Calmaria
Fiquei sem palavras, e de repente um monte delas apareceu na minha cabeça. Pensei em começar com o velho 'eu posso explicar' ou 'não é nada disso que você leu', mas os olhos dele me pararam. Estavam serenos, sem nenhuma centelha de raiva ou de dúvida. Estavam simples de ler e eles me diziam que Harry não viera ali para tirar satisfação sobre nada. Ele resolveu falar.
- Você já pode sair? – estava normal o tom de voz.
- Daqui a dez minutos, tenho que acabar as últimas linhas do artigo. Se você quiser pode aguardar aqui mesmo ou lá fora. – senti algo trêmulo na minha voz. DROGA. Talvez ele nem tivesse visto a revista, aliás, era muito improvável que essa tragédia tivesse acontecido, já que ele estava em casa. Eu iria acabar me denunciando se não me controlasse, e assim perderia a oportunidade de explicar tudo com a cabeça mais fria. Voltei a me concentrar nas linhas finais do artigo, que para a minha sorte não fugiram da mente após a interrupção. Harry simplesmente assentiu e sentou numa cadeira próxima a mim. Depois de acabar e revisar o artigo, fui até Angelina e entreguei.
- Vamos?
- Vamos. A propósito, você já almoçou? – ele quis saber.
- Sim, comi uma bobagem. Estou bem. – ele me olhou da forma como costumava fazer quando eu era jogadora e comia muitos doces. Eu apenas sorri.
- Eloise, se alguém, ou melhor, se aquela reporterzinha do Semanário aparecer por aqui você poderia dizer a ela que estou precisando falar-lhe urgente? – apesar de achar que aquela vaca não apareceria aqui, eu precisava espalhar aos sete ventos que ela ia se ferrar.
- Si, Sim. Mais alguma coisa? – era impressionante o quanto essa garota se afetava quando Harry aparecia. Idiota!
- Não. Até amanhã.
Saímos rapidamente até o carro que estava estacionado do outro lado da rua. Ocorreu-me uma coisa: Por que Harry estaria ali?
- Ainda está cedo para buscar James e Albus... – eu comentei quebrando o silêncio.
- Eu sei. Tem uma coisa que eu quero te mostrar. – tentei decifrar algum significado nessas palavras. Não consegui.
- E o que seria?
- Seria surpresa, logo não posso falar. – ele falou com um sorriso irônico, o que eu mais odiava quando não entendia qual era a graça.
- Muito engraçado. – aproveitei o momento para falar de uma vez sobre a revista – Tem uma coisa que eu preciso lhe mostrar também. E é melhor que você não esteja dirigindo.
- Ok. Você primeiro. A minha não depende apenas de mim.
- pistas... – não gostei disso.
Ele estava dirigindo em direção as ruelas que circundam o Tamisa. A escola dos meninos ficava do outro lado da cidade e nossa casa também. Tentei me distrair com um jogo de celular (acho que o meu aparelho trouxa favorito), mas foi inútil. Finalmente, após vinte minutos de carro chegamos a um local esquisito, mas que possibilitava o carro ficar bem na beira do rio. Havia algumas pessoas andando por lá, alguns casais, talvez turistas curtindo o cheiro estranho do rio.
- Fale. – ele se virou para mim mostrando interesse.
- Bem... – tirei a revista da bolsa e simplesmente mostrei a capa a ele.
- Eu já vi.
- V.? Como, quero dizer, onde? – ótimo, ele já viu, talvez estivesse esperando o local esvaziar para me assassinar afogada no rio. Merlim, que pensamento!
- Mandaram lá para casa. Havia uma dedicatória da repórter para mim, dizendo que torcia para que eu superasse os meus traumas e voltasse a ser uma pessoa normal. Nunca ri tanto.
- Eu nunca disse nada daquilo. E só fui entrevistada por que aquele velho estúpido disse que deveríamos ajudar 'a nossa colega de trabalho'. Angelina também foi entrevistada. A desculpa dela era que se tratava de uma matéria sobre 'a vida da mulher moderna' e que nós éramos um bom exemplo para as bruxas e... – ele pos o dedo nos meus lábios me fez calar a boca.
- Alguma vez eu já acreditei em bobagens do Semanário?
- Não, mas é que... – eu não sabia o que falar.
- Você achou que eu fui lá para saber o que isso significava, não foi?
- Sim, mas... – ele me interrompeu.
- Bem, se enganou. Não foi para isso. Eu queria te trazer para esse lugar. Foi aqui perto que encontramos o irmão da Cho, mas não foi por isso que eu te trouxe aqui. Dizem que a tarde as luzes do sol na água são muito bonitas. Achei que você ia gostar de conhecer. – respirei fundo. Estávamos em um programa romântico. Minha Santa Morgana!
- Eu só achei que você acreditaria na revista, por que, bem... Nós tínhamos brigado.
Ele segurou o meu rosto com as mãos me forçando a encará-lo. Os olhos dele estavam doces. Eu simplesmente comecei a aproveitar o momento.
- Não importa o que aconteceu, eu ainda acredito em você. Ainda sei que você jamais faria uma idiotice daquelas. E mesmo que minha confiança estivesse abalada eu ainda iria querer te ouvir primeiro, antes de tirar qualquer conclusão.
Não controlei o impulso que me veio depois dessas palavras. Fiz algo que estava esperando que ele fizesse.
Beijei-o. Primeiro, por cauda do impulso, acabou ficando meio forte. Mas, depois foi suavizando. Apenas o beijei, como se estivesse saboreando o doce mais delicioso do mundo. Pensando bem, este era o meu doce preferido. Enquanto o beijava a lembrança distante de ter ficado meses sem o meu doce favorito assombrava a minha mente, me fazendo lembrar que ainda não estava tudo esclarecido. Tratei de mandá-la para o fundo obscuro da minha memória. Nada, nada mesmo iria atrapalhar aquele momento. Minhas mãos afundaram no cabelo dele e o acariciavam da nuca ao topo da cabeça, enquanto ele acariciava minhas costas, bem devagar, por cima da roupa.
No outro segundo, as mãos dele estavam dento da minha roupa, me fazendo ter os mais variados níveis de arrepios. Em nenhum momento desgrudamos os lábios, e talvez aquele fosse o beijo mais longo da minha vida. Abri um pouco os olhos para sanar minha curiosidade de como Harry estaria reagindo. Ele estava de olhos fechados e com o semblante calmo...
Talvez abrir os olhos foi uma ideia bastante errada, já que me fez lembrar que estávamos dentro de um carro estacionado num local público. Sem desgrudar os lábios dos dele falei:
- As pessoas...
Ele abriu os olhos devagar e me olhou confuso.
- As pessoas vão nos ver. - dessa vez, à muito custo me afastei dele.
- Quem se importa com as pessoas...? Esquece isso. - ele falou rapidamente e voltou a nos aproximar de mim.
- Mas vão nos ver...
- Não tem mais ninguém aqui, estamos no nosso carro e somos casados. Não estamos fazendo nada que os outros não façam. - eu acho que estava começando a deixá-lo impaciente.
- Ótimo, vamos esquecer as pessoas. - sorri e ele me beijou.
Não demorou muito para os beijos saírem da boca e descerem para o pescoço. Quando dei por mim, já estava só de soutien, e ele sem camisa.
- Harry! - bem, beijos num carro em local público tudo bem, mas sexo já é outra história.
- Sim? - ele me olhou ofegante.
- Sabe, é melhor pararmos, acho que não é muito saudável continuarmos com isso aqui... Imagina se um guarda aparece...
- Parece que você perdeu o seu senso de aventura... - ele sorriu, já fali o quanto eu adoro quando ele sorri para mim enquanto está ofegante dessa forma? É perfeito... Os olhos dele ganham certo tom de verde incrível.
- Não é só que eu não acho bom um guarda nos expulsar d... - ele selou os meus lábios com um beijo.
- Aproveite o momento... Isso entra para a nossa lista de coisas diferentes... - ok... vou tentar esquecer que um guarda pode vir nos expulsar no exato momento que estivermos tendo um orgasmo.
Ele tirou meu sutiã, e eu não pude deixar de olhar em volta. Se eu alcançasse a varinha, faria um feitiço de ilusão. Droga... Merlim como isso é bom... Por que eu deixo a varinha longe...? Merlim, parece que ele está cada dia melhor... A língua dele brincava de um lado e as mãos de outro. Resolvi fechar os olhos e esquecer as possíveis pessoas nos olhando.
- Harry, acho que seria bom … irmos para o banco de trás...
-Certo... - numa manobra rápida estávamos acomodados no espaçoso bando de trás.
Agora eu beijava a barriga dele e fingia que ia descer mais um pouco. Minhas mãos passeavam entre as pernas dele, sendo desviadas exatamente onde ele queria que elas permanecessem.
Beijei o sexo dele por cima da roupa e ele suspirou alto. Repeti algumas vezes, até que ele me segurou e trocou as posições. Minha vez de ser torturada.
Ele me deixou vestindo apenas a calcinha e começou a beijar minhas pernas, dando mordidas suaves, que acabavam causando um pouco de cócegas. Ele puxou minha calcinha com os dentes e foi descendo pelo resto das pernas com as pontas dos dedos.
Aquilo era loucura, mas era tão bom...
Ele tirou o resto da própria roupa e deitou por cima de mim.
O corpo dele estava quente e tremendo e os olhos com um lindo brilho de luxuria, um chamativo 'vamos começar o segundo ato'... Ele me beijou, e eu o senti dentro de mim. Era bom me sentir completa por ele, saber que eu lhe causava tremores... Nos movíamos devagar, como se estivéssemos num lugar realmente confortável e com todo o tempo do mundo. Os nossos lábios ficaram colados metade do tempo, e quando estávamos no ápice ele me olhou profundamente nos olhos, e havia dois significados lá. O óbvio era luxuria. O outro era algo que ele não se permitia dizer com palavras, ainda, mas que eu consegui entender o que significava. Os olhos dele me diziam que ele ainda me amava, tanto quanto sempre me amou. Me limitei a retribuir o mesmo olhar, por que eu também não me sentia capaz de falar nada naquele momento.
Ficamos unidos por vários minutos, recuperando o fôlego. Eu quebrei o silêncio:
- Seria bastante saudável vestirmos a roupa. Ainda estamos num local público. - Ele sorriu e concordou.
- Olhe, começou... – enquanto vestíamos as roupas ele apontou para o rio. O cenário era realmente lindo, as várias cores que estavam pintadas em coisas perto do rio refletiam na água e a deixava como um caleidoscópio. O céu estava em tons roxos e laranjas, igualmente lindo. Não podia ter vista mais perfeita para aquele momento. Eu simplesmente comecei a sentir como se tudo estivesse resolvido, mesmo antes da conversa estávamos em algum tipo de entendimento além das palavras e do sexo. Ele envolveu os meus ombros e eu deitei a cabeça no peito dele. Acho que ficamos horas em silêncio contemplando a paisagem e não pensando ou falando absolutamente nada. Até que ele começou a me beijar outra vez, e o que eu estava temendo aconteceu. Batidas bruscas nos interromperam.
- Ei, saiam daqui. – um homem com o uniforme de guarda, corpulento e com um bigode horrível e castanho, batia no carro.
Harry abriu a janela do carro.
- Estamos apenas olhando o pôr-do-sol. Não fizemos nada demais.
- E desde quando se olha pôr-do-sol de dentro do carro e com a boca colada numa mulher? Vamos, saia se não quer ser preso.
- Tudo bem, nós já estávamos de saída. – Harry retrucou fechando o vidro do carro e dando partida.
- Bela hora para ele chegar... – eu falei divertida.
- É... Bela hora... - ele sorriu. – Vamos buscar os garotos.
- OK.
* H*&*G*
Jantamos animadamente com as crianças. Parecíamos mesmo aquela família de uns seis meses atras, antes de tudo começar a dar errado. Apesar da tarde de hoje, de ter ouvido que ele ainda confiava em mim e de ter visto que ele ainda me amava tanto eu ainda não estava completamente segura. Minha ansiedade pelo fim da semana e pela fadada conversa estava crescendo e me consumindo. E se apesar de tudo não conseguirmos chegar a um acordo? Como vai ser daqui para frente? E os meninos? Esses pensamentos me deixavam alguns minutos distraída do que estava acontecendo a minha volta e eu acabei perdendo uma rodada de Snap Explosivo e chamando a atenção de Harry. Ele me olhou com uma pergunta nos olhos, mas eu apenas fiz sinal para continuarmos a brincadeira. Hoje eu deveria colocar James para dormir e decidi contar-lhe uma história. Sobre como Harry me salvou da Câmara Secreta e de Riddle. Claro que ele não saberia o real nome dos personagens.
- Como o prometido, mamãe contará uma história para você hoje.
- Oba! O que será? - ele quis saber entusiasmado.
- Fique bem quieto e ouça... - eu falei apenas pela força do hábito. - Um homem cheio de más intenções colocou um diário enfeitiçado no caldeirão de uma bruxinha que estava prestes a entrar em Hogwarts, como se fosse um ato de caridade. Ela, muito inocente, começou a usar o diário para escrever sobre sua vida e do quanto às vezes ela era triste.
- Por que ela era triste? - ele me interrompeu, e essa pergunta era complexa de responder.
- Ela não tinha muito dinheiro e as vestes dela eram velhas, ela desejava comprar vestes novas. O diário enfeitiçado começou a falar com ela, respondendo com uma escrita mágica tudo o que ela escrevia lá. Ela foi perdendo as forças aos poucos, até que fazia o que o diário mandava. O diário pertenceu a um bruxo das trevas muito poderoso, que estava sumido e pretendia voltar através dela. Uma parte dela, que não havia sido dominada lutou, até que o bruxo se irritou e resolveu levá-la a um lugar muito escuro de Hogwarts e sugar a alma dela, para viver novamente.
- Como um dementor, mamãe? - ele estava com os olhos já fechados e a voz sonolenta.
- Sim James, como um dementador. Um irmão dela descobriu que ela estava quase morta numa câmara em Hogwarts e tentou a ajuda do professor de DCAT, mas ele não quis ajudar, pois era um covarde. No fim de tudo, apenas dois garotos, o irmão e o melhor amigo dele foram salva-la. O irmão ficou preso num local cheio de pedras, mas o amigo dele, cheio de coragem, não desistiu de salvá-la. A encontrou quase morta, e nem mesmo um monstro na forma de uma cobra enorme o amedrontou. Ele lutou até quase morrer, mas conseguiu tirá-la de lá com vida.
- Mamãe? - a voz dele estava muito sonolenta.
- Sim.
- O que aconteceu depois? - ótimo, esta pergunta era nova. Eu poderia dizer que anos mais tarde ele se apaixonou por ela e depois de uma guerra se casaram, mas não vivem sempre no 'felizes para sempre', e além disso tiveram um filho ruivo muito levado.
- O garoto virou caçador de bruxos das trevas. Agora durma. - fiquei alguns minutos acariciando a cabeça dele, até que ele estava profundamente adormecido. Apaguei a luz e fui para o meu quarto, lembrando de um acontecimento específico da minha vida. Certa comemoração de jogo no quinto ano...
Harry estava deitado na cama com um livro na mão, olhando, mas não lendo.
- Ele não queria dormir? - perguntou se referindo ao fato de eu ter demorado muito com James.
- Não, ele estava calmo hoje. - me dirigi ao armário e comecei a trocar de roupa. - Ele estava prestando atenção na historinha que eu inventei, só isso.
- Hum... Você tem algo em mente para amanhã? - com certeza ele estava se referindo a algo criativo para a 'nossa semana'.
- Bem, uma coisa por vez – deitei ao lado dele. - Amanhã ainda está a algumas horas de distância.
- É... - ele passou alguns minutos me observando, com uma expressão de receio.
- Pode falar... - tentei quebrar o clima estranho.
- Você não gostaria de fazer algo normal hoje, só para variar? - hum... Estava ficando interessante.
Não respondi com palavras. Puxei o rosto dele para perto do meu e o beijei.
- E isso é um sim. - ele afirmou quando nos separamos do beijo.
- Vamos parar de falar um pouco? - eu propus.
Os beijos recomeçaram e em minutos já estavam no pescoço e nos seios. Eu dava mordidas leves no pescoço e brincava com a orelha dele, enquanto sentia as mãos passearem pelo meu corpo. Quando nos unimos, não desgrudamos os lábios um único segundo, como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte e aquela fosse a última vez. Ficamos na mesma posição por muitos minutos, até que nos separamos e eu me aninhei nos braços dele. Novamente a sensação de palavras não ditas tomou conta de mim. Sexta-feira seria depois de amanhã, e eu estava desejando muito que ela chegasse logo.
* H*&*G*
Não encontrei Dana Vance, Cavendish ou qualquer pessoa direta ou diretamente responsável pela entrevista. Quando saí para almoçar no Beco Diagonal, encontrei os olhares curiosos dos bruxos fofoqueiros. Tratei de ignorar e fiz questão de mostrar a aliança que brilhava mais do que nunca na minha mão esquerda. Fui diretamente falar com Hannah e acabei encontrando Hermione.
- Ora, vejam quem está viva... Onde você se meteu? – eu quis saber.
- Estava trabalhando em casa. Digamos que seu sobrinho anda muito levado e me dando dores de cabeça. – ela sorriu. – Vamos para uma mesa.
- Ok.
Quando sentamos, vi Hermione murmurar um feitiço e depois começar a perguntar algo que eu já estava esperando.
- Como estão?
- Bem... Achei que você comentaria do meu cabelo... – ele estava meio solto hoje.
- Já conversaram? Ele já viu a revista?
- Sim sobre a revista, e devo dizer que fiquei surpresa com a reação dele. E não sobre aquela conversa.
- Gina, eu acho que já está mais que na hora. Adiar isso vai trazer uma falsa sensação de calmaria, que pode se transformar numa explosão séria, à mínima briga... – ela falou com o velho tom 'eu estou certa'. O pior que é ela estava muito certa. Não podia adiar mais.
- Vamos conversar amanhã.
- Ótimo, mas se puder adiantar para hoje, melhor.
- Vamos mudar de assunto. – acho que já envolvi Hermione o suficiente, daqui em diante seria problema meu. Almoçamos traquilamente e quando estávamos acabando a sobremesa, eis que surge uma pessoa indigesta na porta do Caldeirão. Dana Vance. Segurei todos os meus impulsos assassinos e minha vontade de chamá-la de mentirosa desgraçada e todas as palavras feias que estavam na minha cabeça. Afinal, eu não iria dar elementos para uma matéria daquelas.
- Mione. É ela. A repórter desgraçada que distorceu a entrevista. – eu falei rapidamente.
- A que entrou agora. Ela parece a Rita Skeeter, mas anda como Narcisa Malfoy. Não esboce reação. É isso que ela quer.
- Eu sei. Mas ainda vou denunciá-la no Ministério. E depois azará-la, para que nunca mais ela consiga escrever. Claro, ninguém vai saber que fui eu.
Hermione riu e me fez rir também. Isso seria bom. As pessoas veriam o quanto eu estava bem. Saímos com a maior classe do mundo, sendo acompanhadas por olhares curiosos e pela expressão de derrota de Vance, pelo fato de eu não ter esboçado nenhuma reação à presença dela.O que está reservado para ela está guardado, e vai ser manifestado na hora certa.
