura, não demora muito e já acha o registro de nascimento do Kai e a certidão de óbito de Lillian, ambos no mesmo dia, mês e ano, imprimiu o que precisa e saiu sem dar mais explicações.

Com o passar dos meses, tudo que ele poderia saber sobre a família Hiwatari e principalmente sobre Kai, ele investigou. Descobriu que Kai na verdade voltou para o Japão quando aconteceu um acidente na abadia, na qual explodiu mais da metade da estrutura. Com o rolar dos campeonatos, Carter fica cada vez obsecado. Depois que saiu da Rússia, começou a seguir todos os passos dos Bladebreakers, desde que eles saíram da China e foram para os Estados Unidos, lá estava ele.

O mais perto que conseguiu chegar, foi na sede da ALB americana. Mais uma vez usa sua influência para entrar no estabelecimento. Usou apenas uma desculpa que queria conhecer o local, nada de mais. Mas no fundo, queria ficar a espreita, até ver os Bladebreakers discutindo por alguma coisa.

- A voz da razão? – grita Tyson no restaurante. – Dá um refresco pro cara! – indignado com Kai, que jogou na cara do Max que ele não estava preparado e por isso havia perdido para Emily. Carter ficou longe, mas observando tudo. – AQUELA LUTA NÃO CONTOU E PONTO FINAL! - depois de conversarem, o vovô Granger começar a se exibir para os americanos.

Os Bladebreakers decidiram sair para explorar mais a sede da ALB na América e Kai acaba ficando. Carter ficou observando alguns minutos, Kai estava lá tranquilo, tomando um café. O homem até pensou e ir até lá e tentar conversar, mas sabia que ia acabar afugentando o jovem, mas não demora muito e Kai se retira. Carter pega um saco plástico de tamanho médio e sem que ninguém visse, já que vovô Granger estava distraindo a todos, com cuidado pega a xícara que Kai tinha usado e a guarda na sacola.

Depois mais alguns telefonemas, ele manda fazer um teste de DNA, para que finalmente descubra toda a verdade. Enquanto não saía o resultado, Carter continuava seguindo cada passo dos Bladebreakers.

Só o perdeu de vista, quando os Bladebreakers perderam de embarcar no navio e tiveram que seguir o curso até a Rússia de outra maneira. Ao chegar à Rússia, Carter soube onde os meninos estavam hospedados e lá vai ele de novo. Isso aconteceu logo depois de terem conhecido Bóris.

Passado mais uns dias, com o Kai já do lado da Biovolt, finalmente sai o resultado do exame. Carter estava em um bar em moscou com o envelope do resultado nas mãos, mas por algum motivo ainda não tinha tido coragem para abrir o envelope. Enquanto isso, a notícia do Kai na equipe Demolition Boys já estava na televisão.

- O ex-integrante dos Bladebreakers e atualmente na equipe Demolition Boys, venceu toda a equipe dos White Tigers no campeonato mundial de beyblade. Ele já havia vencido a equipe All-Stars. O próximo combate é contra os Bladebreakers na grande final que ocorrerá daqui uns dias. Mais notícias sobre a final do campeonato de beyblade a seguir. – Carter ouve a notícia, bebe mais um gole de cerveja e abre o envelope, mas ainda não olha o resultado.

- Coragem. – ele começa a ler o resultado, mas quando chegou o trecho que realmente importava. – Resultado: O suposto pai tem chance de no mínimo 99,99% de ser o pai biológico do filho. – lê baixo. – 99,99? – se assustou. – Eu sabia, ele é o meu filho. – pensou consigo mesmo.

- O senhor está bem? – diz o barman.

- Estou sim, obrigado. – fala Carter, logo em seguida pagando a bebida e saindo do bar. Não muito tempo depois ele estava no cemitério visitando Lillian. – Eu sinto muito que tenha passado por tudo isso sozinha, sinto muito mesmo. Se eu soubesse eu jamais... – estava de joelhos em frente a lapide. – Eu descobri sobre o Kai e não sei o que fazer agora. – começa a ficar triste. – Queria que estivesse aqui, que estivéssemos juntos. – se levanta. – Não importa como, mas não deixarei que Voltaire o use como se fosse um soldado qualquer. Me perdoe, Lillian. Eu sempre vou te amar e não sabe a falta que você me faz. Vou recuperar todo esse tempo em que estive longe do Kai, vamos ser uma família. – vai saindo, mas dá uma última olhada. – Adeus Lillian. – com lágrimas nos olhos sai do cemitério.

Depois do termino do campeonato, parecia que o destino não queria que fosse assim porque a cada tentativa de Carter para encontrar com Kai, acabava dando de cara com o nada e assim seguiu por um ano inteiro.

Até mesmo o senhor Dickinson quanto tentava falar com Carter, não conseguia. O militar dessa vez estava com uma nova obsessão era de encontrar Kai, porém só teve uma chance real. O final do campeonato do Justiça 5, depois da luta do Kai contra Brooklyn, o jovem sai do stadium.

- Tomara que ele esteja bem. – pensa consigo mesmo, enquanto saía da arquibancada, estava preocupado, pois Kai havia se ferido demais na batalha contra Brooklyn.

- Me ajude. – diz um jovem ruivo, tentando levantar Kai, Dimitri ajuda o ruivo. – Vamos levar ele para o hospital.

- Que coração bom. – diz outro loiro, mas ao ver a cara do amigo de raiva. – Vamos... – desconversa.

- Eu quero lutar contra ele, mas não adiantar de nada se ele estiver morto. – diz o ruivo decidido.

- Claro. – fala o loiro tirando sarro. – Vamos levar ele. – os dois vão carregando Kai. Carter, que também estava indo para o corredor onde Kai estaria, acaba vendo dois jovens carregando Kai. Ao segui-los, ele os vê chegaram em um hospital, ambos deixam Kai em uma cadeira de rodas e vão embora. Uma enfermeira aparece e imediatamente vai ajudar o garoto ferido.

- Acorde. – a enfermeira tentava acordar Kai. – Acorde. – estala os dedos perto do jovem, que o faz despertar, porém muito zonzo.

- Onde... onde estou? – dizia Kai zonzo, mal conseguia manter os olhos abertos.

- Você vai ficar bem, vou chamar um médico para cuidar de você. – a enfermeira sai deixando Kai sozinho. O garoto recupera o fôlego e tenta se levantar, mas sua força se esvai e desmaia novamente, mas por sorte Carter o segura.

- Um médico! – grita Carter. – Você vai ficar bem. – era o primeiro contato que tinha com o filho. – Você tem que ficar bem. – pensava consigo mesmo. Logo em seguida a enfermeira e ajuda Carter.

- Vamos cuidar dele. – a mulher fala, enquanto leva Kai para ser tratado. Carter fica para trás.

- Agora que eu o achei, não posso perdê-lo. – Carter resmungou baixo, sentou-se enquanto esperava. – Eu preciso ter uma chance de conversar com você, contar que sou o seu pai. – falava baixo consigo mesmo, mas o tom de voz foi o suficiente para um jovem ruivo, que havia ajudado Kai tempo atrás, ouvir tudo.

- Interessante isso. – diz o ruivo, que sai em definitivo do hospital. Carter havia pensado em ficar para conversar com Kai, mas achou melhor ir embora, principalmente porque Dickinson estava no mesmo hospital, cuidando do Tala.

Passado alguns dias, os Bladebreakers venceram a Bega, porém a ALB estava se reerguendo, já que a Bega havia destruído tudo o que a associação havia organizado. Carter havia perdido novamente contato com Kai, porque esse nem esperou receber alta do hospital, assim que estava em condições de se levantar e sair, foi o que ele fez.

Carter propôs uma sociedade com Dickinson, para levantar a ALB. Dickinson reluta um bocado, mas acaba cedendo, porém achou estranho, já que fazia muito tempo que os dois não conversavam. Porém um dia estava voltando ao hotel e quando entra em seu quarto, Carter dá de cara com Dickinson.

- O que significa isso? – diz Dickinson nervoso. – O que são todas essas coisas? – joga todas as pastas e papeis em uma mesa.

- Pai, eu... – não sabia como se explicar.

- Carter você não me escondia nada, falávamos sobre tudo, de repente você nem dá notícias. Quando aparece propõe sociedade. – Dickinson suspira e volta para o foco de suas perguntas sobre as pastas. – Há quanto tempo você está seguindo o Kai?

- Preciso abrir o jogo com o senhor. – fica de frente com o pai. – Eu tenho um filho.

- O quê? – o velho ficou surpreso ao ouvir aquilo.

- Lembra-se que quando eu estava na faculdade, eu tive uma namorada que acabou terminando comigo?

- Sim, você havia ficado bem deprimido. – diz Dickinson, mas ainda não estava entendendo. – Espera. – o choque aumentou ao ligar as peças.

- O nome dela era Lillian Hiwatari.

- Meu Deus, você está dizendo que o Kai... – Dickinson não conseguia terminar.

- Sim, ele é o meu filho. – pega o exame e mostra. – Eu consegui fazer um exame de DNA, há dois anos atrás, quando ele estava nos Estados Unidos. Quando o senhor me falou sobre ele, eu sabia que eu tinha alguma ligação com esse menino. Eu queria ter certeza antes de falar alguma coisa. – Carter tentava se justificar. – Eu sinto muito não ter te contado antes, mas queria que o Kai soubesse primeiro.

- Eu não sei se fico triste por você ter escondido isso por tanto tempo. – Carter baixa o olhar ao ouvir o tom do pai. – Ou feliz de ter um neto. – coloca a mão no ombro do filho. – Temos que procurá-lo e contar a verdade.

- Não sabe o quanto eu quero isso. – diz Carter decidido. – Agora mais do que nunca.

FIM!

E é isso, eu ia dividir, mas dane-se, ficou grande, mas pelo menos eu terminei.

Tem partes como quando o vovô fica se exibindo para os americanos faz parte do episódio da primeira temporada de Beyblade, para ser mais exata é o episódio 20 – Tudo é relativo.

Outra parte que usei também foi a da minha outra one-shot – Quando tudo começou, o que explica o fato de Alexander saber do segredo do Carter antes de todos, tanto que se reparar na fanfic Beyblade – O Retorno, quando o ruivo fala para o Kai, sobre Carter. Ele fala apenas sobre Carter e não sobre Dickinson.

Mas é isso, obrigada a Xia M. que me ajudou demais. Espero que tenham gostado.

E que vejam o Carter como eu vejo, um cara foda.

Beijos a todos e bye!

PS: Desculpe pelo erros tentei tirar todos.