- Senhor! – Um homem entra na sala escura, e arremessa um corpo amarrado ao chão. Ouve-se uma risada maligna, e o homem sentado à cadeira se vira.
- Ora ora o que temos aqui? – Fala ironicamente. – Seja bem-vindo senhor Autor.
- Parabéns, vocês me encontraram. Como recompensas, podem ficar com esse capítulo novo. – Riu divertido o homem.
- Não seja idiota, você desapareceu por um longo tempo Autor, mas te encontramos e exigimos toda a história. – O outro riu. – Qual a graça?
- Você pensa que ganhou? Esse é só um fragmento da história. O final eu deixei bem guardado, junto ao One Piece.
- Você não...
- Ah... Eu sim. Aproveitem! – E some em uma nuvem de fumaça.
- Maldito autor vai sumir de novo! Leitores, não o deixem escapar!
Capítulo 8
Toca o sinal. E como umas multidões de animais selvagens que são os alunos saíram correndo como se houvesse uma bomba na sala pronta para explodir. Quatro garotos encontravam-se sentados ao pé de uma árvore, relaxando.
- Hoje saímos cedo, já que os professores parecem estar preocupados com a morte do professor Aizen... – Kenshin falou.
- Esse mistério não me sai da cabeça... Meu instinto diz que há algo errado... – Miroku pôs a mão no queixo, pensativo.
- Por falar nisso, onde se meteram Goku e Natsu? – Ichigo perguntou.
- Devem estar comendo como sempre no refeitório. – Sasuke respondeu, sem muito interesse. Seus olhos passavam por cada aluno no colégio, analisando-os. Levantou-se.
- Onde vai? – Kenshin perguntou.
- Dar uma volta.
- Espera! – Miroku o imitou. – Vamos ate o dormitório? Já que temos um tempo livre, vamos ver o que dizem nas notícias.
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Em meio à sombras, um homem encontrava-se sentado ao chão, de braços e pernas cruzados. Parecia meditar, e todo aquele silêncio no local ajudava e muito. Franziu o cenho quando a porta do clube foi aberta, interrompendo sua meditação.
- O clube não vai abrir hoje. – Falou sem encarar a pessoa que entrara.
- Eu não vim aqui pelo clube, mas sim para falar com você. – O dono da voz falou.
- Pensei ter deixado claro para você que não tenho assuntos a tratar com fracos.
- Eu não sou fraco, e vim aqui mostrar ao senhor. – Piccolo o encarou, e o rapaz se ajoelhou. – Por favor, eu lhe peço uma segunda chance sensei.
- Goku, até onde está disposto a ir?
- Como assim? – O homem verde estreitou os olhos.
- Está disposto a arriscar sua vida se necessário em uma luta? – Goku arregalou os olhos, não esperava uma pergunta assim. Pensou em perguntar se era sério, mas ao ver o olhar do professor sobre si, desistiu. Piccolo se ergueu, e virou-se, mas antes que começasse a andar, Goku segurou sua perna.
- Se for necessário para proteger alguém, então eu estou pronto. – Piccolo novamente estreitou os olhos e encarou o rapaz. Era a primeira vez que vira Goku com um olhar tão decidido. Suspirou.
- Você não está pronto. – Goku o encarou atônito. – Eu vou deixá-lo pronto. – Goku sorriu, e levantou-se.
- Obrigado sensei. – Agradeceu em uma reverência.
- Agora saia, eu preciso meditar.
- Sim. – E retirou-se sorrindo, estava aliviado. Piccolo o observava se afastar, até que uma voz o retirou de seus devaneios.
- Esse garoto tem fibra, gosto disso! – O homem lambeu os lábios e sacudiu a espada.
- Seu aluno também é bom.
- Bah. Ainda tem muito a aprender.
- E o que quer aqui Zaraki? – O homem apontou sua espada em direção ao verde.
- Topa um pequeno treino? – E um sorriso sádico formou-se em seu rosto. Piccolo apenas sorriu, sabia que Zaraki não sairia dali sem lutarem.
- Claro, mas não podemos destruir muito a escola.
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- Muito bem Saori, o que está acontecendo? Por que mandaram me chamar? – Um bebe dizia parado frente à porta.
- Senhor Reborn, veja isto, por favor. – A mulher estava apreensiva. Reborn caminhou até um dos monitores, que mostrava um garoto com olhar perdido.
- Estranho, como eu vim parar aqui? – Dizia o garoto, coçando a cabeça. – Aliás, onde é aqui? – E começou a andar em meio a caixas empilhadas.
- Eu vou até lá pega-lo, antes que ele faça alguma coisa! – Exclamou a mulher.
- Espere. – Reborn falou. – Olhe. – Apontou o monitor.
- Func func. – O garoto farejava algo. – Que cheiro delicioso!
- Espere! – Falou a mulher. – Ele não poderia...
- Hum... – Reborn olhava atentamente ao monitor.
- O cheiro vem daqui... – Falou o garoto olhando um monte de caixas empilhadas. Cheirou cada uma delas. – Essa aqui! – Falou puxando uma caixa das que estava sustentando o pilar, que desabou. – Opa...
- Senhor Reborn! – Saori exasperou-se. – Tem certeza de que é uma boa idéia? – Reborn sorriu.
- Não é todo dia que vemos alguém ser capaz de encontrá-la tão facilmente.
- Mas e se ele não agüentar?
- Ele pediu por isso, sem contar que não nos responsabilizamos por nada que aconteça com os alunos. – A mulher arregalou os olhos, Reborn conseguia ser muito assustador quando queria. Enquanto isso, um garoto esmurrava a caixa, até que conseguiu abri-la.
- Mas o que é isso? – Falou o garoto olhando o conteúdo da caixa. Era uma fruta grande, avermelhada e parecia ter escamas. – Que fruta é essa? – Cheirou-a, e sua barriga roncou. – Ah seja lá o que for, parece apetitosa! – E sem cerimônias, colocou toda a fruta na boca.
- Senhorita Saori, vamos buscá-lo e coloca-lo na enfermaria. – Reborn falou se retirando, deixando a mulher surpresa para trás. Olhou novamente o monitor e viu o garoto desmaiado. Arregalou os olhos. Mais uma vez Reborn previu o que ia acontecer. Retirou-se dali o mais rápido possível.
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- Então Miroku, achou algo interessante? – Sasuke falou sem real interesse, estava mais preocupado em observar as gaivotas voando no céu.
- Você finge muito mal. – Falou o garoto sentado com seu notebook no colo. – Mas sim, encontrei algo aqui. Quer ver? – Sasuke suspirou, e caminhou até o rapaz.
- O que diz aí?
- É uma conversa entre alguns alunos, olha só.
- Mas então, deram algum jeito de manter a notícia aqui dentro.
- Mas por que fariam isso?
- Sei lá, deve ser para manter a imagem da escola.
- Com licença. – Ambos os rapazes voltaram-se para a porta, onde uma garota abraçando os livros, olhar envergonhado, olhos cor de mel e cabelos longos, lisos e pretos, falou. Quase que imediatamente Miroku ia avançar na menina, se não estivesse sendo segurado pela gola da camisa.
- Oe Miroku, deixe ao menos a menina falar o que quer, pode ser importante.
- E-então... Aqui é o dormitório... Do Natsu Dragneel?
- Sim. – Sasuke respondeu. Miroku abaixou a cabeça.
- Não posso dar em cima de uma garota interessada em meu amigo...
- Não é nada disso! – A garota deu um grito, surpreendendo os dois rapazes. Envergonhada, escondeu a boca em meio aos livros.
- Enfim, o que quer? – Sasuke foi direto ao ponto.
- A senhorita Saori me pediu para avisar aos seus amigos que ele está na enfermaria.
- O que aconteceu? – Miroku perguntou.
- Não sei ao certo, mas deve ter sido algo grave, já que ele se contorcia de dor. – Miroku e Sasuke se entreolharam.
- Vamos lá!
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Em um outro canto da escola, mais precisamente na biblioteca, dois garotos tentavam fazer o dever de matemática, mas apenas um conseguia, enquanto o outro apenas bufava.
- Droga Kenshin, não consigo fazer esse maldito cálculo!
- Ichigo, esse humilde servo acha que deve ser por que você fica desenhando dinossauros ao invés de anotar os números que o problema te dá.
- Eu não tenho culpa se isso é chato.
- E desenhar dinossauros é legal?
- Eu tenho problemas de concentração ta?
- Sei... Olha só, vamos procurar um livro que exemplifique melhor para você entender, se é que isso é possível.
- Hum... Hoje você está a fim de me provocar...
- Eu? Imagina. Ali, pegue aquele livro.
- Eu não, pega você! Você que o quer.
- Mas não sou eu que quero aprender, ou melhor, devo aprender. – Ichigo bufou.
- Realmente irritante. – E esticou o braço, mas ao segura-lo, viu que uma outra mão fazia o mesmo percurso que a sua, mas desistiu no meio do caminho. Olhou para o lado e viu uma garota de olhos azul-arroxeados, cabelos de mesma cor, olhar tímido e usava um tapa-olho. – Aqui, pegue. – Ichigo lhe ofereceu o livro, e a garota timidamente aceitou.
- O-obrigada...
- De nada. Kenshin tem um outro livro que... – Ao virar-se para o amigo, viu que este paralisara. – Kenshin? – Passou a mão frente ao rosto do amigo. Não obtendo resposta, olhou na direção em que o outro olhara, e avistou uma cabeleira rosada.
- Kuromu-chan! – A rosada gritou para a garota envergonhada ao lado de Ichigo, que pode perceber que conforme a garota se aproximava, Kenshin suava cada vez mais. Não pode deixar de sorrir, malignamente claro.
- Yachiru-chan... – A tal de Kuromu respondeu. Yachiru tinha os cabelos curtos, rosa, olhos castanho-avermelhados e tinha jeito de ser uma menina infantil e bobinha.
- Então, conseguiu estudar?
- N-na verdade... Nem comecei. – Respondeu a outra. Só então Yachiru percebeu a presença dos dois rapazes, mas um em especial lhe chamou a atenção.
- Ken-chan? Ken-chan! – Yachiru deu um abraço em Kenshin, que por um momento pareceu não respirar de tão vermelho que ficou. – Hoje você não tem treino com o Kenny? – Kenshin não raciocinava direito, então respondeu um monte de coisas incompreensíveis, o que fez Ichigo dar uma alta risada de puro deboche.
- "Ah o doce sabor da vingança!" – Pensou. – Não ligue para ele, hoje ele comeu painço e batatas achando que era nescal cereal e sucrilhos. – Respondeu Ichigo. As garotas olhavam o pobre Himura com pena, enquanto Ichigo fazia aquela cara de deboche contido. Se não fosse a paralisia muscular que só o desespero dá, Kenshin mataria o outro ali mesmo, o mais lento e doloroso possível.
- Bom, a Erza-chan pediu para que eu levasse um livro para ela, quer vir comigo Kuromu-chan? – A outra lhe respondeu com um aceno tímido de cabeça. – Então vamos! Tchau...
- Ichigo. Chamo-me Kurosaki Ichigo.
- Okay! Tchau Ichigo-san, tchau Ken-chan, e cuidado para não comer coisas estranhas de novo. – E as duas afastaram-se, até sumirem da vista dos dois.
- Então Ken-chan... – Ichigo brincou, mas logo se arrependeu ao ver a aura maligna que envolvia o outro.
- Se eu fosse você, corria para as montanhas. – Kenshin o olhou indecifravelmente, e Ichigo engoliu em seco.
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-Onde... Estou?
- Na enfermaria. Seus amigos estiveram aqui mais cedo, preocupados com você, mas já foram para os dormitórios. – Natsu olhou a menina deitada na cama ao lado, tinha olhos verdes, cabelos alaranjados, orelhas um pouco pontudas, e branca, até demais.
- Quem é você?
- Primeiro você tem que se apresentar para depois perguntar. – A garota o rebateu.
- Certo. Me chamo Natsu Dragneel. Quem é você?
- Zangya D...
- Zangya do que?
- Nada, esquece.
- E o que você faz aqui?
- Bati com a cabeça.
- Ah. – Natsu se levantou da cama.
- Espere o que vai fazer? – Falou impressionada.
- Ir ao meu dormitório, é claro.
- Não pode!
- E por que não?
- Você tem que descansar.
- Eu me sinto melhor, e não gosto de enfermarias.
- Por quê?
- Nada para fazer. – De súbito, Natsu sente uma tontura, e volta a se sentar na cama.
- Viu? Eu falei.
- Maldita fruta...
- Zangya, como você está? – Uma garota, de olhos castanhos e longos cabelos ruivos, entrara.
- Eu estou melhor Erza, não se preocupe.
- Já pode voltar ao dormitório?
- Vou ter que ficar aqui essa noite.
- Entendo. – Erza olha para Natsu com um olhar intimidador. – Cuide dela ou eu te mato. – E saiu.
- Ela me deixou com muitas opções de respostas... – Natsu falou irônico. Zangya sorriu.
- Esse é o modo dela pedir 'por favor'.
- Não quero nem saber como é que ela faz para obrigar alguém então. – E riram. Embora aparentar que estava bem, Natsu sentia-se mais quente que o normal, e às vezes, ficava meio tonto. Decidiu não se preocupar, afinal deveria ser só uma indigestão...
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- Senhor Reborn. – Cumprimentaram os professores presentes.
- O que o senhor deseja conosco? – Perguntou um homem com uma cicatriz horizontal no nariz, cabelos presos em um rabo-de-cavalo alto.
- Eu quero chamar a atenção de vocês para um fato importante, senhor Iruka.
- E o que aconteceu? – Perguntou Kakashi.
- Um aluno achou a Ryuu Ryuu no Mi e a comeu.
- E o que houve? – Perguntou alarmada uma mulher com vestes médicas, e cabelos trançados em volta de seu pescoço.
- Acalme-se doutora Unohana. Como não era seu turno, pedi ao doutor Tony Tony Chopper para cuidar do rapaz. Está tudo sob controle agora.
- E quem comeu a fruta?
- Natsu dragneel. E agora mesmo, ele já acordou. Parece que seu organismo, de certo modo, já aceitou o efeito da fruta, agora é só ele se acostumar.
- Impressionante! – Exclamou Iruka.
- Senhores professores. – Reborn tornou a falar. – Acho que aqui existem alguns alunos promissores. – E sorriu.
Continua no próximo episódio...
Yo, eu sei que estou sumido com essa fic, então antes de começar o capítulo, eu fiz uma ceninha entre a reação de vocês com minha demora. ^_^ Ficou tosca, mas é melhor que tentar dar uma desculpa, não?
Enfim, espero que gostem. Esse cap ta ate meio grandinho...
Personagens apresentados hoje: Yachiru Kusajishi ( Bleach), Kuromu ( Chrome) Dokuro ( Katekyo Hitman Reborn!), Kagome Higurashi ( Inuyasha), Erza Scarlet( Fairy Tail), Zangya (Dragon Ball Z), Retsu Unohana ( Bleach), Umino Iruka ( Naruto)
É isso, talvez eu volte com outro cap semana que vem.
Já ne!
Reviews?
