Quando Avery lhe apertou as coxas, Severus o derrubou, tirando as mãos dele das suas coxas:

- Sai daqui, seu viado. – disse rindo, enquanto Avery se recompunha. – Eu não tenho nada contra vocês. Mas o que eu tenho a ver com isso? Meu Merlin, viu? - o olhou, Avery ainda fazia uma careta, mas agora era de raiva, ou talvez de magoa. Não sabia exatamente o que era. Mas achava que Avery não seria o mesmo a partir disso, não entendia bem o que aquilo significava. Contudo, não tinha muito interesse em saber. Decidiu-se por sair, e tomar um ar, aproveitando para terminar seus exercícios no salão comunal.

Nesse momento, do outro lado do castelo, Remus e Sirius se dirigiam para seus dormitórios. Sirius vinha na frente, com um riso preso nos lábios; estava ansioso, havia um tempo que não se encontravam juntos, ainda mais no dormitório, e sozinhos, o que era mais importante:

- Ah ! – suspirou e em seguida exclamou, não se contendo. – Vamos logo, Lupin. – arfou levemente Sirius, puxando o outro pelo pulso; mal escondendo a pressa, andando rápido a passos curtos para manter as aparências.

- Calma, Black. – sorriu divertido o mais alto; rouco, com sua voz e olhar calorosos e paciência extraordinária. Apesar de se contagiar com a ansiedade do moreno de cabelos cacheados e uniformemente negros e sedosos, se mantia calmo e sereno.

Entraram ambos, primeiro Sirius, o qual vinha na frente, visivelmente alterado, mas risonho e contido. Depois Remo.

O moreno fechou a porta fazendo barulho, e empurrou o amigo sob a porta:

- Enfim, sós. – gracejou, passando o lábio inferior para dentro da boca, o retirando de lá pausadamente, arranhando-o com os dentes.

- Aqui? Assim desse jeito? – perguntou Remo simulando preocupação. – Tem certeza que ninguém vai vir?

- Eu sou Sirius Black. – falou o moreno, imitando o jeito de falar de um ator trouxa que havia visto, numa janela conhecida do bairro onde morava. – Somos os marotos, e ninguém pode conosco. Podemos tudo o que quisermos. – disse por último, empinando o nariz, olhando por cima da testa de Lupin, com um olhar imponente de super herói, de homem infalível.

- Então chega de conversa. – gargalhou sem afetação Remo, virando a chave, que já estava na porta, sem olhá-la, fazendo-lhe de costas. Passou a mão pela cintura do mais baixo, até chegar ao seu rosto, acariciando-lhe, e aproximando seus lábios do outro. Sirius sorriu satisfeito, e abocanhou os lábios de Remo sem avisar, sem pestanejar. Os dois, aos poucos, foram se entregando com paixão; não era novidade, mas há muito tempo que isso não acontecia.

A porta rangia com o peso dos seus corpos, da força em que um corpo se atritava com o outro. Remo lhe sussurrou para saírem da porta, para "não dar muito na cara". Sirius riu, mas obedeceu seu amante, deitando-o no chão, passando seu corpo por cima dele, abrindo as pernas e encaixando seu quadril ao do alvo homem a sua frente. Seus corpos se alisavam num ritmo frenético, suas mãos passeavam pelas curvas, pelas retas lisas e macias, por toda a extensão do físico de Remo, que eram quentes como uma manhã de sol, apesar da cor branca pálida típica dos pólos; Remo lhe arranhava as costas, de cima para baixo, e de baixo para cima entrando entre o espaço da sua camisa, e de sua pele - a pele de Sirius era quente como fogo -, aquecia as mãos de Remo, ao mesmo tempo em que o fazia explodir de calor; Remo disparava em direção aos botões de Sirius que insistiam em se manter inertes, Sirius apenas os arrancava sem delicadeza; tamanho eram os seus desejos um pelo outro. As calças se disputavam por se tornarem peças fora do baralho das emoções, um tentava com os seus pés tirar os sapatos do outro; a concentração que mantinham um sobre o outro era completa, nada fazia com que os dois se distanciassem, eles se mantinham unidos, corpo colado com corpo, lábios brincando por entre os quintais da união das essências. Os dois nus, deslizavam sob e sobre as curvas do outro. Sirius era geralmente o ativo, era mais agressivo e ligeiramente mais forte, e maior, mesmo Remus sendo um pouco mais alto que ele, mas hoje era um dia diferente, Sirius queria diversificar, estava há tanto tempo sem sentir a pele do amigo se roçando a sua alma, e o fazendo suspirar sem descanso, que o encorajou a fazê-lo:

- Vamos, Remus. – disse ele perdendo a voz a cada sensação mais prazerosa que sentia, ao sentir seus corpos se chocando e deslizando com seus suores. – Por favor, eu quero você. – as palavras dele pareciam súplicas, mas não, eram carinhosas; o tom de voz era aveludado, e baixo; fazia leves nuances até chegar ao ouvido do outro e arrepiá-lo.

Remus não respondeu, não com palavras, talvez, com um gesto. Passou-lhe a mão carinhosamente pelas maçãs do rosto de Sirius, e o empurrou para debaixo dele. Em vez de ser assim, ele lhe deixou de lado, deixando Sirius de costas para ele, mas de lado para qualquer um que pudesse ver de pé. Abraçou o ventre masculino do moreno, passando seu rosto para o ombro do seu amante, beijando-lhe o pescoço com amor. Encaixou seu corpo, na altura dos membros de Sirius e o penetrou devagar, com medo de causá-lo muita dor.

Sirius fechou os olhos, e cerrou os dentes. Não sabia que era tão dolorido, pelo menos, no começo. Ficou com receio de que havia feito Remus passar por isso tantas vezes, e ser aquilo o que ele sentia. No entanto, Remus era um cavalheiro, ele podia notar, um anjo até naquelas situações, ele entrava devagar, vendo o movimento de Sirius, para ver se estava fazendo com que o outro se sentisse tão bem quanto ele mesmo já estava se sentindo.

Sirius, aos poucos, começou a sentir prazer, e o prazer aos poucos mas com grande intensidade, começou a dominar a dor como se ela fosse apenas um gatinho mimado. Ele riu com a comparação, Remus sorriu, e entrou por fim em toda a extensão de Sirius; Sirius lhe apertou a coxa, pedindo mais força e mais rapidez. Remus sorriu, ainda um pouco inseguro da medida; começou a investir contra o corpo do moreno com mais violência, e furor, Sirius adorará, não sabia que Remus podia ser tão violento; sorriu e começou a gemer alto:

- Oh, Remus... – sua voz sumia novamente, ele não tinha fôlego para dizer palavras com sentido, então gemia urros desconexos, como se estivesse numa caverna, transando com um primata. Remus sentia um prazer inigualável, sua boca gemia o nome de Sirius, e algumas outras coisas que eram cortadas com gemidos, seu membro deslizava para dentro e para fora de Sirius, seu interior era tão quente quanto era por fora, e úmido como se fosse um útero de mãe. Suas comparações eram realmente, visivelmente alucinadas, mas eram profundas como os sentimentos que estavam absorvendo daquelas matérias quentes.

A boca do mais loiro percorria a nuca do moreno, que estremecia a cada toque de sua língua quente em seu pescoço morno. Seus corpos se moviam na mesma constância como se fossem um só, ligados por aquele membro rígido que vibrava dentro do outro. Sirius perdia todo o fôlego, ofegava silenciosamente, suas pálpebras estremeciam, sua voz não saia mais, sentia o prazer chegando ao auge, seus pés roçavam as canelas do outro, suas mãos se arrastavam no tapete felpudo, seu pescoço estava inclinado no ombro quente do seu amante; seus beijos saiam aos poucos no queixo de Lupin. O mais loiro se sentia inerte mentalmente, sua mão escorregava pelo tronco e abdômen de Sirius, e seus pés se entrelaçavam nas pernas do outro, seu membro vibrava como se estivesse pronto para explodir, sua mão deslizou e chegou ao pênis ereto do outro e começou a masturbá-lo. Começou o clímax, e os dois se agitaram mais do que podiam prever, gritaram, urravam, Remo puxou um lençol caído no chão e colocou na boca de Sirius, Sirius mordeu com todas as suas forças aquele pedaço de pano. E os dois gozaram sem poderem segurar.